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ENQUANTO ISSO… Governador ouve reivindicações de empresários locais

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# O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, reuniu-se com empresários do Distrito Federal nesta quarta-feira (9), na sede de uma organização do ramo da construção civil, no Setor de Indústria e Abastecimento.

 

# No encontro, o chefe do Executivo local ouviu reivindicações de representantes dos setores da construção civil, hoteleiro, de lojas, farmacêutico e dos Sindicatos dos Comércios Varejista e Atacadista.

 

# Os comerciantes reclamaram de burocracia para tirar alvará de construção e disseram que têm investido menos na capital.

 

# Rollemberg reforçou a importância das empresas para a economia de Brasília. “O mercado imobiliário dá à população poder de compra e movimenta o comércio”, exemplificou o governador.

 

# Ele propôs reunir-se mensalmente com o grupo para debater soluções que também estimulem o crescimento da cidade.

 

# Também participaram da reunião o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio; os secretários de Economia e Desenvolvimento Sustentável, Arthur Bernardes, de Fazenda, João Antônio Fleury, de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade; e as secretárias de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos, e da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar.

Até maio, GDF quitará débitos com mais da metade das empresas credoras

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Todos os fornecedores receberão até R$ 50 mil. Dívidas são referentes a serviços prestados até 2014

O governo de Brasília vai liquidar até 31 de maio as dívidas com 56,4% dos fornecedores. São 1.011 empresas credoras de valores até R$ 50 mil. As outras 781, que têm a receber mais do que isso, também receberão esse valor. O anúncio foi feito pelo governador Rodrigo Rollemberg na manhã desta quinta-feira (10), no Palácio do Buriti. As dívidas com as instituições privadas foram acumuladas de 2008 a 2014.

A medida será formalizada por meio de portaria conjunta das Secretarias de Fazenda e de Planejamento, Orçamento e Gestão, a ser publicada no Diário Oficial do Distrito Federal. Serão pagos R$ 50,5 milhões. O documento escalona os pagamentos em três parcelas. Considerando uma empresa que tenha exatamente o montante de R$ 50 mil a receber, o passivo será pago da seguinte maneira: R$ 8 mil até 31 de março; R$ 8 mil até 29 de abril; e R$ 34 mil até 31 de maio.

Rollemberg destacou o esforço da equipe econômica do governo para permitir a quitação dos débitos com mais da metade dos credores. “Fizemos o trabalho de registrar todas as dívidas que estavam engavetadas e, agora, essa medida vem como impulso importante para a economia da nossa cidade”.

Despesas_Exercicios_Anteriores_AgenciaBrasiliaO secretário de Fazenda, João Antônio Fleury, acompanhou o raciocínio do chefe do Executivo ao comentar que a fixação do teto de pagamento em R$ 50 mil, neste momento, vai fomentar as microempresas da capital do País. “Os titulares de créditos de pequeno valor têm menor capacidade para se manter e essa portaria vai dar fôlego aos seus negócios”, destaca.

Arrecadação
O restante da dívida com os 781 credores que têm valores maiores a receber deverá ser pago de acordo com a arrecadação do DF em 2016 e com recursos provenientes de fontes extraordinárias. “A securitização de parte da dívida ativa, a venda de terrenos e outras receitas extras contribuirão para liquidarmos boa parte dessas despesas de exercícios anteriores”, diz Fleury.

Em 2015, segundo consta no Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo), o governo de Brasília pagou R$ 1,1 bilhão de despesas de exercícios anteriores. A dívida atualmente é de aproximadamente R$ 1,1 bilhão. Empresas de limpeza, vigilância e telecomunicações, entre outras, compõem a lista de credores.

Diferença
As despesas de exercícios anteriores se diferenciam dos restos a pagar. No primeiro caso, trata-se de uma dívida que nem sequer chegou ao estágio de ser empenhada e depende de análise mais criteriosa para a sua posterior liquidação. É o que fez o governo de Brasília em 2015, auditando os contratos para verificar se os serviços foram prestados de forma satisfatória. Nos restos a pagar, a despesa é empenhada e liquidada, restando apenas o estágio do pagamento para o exercício seguinte. Ou seja, o governo firma o compromisso de reservar recurso para a quitação daquele passivo.

