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Ministério do Planejamento autoriza 82 mil vagas temporárias para o IBGE

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Vagas-Temporarias

 

Contratações são para trabalho no Censo Agropecuário de 2016

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) autorizou, nesta segunda-feira (14), por meio da Portaria nº 571, a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a contratar até 82.023 profissionais para trabalhar no Censo Agropecuário 2016.

São 223 vagas para Analista Censitário, 486 para Agente Censitário Regional, 700 para Agente Censitário Administrativo, 5.500 para Agente Censitário Municipal, 12.540 para Agente Censitário Supervisor, 174 para Agente Censitário de Informática, e 62.400 para Recenseador.

As vagas são temporárias, com base na Lei nº 8.745/93 que determina que as contratações sejam feitas por tempo determinado e efetuadas a partir de aprovação em processo seletivo simplificado.

As remunerações serão definidas pelo IBGE em valores proporcionais aos dos salários dos servidores públicos que desempenham função semelhante. O edital de abertura das inscrições deverá prever o número de vagas, a área de atuação, a descrição das atribuições, a remuneração e o prazo de duração do contrato.

O período de trabalho deverá ser de até um ano, com possibilidade de prorrogação até o limite máximo da vigência dos contratos, estipulada em três anos. A prorrogação precisará ser justificada pela necessidade de conclusão das atividades previstas na Portaria 571. As despesas com as contratações correrão à conta de dotações orçamentárias do IBGE.

Quase 2 mil empresas do Simples Nacional no DF continuam inadimplentes

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Notificados pelo governo, donos de negócio têm até esta sexta (18) para pagar dívidas, sob pena de exclusão do regime tributário. Eles podem usar o benefício do Refis-DF

Das 3.123 empresas de Brasília inseridas no Simples Nacional e notificadas pela Secretaria de Fazenda para regularizarem os débitos não pagos até 31 de agosto, apenas 1.176 quitaram a dívida. As outras 1.947 continuavam com pendências até essa quarta-feira (16). O contribuinte tem até esta sexta (18) para acertar o que deve ao governo de Brasília ou corre o risco de ter o negócio excluído do programa em 2016.

O regime tributário Simples Nacional estabelece tratamento diferenciado às micro e pequenas empresas em todo o País em relação a questões como arrecadação única de impostos e de obrigações acessórias.

Os empresários brasilienses também podem aproveitar o Programa de Incentivo à Regularização Fiscal (Refis-DF), que se encerra também amanhã. A iniciativa permite o parcelamento dos valores em até 120 vezes, além de descontos sobre juros e multas que alcançam até 99%. Interessados podem solicitar o acordo pelo portal da Fazenda, nas agências da Receita do DF e nos postos do Na Hora Cidadão.

Câmara aprova medidas para fim de pedalada fiscal e venda de terrenos para aumentar arrecadação

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Foto: Tony Winston
Foto: Tony Winston

Legislativo também deu aval para o orçamento de 2016 e outros 20 projetos do Executivo

Por Amanda Martimon e Paula Oliveira – O governo do Distrito Federal tem o aval da Câmara Legislativa para colocar à venda 28 terrenos públicos. A medida integra uma série de iniciativas do Executivo local para reforçar a receita e, assim, conseguir pagar os reajustes salariais autorizados em 2013. Na última sessão legislativa do ano nesta quarta-feira (16), foram aprovados 19 projetos do Executivo, além da Lei Orçamentária Anual de 2016 — que estima receita de R$ 33 bilhões — e o Plano Plurianual para o quadriênio 2016-2019.

A princípio, o Executivo havia proposto uma lista de 32 terrenos, mas quatro deles — dois em Samambaia, um na Candangolândia e um no Lago Sul — foram retirados em acordo com os parlamentares. Além das áreas listadas no projeto de lei, o governo poderá colocar à venda área do Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (Saan). Apesar de a estimativa inicial de arrecadação com a venda dos 32 terrenos e a área do Saan ter sido de R$ 1,2 bilhão, a previsão no orçamento de 2016 é de R$ 520 milhões.

