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Ex-deputado Pedro Corrêa faz relato contundente de envolvimento de Lula no petrolão

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Revelações do ex-deputado ao MP compõem documento de 132 páginas. Depoimento aguarda homologação pelo Supremo Tribunal Federal.

Por Robson Bonin, da revista Veja – Entre todos os corruptos presos na Operação Lava-Jato, o ex-deputado Pedro Corrêa é de longe o que mais aproveitou o tempo ocioso para fazer amigos atrás das grades. Político à moda antiga, expoente de uma família rica e tradicional do Nordeste, Corrêa é conhecido pelo jeito bonachão. Conseguiu o impressionante feito de arrancar gargalhadas do sempre sisudo juiz Sergio Moro quando, em uma audiência, se disse um especialista na arte de comprar votos. Falou de maneira tão espontânea que ninguém resistiu. Confessar crimes é algo que o ex-deputado vem fazendo desde que começou a negociar um acordo de delação premiada com a Justiça, há quase um ano.

Corrêa foi o primeiro político a se apresentar ao Ministério Público para contar o que sabe em troca de redução de pena. Durante esse tempo, ele prestou centenas de depoimentos. Deu detalhes da primeira vez que embolsou propina por contratos no extinto Inamps, na década de 70, até ser preso e condenado a vinte anos e sete meses de cadeia por envolvimento no petrolão, em 2015. Corrêa admitiu ter recebido dinheiro desviado de quase vinte órgãos do governo. De bancos a ministérios, de estatais a agências reguladoras – um inventário de quase quarenta anos de corrupção.

VEJA teve acesso aos 72 anexos de sua delação, que resultam num calhamaço de 132 páginas. Ali está resumido o relato do médico pernambucano que usou a política para construir fama e fortuna. Com sete mandatos de deputado federal, Corrêa detalha esquemas de corrupção que remontam aos governos militares, à breve gestão de Fernando Collor, passando por Fernando Henrique Cardoso, até chegar ao nirvana – a era petista. Ele aponta como beneficiários de propina senadores, deputados, governadores, ex-governadores, ministros e ex-ministros dos mais variados partidos e até integrantes do Tribunal de Contas da União.

Além de novos personagens, Corrêa revela os métodos. Conta como era discutida a partilha de cargos no governo do ex-­presidente Lula e, com a mesma simplicidade com que confessa ter comprado votos, narra episódios, conversas e combinações sobre pagamentos de propina dentro do Palácio do Planalto. O ex-presidente Lula, segundo ele, gerenciou pessoalmente o esquema de corrupção da Petrobras – da indicação dos diretores corruptos da estatal à divisão do dinheiro desviado entre os políticos e os partidos. Corrêa descreve situações em que Lula tratou com os caciques do PP sobre a farra nos contratos da Diretoria de Abastecimento da Petrobras, comandada por Paulo Roberto Costa, o Paulinho.

Uma das passagens mais emblemáticas, segundo o delator, se deu quando parlamentares do PP se rebelaram contra o avanço do PMDB nos contratos da diretoria de Paulinho. Um grupo foi ao Palácio do Planalto reclamar com Lula da “invasão”. Lula, de acordo com Corrêa, passou uma descompostura nos deputados dizendo que eles “estavam com as burras cheias de dinheiro” e que a diretoria era “muito grande” e tinha de “atender os outros aliados, pois o orçamento” era “muito grande” e a diretoria era “capaz de atender todo mundo”. Os caciques pepistas se conformaram quando Lula garantiu que “a maior parte das comissões seria do PP, dono da indicação do Paulinho”. Se Corrêa estiver dizendo a verdade, é o testemunho mais contundente até aqui sobre a participação direta de Lula no esquema da Petrobras.