Raimundo Ribeiro sai do PSDB e fica, por enquanto, sem partido

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Deputado Raimundo Ribeiro
Deputado Raimundo Ribeiro

 

Na noite de ontem (9), o deputado distrital Raimundo Ribeiro reuniu o seu grupo político para anunciar a sua saída do PSDB.

Ribeiro esperava que a executiva nacional realizasse novas eleições no Distrito Federal, o que acabou não acontecendo. “Durante todo esse tempo, trabalhei para que o PSDB resgatasse a democracia”, disse o parlamentar.

Cerca de 300 pessoas compareceram ao encontro. O grupo continuará fechado com o deputado. “Agradeço o tratamento que recebi enquanto estive no partido, agradeço a todos que me acompanharam, mas não vou ficar sem lutar pela democracia. Não entrei na política para repetir o mais do mesmo, só acredito na política se ela servir em prol do coletivo, e não apenas do individual”, avisou Ribeiro.

Senado aprova requerimentos para auditoria patrimonial no Palácio do Planalto

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Interior do Palácio da Alvorada. Foto: Ichiro Guerra/PR.
Interior do Palácio da Alvorada. Foto: Ichiro Guerra/PR.

 

Por Mariana Jungmann – Ao fim da sessão desta quarta-feira (9), o plenário do Senado aprovou dois requerimentos do líder do DEM, senador Ronaldo Caiado (GO), pedindo auditorias relacionadas ao governo federal. O primeiro deles pede uma auditoria patrimonial nos palácios do Planalto e da Alvorada.

O senador quer que seja apurado eventual desaparecimento de bens da União que ficam sob a guarda da Presidência da República nos dois palácios durante a retirada dos pertences do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ele deixou o cargo.

Caiado justifica o requerimento alegando que a força-tarefa da Polícia Federal (PF) em Curitiba investiga a retirada de bens do Palácio do Planalto no fim do mandato do ex-presidente e o armazenamento em um depósito em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo.

“Há suspeitas de que itens que pertencem à União tenham sido levados para o depósito”, alega Caiado, que ressalta que a PF pediu a apreensão dos itens, mas não foi autorizada pelo juiz Sérgio Moro, que cuida do caso. Moro determinou apenas que o material fosse catalogado e fotografado para posterior verificação de dano à União.

O segundo requerimento aprovado pede ao Tribunal de Contas da União que faça uma auditoria para checar se houve transferência de recursos federais da Caixa Econômica Federal e dos fundos de pensão de estatais para a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop).

Caiado justifica a auditoria também com base em investigações já em curso na Polícia Federal e autorizadas pela Justiça Federal. “De acordo com a investigação, iniciada em 2008, o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, criado pela entidade [Bancoop] teria recebido R$ 26 milhões de fundos de pensão estatais. A Funcef, da Caixa Econômica Federal, teria feito um aporte de R$ 11,2 milhões; a Petros, da Petrobras, teria colaborado com R$ 10 milhões; e a Previ, do Banco do Brasil, teria injetado R$ 5 milhões“, alega o senador.

Caiado lembra ainda que o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, é acusado de ter desviado R$ 100 milhões da cooperativa, “lesando milhares de cooperados” e que no ano passado o Ministério Público de São Paulo decidiu abrir nova frente de investigação sobre o caso.

Câmara adia votação do decreto que altera regras sobre dívidas dos estados

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Por Iolando Lourenço – A votação do projeto de decreto legislativo (PDC 3156/16), que suspende dispositivo que trata do cálculo de descontos sobre saldos devedores dos contratos de refinanciamento de dívidas entre a União, estados, Distrito Federal e os municípios, foi adiada para terça-feira (15).

O adiamento da matéria ocorreu depois de muitas negociações entre as lideranças partidárias e apelos do líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE). Com a concordância de todo o plenário, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), retirou a matéria de votação “de ofício” e marcou a votação para dia 15.

