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Comissão apura denúncia de falta de medicamentos no Hospital de Base de Brasília

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Distritais Hospital de Base de Brasília

A sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta quarta-feira (18) teve como destaque o relato da visita da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa ao Hospital de Base de Brasília (HBDF). Participaram da visita o presidente da CESC, Prof. Reginaldo Veras (PDT), e os parlamentares Wasny de Roure (PT) e Rafael Prudente (PMDB), também membros da comissão.

A visita ao HBDF foi realizada na manhã de hoje (18), a partir de uma queixa feita por um médico do próprio hospital a respeito da falta de medicamentos em estoque. Em conversa com o diretor-geral, Tadeu Palmieri, a comissão apurou que muitos medicamentos estão em falta e que a situação vem se agravando desde 2003.

De acordo com Reginaldo Veras, Tadeu Palmieri frisou o profundo problema que a saúde pública vem enfrentando e a importância da intervenção política nesse processo. “Palmieri afirmou que a compra emergencial de medicamentos é uma prática corriqueira e que, além do preço elevado das cotações emergenciais, as empresas temem o calote por parte do GDF” relatou o distrital.

Durante a visita, Veras sugeriu aos diretores do HBDF a realização de uma audiência com o governador e com o secretário de Saúde do DF. A intenção é apresentar um relatório com as principais demandas na tentativa de sanar as mais urgentes.

O distrital frisou ainda a importância de se transformar o Programa de Descentralização Progressiva de Ações da Saúde, em unidade orçamentária. Dessa forma, os parlamentares poderiam enviar emendas orçamentárias para os hospitais regionais do DF. Além disso, o valor do recurso é de apenas R$ 8 mil reais e, segundo Veras, é preciso ampliar a quantia. “Há orçamento para a saúde. Está faltando gestão, faltando vontade. É nesse momento que entra a pressão parlamentar”, argumentou o parlamentar.

Oncologia – O deputado Rafael Prudente comentou que a chefe de Oncologia do HBDF, Drª. Maria Letícia, afirmou que o setor vive uma situação caótica. Não haveria equipamentos e nem medicamentos suficientes na unidade e o governo do DF teria cortado todos os convênios com os hospitais particulares, o que prejudica a realização de exames. Hoje o setor está encaminhando pacientes para regiões como Uberlândia, Goiânia, Patos de Minas e Uberaba. “A secretaria de saúde está dando um tratamento desumano aos pacientes de câncer. Hoje 915 pacientes estão aguardando na fila para começarem o tratamento contra essa doença que tanto causa sofrimento para quem a contraiu e seus familiares” comentou o parlamentar.

Câmara Legislativa instala CPI para apurar crimes de pedofilia

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Instalação da CPI da Pedofilia (foto Carlos Gandra)
Instalação da CPI da Pedofilia (foto Carlos Gandra)

Por Luís Cláudio Alves – A Câmara Legislativa instalou na tarde desta quarta-feira (18) uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para “investigar e apurar crimes de pedofilia no Distrito Federal, apontar as causas de impunidade e do aumento de número de casos demonstrados pelos dados e por matérias divulgadas pela imprensa”. A CPI será presidida pelo deputado Rodrigo Delmasso (PTN). A vice-presidência ficará a cargo do deputado Julio César (PRB).

Logo após a instalação, Delmasso convidou a deputada Sandra Faraj (SD) para ser a relatora da investigação, que aceitou a tarefa e prometeu trabalhar para reduzir os casos de exploração sexual no DF. A instalação e a eleição da CPI foram conduzidas pela deputada Celina Leão (PDT), que ressaltou a importância das investigações para a sociedade brasiliense.

A instalação da CPI aconteceu na data em que se celebra o Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o 18 de maio. Diversos eventos em todo o País marcaram a passagem da data, que foi instituída com um dia de mobilização e conscientização para o enfrentamento do problema.

