Por causa da greve dos bancários, as agências do Banco de Brasília (BRB) não estão com o funcionamento regular. As opções para os clientes que precisarem fazer transações financeiras são os caixas eletrônicos do BRB, o Banco 24 horas, o BRB Conveniência e o BRB Mobile.
Pelo caixa eletrônico do BRB e pelo Banco 24 horas, o cidadão pode sacar dinheiro da conta-corrente e da poupança; consultar saldo e extrato; agendar lançamentos; consultar empréstimos; emitir segunda via de recibos; pagar e agendar títulos, tarifas públicas ou privadas, impostos e fatura do cartão de crédito; fazer transferências; aplicar e resgatar fundos de investimento e contratar empréstimo pré-aprovado. São 850 máquinas de autoatendimento no Distrito Federal. A lista pode ser consultada no site da instituição.
As lojas de conveniência do BRB prestam serviços pelo banco para a execução de atividades bancárias como recebimento de contas, saques e depósitos. Também é possível contratar seguros, captar propostas de cartões e abrir contas. A rede tem 225 lojas, distribuídas pelo DF e pelas cidades goianas de Anápolis, Caldas Novas, Goianésia, Goiânia e Pirenópolis.
Quem tiver acesso à internet pelo celular também pode consultar saldo, extrato e lançamentos futuros; aplicar em fundos de investimentos; transferir entre contas do BRB; e pagar ou agendar títulos, tarifas públicas ou privadas, impostos e fatura do cartão de crédito. Para usar o modo mobile, o usuário deve baixar o aplicativo — disponível na Google Play Store, na Apple Store e na Windows Store. Na primeira vez de uso, é preciso liberá-lo em um terminal de autoatendimento.
Bancários reivindicam ajuste salarial
A greve começou na terça-feira (6). Bancários de todo o País reivindicam mais de 5% de ganho real, e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) faz a negociações com as categorias. Nesta sexta-feira (9), haverá assembleia dos servidores.
Delegado elogia Projeto de Lei de Sandra Faraj e se coloca à disposição para colaborar com novas propostas. CPI pede apoio na disponibilização de inquéritos
Relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia na Câmara Legislativa, a deputada Sandra Faraj esteve reunida na noite de terça-feira (06), com o delegado Stênio Santos de Sousa, chefe do Grupo Repressão a Crimes Cibernéticos da Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal.
Durante a audiência, que também contou com a participação de outros integrantes daquela comissão, a parlamentar apresentou o Projeto de Lei nº895/16, de autoria dela, que obriga as empresas e instituições, que oferecem acesso à internet (gratuito ou não), a cadastrar o registro de conexão e o endereço do protocolo de internet (IP) de todo o usuário da rede.
“Esta é uma excelente medida, uma vez que, atualmente, temos muita dificuldade em identificar os usuários de estabelecimentos como cybercafés”, avalia o delegado Stênio Sousa. A pedido da deputada, o policial vai se debruçar sobre o PL Nº895/16 para apresentar as colaborações dele ao texto.
Na ocasião, os integrantes da CPI também se colocaram à disposição da Polícia Federal para auxiliar na construção de políticas públicas de combate ao crime. “Queremos auxiliar no que estiver ao nosso alcance. A Câmara Legislativa está muito empenhada com esse compromisso de fortalecer a rede de proteção à criança e também de construir pontes para a prevenção desses crimes”, afirmou Sandra Faraj. Os integrantes da CPI da Pedofilia também solicitaram cópia de inquéritos, onde a PF investiga a atuação de pedófilos no DF.
Márcia Abrahão pretende encaminhar a Rollemberg uma pauta de assuntos convergentes entre a universidade e o Executivo local
Estreitar a parceria da Universidade de Brasília (UnB) com o governo local em pautas convergentes foi o tema da reunião do governador Rodrigo Rollemberg com a reitora eleita da instituição de ensino, Márcia Abrahão. Além de desejar sorte à professora, o chefe do Executivo colocou-se à disposição para adotar futuros projetos tendo a UnB como aliada. O encontro ocorreu na tarde desta quinta-feira (8) no Palácio do Buriti.