BRB realiza campanha para arrecadação de resíduos eletroeletrônicos

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residuos eletroeletronicos

A ação tem início na terça-feira (31) e estende-se até o dia 3/6

Na próxima terça-feira (31), terá início uma campanha, promovida pelo BRB, para arrecadação de resíduos eletroeletrônicos. Durante a ação, que ocorrerá até o dia 3/6, a unidade móvel da Estação de Metarreciclagem (ônibus adaptado para a realização de atividades de educação ambiental, capacitação em novas tecnologias e coleta adequada de resíduos eletroeletrônicos) ficará estacionada em frente ao Edifício Brasília (SBS, Quadra 01, Bloco E), das 10h às 16h, para receber os materiais.

A gerente de sustentabilidade do BRB, Leila Republicano, explica que a campanha tem como objetivo promover a conscientização em relação aos cuidados com o meio ambiente e, simultaneamente, oferecer aos empregados, aos clientes do BRB e à comunidade a oportunidade de descartar os resíduos eletroeletrônicos de modo adequado e cômodo.

“Esta campanha viabiliza a destinação correta dos resíduos eletroeletrônicos, que muitas pessoas não sabem onde descartar, até porque os pontos permanentes de entrega desses resíduos são escassos. Além disso, promove o desenvolvimento econômico sustentável, pois o material recolhido gera emprego e renda para os trabalhadores que vivem da reciclagem desse material”, reforçou Leila.

Parceria com a ONG Programando o Futuro
A ONG “Programando o Futuro” tem sede na cidade de Valparaíso de Goiás. A entidade atua há 15 anos com foco no desenvolvimento comunitário a partir do ensino da apropriação tecnológica. Os projetos desenvolvidos pela ONG estão focados em quatro eixos: inclusão digital para o desenvolvimento local, qualificação para o mundo do trabalho, fortalecimento das redes e tecnologias de apoio à sociedade civil, e reaplicação e estímulo à utilização de tecnologias sociais e conhecimentos livres.

Com isso, todo o material descartado, que após as oficinas torna-se reutilizável (a exemplo dos computadores), é doado para instituições, como escolas e bibliotecas públicas.

Balanço dos anos anteriores
O BRB promove esta campanha pelo quinto ano consecutivo e sempre em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente (5/6). Na última edição, que ocorreu de 27 a 29/5/2015, foram arrecadados 1.350 Kg de material. Este ano, a expectativa é alcançar a marca de 1,5 tonelada.

Abaixo, a lista de tipos de materiais que podem ser descartados durante a coleta:

Gestão Integrada das administrações do Lago Sul, Jardim Botânico e Jardins Mangueiral completa 30 dias

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Alessandro Paiva
Alessandro Paiva

 

Com estrutura pequena e poucos funcionários, a Gestão Integrada das administrações do Lago Sul, Jardim Botânico e Mangueiral, completou um mês. Sob o comando do administrador Alessandro Paiva, a estratégia inicial foi ouvir os prefeitos do Lago Sul, os síndicos dos 53 condomínios do Jardim Botânico e os representantes do Mangueiral.

No Lago Sul, foram retirados os vendedores de marmitas nos semáforos da cidade, que usavam menores de idade para a prática.

O bairro recebeu serviço de limpeza das ruas, além de podas de árvores. Segundo Alessandro Paiva, os alvarás parados já estão em andamento, “o que garante aos empresários do local maior tranquilidade para trabalhar”, destaca o administrador.

Também está sendo feita a padronização da publicidade pela cidade, através de um grupo de trabalho que estuda um novo plano para combater a desordem e a poluição visual. A legalidade nas permissões dos quiosques e nos escritórios de advocacia também estão em andamento na Administração Regional.

Os estacionamentos estão sendo revistos, como o da Escola das Nações, do Hospital Brasília e do Gilberto Salomão. A ideia, segundo Alessandro Paiva, é melhor a vida dos motoristas que frequentam os locais, hoje tumultuados.

A comemoração do Aniversário do Lago Sul já está em pauta. O administrador montou uma comissão organizadora da festa, que será realizada durante duas semanas com exposição de arte, festival gourmet de chefs, shows, missa, culto, exposição de carros e outras atrações que estão sendo definidas com a colaboração de moradores.

No Jardim Botânico, a Gestão Integrada movimentou a administração e desengavetou projetos. Chegou ao fim a espera incansável dos moradores por uma linha de ônibus que ligue o Jardim Botânico à Rodoviária do Plano Piloto, após negociação do administrador Alessandro Paiva com o DFTrans.

