Início Site Página 2714

Bebê nasce em estação do Metrô do Distrito Federal

0

O bebê, um menino, e a mãe passam bem. Após o parto, foram encaminhados para o Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB)

Os agentes do Corpo de Segurança Operacional (CSO) do Metrô-DF lotados na Estação Shopping viveram uma manhã de fortes emoções nesta quinta-feira (15), por conta do nascimento de um bebê, um menino.

Por volta das 11h10, uma gestante foi atendida na estação porque estava sentido fortes contrações. Ela, de início, informou que iria aguardar o marido, para levá-la até Samambaia, onde mora. Mas, não deu tempo de ele chegar. A bolsa rompeu logo em seguida e ela entrou em trabalho de parto.

A mulher foi levada para a Sala de Supervisão Operacional da Estação Shopping, onde ocorreu o parto, que foi realizado pelos agentes Cesar Neri e Wellington de Souza, com a ajuda dos agentes Osmildo Souza e Alessandro Vaz. A criança, um menino, nasceu às 11h27.

“A sensação é de dever cumprido, pois trouxemos uma pessoa para este mundo, apesar das nossas dificuldades”, conta o agente de segurança Osmildo Souza, que trabalha há 20 anos no Metrô-DF e foi o primeiro a atender a gestante, logo quando ela passou mal. “Já atendi outros casos envolvendo grávidas aqui na estação, mas esta foi a primeira vez que acompanhei um parto”, completa Osmildo.

“Pudemos mostrar o treinamento que recebemos. Foi uma experiência bem gratificante”, diz Wellington de Souza, que trabalha há 10 anos no Metrô-DF. Ele, ao lado do agente César Neri, foi que realizou o parto do menino. “A mãe nos pediu desculpas, envergonhada pela situação. Nós dissemos para ela que não tinha do que se envergonhar e a tranquilizamos, porque fizemos nosso trabalho”, completa.

Coincidentemente, às 11h36, passava pela estação uma guarnição do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) em treinamento, porém apenas acompanharam o atendimento prestado pelos agentes do CSO. Às 11h45, uma ambulância do SAMU, que tinha sido acionado logo em seguida ao início do atendimento da mulher pelos agentes do CSO, chegou à estação para encaminhar a mãe e a criança ao Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB). O SAMU saiu da estação às 11h55.

Durante o atendimento do parto, os agentes do CSO também prestaram os primeiros socorros um outro caso, este de mal súbito, que também ocorria na estação Shopping. A segunda vítima foi encaminhada para o Hospital Santa Lúcia.

Polícia Civil e MP apuram desvio de mais de R$ 1 bi no transporte público do DF

0

A Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal deflagraram na manhã de hoje (15) operação para investigar suposto esquema criminoso criado para fraudar o Sistema de Bilhetagem Automática (SAB) do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans). Segundo investigações preliminares, o prejuízo aos cofres públicos pode ultrapassar R$ 1 bilhão.

Trinta e oito mandados estão sendo cumpridos em várias cidades do Distrito Federal e, ainda, em João Pessoa (PB) e Recife (PE), sendo 17 de prisão temporária e 21 de busca e apreensão. Entre os principais alvos da Operação Trickster estão o auditor fiscal Pedro Jorge Brasil e sua esposa, Hedvane Ferreira, detidos em casa.

Jorge Brasil também vem sendo investigado no âmbito da Operação Check List, deflagrada no ano passado para apurar a existência de organização criminosa envolvendo servidores públicos da Secretaria de Mobilidade do Distrito Federal (Semob), suspeitos de fraudar a vistoria de ônibus.

A fraude no sistema de bilhetagem começou a ser investigada há cerca de quatro meses. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos compravam créditos para transporte em nome de empresas criadas para servir o esquema. Os créditos fraudulentos eram descarregados em permissionários coniventes, no sistema de transporte. Na sequência, os créditos eram ressarcidos pelos cofres públicos.

Segundo a Polícia Civil, o grupo operava de forma ordenada, com clara divisão de tarefas. Enquanto um grupo inseria as informações falsas no sistema – como dados das empresas e de supostos funcionários – outro grupo validava a compra de créditos dos vales-transporte fraudulentos. Um terceiro grupo se encarregava de descontar os créditos dos cartões, de forma que os créditos fossem transformados em dinheiro vivo, por meio do ressarcimento pelo governo.