O governo optou por uma análise mais conservadora ao considerar o desaquecimento do mercado financeiro e a média de vendas de imóveis por licitação. “A aprovação da venda desses terrenos é de fundamental importância para que com esse incremento de receita ao orçamento seja possível honrar os compromissos com os servidores”, ressaltou o secretário-adjunto de Relações Institucionais da Casa Civil, Igor Tokarski. Ele pontuou ainda a participação colaborativa da Câmara Legislativa com o governo que permitiu a votação de importantes propostas ainda em 2015. “Os técnicos e secretários do governo estiveram presentes para aprofundar as discussões, tirar todas as dúvidas em relação aos projetos e assim trazer benefícios para a população.”

Orçamento para 2016

A Lei Orçamentária Anual de 2016 foi aprovada em R$ 32.605.928.893, montante formado pela previsão de R$ 29,65 bilhões em receitas correntes (como impostos e contribuições) e R$ 2,95 bilhões em receitas de capital (como contratação de empréstimos e venda de bens).

Acrescido à estimativa total, haverá ainda repasse do governo federal de cerca de R$ 7,4 bilhões referentes ao Fundo Constitucional do Distrito Federal para a área de segurança pública. Os valores do fundo para educação e saúde já estão previstos na Lei Orçamentária Anual. As emendas parlamentares representam 2% da receita corrente líquida do orçamento — cerca de R$ 400 milhões.

Também foi aprovado com emendas o Plano Plurianual, elaborado com participação popular. Nele, o Executivo local planeja ações para aumentar a qualidade de vida e reduzir a desigualdade social, conquistar a confiança da população e tornar a capital modelo de cidade sustentável. A estimativa é que os programas previstos para os próximos quatro anos custem R$ 130 bilhões aos cofres públicos.

Créditos

Outro projeto de lei proposto pelo governo e aprovado pelos parlamentares nesta quarta-feira tem como objetivo acabar com as chamadas pedaladas fiscais no Distrito Federal. Em prática adotada em gestões anteriores no DF, o pagamento dos salários de dezembro e do décimo terceiro dos servidores públicos era empenhado com recursos do ano seguinte, e não com dinheiro do exercício financeiro corrente.

Para mudar isso, o governo local precisou pedir à Câmara Legislativa a revisão da meta fiscal prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2015 e créditos extraordinários. Como a medida foi aprovada, o Executivo conseguirá manter o pagamento deste mês no orçamento de 2015. “O objetivo de aumentar a meta fiscal é dar transparência à realidade. Hoje, ela não espelha a folha de pagamento de dezembro, por exemplo”, afirmou a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos. Como herdou a folha de pagamento de dezembro de 2014 ao assumir a gestão, o Executivo somará 13 folhas neste ano. Embora isso acarrete orçamento mais apertado a curto prazo, trará benefícios a longo prazo, além de gestão mais responsável, e reduzirá o resultado negativo do orçamento.

Os deputados distritais também aprovaram na última sessão legislativa do ano dois projetos de lei de abertura de crédito extraordinários — um de R$ 380.169.737 e outro de R$ 1.231.488.883. A justificativa do Executivo local é a situação de emergência do sistema de saúde pública e a crise financeira nacional e em Brasília. “Precisamos garantir que o governo tenha dinheiro para quitar todos os pagamentos de dezembro e ter recursos para não criar mais dívidas para 2016”, afirmou o secretário-adjunto de Planejamento, Orçamento e Gestão, Renato Brown. Também serão beneficiados com o crédito o Serviço de Limpeza Urbana, o Transporte Urbano do DF e a Educação. Além disso, o governo conseguiu a aprovação de dois créditos suplementares, um de R$ 1,5 bilhão e outro de R$ 178 mil.

Horas extras

O Projeto de Lei nº 751, que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2016, também aprovado nesta quarta-feira na Câmara Legislativa, garante aos beneficiados pelo Fundo de Amparo à Cultura a dispensa de contrapartida financeira. A mesma matéria abre para situações de calamidade o pagamento de horas extras a servidores do governo do DF, impedido de quitá-las por ter ultrapassado o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, exceto nos casos de servidores da Saúde, da Educação e da Segurança Pública.

