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ARTIGO: A morte do Processo Legislativo Orçamentário

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Por Marcos Vinícius Rocha

A peça orçamentária da União sempre foi considerada um dos pilares da democracia brasileira. Prevista na Constituição, a Lei Orçamentária Anual (LOA) deveria ser o resultado de um processo público, transparente e organizado, no qual Executivo, Legislativo e sociedade civil dialogam sobre prioridades, receitas e despesas da nação. No entanto, basta observar o cronograma da LOA 2026 para constatar que aquilo que antes era um ritual republicano está se transformando em mera formalidade esvaziada.

O processo orçamentário, que deveria começar com o envio e aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) ainda no primeiro semestre, hoje se inicia com a LDO muitas vezes sequer votada. A apresentação de emendas ao orçamento ocorre sem que haja diretrizes consolidadas e, pior, com espaço praticamente nulo para a participação social. Em 2025, por exemplo, a LOA só foi sancionada em abril — quatro meses após o prazo constitucional, que estabelece 22 de dezembro como data-limite para a sanção presidencial.

Essa deterioração não é pontual: é um padrão consolidado nos últimos anos. A Constituição e a legislação infraconstitucional preveem uma cadência lógica. O Executivo envia a LDO até 15 de abril, o Congresso deve aprová-la até 17 de julho, e o Projeto de Lei Orçamentária Anual deve ser enviado até 31 de agosto. A tramitação, então, deveria se dar de setembro a dezembro, com debate público, audiências, apresentação e análise de emendas parlamentares, votação e sanção antes do fim do exercício. É um encadeamento coerente: primeiro a diretriz, depois o orçamento.

Na prática, esse rito vem sendo sistematicamente descumprido. A LDO, em vez de anteceder a LOA, tem sido aprovada no final do ano ou até junto com o orçamento. As audiências públicas, que deveriam ser espaços privilegiados de participação social, foram reduzidas a um único dia, como mostra o calendário da LOA 2026. O prazo de apresentação de emendas é comprimido, e a discussão ocorre em cima de um orçamento já engessado por negociações políticas prévias. O resultado é um processo cada vez mais concentrado e menos transparente.

O caso da LOA 2025 ilustra de forma clara essa ruptura institucional. O projeto foi enviado em agosto de 2024, como previsto. No entanto, o debate legislativo se arrastou por meses, a votação só ocorreu em março de 2025 e a sanção presidencial veio em abril. Durante todo esse período, a administração pública funcionou com autorizações provisórias e crédito limitado. Esse atraso tem impactos concretos: compromete a execução de políticas públicas, atrasa reajustes e contratações, paralisa investimentos e cria incerteza fiscal.

As razões para esse esvaziamento são múltiplas. Há, em primeiro lugar, um componente político: a compressão de prazos e a tramitação tardia favorecem acordos de última hora, muitas vezes pautados por interesses paroquiais ou eleitorais. A concentração de poder orçamentário nas mãos de poucos atores — sobretudo por meio de instrumentos pouco transparentes, como as antigas emendas de relator — também contribui para enfraquecer o processo democrático. Além disso, a repetição desses atrasos cria uma cultura institucional de complacência: como “sempre foi assim” , não há pressão efetiva para mudar.O impacto não é apenas técnico, mas também simbólico. Quando o orçamento deixa de ser debatido de forma pública e previsível, ele perde seu caráter de instrumento de planejamento coletivo e se transforma em uma moeda de troca política. A sociedade, que deveria participar por meio de audiências, consultas e acompanhamento das prioridades públicas, é relegada a espectadora de um jogo fechado. O orçamento passa a ser definido por poucos, longe dos olhos da população.

Se o orçamento público é o coração da política pública, o colapso do processo legislativo orçamentário é, em última instância, um enfraquecimento da própria democracia. Um país que não discute seu orçamento discute muito pouco sobre seu futuro. Recuperar o rito legal não é apenas uma questão de cumprir calendário: é garantir que os recursos públicos sejam planejados e executados de maneira legítima, transparente e previsível.