Os integrantes do grupo criminoso são investigados pelos crimes de associação criminosa, estelionato, peculato, inserção de dados falsos em sistema de informação.

Assassinato da vereadora é um atentado à democracia, diz Temer

0

O presidente Michel Temer disse hoje que o assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, e de seu motorista, Anderson Gomes, é “inaceitável” e “inadmissível”. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Temer ainda classificou o crime como um “atentado ao Estado de Direito e à democracia”.

Depois de lamentar o crime, o presidente voltou a se manifestar sobre o caso e reafirmou que o governo vai acompanhar as investigações e quer solucionar “no menor prazo possível”.

“O assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, é inaceitável, inadmissível, como todos os demais assassinatos que ocorreram no Rio de Janeiro. É um verdadeiro atentado ao Estado de Direito e um atentado à democracia. No particular, no caso especial, que estamos aqui discutindo, trata-se de um assassinato de uma representante popular, que ao que sei, fazia manifestações, trabalhos, com vistas a preservar a paz e a tranquilidade na cidade do Rio de Janeiro”, declarou Temer.

Temer disse que a intervenção federal decretada pelo governo na segurança do Rio de Janeiro visa “acabar com esse banditismo desenfreado que se instalou na cidade por força das organizações criminosas”. O presidente enfatizou que o governo quer acabar com o “banditismo” antes que ele “destrua nosso futuro”.

“Eu quero não só me solidarizar com a família da Marielle e do Anderson Gomes, o seu motorista, me solidarizar com todos aqueles que foram vítimas de violência no Rio de Janeiro, mas, salientar que essas quadrilhas organizadas, essas organizações criminosas não matarão o nosso futuro.

Nós estamos ali no Rio de Janeiro para restabelecer a paz, para restabelecer a tranquilidade”, acrescentou.

Pela manhã, Temer se reuniu com ministros no Palácio do Planalto para discutir o caso. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o diretor da Polícia Federal, Rogério Galloro, irão hoje à tarde ao Rio de Janeiro para acompanhar pessoalmente as investigações do assassinato.

Marun diz que levará impeachment de Barroso à próxima sessão do Congresso

0

O ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo, disse hoje (15) que apresentará na próxima sessão conjunta do Congresso Nacional o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. “Entendo que esse surto absolutista na mente do ministro Barroso tem de ser detido”, disse Marun ao deixar a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), onde participou do programa Por Dentro do Governo, da TV NBR.

De acordo com Marun, “há elementos suficientes” para justificar o pedido. “Ainda não está redigido porque não se redige uma peça de impeachment em uma tarde. Mas minha expectativa é de que na próxima sessão do Congresso eu me licencie [do cargo de ministro da Secretaria de Governo] e vá, na condição de deputado, entregar ao Eunício Oliveira [presidente do Senado e do Congresso] o meu pedido”.

Durante o programa, Marun fez críticas a Barroso, tanto por ter quebrado o sigilo bancário do presidente Michel Temer, quanto por ter decidido restabelecer apenas em parte o decreto de indulto natalino editado no ano passado. Ao fazer isso, Barroso manteve fora do indulto os presos que cometeram os chamados crimes de colarinho branco.

“Barroso quebra, agride e desrespeita a Constituição. Ministros não estão no STF para quebrar a Constituição. Eles não legislam. Essa síndrome de Luís XIV, aquele que declarou L’État, c’est moi [o Estado sou eu], tem de ser detida”, disse Marun. “Não estamos constrangendo o Barroso. Estou atuando no sentido de deter esse espírito absolutista”, acrescentou, ao lembrar que a ex-presidente Dilma Rousseff também usou desse expediente. Essa diferença de trato entre o decreto de Temer e o de Dilma mostra, segundo Marun, “a parcialidade e a atividade político-partidária” do ministro do STF.

Marun disse ainda que o indulto natalino existe desde a época do Império. “O primeiro foi concedido por D. Pedro II. É permitido ao chefe da nação conceder o indulto a condenados que não sejam por crime violento. Hoje, os presídios são universidades do crime. Em um primeiro momento, o condenado se associa a uma organização criminosa para, em um segundo momento, virar assassino”, acrescentou.