Cunha afirmou que colocará em votação o PDC e a proposta de emenda à Constituição (PEC 1/2015), que aumenta os repasses de recursos federais para a saúde.  Ele convocou sessão para amanhã (10) pela manhã e adiantou que se for votada alguma matéria será de consenso. Segundo Cunha, com a obstrução “política” da oposição até a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o embargos do rito do impeachment fica difícil votar.

Autor do decreto legislativo, o deputado Esperidião Amin (PP-SC) concordou com o adiamento, mas apelou para que esse seja o último na votação da matéria. As negociações vêm ocorrendo há alguns dias entre o governo federal, governadores e prefeitos.

O líder do governo se comprometeu a votar o PDC sem obstrução e sem novos adiamentos na próxima semana. Segundo ele, as negociações com os governadores estão avançando. “Os governadores já aceitaram o alongamento da dívida em 20 anos, conforme proposta do governo, e precisamos concluir esse processo”, acrescentou.

Ao anunciar o acordo, Eduardo Cunha disse que ele [acordo] previa o encerramento das atividades de todas as comissões nesta semana, exceto das comissões parlamentares de inquérito (CPIs).

A reunião da Comissão Mista de Orçamento (CMO) iniciada de manhã para votação do parecer do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), favorável à aprovação das contas de 2014 da presidenta Dilma Rousseff, continua suspensa. Os líderes da CMO estão reunidos para buscar uma saída para a reunião da comissão.

Luzia de Paula visita obras realizadas com recursos de emendas

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A deputada Luzia de Paula (Rede) esteve em Ceilândia fiscalizando a execução de obras que estão sendo construídas com recursos de emendas apresentadas por ela.

Luzia se comprometeu a destinar novas emendas para a cidade. A parlamentar tem focado seu mandato em auxiliar a Administração de Ceilândia. “Esses investimentos contribuem para a melhoria na qualidade de vida da população”, destacou a deputada.

“A ajuda da deputada distrital, Luzia de Paula, tem sido de suma importância para melhorar as condições de vida da população”, afirmou o administrador de Ceilândia, Vilson Oliveira.

A parlamentar visitou e fiscalizou o andamento de várias obras:

1) A construção do campo de futebol de grama sintética e urbanização na EQNN 24/26, na Guariroba.

2) A cobertura da quadra poliesportiva do Centro de Ensino Especial nº 01, na EQNP 10/14, no P Sul.

3) A construção de calçadas na EQNP 06/10, no P Sul e na QNN 32 e QNN 34, nas proximidades da Casa do Cantador.

4) Construção do parque infantil ao lado da Escola Classe 61, na QNQ.

5) E a reforma da quadra poliesportiva do Condomínio Privê.

Para a deputada, as emendas parlamentares contribuem para atender às demandas da população. “Estamos com muitas obras em andamento, apesar de estarmos vivendo um momento de escassez de recursos. Sem essa ajuda financeira a execução de obras por parte da administração ficaria prejudicada”, ressaltou a parlamentar.

ARTIGO | Direito ao recebimento de horas extras do servidor ocupante de cargo em comissão ou de função de confiança

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Por J. U. Jacoby Fernandes

No âmbito da Administração Pública, o Poder Judiciário exerce a função típica de guardar a Constituição Federal, por meio do Supremo Tribunal Federal — STF, julgar e processar litígios. Esse Poder, contudo, também exerce funções atípicas ou secundárias, quais sejam: de administração e legislativa.

No exercício da sua função administrativa, o STF tem enfrentado questão atinente ao direito às horas extras para os servidores ocupantes de cargo em comissão ou de função de confiança que tenham jornada especial regulamentada por lei específica.

A questão é discutida no Processo Administrativo nº 353.132, no qual consta que, em 1999, o chefe da Assessoria Jurídica da Diretoria-Geral defendeu a adoção, relativamente ao cargo de médico, da carga semanal de vinte horas e, no tocante ao de odontólogo, de trinta horas, independentemente de estarem, ou não, os ocupantes investidos em cargos comissionados.