Reverter essa tendência exige mais do que discursos. Requer pressão social, compromisso institucional e mecanismos automáticos de responsabilização para quem descumpre os prazos legais. Exige também fortalecer os espaços de participação social e retomar a centralidade da LDO como etapa estratégica do processo. Não há democracia fiscal sem calendário fiscal — e o que estamos vendo, ano após ano, é o desmonte silencioso desse pacto.

O orçamento não pode ser apenas um ato formal sancionado às vésperas do recesso legislativo ou, como em 2025, meses depois do início do exercício financeiro. Ele precisa voltar a ser o que foi pensado para ser: uma ferramenta de planejamento, controle democrático e responsabilidade pública. O Brasil não pode continuar naturalizando o descumprimento do próprio rito constitucional. A morte do processo legislativo orçamentário não é inevitável — mas ignorá-la é aceitar a erosão lenta e constante da nossa capacidade de planejar o futuro coletivo.

*Marcos Vinícius Rocha é formado na Universidade Federal do ABC (UFABC), Mestre pela Universidade Nove de Julho (UNINOVE) e atualmente exerce a função de Assessoria Parlamentar de Orçamento no Senado Federal.

Referências

  • Constituição Federal de 1988.
  • Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal). Resolução nº 1/2006-CN (Regimento Comum do Congresso Nacional – normas orçamentárias).
  • Senado Federal. “Lula sanciona Orçamento de 2025 com dois vetos. ” 10/04/2025.
  • Câmara dos Deputados. Tramitação da LOA 2025.
  • Senado Federal. “LDO tem atraso longo pela quinta vez em sete anos.” 2019.
  • Portal da Transparência e Orçamento Federal – PLOA/LOA.
  • Congresso Nacional. Cronograma de tramitação da LOA 2026.
  • Portal Gov.br – Ministério do Planejamento e Orçamento.

Osteoporose: 5 hábitos que fortalecem seus ossos

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Médico dá dicas de hábitos rotineiros que fazem diferença para manter ossos fortes em todas as fases da vida

Mundialmente, estima-se que a osteoporose afete 200 milhões de mulheres, de acordo com a International Osteoporosis Foundation (IOF). Trata-se de uma doença silenciosa que enfraquece os ossos, aumenta o risco de fraturas e pode comprometer a qualidade de vida.

A boa notícia é que simples hábitos ajudam a construir e manter os ossos fortes ao longo de toda a vida. “Eles deveriam começar na infância, com uma alimentação equilibrada e prática de atividade física, e serem mantidos na fase adulta e no envelhecimento”, afirma o médico nutrólogo Nataniel Viuniski, membro do Conselho Para Assuntos Nutricionais da Herbalife desde 2004.

Conheça cinco hábitos que você deveria incorporar na sua rotina para evitar o problema.

1. Pratique exercícios diariamente

Exercícios de impacto (correr, dançar, subir escadas, pular corda) e de resistência (musculação) estimulam os ossos a se renovarem e se fortalecerem, contribuindo para aumentar ou preservar a densidade mineral óssea, conforme estudos. Isso acontece porque o esforço físico estimula os osteoblastos, células responsáveis por formar tecido ósseo novo. “Daí a importância de praticar exercício físico com regularidade e, se possível, variando os estímulos”, orienta Viuniski.

2. Invista no cálcio

A ingestão adequada desse mineral é imprescindível para os ossos, uma vez que a falta dele pode levar a uma redução da densidade da matriz óssea, que se torna mais porosa e frágil.

O cálcio pode ser obtido a partir de alimentos como leite, queijos, iogurtes, vegetais verde-escuros (couve, espinafre, brócolis), além de sementes e oleaginosas. “Em alguns casos, a suplementação diária pode ser indicada. Converse com seu médico ou nutricionista que poderão avaliar se esse é o seu caso”, orienta Viuniski.

