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Dantas faz balanço da ação em Samambaia e diz que resposta do governo foi rápida

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O Governo de Brasília deu uma reposta rápida e precisa no atendimento feito às vítimas do temporal de Samambaia. Além da excelência do trabalho do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, contou a articulação capitaneada pelo Secretário das Cidades, Marcos Dantas, que conseguiu reunir a força das áreas de infraestrutura e serviços públicos, de atendimento social e de segurança pública para que o trabalho fluísse na velocidade adequada à urgência da situação.
Na quinta-feira de manhã, poucas horas após o vendaval, o governo já tinha montado uma espécie de QG na Creche Ipê Roxo, localizada em uma das quadras mais atingidas pelas chuvas. De lá partiam as ordens necessárias para as equipes em campo.
No fim do dia, em nova reunião, o comando da operação media os progressos alcançados, as missões pendentes e definia os próximos passos.  A presença dos dirigentes da Sinesp, Novacap, SLU, Sedest, SSP e do administrador regional no local, garantia que os entraves fossem resolvidos de maneira quase instantânea. “Chegamos a ter mais de 800 pessoas em campo,  dedicadas à recuperação da cidade. A soma dos esforços garantiu o êxito”, pontua o secretário das Cidades.

Ensaio para 2018: Liliane Roriz e Filippelli comemoram 27 anos de Samambaia

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Fotos Thyago Arruda

Filha de Roriz, criador da cidade, aproveitou para pedir que governador Rollemberg execute emenda de autoria dela, no valor de R$ 12 milhões, para reconstrução da cidade

A deputada distrital Liliane Roriz (PTB) e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) estiveram juntos na tarde deste domingo (23), em Samambaia. Um churrasco, que aconteceu na Chácara Canaã, reuniu centenas de moradores e líderes comunitários da cidade para festejar os 27 anos de Samambaia.

Com direito a discursos e presenças de políticos, o evento teve como ponto alto um vídeo do ex-governador Joaquim Roriz, que emocionou os presentes. Liliane Roriz aproveitou e pediu ao governador Rodrigo Rollemberg que use a verba que ela destinou de suas emendas – R$ 12 milhões – para benfeitorias em Samambaia, começando pela reconstrução das casas atingidas pelo temporal na semana passada, que danificou mais de 1.200 casas.

Exibindo TAR_4859_1.jpgLiliane e Filippelli chegaram juntos ao evento por volta de meio-dia. Ambos foram homenageados pelos líderes comunitários, organizadores da festa. A filha caçula de Joaquim Roriz agradeceu a todos pelo carinho com sua família e lembrou: “Samambaia não seria nada do que é hoje se não fossem vocês. Aproveito para anunciar que R$ 12 milhões de minhas emendas estão destinadas para esta cidade”. Liliane aproveitou a passagem rápida de Rollemberg pelo evento para cobrar que o governador execute as emendas e o dinheiro não se perca. “Temos que começar reconstruindo o que o temporal destruiu, governador. São R$ 12 milhões. Não da pra dizer que falta dinheiro”, reforçou. Rollemberg prometeu atenção e uso dos recursos destinados pela distrital na cidade.

Em seu discurso, Filippelli afirmou que Liliane, como filha de Joaquim Roriz, representa parte da história de Samambaia. “Enquanto muitos criticavam, Roriz plantava a semente. Enquanto muitos criticavam, Roriz fazia metrô, Corumbá IV, criava cidades. Roriz teve coragem, enfrentou os problemas e não tínhamos, no nosso governo, cenas como essas que vemos hoje, de casas sendo derrubadas, de famílias desabrigadas”, alfinetou o ex-vice-governador. “Tanto que hoje, Joaquim Roriz é lembrado pelo melhor governo da história do Distrito Federal”, completou.

Pelo evento passaram os deputados federais Roney Nemer (PP) e Izalci Lucas (PSDB), além do neto de Roriz, Joaquim Roriz Neto e da ex-governador Maria de Lourdes Abadia. Em um telão, o ex-governador Roriz também marcou presença na festa ao parabenizar, em um vídeo de 3 minutos, a cidade criada por ele. “Eu tenho muito orgulho de Samambaia. Serviu para que outras 8 cidades fossem criadas e de lar para as pessoas humildes, os pobres, que não tinham onde morar. Samambaia ‘querida’ é um exemplo, para mim é importantíssima. Não só para o Brasil, mas para o mundo, que reconheceu o trabalho que fizemos aqui”, disse Roriz.

