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OPINIÃO: Trilogia de uma tragédia anunciada

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Um sequência de três artigos publicados sobre a crise moral e ética do Supremo Tribunal Federal que alguns leram, muitos fingiram não ler e todos vamos pagar a conta, antecipa e alerta para o caos que tomou conta da instituição maior do Judiciário brasileiro

Por Raimundo Ribeiro

Muitos estão enojados com o espetáculo odioso protagonizado por alguns ministros da outrora corte; mas a tragicômica peça desempenhada por eles não surpreende, pelo menos aos leitores do Portal do Callado:

Em 06 de julho de 2020 publicamos o artigo intitulado “Suprema autofagia”; em 10 de agosto de 2021 foi a vez de “Ministros do STF estão destruindo o Judiciário”, e em 08 de maio de 2026 publicamos “Respeito x temor.

Como se vê não foi falta de aviso, e não era necessário ser profeta ou vidente para enxergar o que estava em curso; bastava não ter trave no olho nem se deixar encapsular pelo cárcere da idiotice ideológica.

Agora que todos enxergaram que o “rei está nu”, só nos resta caminhar nos escombros, recolher os cacos e reconstruir o país em bases sólidas que não se permita que o cupim da corrupção seja tolerado.

Vai dar muito trabalho, mas não adianta comprimido que apenas alivia, é necessário o remédio forte e eficaz (tipo penicilina) pois para doença quase terminal só se cura com remédio amargo.

O momento é propício, só precisa o esforço de todos que amam o Brasil.

A seguir, os 3 artigos que alguns leram, muitos fingiram não ler e todos vamos pagar a conta:

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SUPREMA AUTOFAGIA 

(06 de julho de 2020)

Nos últimos 20 anos, exercentes de atividade política integrantes dos poderes executivo e legislativo são alvos de denúncias(muitas verdadeiras, outras não).

São tantas denúncias que a questão se generalizou atingindo não apenas as pessoas, mas os próprios poderes.
O resultado disso é que político virou sinônimo de bandido e os poderes (exercidos por políticos) perderam a confiança da nação.

Note-se que qualquer medida anunciada pelo estado é desobedecida por parte considerável da população gerando obviamente uma confusão que rapidamente poderá se transformar em convulsão.

Essa falta de confiança que já tinha atingido 2 poderes da república, agora chega ao 3o. Poder, o Judiciário.

Frases como “a justiça é caolha”, “a justiça só enxerga quando quer”, e outras se naturalizaram no seio da sociedade.

E essa desconfiança em relação ao Judiciário é mais grave do que em relação aos poderes executivo e legislativo, pois enquanto estes últimos se reinventam por meio do processo eleitoral imperfeito que dispõem, renovando-se periodicamente, o Judiciário não dispõe de tal ferramenta para, por mecanismos próprios, se corrigir.

Além disso, a desconfiança no judiciário conduz ao caminho do caos, pois leva à desobediência dos seus atos muitas vezes fantasiados de decisões judiciais.

Dessa desobediência ao abismo de uma convulsão social é um pulo, que smj, está prestes a se concretizar.

O que fazer para evitar essa tragédia anunciada é o grande desafio dos poucos que pensam no país neste momento.

Para não correr riscos de cometer atos irreversíveis, forçoso analisar as razões que retiraram a confiança da população neste poder que sempre se constituiu na última esperança de uma nação.

Primeiramente é importante salientar que a revolta da população, apesar de atingir o poder como um todo por força da generalização, é contra apenas alguns membros da sua cúpula.

Os Juízes de primeiro grau (que ingressam na magistratura por intermédio de concurso público,sem qualquer tipo de ingerência) independente da generalização que se faz, ainda gozam da confiança social, apesar das dificuldades que enfrentam, mas ainda são olhados com respeito pela sociedade.

Já o mesmo não se pode falar de alguns integrantes da cúpula.

Feito este recorte, é necessário identificar os motivadores da revolta.

Alguns ministros, tendo o auxílio luxuoso da banda podre da mídia nacional buscam culpar militantes ou militontos ideológicos que vão as portas das casas xingar ministros, que vão a esplanada lançar fogos de artifícios no prédio do STF, e que utilizam as redes sociais (que Umberto Eco, num passado recente afirmou que daria voz aos imbecis) para proferir todo tipo de impropério aos membros da cúpula.

É evidente o caráter criminoso de tais atos, afinal numa sociedade civilizada não se pode admitir que as pessoas sejam xingadas e até ameaçadas no exercício de suas funções (mesmo quando exercidas de modo incorreto).

Merecem ser identificadas, processadas, julgadas e, se for o caso, condenadas ao cumprimento da pena imposta. Mas claro, observando-se o devido acatamento aos estritos limites legais e não como está sendo feito agora onde se usa e abusa do poder impondo prisões antecipadas, realizando buscas e apreensões sem sentido, impondo restrições à liberdade antes de sequer se saber se a acusação resultará numa pena constritiva de liberdade, processos conduzidos por autoridades incompetentes para o caso e mais inúmeras ilegalidades que obrigariam o Stanislau Ponte Preta escrever pelo menos mais 10 volumes da sua imortal obra intitulada FEBEAPÁ.

