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ENTREVISTA | Chico Leite, deputado distrital

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Líder da Rede Sustentabilidade. deputado Chico Leite Foto: Cleudson Fernandes
Líder da Rede Sustentabilidade. deputado Chico Leite (foto: Cleudson Fernandes)

Por Celson Bianchi, do Alô Brasília


Em entrevista, o deputado da Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, que é procurador de Justiça licenciado para o exercício do quarto mandato de deputado distrital, assegura que é contrário à contratação de Organizações Sociais (OS’s) para gerir a saúde pública do DF.

Celson Bianchi- O senhor é a favor da proposta do GDF de contratar OS’s para a saúde?

Chico Leite- Sou contrário à transferência da gestão da saúde pública no DF desde 2007, quando o governador Arruda tentou, pela primeira vez, implantar a proposta. Àquela ocasião, como líder da oposição, ajudei a criar um fórum de defesa do serviço público e a trabalhar um compromisso, com o apoio de 15 parlamentares, de repúdio à ideia. Depois disso, pude testemunhar todos os governos, inclusive o do PT, tentando abrir o debate sobre o tema e não lograr êxito. Até hoje não me convenceram.

Qual a razão do seu posicionamento?

 O motivo é simples: um elemento essencial da vida em sociedade, como a saúde pública, não pode se transformar em algo de que se suspeite ser mero objeto de lucro. A medicina complementar é legal e pode ser exercida, não é problema. A questão é a necessidade básica da população ficar submetida exclusivamente à lógica de mercado. Nessa linha, a flexibilização de regras trabalhistas, a relativização da aplicação da Lei de Licitações e a transformação do usuário do sistema em cliente pode tornar os processos administrativos mais suscetíveis de desconfiança quanto a desvios ou mal emprego dos recursos públicos e à eficácia da política. Precisamos mesmo rediscutir o modelo que aí está, mas com a perspectiva de fazê-lo mais eficaz, valorizando e cobrando o servidor, racionalizando os procedimentos de compras e priorizando a atenção primária, e não ampliando o volume de problemas com que a gestão já convive.

Se o senhor é contrário, no mérito, porque votou pela inadmissibilidade do projeto que proíbe a contratação de OS’s que tramita na câmara?  

Porque, infelizmente para todos nós que somos contra a entrega da Saúde Pública às organizações sociais, sob o aspecto jurídico entendo que a proposta é inconstitucional. A razão da inconstitucionalidade, na minha modesta opinião, é que a celebração de contratos do Distrito Federal constitui ato de gestão administrativa próprio do Chefe do Executivo, conforme dispõe o inciso XXIII do art. 100 da Lei Orgânica do Distrito Federal, segundo o qual compete privativamente ao governador celebrar convênios, ajustes ou acordos com entidades públicas ou particulares, na forma da legislação em vigor. Assim, na conformidade constitucional, a Câmara Legislativa não tem competência para proibir o DF de contratar organizações sociais, como pretende a proposta. Mais que isso, a CLDF não tem nem mesmo competência para autorizar a contratação, eis que o GDF nem de autorização para tanto precisa, já que o STF (ADI 1166) declarou a inconstitucionalidade do inciso XXVI do art. 60 da Lei Orgânica. Esse dispositivo, até 2002, estabelecia a competência da Câmara Legislativa para “autorizar ou aprovar convênios, acordos ou contratos de que resultem, para o Distrito Federal, encargos não previstos na lei orçamentária”. Disse a Suprema Corte: “Dispositivo que, ao submeter à Câmara Legislativa distrital a autorização ou aprovação de convênios, acordos ou contratos de que resultem encargos não previstos na lei orçamentária, contraria a separação de poderes, inscrita no art. 2º da Constituição Federal.” No mesmo sentido, registre-se, decidiu o STF nas ADI’s 165, 177, 462 e 676. Assim, a proposta, ao pretender proibir que o Poder Executivo estabeleça contrato de gestão — que tem natureza jurídica de convênio, como assentou o STF — com entidade qualificada como Organização Social para prestação de serviços de saúde, incide em inconstitucionalidade por ofensa ao princípio da Separação dos Poderes.

E qual a alternativa para combater essa iniciativa do governo?

