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Secec-DF lança edital para o Projeto Nosso Natal 2025

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Chamamento público visa a selecionar organização da sociedade civil responsável por realizar o evento natalino na Esplanada dos Ministérios, entre 3 e 28 de dezembro

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) lançou, nesta segunda-feira (6), no Diário Oficial do Distrito Federal, o edital do projeto Nosso Natal 2025, que prevê investimento de R$ 15 milhões para a realização da tradicional celebração natalina de Brasília. O chamamento público visa selecionar uma organização da sociedade civil (OSC) para executar o evento, que ocorrerá de forma ininterrupta entre 3 e 28 de dezembro, na Esplanada dos Ministérios, entre o Teatro Nacional Cláudio Santoro e o Complexo Cultural da Biblioteca Nacional/Museu Nacional, em área próxima à Rodoviária do Plano Piloto.

O projeto tem como objetivo oferecer um ambiente de alegria, união e celebração durante o período natalino, com programação voltada à cultura, ao lazer e à convivência comunitária. Entre as atrações previstas no projeto estão presépio, cidade do Papai Noel com ambientação temática e iluminação cênica, além de apresentações teatrais, musicais e corais, oficinas de Natal e ações voltadas ao fortalecimento da cultura local e da economia criativa.

As inscrições abriram nesta segunda-feira e as organizações interessadas podem se inscriver até 4 de novembro, por meio do portal Parcerias GDF MROSC. O edital prevê repasse dos recursos em três parcelas, conforme o cronograma de desembolso e aprovação do relatório técnico de monitoramento e avaliação.

A OSC selecionada deverá ainda cumprir contrapartida social, atendendo, no mínimo, 400 crianças em situação de vulnerabilidade, distribuídas igualmente entre as regiões Norte, Sul, Leste e Oeste do DF. O projeto deverá contemplar, também, ações de acessibilidade, sustentabilidade e inclusão social.

“O Natal é tempo de reencontros, de fortalecer os laços entre as famílias e renovar a fé. Com o Nosso Natal 2025, queremos que cada criança, cada visitante sinta que este espaço é um lugar de alegria e de partilha. Mais do que um projeto natalino, queremos impactar corações, levando a arte, a cultura e o espírito de Natal para a nossa população”

Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa do DF

Segundo o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, o Nosso Natal 2025 representa um gesto de união, fé e esperança. “O Natal é tempo de reencontros, de fortalecer os laços entre as famílias e renovar a fé. Com o Nosso Natal 2025, queremos que cada criança, cada visitante sinta que este espaço é um lugar de alegria e de partilha. Mais do que um projeto natalino, queremos impactar corações, levando a arte, a cultura e o espírito de Natal para a nossa população”, destacou o secretário.

O edital completo e os anexos estão disponíveis na plataforma de Parcerias GDF MROSC.

GDF leva ações de acolhimento a Águas Claras, Planaltina e Plano Piloto

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Operação Pop Rua teve cinco dias de atividades nessas regiões e reforçou o trabalho de abordagem e encaminhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade

As equipes que integram o Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua, coordenado pela Casa Civil do Governo do Distrito Federal (GDF), realizaram ações nesta semana em Águas Claras, Planaltina e Plano Piloto. A operação, que envolve diversos órgãos do governo, é conduzida pela DF Legal e tem caráter contínuo, com atividades em diferentes regiões do DF a cada semana.

Desde o início do plano, as equipes já estiveram nas asas Sul e Norte, Vila Planalto, Taguatinga, Ceilândia, Águas Claras, Arniqueira, Guará, Cruzeiro, Octogonal, Sudoeste, Gama, Sobradinho, São Sebastião, Brazlândia, Samambaia e Recanto das Emas.