Emocionada, ao ver seu nome citado por Roriz, a líder comunitária Selma de Samambaia falou em nome dos presentes. “Hoje, graças a Joaquim Roriz, sua família, e Filippelli, que esteve ao lado de Roriz, nós não somos mais favelados. Somos moradores de Samambaia”.

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Turbulências políticas ajudam Filippelli ganhar apoios para o Buriti em 2018

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Por Carlos Honorato, do Estação da Notícia – Alguns observadores da política do DF acreditam que Tadeu Filipelli, sem qualquer esforço, ganhou dividendos preciosos nos últimos dias. A prisão do ex-deputado Eduardo Cunha dificulta as pretensões do seu fiel aliado no DF, o ex-governador e hoje deputado federal Rogério Rosso, chamado nos bastidores de “pretendente dissimulado ao Buriti”.

E mais: a recente decisão do TJDF que manteve a deputada distrital Celina Leão (PPS) afastada da presidência da Câmara Legislativa em função da investigação do Ministério Público por suspeita do pagamento de propina das emendas dos 30 milhões às UTIS à deixa em situação complicada para suas pretensões políticas para 2018.

Não se pode esquecer que o PT-DF está desmoralizado pelos respingos das investigações da Lava Jato e o impeachment de Dilma. Aliado a isso, ainda se tem o até agora fracassado governo de Rodrigo Rollemberg (PSB).

Diante de tal quadro de incômodos, Tadeu Filipelli, que tem larga experiência gerencial e executiva, além de conhecimento do DF, já começa a receber apoio do setor produtivo e dos segmentos de centro-direita da sociedade. Ainda segundo alguns políticos, Filipelli pode se tornar o candidato do presidente Michel Temer, de quem é hoje um dos principais assessores. Só que até 2018 muita coisa ainda pode acontecer.

Artigo | É hora de ter “coragem para mudar” o Brasil, por Rogério Rosso

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Por Rogério Rosso


Estamos diante de um cenário bastante delicado no Brasil. A situação econômica e fiscal do País vem causando graves danos a toda sociedade brasileira e esse ambiente de incertezas acaba atuando como um vetor cujos desdobramentos interferem diretamente na vida das pessoas.

O aumento do desemprego, a redução da atividade econômica, a escassez de recursos para investimentos em áreas fundamentais para a vida humana (saúde, infraestrutura, educação etc) e o desequilíbrio das contas públicas são alguns desses indicadores negativos.

É consenso portanto que precisamos enfrentar e aprovar imediatamente e sem prorrogação, no Congresso Nacional, um conjunto de mudanças e reformas estruturais indispensáveis para a reversão desse quadro.

Para voltar a crescer e gerar empregos, o Brasil precisa ser mais eficiente e competitivo, produzindo bens e serviços inovadores, de qualidade e com custos menores e compatíveis com os mercados e preços internacionais.

Por uma série de razões tributárias, fiscais, financeiras , creditícias, jurídicas , trabalhistas , logísticas, burocráticas, de mercado, dentre outras, o Brasil perde a cada ano posições no ranking das Nações competitivas e por consequência nossas vendas no mercado interno e externo são cada vez menores, comprometendo assim a tão necessária ampliação do emprego.

Temos portanto uma oportunidade histórica como representantes do povo brasileiro, de enfrentar de uma vez por todas essas questões e estabelecermos uma nova ordem econômica, social e política por meio da aprovação das reformas que se apresentam.

Não temos respostas ou modelos prontos, mas temos a certeza de que o momento para essas discussões chegou. A PEC 241/16, por exemplo , que regula o crescimento dos gastos públicos, é o primeiro passo nesse sentido – a discussão orçamentária será mais realista e caberá ao corpo gerencial do Estado encontrar as melhores soluções.

Enfim cabe agora ao Parlamento ajudar a colocar nossa República em uma rota mais segura, rearranjar e reestabilizar nossos entes federados, recuperar a credibilidade e disponibilizar ao povo brasileiro mais oportunidades e mais dignidade.

Em meio a tantas incertezas temos uma convicção: essa é a hora de aprovarmos as medidas que darão importantes credenciais para o Brasil nas próximas décadas. Nossos problemas são menores que as potencialidades e vocações nacionais. É possível iniciar essa nova ordem cuja capilaridade e abrangência beneficiarão todos os setores da sociedade. Estamos certos também que quando as boas ideias se unem, independente de legendas partidárias ou disputas políticas, a maior beneficiária é a população.