3. Não se esqueça da Vitamina D

De nada adianta consumir cálcio se o corpo não conseguir absorvê-lo adequadamente. É aí que entra a vitamina D, fundamental para a saúde dos ossos. Esse nutriente regula a absorção de cálcio e fósforo no intestino, permitindo que eles sejam incorporados à matriz óssea. “A principal maneira de sintetizar a vitamina D é por meio da exposição solar.

Para isso, é importante se expor ao sol por cerca de 20 minutos diariamente. Mas consumir alimentos como peixes gordurosos, gema de ovo e itens fortificados também contribuem para os níveis dela no organismo. E, quando há deficiência, a suplementação pode ser necessária”, coloca o nutrólogo.

4. Tenha uma boa alimentação 

Uma dieta variada e equilibrada também é fundamental para manter os ossos fortes. As proteínas, por exemplo, são essenciais para a formação da matriz óssea e do colágeno, que servem de base para a deposição de cálcio. Além disso, segundo a International Osteoporosis Foundation (IOF), uma alimentação com quantidade adequada de proteínas beneficia a saúde óssea quando acompanhada de ingestão suficiente de cálcio. A IOF também destaca a importância do consumo de frutas e vegetais, bem como de micronutrientes como magnésio, vitamina K e zinco.

5. Não fume e reduza a ingestão de álcool

Enquanto tabagismo compromete a circulação sanguínea e a atividade dos osteoblastos, o consumo excessivo de álcool atrapalha a absorção de cálcio e vitamina D, além de aumentar o risco de quedas. Mais um motivo para evitar os exageros na cervejinha do fim de semana, não acha?

Sobre a Herbalife Ltd.

A Herbalife (NYSE: HLF) é uma empresa, comunidade e plataforma líder em saúde e bem-estar que vem mudando a vida das pessoas com excelentes produtos de nutrição e uma oportunidade de negócios para seus distribuidores independentes desde 1980. A empresa oferece produtos de qualidade, respaldados pela ciência, para consumidores em mais de 90 mercados. Eles são comercializados por distribuidores independentes que oferecem acompanhamento personalizado e uma comunidade de apoio que inspira os clientes a adotarem um estilo de vida mais saudável e ativo.

Para mais informações, acesse www.Herbalife.com

Justiça do DF obriga Cappelli a remover publicação ofensiva em ação da Coopercam

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Tutela de urgência determina exclusão de post em 48 horas, com multa diária de R$ 500, em decisão da 21ª Vara Cível de Brasília

Da Redação

A 21ª Vara Cível de Brasília concedeu, no dia 10, uma tutela de urgência em favor da Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas e Passageiros em Geral Ltda (Coopercam), determinando que Ricardo Garcia Cappelli, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pré-candidato ao governo do Distrito Federal em 2026, remova uma publicação considerada ofensiva de seu perfil no Instagram. A decisão, assinada pelo juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, impõe multa diária de R$ 500 em caso de descumprimento, limitada a R$ 10 mil, conforme processo nº 075XXXX-XX.2025.8.07.0001.

A ação da Coopercam alega que o post de Cappelli, publicado em setembro, continha acusações infundadas de irregularidades na cooperativa, incluindo supostas fraudes em licitações de transporte no DF e vínculos com esquemas de corrupção. A publicação, que alcançou mais de 50 mil visualizações, foi interpretada como difamatória e prejudicial à imagem da entidade, que representa cerca de 2 mil caminhoneiros autônomos no DF e Entorno.

A cooperativa, fundada em 1985 e sediada em Taguatinga, argumentou violação à honra e ao nome comercial, com risco de danos irreparáveis à sua operação, incluindo perda de contratos com o GDF.

Cappelli, ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça e aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro do STF, Flavio Dino, usou o Instagram para criticar o que chamou de “monopólio no transporte de cargas” no DF, citando a Coopercam como exemplo de práticas anticompetitivas.