Perguntado sobre como recebeu as críticas da Associação dos Juízes Federais (Ajufe) e de alguns parlamentares, de que esse pedido de impeachment teria por trás uma tentativa de intimidação e represália ao Poder Judiciário, Marun estendeu suas críticas à entidade representativa dos juízes, “por não se posicionar” quando um ministro do STF desrespeita a Constituição e a independência dos poderes. “Até a imprensa tenta me desqualificar. Mas ninguém diz que estou errado”.

Marun afirmou que tem recebido o apoio de “parlamentares e populares”, após ter anunciado a decisão de pedir o impeachment de Barroso. A uma pergunta, se estaria recebendo o apoio de alguém do primeiro escalão do governo, o ministro disse que é dele “e não do governo” a decisão de fazer o pedido.

Entrevista || Frejat exclusivo: ‘No meu governo não haverá balcão de negócios’

0

Por Fred Lima

A sede do PR-DF estava cheia na manhã desta quarta-feira (14), com ares de pré-campanha. Os assentos quase todos ocupados. Dois parlamentares saíram da sala de reunião e cumprimentaram os visitantes. Sorridentes, Laerte Bessa e Bispo Renato apertaram a mão de cada um dos presentes. Não parece ser um partido dividido. De repente, Jofran Frejat, 80, apareceu e alguém o chamou de “meu governador!”. Ele olhou e sorriu. Não aparenta ter a idade que tem.

Durante a entrevista concedida ao Blog do Fred Lima, o ex-secretário de Saúde demonstrou tranquilidade ao responder todas as perguntas, inclusive as mais difíceis. “Compromisso” foi a palavra mais dita pelo republicano. Ele apontou as áreas prioritárias de seu eventual governo: saúde, educação, segurança e mobilidade. Na questão da ética pública, afirmou que não abrirá mão de seus princípios. Confira:

 

De acordo com a última pesquisa de intenção de voto, o senhor figura na frente dos demais pré-candidatos, mas é o segundo mais rejeitado da oposição, atrás somente do deputado Alberto Fraga (DEM-DF). Isso pode ser um empecilho para conquistar os indecisos?

Não acredito. A rejeição é pequena. Ela existe para todos os pré-candidatos. Como fui quatro vezes secretário de Saúde e deputado federal pode existir alguma rejeição, mas não vejo isso como empecilho. No momento em que se apresenta a candidatura, uns conhecem, outros não. Em geral, quem não conhece o candidato acaba demonstrando rejeição porque já tem compromisso com outro postulante. Por exemplo: se você é o candidato A e está disputado com o candidato B, aqueles que escolheram o candidato B seguramente vão dizer que rejeitam o candidato A. Então nem sempre é uma coisa real. O que temos que fazer é mostrar as nossas propostas para que o cidadão que hoje diz que vai votar no candidato B, vote no A.

 

Não tenho mais idade para errar. Quero fazer um trabalho para que Brasília volte a ser a capital da esperança.

 

Oficialmente, o PR é oposição ao Buriti. Porém, o líder do governo na Câmara Legislativa do DF é do seu partido. Isso não confunde a opinião pública, passando a impressão de que a sua legenda pode estar na base?

Minha posição tem sido muito clara. Cada um escolhe o caminho que quer seguir. Se alguém do meu partido está fazendo um bom trabalho pela população, não estou preocupado se apoia fulano ou beltrano. Em política temos que nos preocupar é com as pessoas.

 

Um governo Jofran Frejat teria maioria na CLDF?

Ainda sou pré-candidato, mas se eventualmente for eleito governador pretendo ter um bom relacionamento com todos os deputados, mostrando que o nosso compromisso é com a população do DF. Não tenho mais idade para errar. Quero fazer um trabalho para que Brasília volte a ser a capital da esperança. Estamos assistindo com tristeza várias famílias vendo os seus filhos irem embora da cidade por falta de oportunidades. Esse não é o nosso objetivo.

 

Quem tem dinheiro não precisa de hospital público. Estamos preocupados com aqueles que estão precisando do estado.