O governo do presidente Michel Temer tem valorizado a interação, o diálogo, a conquista, a inovação e o fortalecimento da democracia e das Instituições. Podemos fazer da diversidade a nossa maior aliada. Essa sinergia que estamos construindo, unindo forças dos quatro cantos do país e respeitando os valores de cada cidadão, nos levará a um futuro ainda mais promissor.

A Câmara dos Deputados, nesses próximos dois anos, poderá entrar para a história como a que teve a coragem e altivez para mudar o


* Rogério Rosso, advogado, é deputado federal e líder do Partido Social Democrático (PSD). Foi secretário de Estado e governador do Distrito Federal. Atua na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

Governo doa 2 mil telhas a famílias desabrigadas em Samambaia

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Para ajudar as famílias que tiveram casas danificadas pelo temporal na madrugada de quinta-feira (20) em Samambaia, o governo de Brasília articulou doações à população vulnerável.

Até este sábado (22), foram entregues 2 mil telhas para a reconstrução das moradias, e 87 famílias tiveram atendimento.  A Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil calcula que 1 mil residências foram atingidas por chuvas e ventos fortes.

Parte do material era de estoque do governo, mas a população tem recebido doações de entidades como a Cruz Vermelha, que contribuiu com 5 mil telhas, e também da iniciativa privada. Na manhã deste sábado (22), dois empresários doaram mais de 7 toneladas de cimento para ajudar a recuperar as edificações. Além das casas, 22 escolas sofreram algum dano causado pela tempestade. Delas, nove tiveram estruturas abaladas.

Os materiais arrecadados também são usados para reestruturar as instituições de ensino. A expectativa – caso não haja novos agravamentos com chuvas – é que as aulas retornem na segunda-feira (24), exceto na Escola Classe 425 e no Caic Ayrton Senna, que ainda não há previsão de reabertura.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, tem apostado na integração das forças para reorganizar o trabalho em Samambaia. “Nós vamos junto com a Defesa Civil, junto com a Secretaria das Cidades, junto com a Novacap [Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil] e com diversos órgãos do governo verificar como está exatamente a distribuição dessas telhas para que a gente possa fazer com que as famílias no menor tempo possível possam cobrir as suas casas e voltar à normalidade.”

A força-tarefa é coordenada pela Secretaria das Cidades e conta com o trabalho do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal; da Polícia Militar; da Companhia Energética de Brasília (CEB); da Novacap; do Serviço de Limpeza Urbana e da Administração Regional de Samambaia, além das Secretarias do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e da Segurança Pública e da Paz Social.

A Novacap e o SLU cuidam das podas de árvores e de retiradas de entulho resultados da tempestade. A CEB informou que as redes de energia foram restauradas. As ações ainda contaram com o trabalho de internos do sistema penitenciário, que ajudaram na pintura e limpeza de imóveis destruídos pela tempestade.

Pessoas em vulnerabilidade são prioridades

Rodrigo Rollemberg participou de mutirão para ajudar moradores da região administrativa. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília
Rodrigo Rollemberg participou de mutirão para ajudar moradores da região administrativa. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Maria de Jesus, de 103 anos, foi uma das moradoras que teve parte da casa atingida. Ela mora com a filha e com os netos em Samambaia há quatros. A chuva destruiu móveis e parte da telha da residência. Desde o dia da tragédia, a família tem recebido apoio do governo. Para ela, foram destinados colchões, telhas e ajuda de custo no valor de R$ 408.

O governador Rodrigo Rollemberg andou pelas Quadras 419, 511, 315, 115 e 425, que foram as danificadas. Na 425, um abrigo para mães em situação de vulnerabilidade também foi destruído. A Comunidade Santos Inocentes abrigava sete mulheres com os filhos. Após a destruição do imóvel, elas foram deslocadas para uma creche. O local também é um dos beneficiados por doações.

Com a tempestade, um homem de 32 anos morreu e outras cinco pessoas ficaram feridas

Mutirão em Samambaia presta assistência à população

Na manhã deste sábado, a Secretaria de Justiça e Cidadania organizou um mutirão para prestar serviço à população como atendimentos médicos, orientação jurídica e proporcionar momento de lazer e cultura a região administrativa. O Mutirão da Cidadania havia sido pensado para comemorar o aniversário de 27 anos da região administrativa, mas com a tragédia o evento teve mudanças.