A postagem ocorreu em meio à sua articulação política para 2026, apoiada por Lula e Rodrigo Rollemberg (PSB), em uma estratégia para unir a esquerda contra Celina Leão (PP), escanteando o PT-DF.

A decisão judicial considera o risco de dano grave à Coopercam e a verossimilhança das alegações, invocando o artigo 300 do Código de Processo Civil para conceder a liminar sem ouvir previamente o réu.

Até o fechamento desta matéria, Cappelli não cumpriu a ordem judicial, e sua assessoria informou que recorrerá da decisão, alegando exercício da liberdade de expressão e crítica legítima a contratos públicos. A Coopercam, representada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, celebrou a medida como “defesa da reputação contra ataques infundados”.

O caso pode evoluir para ação de indenização por danos morais, estimados em R$ 500 mil pela cooperativa.

O episódio adiciona tensão ao cenário político do DF, onde Cappelli aparece com 4,8% nas pesquisas Real Time Big Data de setembro, atrás de Celina Leão (29,3%). Críticos veem a publicação como parte de uma campanha precoce.

 

Espera por atendimento oncológico no Distrito Federal cai para 9,5 dias

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Programa “O Câncer Não Espera. O GDF também não”, em três meses, agiliza acolhimento e tratamento dos pacientes; fila de espera para a realização de exames teve redução de 78% no período

Uma redução de 88,2% no tempo de espera. É este o principal resultado nos três meses do programa “O Câncer Não Espera. O GDF também não”. O tempo de espera para a primeira consulta caiu de 81 dias para 9,5 dias, uma redução de 88%. Já a fila para realização de consulta caiu de 889, em março de 2025, para 194, uma redução de 78%. O tratamento de radioterapia também se tornou mais ágil. O tempo de espera caiu 59,8%, de 87 dias para 34,9. De julho até agora, cerca de dois mil pacientes oncológicos já iniciaram o tratamento.

“O tempo é crucial para o atendimento de pacientes diagnosticados com câncer. Por isso, decidimos priorizar essa questão, com uma série de medidas para agilizar os tratamentos”, afirma o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda. O programa foi lançado em julho, com o objetivo de agilizar os atendimentos e melhorar a atenção dada aos pacientes.

Em março, a fila de espera era de 1.519 pessoas, sendo 889 pacientes da oncologia e 630 pacientes da radioterapia. Para enfrentar essa realidade, uma série de medidas foram adotadas. Uma delas foi a contratação do tratamento em instituições de saúde complementar, que até o início de outubro já realizaram o tratamento de 386 pacientes.

Exames e consultas

Na rede pública, houve ampliação dos serviços. O programa “O Câncer Não Espera. O GDF também não” agiliza a realização de exames e de consultas, com mudanças no fluxo de pacientes. A porta de entrada continua a ser a rede de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), porém o encaminhamento se dá de maneira mais rápida.

A expectativa é a de que a melhoria não seja temporária, com uma redução efetiva na prestação do serviço. “Medidas estão sendo tomadas para a manutenção deste tempo de espera na oncologia e para diminuir na radioterapia, para tornar o tratamento mais célere”, afirma o chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer (Asccan) da Secretaria de Saúde (SES-DF), Gustavo Ribas.

GDF e Abih-DF apresentam projeto de requalificação dos setores hoteleiros

Projeto vai restaurar áreas públicas dos Setores Hoteleiros Norte e Sul, integrando esforços do GDF e da iniciativa privada para modernizar a infraestrutura e fortalecer o turismo em Brasília

O Governo do Distrito Federal (GDF), em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Distrito Federal (Abih-DF), apresentou, nesta quarta-feira (15), no Hotel Windsor Plaza Brasília, o Projeto de Requalificação dos Setores Hoteleiros Norte e Sul, uma das pautas mais antigas e aguardadas pela hotelaria da capital.