“Queremos a UnB presente em ações a serem desenvolvidas no Parque Tecnológico Capital Digital, que deverá ter a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) encampando projetos que envolvem a biotecnologia e a agricultura tropical. A intenção é trabalhar de forma integrada essa e outras agendas positivas”, destacou Rollemberg.
De acordo com Márcia Abrahão, uma pauta será montada e encaminhada ao governador. O fortalecimento das linhas de ônibus na universidade e a execução de obras de infraestrutura em torno do campus do Gama são alguns dos assuntos a serem tratados na gestão da professora.
Márcia Abrahão
Márcia, que é diretora do Instituto de Geociências da UnB, foi eleita reitora em 1º de setembro, com 53,34% dos votos válidos. A primeira mulher a ocupar o posto substituirá o reitor Ivan Camargo e comandará a instituição de ensino superior até 2020, tendo como vice-reitor Enrique Huelva, que também participou do encontro.
Estavam ainda na reunião de hoje o secretário adjunto de Educação do DF, Clóvis Sabino; o diretor do campus de Planaltina, Luís Antônio Pasquetti; a professora da UnB Adriana Amado; o diretor de Edificações da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Márcio Buzar; e o chefe de Comunicação Institucional e Interação Social do governo de Brasília, Luciano Suassuna.
Samambaia, Taguatinga e Paranoá serão atendidas, neste e no próximo mês, pelo projeto da Sejus/DF de apoio e orientação aos familiares de dependentes químicos
O programa “Ame, mas não sofra”, que presta apoio e dá orientações aos familiares de dependentes químicos, definiu a agenda de atendimento itinerante para mais três regiões administrativas. Depois de passar por Ceilândia, em julho, a equipe segue agora para Samambaia, Taguatinga e Paranoá. Os interessados podem se inscrever por meio dos telefones 2104-1819 ou 2104-1870. São oferecidas 50 vagas por evento.
A próxima ação da Unidade Itinerante de Apoio às Famílias ocorrerá em Samambaia, neste sábado (10), na Paróquia Santa Luzia, localizada na QS 304, conjunto 5, lote 1/3. Em 1º de outubro, o projeto visitará Taguatinga, no Centro Cultural Teatro da Praça, que fica na CNB 4, lote 3, Loja 1. Na sequência, em 29 de outubro, o programa estará no Paranoá, no Núcleo do Pró-Vítima, situado na Quadra 5, conjunto 3, Área Especial. Todos os três encontros serão realizados de 9h às 11h.
Promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus/DF), em parceria com o Movimento Integrado de Saúde Comunitária do Distrito Federal (MISMECDF), o programa “Ame, mas não sofra” oferece orientação individual, uma breve palestra informativa e terapia comunitária aos participantes. Para isso, conta com equipe multidisciplinar de profissionais, que têm a missão de orientar os familiares dos dependentes de drogas quanto aos cuidados consigo e a melhor maneira de abordar o ente querido em busca da superação do vício.
“A proposta busca tornar mais acessível o atendimento e a prestação de orientações aos familiares dos dependentes químicos. Nossa equipe multidisciplinar, composta por especialistas da área de prevenção e combate às drogas, está mobilizada para percorrer todo o DF”, explica o secretário de Justiça e Cidadania, Marcelo Lima.
A programação nas três regiões incluirá também as crianças. Enquanto os adultos ouvem os especialistas, haverá um espaço dedicado ao público infantil, com trabalho de prevenção ao uso de drogas por meio de fantoches.
Em 2015, o programa prestou 665 atendimentos. Deste total, 76% foram atendimentos de mulheres e 24% de homens. Os familiares que mais procuraram ajuda foram as mães (33%). Quanto à substância utilizada, a maconha foi citada em 41% dos casos, seguida por álcool (27%) e cocaína (19%).