A administração do Jardim Botânico, junto com a Agefis, combateu a invasão de área pública na Ponto de Encontro Comunitário (PEC), no Condomínio Itaipu, derrubando o muro que foi construído, devolvendo a comunidade o direito de usar os equipamentos de ginastica instalados na praça pública.

Com a presença do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), a Terracap iniciou as obras do Park Urbano Vivencial na Etapa 3 do Jardim Botânico, que irão beneficiar os moradores também do Mangueiral. Serão construídas duas quadras de esporte, 24 praças e seis pontos comunitários, além de parquinhos, calçadas e plantio de grama.

O estacionamento da avenida Comercial, uma reinvindicação antiga dos empresários do local, saiu da gaveta. A obra de pavimentação do estacionamento está em andamento e o estacionamento que começa no retorno da Avenida do Sol e vai até a Feira do Produtor, terá agora 400 vagas. A obra é do DER em parceria com a Administração.

Jardins Mangueiral – Rollemberg e Alessandro Paiva visitaram o Centro de Práticas Sustentáveis (CPS) no Mangueiral. Toda a estrutura física do local é usada para estudo de bioconstrução. A gestão do local está em análise, e a área é destinada para estudos ambientais.

A comunidade recebeu, ainda, do administrador Alessandro Paiva, material esportivo para os torneios existentes na agenda de esporte e lazer da cidade.

Ex-diretor do Hran é lembrado para assumir a Secretaria de Saúde

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renato lima

 

Por Milena Lopes, da Coluna Ponto do servidor

Ingerências na Secretaria de Saúde seriam o principal motivo de insatisfação do atual secretário, Humberto Lucena. Ele teria pedido exoneração e o governador Rodrigo Rollemberg estaria a sondar prováveis substitutos no comando da pasta. A pasta desmente e garante que Lucena não tem a mínima intenção de sair. Muito menos de cair. O governador, no entanto, já teria chamado para uma conversa séria o ex-diretor do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) Renato Lima (foto). Querido pelos servidores, Lima foi homenageado recentemente na Câmara Legislativa: recebeu moção de louvor pelo Dia do Médico, por iniciativa do deputado Bispo Renato (PR).

 

Ingerências

“Se for um secretário sério, não vai conseguir administrar as ingerências”, arrisca a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues. Ao enumerar os problemas que a população tem enfrentado nas unidades públicas de saúde do DF, ela menciona o serviço de oncologia. “Os pacientes que estão na fila, esperando tratamento para o câncer, estão com o plano funerário garantido”, criticou, citando que o governo não tem dado a atenção necessária para o setor. Nesta semana, os deputados distritais acertaram a destinação de R$ 20 milhões em emendas parlamentares para a área de oncologia da rede pública.

 

Deputados de olho

Uma visita da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa, na semana passada, ao Centro de Tratamento de Câncer do Hospital de Base constatou falta de medicamentos, aparelhos quebrados e longas filas. Capitaneado pelo deputado Reginaldo Veras (PDT) e presidente do colegiado, os deputados levaram o relato dos problemas ao governador e ao secretário de Saúde. “Queremos que o DF seja referencial de bom atendimento para tratamento do câncer”, disse o pedetista.

 

OPINIÃO | A lista de testemunhas de Gim Argello

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POR RICARDO CALLADO

Preso em abril na Operação Lava Jato, Gim Argello elencou 15 parlamentares como suas testemunhas de defesa. O ex-senador é acusado de cobrar propinas para evitar a convocação de empreiteiros nas CPIs das Petrobrás em 2014.

São sete deputados e oito senadores. Na lista há nomes do PSD, PMDB, PT, PDT, PV, DEM, PSDB, PSB e PP. Isso mostra a desenvoltura de Gim no Congresso Nacional. E como suas ligações políticas podem complicar muita gente.