A reação, para ser honesta, precisa ser no campo político: ato público com a participação de entidades representativas de servidores e usuários, de que se extraia documento assinado pela maioria dos parlamentares da Casa Legislativa com a posição contrária às OS’s; conscientização e mobilização de todos os interessados; e campanha de esclarecimento à sociedade, especialmente sobre os serviços, porque a população espera e almeja serviços de qualidade, seja quem for o prestador. Uma grande ação política que organize a sociedade contra os males da terceirização. Se o projeto for a plenário, é evidente que votarei contrariamente à transferência da gestão da saúde às OS’s, porque aí o debate já será de mérito – o de admissibilidade foi realizado na CCJ. Mas não me omitirei em alertar a todos da possibilidade de questionamento judicial e de derrubada da lei em razão do julgado do Supremo, para que não se repita a “venda de ilusões”, como já ocorreu em outros casos, quando  projetos foram aprovados, e por isso hoje há servidores tendo que devolver diferença salarial, morador vivendo na insegurança com a casa prestes a ser derrubada, e outras irresponsabilidades que, colocadas como promessas à população, findam trazendo mais prejuízos a ela, financeiros e emocionais.

Rollemberg prega união para economia do DF voltar a reagir

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Governador Rodrigo Rollemberg. Foto: Andre Borges
Governador Rodrigo Rollemberg. Foto: Andre Borges

Declaração foi dada durante cerimônia de posse do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Distrito Federal

“O objetivo deste conselho é buscar, cada vez mais, ouvir e agir conjuntamente. É hora de nossa cidade se unir para promover o desenvolvimento da economia”, afirma. Foi assim que o governador Rodrigo Rollemberg definiu a missão do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Distrito Federal

Nesta quarta-feira, Rollemberg empossou os 69 integrantes do colegiado. Para ele, é preciso a busca conjunta de soluções para o fortalecimento econômico e social de Brasília.

O governo acredita que o evento marca o momento da virada econômica do DF. O grupo é formado por 47 conselheiros da sociedade civil — como empresários e representantes de trabalhadores e de instituições de ensino e pesquisa — e 22 do governo.

Presidente da Fibra, Jamal Bittar
Presidente da Fibra, Jamal Bittar

Rollemberg aproveitou a cerimônia para ressaltar mudanças ocorridas em seu governo no setor econômico. O governador disse que quando assumiu, o DF estava na pior situação econômica de todas as unidades da Federação. E que apesar das dificuldades, o GDF aprovou o Bolsa Educação Infantil, para universalizar a educação para crianças de 4 e 5 anos.

O governador também destacou que foi iniciada a discussão da regionalização da Saúde e a participação das organizações sociais na gestão.

Outro ponto lembrado por Rollemberg foi o lançamento do programa de mobilidade urbana Circula Brasília e o de oferta de habitação para a população de baixa renda, o Habita Brasília.

O discurso do governo ecoou em alguns representantes do setor produtivo e integrantes do conselho, como o presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra-DF), Jamal Bittar. “Creio muito que esse conselho pode mudar a nossa realidade e provocar o desenvolvimento econômico. Brasília tem uma vocação fantástica para tecnologia, para a inovação”, afirmou Jamal.

Para o presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do DF, Paulo Muniz, A expectativa é que o tempo para solução de obstáculos na economia local seja reduzido. “Acabando com alguns entraves burocráticos que vivemos, nos últimos anos, a economia vai se revitalizar. Nós temos a certeza de que Brasília tem um potencial muito grande para ser a primeira unidade da Federação a retomar o crescimento”, defendeu Muniz.

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do DF tem o objetivo de discutir as demandas da população e opinar sobre soluções possíveis no âmbito do desenvolvimento econômico. Com base nele, serão estabelecidas ações para desburocratizar processos e ampliar as parcerias do governo com a sociedade.

A instância superior do conselho será o Pleno, integrado por representantes de todos os setores participantes. Além disso, a entidade terá grupos de trabalho e câmaras temáticas para discussão de temas específicos, como o uso e a ocupação do solo e o modelo de agronegócio para o Distrito Federal.

OPINIÃO | Eleições 2018: os movimentos que dizem muito

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POR RICARDO CALLADO


Quem pretende chegar competitivo em 2018 mantém movimentação ativa. Basta acompanhar a agenda política para saber quais são alguns dos postulantes ao Palácio do Buriti.