“Não se trata apenas de retirar estruturas instaladas nas ruas, mas de garantir os direitos assegurados por lei a cada uma dessas pessoas e mostrar que existem oportunidades reais para que elas possam recomeçar”

Gustavo Rocha, secretário-chefe da Casa Civil

O secretário-chefe da Casa Civil e coordenador do plano integrado, Gustavo Rocha, destacou o caráter social da iniciativa. “Estamos presentes em várias regiões do DF semanalmente e, a cada ação realizada, reforçamos o nosso compromisso com aqueles que estão em situação de vulnerabilidade extrema. Não se trata apenas de retirar estruturas instaladas nas ruas, mas de garantir os direitos assegurados por lei a cada uma dessas pessoas e mostrar que existem oportunidades reais para que elas possam recomeçar”, afirmou.

Ações e resultados da semana

Quarta-feira (1º) — Águas Claras

As equipes estiveram em oito pontos: Rua 25 Sul (Parque Sul), Avenida Bulevar Norte (cruzamento com Rua 12), Avenida Bulevar (próximo à estação Arniqueiras do Metrô), Avenida Bulevar (cruzamento com Rua 5 Norte), Avenida Bulevar Sul (cruzamento com Rua Ipê Amarelo), Avenida Pau Brasil (rotatória), Rua das Paineiras (próximo à rotatória) e no muro atrás do Hospital Brasília.

Três pessoas foram encontradas e atendidas pelas equipes intersetoriais. Um caminhão de entulho foi removido e o material inservível encaminhado para a Unidade de Recolhimento de Entulhos (URE).

Quinta-feira (2) — Planaltina

A ação contemplou seis pontos: STAEN (próximo ao supermercado Dia a Dia), área pública próxima à Vila Jardim Roriz, e locais próximos à via oposta da SOF, na Quadra 01 e na BR-020.

Foram desconstituídas duas estruturas precárias, duas pessoas foram atendidas e dois caminhões de entulho removidos.

Sexta-feira (3) — Planaltina

As equipes percorreram seis pontos da região, incluindo a BR-020, Avenida Independência, o muro da Escola CF1, a CR 80 e o muro da antiga garagem.

Duas estruturas precárias foram desconstituídas e um caminhão de entulho removido.

Sábado (4) — Plano Piloto

A ação ocorreu em quatro pontos. Foram desconstituídas cinco estruturas precárias e um caminhão de entulho foi removido e destinado à URE.

Domingo (5) — Plano Piloto

As equipes estiveram em três locais. Foi desconstituída uma estrutura precária e realizado o transporte de um caminhão de entulho para a URE.

Continuidade das ações

As atividades da Operação Pop Rua seguem de forma semanal em diferentes regiões administrativas. Além da DF Legal e da Casa Civil, participam das ações as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), de Saúde (SES-DF), de Segurança Pública (SSP-DF), do Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema), entre outros órgãos.

O trabalho integra ações de limpeza, retirada de estruturas irregulares, oferta de serviços de assistência social, saúde e encaminhamento para abrigamento. O objetivo é garantir a dignidade e o acesso aos direitos das pessoas em situação de rua, com base na política distrital voltada à população em vulnerabilidade.

Copa Construindo Campeões se consolida como maior programa esportivo social

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Caiado destaca força do esporte ao participar da abertura da Copa Construindo Campeões, que reuniu mais de 10 mil atletas, com disputas em 10 modalidades de artes marciais

O governador Ronaldo Caiado destacou no sábado (04), em Goiânia, a força transformadora do esporte em Goiás, ao participar da 4ª edição da Copa Construindo Campeões, realizada pela primeira vez no Estádio Serra Dourada.

O evento, que começou na sexta-feira se encerra neste domingo, reúne mais de 10 mil atletas em disputas de 10 modalidades de artes marciais, em encontro histórico que consolida o projeto como o maior programa esportivo social do estado.

“Hoje é só emoção. É muita alegria chegar ao meu sétimo ano de governo e ver a maior festa já realizada no Brasil para crianças e jovens dedicados ao esporte. Goiás mudou, porque investe em educação, em segurança e também no esporte, formando cidadãos que vão transformar o futuro do nosso estado e do país”, ressaltou Caiado.

