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Polícia Federal investiga denúncias de irregularidades no Fundo Postalis

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A Polícia Federal (PF) informou hoje (1°) que dará início a uma série de ações investigativas com o objetivo de “esclarecer a suposta atuação de uma organização criminosa especializada no desvio de recursos previdenciários do Fundo Postalis” – o Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos. Em nota, a PF informa que as ações estão no âmbito da Operação Pausare e serão feitas ao longo das próximas 48 horas em São Paulo, no Rio de Janeiro, Distrito Federal e em Alagoas.

Ainda segundo a nota, a operação foi deflagrada depois que o Ministério Público Federal encaminhou à PF auditorias de órgãos de controle que teriam identificado “má gestão, irregularidades e impropriedades” na aplicação dos recursos do Postalis, o que teria contribuído para o déficit de aproximadamente R$ 6 bilhões do fundo.

Ao todo, 62 equipes policiais estão cumprindo aproximadamente 100 mandados judiciais em quatro unidades da Federação: 40 equipes atuam no Rio de Janeiro, sendo três no interior do estado, dez no Distrito Federal, 11 em São Paulo e uma equipe em Alagoas..

As medidas judiciais têm como alvo pessoas físicas – algumas delas empresários, que teriam articulado com gestores do fundo de pensão – e dirigentes de instituição financeira internacional, além de pessoas jurídicas. A nota da PF informa que dentro desse grupo há empresas com títulos em bolsas de valores e instituições de avaliação de risco.

O nome da operação faz referência ao infinitivo presente do verbo latino pauso – pausare -, palavra empregada com o sentido de aposentadoria.

Governo do Distrito Federal ajusta preparativos para inaugurar o Biotic

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Com abertura prevista para abril, parque tecnológico vai concentrar 1,2 mil empresas dos ramos da tecnologia da informação e da comunicação e da biotecnologia

Na tarde desta quarta-feira (31), o governador Rodrigo Rollemberg discutiu com representantes de empresas e de órgãos do governo medidas relacionadas à abertura do Biotic — Parque Tecnológico.

Planejado para impulsionar as atividades do mercado de biotecnologia no Distrito Federal, o projeto já teve as etapas de liberação e uso do espaço físico definidas pelo Executivo. A inauguração está prevista para abril.

Nesta quarta, também foi aprovada na Junta Comercial do DF a Biotic S.A, entidade criada para facilitar os trâmites jurídicos do parque.

O que é o Biotic

Instituído em janeiro de 2017, o Biotic — Parque Tecnológico vai concentrar cerca de 1,2 mil empresas dos ramos da tecnologia da informação e da comunicação e da biotecnologia, com potencial para criar mais de 25 mil empregos diretos.

Sancionada pelo governador Rodrigo Rollemberg, a Lei Complementar nº 923, de 2017, alterou outra, publicada em 2002, que previa a instalação apenas de empresas ligadas às áreas de tecnologia da informação e de telecomunicações, e dava o nome ao complexo de Capital Digital.

Rollemberg tem agenda com Alckmin; prorrogação da provisória do PSDB-DF na pauta

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O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg (PSB), tem agenda com o governador de São Paulo e presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, na próxima segunda-feira (5). Na pauta, a prorrogação do mandato da executiva provisória do PSDB no Distrito Federal.

O tucano brasiliense Márcio Machado sondou o tucano mineiro Marcos Pestana para evitar a prorrogação da provisória. A resposta é que já existe um encaminhamento para a prorrogação do mandato. O deputado federal Izalci Lucas (PSDB) deve se manter à frente da legenda no DF.

A executiva provisória do DF tem mandato até o dia 4 de fevereiro. Como cai no sábado, o assunto deve ser tratado na reunião da Executiva Nacional, que pode acontecer na quarta-feira (7).

