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Detran-DF orienta quase 2 mil pessoas sobre segurança no trânsito

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Ações educativas alcançaram sete regiões administrativas entre sexta e domingo

Brasília, 19 de janeiro de 2026 – Entre sexta-feira (16) e domingo (18), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) orientou 1.990 pessoas em ações educativas voltadas à segurança viária. As atividades ocorreram em Ceilândia, Vicente Pires, Taguatinga Sul, Lago Norte, Lago Sul, Paranoá e na Cidade Estrutural, com foco em temas como travessia segura de vias, circulação de bicicletas, conservação de pneus e os riscos de dirigir após o consumo de bebida alcoólica.

Em Ceilândia, na sexta e no sábado, o Detran-DF participou da 66ª edição do programa GDF Mais Perto do Cidadão, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). A iniciativa contou com intervenções artísticas dos MCs do Trânsito, mímicos, apresentações teatrais, palestras, distribuição de material educativo e abordagens diretas ao público. Ao todo, cerca de 450 pessoas receberam orientações sobre circulação em via pública, comportamento adequado dentro dos veículos e uso seguro de bicicletas.

Já o projeto Rolê Consciente levou palestras educativas e material informativo a bares do Paranoá, na sexta-feira, e de Taguatinga Sul, no sábado. A ação alertou os frequentadores sobre os perigos da associação entre álcool e direção, alcançando 400 pessoas no Paranoá e outras 500 em Taguatinga Sul.

No Lago Sul, por meio do projeto Férias em Trânsito, aproximadamente 50 condutores foram abordados nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília. As orientações destacaram cuidados essenciais durante o período de férias, como o transporte seguro de crianças e bagagens, além da revisão dos itens de segurança dos veículos antes de viagens em família.

O projeto Bike em Dia também integrou a programação do fim de semana, atendendo 60 ciclistas na Cidade Estrutural, na sexta-feira, e 180 no Paranoá, no sábado. Durante as abordagens, os participantes receberam material educativo com informações sobre manutenção básica das bicicletas e regras de convivência no trânsito.

No domingo, o projeto Detran nos Parques promoveu palestras sobre segurança viária para pedestres, ciclistas e condutores no Lago Norte, com a participação de cerca de 200 moradores. Em Vicente Pires, outras 150 pessoas foram atendidas pelo projeto Pneu Seguro, que reforçou a importância da manutenção adequada dos pneus para a segurança veicular.

Fiscalização autua 46 condutores alcoolizados no fim de semana

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Ações com apoio da PMDF realizaram quase 400 testes de etilômetro

Brasília, 19 de janeiro de 2026 – Entre sexta-feira (16) e domingo (18), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), com o apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), promoveu ações de fiscalização em Águas Claras, Ceilândia, Gama e Recanto das Emas. Durante as operações, foram aplicados 395 testes de etilômetro e registradas 162 infrações de trânsito.

No balanço das abordagens, 46 motoristas foram autuados por dirigir sob a influência de álcool. Outras irregularidades incluíram 35 autuações por escapamento irregular, 25 por condução de veículo sem habilitação e 56 registros relacionados a diferentes tipos de infrações.

Segundo a Diretoria de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran-DF, a ação realizada na tarde de domingo (18), no estacionamento do Estádio Abadião, em Ceilândia, concentrou o maior número de flagrantes de condutores inabilitados no período, com oito ocorrências.

A operação teve como foco coibir o uso indevido de área pública por motociclistas que utilizam o espaço para a realização de manobras perigosas. No local, as equipes fiscalizaram 120 veículos e lavraram 26 autos de infração, incluindo um por exibição de manobra perigosa. Durante a ação, os agentes também recolheram uma motocicleta com restrição de roubo e furto.

Cirurgia plástica no verão: o que pode e o que deve ser evitado

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Com a temporada de verão, cresce o interesse por procedimentos estéticos e cirurgias plásticas, impulsionado pelo desejo de melhorar a aparência para a temporada de calor, férias e maior exposição do corpo. No entanto, o período exige atenção redobrada. Altas temperaturas, maior incidência solar e mudanças na rotina podem impactar diretamente a recuperação do paciente.

