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TCU decide que contratação de pessoal por OSs não impacta a Lei de Responsabilidade Fiscal

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Parecer viabiliza contratação, por meio de organizações sociais, de médicos e funcionários para as unidades de assistência primária em Ceilândia e para as UPAs da capital

A contratação de organizações sociais (OSs) para a melhoria da saúde pública no Distrito Federal ganhou força nesta quarta-feira (21). O Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu parecer favorável à não inclusão das despesas de mão de obra dessas organizações nos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal por entender que não se trata de terceirização.

“A decisão é importante porque vai permitir ao governo ampliar a assistência à população de Brasília de forma gratuita, por meio das OSs. Teríamos dificuldade de fazer isso no modelo tradicional, em função das limitações de contratação de pessoal impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, disse o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

Para o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, a novidade representa vitória para a população do DF e do Entorno. “Ainda precisamos conversar com o Tribunal de Contas do Distrito Federal, mas a decisão do TCU é importante porque reconhece a necessidade de buscarmos soluções eficientes em gestão pública e afasta o discurso falacioso de que fazer contratos de gestão com organizações sem fins lucrativos corresponde a terceirizar a saúde pública”, comemora o secretário.

Em agosto, o TCU já havia atestado a legalidade das contratações para atuação na área de saúde. No texto, o ministro Bruno Dantas, relator do processo, declarou ser “recomendável, especialmente em cenários de retração econômica e de insuficiência de recursos, que o gestor público analise todas as opções postas à sua disposição pela Constituição e pela legislação vigente”.

 As organizações sociais serão qualificadas para compartilhar com o governo a gestão de seis unidades de pronto-atendimento (UPAs) no DF e 100% da assistência primária em Ceilândia. A medida faz parte das mudanças que levarão ao aprimoramento dos serviços de saúde ofertados, o que, na avaliação do Executivo, exige uma profunda transformação no modelo de atenção primária. Dos atendimentos nas emergências, estima-se que até 65% poderiam ser feitos nos centros de saúde ou em algumas das seis UPAs da capital.

BRB apoia a 49ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

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A 49ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começou na noite de ontem e estende-se até o dia 27/09. Hoje se iniciam as mostras competitivas e as paralelas. Além da programação tradicional, que envolve debates, filmes, seminários e o “Festivalzinho” (ação destinada aos alunos da rede pública, realizada no Museu da República durante a semana), Sérgio Fidalgo, coordenador geral do Festival, destaca as novidades desta edição: “Aumentamos a quantidade de filmes longa metragem, de seis para nove; e nossas paralelas começam às 15h, com várias sessões durante essa semana. Temos, ainda, a instituição da medalha de Paulo Emílio Sales Gomes, um dos criadores do Festival e que este ano estaria completando 100 anos”, destacou Sérgio.
 
O coordenador comenta, ainda, sobre a importância do apoio do BRB ao projeto. Segundo ele, as ações e o relacionamento se estreitam ano a ano e destaca: “Atividades de debates e seminários, por exemplo, são custeados em parte pelos recursos do BRB”, comentou.
 
Este Festival é considerado o mais antigo evento dedicado ao cinema nacional no país. Nesse contexto, o gerente de patrocínio do BRB, João Eduardo Silveira, lembra que o Banco apoia o evento desde 1998 e que o Festival faz parte da história do BRB. “O Banco tem um histórico bastante positivo no apoio a eventos culturais. O resultado é sempre muito significativo, tanto para o Banco, como para a população. Além disso, o Festival é um marco no cinema nacional e um dos principais festivais de cinema do Brasil. E no aniversário de 50 anos do BRB não poderíamos ficar de fora deste projeto”, finalizou.
 
A entrada do Festival para as mostras competitivas custa R$ 12 (inteira) e as mostras paralelas têm entrada franca. As inscrições para seminários e palestras já se encerraram. Os interessados podem participar como ouvinte, limitada à lotação das salas, sem direito a certificado de participação.
 
A programação completa do evento está disponível no site www.festbrasilia.com.br.
 

Concurso BRB

Seguindo a linha do Festival, o BRB realizou dois concursos culturais: em um, era preciso enviar um vídeo de 30’, de autoria própria, abordando três temas – Brasília, cultura e BRB; em outro, era preciso colocar o BRB no título do nome de um filme favorito do participante. Os ganhadores foram contemplados com um par de ingressos para cada dia da semana, durante todo o Festival.
 