Declaradamente, apenas o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) é candidato e a adoção de uma nova postura se faz necessária, porque o tempo passa muito rápido.

A construção de uma agenda positiva e fora dos gabinetes faz muito bem. Esse choque de realidade é recomendável. O poder é efêmero.

Se enfurnar no palácio rodeado de assessores é o primeiro passo para se desconectar do que se realmente pensa do governo. Ouvir a pessoas erradas é o segundo. Perde-se a expectativa do poder muito rápido.

É preciso agir hoje para se construir um futuro político. Rollemberg parece que enxergou isso. Tem dois caminhos: ou chega competitivo em 2018 – que já bem ali – ou vira um cadáver político como o ex-governador Agnelo Queiroz (PT).

A quem tem poder e deixa escapar resta no futuro analisar os erros cometidos, e o arrependimento, já que muita coisa poderia ser diferente.

Os candidatos à vaga de Rollemberg são muitos, e se movimentam pela cidade.

Nas últimas semanas, o assessor especial da Presidência da República, Tadeu Filippelli (PMDB), vem sendo visto em várias regiões administrativas. Em feiras, reuniões, comércios, residências.

Filippelli hoje é a grande ameaça a Rollemberg. Tem um rol de partidos com bom tempo de TV e lideranças que podem formar um grupo competitivo.

Também tem a simpatia do governo federal e pode se tornar o herdeiro político de Joaquim Roriz, ainda hoje, o maior líder que o DF já teve.

O deputado federal Alberto Fraga (DEM) está mais vivo do que nunca. Conseguiu reaglutinar a tropa da Polícia Militar e dos Bombeiros a seu favor. Essa semana participou de uma carreata dos militares no centro de Brasília para cobrar aumento salarial de 25,4% e ampliação do plano de saúde.

Atualmente, o DF tem 7,8 mil bombeiros militares e 13,6 mil policiais militares. Fraga foi o deputado mais votado em 2014 e ganha espaço na oposição. Além de fazer o dever de casa com os miitares.

Fraga afirma que não abre mão de ser candidato ao GDF, tenta se cacifar no grupo de centro e de direita, e dos leitores que estão abandonando a esquerda e centro esquerda. O deputado Federal Rogério Rosso (PSD), outro candidato ao Governo do Distrito Federal, não está nas ruas, mas em todos os veículos de imprensa.

Pela segunda vez este ano está no olho do furacão. Primeiro, quando presidiu a Comissão Especial do Impeachment e, agora, como um dos principais candidatos á Presidência da Câmara dos Deputados. Os holofotes estão em cima dele.

As citações de Rosso na Operação Caixa de Pandora são muito ruins para ele. O delator Durval Barbosa saiu em sua defesa. Isso pode ser bom ou ruim, depende do ponto de vista.

Rosso tem que virar essa página. Depois de tudo esclarecido, terá um caminho mais tranquilo para montar sua estratégia, seja para a sua defesa, ou de sua candidatura ao Buriti. Depende qual a verdade aparecerá.

Outro sempre citado como candidato ao Buriti é o senador Cristovam Buarque (PPS). O ex-governador está em uma peregrinação pelo Distrito Federal como nunca se viu. Parece agenda de campanha.

Cristovam pode finalmente tomar coragem e disputar novamente ao GDF. Se a estratégia for para renovar o seu mandato de senador, sai na frente dos adversários.

Outra possível candidata ao governo, a presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS), tem duas estratégias em sua mesa. Em ambas terá vitórias e derrotas.

A primeira é renovar por dois anos o comando no Legislativo distrital. Nessa luta, Rollemberg é seu principal adversário. Se conseguir, chegará forte em 2018, mas terá muitas faturas políticas.

O outro caminho é deixar a presidência da CLDF e partir agressivamente para a oposição. Se o governo chegar às vésperas da eleição com baixos índices de popularidade, Celina se tornará a principal voz contrária. E se dará bem

Será um embate de destruição entre Rollemberg e Celina. Ambos irão perder, mas sempre perde mais quem mais tem.