Mas apesar do esforço de alguns ministros, aliados neste caso a banda podre da mídia nacional, os ataques generalizados ao STF não ocorrem por causa dos militantes/militontos ideológicos.

Eles apenas encontraram nos seus atos, fantasiados de decisões judiciais um campo fértil para dar vazão a sua revolta.

Repito: devem ser repudiados nos seus atos, mas nos estritos limites da legalidade.

Na verdade, os culpados por todos os ataques desferidos de modo generalizado (e a generalização é um erro grave) são alguns ministros que, despreparados para a alta função que lhes foi outorgada, cometem ilegalidades usando indevidamente o poder inerente a função para dar vazão a seus instintos autoritários e mostrar a sua horrorosa faceta de arrogância, alimentada por um pernicioso ego narcisista.

Os militantes/militontos não agem, apenas REAGEM aos seus desmandos.

Isto posto e antes que o dia de fúria se concretize, o que esperamos que não aconteça, imperioso que um surto de lucidez sopre naquela Casa, interrompa a marcha da insensatez que impulsionaram e se limitem apenas a fazer o que a função lhes impõe, isto é, atuem com serenidade, sensatez, temperança e submissos aos limites estreitos da lei.

Talvez seja pedir muito num meio em que a arrogância é a principal ferramenta, mas quem sabe se nesta pandemia, o véu que encobre a visão caia por um momento e neste momento a lucidez se faça presente e eficiente.

Alguns certamente ignoram os sinais vindos das ruas e nada farão; mas não poderão,num futuro próximo, alegar que não sabiam que o titanic já arranhava o iceberg. Com a palavra, o tempo.

Raimundo Ribeiro é advogado (OAB/DF 3.971)

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Ministros do STF estão destruindo o Judiciário

(10 de agosto de 2021)

Há mais de 5 anos, com as vênias de estilo, apontamos inúmeras bobagens praticadas por ministros do STF que são  cuidadosamente, fantasiadas de “decisões judiciais”.

A lista é enorme, mas algumas são inacreditáveis:

1. Demoraram 5 anos para “enxergar” o que qualquer estagiário já sabia desde o início, isto é que Moro era incompetente e suspeito para julgar os processos que envolvem o ex presidente Lula e outros menos votados. Fizeram cara de paisagem por 5 anos, ante a flagrante e escandalosa ilegalidade de jurisdição universal que a outrora sacrossanta república de Curitiba, atual santuário do pau oco, usurpou;

2. Condução ilegal de um inquérito no âmbito do STF onde eram, ao mesmo tempo, supostas vítimas, investigadores e julgadores. Isso é tão absurdo que dispensa comentários;

3. Prisão de um deputado na calada da noite, por força de um inexistente “mandado de prisão em flagrante” por “ousar” falar besteiras que, mesmo sendo besteiras, que o “ofendido” ajuizasse ação e sofresse as agruras de uma teia judicial que quase nunca repara nada e, quando faz, faz tardiamente, o que significa negativa de prestação jurisdicional;

4. Este caso foi pior porque inicialmente foi uma besteira de apenas um ministro, e quando o plenário teve oportunidade de consertar o erro crasso como a lei impõe, preferiu homenagear um nefasto e indevido corporativismo e referendou, por UNANIMIDADE ( é isso mesmo, inacreditável mas é verdade) todo o procedimento ilegal inaugurado por um ministro fantasiado de “vítima”;

Quando se pensava que a obra do saudoso Stanislau Ponte Preta estava completa (FEBEAPÁ), não se sabe porquê, a outrora casa do povo (Câmara dos Deputados-poder da República) vergonhosamente se curva a flagrante ilegalidade, e renuncia à sua independência endossando a bobagem parida nos gabinetes sombrios do prédio que deveria ser a luz condutora da justiça.

5. Um ministro DETERMINA que a câmara alta (Senado Federal), relembre-se, outrora um dos 3 poderes da República, portanto supostamente no mesmo patamar do colegiado judicial (não de um ministro), que instale uma comissão PARLAMENTAR de inquérito, num flagrante, escandaloso e ilegal usurpação de poder, posto que cpi constitui-se num ato “interna corporis”, de competência exclusiva daquele outrora poder da república, mas por mais absurdo que possa parecer, o presidente daquela casa obedeceu num ato que se assemelha a vassalagem, renunciando à independência dos poderes, valendo destacar que essa independência seria irrenunciável, pois não pertencente ao senador (propositadamente minúsculo), e sim a instituição Senado Federal, poder da república.

Poderia listar muitas outras bobagens praticadas mas seria sobrecarregar muito o Stanislau.

Como formalmente o STF representa a cúpula do Poder Judiciário, obviamente seus atos se refletem no verdadeiro Poder Judiciário que são as instâncias inferiores (1a. e 2a.), e a falta de credibilidade da cúpula já contamina injustamente as outras instâncias.
Imperioso destacar que a falta de credibilidade do Judiciário produz efeitos diferentes nos outros 2 poderes.