Além disso, também listou como testemunha o ministro do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, o ex-senador e ex-ministro dos Transportes no governo Dilma Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP), o ex-senador Hugo Napoleão (PSD-PI) e o diretor das comissões de inquérito do Senado, Dirceu Vieira Machado.

Se Gim fizer a delação premiada, deve arrastar muita gente para a Operação Lava Jato. O mundo político do Distrito Federal também teme que Gim abra a boca. Uma delação, se não for seletiva, poderia passar uma borracha em muitas carreiras políticas do FG.

Gim Argello inovou. É o primeiro réu da Lava Jato que chama praticamente apenas políticos para sua defesa. O juiz federal Sérgio Moro vai avaliar a lista de testemunhas e pode pedir explicações ao ex-senador sobre porque escolheu os nomes. Na política, essa é uma das formas mais tradicionais de mandar recados. É isso que Gim está fazendo

O partido com mais nomes é o PT. São quatro parlamentares. Depois vem PSDB, com três e o PSD, com dois.

A partir daí, a defesa de Argello listou um político de cada partido citado acima. Se destacam na lista nomes como o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), um dos mais ferrenhos opositores de Dilma E também coordenador jurídico da campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB) em 2014.

Também aparece o senador Humberto Costa (PT-PE), que virou líder do governo Dilma no Senado após a prisão de Delcídio Amaral e o deputado e ex-ministro das Cidades no governo Dilma Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Gim pede que a denúncia seja rejeitada. Alega que recebeu doações legais e não propinas em troca de evitar a convocação de empreiteiros. Mas sua situação não é tão simples assim.

O senador brasiliense certou repasse financeiro da OAS e a UTC. Parte da quantia foi repassada via doações oficiais para os partidos da coligação de Gim nas eleições de 2014 – formada por DEM, PR, PMN , PRTB e PTB.

O Ministério Público Federal não acusa nenhum dos partidos da coligação de irregularidades. Os investigadores dizem que não há provas de que eles tinham conhecimento de que o pagamento era decorrente dos crimes de Gim Argello.

Parte da propina teria sido entregue ainda em dinheiro vivo para o ex-senador. Inclui-se ai uma parcela em euros e outra parte ainda teria sido destinada como doação de R$ 350 mil para a paróquia do padre Moacir.

Além do ex-senador e seu filho, são réus nesta ação o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, o presidente da UTC Ricardo Pessoa, um ex-assessor e um ex-publicitário que teriam atuado como operadores dos pagamentos a Argello.

 

VEJA A LISTA COMPLETA DAS TESTEMUNHAS DE GIM ARGELLO:

  • Senador João Alberto Souza – PMDB-MA
  • Senador Sérgio Petecão – PSD-AC
  • Senador Humberto Costa – PT-PE
  • Senador Acir Gurgacz – PDT- RO
  • Senador Álvaro Dias – PV-PR
  • Ex-senador Antonio Carlos Rodrigues – PR-SP
  • Deputado Marco Maia – PT-RS
  • Hugo Napoleão, ex-ministro da Educação, ex-governador do Piaui e ex-senador que tentou se eleger em 2014 deputado pelo PSD-PI, mas não foi eleito
  • Deputado Rodrigo Maia – DEM-RJ
  • Deputado Carlos Sampaio – PSDB-SP
  • Senador José Pimentel – PT-PI
  • Senador Flexa Ribeiro – PSDB-PA
  • Senador Paulo Paim – PT-RS
  • Deputado Antonio Imbassahy – PSDB-BA
  • Deputado Hugo Leal – PSB-RJ
  • Deputado Antonio Brito – PSD-BA
  • Deputado Aguinaldo Ribeiro – PP-PB
  • Vital do Rêgo – ministro do TCU
  • Dirceu Vieira Machado – diretor das comissões de inquérito do Senado

Caixa de Pandora: Quase tudo igual cinco anos depois da demissão de Bandarra e Guerner

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Leonardo Bandarra e Deborah Guerner
Leonardo Bandarra e Deborah Guerner

