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Rollemberg reúne governadores antes de encontro com Temer

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Governador Rodrigo Rollemberg
Governador Rodrigo Rollemberg

Em meio ao cenário de crise econômica, os governadores dos estados se reúnem amanhã, na residencia oficial de Águas Claras, com o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg,  para tratar de uma pauta comum que possa ajudar os estados a recuperar a capacidade de investimento e a geração de renda. Eles vão debater a aprovação do projeto que altera as regras do Simples Nacional, a retomada das operações de crédito e defender questões específicas de cada estado para renegociar dívidas.

O encontro dos governadores vai ocorrer pela manhã e, à tarde, eles participam de reunião com o presidente interino, Michel Temer. Segundo o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, há um entendimento a respeito do tema. “A renegociação das dívidas é um passo muito importante para melhorar a condição econômica dos estados e isso pode contribuir para a retomada do desenvolvimento econômica e a criação de empregos”, disse Rollemberg, em entrevista hoje (19) à Rádio Nacional.

Os governadores defendem o alongamento da dívida por 20 anos, com a possibilidade de os estados que desejarem pedir carência de 100% das parcelas por dois anos, retomando o pagamento das prestações após esse prazo.

Já o governo federal, acenou com uma contraproposta que muda o período de carência do pagamento das parcelas da dívida dos estados com a União de 24 meses para 18 meses, com descontos escalonados. “Estamos pleiteando uma redução do estoque da dívida, uma ampliação do prazo de pagamento e uma carência para que os estados não possam despender recursos para pagar as dívidas nos próximos meses”, afirmou Rollemberg.

O debate sobre a renegociação das dívidas já chegou, inclusive, ao Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu liminares a 11 governos estaduais determinando a correção do estoque da dívida por juros simples, em vez de juros compostos, conforme defende a União. O governo quer o uso da taxa Selic capitalizada (juros sobre juros, os chamados juros compostos) e argumenta que a adoção dos juros simples representaria uma perda de R$ 402,3 bilhões.

No final de abril, o STF suspendeu por 60 dias o julgamento da ação que vai decidir que tipo de juros deve corrigir as dívidas dos estados com a União e determinou que os dois lados tentem chegar a um acordo. “Isso [um acordo] é o que vamos tentar amanhã e estamos otimistas de buscar um entendimento com o presidente [interino, Michel Temer] o ministro da Fazenda [Henrique Meirelles]”, disse o governador.

Supersimples

As divergências em torno da renegociação das dívidas não será o único ponto de pauta da reunião com Temer. Os governadores também pretendem cobrar do governo federal a autorização para realizar novas operações e debater o projeto de Lei que altera as regras do Simples Nacional, o chamado Supersimples. O projeto está previsto para ser votado esta semana no Senado, atendendo a um pedido dos governadores. “Entendemos que as micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais são fundamentais para a economia nacional, especialmente na geração de renda e empregos”, defendeu Rollemberg.

Pelo texto, o teto para o enquadramento no Supersimples das empresas de pequeno porte passará de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões. O governo entende que o limite deve ser de R$ 4,5 milhões. “Temos que buscar uma equação que busque aumentar os limites de enquadramento para micro e pequenas empresas, microempreendedores individuais sem comprometer a arrecadação dos estados e está muito próximo de um acordo”, disse o governo, que acredita no fechamento de um acordo para que o projeto seja votado ainda nessa semana.

Pautas específicas

Além desses temas, os governadores também defenderão questões específicas de cada estado, a exemplo do Rio de Janeiro, que decretou estado de calamidade pública, na última sexta feira (17). Ao justificar a medida, o governador em exercício, Francisco Dornelles, disse que a “grave crise financeira”, que impede o cumprimento das obrigações assumidas em decorrência da realização da Olimpíada e da Paralimpíada. Um eventual socorro federal ao estado será discutido na ocasião que poderá chegar a R$ 2,9 bilhões.

Questionada pela Agência Brasil se o governo confirmava a ajuda, a assessoria de Temer disse que o Planalto só comentará a situação do Rio após a reunião.

Diferentemente do Rio, o DF vai pleitear o aceso aos recursos de compensação previdenciária. Segundo Rollemberg, o DF tem a receber da União R$ 720 milhões, correspondente aos gastos com servidores aposentados que anteriormente pertenceram ao governo federal ou à iniciativa privada, mas têm os benefícios integralmente custeados pelo Executivo local. “A renegociação das dívidas nos beneficiaria, mas numa medida muito menor que os outros estados, por isso este tema é importante para a gente”, disse.