Enquanto o Executivo e o Legislativo se reinventam, principalmente através do processo eleitoral e, vida que segue, o descrédito do Judiciário, pelas suas especificidades (inamovibilidade, irredutibilidade salarial, vitaliciedade, forma de ingresso, proibição de atividade partidária, etc), por ser a última palavra, joga o país numa convulsão social que nos conduz à crise institucional de consequências imprevisíveis, indesejáveis e irreversíveis.

Felizmente e por enquanto, essa contaminação ainda é pequena e o cidadão (destinatário dos serviços públicos incluindo a prestação jurisdicional) sabe distinguir entre a cúpula e as demais instâncias, e ainda empresta credibilidade aos juízes e desembargadores, mas a continuar essa enxurrada de besteiras produzidas pela cúpula a tempestade tragará a todos, e aí será o caos.

Esse retrato é fruto de oitivas empíricas do cidadão comum que, a cada momento se mostra inconformado em sustentar um sistema que, nascido para servir o cidadão, vive apenas para se manter com privilégios e poderes inaceitáveis.

Espera-se que os verdadeiros Juízes saibam se distinguir da cúpula como souberam mostrar que as ilegalidades da lavajato chefiada por Moro não representavam o Judiciário brasileiro.

E para isso, é necessário que as entidades que deveriam representar os Juízes parem de se mover por um falacioso e pernicioso corporativismo, soltando notinhas em defesa do indefensável que é a produção em série de besteiras praticadas por vários ministros que estão na cúpula.

Sob o aspecto institucional só basta que o Poder Legislativo (as duas casas) tenha a coragem (artigo em falta naquele poder) e resgate a independência do poder soberano perdida num passado recente.

Lembrando o ensinamento de que não se deve aceitar um cargo se não tiver coragem para exercê-lo na sua plenitude.
Com isso, certamente, nos balizamentos da legalidade, os pedidos de impeachment de alguns ministros terão o efeito pedagógico do devido processo legal com investigação, processamento, julgamento, absolvição ou condenação, sempre nos estritos limites legais e servindo aos legítimos donos do estado brasileiro, sua excelência o CIDADÃO.

Brasília, 09 de agosto de 2021.

André Gomes
Kaydher Lasmar
Raimundo Ribeiro
Cidadãos brasileiros

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Respeito x Temor

(08 de maio de 2023)

Respeito é um valor que se conquista praticando atos submissos à lei, com prudência e sabedoria na prática de tais atos

Diferentemente dos poderes executivo e legislativo, que possuem o mecanismo eleitoral como meio de se reinventar, trocando periodicamente seus integrantes quando a credibilidade se corrói, pelas suas especificidades de inamovibilidade-irredutibilidade salarial-vitaliciedade, o poder judiciário não dispõe desse mecanismo de reinvenção quando se depara com o descrédito da sociedade.

Vale lembrar que esse descrédito, ainda não contaminou a totalidade do que consideramos o verdadeiro judiciário (1a. e 2a. instâncias), mas a continuar nessa toada, será uma questão de tempo.

Dito isso, voltemos ao tema central desta reflexão, isto é o que é respeito e temor.

Respeito é um valor que se conquista praticando atos submissos à lei, com prudência e sabedoria na prática de tais atos, e esses fundamentos se constituem em obrigação que se exige de qualquer exercente de função pública, seja ele um simples contínuo ou um ministro de corte judicial.

Temor é sinônimo de medo, apavoramento e que não enfrentando resistência, se transforma em terror.

Induvidoso que ao longo dos últimos anos, a atuação desastrada de alguns ministros, provocou enorme corrosão na credibilidade daquela corte, valendo relembrar quando “mete a colher enferrujada onde não deve” como decidir campeonato de futebol, escolha de local para competição esportiva até confissão de crime, quando uma ministra confessa a ilegalidade da decisão mas que “era só aquela vez”.

Mais grave do que isso é a escandalosa atuação no processo eleitoral, flagrantemente controversa.

Mas como o que é ruim pode piorar, prisões antecipadas sem qualquer fundamento legal, num desrespeito flagrante à Constituição e a memória dos constituintes.

Isso, sem esquecer a prisão de mais de 2.000 brasileiros sob acusação de “terroristas”, episódio que causaria inveja nas melhores agências de inteligência do mundo, como a KGB, o MOSSAD, a CIA e outros que foram surpreendidos com a captura e prisão de 2.000 terroristas numa tarde de domingo, feito que nenhuma dessas agências conseguiu fazer ao longo de toda sua existência.

Seria risível se não fosse trágico.

Se vivo, Stanislau Ponte Preta teria uma fonte inesgotável para sua obra literária.

Mas enfim, esses ministros se esforçaram muito para a corrosão da credibilidade daquela corte, e conseguiram pois hoje é difícil encontrar alguém que empreste respeito aquela corte.