Segundo o Dr. Hugo Sabath, cirurgião plástico e pioneiro em técnicas avançadas de rejuvenescimento facial da Clínica Libria, o verão não é uma contraindicação absoluta, mas exige planejamento, orientação médica rigorosa e comprometimento do paciente com os cuidados pós-operatórios.

“A cirurgia plástica pode ser realizada em qualquer época do ano, desde que o paciente esteja bem orientado. O problema não é o verão em si, mas o descuido com o pós-operatório, principalmente em relação à exposição solar, hidratação, repouso e uso correto das medicações”, explica o especialista.

Mitos e verdades sobre cirurgia plástica no verão

Um dos principais mitos é a ideia de que cirurgias plásticas não podem ser feitas no verão. De acordo com o Dr. Hugo Sabath, isso não é verdade.

“O que muda no verão são os cuidados. O calor pode aumentar o risco de inchaço, desconforto e até infecções se o paciente não seguir corretamente as orientações médicas. Mas, com acompanhamento adequado, os resultados são tão seguros quanto em qualquer outra estação.”

Outro mito comum é que o suor pode “abrir pontos”. O cirurgião esclarece que o suor, isoladamente, não compromete a cirurgia, mas pode aumentar o risco de infecção se houver falta de higiene ou exposição excessiva.

Procedimentos mais indicados para o verão

Alguns procedimentos são considerados mais favoráveis durante o verão, especialmente os menos invasivos ou aqueles que não exigem longos períodos de afastamento das atividades cotidianas. Entre eles:

– Procedimentos faciais, como deep plane, blefaroplastia e lifting cervical

– Cirurgias minimamente invasivas

– Tratamentos não cirúrgicos de rejuvenescimento

– Pequenas correções corporais, desde que o paciente consiga respeitar o repouso

> “Cirurgias faciais, por exemplo, costumam ter uma recuperação mais tranquila no verão, desde que o paciente evite sol direto e siga corretamente o uso de protetor solar e acessórios de proteção”, destaca o Dr. Hugo.

O que deve ser evitado no verão

Procedimentos extensos, que exigem maior tempo de recuperação, exposição ao sol ou uso prolongado de cintas e curativos, podem exigir cautela adicional. Cirurgias corporais de grande porte, como abdominoplastia associada a lipoaspiração, demandam planejamento ainda mais rigoroso.

> “O calor pode intensificar o inchaço e causar maior desconforto em cirurgias corporais maiores. Nesses casos, avaliamos individualmente o perfil do paciente, sua rotina e a capacidade de seguir corretamente o pós-operatório”, explica.

Riscos do calor e da exposição solar

A exposição solar inadequada no pós-operatório é um dos maiores riscos no verão. O sol pode provocar manchas definitivas, comprometer cicatrizes e atrasar a recuperação.

“A radiação solar pode causar hiperpigmentação nas cicatrizes, tornando-as mais evidentes e difíceis de tratar posteriormente. Por isso, evitar o sol não é uma recomendação estética, é uma necessidade médica”, alerta o cirurgião.

Além disso, a desidratação comum no verão pode interferir no processo de cicatrização.

Cuidados essenciais no pós-operatório

Entre os principais cuidados recomendados pelo Dr. Hugo Sabath estão:

– Evitar exposição solar direta, especialmente nas primeiras semanas

– Uso rigoroso de protetor solar, chapéus e óculos escuros

– Manter hidratação adequada

– Respeitar o repouso indicado

– Evitar atividades físicas intensas

– Seguir corretamente todas as orientações médicas

> “O sucesso da cirurgia plástica não depende apenas do ato cirúrgico, mas do comportamento do paciente no pós-operatório. O comprometimento é fundamental para um bom resultado”, reforça.

A importância de escolher um profissional altamente qualificado

O especialista faz um alerta importante: cirurgias plásticas, independentemente da época do ano, devem ser realizadas apenas por profissionais devidamente habilitados, com formação em cirurgia plástica e experiência comprovada.

> “Estamos falando de procedimentos que exigem conhecimento anatômico profundo, precisão técnica e estrutura adequada. Escolher um profissional não qualificado pode colocar a saúde e até a vida do paciente em risco”, enfatiza o Dr. Hugo Sabath.