PMDB precisa produzir seu Marconi Perillo pra tirar Iris Rezende do páreo e assumir como líder

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Daniel Vilela, Agenor Mariano, Bruno Peixoto, Lívio Luciano, Clécio Alves, Celia Valadão e Wagner Siqueira: por que nenhum deles se habilita a assumir a liderança de fato do PMDB em Goiânia e em Goiás? Porque temem Iris Rezende | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção
Daniel Vilela, Agenor Mariano, Bruno Peixoto, Lívio Luciano, Clécio Alves, Celia Valadão e Wagner Siqueira: por que nenhum deles se habilita a assumir a liderança de fato do PMDB em Goiânia e em Goiás? Porque temem Iris Rezende | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Os militantes peemedebistas perdem tempo discutindo a irisdependência quando deveriam articular um líder, ao estilo do tucano, para se firmar tanto em Goiânia quanto no Estado

Editorial Jornal Opção


O jornalismo por vezes parece “maria vai com as outras”. Por isso, as colunas de notas e as reportagens “informam”, de maneira constante e insossa, que Iris Rezende, o decano do PMDB de Goiás, “vai ser candidato” e, em seguida, “não vai ser candidato”. É quase um jogo de faz-de-conta, que, se alimenta o noticiário político, nada acrescenta. Talvez sirva tão-somente às táticas e à estratégia do decano peemedebista, que fará 83 anos em dezembro.

O que se precisa discutir é: por que o PMDB precisa tanto de Iris Rezende e deriva seus projetos a partir do dele? Mais: por que os peemedebistas, sabendo que o país busca a mudança e a renovação, não ousam enfrentar o cacique político? O PMDB perdeu cinco eleições consecutivas para governador em Goiás, em dezoito anos. O motivo é prosaico: o partido não se renovou, não mudou seus personagens, notadamente os protagonistas. Iris Rezende perdeu três eleições para governador, sempre para Marconi Perillo. Por que tantas derrotas? Porque o veterano representa o “velho” — no sentido de arcaico, de superado. Seu discurso sempre torna o discurso de Marconi Perillo mais contemporâneo dos indivíduos de seu tempo. Até a linguagem do peemedebista é nostálgica, quer dizer, é dominada pelas vozes do passado. Há uma desconexão profunda entre o que pensa e diz e os goianos reais.

O leitor por certo perguntará: se é um homem do passado, por que foi eleito duas vezes para prefeito de Goiânia, em 2004 e 2008, e aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para a disputa deste ano? Porque se trata de uma referência política e, ante o vazio político, ganha foros de consistência. Porém, como a história não se repete — exceto, diria Karl Marx, como tragédia e, em seguida, como farsa —, a possibilidade de ser derrotado em 2 de outubro é alta.

Hoje, sem tirar nem pôr, há três tipos de peemedebista. Primeiro, os anódinos — que só pensam no próprio projeto político, lixando-se para o projeto partidário de curto, médio e longo prazo. Alimentam-se unicamente do presente — como as crianças.

Segundo, as viúvas de Iris Rezende. Vivem às expensas do veterano político, por isso abancam-se no seu escritório político, no Setor Marista, fazem proselitismo o dia inteiro, ajudando-o a receber visitantes, para trabalhar pelo lançamento de sua candidatura a prefeito. São aqueles que precisam de cargos para garantir a sobrevivência política e, por vezes, até a pessoal. São conhecidos como “rêmoras humanas”.

Terceiro, há os políticos, como Daniel Vilela e José Nelto, que se postam como adversários internos de Iris Rezende, mas a quem falta tutano para levar o enfrentamento o mais longe possível. Recentemente, o grupo se uniu e derrotou o “laranja” que o ex-governador de Goiás queria pôr na presidência do PMDB em Goiás. Infelizmente, os não-iristas não tiram as lições devidas da derrota que impuseram ao decano.