O presidente da CPI da Pedofilia, Rodrigo Delmasso, destacou a passagem da data e lembrou que o dia foi escolhido por causa da morte bárbara da menina Araceli Cabrera Crespo, de 8 anos, em 1973, em Vitória (ES). Neste dia, Araceli foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada. Nesta quarta-feira, o desaparecimento da menina completa 43 anos, mas ninguém foi punido pelo crime. Após a prisão, julgamento e absolvição dos acusados, o processo foi arquivado pela Justiça.

Delmasso também lembrou o caso do abuso e assassinato da menina Ana Lídia, que marcou a história de Brasília. O distrital disse que o objetivo da CPI é tirar o DF da quinta posição do ranking de números de abusos sexuais contra crianças e adolescentes, proporcionalmente.

Também integram a CPI como membros titulares os deputados Rafael Prudente (PMDB) e Prof. Israel (PV). Os suplentes são Raimundo Ribeiro (PPS), Cristiano Araújo (PSD), Bispo Renato Andrade (PR), Cláudio Abrantes (Rede) e Luzia de Paula (PSB). De acordo de acordo com o Regimento Interno da Casa, a CPI terá 180 dias corridos para realizar a investigação, prazo que poderá ser prorrogado pela metade, ou seja 90 dias, automaticamente, por requerimento da maioria dos seus membros.

GDF licencia mais de 480 mil m² para obras desde janeiro

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Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília
Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Número já representa quase 40% do total liberado em 2015 pela Central de Aprovação de Projetos

Por Mariana Damaceno – A Central de Aprovação de Projetos (CAP), criada em janeiro do ano passado pela Secretaria de Gestão do Território e Habitação, licenciou desde o início deste ano quase 40% de toda a área liberada para obras em 2015. Até abril, foram 480.310,92 metros quadrados (m²) — e aprovados mais de 120 projetos — contra 1.267.622,84. Com a liberação, os solicitantes ficam autorizados a construir.

O secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, estima que o número em 2016 será superior ao do ano passado. Um dos motivos para o aumento é a reestruturação da central iniciada em abril para acelerar os trâmites. Há 870 projetos examinados e com exigências para serem cumpridas pelos solicitantes e 1,83 mil em análise.

Publicada por meio de decreto, em 1° de abril, a nova estrutura da CAP deverá ter o número de técnicos habilitados para a aprovação de propostas dobrado de 27 para 54. Do reforço previsto, 13 já estão em exercício.

Para viabilizar esse acréscimo no quadro de recursos humanos da central, não houve gastos, porque eles foram remanejados de outros locais da própria secretaria. Desde então, a equipe é constantemente treinada para que o atendimento seja padronizado.

Divisão por complexidade
O processo também ficou mais ágil, explica o secretário, porque o novo modelo distribui a análise, conforme a natureza e complexidade dos empreendimentos, para uma das três diretorias da central: de grande porte; de pequeno porte; e públicos. “Com isso separamos os projetos com mais clareza”, resume Thiago de Andrade.

A CAP foi criada para substituir a antiga Diretoria de Análise e Aprovação de Projetos e responde pela análise, pela aprovação e pelo licenciamento de obras no Distrito Federal.

ENQUANTO ISSO… GDF deve fazer mudanças na Casa Civil, Terracap e Comunicação

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# O secretário-chefe da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais do Governo do Distrito Federal, Sérgio Sampaio, está de saída, segundo informações do Blog do jornalista Odir Ribeiro.

 

# Sérgio Sampaio pode assumir uma diretoria na Terracap, a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal.

 

# Um dos cotados para a Casa Civil seria Zé Flávio o atual articulador político de Rollemberg.

 

# Resta saber se Rollemberg irá tirar Zé Flávio da articulação com a Câmara Legislativa. Governo analisa outros nomes para substituir Sampaio.

 

# Em outra nota, Odir relata que a presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS), recebeu um convite para sair do PPS e entrar para o PMDB.

 

# E mais: dentro do PMDB, Celina poderia candidata a um cargo majoritário.

 

# Também devem acontecer mudanças na Secretaria de Comunicação. O nome do jornalista gaúcho Luciano Suassuna é o cotado para chefiar a pasta.