A ida de Rollemberg ao Palácio dos Bandeirantes é mais uma tentativa de tratar com Alckmin que a prorrogação não aconteça. Um grupo de tucanos dissidente recentemente aceitou o convite de Rollemberg para ocupar cargos no Governo do Distrito Federal. A ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, o suplente de deputado Virgilio Neto e o ex-secretário de Obras do governo Arruda, Márcio Machado, fazem parte desse grupo. Apenas Machado não tem cargos no GDF.

Izalci é pré-candidato ao Palácio do Buriti. O grupo dissidente que se aliou a Rollemberg tenta minar a pretensão do tucano.

Temer diz que até março reforma da Previdência estará “liquidada”

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O presidente Michel Temer disse nesta quarta-feira (31) que acredita que a reforma da Previdência estará “liquidada” até o mês de março. A declaração foi dada em entrevista concedida pelo presidente na manhã de hoje à Rádio Metrópole, da Bahia.

Temer tem participado de vários programas de televisão e rádio para divulgar a proposta do governo de mudar as regras de acesso à aposentadoria. O presidente acredita que tem melhorado a percepção popular sobre a reforma, e isso pode levar os parlamentares a aprovar a proposta que tramita na Câmara.

“Se o povo estiver convencido de que a reforma é importante, isso vai influenciar os nossos colegas parlamentares, que poderão votar a Previdência. Então, eu acho que vamos conseguir votar em fevereiro, e, portanto, até o mês de março teremos, penso eu, liquidado a questão da [reforma da] Previdência”, disse Temer.

A emenda constitucional que trata da reforma previdenciária aguarda análise do plenário da Câmara desde o ano passado, e pode ser votada pelos deputados a partir da segunda quinzena de fevereiro. A poucos dias do início do ano legislativo, lideranças da base governista ainda buscam apoio para a proposta, que precisa de, no mínimo, 308 votos em dois turnos, para ser aprovada.

Sobre a polêmica em torno da nomeação da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), como ministra do Trabalho, o presidente reafirmou que vai aguardar “serenamente” a decisão do Judiciário. Ele afirmou, no entanto, que espera que o Supremo autorize a posse da ministra, considerando que a escolha do comando de ministérios é uma prerrogativa constitucional da Presidência da República.

“Eu sou muito atento à divisão de competências. Se o Supremo, que tem a última palavra, disser que não pode, paciência, nós acolheremos essa matéria. Eu espero que não aconteça, mas, se acontecer, paciência”, disse.

Desemprego no Distrito Federal teve queda em dezembro de 2017

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Taxa passou de 18,4% em novembro para 17,9% em dezembro. O maior acréscimo no nível ocupacional foi registrado no setor de serviços

A taxa de desemprego no Distrito Federal caiu no fim do ano, ao passar de 18,4% em novembro para 17,9% em dezembro. Nesse mês, o número total de desempregados foi estimado em 292 mil, o que representou uma redução de 8 mil em relação ao mês anterior.

Os dados integram a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada nesta quarta-feira (31) em coletiva de imprensa na Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

O maior acréscimo no nível ocupacional foi no setor de serviços — 0,8% ou 8 mil pessoas —, seguido pelo da construção civil, com 3%, que representam mais 2 mil postos de trabalho.

Houve redução na indústria de transformação (-11,8%) e estabilidade no comércio.

A pesquisa constatou ainda que no setor privado houve queda de 1,4% de assalariados com carteira de trabalho e aumento de 5,7% dos sem carteira.

O número de autônomos no período cresceu 2,1%, e o de empregados domésticos caiu 4,4%.

Entre outubro e novembro do ano passado houve redução do rendimento médio real dos ocupados em 1,9% e dos assalariados em 2,1%.

Mercado de trabalho em 2017

Na manhã desta quarta-feira (31) também foi apresentada a pesquisa sobre o mercado de trabalho no DF em 2017. De acordo com os dados, no ano passado, o nível de ocupação na capital do País aumentou 2,8% em relação ao ano anterior.