A primeira lição deveria ser: “Precisamos renovar o PMDB por completo. Portanto, precisamos lançar um candidato a prefeito de Goiânia, que, se eleito como ‘a’ renovação, acabará por ser decisivo na disputa para governador em 2018”. A escolha de um nome novo para disputar a prefeitura da capital sinalizaria que, na prática, o peemedebismo estaria se renovando de maneira efetiva. Há vitórias que, em termos estruturais, são derrotas. Uma vitória de Iris Rezende em Goiânia é mais uma vitória do peemedebista do que do PMDB. Porque será uma coisa passadista, não mudancista. Vitórias-solos não são o mesmo que vitórias coletivas, quer dizer, servem a indivíduos isolados, como Iris Rezende, mas não ao coletivo e não dizem respeito ao futuro. Digamos que Iris Rezende seja eleito prefeito em 2016. O que acontecerá? Poderá bancar Ronaldo Caiado para o governo em 2018, quando o presidente do DEM terá 69 anos. Mas não se trata de discutir idade, e sim de perceber que, no lugar de avançar — apostando, por exemplo, num político que pode simbolizar o novo, como o deputado federal Daniel Vilela, um garoto de pouco mais de 30 anos —, o PMDB estará, mais uma vez, recuando. O busílis da questão é: os líderes do PMDB não percebem que falam para o passado, mas, ao contrário deles, os eleitores percebem e não aprovam. O grupo de Marconi Perillo ganhou cinco eleições para governador não por que consegue montar estruturas mais caras, como critica o peemedebismo, e sim por que consegue se comunicar de modo eficiente com seus contemporâneos. O tucanato fala ao presente, dialogando com o futuro, enquanto o PMDB fala ao passado e, portanto, a um eleitor que não existe mais.

Pelo que se disse acima, fica-se com a impressão de que o “problema” do PMDB é única e exclusivamente Iris Rezende. Mas não é o que nós queremos sugerir. O peemedebista-sênior é um dos problemas, quiçá até o principal, mas não é o único. É fácil eleger um “culpado” e transferir a responsabilidade por todas as derrotas para ele. De fato, em 18 anos, Iris Rezende disputou o governo três vezes e um de seus pupilos, Maguito Vilela, hoje rebelado com o líder, duas vezes. O partido não abriu espaço para mais ninguém. Sobretudo, ninguém se rebelou, ninguém optou pelo enfrentamento, preferindo aderir à tese do homem cordial, escondendo as contradições e expressando-as apenas privadamente. Em 1998, se tivesse disputado o governo, Maguito Vilela possivelmente teria sido reeleito. Porém, por receio de “enfrentar” Iris Rezende, internamente, saiu do páreo e o PMDB perdeu e nunca mais voltou ao poder. Quando voltou a disputar o governo, em 2002 e 2006, Maguito não era mais “novidade”. Paradoxalmente, ao administrar Aparecida de Goiânia, recuperou parte de seu prestígio e popularidade.

Pode-se dizer que o PMDB tem militantes — Bruno Peixoto, Agenor Mariano, Lívio Luciano (emprestado ao governo do Tocantins), Waguinho Siqueira, Célia Valadão, Clécio Alves —, mas não tem verdadeiros líderes em Goiânia. Todos, literalmente todos, vivem à sombra frondosa de Iris Rezende, sem contestá-lo publicamente, sem ter coragem de dizer que precisa abrir espaço à renovação. Então, mesmo concordando que o peemedebista-sênior tenta travar a renovação, é preciso acrescentar que ninguém quer enfrentá-lo. O primeiro adversário que se deve vencer na política é interno, não é externo. Por isso, quem quiser se tornar líder de fato, precisa começar pelo enfrentamento direto com Iris Rezende. Porém, feito o enfrentamento, não se pode recuar. É preciso ganhar uma posição, como fez Daniel Vilela, ao ocupar a presidência do PMDB, contra o “laranja” de Iris Rezende, e avançar. O que se percebe é que o deputado federal ganhou uma posição, de fato importante, mas estagnou.

Em suma, Iris Rezende é uma pedra drummondiana no caminho da renovação do PMDB, mas o problema maior do partido é a carência de líderes. Falta entre seus integrantes alguém que, erguendo-se como líder, diga: “Iris Rezende não deve ser candidato a prefeito, porque é preciso pensar no partido, não em projetos-solos”. Mas quem tem coragem de dizer isto? Ninguém — nem mesmo Daniel Vilela, que, sim, é um sopro de renovação, mas ainda hesitante.

O que o PMDB precisa é de um líder que não tema nada — nem as velhas lideranças oligarcas ou quase-oligarcas. No fundo, o que o partido precisa mesmo é de um líder ousado, ou seja, de um Marconi Perillo. Este praticamente retirou Iris Rezende da política estadual, tornando-o um político municipal — circunscrevendo-o a Goiânia. O que falta ao PMDB é um líder, mas líder mesmo, que retire, de vez, Iris Rezende do proscênio. Se não fizer, o partido vai continuar ajudando Marconi Perillo a manter a hegemonia política em Goiás.

