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Agências do trabalhador do DF têm 1.698 vagas de emprego nesta quarta

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Interessados devem cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou ir a uma das agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana

As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 1.698 vagas de emprego disponíveis nesta quarta-feira (8). Há vagas para todos os níveis de escolaridade, com ou sem necessidade de experiência. Também há oportunidades para estágio, jovem aprendiz e pessoas com deficiência.

O melhor salário da lista é de R$ 3.500, oferecido para o cargo de mecânico de motor a diesel, na Zona Industrial do Guará. A vaga exige experiência comprovada e ensino fundamental completo.

Entre os destaques estão as oportunidades para atendente de lojas. São 60 vagas abertas na Asa Sul, 15 em Ceilândia Norte e 10 na Asa Norte. Outras funções com grande número de postos são atendente de lanchonete (54 vagas) e repositor de mercadorias (175 vagas).

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).

Sedet-DF prorroga inscrições do QualificaDF até 12 de outubro

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Programa oferece 12,5 mil vagas gratuitas em cursos de capacitação profissional em várias áreas

Brasília, 7 de outubro de 2025 — A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal (Sedet-DF) anunciou a prorrogação do prazo de inscrições para a nova etapa do QualificaDF. Agora, os interessados têm até 12 de outubro para se inscrever no programa, que oferece cursos gratuitos de qualificação profissional em diferentes regiões do DF.

A decisão foi tomada em razão da alta procura registrada desde a abertura das inscrições, reforçando o interesse da população em se preparar para o mercado de trabalho. Nesta edição, o programa disponibiliza 12.500 vagas e mais de 70 cursos em áreas como tecnologia e inovação, indústria, agronegócios e saúde.

Paulo Vitor Farias da Costa uniu as qualificações em contabilidade e maquiagem para entrar com sucesso no mercado de trabalho | Foto: Divulgação/Sedet-DF

Com aulas de 240 horas e início previsto para 16 de outubro, as formações serão realizadas nos polos de Ceilândia, Santa Maria, Paranoá e Plano Piloto (Asa Sul). O QualificaDF é uma das principais iniciativas do Governo do Distrito Federal voltadas à empregabilidade e à formação de novas competências.

Entre os participantes beneficiados por edições anteriores está Paulo Vitor Farias da Costa, de 28 anos, que concluiu os cursos de maquiagem e design de sobrancelhas e de auxiliar em contabilidade. Hoje, ele atua nas duas áreas e afirma que o programa foi decisivo para sua mudança de vida.
“Busquei o Qualifica por necessidade, mas também por acreditar que a qualificação é o primeiro passo para entrar no mercado”, relatou. “Os cursos abriram caminhos para um futuro promissor.”

O QualificaDF segue impactando milhares de pessoas no Distrito Federal, promovendo inclusão produtiva e oportunidades reais de crescimento profissional.

Lançada licitação para construção da 12ª Delegacia de Polícia Civil, em Taguatinga

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Obra terá prazo de execução de 18 meses e será custeada com recursos do Fundo Constitucional

Brasília, 7 de outubro de 2025 — A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) publicou, nesta terça-feira (7), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), o edital de licitação para a construção da 12ª Delegacia de Polícia, que será localizada em Taguatinga Centro. O investimento previsto é de R$ 17.882.169,39.

O processo, formalizado por meio da Concorrência Eletrônica nº 90.002/2025, está vinculado ao Processo nº 00052-00012776/2024-15 e adotará como critério de seleção o maior desconto. A execução da obra deverá ocorrer em até 18 meses, com contrato válido por 24 meses.

Financiado com recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal, o novo prédio busca oferecer uma estrutura moderna, funcional e acessível, melhorando o atendimento à população e as condições de trabalho dos servidores da corporação.

As propostas poderão ser enviadas até 23 de outubro, às 14h, por meio do Portal de Compras do Governo Federal, do Portal Nacional de Contratações Públicas ou pelo site da PCDF, onde também está disponível o edital completo com seus anexos.

Para esclarecimentos e informações adicionais, os interessados podem entrar em contato pelos telefones (61) 3207-4071 / 4046 ou pelo e-mail cpl@pcdf.df.gov.br.

SSP-DF e Sebrae lançam curso Mulher Segura para prevenir violência de gênero no DF

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Parceria oferece mil vagas online para capacitação de profissionais do setor de lazer e entretenimento

Brasília, 7 de outubro de 2025 — A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do DF (Sebrae-DF) firmaram um acordo de cooperação técnica para o desenvolvimento e execução do curso Mulher Segura, que tem como foco a capacitação de profissionais do setor de lazer e entretenimento no reconhecimento, prevenção e enfrentamento à violência de gênero.