Caiado destaca força transformadora do esporte na Copa Construindo Campeões
“Goiás mudou, porque investe em educação, em segurança e também no esporte, formando cidadãos que vão transformar o futuro do nosso estado e do país”, ressaltou o governador (Fotos: Wesley Costa)

O Governo de Goiás garante transporte, hospedagem, alimentação e materiais esportivos como quimonos, luvas e capacetes para todos os participantes. Desde 2019, o projeto já recebeu cerca de R$ 9 milhões em investimentos, com previsão de mais R$ 7 milhões para 2025, beneficiando atualmente 14 mil alunos em mais de 100 municípios.

Para o vice-governador Daniel Vilela, o programa já se tornou referência nacional.

“O Construindo Campeões talvez seja hoje o programa mais pedido pelos prefeitos e vereadores de Goiás. Ele desperta determinação, resiliência e forma bons cidadãos. Esse projeto vai marcar gerações inteiras e consolidar Goiás como o maior estado do esporte no Brasil”, destacou.

O secretário de Esporte e Lazer, Rudson Guerra, reforçou que o programa se tornou símbolo de inclusão social.

Caiado destaca força transformadora do esporte na Copa Construindo Campeões
Projeto Construindo Campões beneficia atualmente 14 mil alunos em mais de 100 municípios goianos. É o maior programa esportivo social do estado (Fotos: Wesley Costa)

“Desde 2019, o governador Ronaldo Caiado e a primeira-dama Gracinha Caiado garantem que cada recurso investido chegue aos jovens. Hoje, o que vemos aqui é a maior competição do país, fruto de um governo que trata o esporte com seriedade, transparência e paixão pela transformação de vidas”, declarou.

Entre os jovens atletas, a gratidão é visível. O estudante Heitor Felipe Mendonça Guedes, de 17 anos, natural de Três Ranchos, celebrou a experiência inédita de competir no Serra Dourada.

“Eu nunca vi nada igual. Toda essa estrutura é fora do comum. É muito gratificante para nós, que viemos do interior, poder lutar em um estádio conhecido como o Serra Dourada”, contou o jovem, que conquistou a medalha de bronze no jiu-jitsu.

Caiado destaca força transformadora do esporte na Copa Construindo Campeões
Copa Construindo Campeões teve sua primeira edição em 2022, com 1.600 participantes. Em 2025, competição atinge números recordes e chega pela primeira vez ao Estádio Serra Dourada (Fotos: Wesley Costa)

Projeto Construindo Campeões

Criado em 2019, o projeto leva aulas de artes marciais para crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade, alunos da rede estadual e famílias de baixa renda. Atualmente, atende 14 mil estudantes em mais de 100 municípios, oferecendo gratuitamente todo material esportivo, transporte e suporte.

A Copa Construindo Campeões teve sua primeira edição em 2022, com 1.600 participantes. Em 2025, a competição atinge números recordes e chega ao Estádio Serra Dourada, reforçando o papel do esporte como ferramenta de educação, inclusão e cidadania

Saiba por que Izalci muda o tom e suaviza perguntas sobre fraudes no INSS

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Com tom ameno e perguntas brandas, Izalci Lucas trocou o papel de fiscal implacável por o de interlocutor cordial ao interrogar o presidente da CONAFER, envolvido em fraude que “reviveu” 1.135 mortos na folha do INSS

Em meio ao escândalo bilionário que assola os aposentados brasileiros, a CPMI do INSS revela não apenas os ladrões de carteirinha, mas também os possíveis escudos políticos que os protegem.

No depoimento de Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (CONAFER), as perguntas feitas por Izalci mais pareceu uma conversa de café.

Questionamentos leves, cheios de rodeios e sem o fogo que o parlamentar costuma atear em outros suspeitos.

Para quem acompanhou a sessão, o contraste foi gritante. Izalci, conhecido por sua contundência em audiências anteriores, nas quais desmascarou desvios milionários contra os mais vulneráveis, os aposentados que trabalharam a vida inteira por uma velhice digna, tratou Lopes com luvas de pelica.