Serviço:

49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Data: de 20 a 27/9
Local: Cine Brasília
Entrada para mostras competitivas: R$ 12 (inteira)
Entrada para mostras paralelas: franca

Líder comunitário de Águas Lindas faz denúncia em comício e desaparece no dia seguinte

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Após denúncias durante comícios, líder comunitário de Águas Lindas de Goiás some misteriosamente

Vanderlúcio Souza, conhecido como Baiano do Camping Club, morador antigo da cidade de Águas Lindas de Goiás, se dizia revoltado com a situação em que o atual governo está deixando o município, segundo ele, “largado, sujo, mal cuidado e cheio de falcatruas”.

Baiano do Camping Clube começou a participar dos comícios do grupo de oposição ao atual governo e soltar o verbo fazendo denuncias graves contra o atual prefeito, Hildo do Candango. Munido de documentos, Baiano denunciou um suposto esquema de mais de R$ 7 milhões envolvendo uma empresa fantasma no Bairro Jardim da Barragem IV. Denunciou também um suposto esquema dos processos onde moradores tinham o nome registado no Serviço e Proteção de Crédito (SPC) e sofriam processos judiciais por atraso no pagamento do IPTU. Baiano disse ainda que o vice-prefeito estaria há mais de oito anos sem pagar o imposto e sem ser cobrado pelo Munícipio.

A reportagem apurou que Baiano começou a ser ameaçado e intimidado por um grupo de pessoas ligadas ao atual governo. Antes de desparecer, Baiano teria dito a pessoas próximas que um dessas pessoas seria como assessor especial da Prefeitura.

Na segunda feira (19), após participar de mais um comício, Baiano teve que sair escondido do bairro para não ser pego pelos adversários políticos. Na manhã da terça feira (20), Baiano do Camping Clube saiu de casa cedo para buscar uma encomenda e não chegou ao destino e nem voltou para casa.

Seu caminhão foi encontrado em um setor de chácaras por amigos que acionaram o rastreador. Dentro estavam todos os seus pertences e o celular.

Os amigos contam que a Polícia Militar demorou em chegar ao local e reclamam que haveria falta de atenção da Polícia Civil, que sequer esteve no local do suposto crime para periciar e realizar buscas pelas proximidades.

Até esse momento quase 40 horas depois do desaparecimento de Vanderlúcio Souza a família e amigos continuam sem notícias

Ministro Eliseu Padilha tem pico de pressão

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Ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha

O ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, está de atestado médico até segunda-feira (26), por conta de um pico de pressão que teve ontem (20) após o almoço, por volta das 14h.

Logo após o mal-estar, ele foi ao pronto socorro do Palácio do Planalto, onde tomou medicação intravenosa antes de seguir, por volta das 17h30, para o Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília.

No HFA, foi constatado um quadro de labirintite por conta da pressão do ministro, que tem 70 anos. De acordo com o Palácio do Planalto, o mal-estar foi repentino e não tinha ocorrido anteriormente. Ele e a família não têm histórico cardíaco, informaram assessores do ministro.

Diante do susto, o ministro ficou de licença médica até a próxima segunda-feira. Padilha encontra-se neste momento em um hotel em Brasília e embarcará às 14h para Porto Alegre (RS).

Artigo | Obstáculos para combate à violência contra a mulher

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Por Andréa Dutra


São muitos os obstáculos no combate à violência contra as mulheres. O problema mais recorrente identificado em pesquisas e estudos é a falta de preparo adequado dos órgãos e agentes públicos para o atendimento às vítimas.

A polícia e a justiça não executam um bom trabalho de acolhimento, aumentando a sensação de desamparo das mulheres vitimadas.

A população não confia no atendimento das instituições policiais. Uma das coisas que afastam a mulher é a falta de adequação do equipamento público. O sistema não sabe recebê-la adequadamente e ela acaba sendo re-vitimizada.

Essa barreira provoca o recrudescimento de um dos maiores problemas relativos à violência contra as mulheres, que é a subnotificação.

Um dado de 2014 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que apenas 10% dos casos de estupro no Brasil são reportados pelas vítimas.

E como as mulheres brasileiras se sentem em relação à própria segurança. Uma pesquisa recente mostra que 85% delas têm medo de serem vítimas de algum tipo de agressão sexual, e que mais da metade da população feminina brasileira acham que as polícias militar e civil estão despreparadas para lidar com esse tipo de crime.

Uma série histórica de pesquisas a respeito do tema da violência contra a mulher mostra que ao longo de 11 anos, a parcela da população para a qual a mulher é tratada com respeito no Brasil tem oscilado abaixo de 10%, estando hoje em apenas 5%.

