O representante olímpico do Brasil nos saltos ornamentais desde Atenas 2004, Hugo Parisi, conduziu a tocha olímpica no Complexo Aquático Cláudio Coutinho. Foto: Dênio Simões/Agência Brasília
Hugo Parisi conduziu a tocha pelo Complexo Aquático Cláudio Coutinho
(Brasília, 3/5/2016) – O atleta Hugo Parisi representa o País nos saltos ornamentais desde a olimpíada de Atenas, em 2004. Este ano, Parisi foi um dos oito atletas olímpicos escolhidos para conduzir a tocha olímpica em Brasília. Hoje, Parisi percorreu com a tocha pelo Complexo Aquático Cláudio Coutinho (antigo DEFER). Segundo ele, ter sido convidado a participar deste momento é algo ímpar na sua carreira: “Além de ser algo marcante na história do esporte e do País, o trecho pelo qual corri com a tocha foi ainda mais especial, pois foi justamente no local onde comecei a treinar”, afirmou.
O presidente da Cartão BRB, Ralil Salomão, afirma que é uma honra ver um atleta patrocinado pela Empresa construindo uma carreira de tanto sucesso: “Além dos resultados já conquistados por Parisi, hoje, em especial, nos sentimos representados durante o percurso da tocha, pois, de alguma forma, o nosso nome esteve junto ao dele”, ressaltou Ralil.
O percurso da tocha olímpica
Brasília é a primeira capital brasileira a receber a tocha olímpica. Aqui, além da Esplanada dos Ministérios, a tocha passou por Taguatinga, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Riacho Fundo, Setor Comercial Sul e Lago Sul. Durante o trajeto de 105 quilômetros, passou, ainda, por 15 pontos turísticos.
Além de Hugo Parisi, também participaram do trajeto da tocha olímpica em Brasília: Paula Pequeno (bicampeã olímpica no vôlei), Manoel Messias (policial do Bope/esporte militar), Felipe Rondina (velejador), Rubens Pompeu (canoísta), Leandro Macedo (triatleta olímpico), Lúcio (zagueiro pentacampeão), Haudson Alves (bombeiro/esporte militar), Ícaro Ludgero (nadador), Flávia Cantal (esportista de natação), Mackinley Souza (frequentador do Parque Nacional de Brasília), Quedson Conceição (estudante), Joaquim Cruz (campeão olímpico no atletismo), Hélvio Pompílio (policial militar), João Batista (hipismo/esporte militar), Elaine Silva (hipismo/esporte militar), Bruna Camargo (aluna de equoterapia), Pipoka (atleta olímpico do basquete), Darilene Lopes (corredora e funcionária do Detran), Alan Blanco (ex-atleta de judô e policial civil), Kamukaiaka Lappa (esportista indígena), Wellington Nascimento (bicicross), Flávio Guimarães (esportista universitário), Joilto Bonfim (atleta olímpico de atletismo) e Leila Barros (medalhista olímpica de vôlei).
A tocha olímpica ainda passará por outras 329 cidades dos 26 estados até chegar ao estádio Maracanã, onde será realizada a cerimônia de abertura da competição.
Do O Globo – O WhatsApp conseguiu derrubar o bloqueio do aplicativo, determinado pela Justiça da cidade sergipana de Lagartos. A decisão saiu no início da tarde, depois de a empresa pedir a reconsideração da decisão desta madrugada do Tribunal de Justiça do Sergipe, que havia mantido o bloqueio do serviço.
O tempo para restabelecimento do serviço depende de cada operadora. Em dezembro, quando houve a primeira suspensão do
O relator do processo sobre a suspensão do WhatsApp era o desembargador Osório de Araújo Ramos Filho. Segundo o TJ-SE, no entanto, como havia um mandado de segurança anterior sobre um outro detalhe do processo – no qual Múcio era o relator – coube ao último desembargador a decisão.
O bate-papo foi bloqueado às 14 horas de segunda-feira e a determinação judicial previa que o bloqueio durasse 72 horas. No fim da tarde de segunda, o escritório Trench, Rossi & Watanabe impetrou um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Sergipe pedindo a derrubada do bloqueio.