Programa “Ame, mas não sofra” – Unidade Itinerante de Apoio às Famílias
Quando: sábado (10/9)
Horário: 9h às 11h
Local: Paróquia Santa Luzia, em Samambaia (QS 304, conjunto 5, lote 1/3)
Renovação de patrocínio com a Cartão BRB permite montagem de elenco com jogador que disputou os últimos Jogos Olímpicos e atleta com passagem na NBA
Começou a pré-temporada do UniCEUB/Cartão BRB/Brasília, na busca do tetracampeonato da Liga Sul-Americana e o pentacampeonato nacional. Para alcançar estes objetivos na temporada 2016/2017, a equipe investiu alto: manteve a base titular, com cinco remanescentes do elenco campeão sul-americano e semifinalista do NBB CAIXA 8.
A renovação do patrocínio com a Cartão BRB foi fundamental para o investimento no fortalecimento da equipe, com a aquisição de outros quatro jogadores gabaritados. “Nós entendemos que ao apoiar o Time de Basquete contribuímos para a construção de ídolos locais, a valorização da cidade e da nossa marca, além de proporcionar mais uma opção de entretenimento aos brasilienses”, declara Ralil Salomão, Presidente da Cartão BRB.
As novidades no elenco têm currículo de peso: desde experiência na NBA, até convocações recentes para a Seleção Brasileira. Destaque do Mogi das Cruzes na última temporada, o ala/pivô Lucas Mariano foi anunciado como novidade do time brasiliense enquanto servia à Seleção no Sul-Americano, disputado em julho deste ano. Alex, contratado junto ao Caxias do Sul e João Philippe, ex-Macaé, chegaram para reforçar as alas da equipe. Com passagem pelo Boston Celtics, equipe da NBA, o pivô Fab Melo veio para tomar conta do garrafão candango.
A outra metade da equipe está entrosada e mostrou potencial na temporada passada. Titulares incontestáveis do Time de Lobos e destaques individuais do último NBB CAIXA, Deryk Ramos, Fúlvio Chiantia e Henrique Pilar anunciaram a renovação de contrato poucas semanas após os brasilienses encerrarem a participação no campeonato nacional. Indicado a melhor defensor do campeonato, Jefferson Campos também permaneceu em Brasília.
Grande nome e capitão do UniCEUB/Cartão BRB/Brasília, Guilherme Giovannoni também decidiu renovar e vai para a oitava temporada na capital. O craque esteve entre os 12 jogadores que representaram o Brasil nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em agosto.
“Brasília tem uma importância enorme para a minha carreira. Jogando lá que eu fui convocado para dois Jogos Olímpicos. É uma equipe com projeção internacional, forte investimento, boa estrutura. E em Brasília aprendi a me sentir em casa”, finaliza Giovannoni.
Confira o elenco do ‘Time de Lobos’ para a nova temporada:
Armadores: Fúlvio Chiantia, Jefferson Campos e Deryk Ramos;
Alas: Alex de Oliveira, João Philippe e Henrique Pilar;
Pivôs: Lucas Mariano, Guilherme Giovannoni e Fab Melo
# A Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth) realiza, nesta sexta-feira, a partir das 10 horas, no Salão Nobre do Palácio do Buriti, o lançamento da plataforma georreferenciada: Geoportal
#O Geoportal fornecerá aos cidadãos informações do DF num mapa dinâmico e interativo.
# Com apenas um clique, você poderá visualizar as informações que vão da malha cicloviária, até lotes escriturados, áreas passíveis de regularização, obras públicas, redes de infraestrutura e muito mais.
# Desse modo, o Geoportal não só lê as informações, como ainda consegue conjugá-las em um único visualizador.
# Tecnicamente, o geoportal é uma ferramenta que reúne todas as informações geoespaciais sobre o território e a população do Distrito Federal, em outras palavras, um sistema que permitirá um verdadeiro “raio x” do DF.