No entanto, os indicadores trazem que a criação de 36 mil postos de trabalho foi insuficiente para absorver o crescimento da população economicamente ativa, o que resultou em acréscimo do contingente de desempregados em 38 mil pessoas. De um ano para o outro, a taxa de desemprego total passou de 17,8% para 19,3%.

Por setores, o aumento de 2,8% no nível de ocupação foi puxado por acréscimos nos serviços (2,1% ou 20 mil pessoas); no comércio e na reparação de veículos automotores e motocicletas (4,5% ou 10 mil); e na indústria de transformação (4,4% ou 2 mil pessoas).

No período analisado, o número de assalariados aumentou em 1,4% em 2017, devido ao acréscimo no setor privado de 2,5% ou 16 mil pessoas, e da redução no setor público em 1,3% (ou menos 4 mil pessoas).

No segmento privado cresceu o assalariamento com carteira de trabalho assinada (2,3% ou 12 mil postos de trabalho a mais). A variação dos sem carteira foi de 5,2% ou 5 mil pessoas.

Veja a íntegra da Pesquisa de Emprego e Desemprego no DF de dezembro de 2017 e do estudo sobre o mercado de trabalho no DF em 2017.

Sinpol-DF realiza assembleia com indicativo de greve na Polícia Civil

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O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) reúne a categoria em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) na próxima quarta, 7 de fevereiro, a partir das 14h, no auditório do Iesb. Na pauta, informações sobre as negociações para a manutenção da paridade salarial com a Polícia Federal, ações de mobilização e indicativo de greve.

Governo do DF segue no limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal

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Gastos com salários e aposentadorias representam 46,07% da receita corrente líquida. Porcentual ainda está próximo do limite prudencial da LRF

Pelo segundo quadrimestre seguido, o Distrito Federal fica abaixo do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os gastos com pessoal representaram 46,07% da receita corrente líquida, abaixo do patamar que impede contratações (46,55%), mas ainda em alerta (acima de 44,1%).

O valor expresso no relatório de gestão fiscal do terceiro quadrimestre de 2017, publicado no Diário Oficial do DF desta terça-feira (30), representa acréscimo de 1,26 ponto percentual em relação à última aferição. A medição da receita corrente líquida é composta por tributos e transferências da União, além da despesa total com pessoal dos últimos 12 meses.

Os dados foram apresentados pelo governo de Brasília em entrevista coletiva, nesta terça-feira (30), no Palácio do Buriti. O chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, ressaltou que o Executivo tem dado prioridade a nomeações desde o fim dos impedimentos pela LRF.

“O ajuste fiscal sempre foi a pauta do governo. Era isso ou entrar em situação de calamidade, como visto em outras unidades da Federação, com o não pagamento de servidores, a paralisação da Polícia Militar e a não prestação de serviços hospitalares”, disse ele.

Sampaio ainda observou que o governo operou, durante quase três anos, apenas com a exceção prevista na LRF para quando o limite prudencial for estourado. Nesse caso, são permitidas contratações na saúde, na educação e na segurança pública para repor quadros.

“Agora que podemos aumentar o número de servidores, demos prioridade à retomada de serviços, como a contratação que permita reabertura de leitos hospitalares e de UPAs [unidades de pronto-atendimento].”

De janeiro a dezembro de 2017, em números absolutos, o governo de Brasília arrecadou R$ 20.719.829.099,23. Em salários e aposentadorias, pagou R$ 9.545.437.237,47. Esses são os números da receita corrente líquida e da folha de pessoal, respectivamente.

Nessa conta, não são considerados os repasses do governo federal pelo Fundo Constitucional do DF. O dinheiro vindo da União é usado para custear os salários dos servidores da Segurança Pública, em sua totalidade, e de parte da Saúde e da Educação.

Três fatores contribuem para a variação no porcentual com gastos de pessoal, segundo o secretário de Fazenda, Wilson de Paula. Ele lista o crescimento vegetativo da folha, reajustes e nomeações.