Com 1.000 vagas disponíveis, o curso será oferecido gratuitamente na modalidade online e autoinstrucional, com 20 horas de duração, divididas em três módulos. As aulas serão realizadas por meio da plataforma Moodle, abordando temas como tipos de violência, legislação vigente, mecanismos de denúncia e estratégias de acolhimento às vítimas. O objetivo é preparar os participantes para atuarem como agentes de transformação social em seus locais de trabalho.

A iniciativa é baseada na Lei Distrital nº 7.241/2023, que institui o Protocolo por Todas Elas, e integra o Programa Segurança Integral (Decreto nº 45.165/2023). O projeto também está alinhado ao Programa Movimente DF (Decreto nº 46.500/2024), voltado ao empreendedorismo feminino e à promoção da igualdade de gênero no Distrito Federal.

Segundo o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, o objetivo é capacitar ao menos mil profissionais até 2026, promovendo ambientes mais seguros e acolhedores.

“A proposta é envolver o setor privado na construção de espaços mais seguros para mulheres, especialmente em locais de lazer e entretenimento”, destacou.

De acordo com a subsecretária de Prevenção à Criminalidade, Regilene Rozal, o curso representa uma importante ação de conscientização.

“O Mulher Segura é uma ação concreta de prevenção, que amplia a rede de proteção e estimula uma mudança cultural dentro das empresas”, afirmou.

Com essa parceria, SSP-DF e Sebrae-DF reforçam o compromisso com políticas públicas de prevenção à violência de gênero, valorização da cidadania e promoção da segurança integral em todo o Distrito Federal.

IgesDF abre credenciamento para empresas de planos de saúde

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Processo visa ampliar rede de atendimento e fortalecer benefícios oferecidos aos colaboradores

Brasília,  7 de outubro de 2025 – O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) mantém aberto o Edital de Credenciamento nº 011/2025, voltado a empresas administradoras de planos de saúde devidamente autorizadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O objetivo é oferecer aos colaboradores do Instituto planos coletivos de saúde, com ou sem coparticipação, garantindo atendimento médico-hospitalar de urgência e emergência, além de consultas, exames, clínicas especializadas e outros serviços.

Como participar

O credenciamento busca ampliar a rede de atendimento e reforçar a política de benefícios destinada aos profissionais do IgesDF. As empresas interessadas devem estar cadastradas na plataforma Apoio Cotações e enviar suas propostas até 21 de abril de 2026.

Cada administradora deverá disponibilizar, no mínimo, três operadoras diferentes:

  • uma de abrangência nacional;

  • uma regional;

  • e uma com planos ambulatoriais.

Também poderão ser incluídos planos odontológicos e outros produtos adicionais, desde que atendam às exigências do edital.

O processo segue o Regulamento Próprio de Compras e Contratações do IgesDF e está fundamentado nas Resoluções Normativas da ANS. A participação não implica obrigação de contratação por parte do Instituto.

Serviço

Credenciamento: Empresas administradoras de benefícios em saúde autorizadas pela ANS
Finalidade: Oferecer planos de assistência à saúde suplementar aos colaboradores do IgesDF
Processo SEI: nº 04016-00001645/2025-16
Prazo para propostas: 22/4/2025 a 21/4/2026
Plataforma: Apoio Cotações
Site oficial: igesdf.org.br
E-mail para esclarecimentos: compras.servicos@igesdf.org.br

Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).

Ibaneis sanciona nova lei dos táxis e moderniza serviço no Distrito Federal

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Norma atualiza regras, amplia uso de carros elétricos e simplifica exigências para permissionários

Brasília, 7 de outubro de 2025 — O governador Ibaneis Rocha sancionou, nesta terça-feira (7), o Projeto de Lei nº 1.414/2024, que modifica a Lei nº 5.323/2014 e redefine as normas para o serviço de táxi no Distrito Federal. O texto, elaborado a partir de proposta do Executivo e de emendas do deputado distrital Pepa, traz mudanças como a definição de critérios de idade e vistoria dos veículos, a classificação por categoria, a autorização para uso de sistemas digitais e a redução de exigências burocráticas para os profissionais.

Durante a solenidade, Ibaneis destacou o impacto econômico e ambiental da medida. “Com esta nova lei e a ampliação do programa de carros elétricos e híbridos plug-in, avançamos na modernização do serviço e na melhoria da renda dos taxistas. Um carro elétrico percorre 14 quilômetros com cerca de R$ 1, enquanto o combustível comum custa mais de R$ 6. Isso é mais dinheiro no bolso do trabalhador e mais qualidade para o usuário”, afirmou o governador.