Ele recomenda que o paciente sempre verifique se o médico é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), além de buscar referências, conhecer a clínica e esclarecer todas as dúvidas antes da decisão.

Conclusão

A cirurgia plástica no verão é possível, segura e eficaz quando realizada com planejamento, responsabilidade e acompanhamento especializado. O mais importante é entender que o sucesso do procedimento vai além da técnica cirúrgica: envolve cuidados rigorosos, disciplina no pós-operatório e, sobretudo, a escolha de um cirurgião plástico experiente e qualificado.

> “A cirurgia plástica deve ser encarada como um investimento em saúde, bem-estar e autoestima. Quando feita com consciência, informação e profissionalismo, os resultados são duradouros e seguros, independentemente da estação do ano”, conclui o Dr. Hugo Sabath, cirurgião plástico da Clínica Libria.

Reforma tributária deve pressionar orçamento de condomínios em 2026

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A mudança no modelo de tributação dos serviços tende a encarecer atividades essenciais como portaria, limpeza, segurança e manutenção predial, despesas que representam a maior fatia do custo condominial

A entrada em vigor da reforma tributária a partir de 2026 deve provocar um novo ciclo de aumento nos custos dos condomínios brasileiros, com impactos diretos no orçamento das famílias e na dinâmica urbana das cidades. A mudança no modelo de tributação dos serviços, que passam a ser afetados pelo IBS e pela CBS, tende a encarecer atividades essenciais como portaria, limpeza, segurança e manutenção predial, despesas que representam a maior fatia do custo condominial.

O impacto ocorre em um momento sensível para o setor. De acordo com o Censo Condominial 2026, o Brasil possui cerca de 327.248 condomínios ativos, considerando exclusivamente empreendimentos com CNPJ ativo e CNAE específico para atividade condominial, critério que evita duplicidades. Esses condomínios abrigam milhões de moradores e sustentam uma ampla cadeia de serviços urbanos.

A distribuição regional evidencia a concentração nas áreas mais urbanizadas do país. O Sudeste responde por 178.483 condomínios (55%), seguido pelo Sul, com 84.303 (26%), e pelo Nordeste, que soma 40.774 condomínios (13%). O Centro-Oeste reúne 17.582 unidades (5%), enquanto o Norte concentra 3.803 condomínios (1%).

Além do volume expressivo de empreendimentos, o setor enfrenta um agravamento consistente da inadimplência. A taxa média nacional de atraso superior a 30 dias foi de 9,72% no primeiro semestre de 2022, caiu para 8,65% no segundo semestre, mas voltou a subir em 2023, alcançando 9,14% no primeiro semestre e 9,92% no segundo. Em 2024, o índice permaneceu elevado, com 9,99% no primeiro semestre e 9,33% no segundo.

O cenário se agravou no primeiro semestre de 2025, quando a inadimplência atingiu 11,95%, o maior patamar de toda a série histórica analisada pelo Censo 2025.

Esse movimento acompanha o avanço do endividamento das famílias brasileiras e compromete diretamente o caixa dos condomínios, dificultando a manutenção predial, a realização de investimentos e a continuidade de serviços essenciais. Com custos já pressionados, a chegada de novos encargos tributários tende a reduzir ainda mais a margem de manobra das administrações.

Segundo Luciana Lima, CEO da Gestart Condomínios, a combinação entre inadimplência elevada e aumento de custos exige atenção imediata. “Os condomínios funcionam como pequenas cidades. Quando os serviços ficam mais caros, o impacto é direto e inevitável no caixa. Com a inadimplência já elevada, muitos empreendimentos terão dificuldade para absorver novos reajustes sem repassar aos moradores”, afirma.

Planejamento será decisivo em 2026

Especialistas apontam que 2026 será um ano decisivo para a gestão condominial. Entre as principais estratégias estão a revisão antecipada de contratos, o fortalecimento dos fundos de reserva, a renegociação com fornecedores e o uso de tecnologia para maior controle financeiro e redução de desperdícios.