Nada de perguntas afiadas sobre os “milagres de ressurreição” na folha do INSS em que a CONAFER “ressuscitou” 1.135 defuntos para aplicar descontos associativos, segundo a Controladoria-Geral da União (CGU).

O órgão de controle, aponta ainda, que a entidade teria faturado R$ 202 milhões anuais em fraudes, enquanto viúvas e órfãos choram o salário mínimo sangrado. Onde estava a fúria de Izalci?

Desde o início da CPMI, criada para desenterrar o maior assalto aos aposentados da história recente, Izalci trava uma guerra aberta com o deputado federal Alencar Santana Braga (PT-SP), vice-líder do governo Lula.

A disputa ganhou as redes sociais quando Alencar, em postagem no X, disparou:

“O senador bolsonarista Izalci Lucas (PL-DF) foi gravado quando buscava, em seu carro particular, o presidente da CONAFER, entidade envolvida diretamente no esquema de roubo dos aposentados do INSS.”

O vídeo anexado ao post de Alencar mostra Izalci ao volante de seu Jeep Compass particular, ignorando o carro oficial com motorista, justamente usado por senadores para evitar suspeitas de intimidade indevida. Veja:

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

Comissão aprova PL de Fred Linhares para proibir aplicativos pré-instalados

O projeto prevê a proibição de instalação de aplicativos de apostas, as chamadas “bets”, em celulares, tablets e computadores novos

A Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados deu um passo importante para conter o avanço das apostas online no país. Foi aprovado, na última quarta-feira (1), o Projeto de Lei 3.685/2024, de autoria do deputado federal Fred Linhares (Republicanos-DF), que proíbe a pré-instalação de aplicativos de apostas, as chamadas “bets”, em celulares, tablets e computadores novos. A medida, que visa proteger os consumidores e combater o vício em jogos, segue agora para análise em outras comissões.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Pastor Diniz (União-PB), e altera a Lei 14.790/2023, o marco regulatório das apostas de quota fixa. Além de proibir a instalação de fábrica dos aplicativos, o projeto atribui ao Ministério da Fazenda o poder de determinar o bloqueio de canais eletrônicos de empresas que descumprirem a legislação.

Autor do projeto, o deputado Fred Linhares, que também é 2º vice-presidente da comissão, comemorou a aprovação e destacou o caráter social da medida. “Não podemos fechar os olhos para a epidemia silenciosa do vício em apostas, que vem destruindo famílias e desviando recursos essenciais dos lares brasileiros. Nosso projeto é uma barreira de proteção, especialmente para os mais jovens e vulneráveis, impedindo que o primeiro contato com o celular já seja um convite para o endividamento e a compulsão”, afirmou Linhares.

“Dois Maracanãs lotados”: dois anos do maior massacre a judeus desde o Holocausto

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Major da reserva Rafael Rozenszajn fala sobre o ataque terrorista que assassinou 1200 pessoas e sequestrou outras 250, rebate acusações de genocídio e aguarda respostas efetivas do Hamas ao ultimato de Trump

Quando o major da reserva Rafael Rozenszajn, primeiro porta-voz em português das Forças de Defesa de Israel (FDI), tenta fazer com que brasileiros compreendam a dimensão do ataque terrorista perpetrado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, ele recorre a uma imagem brutal: “Imagine o estádio do Maracanã completamente lotado. Agora imagine que 80% das pessoas ali são fuziladas ou ficam feridas, 17% são assassinadas e 3% são sequestradas. Agora multiplique isso por dois. Foi isso que aconteceu em Israel naquele dia.”

Dois anos depois do maior ataque contra judeus desde o Holocausto, o advogado especialista em direito internacional e autor do livro “Guerra de Narrativas” relembra os detalhes de uma manhã que mudou Israel para sempre e contextualiza o momento crítico que o conflito atravessa agora, às vésperas do ultimato estabelecido pelo presidente americano Donald Trump ao Hamas.