Marcelo Calero assume área de Cultura do Ministério da Educação

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Marcelo Calero
Marcelo Calero

O presidente interino Michel Temer escolheu hoje (18) o diplomata Marcelo Calero para comandar a Secretaria de Cultura do novo Ministério da Educação e Cultura.

Calero é secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro e está no cargo desde o ano passado. Ele tem 33 anos e ingressou na carreira diplomática no Itamaraty em 2007.

Em 2013, foi cedido à prefeitura do Rio para trabalhar na gestão do prefeito Eduardo Paes (PMDB). No município, Calero comandou as comemorações dos 450 anos da capital carioca.

A extinção do Ministério da Cultura e sua incorporação à pasta da Educação tem sido alvo de críticas de artistas e movimentos ligados ao setor.

Órgãos federais em diferentes capitais do país foram ocupados nos últimos dias. O ministro da Educação e Cultura, Mendonça Filho, foi convocado pelo Senado para falar sobre o tema.

Fantástico

Domingo, em entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, Temer respondeu às críticas pela ausência de mulheres nos cargos de ministros em seu governo.

O presidente interino destacou que o mais importante não é ter o rótulo de ministro. Segundo ele, um dos cargos de maior destaque da Presidência da República, que é a chefia de gabinete, é ocupada por uma mulher.

Ao programa, ele informou ainda que serão ocupados por mulheres cargos de destaque nas secretarias de Cultura, Ciência e Tecnologia e das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.”

Hospital de Sobradinho: 94% dos pacientes com risco de morrer não recebem atendimento imediato

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A auditoria do Tribunal de Contas do DF que está avaliando, periodicamente, a implementação e a utilização dos protocolos de classificação de risco dos usuários nas emergências e urgências do DF apontou irregularidades no atendimento prestado pelo Hospital Regional de Sobradinho (HRS).Com base em informações fornecidas pela própria Secretaria de Estado de Saúde, os auditores do Tribunal compararam o registro de entrada do paciente na unidade e o primeiro atendimento médico. Eles verificaram que, no mês passado, das 13.549 pessoas que procuraram o hospital, quase 10 mil (73,24%) não tiveram o acolhimento realizado de forma correta. A triagem só foi feita em 26,76% dos usuários. Mesmo entre aqueles que passam pela classificação, o tempo de resposta do atendimento é muito lento: dos pacientes graves que receberam a cor vermelha do Protocolo Manchester, isto é, que corriam risco iminente de morrer, apenas 6,2% tiveram assistência imediata em abril de 2016.

O presidente do TCDF, Conselheiro Renato Rainha, o Conselheiro Márcio Michel e uma equipe de auditores visitaram ao Hospital Regional de Sobradinho nesta terça-feira, dia 17 de maio de 2016, para verificar o desempenho no atendimento dos pacientes.

Durante a visita, os profissionais de saúde admitiram que a classificação não é feita das 0h às 7h, nem em determinadas especialidades, como ortopedia e cirurgia. “A deficiência na classificação de risco é muito grave. Quando a triagem falha, coloca em risco a vida dos pacientes”, disse o Conselheiro Renato Rainha. “Detectamos também outros problemas, como o número muito pequeno de médicos e enfermeiros, instalações físicas deficientes ou inadequadas e bens do hospital sem o devido tombamento, o que dificulta o controle sobre eles”, enumera.

A falta de tombamento é a justificativa para que diversos equipamentos novos, como macas e cadeiras ortopédicas, estejam amontoados em um depósito, de forma inadequada, enquanto aguardam para serem colocados em uso. A fiscalização também encontrou sucatas de móveis e equipamentos, que já não são mais utilizados pelo hospital, jogadas a céu aberto. “É um material inutilizado, mas que não deveria estar jogado assim, pois isso faz proliferar baratas, ratos e outros animais que podem afetar a saúde dos pacientes. Também é necessário tomar providências para agilizar o tombamento dos equipamentos novos, para que esse material seja utilizado o mais rápido possível”, afirma o Conselheiro Márcio Michel.