Redução de 20% nos salários do primeiro escalão do governo do DF não saiu do papel em 2015

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Decreto reduz salários do primeiro escalão do GDF enquanto limite da LRF for desrespeitado (Foto: Reprodução)
Decreto reduz salários do primeiro escalão do GDF enquanto limite da LRF for desrespeitado (Foto: Reprodução)

 

Corte de 20% volta à pauta em fevereiro, mas deve ter validade limitada. Anunciado como ‘corte na própria carne’, texto já tramita há três meses.

Mateus Rodrigues – A redução de 20% nos salários do primeiro escalão do governo do Distrito Federal não vai sair do papel neste ano. A Câmara Legislativa entrou em recesso nesta quarta-feira (16) sem votar, em plenário, o projeto de decreto legislativo 56/2015, anunciado como um “corte do GDF na própria carne”.

Sem a aprovação definitiva, o texto retorna à pauta da Câmara em fevereiro, após o recesso parlamentar. Ele já foi aprovado pelas comissões e está pronto para a votação em plenário, mas não foi sequer citado durante o esforço concentrado da última semana.

O projeto que deveria ajudar a pôr ordem nas contas públicas do GDF não deve ter muito efeito prático. Começando em fevereiro, com uma possível sanção, e terminando em maio – prazo limite para a normalização do balanço financeiro –, a redução salarial poderia ser aplicada em, no máximo, três contracheques.

Hoje, o GDF gasta R$ 715.211,30 por mês com os salários do governador Rollemberg, do vice Renato Santana, dos 18 secretários e dos 24 administradores regionais. O valor leva em conta apenas o vencimento bruto, sem bônus, 13º salário, férias, benefícios e indenizações.

Com a aprovação da lei, o custo mensal cairia para R$ 572.169,04 – uma economia de R$ 143.042,26 a cada folha salarial. Se o corte fosse mantido por um ano, o GDF deixaria de gastar R$ 1.716.507,12 apenas com o primeiro escalão.

Só primeiro escalão

O projeto de decreto legislativo 56/2015 define que os salários do primeiro escalão serão reduzidos em 20% sempre que o GDF estourar o limite máximo de gastos com folha de pagamento. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabelece esse teto em 49% da receita corrente líquida.

Com o texto, o salário bruto do governador passa de R$ 23.449,55 para R$ 18.759,64; o do vice-governador, de R$ 20.743,83 para R$ 16.595,06; o dos secretários, de R$ 18.038,12 para R$14.430,49, e o dos administradores regionais, de R$ 14.430,49 para R$ 11.544,39.

O decreto não cita outras categorias do funcionalismo público. O Palácio do Buriti afirma que não existem carreiras com salários vinculados ao do governador e, por isso, o decreto não tem efeito cascata.

Em setembro, o GDF ultrapassou o limite máximo da LRF e gastou 50,8% da receita corrente líquida com salários. Agora, o Buriti tem até maio para voltar ao limite da lei. Pelo menos um terço do “excesso de salários” tem que ser cortado até dezembro.

Caso contrário, o DF fica proibido de obter garantias, transferências voluntárias e operações de crédito – na prática, deixa de receber investimentos de fora. O secretário de Fazenda, Pedro Meneguetti, anunciou os números de setembro e disse que o governo corria risco de “entrar em colapso”.

Fim do ano

A votação do Orçamento de 2016 em dois turnos marca o fim do ano legislativo. A partir desta quinta (17), os deputados entram em recesso e a agenda fica suspensa até 1º de fevereiro.

Durante o esforço concentrado desta semana, os parlamentares aprovaram mais de 80 projetos de lei formulados pelo Executivo e pelos próprios distritais. Apenas um texto foi rejeitado – o projeto de Liliane Roriz (PRTB) que tentava suspender, por seis meses, as derrubadas da Agefis em áreas de ocupação irregular. (do G1 DF)

Governador Rollemberg reúne imprensa e apresenta principais ações de 2015

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Foto: Dênio Simões
Foto: Dênio Simões

 Trabalhos desde o início do ano proporcionaram avanços em áreas como infraestrutura, gestão e segurança pública

Por Saulo Araújo – Mesmo em um ano de recessão no País, o governo de Brasília conseguiu executar em 2015 diversos projetos com vistas a melhorar a qualidade de vida da população. Avanços nas áreas de desenvolvimento econômico, gestão, infraestrutura, políticas sociais e segurança pública começam a ser percebidos neste primeiro ano de mandato do governador Rodrigo Rollemberg. Os principais resultados foram apresentados pelo chefe do Executivo aos Conselhos de Transparência e Controle Social e de Desenvolvimento Econômico e Social do DF, na manhã desta quarta-feira (16), no Auditório Márcia Kubitschek, no Memorial JK.