Posteriormente, o chefe da Seção de Legislação e o coordenador de Informações Funcionais se pronunciaram no sentido de excepcionar situações em que haja função ou cargo comissionado.

Nesse sentido, consta no Processo que houve a edição da Ordem de Serviço nº 12/2000, que dispôs que “a duração do trabalho dos servidores que exerçam profissão regulamentada e que não estejam investidos em função comissionada subordina-se à jornada estabelecida na respectiva legislação”.

Assim, em seguida, foi apresentado um requerimento de reconsideração para que haja continuidade à prática administrativa de concessão de horas extras, independentemente de haver exercício de função de confiança ou de cargo em comissão.

Diante do requerimento de reconsideração, o ministro Luiz Fux, membro da Comissão de Regimento Interno da Suprema Corte, ressaltou que existe a necessidade de, em fiel observância ao princípio da proteção da confiança, ocorrer a reforma parcial da decisão recorrida, a fim de apenas aplicar o novo entendimento consubstanciado em parecer aos servidores que passaram a ocupar cargos em comissão e funções de confiança há menos de cinco anos da sua data, isto é, aqueles que assumiram cargos em comissão ou função de confiança após 27.11.2008.

O ministro Fux também ressaltou o seguinte:

[…] em relação aos que estavam ocupando, de forma ininterrupta, cargo em comissão ou função de confiança em período anterior a 27/11/1998, deverá prevalecer a orientação contida no parecer 27/99.

Destaco que este voto não reconhece o direito ao pagamento de eventual hora-extra em relação a período anterior com fulcro na tese de que o servidor teve de trabalhar mais horas do que o necessário, mercê da profunda controvérsia acerca do termo a quo dos efeitos da nova orientação normativa sobre o tema da jornada de trabalho.

Com extrema sabedoria, o ministro Marco Aurélio explicou o seguinte sobre o referido Processo Administrativo:

Nota-se que o percebido em virtude do cargo de provimento em comissão ou de natureza especial visa remunerar não o trabalho extraordinário prestado, mas a responsabilidade maior do cargo ou função, o trabalho de maior valia desenvolvido pelo servidor. Em outras palavras, a interpretação sistemática da Lei nº 8.112/90 conduz a concluir-se que parcela remuneratória satisfeita em razão de encontrar-se o servidor no cargo de provimento em comissão ou de natureza especial não se refere a trabalho extraordinário. Este deve ser remunerado a partir do que recebido normalmente pelo servidor, observado o quantitativo concernente ao cargo de provimento em comissão como o de natureza especial. A assim não se entender, ter-se-á situação jurídica na qual haverá verdadeira compensação, que, por sinal, pode, em tese, não ser completa, bastando, para tanto, que o pagamento a maior seja insuficiente a cobrir o trabalho extraordinário.

Mais do que isso, na alteração da Lei nº 8.112/90 promovida pela Lei nº 8.270/91, dispôs-se que a regência do artigo 19 dela constante não alcança a duração do trabalho fixada em leis especiais.

Do contexto, depreende-se, então, que os servidores protegidos, sob o ângulo da duração do trabalho, por legislação especial estão sujeitos à jornada normal nela prevista, sendo desinfluente a circunstância de virem a exercer cargo em comissão ou função de confiança, no que estes – repito – geram o direito ao aumento remuneratório tendo em conta não a dilatação da jornada, mas o desempenho de atividade de maior responsabilidade.

Pronuncio-me no sentido de observar-se, independentemente da assunção de cargo em comissão ou de função de confiança, a jornada estabelecida na lei especial de regência da atividade do servidor, remunerando-se, como extraordinárias, as horas de trabalho que a ultrapassarem.¹

Ao longo dos seus 26 anos à frente de uma das cadeiras do Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio Melo destaca-se continuamente por proferir votos memoráveis e determinantes para a evolução do bom direito. A sua atuação jurídica nas mais de duas décadas é assertiva e exemplar.