O que se percebe é o pavor, terror estampado nos rostos dos cidadãos quando se fala na corte.

E esse estado de coisas não corre o risco de dar certo, pois a própria história do mundo ensina que o respeito é duradouro, mas o medo e o terror acabam no exato momento em que os aterrorizados se sentem tão acuados que só enxergam como alternativa se insurgirem como kamikazes.

Não é a toa que a sabedoria popular leciona que “não se pode acuar o animal a ponto dele não enxergar a saída”.

Por derradeiro, mas nem por isso menos importante, a história ensina também que tudo passa e tudo muda, principalmente as pessoas.

Passou da hora de todas as facetas do estado reconhecerem seu papel de servir à nação e entender que devem servir à nação, nos estritos limites da Lei, de sorte que não presenciemos um “os 7 de Chicago “ em terras tupiniquins.

Brasília, 08 de maio de 2023

Acilino de Almeida Neto

Alberto Jorge Leite

Amilton Figueiredo

André Luís Nunes Gomes

Cacy Vera de Araújo

Cristiano Caiado

Dulce de Moraes

Everardo Alves Ribeiro

Everardo Gueiros

Fátima Bispo

Guilherme Pontes

Israel Pinheiro Torres

Lisbeth Bastos

Mário Sérgio Ramos

Raimundo Ribeiro

Ricardo Callado

Ronan Ramirez

Wandenes Nomelini

Cidadãos conscientes

Plano Piloto e Ceilândia terão atendimento e acolhimento à população de rua

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Equipes estarão em 24 pontos do Plano Piloto e de Ceilândia a partir das 9h

Brasília, 22 de setembro de 2026 – Servidores estarão nesta quarta-feira (23), a partir das 9h, em 24 pontos do Plano Piloto e de Ceilândia para oferecer acolhimento e assistência social a pessoas em situação de rua que desejarem atendimento.

Durante a ação, as equipes prestarão orientações e serviços de assistência social. Após o atendimento, os pertences das pessoas atendidas serão transportados para o endereço indicado por elas.

Quando não houver um local fixo para entrega, os objetos serão encaminhados para um depósito localizado no SIA, no Trecho 4, lotes 1380/1420. Os responsáveis poderão retirar os pertences gratuitamente em até 60 dias.

Pontos de atendimento

No Plano Piloto, as equipes estarão nos seguintes locais:

  • Via N2, próximo à 5ª DP;
  • Área atrás da subestação entre a 5ª DP e o CMB;
  • SRTVN, Quadra 701/2, Bloco P, Edifício Rádio Center;
  • Em frente ao Hemocentro, próximo à SQN 302;
  • SQN 107, Bloco E, área verde;
  • Área verde entre as quadras 311/312 Norte, nos fundos da Capela da Divina Misericórdia;
  • Quadras 313/314 da Asa Norte, nos fundos da 1ª Igreja Batista;
  • Eixo Rodoviário Norte (Eixão);
  • EQN 315/316, próximo à Igreja Messiânica;
  • SQN 214, próximo ao Bloco D;
  • SQN 416, entre os blocos L e M;
  • DF-004, em frente ao Deck Norte.

Em Ceilândia, os pontos são:

  • QNN 13, área verde ao lado da linha do metrô;
  • QNN 13, área verde e canteiro lateral ao estacionamento;
  • QNN 13, área verde aberta;
  • QNN 17, Conjunto B, lote não cercado;
  • EQNN 17/19, Bloco D, área verde aberta;
  • QNN 27, Área Especial D, área verde aberta;
  • QNN 27, área verde aberta;
  • QNN 27, área verde e canteiro lateral ao lado da via;
  • QNN 35, área verde e canteiro lateral ao lado da via;
  • QNN 37/QNN 29, área pavimentada nos fundos do IESB;
  • QNN 13, área verde ao lado da linha do metrô;
  • QNN 25, área verde aberta.

Divulgação prévia

A divulgação das ações segue determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 976.

A decisão estabelece que o Poder Executivo do Distrito Federal divulgue previamente o dia, o horário e o local das ações de zeladoria urbana. Também devem ser informadas a destinação dos bens eventualmente recolhidos, o local de armazenamento e os procedimentos para recuperação dos pertences.

Bombeiros acham destroços e relatam morte de Rick e outras quatro pessoas

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Lista prévia citava quatro ocupantes; identificação e boletim oficial ainda pendem. Aeronave PP-MGR sumiu na segunda entre Porto Belo e São Joaquim

Da Redação

O portal Metrópoles informou nesta terça-feira (22) que o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina localizou destroços na área de busca do helicóptero Bell 430 PP-MGR e que cinco vítimas fatais foram encontradas no local.

A reportagem atribui o dado à corporação e a fontes que acompanham a operação. Após o avistamento, equipes teriam iniciado a descida até o ponto. A aeronave Arcanjo 3 teria feito o primeiro contato visual. Cerca de 40 bombeiros, cães, viaturas e drones térmicos atuavam na região.