# Isso é possível graças à Infraestrutura de Dados Espaciais do Distrito Federal (IDE/DF), um padrão criado pelo Governo de Brasília que será formalizado com a assinatura de um decreto na sexta-feira, e que determina que todos os órgãos do DF forneçam de dados no mesmo modelo.
# Além da publicação do decreto, a cerimônia marca o lançamento do portal Nós Urbanos.
# Uma plataforma que reúne as ações e projetos de planejamento e gestão urbana do Distrito Federal.
# O site conta com marcadores georreferenciados – indicados nos mapas – em que é possível conhecer as ações em desenvolvimento por região administrativa e tipo de obra.
# O Nós Urbanos também estará disponível para receber sugestões dos cidadãos e conhecer pontos de vista diferentes sobre o planejamento urbano do DF.
Em conversa gravada secretamente pela deputada distrital Liliane Roriz, o ex-senador Luiz Estevão fala sobre as arrecadações de Gim Argello para a campanha de 2014, diz que, de cada 100 caras na cidade, 90 são bandidos, e promete revelar a identidade deles
Por Lilian Tahan, do Metrópoles
O mais novo capítulo da série de grampos confeccionados e vazados pela deputada distrital Liliane Roriz (PTB) expõe novos personagens em um enredo já conhecido dos investigadores da Operação Lava Jato: o de que o ex-senador Gim Argello teria abastecido campanhas eleitorais no DF com dinheiro supostamente extorquido de empreiteiras ligadas à Petrobras.
Em abril do ano passado, o ex-senador Luiz Estevão foi gravado durante um encontro com a deputada distrital que, até aquela época, integrava os quadros do PRTB, partido liderado pelo empresário atualmente preso na Papuda. Eles conversaram por quase três horas, duas das quais foram registradas em áudio clandestino preparado pela própria parlamentar.
Os dois falaram sobre financiamento de campanha, política partidária, aliados, desafetos, escândalo envolvendo empreiteiras e sobre veículos de comunicação. Em determinado trecho da conversa, ao desenhar o cenário eleitoral de 2018, Luiz Estevão disse que Liliane teria mais dificuldades de conseguir recursos no futuro, do que teve no passado. Ao explicar o motivo, citou Gim Argello, dando a entender que o ex-senador cobrava doações de campanha de empreiteiros em troca de protegê-los na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, da qual Argello era vice-presidente.
“Você, por exemplo, nessas eleições, você não precisou tirar dinheiro do seu bolso, tá? Foi uma situação que não se repete. Você não terá um Gim Argello, vice-presidente de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a Petrobras, em que as empreiteiras… até então, não tinha começado a Lava Jato… pagariam qualquer preço ao Gim para que ele evitasse que elas fossem convocadas para depor na CPI. Verdade isso ou não é? Por que você acha que aquelas doações aconteceram?”, questiona Luiz Estevão na gravação de Liliane. Na ocasião do encontro, a Lava Jato já estava em andamento e seus alvos, sendo investigados.
Neste momento da conversa, entrou em cena um segundo personagem grampeado por Liliane dentro de sua casa no Lago Sul: o ex-secretário-geral da Câmara Legislativa Valério Neves. Depois da explanação de Luiz Estevão sobre o papel de Gim Argello na última campanha, Valério afirma: “Parte do negócio”.
E Luiz Estevão confirma: “Parte do negócio”.
As gravações foram divulgadas pela TV Globo e fazem parte de um material entregue por Liliane Roriz aos procuradores da Operação Lava Jato em Curitiba que apuram a participação de Gim Argello em um suposto esquema de cobrança de propina para evitar que empreiteiros fossem convocados pela CPI da Petrobras no Senado. Argello foi preso em abril deste ano, na 28a fase da Lava Jato, batizada de Vitória de Pirro. Valério Neves acabou sendo detido temporariamente também na mesma operação, mas hoje responde às investigações em liberdade.
Deputada Liliane Roriz (foto Michael Melo/Metrópoles)
Os grampos feitos por Liliane Roriz foram entregues ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que recentemente deflagrou a Operação Drácon. Essa, para apurar a participação de deputados distritais no desvio de emendas da Saúde.