Entre os argumentos usados pelos advogados estava a questão da proporcionalidade, já que a medida afeta milhões de usuários enquanto que os criminosos investigados são apenas alguns. Tanto o escritório quanto a argumentação do recurso são os mesmos usados no caso da suspensão de dezembro, quando a Justiça determinou o bloqueio do serviço por 48 horas, mas durou apenas 12 horas.
Esta é a segunda vez que o WhatsApp é bloqueado pela Justiça. Em ambos os casos, a suspensão foi uma represália da Justiça por a empresa ter se recusado a cumprir determinação de quebrar o sigilo de dados trocados entre investigados criminais.
O primeiro bloqueio foi em dezembro do ano passado e ocorreu a pedido da 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo, que determinou a suspensão do serviço por 48 horas. A decisão foi derrubada 12 horas depois, quando o próprio WhatsApp impetrou um mandado de segurança pedindo o restabelecimento do serviço.
Houve ainda uma outra tentativa da Justiça de derrubar o serviço, em fevereiro. Da mesma forma, o objetivo era forçar a empresa a colaborar com investigações sobre casos de pedofilia na internet, desta vez da polícia do Piauí. A decisão, porém, foi suspensa pelos desembargadores Raimundo Nonato da Costa Alencar e José Ribamar Oliveira, do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), que concederam liminares sustando os efeitos da decisão do juiz Luiz de Moura Correia, da Central de Inquéritos do Poder Judiciário em Teresina, que suspendia o uso do aplicativo WhatsApp em todo o Brasil.
Após cerimônia no Palácio do Planalto, atleta de vôlei Fabiana Claudino deu início ao percurso de 105 quilômetros na capital do País
Ádamo Araujo, Amanda Martimon, Guilherme Pera e Mariana Damaceno – Às 9h56 desta terça-feira (3), a chama olímpica foi acesa pela presidente da República, Dilma Rousseff, e repassada à capitã da seleção nacional de vôlei, Fabiana Claudino, que deu início ao revezamento da tocha em solo brasileiro, enquanto a Esquadrilha da Fumaça escrevia Rio 2016 no céu de Brasília.
A tocha chegou ao Palácio do Planalto às 8h55 trazida pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, que foi recebido por Dilma Rousseff e pelo ministro do Esporte, Ricardo Leyser. No Salão Nobre do Palácio do Planalto, uma solenidade foi iniciada com a apresentação do Hino Nacional pela orquestra Meninos do Itapoã.
Primeiro a discursar, Nuzman exaltou o espírito olímpico e disse que o País está pronto para os Jogos. “Abrimos nova fronteira no mundo ao trazer o evento para o nosso continente. Os atletas vêm com a missão de inspirar nossa juventude”, afirmou, ao observar que esta será a primeira edição sul-americana das Olimpíadas.
Representando os competidores, o nadador e medalhista olímpico Thiago Pereira falou da emoção em disputar a quarta olimpíada e convocou a torcida. “Nós, atletas, temos orgulho de vestir o uniforme verde-amarelo. Quem não puder estar no Rio de Janeiro torça de onde estiver. A energia positiva faz a diferença.”
O governador Rodrigo Rollemberg destacou que a cidade inicia o revezamento no País apoiada no mesmo espírito que uniu o Brasil à época da construção da capital. “Brasília tem uma nova oportunidade de unir o mundo e a humanidade em torno do esporte.”
Em seu discurso, a presidente Dilma Rousseff avaliou os esforços brasileiros para sediar o torneio e o atual momento político. “A emoção desse dia vai ficar marcada na memória, no coração e na história do País. O mundo estará voltado para o Brasil, e contamos com a hospitalidade do povo para sermos os melhores anfitriões.”
Também participaram da cerimônia no Palácio do Planalto, entre outras autoridades, o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons; o governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles; a esposa do governador do Distrito Federal, Márcia Rollemberg; o chefe da Casa Civil do DF, Sérgio Sampaio; os secretários do Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros, da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar Araújo, de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, de Mobilidade, Marcos Dantas, de Planejamento, Leany Lemos, e de Educação, Júlio Gregório Filho; os comandantes-gerais da Polícia Militar, coronel Marcos Antônio de Oliveira, e do Corpo de Bombeiros, coronel Hamilton Santos Junior; e o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem, Henrique Luduvice.