Com um rombo calculado em R$ 6,5 bilhões, a primeira medida para evitar que as finanças entrassem em colapso foi cortar substancialmente as despesas. De imediato, o número de secretarias de Estado caiu de 38 para 24. Em setembro, diminuiu para 17 a quantidade de pastas. O controle na emissão de passagens áreas e diárias, a redução de veículos alugados e a dispensa de 4,5 mil cargos em comissão resultaram em economia de cerca de R$ 1 bilhão.

“Tomamos medidas duras, mas conseguimos diminuir nosso déficit. Seguimos com o nosso grande desafio, de fazer com que o cidadão confie na administração pública”, destacou o governador durante a apresentação de hoje.

Acompanhado de todo o primeiro escalão do governo, Rollemberg agradeceu o trabalho dos secretários, dos administradores regionais e dos titulares de autarquias, empresas e órgãos vinculados, além do apoio dos deputados distritais na aprovação de projetos de lei essenciais para recuperar a saúde fiscal do DF.

Transparência

O arrocho nas contas veio acompanhado de medidas com o propósito de tornar cristalinas as operações do Executivo. Compreender o complexo Sistema Integrado de Gestão Governamental, o Siggo, ficou mais fácil com a criação do aplicativo Siga Brasília. De maneira simples, qualquer cidadão pode acessar pelo telefone celular ou pelo computador as transações do governo, as escalas dos médicos da rede pública e os salários dos servidores, entre outras informações.

Segurança pública

Os indicadores de criminalidade aferidos ao longo do ano mostram que o morador do Distrito Federal está mais protegido. As ações do programa Viva Brasília — Nosso Pacto pela Vida resultaram na redução de 14,4% dos homicídios nos primeiros 11 meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2014. Quase todas as outras modalidades de delitos apresentaram queda, como os latrocínios (roubos com morte), que passaram de 44 para 40 (menos 9,1%), os roubos de veículos (-33,8%) e os roubos em comércios (-32,6%).

Nas vias do DF, as cinco campanhas educativas do Departamento de Trânsito (Detran) e o rigor das fiscalizações — que envolvem a Polícia Militar e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) — fizeram o número de mortes no trânsito ser o menor dos últimos 15 anos.

Mobilidade

Mais de 65 mil pessoas dependentes do transporte público em Ceilândia, no Gama, no Riacho Fundo II e em Sobradinho II foram contempladas com a entrega de um terminal rodoviário em cada uma das regiões administrativas. Instalações modernas e confortáveis substituíram velhos pontos de embarque e desembarque.

Quem tem carro foi beneficiado com 177 quilômetros de pistas com asfalto restaurado. A DF-035, que faz entroncamento com a DF-001, recebeu nova pavimentação. Além disso, o Balão da Esaf (Escola de Administração Fazendária) — que liga as duas rodovias — foi alargado, o que deve diminuir os recorrentes engarrafamentos nos horários de pico nas regiões do Jardim Botânico, do Lago Sul e nos condomínios.

Fomento à economia

O governo de Brasília propôs uma série de ações para tornar menos burocráticos procedimentos como a emissão de habite-se e de alvarás, com a intenção de estimular a economia da cidade e, consequentemente, aumentar a criação de emprego. As políticas de desenvolvimento ainda beneficiaram produtores rurais, com a destinação de R$ 15 milhões para compras governamentais de 1,2 mil agricultores familiares.

A médio prazo, espaços públicos serão modernizados e mantidos com parcerias público-privadas. A proposta de compartilhamento com a iniciativa privada da gestão do Parque da Cidade, do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, do Jardim Zoológico de Brasília e de outros equipamentos tornará mais eficiente a administração desses locais e trará economia aos cofres do governo.