O deputado federal Izalci Lucas (PSDB) corre por fora. Tenta se tornar um nome de consenso de centro-direita. Terá uma missão muito difícil. O fator judiciário pode deixar alguns candidatos pelo caminho, tornando Izalci um nome viável.

O parlamentar tucano vem se preparando para o embate e com o discurso de oposição na ponta da língua, mas precisa andar mais nas cidades.

Rollemberg, Filippelli, Alberto Fraga, Rosso, Celina e Izalci são os nomes colocados na disputa ao Buriti. Um ou outro ficará pelo caminho. Também aparecerão outros, mas sem competitividade. O resto são secos e molhados.

Vence que tiver a melhor estratégia e conseguir aglutinar mais apoio. Não se ganha eleição na rixa e na discórdia.

 

ENTREVISTA | Laerte Bessa, deputado federal

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Laerte Bessa

Por Celson Bianchi, do Alô Brasília


Celson Bianchi- Qual tem sido o papel do senhor na busca por melhorias salariais para as forças de segurança do DF?

Laerte Bessa: Tomei  iniciativa pessoalmente de procurar o governo federal na pessoa do presidente Temer, com quem dialoguei e mostrei a necessidade de reajustar os salários das três corporações da Segurança Pública do DF. Importante salientar que procurei o presidente que este exclusivo e único objetivo. Procurei também com a participação de [Tadeu] Filippelli e [Alberto] Fraga o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e ainda o ministro Dyogo Oliveira do Planejamento com este único objetivo, ressaltando que todos foram favoráveis às reivindicações dos policiais, mesmo porque o governo federal deu aumento a todos os poderes e nós fazemos parte do Poder Executivo federal.

Será possível conceder reajuste salarial mesmo diante da situação financeira da União?

Os aumentos concedidos pelo governo federal, já estavam contabilizado no orçamento e estão divididos em três parcelas: 2017, 2018 e 2019. Os nossos vêm do Fundo Constitucional, que pertence a Polícia Civil,Polícia Militar e Corpo de Bombeiros e apenas para dar assistência eventual à Saúde e Educação. Este incompetentemente e preguiçoso governador anda desviando, mentindo para o povo de Brasília.

Em relação à sucessão na Câmara dos Deputados, acredita que haverá consenso na base governista?

Não, a disputa ficará entre Rosso (PSD) e Giacobo (PR).

A saída de Eduardo Cunha da presidência da Casa foi acertada?

Sim, estava passando  da hora. Ele perdeu no Conselho de Ética, que é soberano… e sua recusa estava sufocando a Câmara dos Deputados, que estava praticamente parada.

O senhor teme algum desgaste na imagem por conta do apoio explícito que deu a Eduardo Cunha?

De forma alguma, estávamos votando apenas uma representação do PSOL por quebra de decoro, e Cunha não havia mentido na CPI da Petrobras quando disse que não tinha conta corrente no exterior. O que ele tinha era Trust… e que ficou provado que Trust não é Conta Corrente e sim um contrato particular. Votei consciente!

Na sua avaliação, se o pedido de cassação do mandato de Eduardo Cunha for a Plenário, qual será o resultado?

Derrota esmagadora. Ele foi esmagado pela imprensa. Está certo que ele roubou muito, mas Dilma, Lula, Renan, Sarney e Collor, que deveriam estar presos, roubaram muito mais, sem contar o grande bem que ele proporcionou ao país ao extirpar Dilma/PT da nossas vidas.

Centro de Distribuição e Vendas de Ingressos para as Olimpíadas já está aberto em Brasília

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Centro de convenções

O Centro de Compra e Distribuição de Ingressos das Olimpíadas, em Brasília, abriu as portas nesta quarta-feira (13). Instalado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, o local vai operar de segunda a domingo, das 9h às 21h, sem interrupção, até o início do torneio. No espaço, 12 funcionários fazem o atendimento ao público.

Ainda há bilhetes disponíveis para as dez partidas de futebol no Mané Garrincha, sendo duas protagonizadas pela seleção brasileira. Nas rodadas duplas, um ingresso dá direito aos dois jogos do dia. Por exemplo, na estreia do Brasil contra a África do Sul, em 4 de agosto, às 16 horas, o torcedor poderá chegar antes, às 13 horas, para assistir Iraque e Dinamarca, sem custo adicional.