Foram mais de 1.000 mortos, 251 sequestrados e mais de 5 mil feridos em poucas horas naquele 7 de outubro. “Mais de 5 mil terroristas palestinos liderados pelo Hamas invadiram o território israelense por terra, mar e ar”, conta Rozenszajn. “Eles fizeram 114 rompimentos com explosivos na cerca de fronteira, que tem 60 quilômetros de extensão, e dispararam mais de 4 mil foguetes enquanto avançavam.”

O ataque teve alvos civis específicos: centenas de jovens que participavam de um festival de música eletrônica no sul de Israel foram massacrados, além de dezenas de kibbutzim e comunidades que foram invadidas simultaneamente. “Vítimas foram arrancadas de suas camas, pessoas foram queimadas vivas, houve decapitações, bebês foram assassinados, mulheres foram estupradas, idosos foram agredidos e casas foram incendiadas”, detalha o carioca, cujo papel desde então tem sido apoiar a comunicação das FDI em países de língua portuguesa.

O terror documentado e celebrado

O que torna o ataque de 7 de outubro particularmente perturbador é que tudo foi meticulosamente registrado. “Os terroristas usavam câmeras acopladas nos capacetes e transmitiram suas ações ao vivo, online. Era parte de uma guerra psicológica deliberada para criar pânico e desespero”, explica Rozenszajn.

Ele relembra um caso específico que exemplifica a natureza do ataque: “Interceptamos uma conversa telefônica de um terrorista chamado Mahmoud, que atacou o kibbutz Mefalsim. Ele ligou para sua família em Gaza contando orgulhosamente que havia assassinado 10 judeus com suas próprias mãos.”

Documentos encontrados nos corpos dos terroristas continham instruções explícitas: matar o maior número possível de judeus, fazer reféns e aguardar novas ordens. “Esta é a fase mais cruel do terrorismo: o êxtase dos perpetradores durante o massacre, comemorando suas atrocidades como conquistas”, analisa.

Para o porta-voz, não há ambiguidade sobre os objetivos. “Os próprios líderes do Hamas afirmam, sem disfarces, que atacar civis israelenses sempre foi seu objetivo. Não precisamos interpretar. Eles mesmos dizem.”

O ultimato de Trump e a espera por um acordo

Dois anos depois daquele amanhecer sangrento, o conflito desencadeado pelo ataque terrorista chega a um momento decisivo. Na sexta-feira (3/10), o presidente norte-americano Donald Trump estabeleceu um ultimato ao Hamas: o grupo teria até às 19h00 (horário de Brasília) do domingo, 5 de outubro, para aceitar a proposta de cessar-fogo apresentada em 29 de setembro. Caso contrário, Trump prometeu que o Hamas sofrerá “consequências severas”. A proposta oficial apresentada traz 20 pontos, entre os quais exige que o Hamas liberte todos os reféns israelenses restantes e que as forças militares israelenses comecem a se retirar de partes da Faixa de Gaza em fases. Das 251 pessoas sequestradas em 7 de outubro, 48 ainda permanecem em cativeiro em Gaza, sendo que se estima que apenas 20 estejam vivas.

Em resposta, o grupo terrorista palestino apresentou horas depois uma carta em que afirma aceitar parte do plano para encerrar a guerra na Faixa de Gaza. Entre os tópicos aceitos, está a libertação total de reféns e a entrega da administração do enclave. Porém, deixa em suspenso a condição de desarmamento, uma das exigências centrais feitas por Israel e pelos EUA.

“Outras questões mencionadas na proposta do presidente Trump sobre o futuro da Faixa de Gaza e os direitos legítimos do povo palestino estão conectadas a uma posição nacional unificada e às leis e resoluções internacionais relevantes”, disse o Hamas. O grupo completa que “elas serão abordadas por meio de uma estrutura nacional palestina abrangente, na qual o Hamas participará e contribuirá de forma responsável”.