“A reforma tributária não pode ser tratada como um problema distante. Ela precisa entrar no planejamento orçamentário dos condomínios desde já, para evitar aumentos abruptos e conflitos com moradores no próximo ano”, conclui Luciana Lima.

Fórum de Governadores comemora vetos que fortalecem equilíbrio federativo

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Maioria dos pleitos apresentados pelos estados foram acolhidos para preservar a autonomia, segurança jurídica e estabilidade da arrecadação

O Fórum Nacional de Governadores comemorou os vetos de trechos do Projeto de Lei Complementar nº 108/2024 que poderiam comprometer a autonomia dos entes federativos e a segurança do novo sistema tributário brasileiro. A medida, sancionada na terça-feira (13), representa um avanço importante na regulamentação da Reforma Tributária e reforça o equilíbrio federativo previsto na Constituição.

Coordenado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, o fórum atuou de forma conjunta para defender ajustes no texto aprovado pelo Congresso Nacional, com o objetivo de assegurar previsibilidade fiscal, governança adequada do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e respeito às competências de estados e municípios.

Ao todo, três dos quatro pontos defendidos pelos governadores foram acolhidos por meio de vetos e publicados no Diário Oficial da União (DOU). “Os vetos demonstram sensibilidade institucional e compromisso com a construção de um sistema tributário mais eficiente, justo e juridicamente seguro”, defende o governador Ibaneis Rocha.

Proteção ao sigilo fiscal

Um dos vetos atendeu à preocupação dos chefes do Executivo com a preservação da autoridade fiscal e do sigilo tributário. O dispositivo vetado mantinha atribuições previstas em legislações locais antigas, o que poderia permitir o exercício de funções típicas da administração tributária sem concurso público específico.

Na avaliação do fórum, a decisão presidencial evita riscos institucionais, protege informações fiscais sensíveis e assegura maior uniformidade na governança do IBS, em consonância com os princípios constitucionais.

Segurança jurídica e responsabilidade fiscal

Outro veto comemorado pelo fórum refere-se à ampliação de benefícios tributários originalmente destinados à Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O texto aprovado pelo Congresso estendia o regime especial a outras atividades esportivas, o que poderia gerar conflitos com a Constituição e impactos fiscais não previstos.

Com o veto, o governo federal preserva a coerência do sistema tributário e evita distorções que poderiam comprometer a responsabilidade fiscal e o desenho da Reforma Tributária.

“Os vetos demonstram sensibilidade institucional e compromisso com a construção de um sistema tributário mais eficiente, justo e juridicamente seguro”

Governador Ibaneis Rocha

Autonomia municipal preservada

O Fórum Nacional de Governadores também destacou como positiva a decisão de barrar o dispositivo que alterava o momento de cobrança do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). A proposta tornava opcional a antecipação do pagamento no momento da escritura, o que poderia afetar a arrecadação e a previsibilidade financeira dos municípios.

Segundo os governadores, a manutenção das regras atuais garante segurança jurídica, estabilidade nas receitas municipais e respeito à autonomia dos entes locais.

Atuação conjunta

Em carta enviada ao presidente da República, o Fórum Nacional de Governadores reforçou que a atuação articulada dos estados tem como foco o fortalecimento do pacto federativo e a sustentabilidade fiscal do país.

Para os governadores, a decisão presidencial contribui para uma implementação mais equilibrada da Reforma Tributária, alinhada às necessidades do Brasil e aos princípios constitucionais.

Sobre o Fórum Nacional de Governadores

O Fórum é um espaço de diálogo permanente entre os chefes do Executivo estaduais e do Distrito Federal, com o objetivo de articular soluções para desafios comuns aos entes federativos. Desde sua criação, o grupo já debateu temas como equilíbrio fiscal, pacto federativo, segurança pública, educação, vacinação, saneamento básico e políticas ambientais.

Além dos governadores, as reuniões contam, em diversas oportunidades, com especialistas e representantes dos três poderes da República. Os temas a serem debatidos são definidos previamente em consenso, e os relatores são escolhidos entre os governadores conforme afinidade com o assunto.