Na primeira fase, os valores das partidas da categoria masculina estão a R$ 50 e R$100. Da categoria feminina, os preços caem para R$ 40 e R$ 70. Nas duas pelejas das quartas de final, os custos das entradas saem a R$ 60 e R$ 100, o feminino; e R$ 70 e R$ 200, o masculino.

O interessado deve evitar deixar para comprar ou coletar os ingressos na última hora. Dessa forma, ele evitará filas e tumultos, sem contar a possibilidade de não encontrar mais o ingresso para a partida desejada. As compras de meia-entrada também podem ser feitas no local, mas a comprovação vai ser exigida apenas na entrada do estádio.

Residência Oficial Águas Claras de Portas Abertas

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roac


A abertura da Residência Oficial de Águas Claras ROAC PORTAS ABERTAS por meio de visitação agendada é uma ação do Programa Brasília Cidadã que estimula a participação social e a socialização dos espaços da cidade.
O objetivo é dar acesso público à um ambiente que revela a história de Brasília, tem uma dimensão política ao abrigar o governo da capital do país, é patrimônio ambiental como área de preservação, e ao mesmo tempo apresenta a arte, com as exposições, e fomenta a educação com palestras e oficinas.
A Residência recebe visitas de autoridades,  missões diplomáticas, grupos da sociedade civil, é um espaço de representação que sedia reuniões de trabalho do Governo de Brasília. Agora  integra o roteiro do Turismo Cívico com as escolas, abre agenda com os projetos e entidades sociais articuladas pelo Portal do Voluntariado e, também para os cidadãos e grupos com agendamento prévio, preferencialmente às segundas feiras.
 
Conheça a programação no site  www.roac.df.gov.br
Contatos  podem ser feitos pelo email: roacportasabertas@gmail.com ,
ou pelos telefones,  (061) 3961-4800 ou 3961 4801

Startups Brasília 2016 tem investimento de R$ 5 milhões

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O governador Rodrigo Rollemberg durante o lançamento do edital Startups Brasília 2016. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
O governador Rodrigo Rollemberg durante o lançamento do edital Startups Brasília 2016. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

 

Governador de Brasília lançou segunda edição da seleção pública na noite desta terça-feira (12), no Mezanino da Torre de TV. Cada contemplado poderá receber até R$ 150 mil

O edital Startups Brasília 2016 — seleção pública que dá apoio financeiro ao desenvolvimento de produtos e processos inovadores — terá investimento de R$ 5 milhões. O certame foi lançado nesta terça-feira (12) à noite pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, pela diretora-presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), Ivone Resende Diniz, e outras autoridades. A entidade é responsável pela iniciativa, que está na segunda edição, e cujas regras foram publicadas no Diário Oficial do DF e detalhadas na página da fundação na internet. O lançamento ocorreu nesta noite, em solenidade no Mezanino da Torre de TV.

Quem quiser participar tem até 2 de agosto para enviar uma proposta. A escolha será feita em duas etapas. Na primeira, é preciso entregar formulário preenchido e a apresentação da ideia inovadora em até cinco páginas ou vídeo de cinco minutos. Os selecionados para a segunda etapa terão de enviar um plano de negócios, com ações previstas para 12 meses. Cada contemplado receberá até R$ 150 mil para desenvolver o projeto.

“Não há nada mais inovador do que convocar a juventude para, por meio de novas tecnologias, oferecer produtos e serviços melhores”, pontuou o governador Rodrigo Rollemberg. A proposta do Startups Brasília é selecionar projetos que transformem ideias inovadoras em empreendimentos sustentáveis e que incorporem novas tecnologias. “Buscamos formar um ambiente de inovação e empreendedorismo que estimule as pessoas a criar negócios, renda e empregos”, acrescentou Rollemberg, que lembrou ainda os esforços do governo para implementação do Parque Tecnológico Capital Digital.

A diretora-presidente da FAP-DF destacou a importância do investimento no setor. “Em tempo de crise, a criatividade pode mudar a situação para melhor. Investir em ciência e tecnologia não é despesa, mas estratégia de desenvolvimento”, disse Ivone Diniz.