 

Remanescentes do grupo da direita reclamam nos bastidores de que não é fácil negociar com o senhor. O problema está em uma suposta intransigência de sua parte ou em hábitos da velha política praticados por eles?

A pergunta deveria ser feita a eles. Sei que algumas pessoas dizem que sou duro e incontrolável. Fui secretário de Saúde exatamente pelo fato de ser rígido e não abrir mão de certos princípios. Na época, muitos me criticaram, mas o meu compromisso era com o povo. Se for escolhido para gerenciar um governo, não posso abrir mão dos meus ideais. Se começasse a negociar, transformando o governo em um balcão de negócios, com certeza estaria cometendo um grande equívoco. Todos aqueles que fazem isso acabam se dando mal. Está aí o exemplo no país inteiro, de políticos que transformaram o estado em balcão e deu no que deu.

 

Em algum momento já pensou em desistir da disputa por causa dos ataques que vem recebendo?

Pelos ataques, não. Como na eleição passada, não era a minha pretensão ser pré-candidato a governador. Acontece que o meu nome foi inserido pela população. Não tenho o direito de dizer “não” ao povo. Governar o DF não é fácil. Tem que contrariar interesses e lutar para fazer alguma coisa pelos mais necessitados. Veja a questão da saúde, onde as pessoas estão chorando, implorando por atendimento. Quem tem dinheiro não precisa de hospital público. Estamos preocupados com aqueles que estão necessitando do estado. Quando fui secretário, a saúde era um exemplo para o país inteiro. O que aconteceu? A culpa é do servidor? Claro que não. Está faltando gestão. Não tenho medo algum de enfrentar os problemas de Brasília. Não vou desperdiçar essa chance.

 

Antigamente, os moradores do entorno vinham se tratar em Brasília. Agora, o brasiliense está indo procurar atendimento no entorno. Tem alguma coisa de errada nessa história.

 

A possibilidade de concorrer ao Senado está descartada?

Não é a minha pretensão. Darcy Ribeiro dizia: “O Senado é melhor do que o céu, porque nem é preciso morrer para estar nele”. Todavia, acho que sou um bom executivo. Já demonstrei isso várias vezes, tanto na Secretaria de Saúde quanto no Ministério da Previdência, quando fui secretário-executivo e ministro interino. Posso colaborar mais com Brasília estando no governo. Poderia disputar o Senado, pois é uma eleição mais tranquila, mas não é esse o meu objetivo. Já que estão me colocando na pista de corrida para o Buriti, então vou prosseguir em frente.

 

Quem seria o vice ideal?

Aquele que tenha qualificação, que não seja o adversário político do governador. Não posso aceitar alguém diferente do meu perfil.

 

Se ele (Rollemberg) não cumpriu promessas de campanha, de duas uma: ou encontrou grandes dificuldades ou então não conhecia o orçamento do DF.

 

Por ter sido quatro vezes secretário de Saúde, a pasta pode vir a ser a prioridade de seu governo, caso vença a eleição?

Saúde é sempre uma prioridade. Tudo começa com a prevenção da doença. No momento em que você deixa o cidadão adoecer porque não fez a prevenção, seguramente o governo terá um gasto muito maior com a UTI. Temos que trabalhar com a prevenção. Conseguimos fazer esse trabalho construindo hospitais e polos. Qual hospital novo foi construído desde que deixei a secretaria? Nenhum. Até a planta do Hospital de Santa Maria fui eu que mandei fazer, independentemente se foi ampliada depois. O Hospital da Ceilândia, o Hospital da Asa Norte, o Hospital do Paranoá, o Hospital de Apoio, o Hemocentro, o Bloco Materno Infantil – HMIB e a Faculdade de Medicina foram obras da minha gestão na pasta. E o que os meus sucessores fizeram? Hoje, lamentavelmente, o inverso está ocorrendo na capital. Antigamente, os moradores do entorno vinham se tratar em Brasília. Agora, o brasiliense está indo procurar atendimento no entorno. Tem alguma coisa de errada nessa história. Segurança pública também é prioridade. No passado, costumava dizer que o policial saia de sua residência para trabalhar e não sabia se voltava no final do dia, podendo ir a óbito. Hoje, qualquer um de nós está correndo o mesmo risco. Um pai de família é morto a sangue frio. Na educação, a cada dia o padrão vem caindo. Tenho uma proposta não apenas na área de educação básica, com horário integral. Só temos duas faculdades públicas no DF. Se você quiser estudar medicina pagará R$ 7 mil de mensalidade em uma faculdade particular. Se eu tiver oportunidade, vou transformar o Centro Administrativo (Centrad) na universidade do governo do DF, com faculdades de engenharia, direito, medicina e outros cursos. Vai ser muito bom para os jovens de Taguatinga, Samambaia, Ceilândia e Águas Claras. Na mobilidade urbana, um dos grandes problemas é o estacionamento, além do engarrafamento. Tente ir para Taguatinga ou Gama no horário de pico. É uma loucura! Temos que investir no transporte público, melhorando tanto o Metrô quanto o ônibus. Precisamos sentar e conversar com os setores responsáveis para encontrar uma solução.