Curso de revisão para prova teórica da CNH está com inscrições abertas

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Aulas são gratuitas e destinadas a todos os candidatos ao processo de habilitação

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) ampliou o público-alvo do curso de revisão para obtenção da CNH, permitindo a inscrição a todos os candidatos que estão em processo de habilitação e vão fazer a prova teórica, pela primeira vez ou não. A próxima turma já está com inscrições abertas, com aulas no sábado (24) e domingo (25), das 8h às 17h50, na Escola Pública de Trânsito (EPT), situada na 713/913 Sul.

O curso é gratuito, com 20 vagas por turma. As inscrições devem ser feitas até sexta-feira (23) ou enquanto houver vagas, presencialmente na EPT, por meio de agendamento. Durante as aulas, os participantes farão a revisão dos conteúdos referentes às regras de trânsito, legislação, direção defensiva, primeiros socorros e noções de funcionamento do veículo.

Para agendar o atendimento, basta acessar o aplicativo Detran-DF Digital ou o Portal de Serviços do Detran-DF.  É preciso levar a Carteira de Identidade no dia e horário agendados para fazer a inscrição.

ARTIGO | O silêncio como método

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Por Wilson Pedroso*

Cerca de 2.000 pessoas morreram no Irã desde o início dos protestos contra o regime. A resposta do governo foi desligar completamente a internet, endurecer a repressão nas ruas e empurrar a violência para longe dos olhos do mundo. Nada disso é exatamente surpreendente. O que realmente importa não está acontecendo dentro do Irã, mas fora dele: a forma como a comunidade internacional escolhe reagir ou fingir que não vê essa brutalidade.

A comparação com outras crises recentes é inevitável. Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, a reação do Ocidente foi imediata e coordenada. Sanções pesadas, dezenas de bilhões em ajuda militar, cobertura midiática permanente e discursos inflamados sobre democracia e soberania. No caso iraniano, mesmo com milhares de mortos, o que se vê são comunicados diplomáticos genéricos, nenhuma sanção nova relevante e um silêncio constrangedor da grande imprensa internacional. A pergunta não é se há diferença. É por que ela existe.

Essa diferença não tem relação com o número de vítimas nem com a gravidade das violações. É cálculo geopolítico puro. O Irã controla reservas de petróleo importantes para uma economia global ainda dependente de energia fóssil e ocupa uma posição central no equilíbrio nuclear do Oriente Médio. Pressionar Teerã significa mexer em preços de energia, riscos regionais e cadeias de abastecimento. E poucos governos estão dispostos a pagar esse preço agora.

A contradição aparece de forma explícita na prática diplomática. A Europa divulga notas condenando a repressão aos protestos iranianos, mas continua sentada nas mesmas salas negociando a retomada do acordo nuclear. Os Estados Unidos fazem discursos públicos sobre direitos humanos, enquanto nos bastidores calculam como evitar que o Irã se aproxime ainda mais da China e da Rússia. A mensagem é objetiva: direitos humanos importam, mas não tanto quanto interesses estratégicos.

Esse padrão seletivo não é exclusivo do Irã. A Arábia Saudita conduz há anos uma guerra devastadora no Iêmen e assassinou um jornalista dentro de seu consulado, sem sofrer isolamento real. A China mantém campos de reeducação em Xinjiang e esmagou Hong Kong politicamente, recebendo apenas sanções simbólicas enquanto o comércio global segue normalmente.

A intensidade da reação internacional segue uma lógica previsível baseada em três fatores. Primeiro, a importância econômica do país: ele controla recursos essenciais? Segundo, seu alinhamento geopolítico: é aliado, adversário ou ambíguo? Terceiro, a existência de alternativas: ele pode ser facilmente substituído? Quando as respostas favorecem o país, a repressão é tolerada. Quando não favorecem, vira escândalo global.

O Brasil de Lula ilustra bem essa seletividade. Na guerra da Ucrânia, o governo falou em “clube da paz” e relativizou responsabilidades, chegando a equiparar Zelensky a Putin. Em Gaza, Lula classificou a ação israelense como genocídio. Já no caso do Irã, onde o regime mata seus próprios cidadãos, o silêncio é absoluto. A diferença é simples: o Irã é parceiro nos BRICS.