O entendimento do nobre ministro é extremamente salutar, uma vez que nada exclui a regra que impõe jornada de trabalho e, constitucionalmente, o dever de remunerar horas extras.

No livro Vade-Mécum de Recursos Humanos, desde a sua primeira edição em 2013, já havia esclarecido que o servidor ocupante de cargo em comissão percebe remuneração adicional pelo maior nível de responsabilidade de suas funções; não há gratificação ou remuneração que exija a prestação de horas ilimitadas.

Por outro lado, o denominado regime de dedicação exclusiva não é sinônimo de jornada de trabalho sem limite; significa que o servidor não pode exercer outra função, apenas isso.

O entendimento de que os ocupantes de cargos de direção, chefia e assessoramento se equiparam, na essência jurídica, aos cargos de gerente da iniciativa privada e podem fixar a jornada e decidir a concessão de horas extras para os outros e não a si próprios é sistematicamente referido para justificar a incompatibilidade com o pagamento de horas extras.

Esse ponto de vista há de ser revisto, porque o fato de permitir a um servidor impor aos subordinados o dever de realizar horas extras não lhe retira o dever de registrar corretamente a respectiva jornada de trabalho dos subordinados e de si mesmo. Havendo o registro da jornada, o pagamento é devido. O cumprimento de horas extras deve ser sempre atestado pela autoridade superior, em respeito ao princípio da segregação as funções.

Essas conclusões são aplicáveis ao regime estatutário e celetista. A Constituição Federal é a mesma que fundamenta os dois regimes.

Cabe salientar que a Lei nº 8.112/1990 prevê em seu art. 62 que ao servidor ocupante de cargo efetivo investido em função de direção, chefia ou assessoramento, cargo de provimento em comissão ou de natureza especial é devida retribuição pelo seu exercício.

¹ STF. Secretaria de Gestão de Pessoas. Processo Administrativo nº 353.132.

Justiça do Trabalho não pode julgar ações de servidores públicos

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As ações movidas por servidores regidos pela Estatuto do Servidor (Lei 8.112/90) devem ser julgadas pela Justiça Federal, e não pela trabalhista, pois versa sobre uma relação jurídico-administrativa. Com esse entendimento, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região proibiu a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) de pagar R$ 5,3 milhões em gratificações a funcionários da instituição.

A decisão atende a um pedido das procuradorias da autarquia e Federal no Amazonas, unidades da Advocacia-Geral da União que atuaram no caso, contra sentença da Justiça do Trabalho que havia determinado o pagamento das gratificações.

Os procuradores lembraram que o Supremo Tribunal Federal tem decisões que proíbem a Justiça do Tralho de julgar causas que opõe servidores públicos regidos pela Estatuto do Servidor e a administração pública. Eles argumentaram ainda que seria difícil ou até mesmo impossível obter a devolução do valor gasto com as gratificações caso elas efetivamente fossem pagas, razão pela qual era necessário a concessão da liminar.

O TRT-11 acolheu o pedido. Na decisão, a corte ressaltou que o STF “extirpou da competência desta Justiça especializada qualquer possibilidade de analisar liames estatutários ou jurídico-administrativos”.

MP-SP denuncia Lula por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica

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Triplex na praia Austúrias, em Guarujá (Foto: Solange Freitas / G1)
Triplex na praia Austúrias, em Guarujá (Foto: Solange Freitas / G1)

Promotor Cassio Conserino entrou com processo no Forum da Barra Funda. MP investiga envolvimento de Lula com apartamento triplex no Guarujá

 Bruno Tavares, da TV Globo – O Ministério Público de São Paulo denunciou à Justiça nesta quarta-feira (9) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por crime de estelionato, falsidade ideológica , organização criminosa e lavagem de dinheiro por causa da suposta compra do triplex no Guarujá. O promotor Cassio Conserino entrou na 4ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, de São Paulo, com denúncia criminal contra o ex-presidente Lula. As informações são da TV Globo.