Combate à grilagem

Moradores de regiões com infraestrutura precária acompanham a chegada do progresso por meio de obras diversas. No Condomínio Sol Nascente, em Ceilândia, estão em curso intervenções nos Trechos 1 e 2, como pavimentação e instalação de redes de águas pluviais. “Era nosso compromisso prioritário; uma obra como essa diminui a desigualdade social”, disse Rollemberg. Já Vicente Pires, uma das regiões administrativas mais afetadas em época de chuva forte, ganhou 1.035 ligações de esgoto e um conjunto de obras de drenagem.

As benfeitorias nas duas localidades ocorrem graças ao trabalho de erradicação de construções irregulares que impediam a urbanização. O combate à ocupação irregular do solo resultou em mais de 1 milhão de metros quadrados liberados em todo o DF, incluindo 130 mil metros de cercas e muros na orla do Lago Paranoá. “Precisamos de coragem para fazer isso, mas não vamos parar. A área pública deve ser de todos”, afirmou o chefe do Executivo.

Prevenção contra o Aedes aegypti

Esforços foram concentrados no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e da zika. Desde janeiro, houve várias ações preventivas, algumas delas com a presença do governador, como a que ocorreu na segunda-feira (14), em Sobradinho II, onde 150 agentes da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde visitaram dezenas de residências à procura de focos de transmissão dessas doenças.

Dados da pasta de Saúde, atualizados em 10 de dezembro, mostram que, de janeiro a novembro de 2015, 9.406 casos de dengue foram confirmados em Brasília. O número é 18,68% menor que o do mesmo período do ano passado, quando houve 11.567 ocorrências.

Habitação e políticas sociais

Foram registrados em cartório cerca de 12 mil lotes em São Sebastião e no Riacho Fundo II e concedidas 10,3 mil escrituras em todo o DF. Moradores inscritos em programas habitacionais receberam as chaves de 5.152 casas e apartamentos desde o início do ano, a maioria no Parque do Riacho, no Riacho Fundo II (3.072), e no Paranoá Parque, no Paranoá (1.856).

As políticas sociais administradas pelo Executivo culminaram na entrega de 13 creches em 2015. Mais sete serão abertas em 2016. Além disso, três conselhos tutelares (Brazlândia, São Sebastião e Taguatinga) foram reformados e duas escolas — Escola Verde e Escola Técnica do Guará — tiveram as obras iniciadas.

O projeto Caravana da Juventude Negra, com o propósito de inserir jovens negros no mercado de trabalho, chegou a 12 localidades. Já a inauguração da agência do trabalhador para pessoas com deficiência, em 3 de dezembro, proporcionou atendimento mais digno para esse público. O governador também destacou a abertura da Casa da Mulher Brasileira, em junho, e a retomada das obras do Bloco 2 do Hospital da Criança, em setembro.

No campo da sustentabilidade, uma ação foi a retomada das obras do Aterro Sanitário Oeste, entre Samambaia e Ceilândia, o que resultará no fechamento do Lixão do Jóquei, como determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A previsão é que o espaço fique pronto em meados de 2016.

Participaram da solenidade desta manhã o vice-governador de Brasília, Renato Santana; a colaboradora do governo Márcia Rollemberg, esposa do governador; o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio; o chefe da casa Militar, coronel Cláudio Ribas; e os secretários da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, José Guilherme Leal; de Cultura, Guilherme Reis; de Economia, Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Arthur Bernardes; de Educação, Esporte e Lazer, Júlio Gregório Filho; de Fazenda, Pedro Meneguetti; de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade; de Justiça e Cidadania, João Carlos Souto; de Mobilidade, Marcos Dantas; do Meio Ambiente, André Lima; de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos; e de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude, Aurélio Araújo.

Também estavam presentes a secretária interina da Segurança Pública e da Paz Social, Isabel Seixas; os secretários-adjuntos de Turismo, Jaime Recena, e do Esporte e Lazer, Leila Barros; os comandantes-gerais da PM, coronel Florisvaldo Ferreira Cesar, e do Corpo de Bombeiros, coronel Hamilton Santos Esteves Junior; o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba; e os titulares de empresas públicas e autarquias e órgãos vinculados.