 

A alta rejeição do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) é em decorrência da falta de dinheiro por causa da crise ou pelo descumprimento de promessas de campanha?

Se ele não cumpriu promessas de campanha, de duas uma: ou encontrou grandes dificuldades ou então não conhecia o orçamento do DF. Uma dessas respostas está correta. A população não consegue fazer uma avaliação positiva de seu governo. A desculpa da crise financeira não foi aceita. Temos que achar uma saída. Só reclamar também não adianta. Precisamos buscar pessoas capacitadas e comprometidas com a cidade.

 

Um governo Frejat teria mais a cara da era Joaquim Roriz?

Fui secretário do Aimé Lamaison, José Ornellas e Roriz. Vou manter todo programa feito por outros governos que seja bom para a população. Cada um responde pelos seus erros e acertos. Ninguém responde pelos meus erros, então por que vou responder por erros de terceiros? Não faço julgamentos. Fui alvo também de críticas injustas. Quando abri a Faculdade de Medicina, o Ministério Público entrou com uma ação para impedir que fosse feito o vestibular, utilizando o argumento de que Brasília ainda não tinha 100% de atendimento fundamental. Em nenhum estado ocorre atendimento por completo. Perdeu na primeira instância. Isso aconteceu em 2001. A ação só foi concluída em 2007, com os alunos formados. O MP perdia e recorria. Fizeram isso várias vezes comigo, por isso tenho medo de fazer julgamento. Não sou juiz. O maior juízo é o de Deus. O padre Vieira, em sermão, disse que preferia ser julgado pelo demônio a ser acusado pelos homens. O juízo dos homens muitas vezes supõe alguma coisa e já te condena. Existe uma coisa que muita gente perdeu: a misericórdia.

 

Entrevista Wellington Luiz: “Sofremos de orfandade governamental”

0

Vice-presidente da Câmara Legislativa, deputado Wellington Luiz (MDB), em entrevista ao grupo Olhos de Águia e ao site EG News, faz um balanço dos trabalhos da CLDF e afirma que a população precisa ser ouvida e as reclamações da sociedade estão ecoando no Legislativo. Sobre a sua posição, o emedebista destacou que não faz oposição ao governo e sim adota posição de defesa do interesse de população. “

Quando o governo acerta e encaminha propostas que auxiliem ou melhorem a condição de vida dos moradores do Distrito Federal, é lógico que serei o primeiro a tomar a defesa de tais projetos. O que ocorreu nesse governo foi uma série de desmandos e descaso com o eleitor e contribuinte que apenas pede respeito e cuidado com nossa cidade. Entendo que fui eleito para atuar em prol do povo,  e, nesses casos jamais, estaria do lado do governo e adoto posição do que é correto do ponto de vista do bom legislador –  não sou oposição por oposição”.

 

EG News: Deputado Wellington Luiz, o senhor pode fazer um balanço desses dois mandatos na Câmara Legislativa?

WL : O extrato que fazemos desses dois mandados é que trabalhamos para o povo de Brasília no sentido não só de se fazer e votar leis mas, acima de tudo, fiscalizar o executivo para que seus desmandos não se tornem a principal ferramenta de governo. Temos uma população que precisa ser ouvida e suas reclamações necessitam ecoar na CLDF por meio de nosso mandato.