Durante o evento, o secretário de Governo, José Humberto, e o secretário de Turismo, Cristiano Araújo, detalharam o cronograma das intervenções, que contemplam a restauração de áreas públicas com recuperação de calçadas, implantação de rampas de acessibilidade, recuperação do paisagismo, golas de árvores, pavimento asfáltico e intertravado, além da sinalização viária horizontal.

O projeto integra uma ação de governo que contará com o trabalho conjunto de diversos órgãos e secretarias, entre eles a CEB, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (SEDET), SLU, Novacap, Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF), DF Legal, Secretaria de Segurança Pública (SSPDF), Polícia Militar do DF (PMDF), Caesb, Administração do Plano Piloto e o Detran-DF.

A Secretaria de Governo será responsável pela coordenação da força-tarefa de zeladoria e do projeto de renovação das áreas. O secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, informou que uma equipe da pasta esteve no local para fazer um mapeamento das necessidades e, então, definir um plano com as ações necessárias e alinhar com todos os órgãos do governo.

“Nós estamos preparando este setor com ações emergenciais para que possamos receber bem os turistas que vêm a Brasília para as festividades de final de ano. Estamos cuidando de todas as áreas, desde a parte de urbanização e de zeladoria, como recolhimento de lixo, poda de árvores, tapa-buraco, revitalização de faixas de pedestre, iluminação e segurança pública. São todos os órgãos trabalhando de forma integrada para atender ao pleito do setor de hotelaria”, disse.

O projeto faz parte de uma ação de governo que contará com o trabalho conjunto de diversos órgãos e secretarias

O projeto de revitalização da área foi apresentado pela Secretaria de Obras. Para o secretário de Turismo, Cristiano Araújo, a iniciativa chega em um momento decisivo para o turismo da capital. “O turismo de Brasília vive uma fase histórica. Neste ano vamos bater o recorde de turistas internacionais, estamos recebendo grandes shows e eventos que atraem cada vez mais visitantes. Os segmentos precisam acompanhar esse crescimento. Por esse motivo, levei ao governador as demandas do setor e ele prontamente determinou que déssemos o suporte necessário. Esse é um projeto de governo. Entendemos que o turismo é uma ferramenta de geração de emprego e renda, por isso precisamos investir e garantir a continuidade desse crescimento”, afirmou o secretário.

O presidente da Abih-DF, Henrique Severien, destacou a importância da ação para equilibrar os investimentos privados realizados pelos empreendimentos hoteleiros com a modernização dos espaços públicos.

“Todos nós, empresários do setor hoteleiro, estamos muito felizes em ver tantos órgãos e secretarias unidos em torno desse projeto. Sabemos o quanto essa requalificação é importante para o turismo e para a imagem de Brasília. Os hotéis do Distrito Federal vêm realizando reformas e retrofits milionários, com investimentos privados significativos em modernização, eficiência energética e acessibilidade. No entanto, esses esforços esbarravam em uma infraestrutura pública que já precisava de atenção. A presença e o comprometimento do governo neste projeto nos dão confiança de que o espaço urbano estará à altura do padrão de qualidade que a nossa cidade e os nossos visitantes merecem”, afirmou Severien.

Com o projeto, o GDF reforça o compromisso com a valorização do turismo, da economia local e da imagem de Brasília como destino moderno, acessível e acolhedor fortalecendo o setor hoteleiro e a infraestrutura da capital federal.

Caiado sanciona lei que garante R$ 40 mil a professores de escolas contempladas com Prêmio Leia

Lei sancionada por Ronaldo Caiado e publicada no Diário Oficial do Estado reforça compromisso do Governo de Goiás com a alfabetização na idade certa

O governador Ronaldo Caiado sancionou na segunda-feira (13) a Lei nº 23.730, que destina 50% do valor do Prêmio Leia às escolas municipais para bonificação dos professores do ciclo de alfabetização (1º e 2º ano do ensino fundamental).