Câmara Legislativa reinicia votação de projetos com pauta de 80 itens

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Foto: Carlos Gandra/CLDF
Foto: Carlos Gandra/CLDF

 

Orçamento será apreciado em segundo turno

A Câmara Legislativa do Distrito Federal iniciou a sessão extraordinária nesta quarta-feira (16) para continuar a votação de projetos do Executivo e de distritais, antes do recesso parlamentar. A sessão iniciada na tarde de terça-feira só terminou próximo das 2h desta quarta-feira (16), após a votação de dezenas de projetos.

A presidente da Câmara Legislativa, deputada Celina Leão (PDT), convocou reunião de líderes para às 9h, na sala próximo ao plenário, com a finalidade de acertar os últimos detalhes para a votação dos projetos em pauta. A reunião extraordinária teve início logo após a reunião entre as lideranças partidárias. A pauta tem cerca de 80 itens.

As proposições aprovadas nesta terça-feira ainda terão que ser analisadas em segundo turno e redação final. Entre elas o projeto de lei nº 648/2015, que estima a receita e fixa a despesa do DF para o exercício financeiro de 2016. O Orçamento previsto para 2016 é de R$ 41,11 bilhões. O valor previsto para investimentos no próximo ano é de R$ 1,43 bilhão. Foram destacadas 40 emendas ao Orçamento, que terão que ser analisadas antes da votação em segundo turno. Entre as emendas destacadas, estão as que preveem recursos para a Defensoria Pública do DF e para a contratação de pessoal para a polícia civil.

A Câmara entrará em recesso após a aprovação do Orçamento para 2016, retomando as atividades parlamentares somente em 1º de fevereiro.

Postos – Antes do encerramento da sessão, os deputados votaram em primeiro turno diversos projetos, como o projeto de lei complementar nº 5/2015, do deputado Chico Vigilante (PT), que autoriza a instalação de postos de abastecimento, lavagem e lubrificação nos estacionamentos de supermercados, shopping centers e similares no Distrito Federal.

A proposta chegou a receber parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Para o relator, deputado Robério Negreiros (PMDB), a matéria é de iniciativa do Executivo. Após amplo debate, no entanto, o PLC – bandeira do mandato de Vigilante – foi aprovado pelo plenário da Casa.

Os distritais aprovaram, também, o projeto de lei nº 726/2015, do GDF, que altera as regras sobre construções classificadas como “polos atrativos de trânsito” (que resultam em aumento no fluxo de veículos e pedestres). O PL visa a tornar mais rápida a liberação de empreendimentos imobiliários residenciais e comerciais, tirando do empreendedor a responsabilidade de produzir o Relatório de Impacto de Trânsito (RIT) e de executar as obras de adequação nas vias públicas. Em vez disso, o responsável pelo projeto ficará obrigado a pagar a Contrapartida de Mobilidade Urbana. A quitação da taxa assegurará a emissão do habite-se.

Reginaldo Veras abre mão das verbas indenizatória e de correspondência

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Deputado Reginaldo Veras ​Foto: Rinaldo Morelli/CLDF
Deputado Reginaldo Veras ​Foto: Rinaldo Morelli/CLDF

Deputado soltou nota anunciando a sua decisão e que medida vai economizar aos cofres públicos quase meio milhão de reais

“Abdiquei, de forma irretratável e definitiva, de 100% (cem por cento) da verba indenizatória e da verba de correspondência a partir do exercício de 2016. Tais valores são referentes aos recursos que custeiam os trabalhos dos gabinetes parlamentares, bem como as quotas mensais de franquia postal e telegráfica que cada parlamentar tem direito – respectivamente.

Ao abrir mão dessas verbas economizarei aos cofres públicos quase meio milhão de reais anualmente (R$ 303.867 mil da verba indenizatória e R$ 168 mil da verba de gabinete).