Então, se quer avançar e se não quer perder tempo com questiúnculas, os militantes do PMDB, os que querem ser líderes verdadeiros, precisam “aposentar” Iris Rezende e eles mesmos precisam sair de uma espécie de aposentadoria e assumir o comando partidário. Precisam ser mais Marconi Perillo e menos acomodados. Quem teme o confronto, optando pela ideia do homem cordial, das conciliações pelo alto, não pode ser líder. Pode até achar que é, pode até ser chamado de líder, mas não o é de fato.

O PMDB só vai ter um nome consistente para enfrentar Marconi Perillo, e seu grupo, quando finalmente conseguir, com um líder ousado, retirar Iris Rezende do palco. Enquanto estiver discutindo se Iris Rezende vai ou não ser candidato a prefeito de Goiânia, até como única opção, o partido poderá ganhar uma prefeitura importante, mas não o governo do Estado.

O&P Brasil: Rollemberg lidera todos os cenários de pesquisa para 2018

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Foto: Andre Borges/Agência Brasília
Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Por Ana Maria Campos, do CB Poder


Com a crise financeira e o caos político nacional, analistas avaliam que o antigo grupo rorizista pode voltar com força às disputas eleitorais do Distrito Federal.

Uma pesquisa da O&P Brasil, a que a coluna Eixo Capital teve acesso, aponta que não surgiram até o momento nomes no cenário local com força para virar o quadro.

Rodrigo Rollemberg (PSB) lidera todos os cenários apresentados ao eleitor no levantamento.

O instituto incluiu na pesquisa apenas os nomes lembrados para concorrer ao Palácio do Buriti, em 2018.

Dessa forma, embora sejam fortes na política local, os senadores Cristovam Buarque (PPS) e José Antônio Reguffe (sem partido), que não pretendem se candidatar, não foram testados.

Concluída em 13 de junho, a pesquisa ouviu mil pessoas, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais

Veja os resultados:

Cenário 1

Rodrigo Rollemberg (PSB) – 16%
Robson Rodovalho (PP) – 11,5%
Érika Kokay (PT) – 10,4%
Alberto Fraga (DEM) – 10,2%
Rogério Rosso (PSD) – 9,5%
Izalci Lucas (PSDB) – 5,2%
Tadeu Filippelli (PMDB) – 4,6%
Chico Leite (Rede) – 4,1%
Renato Rainha – 1,9%
Nenhum – 24,2%
Indeciso, não sabe ou não respondeu – 2,6%

Cenário 2

Rodrigo Rollemberg (PSB) – 21,1%
Rogério Rosso (PSD) – 13,1%
Chico Leite (Rede) – 8,5%
Izalci Lucas (PSDB) – 7,0%
Geraldo Magela (PT) – 5,8%
Tadeu Filippelli (PMDB) – 5,3%
Nenhum – 33,9%
Indeciso, não sabe ou não respondeu – 5,1%

Cenário 3

Rodrigo Rollemberg (PSB) – 18,1%
Rogério Rosso (PSD) – 11,6%
Robson Rodovalho (PP) – 10,9%
Celina Leão (PPS) – 10,8%
Chico Leite (Rede) – 6,1%
Izalci Lucas (PSDB) – 6,0%
Geraldo Magela (PT) – 4,0%
Nenhum – 28,4%
Indeciso, não sabe ou não respondeu – 4,3%

Efeito surpresa

Um dado chama a atenção na pesquisa: entre 24,2% a 33,9% não querem nenhum dos candidatos apresentados no DF. E se surgir uma novidade?

Saúde e segurança pioraram

No sentimento da população, duas áreas consideradas estratégicas estão entre as que estão em situação mais crítica do que no governo passado. Para 78,7% da população, a saúde piorou. No caso da segurança pública, metade dos moradores da capital acha que a criminalidade avançou. O percentual registrado foi de 50,1%. A surpresa é a área de mobilidade. Para 22,8%, o transporte melhorou. Foi o maior índice entre os setores pesquisados.