Estudantes
Do lado de fora da sede do Executivo nacional, cerca de 280 alunos de escolas públicas e particulares de Brasília e de Goiás aguardavam a passagem do fogo simbólico. Joseías Ferreira, de 17 anos, acompanhou o início do revezamento ao lado de 150 crianças e adolescentes integrantes do programa do Ministério do Esporte Segundo Tempo. O estudante pratica atletismo desde 2010 e já conquistou 16 troféus. Ele será um dos condutores em Morrinhos (GO) e sonha em integrar o quadro olímpico brasileiro no futuro. “Quando recebi a notícia de que carregaria a tocha, foi um momento mágico, não esperava. Nem acreditei.”
Pela Esplanada
Do Palácio, o revezamento seguiu para o Congresso Nacional e, de lá, para a Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, onde homens e mulheres do Exército, do Corpo de Bombeiros, da PM e da Comissão Nacional de Energia Nuclear fizeram a última varredura momentos antes de a bicampeã olímpica de vôlei Paula Pequeno entrar na igreja carregando a chama olímpica. A tocha passou depois pelo Palácio do Itamaraty e chegou à Praça dos Três Poderes, local em que havia protestos isolados sobre a situação política e econômica do País. Ao longo da Esplanada dos Ministérios, muitos ciclistas e pedestres acompanharam toda a movimentação e aproveitaram para fotografar o evento.
Chegada ao aeroporto
Às 7h13, os primeiros raios de sol da terça-feira refletiam na fuselagem do avião que trazia a chama olímpica em um recipiente dourado. A aeronave, escoltada por dois caças da Força Aérea Brasileira, tocou o chão do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek às 7h25, no voo JJ9715, vindo de Genebra, na Suíça. O objeto que representa os Jogos do Rio 2016 desembarcou nas mãos de Carlos Arthur Nuzman, cerca de 20 minutos após a aterrissagem.
Em solo, Nuzman foi recepcionado por Rodrigo Rollemberg e pelo ministro do Esporte. “Brasília é a porta de entrada para as Olimpíadas e, a partir deste momento, todo o Brasil passa a incorporar de fato o espírito olímpico”, enfatizou o chefe do Executivo local pouco antes da chegada da chama.
Também aguardava na pista do aeroporto o nadador brasiliense Hugo Parisi, classificado para a disputa da plataforma de 10 metros nos saltos ornamentais. O atleta conduzirá a tocha pela piscina do Complexo Esportivo Cláudio Coutinho. “Para mim, tem uma simbologia enorme, pois foi onde comecei a treinar, em 1992”, lembra o atleta de 31 anos, que vai para sua quarta olimpíada.
O voo, fretado, trouxe convidados do comitê organizador dos Jogos e parte da imprensa internacional. Desembarcou também no DF o campeão olímpico de vôlei Giovane Gávio, primeiro brasileiro condutor da chama, na Grécia, em 21 de abril.
Veja no site Vibra Brasília os detalhes sobre o percurso da tocha na capital.
O time quase foi rebaixado em 2015 mas deu a volta por cima, sem recursos, sem jogadores conhecidos, cujos passes valem bilhões, sem muitos recursos e quebrou algumas casas de apostas da Inglaterra que nunca imaginariam que o time fosse campeão.
Na reta final da última temporada da Premier League, o Leicester estava na lanterna da competição. Os Foxes (raposas em Português) emendaram sete vitórias em nove jogos e conseguiram evitar o rebaixamento de forma inacreditável.
Outra curiosidade é que o time tem um jogador, Jamie Vardy, que estava na condicional e jogava usando tornozeleira eletrônica. Ele até tinha que sair mais cedo das partidas para poder voltar para casa a tempo para não desobedecer as regras da condicional. Com 20 anos, Jamie Vardy foi condenado por agressão e teve que usar uma tornozeleira. O crime? Defender o amigo surdo que foi ridicularizado por outras pessoas.
O jogador se defende: “Eu tinha saído com um amigo que estava usando um aparelho auditivo e dois outros homens acharam que seria engraçado sacanear ele. Não me orgulho do que fiz, mas eu defendi ele, o que eu sempre faria por um amigo meu, e isso acabou me colocando em problemas”.