Essa seletividade não é acidente. É estratégia. Criticar Israel rende pontos com a base política e com o chamado Sul Global. Relativizar a Ucrânia agrada Rússia e China, parceiros comerciais essenciais. Criticar o Irã, porém, colocaria em risco a arquitetura dos BRICS e a ambição brasileira de liderar um bloco alternativo ao Ocidente. Direitos humanos entram, assim, como moeda de troca na construção dessa nova ordem multipolar.

O regime iraniano entende perfeitamente essa dinâmica. Por isso calibra sua repressão com precisão. Violenta o suficiente para controlar as ruas e desencorajar novos protestos, mas calculada para não ultrapassar o limite que forçaria uma reação internacional concreta. Eles sabem exatamente onde está a linha — porque o mundo já mostrou.

Para os manifestantes iranianos, a mensagem é cruel: vocês estão sozinhos. Haverá hashtags, notas de solidariedade e monumentos iluminados. Não haverá custo político real para quem reprime. A cavalaria não existe quando você protesta no país errado.

O problema não é a hipocrisia individual de líderes. É estrutural. Direitos humanos deixaram de ser princípios inegociáveis e passaram a ser fichas em negociações maiores. O caso do Irã não é uma exceção ao sistema internacional. É o sistema funcionando exatamente como foi desenhado.

Da próxima vez que surgir indignação seletiva no noticiário, vale fazer três perguntas simples: que negociação maior está acontecendo nos bastidores? Que recurso estratégico está em jogo? Quem precisa mais de quem nessa relação? As respostas quase sempre explicam o silêncio.

*Wilson Pedroso é analista político e consultor eleitoral com MBA nas áreas de Gestão e Marketing

Servidor do Tribunal de Contas do DF lança livro no Clube do Choro

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O evento será nesta segunda-feira (19), às 19h, no Clube do Choro de Brasília

O compositor, poeta e servidor aposentado do Tribunal de Contas do Distrito Federal Caio Tibúrcio convida para o lançamento da sua primeira obra literária “(Re)verso da Memória”, que reúne poemas e letras de músicas interpretadas por grandes artistas da cena brasiliense.

O evento será nesta segunda-feira, 19 de janeiro, às 19h, no Clube do Choro de Brasília e contará com participação de músicos e familiares do autor.

Em meio à luta contra o Alzheimer, Caio contou com a ajuda dos filhos Caísa, Milena e Lucas Tibúrcio para dar vida ao projeto, que inclui versos gravados por artistas como Rogério Midlej e a dupla Zé Mulato e Cassiano.

Agências do trabalhador têm vagas com salários de mais de R$ 5 mil

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Semana começa com 495 oportunidades para quem procura um emprego; há postos para pessoas de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência

As agências do trabalhador do Distrito Federal abrem a semana, nesta segunda-feira (19), com 495 vagas para quem procura um emprego. As oportunidades contemplam candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência. Os salários chegam a R$ 5.407.

O posto com remuneração mais alta é o de açougueiro, sem local de trabalho fixo. Este também é um dos cargos com mais vagas abertas: 20, ao todo. É preciso ter ensino fundamental completo e experiência prévia na função.

Há ainda outros oito cargos que oferecem 20 oportunidades. Um dos destaques, além do de açougueiro, é o de fiscal de prevenção de perdas, também sem local de trabalho fixo. Os candidatos precisam ter ensino médio completo e experiência na função. O salário é de R$ 2.056,64.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).

Confira as vagas de emprego. 

Pesquisa do DF valida fita de cobre contra contaminação hospitalar

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Estudo apoiado pela FAPDF comprova eficácia da tecnologia em ambiente clínico real

Brasília, 18 de janeiro de 2026 – Um estudo financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) conquistou projeção internacional ao comprovar, em condições clínicas reais, a eficiência de uma fita antimicrobiana à base de cobre no controle da contaminação de superfícies hospitalares. Os resultados foram divulgados em dezembro de 2025 na revista científica internacional Antibiotics, referência mundial nas áreas de controle de infecções e resistência microbiana.