“A gente tentou priorizar ações de apoio imediato para que quem foi atingido possa abrir uma série de chamados em relação à rede de água, à Defesa Civil. Então, vão poder fazer os relatos e os suportes do que aconteceu na casa deles e assim articular com os órgãos competentes”, afirmou o secretário de Justiça e Cidadania, Marcelo Lima.

O mutirão teve início às 9 horas e foi até às 17 horas. Cerca de 300 servidores trabalharam para dar o suporte à população.

Camila Gomes, de 19 anos, levou os dois filhos, de 1 e 2 anos para fazer exames médicos e participar das atividades lúdicas programadas para o dia, como teatro de fantoches. “Queria fazer consulta de rotina, porque nessa idade sempre tem que ficar de olho”, disse.

Doações

Cestas básicas 

Paróquia Nossa Senhora das Graças

QS 431, Conjunto B 

Material de construção 

Parque de Serviços da Administração Regional 

QS 119/12

GDF inicia processo eleitoral para escolha de diretores das escolas públicas

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Pela terceira vez em Brasília, pais e alunos com mais de 13 anos poderão eleger de forma direta os dirigentes das escolas públicas do DF. A escolha é um dos caminhos para que a comunidade escolar participe e acompanhe as decisões pedagógicas e até financeiras das unidades.

A execução de verbas repassadas pelo governo está entre as atribuições de diretores e vices, por exemplo. A campanha eleitoral foi iniciada na quinta-feira (20) e vai até 21 de novembro.

Já ciente de que a eleição se aproxima — o pleito está agendado para 23 de novembro —, Tânia Sudré, de 40 anos, mãe de Ana Clara, de 10, do 4º ano e de Eduarda, de 7, do 1º ano, alunas da Escola Classe 305 Sul, no Plano Piloto, fica atenta ao processo para conhecer as propostas.

Ela também destaca que o engajamento vai além da escolha da direção. “Os pais devem participar para saber como está o aprendizado dos filhos, para onde o dinheiro arrecadado vai”, cita a secretária executiva.

Também mãe de um aluno do colégio, o João Gabriel Pereira, que está no 4º ano, Andiara Antunes, de 32 anos, empresária, faz questão de frequentar o ambiente escolar e participar de atividades alternativas. “De tudo que propõem a gente participa. Vemos a prestação de contas e como o dinheiro é investido. Quando tem feira de ciências, nos integramos.”

As competências de diretores e vices estão previstas em regimento escolar da rede pública de ensino do DF. São deles as tarefas de promover a integração e a participação da comunidade escolar, de propor e planejar ações que incorporem demandas da comunidade nos projetos pedagógicos da escola, de estimular o aprimoramento de professores e de zelar pela conservação do ambiente escolar, entre outras funções.

O subsecretário de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação da Secretaria de Educação, Fábio Pereira de Sousa, ressalta que o diretor é o líder pedagógico. “Ele é que direciona todo o trabalho da unidade. Se vai ter jogos escolares, projetos de sustentabilidade”, exemplifica. Ele pontua ainda que as ações — até mesmo para gerir os recursos — precisam do respaldo da comunidade escolar. “Assim qualquer ação terá mais adesão e validade”, opina.

Para o subsecretário, a eleição direta aumenta ainda a cooperação de pais e alunos na escola. “Não é uma imposição do governo de colocar um gestor. Isso é importante porque, quando eles se envolvem, os diretores ficam mais responsáveis. É um compromisso deles com quem os colocou ali.”

Professores e funcionários da carreira de Assistência à Educação que trabalhem em unidades escolares também têm direito ao voto. Os eleitores são definidos pelo artigo 3º da Lei nº 4.751, de 2012, e uma lista com os habilitados para votar cada escola é fixada no local durante o período eleitoral. Em 23 de novembro, a eleição começará às 7h30 e será encerrada às 21h30.

Membro da Associação de Pais e Mestres e da comissão eleitoral local (que organiza o pleito) do colégio da 305 Sul, a médica Maria das Graças de Lima, de 66 anos, diz que ainda é preciso maior envolvimento dos responsáveis. “Muitos não participam com frequência e não devemos aparecer só para reclamar. Temos de fazer parte”, avalia.

Ela é avó e responsável por dois alunos, Mateus de Lima, de 10 anos, do 5º ano e Natália de Lima, de 9, do 3º ano.