O crescimento vegetativo, explicou, ocorre naturalmente, com promoções, interstício, anuênios e outros fatores. “Por outro lado, novas nomeações impactam muito menos do que reajustes de salários. São elas a prioridade, sempre seguindo o Comitê de Governança ”, detalhou.

“O relatório reflete nossos resultados, que são de controle das despesas, em especial as de custeio e as de pessoal”, destacou a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos.

Não há impedimentos legais para as proporções atingidas pelo DF nos últimos dois quadrimestres. Isso tem permitido novas nomeações, mas todas seguem uma lista do Comitê de Políticas de Pessoal da Governança, já que o limite de alerta é uma espécie de sinal amarelo para os gastos.

Responsabilidade fiscal desde o início da gestão

Relatório divulgado em janeiro de 2015 mostrou que, quando o governador Rodrigo Rollemberg assumiu o cargo, o limite prudencial (46,55%) já havia sido ultrapassado em 0,38 ponto porcentual.

Em 2014, no último quadrimestre da gestão anterior, os gastos com pessoal saltaram de 45,96% da receita corrente líquida para 46,93% em relação aos quatro meses imediatamente anteriores.

Depois, o Tribunal de Contas do DF identificou diversas despesas de exercícios anteriores não contabilizadas em 2014.

Com isso, os números do terceiro quadrimestre daquele ano cresceram ainda mais e atingiram 2,57 pontos porcentuais acima do limite prudencial de gastos com o funcionalismo. Ou seja, também superior ao limite máximo previsto pela LRF, de 49%.

Desde então, o governo de Brasília adota medidas para conter despesas e melhorar as receitas, como a dispensa de cerca de 4 mil servidores de cargos em comissão, a redução do número de secretarias de 24 para 17, a revisão de contratos com fornecedores e a aprovação de projetos de lei na Câmara Legislativa, que resultaram em aumento de arrecadação.

Defesa de Lula recorre ao STJ para evitar prisão após segunda instância

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A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu hoje (30) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para evitar a eventual prisão de Lula após o último recurso que será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), sediado em Porto Alegre.

A possibilidade de prisão para execução provisória da condenação do ex-presidente ocorre em função do entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que valida prisão de condenados pela segunda instância da Justiça, mesmo cabendo recurso aos tribunais superiores.

Na semana passada, a segunda instância da Justiça Federal confirmou a condenação de Lula na ação penal envolvendo o tríplex no Guarujá (SP) e aumentou a pena do ex-presidente para 12 anos e um mês de prisão.

Com a publicação do acórdão do julgamento, que deve ocorrer nesta semana, a defesa de Lula terá dois dias, após a publicação, para entrar com o último recurso na segunda instância, os chamados embargos de declaração.

Caso o recurso seja rejeitado, a pena do ex-presidente será executada. No entanto, a medida pode ser evitada por meio de uma liminar no STJ ou no Supremo Tribunal Federal (STF). O fim dos recursos na segunda instância também provocará a inelegibilidade do ex-presidente, que também poderá ser revertida por meio de liminares no STF ou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Relator

Em função do período de recesso nos tribunais superiores, o caso será analisado pelo vice-presidente do STJ, ministro Humberto Martins.

No habeas corpus preventivo, a defesa de Lula alega que o entendimento do STF sobre a prisão após a segunda instância não é vinculante, ou seja, de aplicação obrigatória. Dessa forma, segundo os advogados, o TRF4 não poderia ter determinado a execução provisória da condenação, na decisão da semana passada.

“Se não é possível o cumprimento antecipado da pena a partir do acórdão que realiza simples menção aos julgados da Excelsa Corte [STF] que o autorizaram, que dirá da decisão que apenas faz referência a entendimento sumular do Tribunal Regional?”, questiona a defesa.

Prisão em segunda instância

Em 2016, o Supremo julgou o caso por duas vezes e manteve o entendimento sobre a possibilidade da decretação de prisão de condenados após julgamento em segunda instância.

Por maioria, o plenário da Corte rejeitou as ações protocoladas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pelo Partido Ecológico Nacional (PEN) para que as prisões ocorressem apenas após o fim de todos os recursos, com o trânsito em julgado.