Também compuseram o dispositivo da solenidade o secretário adjunto do Trabalho, da pasta do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Thiago Jarjour; os presidentes do Banco de Brasília, Vasco Gonçalves; da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Jamal Bittar; do Conselho Deliberativo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no DF (Sebrae-DF), Luís Afonso Bermúdez; da Associação de Startups e Empreendedores Digitais, Hugo Giallanza; da Associação Brasiliense de Construtores, Afonso Assad; e do Sindicato da Indústria da Informática do DF, Ricardo Caldas; e o superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Distrito Federal (Sebrae-DF), Antônio Valdir Oliveira Filho.

Apoiaram o evento a Casa Civil; as Secretarias do Trabalho; do Esporte, Turismo e Lazer; a Secretaria Adjunta de Ciência e Tecnologia; a Fibra; o Sebrae-DF; e a Associação de Startups e Empreendedores Digitais de Brasília.

Requisitos para participar da Startups Brasília 2016

Podem participar do edital microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais com sede em Brasília e que atuem na área tecnológica. Até a data de contratação da proposta, é exigido que esses empreendimentos tenham pelo menos dois anos de existência.

Pessoas físicas também podem se inscrever. Nesse caso, elas têm de ser sócias ou proprietárias de empresas emergentes na área e sediadas no DF. Esses participantes poderão formalizar a empresa até a data em que a proposta for contratada pela FAP-DF.

O edital dá prioridade a projetos para as áreas de administração pública; agronegócios; alimentação; biotecnologia; cidades saudáveis; educação; energia renovável; meio ambiente; mobilidade urbana; nanotecnologia; saúde e bem-estar; segurança pública; tecnologia da informação e comunicação; e tecnologia industrial básica.

Na edição de 2015, 43 pessoas foram contempladas com R$ 200 mil cada uma. Na cerimônia desta noite, foi transmitido um vídeo com depoimentos de empreendedores beneficiados no primeiro edital. Com os investimentos, eles relataram que puderam levar adiante ideias como a criação de aplicativos para aluguel de espaços ociosos e para o compartilhamento de arquivos entre funcionários na área de contabilidade.

Campus Party e Congresso Mundial de Tecnologia da Informação

O secretário adjunto do Trabalho, Thiago Jarjour, falou sobre a importância de investimentos na área de tecnologia no momento em que a cidade se prepara para receber grandes eventos. “Em outubro, vamos sediar o Congresso Mundial de Tecnologia da Informação, que reúne 2,5 mil líderes do mercado de tecnologia de diferentes países. Já em novembro teremos um aquecimento para a Campus Party.” Surgido na Espanha em 1997, o festival — considerado base para parcerias de projetos com foco tecnológico — reúne instituições de ensino, jovens, empreendedores, cientistas e entusiastas de novidades tecnológicas.

Brasília receberá uma edição da Campus Party em 2017, com o tema Dados Abertos e Transparência, Trabalho e Educação do Futuro.

Policiais e bombeiros militares realizam carreata

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militares carreata

Mais de 600 carros participaram, de forma pacifica, do movimento para pedir reajuste salarial e plano de carreira

 Nesta terça-feira (12), policias e bombeiros militares realizaram uma carreata para cobrar do governador Rodrigo Rollemberg reajuste salarial e o plano de carreira. O grupo carregava bandeiras pedindo “respeito” às categorias. Os veículos partiram do ginásio Nilson Nelson e deram uma volta pela Esplanada dos Ministérios.

“A intenção era mostrar ao governador, sem prejudicar a população, que não vamos aceitar que os militares sejam tratados com descaso,” disse o deputado federal Alberto Fraga (DEM).

Fraga conta que os militares são pagos com recursos do Fundo Constitucional, ou seja, o dinheiro é do Governo Federal.

“O Fundo que deveria ser usado prioritariamente para custear a segurança, mas está sendo usado de forma irregular, virou uma verdadeira caixa preta. Enquanto isso os policiais e bombeiros sofrem sem reajuste salarial, o governador se recusa até a iniciar as negociações”, explica o parlamentar.