Questionado sobre as expectativas em relação ao acordo, Rozenszajn é categórico sobre os objetivos de Israel, que permanecem inalterados desde o início do conflito. “O foco desde o princípio permanece sendo a libertação de todos os reféns, os vivos e os corpos dos que foram assassinados, a neutralização da ameaça representada pelo Hamas através do desmantelamento de sua capacidade militar, e a garantia de que o Hamas não retorne ao governo da Faixa de Gaza.”

É aguardado que as conversas lideradas pelos EUA evoluam ao longo da semana, com uma possível libertação de todos os reféns vivos ainda em poder do Hamas nesta terça-feira, 7 de outubro – mesma data em que o massacre perpetrado pelos terroristas aconteceu em 2023.

Rebatendo acusações de genocídio

Desde o início da guerra, Israel tem enfrentado duras críticas internacionais, incluindo acusações de cometer genocídio e de usar a fome como arma de guerra contra a população civil de Gaza. O porta-voz rejeita veementemente essas alegações.

“Esta guerra não é dirigida contra o povo palestino, mas contra o grupo terrorista Hamas”, enfatiza Rozenszajn. “Sempre que possível, emitimos avisos aos civis da Faixa de Gaza para que se desloquem de áreas que serão alvo de operações militares para áreas seguras. Civis nunca são alvos das Forças de Defesa israelenses.”

Ele detalha os protocolos adotados: “Empregamos armamentos de alta precisão para reduzir os danos potenciais à população civil e usamos ferramentas de inteligência direcionadas para garantir que apenas alvos militares, em conformidade com o direito internacional, sejam atingidos.”

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, a ofensiva militar israelense resultou na morte de mais de 60 mil palestinos em quase dois anos de conflito, sem contudo identificar nesses números divulgados quantos seriam combatentes. As autoridades israelenses, por sua vez, estimam que desse total, 25 mil eram integrantes do Hamas, enquanto outras cerca de 12 mil mortes correspondem a falecimentos por causas naturais, considerando a média estatística registrada em Gaza antes da guerra.

Escudos humanos e desinformação

Para Rozenszajn, a complexidade da situação em Gaza é amplificada pela tática do Hamas de usar a população civil como escudo. “É preciso reconhecer que, em qualquer zona de conflito, a população civil inevitavelmente sofre as consequências da guerra. Embora consideremos o sofrimento civil uma tragédia, é importante salientar que a sua proteção é uma prioridade nas operações das FDI.”

O porta-voz acusa o Hamas de conduzir campanhas sistemáticas de desinformação. Ele cita como exemplo as alegações do grupo sobre a falta de espaços adequados nas zonas humanitárias para receber moradores evacuados. “Ao contrário do que o Hamas afirma, existem espaços disponíveis na área humanitária para a instalação de abrigos e tendas. Não acreditem em suas mentiras!”

Segundo Rozenszajn, os terroristas do Hamas utilizam civis como escudos humanos, impedindo que deixem áreas de conflito como uma ferramenta de resistência. “O Hamas busca manter civis em áreas de perigo, utilizando-os como peças no tabuleiro da guerra para alcançar seus objetivos violentos. A organização terrorista está prejudicando as famílias de Gaza, impedindo-as de buscar refúgio em locais seguros”, denuncia o major.

Ele reforça que a postura israelense está “em conformidade com o direito internacional”, que exige o aviso prévio antes dos ataques e a solicitação de evacuação dos civis. Isso também demonstra a preocupação de Israel com a proteção da população local.”

A escolha pelo futuro

Questionado sobre como Israel absorveu o impacto de uma tragédia dessa magnitude, Rozenszajn traça um paralelo histórico: “Assim como o povo Macabeu enfrentou um império que visava a destruição do povo judeu e lutou por sua fé, liberdade e identidade, nós também enfrentamos inimigos que querem nos destruir. E assim como eles, escolhemos resistir. Mais do que resistir: escolhemos florescer.”

Para ele, essa é a diferença fundamental. “Enquanto o Hamas investe na morte e na destruição, investimos na vida, no futuro e no desenvolvimento. Essa é a verdadeira vitória do povo de Israel, ontem, hoje e sempre.”