Esse é um dos meus compromissos de campanha: não aceitar recursos e/ou verbas que não sejam imprescindíveis para o pleno funcionamento do mandato. Estou entre os deputados que menos gastou recursos esse ano e entendo que cada parlamentar tem uma maneira de trabalhar, contudo, enfatizo que a minha preza pela economicidade!”

Deputado Prof. Reginaldo Veras (PDT)

 

Em assembleia, policiais civis do DF decidem pelo fim da greve setorial

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policia civil

 

Por ampla maioria, os mais de mil policiais civis que compareceram à Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo Sinpol-DF para ontem (15), votaram pelo encerramento da greve setorial iniciada há oito dias.

O movimento foi deflagrado para reivindicar a suspensão do acordo firmado entre a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) que prevê a transferência de 115 agentes policiais de custódia para a Subsecretária do Sistema Penitenciário (Sesipe).

Mesmo com a decisão da categoria em interromper o movimento paredista, a luta do Sinpol-DF em torno dessa questão não vai parar. “Tudo está sendo discutido na Justiça. O lugar dos agentes policiais de custódia é na Polícia Civil. Travamos uma batalha em duas frentes: na política e na Justiça”, assegura o presidente do sindicato, Rodrigo Franco, o Gaúcho.

MEDIDAS JUDICIAIS

Gaúcho voltou a listar todas as medidas adotadas pelo Sinpol-DF, por meio da assessoria jurídica, a fim de buscar uma solução benéfica à categoria.

No caso da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADECON), impetrada no Supremo Tribunal Federal (STF), contando com o amparo da Confederação Brasileira dos Policiais Civis (Cobrapol), ele explicou que o processo será julgado pelo ministro Dias Toffoli.

O sindicato também ingressou com um agravo de instrumento contra a cessão dos agentes policiais de custódia e com uma petição na 2ª Vara da Fazenda Pública, informando sobre a ADECON e pedindo a suspensão de qualquer decisão no caso, até a decisão do Supremo.

Além disso, houve um mandado de segurança para evitar que os agentes de polícia fossem escalados para a escolta em substituição aos servidores em greve. Este, porém, foi indeferido liminarmente, mas aguarda decisão do mérito. “Caso a questão não avance na Justiça, nós vamos convocar a categoria para deliberar sobre as medidas a serem adotadas. Não vamos desistir “, garante Gaúcho.

NEGOCIAÇÕES SALARIAIS

Ainda durante a assembleia, Gaúcho voltou a mencionar o estágio das negociações salariais com o governo federal. Ele afirmou que está aguardando uma nova data da reunião agendada com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) – o próprio órgão adiou o encontro porque as discussões salariais estão paradas.

“Fomos informados que tão logo haja uma reunião com a Polícia Federal, haverá uma “reunião-espelho” com os policiais civis”, avisa. O presidente do Sinpol-DF acrescentou que toda negociação envolvendo o sindicato tem considerado “ganhos para todos, tanto os da ativa quanto os aposentados”.

Ele aconselhou a categoria a avaliar muito bem as negociações de bônus ou ajuda de custo como proposta salarial. “Esses “penduricalhos” nós não levamos para a aposentadoria. Tudo o que se quer, com negociações desse tipo, é estagnar os salários e só negociar bônus”, afirma.

REMANEJAMENTO

Outro caminho na busca por um reajute salarial é a aprovação da emenda proposta pelo deputado Wasny de Roure, por solicitação do Sinpol-DF, que remaneja verbas do orçamento da PCDF para 2016. Ainda na manhã desta terça a diretoria acompanhou a votação do relatório final do PL nº 648/2015, que fixa o Orçamento para 2016, que teve como relator o deputado Agaciel Maia (PTC).

As emendas de Wasny foram rejeitadas a pedido do Governo de Brasília, mas o relator abriu uma rubrica, o que possibilita o remanejamento de recursos complementares ao longo do próximo ano. Isso abre margem para negociação salarial e dependerá de um grande esforço da categoria.

Gaúcho criticou a postura da Direção Geral da PCDF por não acompanhar o sindicato, representante da categoria, nesse processo. “Essa briga não é apenas do sindicato, ela tem que ser comprada pela instituição. Estamos todos muito ansiosos por uma recomposição salarial que contemple todos os policiais e, para isso, é preciso que a direção geral também se envolva e defenda essa causa”, afirma.