A medida integra o programa AlfaMais Goiás, que reforça o compromisso do governo com a alfabetização na idade certa e consolida a educação como uma política permanente de Estado.

Em mensagem nas redes sociais, Caiado reforçou o comprometimento do governo estadual com o fortalecimento da educação pública.

“Em Goiás, as escolas que tiram a melhor nota no Saego e têm o melhor índice de alfabetização na idade certa recebem R$ 80 mil cada. Agora, acabo de sancionar um projeto de lei que destina 50% do valor destes prêmios aos professores regentes das turmas do 1º e 2º ano do ensino fundamental. São R$ 40 mil para os que chegarem no top do ranking do Prêmio Leia”, afirmou o governador.

Instituído pela Lei nº 21.073, o prêmio Leia tem como objetivo incentivar e reconhecer as escolas com bons resultados na Avaliação Educacional do Estado de Goiás na Alfabetização (Saego-Alfa).

As 150 melhores escolas recebem R$ 80 mil cada. Com a novidade, metade do valor do prêmio passará a ser repassado aos professores alfabetizadores e a outra metade deverá ser utilizada pelos gestores para realizar melhorias nas unidades educacionais, fortalecendo ainda mais a parceria entre Estado e municípios.

Desde a criação do prêmio Leia em 2023 a 2025 foram beneficiadas aproximadamente 900 escolas premiadas e fomentadas, contribuindo para a elevação dos índices de alfabetização em todo o estado. O programa AlfaMais Goiás, por sua vez, já atingiu aproximadamente 978.580 alunos nos 246 municípios goianos.

Ao lado do governador, a primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, ressaltou a importância da valorização dos profissionais da educação.

“É por conta de iniciativas como esta que Goiás é o primeiro lugar no Ideb e o segundo lugar nacional na alfabetização na idade certa. E seguimos firmes com o nosso compromisso de valorizar o servidor público e investir na melhor educação do Brasil”, destacou.

Os efeitos da nova lei passam a valer a partir de 1° de janeiro de 2026 e representam mais um incentivo às escolas municipais que atuam no ciclo de alfabetização. Atualmente, Goiás é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) como o segundo estado com melhor média de alfabetização do país, com 72,7% das crianças alfabetizadas na idade certa.

Agências do trabalhador têm 1.034 vagas abertas nesta quinta-feira

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Oportunidades contemplam candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência

Nesta quinta-feira (16), as agências do trabalhador do Distrito Federal disponibilizam 1.034 vagas para quem busca ingressar no mercado. Os salários vão de R$ 750 — para a vaga de estagiário em engenharia civil, no Gama — até R$ 3 mil, para as oportunidades de ladrilheiro e pedreiro, em Santa Maria.

A ocupação com o maior número de oportunidades disponíveis é repositor de mercadorias, com uma oferta de 60 vagas. Não é necessário comprovar experiência, mas os candidatos precisam ter ensino fundamental completo.

Há ainda dez vagas destinadas a pessoas com deficiência, entre elas: servente de obras na Zona Industrial, com salário de R$ 1.639; empacotador a mão em Ceilândia Norte, com remuneração de R$ 1.518; e atendente de lojas na Asa Sul, que paga R$ 1.620.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).

 

Novos beneficiários do DF Social têm até o dia 26 para abrir conta no BRB

Mais de 2.900 famílias precisam verificar a contemplação no site do GDF Social e abrir conta pelo aplicativo BRB Mobile

A Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF) selecionou 2.914 novas famílias beneficiárias do programa DF Social para abrirem a conta no Banco de Brasília (BRB) e terem acesso ao auxílio mensal de R$ 150. Para garantir o recebimento do próximo pagamento, é necessário que o cidadão tenha a conta social (não se trata de uma conta bancária comum) aberta até às 18h do domingo (26).

Aqueles que não abrirem conta no prazo estabelecido vão ter que aguardar nova contemplação. ‌A abertura da conta social deve ser realizada pelo aplicativo BRB Mobile. Basta seguir o passo a passo.