No entanto, a composição da Corte foi alterada com a morte do ministro Teori Zavascki e houve mudança na posição de Gilmar Mendes. Não há data para a retomada da discussão pela Corte.

O cenário atual na Corte é de impasse sobre a questão. Os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello são contra a execução imediata ou entendem que a prisão poderia ocorrer após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e a presidente, Cármen Lúcia, são a favor do cumprimento após a segunda instância.

O resultado vai depender do entendimento de Alexandre de Moraes, que não participou do julgamento porque tomou posse no Supremo em março, na cadeira deixada vaga por Zavascki.

Ministro do Planejamento prevê um 2018 muito melhor para a economia

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O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, prevê o ano de 2018 muito melhor para a economia brasileira do que 2017 e 2016. Segundo ele, este ano será o primeiro de uma sequência de oito a 12 anos de crescimento.

“Em 2017, a gente começou a sair do fundo do poço, e 2018 é o ano da retomada do crescimento, o que já está em grande medida contratado. Mas o nó desse processo é a questão das contas públicas”, disse.

Na visão do ministro, o resultado do déficit do ano passado veio melhor do que se esperava, mas não é motivo para comemorar. “Não podemos descansar. Não é porque foi R$ 34 bilhões abaixo da meta no ano passado que vamos descansar”, disse, alertando que o país terminou o ano com um déficit de 2% do PIB e ainda há previsão de que o resultado seja negativo por mais quatro anos.

“[O déficit] é resultado de alguns eventos muito especiais, e que não dá para contar que acontecerão de novo este ano”. De acordo com o ministro, “de agosto para frente a receita começou a se recuperar e algumas ações que empreendemos deram certo. Os leilões de petróleo deram muito certo, os leilões da Cemig deram muito certo, e tivemos alguma frustração de despesa”.

O ministro participou do debate E agora, Brasil?, organizado pelo jornal O Globo.

Carmem Lúcia sobre o caso de Lula: ‘Ninguém vai mexer na lei só por causa dele’

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As declarações foram dadas em um jantar promovido pelo portal Poder360 com empresários e jornalistas na noite de segunda-feira, 29.

Por Marta Nobre, Edição – Notibras – A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, disse que a Corte utilizar o caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para revisar a decisão sobre prisão após segunda instância teria como consequência “apequenar” o Tribunal.

As declarações foram dadas em um jantar promovido pelo portal Poder360 com empresários e jornalistas na noite de segunda-feira, 29.

“Não sei por que um caso específico geraria uma pauta diferente. (Analisar o tema por Lula) Seria apequenar muito o Supremo. Não conversei sobre isso com ninguém”, afirmou Cármen Lúcia.

Na semana passada, desembargadores do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4) recusaram os recursos de Lula, de sua condenação na primeira instância a 9 anos e seis meses de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro. Por unanimidade, os três desembargadores confirmaram a condenação e aumentaram a pena para 12 anos e um mês.

Em 2016, o STF permitiu a execução da pena após a condenação na segunda instância. No caso de Lula, cabe ainda um recurso, chamado de embargo de declaração. Depois disso, o ex-presidente já poderia começar a cumprir sua pena.

A presidente do Supremo disse, contudo, que em fevereiro o tema não estará na pauta da Corte. E a previsão é a mesma para março – também não deve ser retomada a discussão.

No ano passado, ministros do STF deram declarações indicando que o Supremo pode rever a decisão. Dentre eles, Gilmar Mendes – que, à época, foi voto decisivo para a decisão, mas hoje indica ter mudado de ideia.

O pleno do Supremo já havia analisado também a questão em 2009. Nesta segunda-feira, durante o encontro, Cármen lembrou que votou da mesma forma nas duas vezes. “Votei igual duas vezes (pela permissão da prisão em 2ª instância). Em 2009 fui voto vencido, em 2016, fui voto vencedor”, disse.