Pior desempenho – O Hospital Regional de Sobradinho teve o pior desempenho no primeiro quadrimestre deste ano, no que diz respeito ao tempo de resposta no atendimento dos pacientes com quadro clínico grave. Esses pacientes deveriam ser priorizados, de acordo com o Protocolo Manchester. Esse protocolo assegura que os doentes sejam observados por ordem de necessidade clínica e não simplesmente por ordem de chegada.

Pela metodologia estabelecida, cada paciente que procura o hospital deve receber uma das seguintes cores: vermelha (atendimento imediato), laranja (até 10 min), amarela (até 1h), verde (até 2h) e azul (até 4h). Essas cores classificam os doentes por ordem de gravidade, desde aqueles que têm risco de morrer até aqueles que não têm necessidade de atendimento hospitalar. O não cumprimento do Protocolo Manchester impede que os pacientes recebam os cuidados necessários no tempo adequado.

O TCDF também está verificando o cumprimento da escala de plantão dos médicos e se os usuários estão sendo recebidos por profissionais habilitados, com treinamento específico, que devem escutar as queixas do paciente, os medos e as expectativas, analisar a situação de saúde do indivíduo e identificar o grau de risco e a vulnerabilidade caso a caso.

Veja fotos e vídeos

Vídeos: https://drive.google.com/folderview?id=0B4iADkxIVEtaZHVmajlaUDcxR3M&usp=sharing
Fotos: https://drive.google.com/folderview?id=0B4iADkxIVEtadXdtTTZyZEh3YUU&usp=sharing

Juiz Sérgio Moro condena Dirceu a 23 anos de prisão por esquema na Petrobras

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O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, voltou a ser condenado, nesta quarta-feira (18), por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A pena proferida foi de 23 anos e 3 meses de prisão.

A decisão do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, é a primeira condenação do ex-ministro do governo Lula na Lava Jato, segundo informações do site Buzzfeed.

Dirceu foi considerado culpado por receber cerca de R$ 15 milhões de propina em um caso envolvendo contratos superfaturados da empreiteira Engevix com a Petrobras.

“O mais perturbador, porém, em relação a José Dirceu de Oliveira e Silva consiste no fato de que recebeu propina inclusive enquanto estava sendo julgado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal a Ação Penal 470 [o julgamento do mensalão], havendo registro de recebimentos pelo menos até 13 de novembro de 2013. Nem o julgamento condenatório pela mais Alta Corte do País representou fator inibidor da reiteração criminosa, embora em outro esquema ilícito. Agiu, portanto, com culpabilidade extremada”, escreveu Moro na sentença.

No processo, também foram condenados o irmão e sócio de Dirceu na JD Consultoria, Luiz Eduardo de Oliveira, a 8 anos e 9 meses de prisão, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, a 10 anos de prisão, e o tesoureiro afastado do PT João Vaccari Neto, a 9 anos de prisão por corrupção, mas foram absolvidos da acusação de lavagem de dinheiro neste processo. Houve ainda a condenação do delator Fernando Moura, a 4 anos de prisão.

De acordo com a acusação que embasou a sentença, a corrupção ocorreu nas obras da Engevix nas unidade de gás, propeno e diesel nas refinarias Presidente Bernardes (Paulínia), Getúlio Vargas (REPAR, no PR) e Landulpho Alves (RLAM, BA).

Pelos documentos e delações coletados pelo Ministério Público, a Engevix pagou ao menos R$ 56,8 milhões para obter os contratos e os aditivos de cada uma destas obras. O valor da propina variava entre 0,5% e 1% do valor de cada contrato.

A defesa de Dirceu critica a decisão. Segundo o criminalista Roberto Podval, que coordena a defesa do ex-ministro, o MPF “fiou-se nas palavras daqueles que nitidamente mentiram com objetivo de buscarem grandes benefícios”.

A defesa afirma que o nome de José Dirceu foi usado por lobistas, indevidamente, como uma espécie de “marca” para fazerem malfeitos.

“Não há provas sequer indiciárias para a condenação dos acusados. Sherlock Holmes, não fosse personagem de ficção, certamente chegaria a esta conclusão, lendo os presentes autos, posto que elementar”, diz a defesa.