Um dos maiores ídolos do clube é o goleiro Gordon Banks. Muitos brasileiros devem lembrar porque ele ficou mais conhecido por ter feito uma das defesas mais sensacionais da história, no confronto entre Brasil e Inglaterra, na Copa do Mundo de 1970. Campeão mundial com o English Team em 1966, atuou em 356 partidas pelos Foxes (raposas).
“O importante não é o tamanho e sim saber usar”, segundo dizem por aí, dito popular que se enquadra na realidade do time que leva o nome da cidade Leicester. A cidade tem apenas 337 mil habitantes, número próximo às cidades de Pelotas (RS), Franca (SP), Blumenau (SC) e Uberaba (MG), por exemplo.
A trajetória: o Leicester era o lanterna, sete pontos atrás da salvação, a nove jogos do fim do campeonato do ano passado, Terminou seis pontos acima dela depois de vencer sete jogos, empatar um e cair contra um Chelsea embalado rumo ao título. Era a temporada do retorno à Premier League depois de dez anos de distância e uma passagem rápida, em 2008, pela terceira divisão do futebol inglês e uma derrota três anos atrás em um playoff contra o Watford, quando poderia ter subido, com um pênalti a favor perdido no último minuto da prorrogação e um imediato contra-ataque do rival que o eliminou. Schmeichel, Morgan, Drinkwater e Schlupp jogaram aquela partida. Jamie Vardy, que não jogou nenhum minuto, e Harry Kane, o atual artilheiro da Premier com o Tottenham, estavam no banco de reservas naquela fatídica tarde. Hoje compõem a linha de ataque da seleção inglesa.
Faltou dinheiro mas sobrou talento. O time atual do Leicester custou menos de 30 milhões de euros (cerca de 120 milhões de reais) em contratações, metade do que o Manchester City pagou neste verão para ter Sterling, um reserva, por exemplo.
Moral da história? Os Foxes vivem um momento único e uma história emocionante e inspiradora, que vai virar um filme, inclusive. A liga mais difícil e endinheirada do mundo foi vencida por um pequeno, pela zebra da temporada, justamente quando questionamos a essência do futebol por conta dos inúmeros escândalos de corrupção culminando com os outros casos de corrupção no Brasil. Estamos mais descrentes do que nunca, e é justamente neste momento que o Leicester aparece para nos dar esperança e mostrar que o jogo que tanto amamos ainda vive e que se reinventar, de forma honesta e ética são as palavras de ordem!
Nesta terça-feira (2), às 6 horas, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, recebe a tocha dos Jogos Olímpicos Rio 2016, no Aeroporto Internacional de Brasília. Em seguida, às 9 horas, haverá a cerimônia de acendimento da chama olímpica, no Palácio do Planalto.
O governador também acompanhará o percurso da tocha no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, às 11h55, e no Regimento da Polícia Montada da Polícia Militar do Distrito Federal, às 15h34.
Na Esplanada dos Ministérios, às 19h20, Rollemberg participa do Ato pela Paz Mundial, que reunirá líderes de diferentes vertentes religiosas antes da chegada do fogo olímpico no palco, prevista para as 20h50. A celebração será encerrada com show da cantora Daniela Mercury.
Cinco regiões administrativas e 15 pontos turísticos de Brasília vão receber a tocha olímpica durante o revezamento do símbolo da Olimpíada. A cidade é responsável por iniciar o percurso no Brasil. Depois, a tocha olímpica passará por todos os estados do País e por 328 municípios até chegar à sede da competição, no Rio de Janeiro.