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Por Ana Maria Campos, do Correios Braziliense – Em maio de 2011, em decisão histórica, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) demitiu, de uma só vez, dois promotores de Justiça do Distrito Federal. Leonardo Bandarra e Deborah Guerner receberam a pena máxima aplicada a um integrante do Ministério Público na esfera administrativa: a perda do cargo. Foi a primeira vez que um ex-procurador-geral de Justiça sofreu tal penalidade, desde a criação do órgão que disciplina a atuação da classe. Cinco anos depois, nada aconteceu, a não ser o afastamento do trabalho dos dois envolvidos no escândalo da Operação Caixa de Pandora. Mas eles continuam recebendo salários e nunca foram condenados na Justiça. A ação civil pública que determina a perda dos cargos vitalícios caminha lentamente, desde 2012, ainda na primeira instância.

Quase o teto

O salário bruto de Leonardo Bandarra quase bate o teto do funcionalismo público federal, que é R$ 33.763,00. O Ministério Público do DF paga ao ex-procurador-geral de Justiça R$ 32.887,19, com valores líquidos de R$ 24.273,12. O contracheque de Deborah Guerner mostra um vencimento de R$ 19.547,77 já com os abatimentos.

 

Recurso da AGU aguarda julgamento

Por efeito de uma liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, em fevereiro de 2012, os promotores Leonardo Bandarra e Deborah Guerner mantêm os salários, apesar do afastamento do trabalho e da demissão decretada pelo CNMP. O ministro do STF considerou que o contracheque só pode ser suspenso quando houver decisão judicial transitada em julgado, ou seja, no desfecho do caso. No mesmo ano, a Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com agravo contra a decisão de Gilmar, mas, até hoje, a análise está pendente no STF. Para a União, os promotores hoje estão em uma situação mais vantajosa daquela em que estariam se tivessem mantido “conduta ilibada”, já que continuam recebendo integralmente vencimentos “sem desempenhar qualquer contraprestação ao órgão ministerial”.

 

Na Justiça

Três denúncias contra Leonardo Bandarra, por violação de sigilo funcional, extorsão e sonegação fiscal, tramitam no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região. Outra ação penal, relacionada a falsidade ideológica e uso de documento falso, não foi recebida pela Justiça. O procurador regional da República Ronaldo Albo recorreu ao STJ e o julgamento está suspenso com placar de 2 a 2, por pedido de vista do ministro Joel Ilan Paciornik. O Ministério Público pede pressa na análise do recurso porque esses crimes, supostamente relacionados à compra da casa de Bandarra no Lago Sul, vão prescrever em julho.

 

6 vezes em 11 anos

Em 11 anos de existência, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aplicou apenas seis vezes a pena de demissão a um integrante do Ministério Público. O DF contribui com um terço dessa lista. O último caso foi julgado em abril. O procurador da República Douglas Ivanowski Kirchner recebeu a pena pela acusação de agredir a própria mulher e mantê-la em cárcere privado.

 

Janot pede suspensão de pagamentos

O próprio Ministério Público defende a suspensão dos salários. Em março de 2014, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestou pela cassação da liminar no mandado de segurança de Deborah Guerner. Segundo Janot, ela “continua percebendo vencimentos e vantagens pecuniárias do cargo sem a correspondente contraprestação laboral”.

Justiça trabalhista determina penhora da sede da Conab no Distrito Federal

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Sede da Conab, em Brasília, na 901 Sul (Foto: Google/Reprodução)
Sede da Conab, em Brasília, na 901 Sul (Foto: Google/Reprodução)

Prédio servirá para pagar dívida de R$ 159,6 milhões com 2 mil servidores. Empresa pública informou ao G1 que vai pedir revisão do valor à Justiça.

Por Gabriel Luiz, do G1 DF – A 1ª Vara do Trabalho de Brasília determinou nesta quarta-feira (25) a penhora da sede da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Brasília. O prédio da empresa pública vai servir para pagar uma dívida trabalhista com 2 mil funcionários, estimada em R$ 159,6 milhões. O processo corre na Justiça desde 2009.

A Conab informou ao G1 que vai pedir à Justiça que revise o montante da dívida, “por entender que o valor é menor do que o estimado”. Não cabe mais recurso.