Mandato de três anos começa em janeiro de 2017

Os eleitos cumprirão mandato de três anos, a partir de 2 de janeiro de 2017. O nome dos vencedores será divulgado em 28 de novembro. O prazo para apresentação de recursos é de até três dias. O resultado final do pleito será publicado em 16 de dezembro no site da Secretaria de Educação.

As campanhas eleitorais devem seguir regras. Entre outras proibições, não é permitida a distribuição de brindes ou camisetas nem remuneração financeira. Toda divulgação deve ser pautada no plano de trabalho dos candidatos. Assim, não pode haver materiais com informações de caráter pessoal dos concorrentes.

Samambaia: recuperação de escolas e doação de telhas são prioridades do GDF

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A prioridade do governo de Brasília na manhã desta sexta-feira (21) em relação às pessoas atingidas pelo temporal em Samambaia na madrugada de quarta (19) para quinta (20) é a distribuição de telhas e de cestas básicas para as famílias em situação de vulnerabilidade social. Mais de mil edificações tiveram avarias em decorrência da forte chuva. Além disso, a recuperação estrutural das 17 escolas danificadas na região começou a ser feita. “O objetivo é que voltem a funcionar no início da semana que vem”, disse o governador Rodrigo Rollemberg.

O chefe do Executivo voltou à região na manhã de hoje para definir com a equipe de secretários de Estado os próximos passos da força-tarefa que atua desde quarta-feira para atender a população. “Ficaremos aqui enquanto a comunidade precisar e a vida voltar ao normal.” A reunião ocorreu na Creche Ipê Roxo, na Quadra 115. Após o encontro, o governador percorreu algumas quadras da região para acompanhar o trabalho de recuperação dos estragos provocados pela chuva. Ele visitou casas e conversou com moradores. Cinco equipes da Defesa Civil percorrem as áreas atingidas.

Para a reconstrução das casas, a Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos ofereceu 5 mil telhas. O governo distribuirá também 1.060 cestas básicas.

As pessoas que tiveram o telhado destruído estão sendo cadastradas pela área social do governo de Brasília. Materiais que estavam no estoque de órgãos governamentais serão entregues a famílias que não têm condições financeiras de reconstruir suas casas. “Pedimos a compreensão de todos porque daremos prioridade a quem precisa. Também contamos com a colaboração da população que possa doar materiais para os moradores de Samambaia”, convocou Rollemberg.

“Lamentamos profundamente a perda dessa família e prestamos aqui a nossa solidariedade”

Secretário das Cidades, Marcos Dantas

A força-tarefa conta com cerca de 500 servidores de diversos órgãos do DF e é coordenada pela Secretaria das Cidades. A luz da região foi retomada desde o início da manhã de hoje. Cento e trinta funcionários da Companhia Energética de Brasília (CEB), divididos em 46 equipes, trabalham 24 horas por dia em Samambaia.

Cinco pessoas ficaram feridas sem grande gravidade após o temporal. Registrou-se uma vítima fatal. O vigilante Carlos Henrique Ramos Freitas, de 32 anos, foi atingido por um muro que desabou e sofreu múltiplos traumas. Ele foi encaminhado ao Hospital Regional de Ceilândia, onde foi atendido e estabilizado. No entanto, não resistiu e morreu no início da madrugada desta sexta-feira. A Secretaria do Trabalho vai custear o funeral de Carlos Henrique. “Lamentamos profundamente a perda dessa família e prestamos aqui a nossa solidariedade”, disse o secretário das Cidades, Marcos Dantas.

 

Doações para a população atingida

Secretários das Cidades, Marcos Dantas, e o governador Rodrigo Rollemberg vistoriam os trabalhos em Samambaia
Secretários das Cidades, Marcos Dantas, e o governador Rodrigo Rollemberg vistoriam os trabalhos em Samambaia

A Administração Regional de Samambaia organizou campanha de doação de materiais de construção. A entrega de donativos de empresários deve ser feita no ginásio de esportes, no Setor Urbano, Quadra 301, em frente à administração regional. Cidadãos comuns que tenham sobras de materiais também podem participar. Servidores da área social do governo farão a triagem e a distribuição de acordo com as necessidades de cada morador.

Há dois endereços como referência para quem quiser levar doações às famílias necessitadas: a Coordenação Regional de Ensino de Samambaia (Quadra 104, Conjunto 5, Samambaia Sul) e a Igreja Nossa Senhora das Graças (Quadra 431, Conjunto B, Samambaia Norte).