Veja o percurso e a programação do revezamento em Brasília no site www.vibrabrasilia.com.br. Revezamento da tocha olímpica em Brasília com a presença do governador Rodrigo Rollemberg Em 3 de maio (terça-feira)
Às 6 horas: chegada da tocha olímpica no Aeroporto Internacional de Brasília Presidente Juscelino Kubitschek, Terminal 2
(Aberto para imprensa credenciada)
Às 9 horas: cerimônia de Acendimento da tocha olímpica Rio 2016
No Salão Nobre, 2º andar do Palácio do Planalto
(Aberto para imprensa credenciada)
Às 11h55: percurso de revezamento da tocha olímpica em Brasília
No Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha
(Aberto para imprensa credenciada)
Às 15h34: percurso de revezamento da tocha olímpica em Brasília
No Regimento da Polícia Montada da Polícia Militar do Distrito Federal (DF-075, km 8, Área Especial 1, Riacho Fundo I)
(Aberto para imprensa credenciada)
Às 19h20: ato pela paz mundial e celebração para comemorar a passagem da tocha olímpica em Brasília
Na Esplanada dos Ministérios, na altura da Biblioteca Nacional
(Aberto para imprensa credenciada)
A decisão judicial que determinou nesta segunda-feira (2) o bloqueio dos serviços do aplicativo WhatsApp por 72 horas viola o Marco Civil da Internet. A avaliação é do especialista em propriedade intelectual e direito digital Maurício Brum Esteves. Segundo ele, a lei não prevê que os provedores tenham de guardar comunicações privadas, apenas dados de conexão.
“A lei não fala em dados pessoais, muito menos em comunicações privadas. São apenas as informações mínimas para saber que uma máquina se comunicou com outra em um determinado horário. Essa é a informação que o provedor tem de guardar”, disse, em referência ao artigo 15 do Marco Civil da Internet, que determina que os provedores devem guardar, sob sigilo, por seis meses os registros de acesso a aplicações de internet.
O WhatsApp está bloqueado em todo o país desde as 14h de hoje, por determinação do juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE). A ordem foi dada porque a empresa não forneceu à Justiça mensagens relacionadas a uma investigação sobre tráfico de drogas.
Segundo o Tribunal de Justiça de Sergipe, a medida cautelar foi concedida a pedido da Polícia Federal e do Ministério Público, baseando-se nos artigos. 11, 12, 13 e 15 da Lei do Marco Civil da Internet.
O especialista informou que a determinação prevista no Marco Civil se refere a dados como data, hora e IP do dispositivo que fez o acesso à internet. “Na minha avaliação, o Marco Civil não permite que os provedores guardem esse tipo de comunicação. Esse ponto é polêmico, mas, no mínimo, me parece evidente que ele não obriga que comunicações privadas sejam armazenadas”.
Outro ponto analisado por Esteves é que o bloqueio do WhatsApp fere a finalidade social da internet, também prevista no Marco Civil da Internet, bem como a pluralidade, abertura e colaboração e escala mundial de rede.
“Ao impor uma medida extrema para um caso isolado, o magistrado está dando uma eficácia de algo que deveria influenciar só no processo para toda sociedade. Poderia, inclusive, dizer que viola as próprias leis processuais, poque, para penalizar uma empresa, a sociedade inteira sai penalizada”
Para o especialista, o assunto deve ser debatido pela sociedade, de modo que o Poder Judiciário perceba que tem de se atualizar. “A internet não tem uma escala individual. Não foi só naquela cidade que o problema ocorreu. Isso causou problemas enormes para o país nessas 72 horas. Por um excesso de arrogância, o juiz acabou tendo uma decisão infeliz”, acrescentou.
O bloqueio do WhatsApp vale inicialmente por 72 horas, mas, se houver uma liminar derrubando a decisão, o serviço pode ser retomado antes desse prazo.
Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), todas as companhias receberam a intimação e cumprirão a determinação judicial.
Por Gabriela Moll – Até sábado (7), microempreendedores individuais (MEIs) do Distrito Federal e interessados em se tornar MEI terão a oportunidade de participar de palestras e oficinas e de regularizar a situação financeira em 23 pontos de atendimento espalhados pelas regiões administrativas. A 8ª Semana do Microempreendedor Individual do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do DF, que começou nesta segunda-feira (2), dará suporte gratuito aos empresários da cidade. Em 2015, houve 11.314 atendimentos no evento, e 2.635 pessoas foram capacitadas.
O governador Rodrigo Rollemberg esteve, nesta segunda-feira, no posto do Sebrae montado na CNM 1 de Ceilândia. De acordo com ele, os microempreendedores individuais são a solução para a crise financeira pela qual o País passa. “É a partir deste tipo de incentivo que vamos mudar a realidade do desemprego”, afirmou o chefe do Executivo.