“Quem são os bandidos de Brasília”
No mesmo diálogo grampeado por Liliane Roriz, Luiz Estevão falou de sua determinação em mostrar “quem são os bandidos de Brasília e do Brasil”. No trecho, ele dirigiu-se à distrital com a seguinte provocação: “Nesta cidade, de cada 100 caras, tá certo, 90 são bandidos e vivem de bandidagem, putaria e sacanagem. Vivem roubando, tomando dinheiro, cobrando comissão, entendeu? Fazendo negócio fajuto com o governo local, com o governo federal.”
Luiz Estevão seguiu o seu raciocínio, em tom de ironia. “Agora, o que acontece? Todo mundo é santo, a cidade só tem um bandido que é conhecido, com diploma pregado na parede. Quem é o único bandido diplomado de Brasília? Diga, pode falar o que o seu sorriso está dizendo. Pô, Valério, o sorriso dela tá escrito aqui e ela não fala. Pode dizer quem é. É o Luiz Estevão.”
Segundo ele próprio definiu: “bandido condenado, preso, o caralho a quatro.” E disse: “O que eu quero? Eu vou mostrar pra essa cidade quantos bandidos o Brasil tem e quem são. Quem são.” Luiz Estevão cumpre pena de 26 anos na Papuda desde 8 de março de 2016 pelos crimes de peculato, corrupção ativa e estelionato no caso do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.
Aliados no passado, Liliane Roriz foi eleita pelo PRTB de Luiz Estevão em 2014, mas acabou se desentendendo com o ex-senador durante seu mandato. No dia em que a deputada gravou Estevão, eles ensaiavam uma reaproximação. Em determinado momento do diálogo, depois do empresário falar sobre os investimentos que fez para eleger Liliane como deputada distrital, ela perguntou ao ex-senador: “O que você quer de mim, politicamente?”. Luiz Estevão respondeu: “Nada”.
Em seguida, o empresário disse não precisar da Câmara Legislativa para defender seus projetos e afirmou ter interlocução com o governo, que “independe do pagamento de propina”. “Eu não preciso da Câmara Legislativa para defender meus projetos. Se você me perguntar que projeto que eu quero que você apresente na Câmara, eu digo: nenhum. Que posição que eu quero que você defenda? Nenhuma”. E o ex-senador prossegue: “Primeiro, porque eu tenho uma boa interlocução com o governo. Eu falo diretamente com o Rodrigo (Rollemberg) e com o Hélio (Doyle) a hora que eu quero e da maneira que eu quero”.
Luiz Estevão já cumpria pena no regime semiaberto quando participou ativamente das negociações políticas que levaram Celina Leão (PPS) à presidência da Câmara. Na época, Rollemberg apoiava o nome dela, até então filiada ao PDT, para o comando da Casa e pediu a Hélio Doyle (coordenador de sua campanha e chefe da Casa Civil no primeiro ano de seu governo) que articulasse com Luiz Estevão os dois votos do PRTB.
No dia 30 de dezembro de 2014, Hélio Doyle esteve com Luiz Estevão em um café do edifício Barão de Mauá, no SIG, onde o ex-senador mantinha um escritório. Naquele dia, Doyle obteve de Luiz Estevão a garantia de que Liliane Roriz e Juarezão (ambos filiados ao PRTB naquele período) votariam em Celina. “O Rodrigo me pediu que fosse até Luiz Estevão. Mas àquela altura, a decisão de Luiz já estava tomada, apenas levei a confirmação dos dois votos em favor de Celina ao governador”, disse Doyle ao Metrópoles.
A participação de Luiz Estevão para eleger Celina à presidência e Liliane na vice foi tão escancarada na época, que virou alvo do petista Chico Vigilante, para quem aquela composição da Mesa teria sido “articulada na Papuda”, numa referência à condenação de Estevão.