Derrota para Lula
A pesquisa O&P Brasil indica que o ex-presidente Lula não tem vez no Distrito Federal. Se a eleição fosse hoje, o líder petista perderia no segundo turno para todos os candidatos apresentados, segundo a avaliação dos eleitores da capital do país. Numa eventual disputa com Marina Silva (Rede), o resultado seria 54,4% contra 19%, para Lula. Outros 25,8% não souberam responder. No páreo com o tucano José Serra, Lula alcançaria 24,6%, contra 41,1% do senador paulista. Neste caso, a dúvida foi maior: 34,5% não escolheram nenhum dos dois.

Estrela chamuscada

Depois de quatro anos do governo de Agnelo e um impeachment contra a presidente Dilma, o petismo na capital parece ter chegado ao momento de maior rejeição de sua história. Na pesquisa O&P Brasil, apenas 7,7% dos entrevistados declararam simpatia ao partido da estrela vermelha. Quase metade (43,1%) da população apontou rejeição forte ao PT.

PM do DF suspende edital de compra de 10 mil coletes à prova de bala

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 Publicação no Diário Oficial do DF que suspendeu compra de 10 mil coletes para a Polícia Militar no valor de R$ 15,4 milhões (Foto: Reprodução)

Publicação no Diário Oficial do DF que suspendeu compra de 10 mil coletes para a Polícia Militar no valor de R$ 15,4 milhões (Foto: Reprodução)

Licitação para 10 mil coletes estava avaliada em R$ 15,4 milhões. Empresas que participavam da licitação contestaram pontos do edital

 G1 DF –  A Polícia Militar do Distrito Federal suspendeu a compra de 10 mil coletes à prova de bala depois que empresas que participam da licitação contestaram pontos do edital. O valor da compra é estimado em R$ 15,4 milhões. O Departamento de Logística e Finanças vai responder aos questionamentos das empresas para reabrir a licitação.
A PM afirma que existem atualmente 2,3 mil coletes disponíveis para os policiais, com vencimentos entre 2017 e 2019, para um efetivo de 14 mil agentes.

O vice-presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares do DF (Aspra), o segundo-sargento Manoel Sansão Alves Barbosa, classificou a suspensão de “absurda”.

“O colete é a primeira necessidade do policial. Isso não pode acontecer. Os coletes que não venceram são insuficientes para a quantidade de agentes que saem nas ruas. O governo precisa dar prioridade para a segurança pública. A vida do oficial está em risco, e ele acaba indo para a rua desmotivado. A população acaba ficando sem uma segurança à altura”, disse Sansão.

Nos dias 20 e 29 de de maio de 2016, reportagem da TV Globo mostrou dois lotes de coletes à prova de balas vencidos. Segundo a reportagem, os produtos da empresa que venceu a licitação à época foram reprovados no teste de qualidade. A segunda e a terceira empresas mais bem colocadas na licitação se recusaram a assumir o processo, alegando que o preço já estava defasado.

Comunidade pede regularização: Celina Leão recebe comissão de moradores de Sobradinho II

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celina sobradinho ii

Uma reunião entre a presidente da Câmara Legislativa do DF (CLDF), deputada Celina Leão, representantes do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab) e da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), do administrador regional de Sobradinho, Estevão Reis, e de moradores de pontas de quadra de Sobradinho II, marcou, nesta sexta-feira (17), mais um importante passo para a população daquela região.

Os moradores solicitaram à deputada Celina Leão e aos representantes dos órgãos do governo do DF, que agilizassem o processo de regularização das áreas. As famílias moram há muitos anos nos lotes. “Algumas moram há muitos anos, uns há 20, 25 anos nesses lotes, numa situação irregular. Eles não podem construir, uma vez que não têm as suas poligonais definidas”, explicou Estevão.

A comunidade pediu que a deputada intercedesse junto ao governo em nome das famílias. “A Terracap ofereceu os serviços de topografia para que se faça o trabalho de uma primeira etapa na região, que são de 345 lotes, e de uma segunda etapa, que chega a, aproximadamente, 600 lotes”, explicou Estevão.

“Este trabalho vai adiantar bastante o processo”, observou Celina, esclarecendo que a população precisa e quer estar dentro da legalidade. “Por isso nos procurou com o intuito de agilizar o processo que se arrasta há anos”.

O representante do Ibram se posicionou dizendo que assim que a manifestação da Codhab chegar, solicitando a licença ambiental, que vai agilizar o processo, tudo dentro da legalidade. “Para o Ibram, talvez nem seja preciso uma licença ambiental, que é mais demorada, mas sim de uma autorização. Ele se comprometeu perante a comissão que, a partir da chegada do pedido, deverá liberar em 30 dias a documentação”, ressaltou Estevão.