Dezesseis pessoas foram denunciadas, entre elas o ex-presidente Lula, a ex-primeira dama dona Marisa Letícia e um dos filhos de Lula, Fabio Luís Lula da Silva, que seriam beneficiários do triplex. Os crimes cometidos em empreendimentos da Bancoop – cooperativa dos bancários – que foram repassados posteriormente à construtora  OAS.

O Ministério Público de São Paulo investiga irregularidades na construção e venda dos apartamentos do condomínio Solaris. Os promotores paulistas suspeitam que a OAS tenha reservado o imóvel para o ex-presidente Lula e a família dele. E que o ex-presidente tenha comprado o triplex. Pelo menos 100 pessoas já foram ouvidas nas investigações em São Paulo, entre elas moradores, corretores e funcionários do prédio.

O Instituto Lula nega que o ex-presidente seja dono do apartamento. Em nota divulada no dia 31 de janeiro, a ssessoria do ex-presidente argumenta que ele nunca foi dono do apartamento, mas somente proprietário de cotas de um projeto da Bancoop, cooperativa do Sindicato dos Bancários de São Paulo, adquiridas por sua esposa, Marisa Letícia. A cooperativa se tornou insolvente e transferiu imóveis inacabados para a construtora OAS. O texto diz que a família do ex-presidente Lula investiu R$ 179.650,80 na compra da cota, que foi declarada à Receita e ao Tribunal Superior Eleitoral, segundo a assessoria do petista.

“Marisa Letícia tornou-se associada à Bancoop e adquiriu uma cota-parte para a implantação do empreendimento então denominado Mar Cantábrico, na praia de Astúrias, em Guarujá, balneário de classe média no litoral de São Paulo”, diz o início da nota. O empreendimento mudou de nome – para Solaris – após a OAS assumir a construção do prédio.

“Quando o empreendimento Mar Cantábrico foi incorporado pela OAS e passou a se chamar Solaris, os pagamentos foram suspensos, porque Marisa Letícia deixou de receber boletos da Bancoop e não aderiu ao contrato com a nova incorporadora”, afirma o Instituto Lula.

Fotos obtidas pelo Jornal Nacional mostra Lula dentro do apartamento triplex no Guarujá (Foto: TV Globo/Reprodução)
Fotos obtidas pelo Jornal Nacional mostra Lula dentro do apartamento triplex no Guarujá (Foto: TV Globo/Reprodução)

 

Visita ao condomínio
O Instituto Lula afirma, ainda, que o ex-presidente visitou o apartamento triplex de número 164-A acompanhado de sua esposa e do então presidente da OAS, Léo Pinheiro, preso na Operação Lava Jato.

“Lula e Marisa avaliaram que o imóvel não se adequava às necessidades e características da família, nas condições em que se encontrava. Foi a única ocasião em que o ex-presidente Lula esteve no local”, diz a nota.

Novas autorizações para taxistas serão debatidas em audiência pública

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Encontro ocorre nesta quinta-feira (9) no Cine Brasília

A concessão de novas autorizações para taxistas do Distrito Federal será tema de audiência pública nesta quinta-feira (10), às 9 horas, no auditório do Cine Brasília, na Asa Sul. A ação é promovida pela Secretaria de Mobilidade.

Participarão do encontro o titular da pasta, Marcos Dantas, e representantes do grupo de trabalho criado em novembro para a definição das regras do processo.

A quantidade de autorizações é a mesma desde 1979: 3,4 mil. No DF, o serviço de táxi é regulado pela Lei 5.323, de 2014, que determina que 90% das autorizações sejam destinadas a autônomos e 10% a pessoas jurídicas.

Outra exigência legal é que o veículo tenha, no máximo, cinco anos e esteja equipado com ar-condicionado. Além disso, quem opera táxis em Brasília não pode ter antecedentes criminais e deve ser proprietário do carro usado nas corridas.

Audiência pública sobre novas autorizações para taxistas

10 de março (quinta-feira)

Às 9 horas

No Cine Brasília (EQS 106/107, Asa Sul)