Para saber se foi contemplado, o cidadão deve fazer a consulta no site GDF Social e confirmar se está entre os beneficiários. No portal, em “Consulta DF Social”, é necessário informar CPF e data de nascimento do responsável familiar, conforme declarado no Cadastro Único. Após esse procedimento, aparece mensagem
na tela informando se a pessoa está ou não na lista de contemplados.

Para garantir o recebimento do próximo pagamento, é necessário que o cidadão tenha a conta social (não se trata de uma conta bancária comum) aberta até às 18h do domingo (26) | Foto: Divulgação/Sedes-DF

 

“O DF Social é importante porque é dinheiro na conta que complementa outros benefícios e alivia o orçamento das famílias que mais precisam. Com ele, a pessoa pode cuidar de situações mais imediatas do dia a dia”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra.

O DF Social é o programa de transferência de renda do Governo do Distrito Federal (GDF) que concede o valor de R$ 150 mensais destinado às famílias de baixa renda residentes no Distrito Federal. Têm direito ao benefício os grupos com renda per capita de até meio salário mínimo inscritos no Cadastro Único, entre outros critérios. A contemplação é feita por meio de seleção automática, cruzando critérios do programa com os cadastros únicos.

O crédito de R$ 150 é realizado pelo BRB sempre no primeiro dia útil de cada mês, a partir das 18h.

Roosevelt critica fechamento da agência da Caixa no Sudoeste e busca apoio de Celina

Deputado distrital denuncia impacto em idosos e pessoas com mobilidade reduzida, enquanto governadora em exercício se compromete a interceder junto à Caixa Econômica Federal

Da Redação

O deputado distrital Roosevelt Vilela (PL), subtenente veterano do Corpo de Bombeiros Militar e representante da região do Sudoeste, manifestou-se contra o anúncio de fechamento da única agência da Caixa Econômica Federal na região, previsto para os próximos dias. Em nota divulgada nesta semana, Roosevelt destacou as dificuldades enfrentadas por idosos e pessoas com limitações de mobilidade, que dependem do atendimento presencial para lidar com serviços bancários, e pediu apoio à governadora em exercício Celina Leão (PP) para unir esforços junto à instituição federal.

A agência no Sudoeste, localizada em uma das áreas mais importantes do Distrito Federal, atende milhares de moradores, incluindo beneficiários do Bolsa Família, aposentados e pensionistas do INSS. O fechamento, anunciado pela Caixa como parte de uma reestruturação para otimizar custos operacionais, foi criticado pelo deputado como uma medida que ignora a função social do banco.

“Os cidadãos mais velhos enfrentam dificuldades para lidar com novas tecnologias. Recentemente, a população da região Sudoeste nos procurou solicitando apoio para que possamos interceder junto à governadora Celina Leão e ao governo federal, especificamente à Caixa Econômica Federal, a fim de garantir a manutenção da única agência da Caixa Econômica Federal na região”, afirmou Roosevelt.

O parlamentar relatou ter entrado em contato direto com Celina Leão, que se comprometeu a estabelecer comunicação com a presidência da Caixa e responsáveis pela operação. “Esperamos que a Caixa Econômica mostre sensibilidade, uma vez que se trata de uma instituição financeira com uma função social, não apenas voltada para o lucro. É fundamental que a Caixa Econômica atenda às necessidades da população do Sudoeste”, enfatizou Roosevelt, reforçando que a ação visa preservar o acesso a serviços essenciais para cerca de 20 mil moradores da região, muitos dos quais aposentados.

A Caixa Econômica Federal, sob gestão do governo Lula, anunciou em agosto de 2025 o fechamento de 30 agências em todo o país como parte de um plano de eficiência operacional, priorizando o atendimento digital e a expansão de lotéricas. No DF, a unidade no Sudoeste é uma das afetadas, o que gerou repercussão local, especialmente após a CPMI do INSS revelar fraudes bilionárias em benefícios previdenciários, afetando aposentados que agora enfrentam mais barreiras para acessar seus direitos.