A vice-governadora Celina Leão ressaltou que a atualização representa ganhos para toda a cadeia de transporte. “A medida reduz custos e simplifica processos, garantindo mais eficiência aos órgãos fiscalizadores e conforto aos passageiros. É uma vitória da categoria e da população”, disse.

Já o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, frisou que a nova lei atende a uma demanda antiga dos profissionais. “Agora, táxis elétricos estão autorizados, e os permissionários terão acesso a crédito e financiamento com taxas reduzidas pelo BRB. Também ampliamos o prazo de validade dos veículos e criamos bolsões exclusivos em grandes eventos. Esse é um reconhecimento à importância histórica da categoria”, declarou.

Principais mudanças

Zeno Gonçalves destaca que a medida aprimora a qualidade do serviço prestado pelos taxistas no DF

Os veículos de táxi deverão ter no máximo 10 anos de uso, quatro portas e ar-condicionado. Serão divididos em convencionais — com cores branca ou prata — e executivos, que devem ser pretos, com bancos em couro e entre-eixos mínimo de 2,6 metros. A vistoria será obrigatória apenas na inclusão do veículo, se ele tiver até quatro anos de fabricação, e anual para carros entre cinco e dez anos.

Os permissionários não poderão substituir seus veículos por modelos mais antigos, salvo em casos excepcionais. A comprovação de inscrição no INSS ou como MEI passa a ser suficiente, dispensando a apresentação de certidão negativa trabalhista.

A lei também permite o uso de aplicativos digitais de chamadas, desde que o valor das corridas siga o tarifário oficial da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), com base no taxímetro, por se tratar de um serviço público concedido.

Táxi Verde BRB

Sued Sílvio Souza ressalta que Ibaneis foi “o governador que mais ajudou a categoria de todos os tempos​​​​​”

O governador destacou ainda o programa Táxi Verde BRB, lançado em setembro, que oferece financiamento de até 80% do valor de veículos elétricos, limitado a R$ 200 mil, com prazo de até 96 meses e juros de 1,75% ao mês. A iniciativa deve beneficiar cerca de 3,4 mil taxistas, incentivando a eletrificação da frota.

O presidente do Sinpetaxi-DF, Sued Sílvio Souza, elogiou o apoio do governo. “O governador Ibaneis é o que mais fez pela categoria. Criou o ponto de apoio no aeroporto, atualizou as tarifas e lançou o programa de eletrificação da frota. Hoje, o taxista tem muito o que comemorar”, afirmou.

Apoio contínuo à categoria

Além da nova legislação, o GDF mantém ações de valorização dos taxistas, como o ponto de apoio no Aeroporto Internacional de Brasília, com área de descanso e alimentação; o reajuste das tarifas após quase uma década; o auxílio de R$ 600 durante a pandemia; e a prioridade nas campanhas de vacinação.

Com tarifa técnica, GDF garante passagens mais baratas no transporte público

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Modelo adotado pelo GDF subsidia parte do custo e evita aumento das tarifas até 2026

Brasília, 7 de outubro de 2025 — O Governo do Distrito Federal (GDF) mantém uma política que assegura a modicidade das tarifas do transporte público coletivo por meio da chamada tarifa técnica. O mecanismo permite que o governo assuma parte do custo das passagens, garantindo equilíbrio financeiro ao sistema e evitando repasses onerosos aos usuários.

A tarifa técnica representa o valor real da passagem, calculado a partir de despesas com combustível, salários dos rodoviários, manutenção e índices inflacionários. O cidadão paga apenas uma fração desse valor, enquanto o GDF cobre a diferença, repassando o montante às concessionárias conforme a quantidade de passageiros transportados.

A tarifa técnica corresponde ao valor real da passagem, considerando os custos do transporte, como combustível, índices inflacionários e salários dos rodoviários. O passageiro paga apenas uma parte desse valor, e o GDF arca com a diferença, que é repassada às empresas por meio do complemento tarifário | Foto: Divulgação/Semob

De acordo com o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, o instrumento funciona como uma forma de transferência de renda. “Se não houvesse o complemento do governo, a passagem custaria cerca de R$ 13. Hoje, o valor médio pago pelos passageiros é de R$ 3,94, um dos mais baixos do país”, destacou o secretário.

Graças à tarifa técnica, o valor das passagens está congelado desde 2020 e permanecerá sem reajuste até o fim de 2026. As tarifas atuais seguem fixas em R$ 2,70 para percursos curtos, R$ 3,80 para viagens entre regiões administrativas e R$ 5,50 para trajetos longos e o metrô.