Senado aprova proposta que limita gastos da CLDF e do TCDF

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Foto: Pedro Ventura
Foto: Pedro Ventura

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O plenário do Senado finalizou nesta terça-feira (12) a análise da proposta de emenda à Constituição (PEC) que impõe limite aos gastos das casas legislativas e dos tribunais de Contas dos estados (TCEs) e do Distrito Federal. A PEC foi aprovada, em segundo turno, com 62 votos a 2 e com uma abstenção. A proposta segue, agora, para análise da Câmara dos Deputados.

Pelo texto aprovado, as casas legislativas e os TCEs deverão ter gasto anual dentro do limite máximo da despesa do ano anterior, corrigido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conforme emenda do relator, senador Acir Gurgacz (PDT-RO). Gastos acima desse teto poderão ser enquadrados como infração à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Autor da proposta, o senador João Capiberibe ressaltou que as casas legislativas e os tribunais de contas têm tido custos elevados e crescentes, sem justificativa. Em 2013, por exemplo, foram mais de R$ 14 bilhões, sendo R$ 9,4 bilhões gastos pelas assembleias e R$ 5 bilhões pelos tribunais.

“Nos últimos dez anos, houve um crescimento acima da inflação da ordem de 47%, e as funções das assembleias e dos tribunais não mudaram. A função é legislar e fiscalizar”, disse Capiberibe.

ENTREVISTA | Alessandro Paiva, administrador do Lago Sul

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Alessandro Paiva
Alessandro Paiva

 

Por Celson Bianchi, do Alô Brasília


Celson Bianchi – Sua gestão à frente das Administrações do Lago Sul e do Jardim Botânico completaram 2 meses. O que a comunidade já pode ver como resultado deste trabalho?

Alessandro – Demos prioridade às demandas expostas nas reuniões com a comunidade. No Lago Sul, estamos colocando o Plano de Publicidade para funcionar. Alguns estacionamentos já estão em fase final das obras.  A ampliação da rotatória da QI 23 já se encontra em fase final também, reivindicação antiga dos moradores do Lago Sul e também do Jardim Botânico, que foi atendida pelo Governo de Brasília através da parceria da Administração Regional com o DER.. No Jardim Botânico, há 60 dias à frente da Administração, já entregamos o estacionamento da Avenida Comercial quase pronto, o que era uma reivindicação antiga da comunidade. Além disso, lutamos pela primeira linha de ônibus da cidade. A emissão de alvarás para as duas cidades já está praticamente em dia, e outras demandas da comunidade vem sendo tratadas com respeito e trabalho pela administração.

 

Você tem feito parcerias para reformar escolas públicas das cidades que vem administrando. Esse projeto é vinculado ao Adote uma Escola?

Sim. O projeto Adote uma Escola nasceu para caminhar sobre a rota do terceiro setor, juntamente com parceria da iniciativa privada e de voluntários, que adotam Escolas Públicas fazendo reformas e implantando cursos profissionalizantes. Do Adote uma Escola nasceu parcerias incríveis como: a Feira do aluno empreendedor, o Escolas nas Cidades e o Enem total.

 

A Geração Brasília do PSB está cumprindo o que prometeu para a sociedade de Brasília?

O PSB decidiu investir na juventude e acreditou que mesmo passando por momentos difíceis, a Geração Brasília veio para dar uma nova cara às ações do governo. A repercussão positiva e efetiva em alguns pontos do governo vem dando visibilidade a um novo cenário na política, tornando propícia a apresentação de novos nomes e a oportunidade de renovação.

 

Em sua gestão, o que o Lago Sul e o Jardim Botânico podem esperar na qualidade do Serviço Público prestado?

Minha missão como gestor público é devolver ao contribuinte os impostos pagos através da qualidade do serviço público. Estamos trabalhando por uma gestão eficiente. Nossa dificuldade hoje é reduzir o tempo gasto no atendimento das demandas vindas da comunidade, devido à escassez de funcionários e através da máquina pública. Estamos trabalhando na fiscalização da rotina, para que isso não se torne ferramenta facilitadora da ilegalidade.

 

A política brasileira está desgastada ética e moralmente. Qual a sua visão futura para a classe política brasileira?

O sistema político está falido. Hoje a população brasileira não aceita mais os políticos, sendo assim, estamos vivendo o tempo que nasce um novo sujeito, os defensores de causas, que na verdade fazem o que a política deveria ter feito: defender as pessoas e seus direitos.