 

Atuação do governo em Samambaia nesta sexta-feira

Das 17 escolas danificadas pelo vento e pela chuva, algumas já estão liberadas para os alunos, pois tiveram problemas menores, como falta de luz, que já foram resolvidos pela força-tarefa do governo. As atenções para as escolas das Quadras 511, 111 e 317 estão reforçadas pois essas unidades foram saqueadas depois da destruição.

A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) atua na recuperação das estruturas em conjunto com as empresas de manutenção que têm contrato de manutenção com a Secretaria de Educação. Recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf) estão sendo utilizados para comprar material.

A base no Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu), em Samambaia, também está recebendo reparos após ter as telhas arrancadas pelo vento forte. A unidade de pronto-atendimento (UPA) da região estará com reforço de equipe no fim de semana. A UPA do Recanto das Emas e o Hospital Regional de Samambaia darão apoio aos pacientes, caso necessário.

Duzentos e quarenta garis do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) recolhem os entulhos de toda a região com o auxílio de 15 caminhões caçamba e duas pás carregadeiras.

O governador Rollemberg visitou casas e conversou com moradores. “A maioria precisa de telhas, foi o que mais me pediram”, constatou. Ele também esteve no Caic de Samambaia, onde equipes retiravam entulho; na Casa Azul Felipe Augusto; nas Escolas Classe 317, 111 e 425; e no Centro de Ensino Fundamental 619 (atingido pela queda de uma árvore). A Novacap atua com 13 equipes de poda de árvores, 295 trabalhadores e 90 equipamentos.

OPINIÃO | O recado do Tribunal de Justiça do DF ao Ministério Público

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Por Ricardo Callado


O julgamento do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) deixou um recado ao Ministério Público. Um recado duro, mas não se tratou de uma recriminação aos trabalhos dos promotores.

Tratou-se mais um puxão de orelha dos desembargadores. Algo de pai para filho quando se quer corrigir algo que saiu da linha. Impondo os limites necessários do que pode e o que não pode ser feito.

Ao determinar a recondução dos membros eleitos da Mesa Diretora da Câmara Legislativa, a Justiça impôs uma simbólica, mas forte derrota ao modo como alguns promotores conduzem a Operação Drácon.

Tomando por base áudios gravados clandestinamente pela deputada Liliane Roriz (PTB), que vinha sob ameaça de um processo de cassação, onde supostamente constariam conversas que comprovaria pagamentos de propina a deputados em troca de emendas, a operação Dracon foi deflagrada com grande estardalhaço. Assim foram afastados liminarmente todos os integrantes da Mesa Diretora.

A medida que o tempo passava, os fatos iam sendo esclarecidos. São fortes as suspeitas de que os áudios foram editados suprimindo conversas e nomes. E pior, incluindo nomes que não constavam.

Em artigos passados, chamei atenção para essa possibilidade. Um dos recursos descreveu essas falhas. Mesmo não tendo sido alvo de comentários, inegável que a Justiça tomou conhecimento.

Desde o início, o Ministério Público conduziu as investigações de forma não usual, acusando pessoas “por atacado”. Isso não é aceito no Direito. É básico no Direito que as condutas sejam individualizadas.

Mas com a recondução, a Justiça recolocou as coisas no seu devido lugar.

Com esse puxão de orelhas, cabe ao Ministério Público tirar lições e passar a trabalhar investigando fatos e não mirando em pessoas, assim poderá corrigir os erros cometidos e fazer uma investigação dentro dos limites do Direito.

Nesse momento, depois do puxão de orelha, o Ministério Público precisa de apoio da sociedade. A população quer que o MP atue de forma independente e que faça a sua defesa e apenas isso. Nenhuma ação pode ser politizada. Vamos deixar a política para os políticos e apoiar o Ministério Público para que façam a sua função de defensor da sociedade da forma que ter que ser feita.

O Ministério Público é do povo, que tem o poder maior de escolher seus representantes, e não de qualquer outro poder, seja ele Executivo ou Legislativo. E o TJDFT deve mostrar como se faz justiça dentro dos limites da lei. Porque ninguém está acima dela. E limites existem para todos. A sociedade quer justiça, não justiciamento.

Polícia Federal prende agentes da Polícia Legislativa acusados de atrapalhar Lava Jato

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A Polícia Federal prendeu policiais legislativos suspeitos atrapalhar a Operação Lava Jato (José Cruz/ Agência Brasil)

A Polícia Federal cumpre, na manhã de hoje (18), mandados judiciais no Senado Federal ligados a uma nova operação, denominada Métis, que apura a atuação de agentes da Polícia Legislativa para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato e também de outros casos envolvendo políticos.