Dois anos depois do ataque que equivaleria a 140 mil vítimas no Brasil, considerando as proporções populacionais, Israel enfrenta o desafio de honrar seus mortos sem se deixar paralisar pelo ódio. “Devemos sim lembrar dos ataques e honrar cada vítima”, conclui Rozenszajn. “Mas sobretudo devemos mostrar que jamais conseguirão apagar nossa esperança e nossa vontade de viver.”

Enquanto o relógio avança para o ultimato de domingo, resta saber se o Hamas aceitará todos os termos propostos, inclusive sua desmilitarização, ou se optará por enfrentar as consequências prometidas pelo presidente americano.

Vagas com salário de até R$ 3 mil nesta terça nas agências do trabalhador

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Unidades oferecem 1.256 vagas no Distrito Federal para diferentes especialidades

As agências do trabalhador do Distrito Federal contam, nesta terça-feira (7), com 1.256 vagas para quem procura um emprego. As oportunidades contemplam candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência. Há também postos exclusivos para pessoas com deficiência.

O maior salário do período é oferecido para o cargo de designer de interiores, com remuneração de R$ 3 mil mais benefícios. A vaga é na região do Guará. Para concorrer, é necessário ter ensino superior completo e experiência comprovada na área. Já entre as vagas com maior oferta, a que mais se destaca é a de servente de obras, com 93 oportunidades no Recanto das Emas e no Guará.

Todos os postos contam com benefícios. Para participar, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 15 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma seja atraente ao candidato, o cadastro vale para chances futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).

 

Forças de segurança promovem simulado de emergência no Aeroporto de Brasília

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Treinamento visa testar tempo de resposta e integração entre órgãos em situação de crise aérea

Brasília, 6 de outubro de 2025 — A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), em parceria com diversos órgãos e instituições, realizará na próxima quarta-feira (8), a partir das 13h, um simulado de emergência aeronáutica no Aeroporto Internacional de Brasília. A atividade será conduzida pela Inframerica, administradora do terminal, e cumpre exigência da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), conforme o RBAC 153, seção 331, que determina a realização do treinamento a cada três anos em todos os aeroportos do país.

O exercício tem como objetivo avaliar e aprimorar a atuação integrada das equipes de segurança e saúde em situações de emergência, com foco em tempo de resposta, eficiência no resgate, atendimento às vítimas, bloqueios viários, policiamento e transporte de feridos.

Entre os participantes estão Anac, Anvisa, Base Aérea de Brasília, Corpo de Bombeiros Militar do DF, DER-DF, Detran-DF, GOL Linhas Aéreas, Grupo Med+, ICESP, IgesDF, Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Militar, Receita Federal, Samu, Secretaria de Segurança Pública e Universidade de Brasília (UnB).

De acordo com o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, o treinamento é essencial para garantir a eficiência das ações em cenários reais. “A realização de simulados como este é fundamental para que todas as instituições envolvidas estejam preparadas e integradas diante de emergências”, afirmou.

O Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) atuará com cerca de 40 militares, 10 viaturas especializadas e duas unidades multiemprego, em frentes como combate a incêndio, salvamento, atendimento pré-hospitalar e controle de acesso.

O Detran-DF informou que não haverá alterações significativas no trânsito, mas equipes estarão de prontidão para auxiliar o deslocamento de ambulâncias até o aeroporto e hospitais de referência — Hospital de Base, HMIB e Hran. Já o DER-DF ficará responsável pelo suporte logístico e pela fluidez do tráfego nas imediações.

A SSP orienta os passageiros com voos marcados durante o período da simulação a chegarem com antecedência ao terminal. A ação é controlada, sem risco à população, e integra o planejamento preventivo das forças de segurança, reforçando o compromisso do governo com a proteção e a eficiência dos serviços públicos.