Como é possível legislar sendo oposição ao Governo?

Tenho dito que não faço oposição ao governo e sim adoto posição de defesa do interesse de nossa população. Quando o governo acerta e encaminha propostas que auxiliem ou melhorem a condição de vida dos moradores do Distrito Federal, é lógico que serei o primeiro a tomar a defesa de tais projetos. O que ocorreu nesse governo foi uma série de desmandos e descaso com o eleitor e contribuinte que apenas pede respeito e cuidado com nossa cidade. Entendo que fui eleito para atuar em prol do povo,  e, nesses casos jamais, estaria do lado do governo e adoto posição do que é correto do ponto de vista do bom legislador –  não sou oposição por oposição

 

Além de deputado distrital é também policial civil, sua classe está fechada com o senhor caso venha a tentar a reeleição?

Trabalho muito em prol da categoria a qual pertenço e ainda onde tenho minha maior referência enquanto sindicalista e policial. Seria usar de exagero dizer que qualquer categoria fecharia em torno de algum parlamentar. Mas, por nossa história e ampla defesa de todas as carreiras que participam da estrutura PCDF,  espero poder contar com o apoio de meus colegas nas próximas eleições.

 

Existe alguma desavença entre o senhor e o presidente do MDB-DF, Tadeu Filippelli?

Jamais existiu qualquer desavença ou menor choque de ordem pessoal entre nós. Tenho por nosso ex-vice-governador e presidente do MDB-DF o maior respeito e profunda admiração política. Choque de idéias não significam desavenças. Fazem parte do universo político e das discussões republicanas que norteiam as decisões de partido, quando de encaminhamentos que podem não ser consenso.

A mídia fala em seu nome para ser o pré-candidato a vice-governador na chapa do pré-candidato ao Governo Jofran Frejat (PR), o que o senhor fala sobre isso?

Temos muita segurança na opinião popular e na maioria  das vezes é preciso ter serenidade para saber filtrar o que dizem a nosso respeito. Se nosso nome chega a essa posição, certo que não vamos desmerecer quem pensou tal possibilidade. De nossa parte, vamos deixar que tudo se resolva nas instâncias que podem dar corpo e quem sabe concretizar essa ideia. Tenho compromisso com meus eleitores e com o cargo para o qual fui eleito, além de esperar dos dirigentes de nosso partido que decidam o que for melhor para a política do Distrito Federal, no tocante ao meu próximo passo nas eleições de outubro.

 

Em sua opinião o que precisa ser feito para Brasília voltar a andar nos trilhos?

Antes de tudo é devolver Brasília aos braços de um governo que possua apoio popular, e que respeito nossa população. Sofremos de orfandade governamental. Não nos sentimos representados com o governo que aí está. A cidade está abandonada. Os servidores públicos sofrem com o descaso e perda de poder aquisitivo além de achatamento de seus salários. O setor produtivo está engessado. Perdemos qualidade de vida. A violência só aumenta. Há muito o que fazer para que Brasília volte aos trilhos. Infelizmente, nesse governo Brasília se deteriorou. Temos que restaura-la.

Atualmente a população do DF reclama da saúde, do transporte e da segurança, em sua opinião de quem é a culpa? Do Governo Federal ou Distrital?

Jamais isentaríamos o governo Rollemberg pelo sucateamento dos serviços públicos essenciais que deveriam estar ao alcance de nossa população. Por todo lado que se vá no DF, falta segurança, escolas sucateadas e professores desrespeitados, hospitais caindo aos pedaços e sem mínimos materiais para uso em ambulatórios ou emergências médicas. Isso chega a ser criminoso e o culpado por tudo isso, sem dúvida, é o governador.

 

Como é seu relacionamento com o atual governador Rodrigo Rollemberg?

Meu relacionamento é antes de tudo protocolar. Não confundo o indivíduo com seu cargo. Faço oposição ao governo no que é devido, sem desejar nulidade ao cidadão Rodrigo Rollemberg.

 

Como o senhor avalia a atual gestão do Governo Rollemberg?