O cálculo da tarifa técnica considera o custo total do sistema dividido pelo número de passageiros transportados. Quando há redução na demanda e os custos permanecem elevados, o valor sobe. Em contrapartida, se mais usuários utilizam o transporte e as despesas diminuem, a tarifa técnica cai, reduzindo o aporte necessário do governo.

O modelo, firmado em contratos entre 2012 e 2013, é reajustado anualmente com base na inflação — em setembro de cada ano — utilizando índices como o INPC e o IGP. Atualmente, os valores aplicados nas cinco bacias operacionais do DF são:

  • Bacia 1: R$ 8,5247

  • Bacia 2: R$ 7,9895

  • Bacia 3: R$ 9,4881

  • Bacia 4: R$ 10,7887

  • Bacia 5: R$ 10,2308

O GDF reforça que a política da tarifa técnica é essencial para manter o equilíbrio financeiro do transporte público, assegurar acessibilidade tarifária e preservar o poder de compra dos brasilienses que dependem do sistema diariamente.

QualificaDF Móvel oferece 1.266 vagas para cursos profissionalizantes

Inscrições seguem abertas até 19 de outubro e podem ser feita pelo site da Sedet-DF

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal (Sedet-DF) está com inscrições abertas para os cursos de qualificação profissional do projeto QualificaDF Móvel — 1ª Etapa, 4º Ciclo. São 1.266 vagas destinadas, com aulas ministradas em São Sebastião, Recanto das Emas, Riacho Fundo e Estrutural.

As inscrições podem ser feitas aqui até o dia 19 de outubro. Confira o edital do projeto.

 

Segurança cibernética é prioridade na era da inteligência artificial

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Por Alexandre Nakano, diretor de Segurança e Networking da Ingram Micro Brasil*

A ascensão da inteligência artificial tem sido um divisor de águas para o mundo corporativo. A IA já está presente em processos de decisão, modelos de negócios e até em interações cotidianas. Porém, ao mesmo tempo em que cria oportunidades, essa tecnologia também amplia os riscos de ataques cibernéticos. Junto aos ganhos de eficiência e competitividade, cresce também a sofisticação das ameaças digitais.

Os ataques cibernéticos hoje não são apenas mais frequentes, mas também mais inteligentes, velozes e difíceis de identificar. Já não lidamos com invasões simples, mas com golpes sofisticados, baseados em deepfakes, phishing avançado e ataques automatizados que usam dados com precisão para manipular sistemas. Infelizmente, a inteligência artificial ampliou de forma significativa o poder de ação dos criminosos digitais.

Somado a isso, o crescimento do ecossistema de dispositivos conectados amplia a superfície de ataque das empresas. A integração de sensores, câmeras, wearables e outros equipamentos IoT em redes corporativas aumenta a vulnerabilidade, principalmente quando esses dispositivos carecem de atualizações ou estão mal configurados. Cada brecha se torna uma porta aberta para invasões.

Nesse cenário, a segurança cibernética tornou-se questão de sobrevivência para as empresas. E o desafio vai além da tecnologia. A cibersegurança deixou de ser responsabilidade exclusiva das equipes de TI e passou a envolver toda a corporação. Exige uma cultura organizacional sólida, engajamento das equipes e liderança comprometida com a proteção da informação. Não basta investir em firewalls ou antivírus; é necessário adotar um modelo robusto de proteção, baseado em monitoramento constante, gestão de riscos e, sobretudo, uma postura voltada à segurança.

Dados recentes da Brasscom mostram que 79% das empresas brasileiras estão expostas a ataques digitais, apesar de reconhecerem a gravidade do problema. Há um descompasso claro entre consciência e ação. Essa lacuna precisa ser superada com investimentos consistentes em soluções de ponta e integração da inteligência artificial na própria defesa.

Esse panorama precisa mudar. A IA pode e deve ser uma aliada poderosa na detecção de anomalias em tempo real, na automatização de respostas e até na antecipação de ameaças antes que elas ocorram. No entanto, tecnologia sem capacitação humana perde impacto. Treinamentos regulares, simulações práticas e campanhas de conscientização são fundamentais para que os colaboradores estejam preparados para identificar riscos e agir de forma proativa. Afinal, a segurança não é responsabilidade apenas da TI, mas de todos na empresa.

Construir uma cultura de segurança sólida significa transformar cada profissional em um guardião da informação. Isso só acontece quando há educação contínua, responsabilidade compartilhada e liderança comprometida. Empresas que entendem isso conquistam não apenas proteção, mas também a confiança de clientes e parceiros. Não se trata apenas de proteger dados, mas de preservar a reputação, a fidelidade dos clientes e a continuidade dos negócios.