O administrador está acompanhando a comissão para reforçar esse pedido junto aos órgãos do GDF. Ele recebe cobranças da comunidade por uma solução urgente, todos os dias. “Vim pedir ajuda à deputada e também tenho pedido ao governador para que agilize esse processo”, enfatiza.

 

DF e Goiás formalizam atuação conjunta no combate à dengue

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Foto: Dênio Simões/Agência Brasília
Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

Termo de resolução assinado pelos dois Executivos visa ao melhor aproveitamento de recursos financeiros e humanos. Parceria vai beneficiar 4,4 milhões de habitantes

Por Fernando Martins


Os governos de Brasília e de Goiás formalizaram a união de esforços para controlar doenças transmitidas pelo Aedes aegypti — vetor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya — nos municípios do Entorno. As ações conjuntas, a serem executadas por meio das secretarias de Saúde das duas unidades da Federação, constam de termo de resolução publicado no Diário Oficial do Distrito Federal desta sexta-feira (17).

O documento define três eixos prioritários para a cooperação: vigilância entomológica, controle de vetores e zoonoses; atenção básica; e vigilância epidemiológica. No primeiro, estão previstos, por exemplo, repasse de informações da pasta de Saúde goiana à brasiliense, tais como bairros com maior circulação viral e áreas não cobertas; apoio na oferta de recursos humanos para forças-tarefa, incluindo efetivo do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar; e definição de cronograma para trabalhos em campo.

Padronização

No quesito atenção básica, haverá reforço nas atividades de mobilização social. Serão intensificadas, entre outras, ações de manejo ambiental para remover material — pneus, latas, plantas — que acumula água, um dos fatores que propiciam o surgimento de focos de larvas do mosquito. “Será adotado procedimento padrão para as ações dos agentes de saúde, com estabelecimento de rotinas para inspeção de imóveis”, cita o chefe da Assessoria de Mobilização Institucional e Social para Prevenção de Pandemias, da Secretaria de Saúde do DF, Ailton Domício.

Na terceira prioridade, a vigilância epidemiológica, a formalização da parceria entre os dois Executivos traz definições tais como a comunicação instantânea, por telefone, para casos de zika vírus e doenças com necessidade de tratamento imediato; a criação de canais estreitos de comunicação entre as unidades de vigilância das duas secretarias; e o desenvolvimento de ações educativas em saúde.

A parceria vai beneficiar 4.428.326 habitantes (dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) — população estimada do Distrito Federal e dos 19 municípios goianos que fazem parte da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno: Abadiânia, Água Fria de Goiás, Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Cabeceiras, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Mimoso de Goiás, Novo Gama, Padre Bernardo, Pirenópolis, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso de Goiás e Vila Boa.

O trabalho conjunto não implicará custos ao governo de Brasília, pois não há previsão de recursos adicionais aos já existentes nos orçamentos das secretarias de Saúde distrital e goiana.

Alunos com passe livre liberado têm nova chance para retirar o cartão

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Tela do novo site do Passe Livre Estudantil; endereço voltou a funcionar em junho (Foto: Secretaria de Mobilidade/Reprodução)
Tela do novo site do Passe Livre Estudantil; endereço voltou a funcionar em junho
(Foto: Secretaria de Mobilidade/Reprodução)

A partir de segunda-feira (20), quem já teve o cadastro aprovado ou ainda está com o cartão antigo e não pôde ir ao DFTrans na data marcada poderá buscar o benefício até 30 de junho

A lista com 8.867 nomes de alunos que já foram chamados, mas não puderam comparecer a um posto para retirar o cartão do Passe Livre Estudantil no dia marcado, está no site do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans). A partir de segunda-feira (20), eles terão até 30 de junho para buscar o benefício, na unidade indicada pela autarquia.

Os postos são o da Universidade de Brasília, o da Rodoviária do Plano Piloto, e o da Galeria dos Estados. O atendimento será das 8h30 às 17 horas, de segunda a sexta-feira.

“A grande diferença é que agora não haverá uma data específica para retirar o cartão”, resume o diretor-geral do DFTrans, Léo Carlos Cruz. Segundo ele, mesmo quem já tem o benefício, mas também recebeu e-mail de convocação para a retirada, precisa ir ao posto informado, pois o antigo cartão deixará de valer a partir de 1° de julho.