A percepção de que a legislação protege as mulheres cresceu após a promulgação da Lei Maria da Penha, mas 51% dos cidadãos ainda acreditam que essa proteção é apenas parcial.

Ainda de acordo com os dados, as mulheres que trabalham fora têm 77% mais chances de denunciar o agressor do que as que não trabalham. Além disso, a mulher com nível educacional fundamental tem 185% mais chances de ser vítima de violência quando comparada à que obteve curso superior.

Outro obstáculo ao combate à violência contra as mulheres é o fato de existirem modalidades de agressão e maus-tratos que não são reconhecidos como tal. Não é apenas a violência física e sexual, o que contribui para a insegurança das mulheres.

Em muitos casos, a vítima sequer se reconhece como vítima e sequer reconhece as diferentes formas de violência. Existe pouca consciência sobre a violência psicológica, moral, patrimonial. A expansão do conhecimento da sociedade sobre essas diferentes formas e como elas interagem no ciclo da violência é fundamental para a solução do problema.

É preciso apoio de órgãos governamentais como o que vem sendo dado pelo Pró-Vítima, vinculado a Secretaria de Justiça e Cidadania do Governo do Distrito Federal, com ações de capacitação de agentes públicos que lidam diretamente com o atendimento não só a mulheres, como todas as vítimas de violência, desde a criança e ao idoso, e todos os sexos.

Mas é preciso capacitar também policiais, juízes, promotores, delegados e incentivar a participação integrada da sociedade com o poder público na área.

Câmara Legislativa aprova projeto que permite reeleição de diretores de escolas

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Reeleição pode valer para este ano (Foto Carlos Gandra)

A Câmara Legislativa aprovou na tarde desta terça-feira (20) o Projeto de Lei nº 1.255/2016, que assegura a candidatura dos atuais diretores de escolas públicas à reeleição. A proposta do Executivo, que agora segue à sanção do governador Rodrigo Rollemberg, modifica a legislação que estabeleceu a gestão democrática no sistema público de ensino, permitindo que diretores, vice-diretores e membros dos conselhos escolares de escolas públicas possam concorrer à reeleição no processo eleitoral previsto ainda para este ano.

O texto final foi aprovado por unanimidade pelos 14 deputados presentes. O deputado Professor Reginaldo Veras (PDT), presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura, defendeu a aprovação do projeto, que considerou legal e necessário para a continuidade do funcionamento das escolas. Segundo ele, na última eleição, um quarto das escolas não tiveram candidatos e o quadro hoje é ainda menos favorável. Sem a possibilidade de reeleição, na avaliação do distrital, muitas escolas não teriam como escolher seus gestores. “Os gestores têm que ser escolhidos pela comunidade escolar”, completou.

O deputado Chico Vigilante (PT) criticou a demora do GDF em encaminhar a proposta para o Legislativo. Para ele, o governo tem dificuldade para lidar até com temas positivos. Já Wasny de Roure (PT) considerou que a medida é um reconhecimento ao trabalho que vem sendo feito pelos diretores e que precisa ter continuidade. Também defenderam a possibilidade de reeleição dos diretores os deputados Joe Valle (PDT), Chico Leite (Rede) e Cláudio Abrantes (Rede).

Refis

Na sessão desta terça-feira, os deputados também iniciaram a discussão do Projeto de Lei nº 1.259/2016, do Poder Executivo, que prorroga até 16 de dezembro de 2016 o prazo para adesão ao Programa de Incentivo à Regularização Fiscal do Distrito Federal (Refis-DF), mas a votação acabou sendo adiada. Os empresários com dívidas de impostos que aderirem ao Refis vão ganhar o perdão das multas, o que representa uma perda de aproximadamente R$ 120 milhões, mas é considerado pelo governo como um incentivo para aumentar a arrecadação.

O deputado Wasny de Roure se manifestou contra o projeto, que segundo ele, “alimenta a irregularidade e a ilegalidade”. Já o deputado Agaciel Maia (PR), presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), disse que o projeto é necessário para aliviar o setor produtivo e permitir ao governo melhorar suas receitas. “A situação hoje é grave e as empresas estão fechando suas portas por causa da crise econômica e da pesada carga tributária”, assinalou.

Secretaria de Educação não pode interromper o transporte escolar para alunos da Estrutural

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O Plenário do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) decidiu, por unanimidade, que a Secretaria de Educação do DF não pode interromper o transporte escolar de alunos da Estrutural para escolas no Guará. A decisão, proferida na sessão desta terça-feira, dia 20 de setembro de 2016, confirmou a medida cautelar com o mesmo teor que havia sido concedida em julho, a pedido do Ministério Público de Contas. A Corte reiterou, ainda, a determinação para que a Secretaria restabeleça o transporte no trajeto Estrutural/Cruzeiro, interrompido ainda no primeiro semestre deste ano.