Antes da localização, a assessoria e os bombeiros listavam quatro ocupantes: o cantor Rick Sollo, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e o piloto. O voo perdeu contato na tarde de segunda-feira (21), no trecho Porto Belo–São Joaquim.

Boletins da manhã desta terça ainda falavam em ausência de sinal de queda. A Polícia Científica deve periciar os corpos e a aeronave.

Os nomes das cinco vítimas não haviam sido confirmados um a um em nota pública completa no momento desta atualização.

 

André Mendonça acusa Alexandre de Moraes de abuso de autoridade

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Relator acusa Moraes de denunciação caluniosa e abuso no Inquérito das Fake News; pedido de 21 de setembro pede acesso integral ao INQ 4.781 e veda novos relatórios sobre atos de ministros

Da Redação

O ministro André Mendonça enviou nesta segunda-feira (21) manifestação ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, em resposta a acusações de Alexandre de Moraes no Inquérito das Fake News.

Mendonça fala em “denunciação caluniosa”, “abuso de autoridade” e “atividade ilícita da Polícia Federal”. Pede o arquivamento da representação de Moraes, investigação sobre quem elaborou e ordenou relatórios de inteligência que chama de clandestinos, acesso integral ao inquérito 4.781 e proibição de novos relatórios para “escrutinar atos jurisdicionais de ministros do STF”.

No início de setembro, Moraes usou relatórios da PF para apontar, “em tese”, improbidade, crime de responsabilidade e abuso de autoridade na relatoria dos casos do INSS e do Banco Master, e remeteu o material a Fachin.

Mendonça afirma que a acusação veio depois da divulgação de ao menos 52 mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro. Diz que Moraes agiu de forma monocrática ao incluí-lo em inquérito aberto em 2019, sem fatos e sem o plenário.

Fachin anulou atos recentes de ministros e retirou de Moraes a relatoria das Fake News. Convocou sessões sobre eventual investigação contra Moraes e Mendonça. A de Moraes foi suspensa por vista de Flávio Dino, de até 90 dias, até dezembro. Fachin tirou de pauta o item sobre Mendonça por questão de ordem de Gilmar Mendes ligada à relatoria.

Relatórios da PF apontam cobranças de Vorcaro sobre contrato de cerca de R$ 131 milhões com o escritório Barci de Moraes e pedidos de interlocução com Andrei Rodrigues e Paulo Gonet. As peças ainda serão apreciadas pelo plenário.

 

Real Time: Daniel tem 46% em Goiás; Wilder, 19% e Marconi, 18%

No 2º turno, o governador marca 58% contra Perillo e 55% contra Morais; instituto ouviu 1.600 eleitores de 17 a 21 de setembro; margem de 2 pontos (TSE GO-04616/2026)

Da Redação

Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (22) aponta Daniel Vilela (MDB) com 46% das intenções de voto ao governo de Goiás no primeiro turno. Wilder Morais (PL) tem 19% e Marconi Perillo (PSDB), 18%, diferença dentro da margem de dois pontos percentuais.

Luis Cesar Bueno (PT) soma 8%. Nulo ou branco, 5%; não souberam, 4%. Danilo Pinheiro (PCO) e Luciana Amorim (UP) não pontuaram.

No segundo turno, Vilela tem 58% contra Perillo (28%), com 7% nulo/branco e 7% sem resposta. Contra Morais, Vilela tem 55% e o senador, 31%, com os mesmos 7% e 7%. Entre Morais e Perillo, os índices são 42% e 36%, com 12% nulo/branco e 10% sem resposta.

Foram 1.600 entrevistas entre 17 e 21 de setembro, confiança de 95%. Registro no TSE: GO-04616/2026.

 

Primavera começa nesta terça-feira no DF com máxima de 36°C

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Inmet prevê chuvisco na quarta e pancadas com trovoadas até sexta no Centro-Oeste; NOAA aponta 98% de chance de El Niño muito forte entre outubro e dezembro de 2026

Da RedaçãoA primavera começa às 21h05 desta terça-feira (22) no Distrito Federal e vai até 21 de dezembro. O Instituto Nacional de Meteorologia descreve a estação como transição entre a seca e o período chuvoso no Centro-Oeste, com aumento de umidade da Amazônia.

Para outubro a dezembro, o Inmet prevê temperaturas acima da média na região. Inmet e Inpe registram aquecimento do Pacífico Equatorial desde março, padrão compatível com El Niño. A NOAA estima 98% de probabilidade de El Niño muito forte entre outubro e dezembro.

Nesta terça, a faixa é de 21°C a 36°C, umidade de 20% a 60%, sem chuva e com mais nuvens. Alerta amarelo de umidade entre 20% e 30% vale até esta terça, desde sábado (19).

Na quarta (23), a previsão é de 21°C a 31°C, umidade de 20% a 80% e chuvisco, com alerta amarelo de tempestade no DF, Goiás, Mato Grosso e nordeste de Mato Grosso do Sul. Na quinta (24), 20°C a 30°C e pancadas isoladas.

Na sexta (25), máxima de 36°C, mínima de 19°C e trovoadas isoladas.