 

Retirada do Passe Livre Estudantil — nova convocação

De 20 a 30 de junho

Das 8h30 às 17 horas, de segunda a sexta-feira

Nos postos do DFTrans da Universidade de Brasília (Ala Sul do “Minhocão”), da Rodoviária do Plano Piloto (ao lado do posto do Sistema de Bilhetagem Automática) e da Galeria dos Estados (próximo à estação de metrô)

Veja a lista com nomes e os locais indicados para buscar o cartão

Parque Tecnológico Capital Digital será lançado no WCIT Brasil 2016

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Parque Tecnológico Capital Digital 1

O lançamento no maior evento mundial de TI ampliará as chances de investimentos na capital, já que mais de 80 países estarão representados por investidores e empresários das principais multinacionais

A Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) anunciou, nesta quinta-feira (16), que o Parque Tecnológico Capital Digital será lançado em outubro, durante o Congresso Mundial de Tecnologia da Informação – WCIT Brasil 2016, que acontece, em Brasília, entre os dias 3 e 5 de outubro, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). O anúncio foi feito pelo diretor de Prospecção e Formulação de Novos Empreendimentos da Terracap, Mario Henrique Lima, durante Audiência Pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O empreendimento é esperado há 15 anos, quando o projeto foi lançado.

O WCIT Brasil 2016 é organizado pela Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (ASSESPRO) e pela Aliança Mundial de TI e Serviços (WITSA). A expectativa é atrair cerca de duas mil pessoas – entre empresários, investidores e autoridades – de cerca de 80 países para discutir “As Promessas da Era Digital”.

“O lançamento ocorrerá na abertura do evento. Além disso, teremos um espaço especial para rodadas de negócios e apresentar a lógica de funcionamento do local”, disse Lima. “A expectativa é conquistar a atenção do público para a implantação de novas empresas no DF, além de buscar parceiros para a construção do espaço”, completou.

O Congresso é tradicional no cenário global de TI e chegará à 20ª edição de forma inédita na América do Sul. O formato inclui palestras com personalidades de relevância mundial, além de encontros B2B e exposição de marcas.

“Quando lançamos a candidatura de Brasília para receber o evento, vislumbramos, principalmente, a execução das obras do Parque. Existem modelos bem sucedidos no mundo inteiro. É um grande atrativo de investimentos para o país”, afirma Jeovani Salomão, presidente da ASSESPRO Nacional.

A Terracap fará o anúncio do lançamento do local em momento solene, na presença de autoridades de todo o mundo. Para o DF, é uma oportunidade de se consolidar como polo mundial de TI.

“É, sem dúvidas, uma oportunidade única para o mercado brasileiro. No que diz respeito ao Parque Tecnológico, é a chance de atrairmos investimentos e visibilidade aos produtos e serviços nacionais. O WCIT criou um novo Vale do Silício no México e é o que também pretendemos no Brasil. É esse o futuro que vislumbramos para o projeto do Parque há mais de uma década”, destacou o presidente do Sindicato das Indústrias da Informação do DF (Sinfor/DF), Ricardo Caldas.

 

Sobre o Parque Tecnológico Capital Digital – Principal polo de desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação do Distrito Federal, o PTCD viabilizará a instalação de diversas empresas do setor de CT&I além de instituições de pesquisa e centros de informação e armazenamento de dados.

Elaborado pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal – TERRACAP, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, o PTCD é considerado um projeto estratégico para o Governo do Distrito Federal. O espaço representa uma mudança na matriz de desenvolvimento econômico do Distrito Federal, consolidando a sua vocação econômica nos setores de Tecnologia da Informação e Comunicação.

O Parque tem como objetivo, além de prover infraestrutura tecnológica e serviços de qualidade para as empresas e centros de desenvolvimento científico, ser um espaço que permita a interação entre os diversos atores que promovem a inovação tecnológica, o conhecimento e a pesquisa no segmento de CT&I. O Parque Tecnológico será instalado em uma área de 1.230.000 metros quadrados e já conta com todas as licenças ambientais para o seu funcionamento, o que garante os padrões de sustentabilidade do empreendimento.

O lançamento do PTCD no WCIT Brasil 2016 ampliará as chances de investimentos na capital, já que mais de 80 países estarão representados por empresários com grande poder de compra. A Terracap contará também com um lounge no evento para receber convidados e expor o projeto, além de sala vip para rodadas de negócios.