De acordo com a ação, o grupo foi dispensado da Conab entre 1990 e 1992. No processo, o Ministério Público do Trabalho (MPT) no Distrito Federal defende que o grupo também deveria ter direito a uma concessão de cinco níveis salariais, assim como os funcionários que não deixaram a Conab obtiveram. Segundo o MPT, o aumento é garantido por uma lei de 1994 – que anistiou os trabalhadores e assegurou a volta deles ao serviço.

A juíza Rejane Maria Wagnitz acolheu a denúncia do MPT. Para a procuradora Ludmila Reis Brito Lopes, a ação coletiva visa garantir a concessão das vantagens aos anistiados. “A garantia de igualdade de tratamento a todos os servidores é imperativa, ante o princípio da isonomia. Os reclamantes preencheram os requisitos para reingresso ao serviço público, e, portanto, não podem e não devem ser tratados de forma diferenciada”, disse.

No processo, a procuradora também alegou que a não concessão do benefício representa dupla penalidade para o grupo. Segundo ela, os anistiados já haviam sofrido com a demissão nos anos 1990, que ela considerou como injusta.

Após diversos recursos da Conab, o caso chegou a ser julgado no Tribunal Superior do Trabalho. Na ocasião, o ministro relator José Roberto Freire Pimenta entendeu que “anistia significa perdão e esquecimento: por isso mesmo, a interpretação das leis de anistia não pode ser restritiva, devendo, ao contrário, ser a mais ampla e generosa possível em favor dos anistiados, sob pena de não se lhes dar a devida eficácia e frustrar a sua finalidade maior”.

De acordo com a decisão, a Conab deve pagar os benefícios, sem efeito retroativo, a todos os anistiados – nas mesmas condições em que foram concedidos aos demais trabalhadores. A Justiça também determinou a penhora de outros bens móveis e imóveis da companhia caso sejam necessários mais recursos para quitar a dívida trabalhista.

Criada em 1990, a Conab é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura. Ela é responsável por monitorar diretrizes agrícolas e de abastecimento, participando da criação de políticas públicas para o setor.

Sem leitos e materiais, Hran cancela série de cirurgias de menor urgência

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Formulários do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília, mostram cancelamento de cirurgias por falta de material e leitos de internação (Foto: Arquivo pessoal)
Formulários do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília, mostram cancelamento de cirurgias por falta de material e leitos de internação (Foto: Arquivo pessoal)

Retiradas de vesículas e hérnias serão remarcadas ‘nas próximas semanas’.
Falta tubo e agulha, diz médico; ‘situação crítica o tempo todo’, diz diretor

Por Mateus Rodrigues, do G1 DF – O Hospital Regional da Asa Norte (HRan), em Brasília, vem adiando cirurgias desde a última segunda-feira (23) por falta de leitos para internação dos pacientes e carência de materiais. Na manhã desta quarta (25), dois procedimentos de retirada de vesícula foram adiados por tempo indeterminado. Não há prazo para a solução dos problemas.

A denúncia foi enviada ao G1 por um membro da equipe de cirurgia que não quis se identificar. Nos prontuários, pelo menos três motivos diferentes são citados como impedimentos para a realização das operações. Equipes designadas para as cirurgias eletivas ficaram de braços cruzados durante toda a manhã, sem função a desempenhar.

“Não temos tubo orotraqueal numeração 6,5, 7,0, 7,5, 8,0. Não temos equipe. Não temos jelco nº 18 e 20. Comunica a direção responsável. Não temos leitos para internação”, diz a anotação em um dos formulários. “Tubo orotraqueal” é o acesso usado para a sedação respiratória, durante a anestesia, e “jelco” é a agulha usada para administração de soro fisiológico e outros remédios que caem na corrente sanguínea.

Estamos com contingenciamento, mas não houve falta absoluta de material. Nos últimos dias, tivemos muitas internações de emergência e, por isso, precisamos priorizá-las em relação às eletivas, que podem aguardar”
José Adorno, diretor do Hran

O diretor do Hran, José Adorno, confirmou ao G1 a existência dos problemas, mas disse que apenas a falta de leitos é “incontornável”. Se a carência fosse apenas de insumos, teria sido possível remanejar de outras áreas ou outros hospitais da rede, segundo ele.