 

Candidatos ao GDF dividem a terça entre Guará, metrô e sabatina

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Celina visita o Guará e assina chamamento de concurso da SEE; Grass começa em Arniqueiras. Arruda caminha na W3 Sul; Cappelli, Paula, Caputo e Arruda encontram médicos à noite

Da Redação

Os candidatos ao Governo do Distrito Federal cumprem nesta terça-feira agendas de rua, entrevistas e sabatina na Associação Médica de Brasília.

Pesquisa Igape/Record de 20 de setembro apontou Celina Leão (PP) com 41,5% no estimulado, José Roberto Arruda (PSD) com 16,3% e Leandro Grass (PT) com 15,8%.

Celina visita o Guará às 9h, assina às 15h chamamento para banca do concurso da Secretaria de Educação, apresenta o Aplicativo da Mulher às 15h30, fala à LeoDias TV às 17h e janta com empresários às 20h30.

Arruda caminha na W3 Sul às 10h e no Riacho Fundo II às 15h30; às 19h30 está na AMBr e às 20h no Noroeste.

Grass panfleta no metrô Arniqueiras às 6h30 e na Uniplan às 7h30, conversa com a Caesb às 12h30 e visita rodoviários no Terminal Asa Sul às 16h30.

Ricardo Cappelli (PSB) panfleta na Rodoviária às 6h, vai ao SBT News às 12h45 e à AMBr às 19h30.

Paula Belmonte (PSDB) fala à Globo às 9h, assina carta com o Observatório Social às 10h e percorre Sobradinho II à tarde.

Kiko Caputo (Novo) tem atos com o vice Rafael Sampaio no P Sul/P Norte e no Sol Nascente.

O professor Robson (PSTU) e Samara Mineiro (UP) vão ao CED 6 de Taguatinga.

Elisson Ferreira (Agir) percorre Taguatinga e Ceilândia.

Expedito Mendonça (PCO) caminha no P Sul.

 

AtlasIntel crava que vitória de Daniel Vilela é praticamente certa

Fundador de um dos principais institutos de pesquisa da América Latina afirma que eleição em Goiás pode ser definida ainda no 1° turno e avalia que, se houver 2º turno, Daniel tem “quase 100% de chance de vencer”

O fundador e CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, avaliou nesta segunda-feira (21/9) que o governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB) ocupa uma posição altamente favorável na disputa pelo Governo de Goiás, com quase nenhum espaço para uma mudança de cenário. Durante palestra na Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), em Goiânia, o cientista político afirmou que a eleição pode ser definida ainda no primeiro turno e, se for para o segundo turno, o atual governador “tem quase 100% de chances de vencer”. O AtlasIntel atua em todo continente americano e é conhecido pelo índice de assertividade de suas pesquisas.

Roman citou as estimativas da AtlasIntel, que colocam Daniel próximo do patamar necessário para uma vitória no primeiro turno. “Nas nossas estimativas, hoje, o Daniel Vilela está com em torno de 48% dos votos válidos”, afirmou, sem, no entanto, dar como certa a vitória antecipada. “É possível, plausível, que a eleição seja definida apenas no segundo turno”, afirmou.

Na hipótese de segundo turno, Roman apresentou uma avaliação ainda mais favorável ao emedebista. “No segundo turno, o Daniel Vilela tem quase 100% de chance de vencer”, declarou. O fundador da AtlasIntel relacionou a análise à tendência de redistribuição dos votos dos candidatos que ficariam fora da disputa. Ao tratar especificamente de um eventual confronto com Wilder, afirmou: “A redistribuição dos eleitores do Marconi faz com que o Wilder não tenha chances reais, do meu ponto de vista, no segundo turno”.

Na pesquisa divulgada pelo instituto em 3 de setembro, Daniel tinha 48,1% dos votos válidos. No cenário que inclui brancos, nulos e indecisos, registrava 43,5%, contra 20,1% de Wilder Morais (PL), 16,1% de Marconi Perillo (PSDB) e 10,7% de Luis Cesar Bueno (PT).

O último levantamento da AtlasIntel testou três cenários de segundo turno. Daniel registrou 53,7% contra 28,9% de Wilder; 57,2% diante de 25,6% de Marconi; e 60,2% contra 16,2% de Luis Cesar. A pesquisa ouviu 1.214 eleitores entre 27 de agosto e 1º de setembro, tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número GO-05293/2026.

Ao analisar as razões para o cenário encontrado em Goiás, Roman apontou o Estado como uma exceção diante da perda de espaço dos partidos de centro em eleições majoritárias pelo país. “Goiás é uma das exceções, é uma ilha”, afirmou. Na avaliação do cientista político, um dos fatores é a alta aprovação do grupo que governa o Estado e a transferência de capital político do ex-governador Ronaldo Caiado para Daniel. “Isso, então, tende a beneficiar uma manutenção do grupo político aqui no Estado”, disse.