A pesquisa, intitulada Atividade antimicrobiana e caracterização de uma fita polimérica complexada com cobre validada para aplicações em desinfecção de superfícies, é liderada pela biomédica Andreanne Vasconcelos, doutora em Ciências Médicas pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora da University of Lincoln, no Reino Unido. Ela também é CEO da People&Science Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, empresa sediada na UnB, e possui trajetória acadêmica voltada à prospecção de substâncias bioativas e ao desenvolvimento de tecnologias aplicadas à saúde, especialmente no enfrentamento de doenças infecciosas e inflamatórias. Em 2025, Andreanne foi vencedora do Prêmio FAPDF na categoria Startup Inovadora — Não Acelerada.

Andreanne Vasconcelos é biomédica, doutora em Ciências Médicas pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora da University of Lincoln, no Reino Unido | Fotos: Divulgação/FAPDF

O apoio da FAPDF foi decisivo para a validação da tecnologia tanto em laboratório quanto em ambiente hospitalar real, por meio do edital Demanda Espontânea, assegurando rigor metodológico e infraestrutura adequada. O fomento também possibilitou a ampliação da cooperação internacional e a formação de recursos humanos, incluindo a realização de visita técnica da pesquisadora à University of Lincoln, viabilizada pelo edital FAPDF Participa.

Durante o estudo, a fita antimicrobiana foi aplicada em superfícies de alto contato, como torneiras, corrimãos, maçanetas e braços de cadeiras. Ao longo de 19 semanas de uso em um hospital universitário brasileiro, foi observada uma redução expressiva e contínua da carga microbiana. A iniciativa envolveu instituições do Brasil e do Reino Unido, reforçando a inserção da produção científica do Distrito Federal no cenário internacional.

Segundo Andreanne Vasconcelos, o apoio institucional foi determinante não apenas para a execução do projeto, mas também para o fortalecimento de sua carreira acadêmica. “Esse fomento ampliou minha formação, fortaleceu parcerias internacionais e reforçou meu compromisso em produzir ciência de impacto no Brasil”, afirma.

Com os resultados alcançados, a pesquisa avança para novas etapas, que incluem a ampliação dos testes em ambientes de grande circulação, como transporte público e instituições de ensino, além da busca pelo registro da tecnologia junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A equipe também pretende dialogar com o poder público para, futuramente, viabilizar a incorporação da solução ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Para o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, o reconhecimento internacional do estudo evidencia a importância do investimento público em ciência. Segundo ele, a iniciativa demonstra a capacidade dos pesquisadores do Distrito Federal de atuar em redes globais, produzir conhecimento de alto nível e transformar pesquisa científica em soluções práticas, especialmente na área da saúde pública.

Apesar do aspecto simples, a fita antimicrobiana representa uma tecnologia avançada. Trata-se de um revestimento adesivo flexível no qual o cobre, conhecido por sua ação antimicrobiana natural, é incorporado a uma matriz polimérica. Essa estrutura permite a aplicação direta em superfícies já existentes, sem necessidade de intervenções estruturais.

Etapa de caracterização físico-química da fita antimicrobiana em laboratório internacional

De acordo com a coordenadora do estudo, o principal diferencial da solução está em sua ação contínua e passiva. Ao contrário dos métodos tradicionais, que dependem de limpezas frequentes e do uso constante de produtos químicos, a fita atua de forma permanente, eliminando microrganismos sempre que ocorre o contato com a superfície.

A validação em ambiente hospitalar brasileiro foi um dos pontos centrais da pesquisa, pois possibilitou avaliar o desempenho da tecnologia diante de variáveis como umidade, grande circulação de pessoas e recontaminação frequente. Os resultados indicaram eliminação quase total de bactérias de relevância para a saúde pública em testes controlados e redução sustentada da carga microbiana em condições clínicas reais.

O estudo integra uma rede internacional de colaboração científica, envolvendo instituições do Brasil, da Europa e pesquisadores de diferentes áreas. A parceria com a University of Lincoln e com o The Bridge ampliou o acesso a metodologias avançadas e equipamentos especializados, além de fortalecer o intercâmbio acadêmico entre Brasil e Reino Unido. A pesquisa também avaliou, em território brasileiro, uma tecnologia originalmente desenvolvida na França, conferindo caráter global ao trabalho ao testar sua eficácia em diferentes contextos geográficos e climáticos.