Embora tenha sido eleita pelo PRTB, Liliane acabou migrando em fevereiro de 2015 para o PTB de Gim Argello, justamente o financiador de sua campanha a partir do dinheiro vindo, apura-se agora, das extorsões de empreiteiras. Embora os trechos gravados por Liliane revelem um contexto e um linguajar usado entre pessoas próximas, àquela altura Liliane Roriz já tinha planos de montar um dossiê contra todos aqueles a quem ela julgou terem lhe prejudicado.
Enfraquecida politicamente depois de eleger-se na 11ª colocação entre os 24 distritais, sem o apoio do pai muito adoentado, brigada com a irmã Jaqueline Roriz, isolada pelos pares na Câmara Legislativa e prestes a ser julgada em segunda instância na ação que lhe condenou por lavagem de dinheiro e improbidade administrativa, a deputada resolveu abrir recentemente sua caixinha de Pandora, cheia de áudios colecionados ao longo de quase dois anos de grampos.
Veja trechos das conversas de Luiz Estevão, Liliane Roriz e Valério Neves
Papel de Gim Luiz Estevão: Você, por exemplo, nessas eleições, você não precisou tirar dinheiro do seu bolso, tá? Foi uma situação que não se repete. Você não terá um Gim Argello, vice-presidente de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a Petrobras, em que as empreiteiras… até então, não tinha começado a Lava Jato… pagariam qualquer preço ao Gim para que ele evitasse que elas fossem convocadas para depor na CPI. Verdade isso ou não é? Por que que você acha que aquelas doações aconteceram? Valério Neves: Parte do negócio. Luiz Estevão: Faz parte do negócio.
Bandidos da capital Luiz Estevão: Nesta cidade, de cada 100 caras, tá certo, 90 são bandidos e vivem de bandidagem, putaria e sacanagem. Vivem roubando, tomando dinheiro, cobrando comissão, entendeu? Fazendo negócio fajuto com o governo local, com o governo federal. Agora, o que que acontece? Todo mundo é santo, a cidade só tem um bandido que é conhecido, com diploma pregado na parede. Quem é o único bandido diplomado de Brasília? Diga, pode falar o que o seu sorriso tá dizendo. Pô, Valério, o sorriso dela tá escrito aqui e ela não fala. Liliane Roriz: [ínaudível] Luiz Estevão: Quem é o único bandido diplomado de Brasília? Pode dizer, quem é? Luiz Estevão. Liliane Roriz: Não fala, né? Luiz Estevão: Bandido condenado, preso, o caralho a quatro. O que eu quero? Eu vou mostrar pra essa cidade quantos bandidos o Brasil tem e quem são. Quem são.
Influência política Liliane Roriz: O que você quer de mim politicamente? Luiz Estevão: Nada. Eu não preciso da Câmara Legislativa para defender meus projetos. Se você me perguntar que projeto que eu quero que você apresente na Câmara, eu digo: nenhum. Que posição que eu quero que você defenda? Nenhuma. Primeiro, porque eu tenho uma boa interlocução com o governo. Eu falo diretamente com o Rodrigo (Rollemberg) e com o Hélio (Doyle) a hora que eu quero e da maneira que eu quero.
PRTB Luiz Estevão: O PRTB foi o terceiro partido mais bem votado. Não fosse esse monte de gente que eu paguei, a gente não teria feito coeficiente eleitoral. É óbvio. Que presidente de partido tira dinheiro do bolso para eleger deputados? Que presidente de partido não está preocupado com as eleições de governador, nem de vice, nem de senador, nem de deputado federal, só de distrital? Em qual outro partido o candidato vai encontrar essa situação? Até as doações legais que as empresas envolvidas na Lava Jato fizeram, hoje, estão sendo consideradas suspeitas. Acho que não haverá outros presidentes de partidos dispostos a tirar dinheiro do bolso para eleger deputados. Liliane Roriz: Estava muito assustada com essa história de gente atrás de mim pedindo emprego.