Sobre a disputa nacional, o CEO da AtlasIntel preferiu não arriscar um eventual vencedor e disse que o cenário é bastante imprevisível, dada a polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Planilha cita pagamento de R$ 1 milhão a cunhado de Gilmar Mendes

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Ministro decano do STF diz que recebeu o banqueiro em audiência institucional e votou contra a Destilaria Alcídia

Da Redação

Mensagens do caso Banco Master, segundo O Globo (Malu Gaspar), mostram que Fabiano Zettel, apontado pela Polícia Federal como operador de Daniel Vorcaro, tinha planilha de “pagamentos pendentes”. Em 10 de janeiro de 2025, encaminhou a Vorcaro item “FA (Chiquinho)” de R$ 1 milhão, referente a dezembro e janeiro.

Francisco “Chiquinho” Feitosa é sócio-administrador da F&A Empreendimentos Imobiliários e da F&A Consultoria. É ex-senador, ex-deputado e presidente do Republicanos no Ceará. Gilmar Mendes divorciou-se de Guiomar Feitosa, irmã de Chiquinho, em novembro de 2025. Na data da planilha, Chiquinho ainda era cunhado do ministro.

Chiquinho não comentou a publicação. Antes, disse ter tido contrato de “curto período” com a Super Empreendimentos, ligada ao grupo Master, sem detalhar valor. A Folha de S.Paulo publicou que o montante seria de R$ 500 mil mensais.

A planilha também listava aeronaves, condomínios, impostos atrasados de R$ 1,7 milhão e R$ 1,5 milhão a “Bellini”, nome associado a Belline Santana, ex-chefe de supervisão do Banco Central.

Em 19 de abril de 2024, Chiquinho escreveu a Vorcaro: “Você tem que começar uma relação direta com ele! É importante para o futuro!” Gilmar informou que recebeu Vorcaro em 11 de abril de 2024, no gabinete, sobre o processo da Destilaria Alcídia, sem a presença de Chiquinho, e que votou contra a destilaria em outubro de 2024.

 

Opinião: atacar Celina não salva o BRB; e Brasília merece um debate melhor

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Ao chamar a governadora de “cínica e mentirosa”, Lula levou uma discussão institucional sobre o BRB para o terreno das ofensas pessoais e da disputa eleitoral

POR RICARDO CALLADO

A política permite divergências duras. Permite cobranças, denúncias, fiscalização e confronto de ideias. O que não deveria admitir como normal é substituir argumentos por ofensas pessoais — especialmente quando o ataque parte do presidente da República contra uma governadora de unidade da Federação.

Foi esse limite que Luiz Inácio Lula da Silva ultrapassou ao se referir à governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), como alguém que agiria de forma “cínica e mentirosa” ao tratar da crise do Banco de Brasília (BRB). A declaração foi feita em 16 de setembro, durante um ato eleitoral em Ceilândia, no qual Lula apoiava adversários políticos da governadora.

Pode-se discordar de Celina. Pode-se cobrar explicações do Governo do Distrito Federal sobre tudo o que aconteceu no BRB. Pode-se investigar responsabilidades administrativas e políticas relacionadas às operações com o Banco Master. Aliás, isso precisa ser feito.

Mas nada disso exige agressão pessoal.

Celina reagiu afirmando que sofreu ataques por ser mulher e levantou uma pergunta pertinente ao debate público: Lula utilizaria os mesmos termos para se dirigir a um governador homem? A caracterização da fala presidencial como violência política de gênero é uma interpretação defendida pela própria governadora e por seus apoiadores; não é possível tratá-la, sem decisão das autoridades competentes, como fato jurídico estabelecido.

Ainda assim, existe um fato incontornável: o presidente escolheu as expressões “cínica e mentirosa” para atacar uma governadora durante um comício eleitoral.

Isso empobrece a política.

O BRB não pertence a um partido

Há outro problema nessa disputa: o BRB corre o risco de deixar de ser tratado como uma instituição pública importante para Brasília e passar a funcionar apenas como munição eleitoral.

O banco enfrenta uma crise grave relacionada às operações realizadas com o Banco Master. O GDF busca uma solução financeira que inclui um empréstimo de R$ 6,6 bilhões, enquanto permanecem discussões envolvendo União, Fundo Garantidor de Créditos, Banco Central, instituições financeiras e o próprio Supremo Tribunal Federal.

Responsabilidades pelo que ocorreu precisam ser apuradas. Quem cometeu irregularidades deve responder por elas. Quem tomou decisões administrativas equivocadas também precisa ser identificado.

Mas uma coisa é investigar o passado. Outra, bastante diferente, é transformar a sobrevivência de uma instituição financeira pública em instrumento da campanha eleitoral.

Celina sustenta que o Distrito Federal não está pedindo uma doação do governo federal. Segundo a governadora, o objetivo é conseguir garantias para viabilizar uma operação de crédito destinada à recuperação do banco. O GDF também levou ao STF a alegação de que a resistência do governo federal teria motivação política. A União, por sua vez, apresentou objeções à operação, inclusive relacionadas à capacidade de pagamento do Distrito Federal.