O superintendente do Sebrae no DF, Valdir Oliveira, agradeceu ao governo de Brasília pelo apoio à iniciativa e atribuiu o sucesso da ação ao trabalho dos agentes de desenvolvimento territorial que ficam lotados nas administrações regionais.
MEI há 11 anos, a cabeleireira Lucilene Ferreira, de 47 anos, esteve no local para negociar sua inadimplência, um dos serviços oferecidos pelo Sebrae. “Será fundamental para continuar com meu negócio, principalmente na situação econômica em que estamos”, afirmou a moradora de Ceilândia.
Estavam presentes a diretora-técnica do Sebrae, Heloísa Regina Guimarães de Menezes, o diretor-técnico do Sebrae-DF, Júlio Miragaya, e a subsecretária de Micro e Pequena Empresa e Empreendedor Individual, da Secretaria de Economia e Desenvolvimento Sustentável, Karina Rosso.
8ª Semana do Microempreendedor Individual
De 2 a 7 de maio
Das 9 às 18 horas (segunda a sexta) e das 9 horas ao meio-dia (sábado)
Mais informações no site do Sebrae.
Presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PDT), e governador Rodrigo Rollemberg na entrega do Projeto de Lei Orçamentária de 2016 (Foto: Renato Araújo/GDF/Divulgação)
Número representa 38% do total; no governo Agnelo, caíram apenas 12%. GDF diz ‘respeitar independência’; Câmara ‘não é puxadinho’, diz Celina
Por Gabriel Luiz – do G1 DF – Em um ano e quatro meses de gestão do governador Rodrigo Rollemberg, a Câmara Legislativa do Distrito Federal derrubou 41 vetos do chefe do Executivo a projetos aprovados pelos parlamentares. Durante os quatros anos do governo Agnelo Queiroz, os deputados derrubaram 27 vetos do Executivo.
Apesar de ter uma base de apoio que lhe garante maioria na Casa, o GDF não consegue conter a “rebeldia” dos parlamentares. Levantamento obtido pelo DFTV mostra que 12% dos vetos de Agnelo (230 no total) foram derrubados na Câmara. Os outros 88% foram mantidos total ou parcialmente. No atual governo, o índice é de 38% (entre 107 vetos realizados).
Ao G1, o governo informou que respeita a independência e as decisões dos distritais, mas apela a um entendimento entre os poderes. “Neste momento de crise que o país vive, Executivo e Legislativo precisam caminhar juntos no sentido de enfrentar e superar as dificuldades encontradas.”
Neste momento de crise que o país vive, Executivo e Legislativo precisam caminhar juntos no sentido de enfrentar e superar as dificuldades encontradas”
Governo do DF, em nota
A presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS), que tem demonstrado distanciamento cada vez maior do Executivo, afirmou que a derrubada dos vetos “mostra que a Câmara é independente”. “A Câmara não será um ‘puxadinho’ do Buriti. Aqui não vai ser um quintal deles”, disse.
Celina nega que a oposição ao Executivo esteja relacionada à falta de apoio ao projeto de Rollemberg à reeleição dela ao cargo, que lhe permitiria comandar a Câmara por mais dois anos.
“[Não apoiar o projeto de reeleição] Foi um gesto de muita desonestidade por parte do governador, de interferir no Poder Legislativo. Mas não tem nada a ver. Tenho feito essas declarações várias vezes na tribuna. O que está em jogo é a independência do Poder Legislativo, que vai continuar funcionando não como o governo quer, e sim pela vontade da população. Talvez seja por isso que o GDF esteja com medo da minha reeleição.”
Como funciona
O governador pode vetar uma lei aprovada pela Câmara quando ele não concorda com a íntegra ou um trecho do texto ou quando os órgãos jurídicos do Buriti apontam infrações legais – vícios de origem (quando a iniciativa do projeto é exclusiva do governo, não da Câmara) ou inconstitucionalidade, por exemplo.
Quando os parlamentares querem mesmo assim manter o projeto, eles derrubam o veto do GDF. Para isso, são necessários 13 votos – apoio de metade dos 24 distritais mais um. Assim, a lei é promulgada mesmo sem o acordo do governador, que pode recorrer à Justiça para barrá-la.