O futuro da cibersegurança será inevitavelmente desafiador. As ameaças impulsionadas por IA se tornarão cada vez mais sofisticadas e frequentes. Contudo, as mesmas tecnologias que ampliam os riscos também oferecem caminhos para defesa mais ágil, inteligente e eficaz. O Brasil já ocupa a 12ª posição no mercado global de segurança e projeta investimentos superiores a R$ 100 bilhões até 2028. É um movimento que mostra maturidade, mas que precisa avançar com rapidez.

A segurança cibernética não pode ser vista como custo, e sim como investimento indispensável. Proteger redes, sistemas e dispositivos é garantir a sustentabilidade dos negócios em um mundo cada vez mais digital. Na era da inteligência artificial, inovar com responsabilidade e compromisso com a cibersegurança é o verdadeiro diferencial competitivo.

* Alexandre Nakano é diretor de Segurança e Networking da Ingram Micro Brasil. Está à frente da diretoria de novos negócios para a área de Cybersec e Network na Ingram Micro Brasil, possui mais de 20 anos no mercado de tecnologia e esteve sempre em cargos de gestão e direção de vendas em grandes empresas do setor de TI. Tem, em seu currículo, passagem por empresas como Cisco Systems. Além da experiência profissional, traz na bagagem acadêmica dois MBAs executivos, o primeiro em gestão corporativa pela FGV, o segundo em finanças, pelo Insper, além da graduação em Engenharia Eletrônica.

Sedentarismo já atinge quase 2 bilhões de pessoas no mundo

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Falta de atividade física cresce em todo o mundo e pode atingir 35% da população nos próximos cinco anos, aumentando risco de derrame, infarto e até câncer

Por Adriana Nasser e Luciane Paz
O sedentarismo já é responsável por 5 milhões de mortes por ano no mundo e ameaça se tornar a próxima grande epidemia global. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,8 bilhão de pessoas vivem abaixo do mínimo recomendado de atividade física, número que deve crescer ainda mais até 2030, elevando os casos de infarto, derrame e até câncer.
A falta de atividade física está associada ao aumento de doenças cardíacas, obesidade, diabetes e até alguns tipos de câncer, como o de mama e o de cólon. Segundo estimativas internacionais, quase 500 milhões de pessoas podem desenvolver doenças graves relacionadas ao sedentarismo até o fim da década.
No Brasil, o cenário é ainda mais desafiador. Considerado o país mais sedentário da América Latina e o quinto no ranking mundial, cerca de 300 mil pessoas morrem por ano por doenças ligadas à inatividade física. De acordo com o IBGE, 47% dos brasileiros adultos são sedentários e, entre os jovens, o índice chega a 84%.
Para o cardiologista Alexandra Mesquita, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a situação exige atenção imediata. “O sedentarismo já pode ser considerado uma epidemia moderna. Ele eleva o risco de doenças cardiovasculares tanto quanto fatores clássicos como a hipertensão e a obesidade”, destaca.
Entre os fatores que contribuem para esse cenário, está o uso prolongado de telas, como celulares e computadores, além da rotina de trabalho cada vez mais ligada ao ambiente online. Isso não apenas aumenta o tempo sentado, mas também altera padrões de sono, eleva a pressão arterial e favorece o ganho de peso.
“A tecnologia trouxe inúmeros benefícios, mas também intensificou o sedentarismo. Precisamos contrabalançar isso com escolhas mais ativas no dia a dia”, reforça Alexandra Mesquita.
A OMS recomenda pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa por semana para reduzir os riscos. Mas, segundo os médicos, pequenas mudanças já fazem diferença.
“Não é preciso ser atleta para proteger o coração. Subir escadas, caminhar mais ao ar livre, pedalar, nadar, dançar e reduzir o tempo sentado já reduz o risco cardiovascular e ajuda a cuidar da saúde mental”, orienta a cardiologista.
Para a médica, os números mostram que estamos avançando devagar no combate ao sedentarismo, mas ainda há um longo caminho a percorrer. “Precisamos de campanhas que incentivem a população e a estimulem a adotar hábitos mais saudáveis”, afirma Alexandra.
Confira algumas dicas para combater o sedentarismo no dia a dia:
  • Suba escadas em vez de usar o elevador. Pequenas mudanças de hábito já contam como atividade física;
  • Faça pausas no trabalho. Levante a cada hora e caminhe por alguns minutos.
  • Reduza o tempo de tela para não passar horas seguidas diante do computador, celular ou TV.
  • Sempre que puder troque o carro por caminhada ou bicicleta em trajetos curtos.