Quatro mandados são de prisão temporária de membros da Polícia Legislativa. A PF aponta o diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo de Carvalho,  como líder do grupo que utilizava a estrutura de inteligência da Polícia Legislativa para atrapalhar investigações contra senadores e ex-senadores. Carvalho foi preso temporariamente, junto com os agentes Everton Taborda, Geraldo Cézar e Antônio Tavares. Todos foram levados para a Superintendência da PF em Brasília.

A ação da PF foi autorizada pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, no Distrito Federal, que ordenou também a suspensão das atividades funcionais dos acusados.

No pedido de prisão temporária, o Ministério Público Federal afirma ter obtido provas de que os policiais legislativos realizaram ações de contrainteligência em busca de escutas instaladas pela PF nos endereços de três senadores e de um ex-parlamentar. Os parlamentares beneficiados teriam sido a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), os senadores Fernando Collor (PTC-AL) e Edison Lobão (PMDB-MA) e o ex-senador José Sarney.

Os agentes permaneceram por cerca de três horas nos gabinetes da Polícia Legislativa do Senado, no subsolo da Casa, de onde retiraram dez malas de documentos e equipamentos utilizados para rastrear grampos. A Polícia Federal nega que estejam sendo cumpridos mandados em gabinetes ou endereços de políticos.

De acordo com a PF, Pedro Ricardo Araújo de Carvalho “ordenou a prática de atos de intimidação à Polícia Federal, no cumprimento de mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal em apartamento funcional de senador”. Ele é homem de confiança do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) que encontra-se em Maceió nesta sexta-feira, segundo a assessoria.

Ao todo, são cumpridos nove mandados judiciais. O grupo vai responder pelo crimes de associação criminosa armada, corrupção privilegiada e embaraço à investigação de infração penal. Somadas, as penas podem chegar a 14 anos de prisão, além de multa.

Base Aérea

Ao participar de um evento na Base Aérea de Brasília, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que foi informado na manhã desta sexta-feira sobre a Operação Métis pelo diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra. “Tenho conhecimento da operação porque o doutor Daiello ligou no inicio da manhã informando”, disse Moraes.

O ministro, no entanto, disse que só vai comentar a operação após ter acesso ao relatório da PF. “Vou aguardar o relatório da Polícia Federal. Daqui a pouco vou me reunir com o Dr. Daiello e todos os superintendentes [em evento previamente agendado, de inauguração do inquérito eletrônico da PF]. Ele vai fazer um relatório do que ocorreu hoje na operação”, disse ele.

Alexandre de Moraes lembrou que a PF apenas cumpriu ordem judicial. “Foi uma operação com ordem judicial e a PF simplesmente cumpriu a ordem judicial para a continuidade das operações”, disse o ministro na Base Aérea de Brasília, durante cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Aeronáutico.

Disputa pela Presidência da Câmara Legislativa agita bastidores da Casa

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“Não é hora de falar de eleição. Temos que trabalhar agora para fortalecer a instituição. Votamos poucos projetos dos parlamentares”, Sandra Faraj (SD)

Por Francisco Dutra, do Jornal de Brasília – A corrida pela presidência da Câmara Legislativa para o próximo biênio está embolada. Três grupos nutrem chances de faturar a eleição. Oposição e descontentes com governo de Rodrigo Rollemberg (PSB) tem chances de conjugar nove votos. Pelo menos sete parlamentares orbitam pela chapa em gestação no Bloco Sustentabilidade, pertencente à base do Buriti. Enquanto isso, a candidatura Agaciel Maia (PR) garante quatro votos, com as bençãos do governador. Se bem aplicada, a caneta do Executivo tem força para reverter qualquer placar.

A oposição tende a votar em bloco. O grupo seria composto por Celina Leão (PPS), Raimundo Ribeiro (PPS), Bispo Renato (PR), Wellington Luiz (PMDB) e Rafael Prudente (PMDB). Caso consigam articular apoio a um nome com perfil mais moderado, poderão agregar mais votos. Um cenário possível é tendo Sandra Faraj (SD) como candidata. Neste caso, o grupo tem potencial para atrair também Telma Rufino (sem partido), Cristiano Araújo (PSD) e Robério Negreiros (PSDB).