“Estamos com contingenciamento, mas não houve falta absoluta de material. Nos últimos dias, tivemos muitas internações de emergência e, por isso, precisamos priorizá-las em relação às eletivas, que podem aguardar”, diz Adorno. Além da retirada de vesículas, procedimentos contra hérnias também terão de ser remarcados.

O Hran tem 36 leitos específicos para o acolhimento de pacientes pós-cirúrgico, divididos entre emergências, eletivas, cirurgias plásticas e outras especialidades. Em casos de superlotação ou catástrofes, as vagas podem ser remanejadas. O diretor diz que há um “esforço enorme” para que os pacientes recebam alta ou sejam transferidos, liberando as vagas, mas as tentativas não têm sido suficientes.

Fachada da emergência do Hospital Regional da Asa Norte, no DF (Foto: Mateus Rodrigues/G1)
Fachada da emergência do Hospital Regional da Asa Norte, no DF (Foto: Mateus Rodrigues/G1)

Sem serviço
Desde o início do mês, outras cirurgias teriam sido canceladas ou suspensas por diferentes problemas. Na primeira semana, o problema foi falta de anestesista. “Antes, a gente ainda remanejava de uma ala para a outra, mas agora nem isso. A gente tem vontade de operar, pede que os pacientes procurem os direitos na Justiça, mas é difícil. Alguns até compram os materiais por conta própria, mas isso não pode ser padrão”, diz um dos profissionais, que pediu para não ser identificado.

DA direção não está nem aí, mas pra gente é frustrante informar um cancelamento,  um adiamento. O que a gente mais ouve é ‘não tem, dá pra fazer com isso?'”
Profissional de saúde do Hran

Ele diz que a falta de profissionais e insumos se tornou “rotina” na unidade e que sofre por estar na “linha de frente”, lidando diretamente com os pacientes. “A direção não está nem aí, mas pra gente é frustrante informar um cancelamento,  um adiamento. O que a gente mais ouve é ‘não tem, dá pra fazer com isso?'”, afirma.

O diretor do Hran diz estar “lidando com uma situação crítica o tempo todo” e reconhece que não há fartura de material hospitalar em nenhuma unidade de saúde. “Se você me perguntar se estamos tranquilos para o próximo mês, não podemos garantir. Cada mês é uma tentativa, um remanejamento, um pedido. Os processos de compra estão ocorrendo”, afirma.

Fiéis se reúnem em Brasília para montar tapete de Corpus Christi

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Fiéis confeccionam o tradicional tapete para a festa de Corpus Christi no Distrito Federal, na Esplanada dos Ministérios Valter Campanato/Agência Brasil
Fiéis confeccionam o tradicional tapete para a festa de Corpus Christi no Distrito Federal, na Esplanada dos Ministérios Valter Campanato/Agência Brasil

A Esplanada dos Ministérios amanheceu hoje (26) cheia de fiéis que acordaram cedo para participar da festa de Corpus Christi. Eles confeccionam o tradicional tapete de 120 metros, feito com areia, palha de arroz, borra de café, cerragem e sal.

A estudante Ana karolaine Moreira, de 18 anos, participa da confecção do tapete há cinco anos. Ela faz parte de um grupo de jovens e conta que se reúnem todo ano para participar da festa. “Todo ano nosso grupo se reúne com o propósito de ser sal no mundo e luz na terra. E é nesse sentido que a gente quer participar e fazer o tapete.”

O padre João Firmino, pároco da Catedral de Brasília, explica que o significado da celebração é a valorização da eucaristia. “A festa de Corpus Christi surge em 1.258 quando uma freirinha tem a ideia de colocar a imagem de Jesus passeando pela cidade. A festa cresceu na Bélgica e hoje é celebrada em todo o mundo.”