Temer exonera Gilberto Carvalho do Conselho Nacional do Sesi

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Ex-chefe do gabinete presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva e ex-ministro da presidente afastada Dilma Rousseff, Gilberto Carvalho foi exonerado pelo governo interino de Michel Temer do cargo de presidente do Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi). Carvalho estava no conselho desde fevereiro do ano passado, depois que deixou a Secretaria-Geral de Dilma. Para o lugar dele, Temer nomeou João Henrique de Almeida Sousa, filiado do PMDB do Piauí. Os respectivos decretos de exoneração e nomeação estão publicados no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 18.O Diário Oficial ainda formaliza Tarcísio José Massote de Godoy como secretário executivo do Ministério da Fazenda. O ministro da pasta, Henrique Meirelles, já havia anunciado o nome de Godoy para o posto.

O ex-secretário de Política Econômica da Fazenda Manoel Carlos de Castro Pires agora irá presidir o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao Ministério do Planejamento. A exoneração de Jessé Freire de Souza da presidência do órgão também veio publicada nesta quarta.

Estão publicadas ainda várias outras nomeações e exonerações em postos de ministérios e em outros ligados diretamente à Presidência. Foi nomeada, por exemplo, Nara de Deus Vieira como chefe do gabinete pessoal do presidente em exercício, Michel Temer. Também há nomeações de secretários executivos da Casa Civil e da Secretaria de Governo, entre outros cargos.

Feira Permanente de Vicente Pires terá mostra de produtos artesanais em crochê

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porta pano de prato

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A Feira Permanente de Vicente Pires, uma das mais tradicionais de Brasília, recebe no sábado (21), uma mostra de artesanato em barbante e crochê. A idealizadora do evento é a artesã Eliane Vieira Lira. “Somos artesões de produtos em crochê e estaremos levando nossas criações para amostra. Queremos levar o artesanato a comunidade”, explica

“Os produtos confeccionados também podem ser encomendados, E são para uso no dia-a-dia e não somente em ocasiões especiais. Use na cozinha , escritório, academia e veiculo”, detalha a artesã.

Estão disponíveis para encomenda: capa para volante, lixeirinha para carro, porta batom, capa de liquidificador, capa para botijão de gás, capa para batedeira, capa para micro-ondas, capa forno elétrico, capa para tampo de fogão, porta maquiagem, porta pano de prato, Jogo de sala 3 unidades, jogo de quarto 2 unidades e jogo de banheiro 4 unidades.

Moradores do Vicente Pires e de Aguas Claras terão descontos de 15%.

Serviço

Mais informações Eliane Vieira Lira e Robson Monteiro

Tel: 061-8448 9921 ou 061-8445 0961

http://exclusivacroche.wix.com/artesanato

exclusivacroche@gmail.com

 

 

DF perde 16,7% dos leitos do SUS em cinco anos; índice é o 3º maior do país

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leitos hospital

Oferta passou de 4.872 para 4.055 no período, aponta levantamento. Maiores problemas são em psiquiatria, obstetrícia, pediatria e cirurgia geral.

Por Raquel Morais, do G1 DF – Dados do Conselho Federal de Medicina apontam que o Distrito Federal foi proporcionalmente a terceira unidade da federação a mais perder leitos na rede pública de saúde entre 2010 e 2015. A oferta passou de 4.872 para 4.055 no período. A queda foi de 16,7%.Considerando todo o Brasil, o número de leitos a menos no SUS é de 23.565. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (17). De acordo com a organização, as maiores perdas são em psiquiatria, obstetrícia, pediatria e cirurgia geral. A oferta de UTI também é apontada como aquém da necessidade.

Os dados foram extraídos do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do Brasil, do ministério. O Ministério da Saúde disse que a redução tem relação com as mudanças na Política Nacional de Saúde Mental, voltadas à “desospitalização”, e investimentos do ministério em novos modelos. O G1 também procurou a Secretaria de Saúde, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.