Por Eduardo Militão, d’Correio Braziliense – Duas semanas depois de perder o pré-acordo de delação premiada e um dia após ser preso novamente, o ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, resolveu falar. Ontem pela manhã, os advogados conversaram com o juiz da Lava-Jato no Paraná, Sérgio Moro, e formalizaram um pedido para ele ser ouvido no processo em que é acusado de pagar propina ao ex-senador Gim Argello (ex-PTB-DF). À tarde, o magistrado marcou a data do novo interrogatório: terça-feira da semana que vem, às 13h30, em Curitiba.
Ele vai ser ouvido para colaborar com “o esclarecimento dos fatos”. De acordo com o Ministério Público, o ex-executivo liderou um grupo de empreiteiros que queriam se blindar em duas CPIs da Petrobras realizadas em 2014, a fim de evitar depoimentos, apurações e constrangimentos. Gim era o vice-presidente de uma das comissões.
Há pouco menos de duas semanas, em 24 de agosto, Léo Pinheiro negou-se a falar na ação penal de Gim. Fazia dois dias que ele tinha perdido sua negociação de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Segundo apurou o Correio, o objetivo era evitar passar informações sem ter nenhum benefício em troca.
Na segunda-feira, Pinheiro foi preso por ordem de Sérgio Moro, tendo em vista pedido do Ministério Público Federal de março. A petição integra a investigação da Operação “Vitória de Pirro”, fase da Lava-Jato que prendeu Gim em 12 de abril. Léo Pinheiro é acusado de ser um risco para obstruir as apurações, a exemplo do que fez nas CPIs da Petrobras.
ma terça-feira, o advogado do ex-executivo, Edward de Carvalho, pediu novo interrogatório, “a fim de que (o réu) colabore com os esclarecimentos dos fatos” do caso relacionado à comissão de inquérito e ao ex-senador. De acordo com Edward, a defesa fez “uma avaliação nova” da situação do cliente. “A intenção é colaborar com a instrução”, afirmou. O defensor não quis adiantar quais temas específicos serão explicados por Léo Pinheiro, como e-mails em que ele acerta com outros executivos de construtoras a aproximação a parlamentares das CPIs da Petrobras e o andamento de requerimentos de convocação de representantes de empresas. Para a Polícia Federal e o Ministério Público, Léo Pinheiro era o líder dos empresários que corromperam parlamentares na comissão.
Do Estação da Notícia O senador José Antônio Reguffe, eleito pelo PDT e hoje sem partido, não será problemas para os adversários na próxima eleição no Distrito Federal. Ele garante que “ao contrário de outros, honro os compromissos que assumo. É zero a chance de ser candidato em 2018”.
Reguffe explica que vai cumprir integralmente “a procuração que a população do DF me deu para representá-la no Senado e honrar os compromissos como tenho honrado”. Do alto de seus 826.576 votos, o senador é visto como bom de votos e capaz de ser um candidato forte numa disputa ao Palácio do Buriti. Só para lembrar, em 2010, o correligionário Cristovam Buarque se elegeu para o Senado com 833.480 votos.
Reguffe e o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) não estão rompidos, mas, digamos, equidistantes. Muitos políticos garantem que o senador não teria gostado de o governador não ter colocado em prática a promessa de campanha de reduzir o ICMS dos medicamentos.
De autoria do deputado distrital Raimundo Ribeiro (PPS), foi sancionada, no dia 23, a Lei nº 5.701/2016, que cria o Programa de Identificação Assistencial dos beneficiários de programas assistenciais mantidos pelo Governo do Distrito Federal.
O Programa tem como finalidade dar maior transparência aos pagamentos realizados e consiste na identificação dos beneficiários em cadastro único a ser mantido pelo GDF, usando a tecnologia biométrica para garantir a segurança e evitar fraudes.
Com a medida, a identificação permitirá a avaliar o conjunto de benefícios legalmente recebidos por cada pessoa inscrita nos diversos programas mantidos pelo Governo do Distrito Federal e, em consequência, garantirá a otimização dos recursos orçamentários.