Faraj nega qualquer plano de sair em busca da presidência neste momento. “Não penso nisso. Não trabalho em prol disso. A eleição ainda está longe. Podem ocorrer muitos movimentos até lá. As coisas vão se definir em dezembro. A Câmara vive um momento delicado. A Casa está machucada e precisa superar as mágoas internas entre os pares. Antes de qualquer coisa, a bola tem que parar no chão”, comentou a parlamentar.

O Bloco Sustentabilidade continua a trabalhar com dois nomes: Israel Batista (PV) ou Joe Valle (PDT). Enquanto o primeiro tem melhor relação com o Executivo, o segundo tem mais traquejo com os colegas parlamentares. Além dos votos dos demais membros do bloco, Chico Leite (Rede), Cláudio Abrantes (Rede) e Reginaldo Veras (PDT), eles têm mantido conversas permanentes com Wasny de Roure (PT) e Ricardo Vale (PT).

Nas contas atuais, Agaciel Maia teria os votos do presidente interino da Casa, deputado Juarezão (PSB), Luzia de Paula (PSB) e Chico Vigilante (PT). Este quadro pode mudar radicalmente em favor do distrital se o governador entrar em campo de maneira séria. No entanto, a relação do Buriti com a base está instável e desgastada por atritos internos e externos. Neste tabuleiro, Maia não é um nome fraco, mas também não é o franco favorito.

Na aritmética pelo comando da Casa ainda existem incógnitas relevantes. A posição do ex-líder do governo na Casa, deputado Julio César (PRB) é uma grande dúvida. Ele ainda mantém diálogo com o Buriti compondo a base, mas nada garante que ele vai votar em qualquer nome das chapas governistas. Lira (PHS) e Rodrigo Delmasso (PTN) também são mistérios, estabelecendo relações amistosas com base e oposição. Por fim, Liliane Roriz (PTB) conseguiu recentemente manter o mandato, com vitórias no Judiciário e na própria Casa. Mas por outro lado, perdeu espaços dentro do governo.

Entre tapas e beijos

Lua de mel foi boa enquanto durou

  • O governo viveu uma breve lua de mel com o Legislativo enquanto a antiga Mesa Diretora estava afastada pela Operação Drácon. Votou muitos projetos de interesse do GDF, mas fugiu de grandes polêmicas, a exemplo da recomposição do IPTU.
  • Outro indício de que o GDF vive momentos conturbados na Casa é o fato de ainda não ter definido um nome para ocupar a posição de líder do governo na Casa.

Única saída é a unificação das chapas

“A boa jogada para o governo seria compor as candidaturas em apenas uma chapa. Se não houver essa superação, o grupo da deputada Celina Leão, tem chances de conseguir retomar totalmente o comando da Câmara”, ponderou o cientista político Valdir Pucci. Até detonação da Operação Drácon, os trabalhos da Casa seguiam sob a batuta oposicionista proporcionando um calvário para o Buriti.

Segundo o especialista, o cenário potencialmente adverso para o Buriti é plausível. Primeiramente, as eleições para a presidência da Casa tendem a envolver interesses e temas internos da Casa. O peso de questões externas costuma ser relativizado pelos parlamentares. Em segundo lugar, pesa também a experiência e o domínio do regimento do Legislativo.

“Neste caso, os deputados costumam votar sem se preocupar com o respaldo da sociedade. E a oposição atual é o grupo majoritário mais antigo da Câmara. São parlamentares mais acostumados com os jogos internos do Legislativo. Estão naturalmente mais preparados para qualquer embate”, detalhou Pucci.

Nesta semana, a oposição recuperou força quando a antiga Mesa Diretora, afastada pela Operação Drácon, conseguiu recuperar os cargos na Justiça. Outro fator complicador para Rollemberg é a dificuldade para compor uma chapa única. Agaciel é o preferido do Buriti, mas hoje o Bloco Sustentabilidade tem mais votos concretos. Neste cenário, nenhum dos lados vê motivos para abrir mão de uma cabeça de chapa.

Independentemente de quem se sagre vitorioso no final desta corrida, oposição ou governo, Pucci enumerou duas missões para os próximos condutores do Legislativo. “A próxima presidência tem o desafio de ajudar o DF a sair dessa crise, em vários aspectos. Mantendo a autonomia, é preciso ter conversas abertas com o Executivo para construir soluções para a capital”, contou. A segunda meta é melhorar a imagem institucional da Câmara. Hoje, interna e externamente a Casa está mesmo em frangalhos.