As maiores reduções aconteceram, proporcionalmente, no Rio de Janeiro (22%), Sergipe (20,9%), Distrito Federal (16,7%), Paraíba (12,2%), Goiás (11,5%) e Acre (11,5%). Sete estados, porém, registraram aumento no número de leitos no período: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amapá, Tocantins, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (veja quadro ao lado).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) não recomendam ou estabelecem taxas ideais de número de leitos por habitante. Pelo levantamento, porém, é possível observar que, em relação a outros países com sistemas universais de saúde, o Brasil tem indicadores piores.

Para a entidade, a insuficiência de leitos é um dos fatores que aumenta o tempo de permanência dos pacientes nas emergências. O problema faz com que eles acabem “internados” nos pronto-socorros à espera do devido encaminhamento. Essa seria a principal causa da superlotação e do atraso no diagnóstico e no tratamento, que, por sua vez, aumentam a taxa de mortalidade.

Relatório da OMS que considerava os períodos entre 2006 e 2012 apontava que o Brasil possuía 2,3 leitos hospitalares (públicos e privados) para cada grupo de mil habitantes. A taxa era equivalente à média das Américas, mas inferior à média mundial (2,7) ou as taxas de países como Argentina (4,7), Espanha (3,1) ou França (6,4).

Por especialidade
Segundo o levantamento, o número de leitos de cirurgia geral passou de 41.470 para 38.503 – diferença de 2.967. Os procedimentos realizados na área incluem intervenções no abdômen, cabeça e pescoço, tecido músculo-esqueletal, sistema endócrino, traumas em geral (como os de acidente de trânsito), oncologia e doenças em fase crítica.

Também houve redução expressiva nos leitos em psiquiatria, que caíram 27,9% (passando de 38.713 para 27.912). Outra área em que a queda causou preocupação para o conselho foi obstetrícia: a oferta passou de 46.045 para 41.024 entre 2010 e 2015.

Levantamento
No primeiro levantamento do tipo,o conselho identificou que 42 mil leitos haviam sido desativados entre outubro de 2005 e junho de 2012. Após a denúncia e sob cobrança de explicações por parte do Ministério Público Federal (MPF) e Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério da Saúde justificou que a queda de leitos representa uma tendência mundial decorrente dos avanços em equipamentos e medicamentos que possibilitam o tratamento sem necessidade de internação do paciente. Em seguida, no entanto, chegou a tirar o banco de dados do ar, alegando que o sistema passava por atualização.

Nota do Ministério da Saúde dizia que as informações sobre leitos complementares (UTIs e Unidades Intermediárias) “compreendidas entre agosto/2005 a junho/2007 estavam publicadas de forma equivocada, contabilizando em duplicidade os quantitativos desses tipos de leitos”. A partir de outubro de 2012, no entanto, foram corrigidas as duplicidades identificadas nos totais dos leitos complementares.

Meses depois a consulta aos recursos físicos foi restaurada. Com a “atualização” e partir dos novos números, a redução ocorrida entre outubro de 2005 e julho de 2014 chega a quase 32 mil. O novo cálculo, no entanto, mostrou também um aumento de 28% no número de leitos de UTI e de 114% naqueles destinados ao repouso e observação de pacientes.

TABELA COM OFERTA DE LEITOS
Estado 2010 2015
Rio de Janeiro 32.047 24.995
Sergipe 3.052 2.412
Distrito Federal 4.872 4.055
Paraíba 8.134 7.139
Goiás 12.667 11.206
Acre 1.409 1.246
Mato Grosso 4.783 5.180
Mato Grosso do Sul 3.728 3.784
Alagoas 5.453 4.987
Bahia 25.474 23.348
Ceará 14.441 14.259
Maranhão 13.086 12.242
Pernambuco 17.921 17.262
Piauí 7.066 6.460
Rio Grande do Norte 6.531 6.101
Amapá 914 1.001
Amazonas 5.142 4.886
Pará 11.405 10.874
Rondônia 2.863 3.199
Roraima 822 821
Tocantins 2.122 2.137
Espírito Santo 32.156 28.915
Minas Gerais 32.156 28.915
São Paulo 60.586 57.678
Paraná 21.027 18.907
Rio Grande do Sul 21.008 21.814
Santa Catarina 11.303 11.424
BRASIL 335.482 311.917
Fonte: Conselho Federal de Medicina