Respondo com uma pergunta: Que gestão? Não houve gestão. Ocorreu até aqui uma série de erros e desajustes que sequer merecem ser citados. Não sou eu quem avalia. São institutos de pesquisas muito sérios. Hoje, o governo Rollemberg conta com a pior reprovação da história do executivo local com 72% da população dizendo “não” ao seu governo. Isso basta. O povo não suporta mais.

 

 

Governo coloca Polícia Federal à disposição para investigar morte de vereadora

0

A Presidência da República divulgou nota na noite desta quarta-feira (14) em manifestação ao assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL do Rio de Janeiro. Nela, o governo afirma que vai acompanhar a apuração do assassinato da vereadora. Acrescenta ainda que o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, colocou a Polícia Federal para auxiliar na apuração do crime.

“O governo federal acompanhará toda a apuração do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista que a acompanhava na noite desta quarta-feira, no Rio de Janeiro. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, falou com o interventor federal no estado, general Walter Braga Netto, e colocou a Polícia Federal à disposição para auxiliar em toda investigação”, diz a íntegra nota.

Marielle foi morta a tiros dentro de um carro na região central do Rio de Janeiro. O motorista também foi assassinado. A assessora de Marielle, Fernanda Chaves, também estava no carro, mas não teria sofrido nenhum tiro, segundo o Corpo de Bombeiros.

Em nota, o PSOL exigiu apuração imediata dos fatos e exaltou o trabalho da vereadora na área dos direitos humanos.

Eleita com 46,5 mil votos, a quinta maior votação para vereadora nas eleições de 2016, Marielle Franco estava no primeiro mandato como parlamentar. Oriunda da favela da Maré, zona norte do Rio, Marielle tinha 38 anos, era socióloga, com mestrado em Administração Pública e militava no tema de direitos humanos.

Distrito Federal registra queda de 25% nos casos prováveis de dengue

0

Desde janeiro, foram 453 ocorrências em moradores da capital, 154 a menos que no mesmo período do ano passado. Informações constam do informativo epidemiológico divulgado pela Saúde nesta quarta (14)

De janeiro à primeira quinzena de março, a Secretaria de Saúde registrou 453 casos prováveis de dengue em residentes do Distrito Federal. O número representa uma queda de 25,37% em relação ao mesmo período do ano passado: 607.

No caso de pessoas que moram em outras unidades da Federação, foram computadas 23 notificações prováveis neste ano. Em 2017, o montante era de 122 — 81,15% a mais. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (14) por meio do Informativo Epidemiológico nº 11.

As regiões administrativas que registraram o maior número de casos foram Planaltina (95), Samambaia (61), Paranoá (45), Itapoã (44) e Taguatinga (33).

O boletim aponta que a maioria dos registros se deu na faixa etária de 20 a 49 anos (42,57%). Não houve registro de casos graves ou óbitos no período.

Febre chikungunya, zika vírus e febre amarela

A febre chikungunya apresentou 15 incidências prováveis neste ano — 14 em moradores do Distrito Federal e uma de outra unidade federativa.

Outra doença transmitida pelo Aedes aegypti, a contaminação provável pelo zika vírus foi registrada em seis residentes do DF. Houve uma redução de um caso provável na capital federal em relação ao informativo anterior, devido ao encerramento de investigação como caso descartado.

No caso da febre amarela, a Saúde contabilizou 42 casos notificados, dos quais 37 de habitantes locais. Desses, 35 foram descartados, um está em investigação e um já foi confirmado.

O caso confirmado evoluiu para cura e não se deslocou para fora do DF nos 15 dias que antecederam o início dos sintomas. Os cinco casos suspeitos em residentes de fora foram descartados.

Cine Brasília lota em sessão especial de filme sobre o médium João de Deus

0

Documentário João de Deus, o silêncio é uma prece foi exibido pela primeira vez na cidade nesta quarta (14). Governador Rodrigo Rollemberg e outras autoridades compareceram

Em um Cine Brasília lotado, pela primeira vez o documentário João de Deus, o silêncio é uma prece foi exibido no Distrito Federal.

A sessão especial na noite desta quarta-feira (14) contou com a participação do médium, de fiéis e de  autoridades, entre elas o governador Rodrigo Rollemberg e o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Também presentes os secretários Leany Lemos (Planejamento Orçamento e Gestão), Igor Tokarski (Meio Ambiente) e Guilherme Reis (Cultura).