Sindical: “Sem diálogo, ainda mais em momentos de crise, não há chance de avanços”

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Presidente do Sindical, Jeizon Silvério
Presidente do Sindical, Jeizon Silvério

 

Jeizon Silvério assumiu a presidência do Sindical (Sindicato dos servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do Distrito Federal) no início do ano, depois de sua chapa vencer as eleições do final do ano passado com 70% dos votos válidos.

Jovem, advogado, consultor legislativo e professor universitário com sólida formação acadêmica. Ninguém imagina alguém com esse perfil como dirigente sindical. O novo presidente do Sindical – um sindicato de muita tradição no contexto político local – é, certamente, um sinal desses novos tempos.

Se no passado, para ser dirigente sindical, exigia-se um perfil de barba por fazer, camiseta folgada, calça jeans e pertencimento “às classes operárias”, a maioria dos servidores de CLDF e TCDF optaram por outro estilo: barba bem feita, terno bem cortado e ocupante de um dos cargos mais desejados da administração pública.

O primeiro semestre da gestão foi marcado por questões pontuais diversas do interesse da categoria que o Sindical representa, mas, também, de avanços na cultura do diálogo. “Existem alguns cacoetes do discurso sindical que precisam ser questionados, um deles é de que combatividade se confunde com intransigência. Sem diálogo, ainda mais em momentos de crise, não vejo chance de avanços”, complementa o dirigente.

Entre os maiores avanços citados, estão a mobilização dos servidores do Distrito Federal e articulação do Sindical com outras entidades sindicais contra o PLP nº 257/2016. A mobilização dos servidores de todo o país foi providencial e o Sindical foi ator protagonista nas discussões na Câmara dos Deputados.

Além disso, o Sindical conseguiu um compromisso oficial da deputada Celina Leão (Presidente da CLDF) de autorização e consequente realização de concurso público naquela casa legislativa. “A Câmara Legislativa passa por um sucateamento progressivo de seus quadros. O último concurso data do ano de 2005, ou seja, há onze anos. Precisamos, minimamente, repor os setores mais sofridos da Casa”, arremata Jeizon.

Ademais, caminha a passos largos uma unificação de tabelas de vencimentos dos servidores da CLDF e do TCDF. “Servidores do TCDF se dizem injustiçados. Servidores da CLDF também. Defendemos a isonomia entre os servidores das duas Casas. Vamos acabar, de uma vez por todas, com esses questionamentos, o presidente do TCDF, Renato Rainha, se diz entusiasta da medida. E, realmente, trata-se de ação de baixíssimo impacto financeiro e de muito efeito simbólico. O sentimento de injustiça prejudica sobremaneira o desenvolvimento funcional do servidor”, diz o sindicalista.

Só o tempo dirá se a nova maneira de atuar será aprovada pelos servidores públicos de CLDF e TCDF, acostumados, ainda, ao estilo panfletário do passado. Mas não há dúvidas de que o sindicalismo do Distrito Federal pode estar diante de uma pequena revolução.

Piloto brasiliense da Stock Car lança campanha #JunhoVermelho

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Guga Lima (Foto André Lima)
Guga Lima (Foto André Lima)

 

No Dia Internacional do Doador de Sangue, Guga Lima, piloto da Stock Car, deu início a Campanha #JunhoVermelho em parceria com a Cordcell, Hemocentro São Lucas e Hospital Brasília.  O piloto esteve no hemocentro, no Lago Sul da capital federal, na terça-feira (14) para doar sangue.

Para Lima, que doou sangue pela primeira vez, este deveria se tornar um hábito de todos que são aptos a doar. “Quero contribuir com essa causa por meio da campanha. É uma prática que pode salvar milhares de vidas”, destacou.

Além desta ação, Guga terá um adesivo sobre a campanha em seu carro #9 na próxima etapa da Stock Car, no dia 26 de junho, em Tarumã (RS). O piloto também tem postado sobre o tema em suas redes sociais. As pessoas que doarem sangue e postarem fotos com as hashtags #JunhoVermelho #doesanguedoevida #GugaLima9 irão concorrer a um kit com brindes do piloto, como boné, camiseta e chinelo.

Os seguidores do Rio Grande do Sul, local da próxima etapa da Stock Car, também irão concorrer a um par de ingressos para acompanhar a corrida de dentro dos boxes. Os detalhes da campanha estão nas redes sociais do piloto – @gugalima9 (Instagram e Twitter) e facebook.com/gugalimacom.