Na decisão, o TCDF levou em conta o Decreto 23819/2003, que obriga o fornecimento do serviço de transporte em caso de interdição de unidade escolar, o que ocorreu na EC 01 da Estrutural. Essa escola foi construída em 2008 e está interditada desde 2012.  A norma também obriga a concessão de transporte escolar quando a rede de ensino não for capaz de absorver a demanda de um determinado local. A Corte entendeu que os argumentos apresentados pela Secretaria de Educação foram insuficientes para justificar a interrupção da oferta do transporte escolar e a substituição pelo Passe Livre Estudantil.

A suspensão do transporte de estudantes para o Cruzeiro prejudicou 263 alunos residentes na Estrutural. Eles denunciaram, em junho, que os coletivos convencionais paravam muito longe das escolas, o que acabava expondo os estudantes a diversos riscos. Isso porque não há linha regular direta de ônibus convencionais entre a Estrutural e o Cruzeiro, sobretudo no horário das aulas. O itinerário para o Guará, por sua vez, tinha suspensão prevista para ocorrer a partir de 15 de agosto e prejudicaria outros 701 estudantes, já que as linhas convencionais entre as duas localidades, apesar de existentes, não seriam capazes de absorver a demanda extra dos estudantes e também não atendem aos horários escolares.

A Secretaria de Educação alegou que a concessão do Passe Livre Estudantil para os alunos maiores de 10 anos obedece à legislação e que estabeleceu um prazo de transição para que os estudantes regularizassem seus cadastros junto ao DFTrans. Argumentou, ainda, ter identificado vários casos de alunos sendo beneficiados em duplicidade – utilizando o transporte escolar ao mesmo tempo em que recebiam o passe livre estudantil – e que a regularização dessa situação teria sido determinada pelo próprio TCDF.

O Tribunal, no entanto, destacou que a determinação de regularização dos benefícios em duplicidade foi interpretada de modo equivocado pela Secretaria, já que, em nenhum momento, houve sugestão ou determinação para que o transporte escolar fosse interrompido. Ao contrário, a Corte entende que a suspensão do transporte, nesse caso, contribuiria para aumentar a evasão escolar e ampliar a vulnerabilidade social dos estudantes da Estrutural, que já sofrem com a falta de escolas na comunidade e teriam de enfrentar, agora, uma dificuldade extra com a ineficiência do transporte público convencional. Para o TCDF, a insuficiência de vagas escolares na Estrutural revela também o descaso do GDF em relação à garantia do direito à educação para essa comunidade.

Déficit antigo

De acordo com dados da Codeplan, a população em idade escolar da Estrutural é estimada em 13 mil pessoas, mas apenas 4,4 mil alunos são contemplados nas quatro escolas em funcionamento na comunidade. As crianças e adolescentes que não estudam nessas quatro escolas são alocadas, preferencialmente, no Guará e, depois, no Plano Piloto e Cruzeiro. Após a interdição do prédio em que funcionava a EC 01 da Estrutural – construído sobre um antigo aterro sanitário e interditado devido à presença de gás metano em concentração prejudicial à saúde humana –, os 1,2 mil alunos foram transferidos para a Escola Classe 315 Sul, para a Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE), na 907 Sul, e também para o Centro de Ensino Fundamental 03 do Guará.

Somente para a EAPE, diariamente são transportados cerca de 900 estudantes da Estrutural, a um custo mensal estimado em R$ 285,9 mil. Como o ano letivo tem duzentos dias, estima-se um custo anual de R$ 2,6 milhões. “Se o GDF investisse na construção e reforma de escolas na Estrutural, não teria de gastar com a contratação de transporte escolar ou com o fornecimento de Passe Livre para os estudantes, além de atender de forma mais adequada à exigência legal de oferta de vagas escolares próximo à residência dos alunos”, compara o presidente do TCDF, Conselheiro Renato Rainha. Ao longo dos anos, a demanda por vagas no Guará e na Estrutural segue crescendo, ao passo que a oferta educacional continua a mesma. As solicitações de ampliação da Escola Classe 02 e do Centro de Ensino Fundamental 02, ambos da Estrutural, não foram atendidas, nem foi reconstruída a EC 01 após a sua interdição.