Outra atividade promovida nesta quinta-feira foi a 1ª Corrida de Corpus Christi. Os atletas partiram da frente da Catedral, às 8h. Os corredores se insceveram em três categorias: caminhada de 2,5km, corrida 5 km e corrida de 10 km. Aproximadamente 1,2 mil pessoas participaram da competição, segundo a Polícia Militar.

A expectativa da Arquidiocese de Brasília é de reunir 100 mil fiéis na Esplanada, às 17h, momento em que será celebrada a missa principal. Em seguida, os participantes seguem em procissão e percorrem cerca de 1km na Esplanada para receber três bênçãos: pela saúde, pelos governantes e pelas famílias.

Rollemberg recebe gestores de seis áreas para monitorar projetos

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Rollemberg reuniao gestores

Por Amanda Martimon – O governador Rodrigo Rollemberg recebeu, nesta quarta-feira (25), gestores de seis áreas. O objetivo é monitorar projetos em andamento em diferentes órgãos. Divididas em três momentos, as reuniões foram acompanhadas pelo chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, e pela secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos.

Primeiro, a diretora-presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), Ivone Resende Diniz, apresentou balanço dos editais já publicados neste ano: são oito até agora, sendo sete totalmente com recursos do governo local. Até o fim de 2016, a previsão é alcançar o total de 36 editais.

No mesmo encontro, representantes da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais detalharam iniciativas nas áreas de participação social. Também levaram a situação da plataforma que organizará o voluntariado nos setores públicos de Brasília. A medida dá continuidade ao decreto assinado em dezembro pelo governador que dá uniformidade à atuação de voluntários.

As atuações para fiscalizar e recuperar áreas públicas ocupadas irregularmente foram pontuadas pela diretora-presidente da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), Bruna Pinheiro. Ela mostrou ainda dados sobre a evolução de calçadas acessíveis em Águas Claras, um projeto educativo da autarquia para que o setor privado cumpra regras de acessibilidade.

Também participaram: os secretários-adjuntos da Casa Civil, Fábio Rodrigues Pereira, de Assuntos Legislativos, José Flávio de Oliveira, de Relações Institucionais, Igor Tokarski, e de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcelo Aguiar, além da assessora especial Mariana Salles — todos da Casa Civil.

Fazenda

Em seguida, o secretário de Fazenda, João Antônio Fleury, e equipe atualizaram a situação de projetos da pasta. Além do andamento de editais para parcerias público-privadas, destacaram o incremento de arrecadação do DF com o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de comércio eletrônico — que até agora é de cerca de R$ 54 milhões — e o desenvolvimento de ferramenta para identificar fraudes tributárias. Nesse último quesito, mais de R$ 1,6 milhão de créditos tributários consignados foram recuperados com o auxílio de tecnologia.

O secretário-adjunto Wilson José de Paula; os chefes das Assessorias de Estudos Econômicos Fiscais, Marco Antônio Lima, e de Gestão Estratégica e Projetos, Ivan Siqueira; e os auditores da pasta Paulo Proença e Rossini Dias estiveram no encontro.

Planejamento

A última reunião contou com resultados da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão e da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Na ocasião, os titulares dos órgãos apresentaram medidas que visam modernizar o sistema de gestão e diminuir gastos. Um exemplo é o desenvolvimento do sistema que permitirá trabalhar com projetos de maneira totalmente eletrônica.

Além disso, foram apresentados, por exemplo, os trabalhos feitos para ampliar a oferta de internet para os órgãos públicos por meio da rede GDFnet e o portal Brasília em Números.

Participaram ainda o presidente da Codeplan, Lucio Rennó; os secretários-adjuntos de Planejamento e Orçamento, Renato Brown, e de Gestão Administrativa, Marcelo Herbert de Lima; os subsecretários de Captação de Recursos, José Roberto Rego Paiva Fernandes Júnior, de Orçamento Público, Caio Abbott, e de Compras Governamentais, Leonardo Rodrigo Ferreira; e a coordenadora de Documentação, Informação e Conhecimento da Subsecretaria de Administração Geral, Débora Pariz — todos da pasta de Planejamento.