A instituição argumenta que o movimento visa reduzir custos em R$ 500 milhões anuais, mas críticos como Roosevelt apontam exclusão digital, com 40% dos idosos no DF sem familiaridade com aplicativos bancários, segundo dados do IBGE.

Celina Leão tem priorizado pautas sociais, como demonstrado em recente encontro com associações de idosos no Palácio do Buriti, onde anunciou R$ 10 milhões em emendas para centros de convivência. Sua intervenção junto à Caixa reforça sua imagem como defensora de políticas inclusivas

O deputado Roosevelt tem histórico de defesa de causas locais, incluindo segurança pública e bem-estar social. Ele enfatizou que a manutenção da agência é essencial para evitar deslocamentos longos até unidades No Plano Piloto, em Águas Claras ou Taguatinga, impactando diretamente a qualidade de vida na região.

Até o fechamento desta matéria, a Caixa Econômica Federal não se manifestou sobre a intervenção de Celina Leão, mas fontes da instituição indicam que negociações com o governo local estão em curso para avaliar alternativas, como reforço em lotéricas ou atendimento itinerante.

  • Com informações do jornalista Toni Duarte

GDF destaca protagonismo feminino nas salas de aula no Dia dos Professores

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Ações nas escolas fortalecem o combate à violência e promovem respeito e empatia no DF

Brasília, 15 de outubro de 2025 — A Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) celebrou o Dia dos Professores reforçando o papel fundamental dos educadores na promoção da igualdade de gênero e no enfrentamento à violência. Mais do que uma data comemorativa, a iniciativa reconhece o poder transformador da educação e o impacto das ações da pasta dentro das escolas públicas do DF.

Com 17.019 professoras ativas na rede pública, a presença feminina é predominante na docência. Essas profissionais, ao lado de seus colegas, têm papel essencial na escuta, no acolhimento e na formação de alunos mais conscientes, empáticos e respeitosos.

A governadora em exercício, Celina Leão, destacou a importância dos professores como agentes de mudança social. “Levar o debate sobre igualdade e respeito para dentro das escolas fortalece toda uma geração. Os professores são peças essenciais nesse processo, pois escutam, orientam e acolhem. O impacto de seu trabalho ultrapassa os limites da sala de aula”, afirmou.

Para a SMDF, as escolas são espaços estratégicos de transformação, onde a educação se integra às políticas públicas para prevenir a violência doméstica e fortalecer o respeito mútuo. A secretaria realiza palestras, oficinas e projetos educativos que estimulam o diálogo sobre igualdade, autoestima e pertencimento, aproximando a comunidade escolar das ações governamentais.

Entre as iniciativas de destaque estão as atividades do Agosto Lilás, que neste ano levou debates sobre prevenção à violência e respeito às diferenças ao Centro Educacional 203 do Recanto das Emas e ao CEF 2 de Planaltina.

Outro programa relevante é o Programa de Prevenção à Violência Doméstica (PPV), criado há um ano para promover ações educativas voltadas a jovens, homens e mulheres. A iniciativa já atendeu cerca de 6 mil pessoas em todo o Distrito Federal, incentivando o respeito, a empatia e a corresponsabilidade social.

A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, que também é professora, ressaltou o protagonismo das educadoras na construção de uma sociedade mais justa. “Ser professora é exercer o poder da palavra, da escuta e da transformação. As mulheres têm uma habilidade natural de acolher e educar com sensibilidade, coragem e propósito. Esse olhar feminino é essencial para criar ambientes escolares mais humanos e igualitários”, destacou.

As ações da SMDF, em parceria com a Secretaria de Educação, mostram o compromisso conjunto em aproximar as políticas públicas do cotidiano escolar, reconhecendo nos professores aliados indispensáveis na luta por uma sociedade mais justa e sem violência.