Trânsito, mobilidade e pavimentação são temas de eventos nacionais em Brasília

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O governador Rodrigo Rollemberg participou, na noite desta terça-feira (20), da abertura de encontros simultâneos que tratam de trânsito, pavimentação e mobilidade. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Governador Rodrigo Rollemberg participou da abertura de encontros. Expectativa é que 2,5 mil pessoas compareçam ao evento até sexta (23)

Eventos voltados à pavimentação, à tecnologia, ao trânsito e à mobilidade urbana tiveram início nesta terça-feira (20) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Até sexta (23), ocorrem a 45ª Reunião Anual de Pavimentação, o 19º Encontro Nacional de Conservação Rodoviária, a 5ª ExpoPavimentação e o 1º Fórum Rodoviário. O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, participou da abertura dos encontros.


Para o governador, receber essas iniciativas faz parte da vocação de Brasília como um centro de eventos políticos e científicos. “Esperamos que as conclusões possam repercutir em infraestrutura e melhor mobilidade.”

A programação inclui minicursos, palestras e exposição de materiais. A expectativa é que 2,5 mil pessoas participem dos eventos ao longo da semana.

Eles são feitos em parceria do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) com a Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem.

O diretor-geral do DER-DF, Henrique Luduvice, afirmou que os debates deverão ser produtivos para a engenharia em Brasília e no restante do País. “Esse é um evento que tem 14 minicursos, 10 mesas redondas, seis equipes técnicas. Temos no Distrito Federal a preocupação da pavimentação das vias.”

São esperados empresários e consultores nos ramos de engenharia e de pavimentação, representantes de prefeituras e de governos de outras unidades da Federação. No ano passado, os encontros foram em Foz do Iguaçu (PR). O secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, também participou da abertura.

Projeto de Lei garante assistência a famílias desabrigada

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O Projeto de Lei 1.109/2016, do deputado Delmasso (PTN), busca medidas para solucionar os casos dos ocupantes de áreas que necessitam de regularização ambiental. Quando for indispensável a remoção, a demolição ou o reordenamento de imóveis deverá ser garantida a transferência das famílias desabrigadas para local seguro.

A garantia de moradia aos ocupantes deve observar alguns requisitos: ter renda familiar de até cinco salários-mínimos; não ter sido beneficiado em programas habitacionais do DF; comprovar que reside no DF nos últimos cinco anos, mesmo que não seja no endereço a ser regularizado. O morador também não pode ser e nem ter sido proprietário, ter imóvel residencial no DF e ocupar área com restrição urbanística e ambiental.

A definição de novas áreas urbanas são precedidas de estudos ambientais exigidos pela legislação federal e pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA). O Projeto de Lei define que o Poder Público deverá elaborar plano de remoção, de preferência para área na mesma região, e deverá ser apresentado e discutido previamente com a comunidade afetada. Também precisa ser definindo o cronograma, as condições para a remoção e assistência técnica e social aos envolvidos.

 

Medidas contra a corrupção são tema de debate hoje na Câmara dos Deputados

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Deputado Joaquim Passarinho é o presidente da Comissão

Comissão Especial que analisa projeto de lei com medidas contra a corrupção (PL 4850/16) realiza audiência pública hoje para debater o tema. O debate faz parte de uma série de discussões que a comissão vem realizado desde que foi instalada. Até o momento, já foram ouvidos 50 especialistas sobre o tema. O presidente da comissão, deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA), destaca que a meta é ouvir pelo menos 100 pessoas para ampliar a discussão, especialmente dos pontos polêmicos

Para o debate de hoje foram convidados:
– o jurista Modesto Carvalhosa;
– a presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais, Michelle Leite de Souza Santos;
– o presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos, Joaquim Neto;
– o presidente do Conselho Nacional de Controle Interno e Auditor Geral do Estado do Pará, Roberto Paulo Amoras;
– o representante do Movimento MUDE – Chega de Corrupção, Marcos Paulo Ferreira.

O projeto com medidas para combater a corrupção faz uma série de mudanças nos códigos Penal (Decreto-Lei 2.848/40), de Processo Penal (Decreto-Lei 3.689/41) e outras leis. A proposta chegou à Câmara dos Deputados em junho inspirada nas “10 Medidas contra a Corrupção” apresentadas pelo Ministério Público Federal e apoiadas por mais de 2 milhões de assinaturas e 100 entidades da sociedade civil.

Votação

O parecer ao projeto com medidas de combate à corrupção deve ser apresentado no final de outubro para que a matéria seja votada na Comissão na primeira semana de novembro. A intenção dos deputados é votar a proposta em Plenário até o fim de novembro.

O debate será realizado a partir das 9h30, no plenário 14.