Por Júlio Wiziack, da Folha – A Justiça mandou as operadoras de telefonia fixa e móvel bloquearem o serviço de mensagens instantâneas WhatsApp em todo o país por 72 horas. A medida começará a valer a partir das 14h desta segunda-feira (2). A decisão, de 26 de abril, é do juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE).
As cinco operadoras —TIM, Oi, Vivo, Claro e Nextel— já receberam a determinação e informaram que vão cumprir. Em caso de descumprimento, estarão sujeitas a multa diária de R$ 500 mil.
Em dezembro, o aplicativo havia sido bloqueado no Brasil por 48 horas devido a uma investigação criminal.
O bloqueio foi uma represália da Justiça contra o WhatsApp por ter se recusado a cumprir determinação de quebrar o sigilo de dados trocados entre investigados criminais. O aplicativo pertence ao Facebook.
Em fevereiro, um caso parecido ocorreu no Piauí, quando um juiz também determinou o bloqueio do WhatsApp no Brasil. O objetivo era forçar a empresa dona do aplicativo a colaborar com investigações da polícia do Estado relacionadas a casos de pedofilia.
A decisão foi suspensa um desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí após analisar mandado de segurança impetrado pelas teles.
Por Delmo Menezes – Pacientes do Hospital Regional da Asa Norte, que aguardavam há mais de 02 anos por uma cirurgia, receberam uma triste notícia. O centro cirúrgico do hospital foi fechado nesta segunda-feira (2) e terça-feira (3), devido à passagem da “tocha olímpica”, pela cidade de Brasília.Em 2014, Brasília foi uma das sedes da copa do mundo, que é considerado o maior evento futebolístico do planeta, e todos os hospitais da rede, ao invés de fechar o centro cirúrgico, tiveram o reforço no atendimento, principalmente o Hospital de Base e o HRAN. Foi criado um grupo técnico de trabalho, coordenado pelo gabinete da SES, junto com o SAMU articulado com o Corpo de Bombeiros e toda a rede de saúde.
Agora em 2016, com a passagem da “tocha olímpica”, a Secretaria de Saúde do DF, resolveu fechar o centro cirúrgico do HRAN, com se fosse um “plano de contingenciamento”.
Segundo informações que o blog Agenda Capital recebeu com exclusividade, mais de 50 pacientes tiveram suas cirurgias canceladas.
Vale ressaltar, que os jogos olímpicos serão realizados na cidade do Rio de Janeiro.
Questionada, a Secretaria de Saúde, enviou a seguinte nota técnica:
O plano de contingenciamento definido entre a Secretaria de Saúde e representantes do Comitê Olímpico prevê que, na terça-feira (3), o centro cirúrgico do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) esteja liberado para atender eventuais emergências. Para cumprir a determinação, ficou acertado que nesta segunda-feira (2), serão realizadas apenas as cirurgias eletivas (aquelas que são marcadas previamente) mais simples, em que o paciente possa ter alta no mesmo dia ou, no máximo, no dia seguinte ao procedimento. Já as cirurgias eletivas marcadas para terça-feira (3), estão sendo remarcadas para a data mais próxima.
A pasta preparou um plano com ações pré-hospitalar e hospitalar. O pré inclui o apoio do Samu em localidades específicas pelo percurso da tocha. Será disponibilizada uma Unidade de Suporte Básica (ambulância) do Samu para cada uma das seguintes localidades: Praça dos Três Poderes, Pontão do Lago Sul, Estádio Nacional Mané Garrincha, Parque Aquático, Parque Capivara, Praça do Relógio, Montaria da PM em Taguatinga (RPMONT), Centro Olímpico do Riacho Fundo I, Igrejinha da Asa Sul, Memorial dos Povos Indígenas, Praça das Fontes e Museu Nacional.
Os hospitais de Base, Regional da Asa Norte e Regional de Taguatinga serão referência, onde haverá reforço na equipe com servidores das próprias unidades por meio de hora extra. Em caso de catástrofe, serão ainda utilizados o Hospital Regional do Guará e a UPA do Núcleo Bandeirante para casos menos graves, classificados como verde. O Hospital de Base será a referência para trauma. O Hospital Regional da Asa Norte, para acidentes químico, biológico e nuclear.