Essas diferenças precisam ser discutidas tecnicamente.

É justamente aí que o debate deveria permanecer.

Defender o BRB não significa esconder seus problemas

Defender o Banco de Brasília não significa fechar os olhos para erros, prejuízos ou possíveis irregularidades.

É exatamente o contrário.

Quem considera o BRB patrimônio importante do Distrito Federal deve exigir transparência, responsabilização e medidas capazes de recuperar a instituição. Não existe contradição entre investigar o que aconteceu e trabalhar para preservar o banco.

O BRB tem uma função que ultrapassa balanços e operações financeiras. É agente financeiro do Governo do Distrito Federal e participa diretamente da operacionalização de políticas públicas. Segundo dados divulgados pelo próprio banco, em janeiro de 2026 já haviam sido creditados mais de R$ 3 bilhões em benefícios sociais nos sete anos anteriores, alcançando mais de 437 mil famílias. Somente em 2025, foram 23 programas sociais, R$ 722 milhões em benefícios e mais de 250 mil famílias atendidas.

São números da própria instituição e, portanto, devem ser compreendidos como dados institucionais. Mas demonstram a dimensão social que o BRB adquiriu no Distrito Federal.

Programas voltados à segurança alimentar, renda e atendimento de famílias vulneráveis utilizam a estrutura do banco. O próprio BRB informa que atua mediante contratos com secretarias e órgãos do GDF para operacionalizar esses benefícios.

Portanto, quando se discute o futuro do BRB, não se discute apenas uma instituição financeira. Há empregos, clientes, correntistas, empresas, políticas públicas e milhares de beneficiários envolvidos.

Celina está certa ao buscar uma saída institucional

Nesse ponto, a governadora faz o que se espera de quem ocupa o comando do Distrito Federal: buscar alternativas para preservar uma instituição estratégica de Brasília.

Isso não elimina a obrigação de esclarecer tudo o que ocorreu em governos passados no banco. Tampouco impede investigações. Recuperação financeira e apuração de responsabilidades não são objetivos incompatíveis.

O erro está em transformar uma discussão dessa magnitude numa guerra eleitoral.

Lula tem todo o direito de apoiar o candidato de seu partido ao Governo do Distrito Federal. Tem o direito de criticar Celina e sua administração. Como político e candidato, pode confrontar projetos e apresentar ao eleitor as razões pelas quais considera seu grupo mais preparado para governar Brasília.

O que não contribui para a democracia é trocar esse debate por ataques pessoais.

Chamar uma governadora adversária de “cínica e mentirosa” pode produzir aplausos num palanque. Não produz uma solução para o BRB.

E existe uma responsabilidade adicional quando essas palavras partem do presidente da República. Lula não deixa de ser chefe de Estado quando sobe em um palanque eleitoral. Depois do comício, continuará sendo presidente também dos brasilienses que votam em Celina, dos que votam em seus adversários e dos que não votarão em nenhum deles.

Mulheres na política não precisam aceitar a agressão como regra

O episódio também deveria provocar uma reflexão que ultrapassa Celina Leão.

Mulheres que ocupam cargos públicos não podem ser colocadas numa espécie de território político em que qualquer agressão seja automaticamente justificada pela existência de uma disputa eleitoral.

Ao mesmo tempo, é preciso cuidado para que a expressão “violência política contra a mulher” não seja usada de maneira automática. A legislação brasileira estabelece requisitos específicos para sua caracterização. A existência de divergência ou crítica política, mesmo dura, não basta por si só.

Por isso, o enquadramento jurídico das declarações de Lula cabe às instituições competentes, caso sejam formalmente provocadas.

No campo político, entretanto, a avaliação pode ser mais simples: o presidente poderia ter contestado Celina com fatos, números e argumentos. Preferiu acrescentar ofensas pessoais.

Não precisava.

Brasília precisa de solução, não de palanque

O BRB precisa ser investigado, saneado e recuperado dentro das regras do sistema financeiro. O Distrito Federal precisa conhecer a dimensão real das perdas. Os responsáveis por eventuais irregularidades precisam responder por seus atos.

E Celina Leão, como governadora, deve continuar sendo cobrada por todas as decisões tomadas durante sua administração.

Cobrança, porém, não é sinônimo de agressão.

A defesa de Celina também não pode significar blindagem política. Da mesma maneira, a oposição ao governo local não deveria significar trabalhar pelo fracasso de uma instituição que pertence ao Distrito Federal.

O BRB existia antes da atual disputa eleitoral e precisa continuar existindo depois dela.

É possível combater Celina nas urnas sem atacar pessoalmente Celina. É possível investigar o BRB sem desejar sua destruição. É possível responsabilizar quem errou e, simultaneamente, trabalhar para preservar uma instituição importante para Brasília.

Essa deveria ser a fronteira entre disputa eleitoral e responsabilidade pública.

Quando um banco que operacionaliza bilhões de reais em políticas sociais passa a ser tratado apenas como arma contra um adversário, quem corre o risco de pagar a conta não é um partido.

É Brasília.