Antes da exibição do filme, de 83 minutos, que narra a história do médium e do trabalho dele na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), João de Deus acolheu o público local ao lado da esposa Ana Teixeira.

“[O filme], que está mostrando a minha história, devia começar aqui dentro de Brasília. Aqui tem pessoas que tenho respeito e carinho”, relembrou.

“Eu já acompanhei a cura de muita gente na casa. É um lugar de muita paz e muita tranquilidade”Rodrigo Rollemberg, governador de Brasília

O diretor do documentário, Candé Salles, e a roteirista, Edna Gomes, também apresentaram a obra.

Ele registrou o dia a dia do médium por cinco anos. “Esse é um filme de amor, abram o coração para entrar amor”, resumiu Salles.

A Casa Dom Inácio  é considerada o maior hospital espiritual da América Latina.

Há 16 anos Rodrigo Rollemberg frequenta o espaço. Ele falou sobre a relação com o médium: “Eu já acompanhei a cura de muita gente na casa. É um lugar de muita paz e muita tranquilidade.”

Na exibição, o governador estava acompanhado da esposa e colaboradora do governo de Brasília Márcia Rollemberg.

O filme traz relatos de fiéis de diferentes partes do Brasil e do mundo que vão até Abadiânia em busca do médium. Médicos que acompanham as sessões e artistas também aparecem no documentário.

“Precisamos fazer com que água seja um tema do cotidiano na vida de todos os brasileiros”, alerta Izalci Lucas

0
A Câmara Federal realiza nesta sexta-feira (16), às 15h, no Plenário Ulysses Guimarães, sessão solene em homenagem ao Dia Mundial da Água. 
O deputado Izalci (PSDB-DF), que solicitou a sessão, ressaltou que o fato de o Brasil possuir 20% de água potável do Planeta, torna-o um País extremamente valioso e visado. “Sabe-se que em 25 anos um em cada cinco países sofrerá com a escassez de água. Esta escassez certamente gerará conflitos de ordem internacional, já que estudos da ONU indicam que em 2025 a falta de água afetará a vida de 3 bilhões de pessoas.”
Izalci acrescenta que o crescimento populacional e as exigências imediatas por energia e alimentação estão impondo, não só aos brasileiros, mas toda a população mundial, crescentes demandas de água doce. “No Brasil, é preciso que tenhamos um olhar mais clínico para a questão de nossos mananciais e o crescimento desordenado que atinge principalmente o nosso Cerrado, o berço das Águas do Brasil”, completou o parlamentar tucano
Mais de 90% do território brasileiro recebe chuvas abundantes durante o ano e as condições climáticas e geológicas propiciam a formação de uma extensa e densa rede de rios, com exceção do semi-árido, onde os rios são pobres e temporários. Essa água, no entanto, é distribuída de forma irregular, apesar da abundância em termos gerais, e mesmo tendo quase um quinto das reservas hídricas do  mundo, a falta de água é uma realidade em várias regiões do país por causa do crescimento populacional e desordenado das cidades, o desmatamento que diminui o nível de chuvas, o desperdício e falta de planejamento dos gestores públicos. “Somos um país que desperdiça muita água e precisamos fazer  com que água seja um tema do cotidiano na vida de todos os brasileiros antes que o recurso seja considerada definitivamente como o “novo petróleo””,disse o deputado Izalci Lucas
Izalci afirmou que é hora de todos acordarem. Segundo o parlamentar e presidente regional do PSDB/DF, a exploração da água, que é uma fonte renovável, tem limite e que devemos aprender a usar de uma forma mais responsável e sensata.
Além da sessão solene na Câmara Federal, que vai proporcionar uma grande reflexão sobre a crise hídrica e o futuro das cidades, Brasília vai sediar do dia 18 a 23 de março, o 8 Fórum Mundial da Água. O fórum não tem, nem de longe, a pretensão de resolver todos os problemas hídricos do Brasil, mas pode deixar um legado importante nos que diz respeito as medidas a serem adotadas para evitar o desperdício e a aplicação de políticas publicas mais eficientes para o consumo consciente.