Aluno da rede pública do DF leva paixão pela arte para o Reino Unido

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Hugo Teixeira Gaudino, de 17 anos, participa de intercâmbio promovido pela Secretaria de Educação do DF

Brasília, 6 de outubro de 2025 — Apaixonado por música e teatro musical, o brasiliense Hugo Teixeira Gaudino, de 17 anos, é um dos 102 estudantes selecionados para o programa de intercâmbio Pontes para o Mundo, promovido pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). Morador do Riacho Fundo e aluno do Centro de Ensino Médio Elefante Branco, na Asa Sul, o jovem vive atualmente em Royal Leamington Spa, no Reino Unido, onde mergulha em uma nova cultura enquanto mantém a rotina escolar.

O intercambista Hugo Teixeira encantou-se com o espaço do college Royal Leamington: “Eu não sabia que havia um setor de moda aqui” | Foto: Jotta Casttro/SEEDF

Hugo conta que sempre teve contato com a arte desde a infância, o que contribuiu para o aprendizado do idioma. “Sempre gostei de música e teatro. Acho que essa vivência artística me aproximou do inglês e facilitou o estudo”, comenta.

A música, inclusive, acompanha o estudante desde cedo. “Eu e minha mãe ouvíamos música celta, e isso me marcou muito. Acredito que minha ligação com o teatro musical foi essencial para conquistar essa vaga”, relembra. Entre seus musicais preferidos estão Os Miseráveis e Scarlett Pimpernel. “Sou bem eclético — ouço de Joelma a heavy metal, passando por pagode e pop”, brinca.

Em Royal Leamington Spa, Hugo tem observado o contraste cultural. “No Brasil, somos mais calorosos. Aqui, as pessoas são mais reservadas. Fui a um festival de comida e, mesmo com muita gente, todos falavam baixo. Ainda estou me adaptando, mas quero conhecer mais pessoas”, conta.

O estudante também se impressionou com as instalações da escola onde estuda. “Descobri que há um setor de moda e fiquei encantado com o trabalho dos alunos. Quero muito participar”, diz entusiasmado.

De acordo com David Nogueira, coordenador do Pontes para o Mundo, a experiência representa uma transformação na trajetória dos jovens. “Estamos em uma instituição com cinco campi que integra ensino profissional e superior. Os alunos têm acesso a laboratórios, oficinas e a uma estrutura exemplar. É uma vivência que amplia horizontes e fomenta o crescimento pessoal e acadêmico”, afirma.

Projeto “Na Sua Hora” leva serviços públicos ao Terraço Shopping nesta semana

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Atendimentos gratuitos ocorrerão nos dias 8 e 9 de outubro, das 16h às 22h

Brasília, 6 de outubro de 2025 — A população do Cruzeiro, Sudoeste e Octogonal contará, nesta semana, com mais uma oportunidade de acesso facilitado a serviços públicos. A 6ª edição do projeto Na Sua Hora, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), será realizada no estacionamento do Terraço Shopping, na quarta (8) e quinta-feira (9), sempre das 16h às 22h.

A iniciativa leva atendimentos a regiões administrativas que ainda não possuem unidades fixas do programa Na Hora, beneficiando principalmente quem não pode se deslocar durante o horário comercial. Desde o lançamento, no fim de julho, o projeto já passou por locais como o Deck Norte, o Águas Claras Shopping e o Boulevard Shopping, somando mais de 1,6 mil atendimentos em cinco edições.

Durante os dois dias de ação no Terraço Shopping, o público poderá emitir e atualizar documentos, regularizar pendências, negociar débitos e solicitar apoio jurídico e psicossocial. Os serviços são oferecidos em parceria com órgãos e instituições como BRB Mobilidade, Caesb, Defensoria Pública do DF, Neoenergia, Detran-DF, Procon, Receita Federal, entre outros.

Serviço:

Na Sua Hora — Terraço Shopping
📅 Data: 8 e 9 de outubro
🕓 Horário: 16h às 22h
📍 Local: Estacionamento externo do Terraço Shopping (SHC AOS Entrequadras 2/8 lote 5 – Octogonal)