O presidente do sindicato destacou, ainda, que apesar de ter enviado ofício à Direção Geral da PCDF solicitando uma reunião para tratar do remanejamento dos recursos do Fundo Constitucional previstos para o orçamento de 2016, o Sinpol-DF não foi recebido pela instituição.

Ainda na pauta de discussão da assembleia estava a proposta de criação de um Grupo de Trabalho, do próprio sindicato, para a construção de uma proposta de unificação dos cargos e nova nomenclatura.

A cobrança de uma taxa extra solicitada pela Associação dos Agentes Policiais de Custodia (AAPC) foi rejeitada. Houve, também, a apresentação do relatório final do GT de redefinição das atribuições.

Mais uma quadra é desobstruída na orla do Paranoá pela Agefis

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Foto: Tony Winston
Foto: Tony Winston

 

Ação de órgãos do governo local ocorre na QL 10 do Lago Sul

Paula Oliveira – A Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) iniciou na manhã desta terça-feira (15) a desobstrução de parte da orla do Lago Paranoá ocupada por dois lotes da QL 10 do Lago Sul. Os proprietários dos outros nove terrenos que ficam no endereço — notificados em 17 de outubro — já haviam providenciado o recuo das cercas.

A antecipação dos moradores foi possível porque eles solicitaram à Agefis a medição da faixa que deve ser desocupada, por meio do telefone 3961-5112. Topógrafos estipularam o limite com base na margem histórica do reservatório (1.000,8 metros) e nas coordenadas da poligonal do Parque do Bosque (QL 10 do Lago Sul).

Proprietários de 16 terrenos na QL 15 e de 14 na QL 16 do Lago Sul já receberam a notificação da Agefis para recuar as cercas até o limite legal. Eles também fazem parte da segunda fase da ação de desobstrução da orla do Lago Paranoá, que envolve 110 lotes. A previsão é que essa etapa seja concluída até fevereiro de 2016. No Lago Sul, estão terrenos da Área Vivencial (SHIS QLs 14/16), do Monumento Natural Dom Bosco, dos Parques Ecológicos Anfiteatro Natural e do Bosque, e dos Refúgios da Vida Silvestre Copaíbas e Garça Branca. No Lago Norte, a operação atingirá os Parques dos Escoteiros (SHIN EQL 4/6) e Ecológico das Garças, além do SHIN EQLs 11/13 e 13/15.

CLDF tem 145 projetos e Orçamento do DF de 2016 para votar nesta terça-feira

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Recesso dos deputados distritais começa nesta quarta-feira

Do R7 – Os trabalhos de 2016 na Câmara Legislativa do Distrito Federal são encerrados nesta terça-feira (15). Porém, além da proposta de lei orçamentária (LOA), que deve ser votada antes do recesso parlamentar, ainda estão na pauta outros 145 projetos para serem apreciados pelos deputados.

De acordo com o regimento interno da casa, os vetos deveriam ser analisados antes de qualquer projeto na ordem do dia. Porém, a presidente da Casa, Celina Leão (PDT) negociou com os deputados e conseguiu votar e aprovar a possibilidade de reeleição para presidência, vice e demais cargos da Mesa Diretora da Casa.

A deputada tem mandato de presidente válido até o fim de 2016. Com o projeto, ela pode permanecer no posto até o fim de seu mandato, em 2018. Até o momento, não é permitido que um presidente da Casa emende dois mandatos.

Para a votação do Orçamento, o deputado Joe Valle (PDT), da base aliada do governo, reassumiu o seu mandato na Casa. Ele estava afastado porque havia assumido como titular da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do DF. O comunicado do parlamentar à Mesa Diretora informando sobre o seu retorno à Câmara foi lido na sessão ordinária última quinta-feira (10). De acordo com informações da assessoria do PDT, Valle deverá permanecer na Casa somente por um breve período, a fim de assegurar a votação de projetos de sua autoria e do Orçamento 2016.

De acordo com a CLDF, os deputados distritais devem voltar ao trabalho na Casa no dia 10 de fevereiro do próximo ano.