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Programa Produtor de Água incentiva a preservação da água de mananciais no DF

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Por Marquezan Araújo – Manter a preservação de matas e atuar na recuperação de mananciais é um dos principais desafios enfrentados por instituições que trabalham com a proteção da natureza. Um dos projetos que produz ações com esse intuito é Programa Produtor de Água.

Desenvolvido pela Agência Nacional de Águas (ANA), o programa pretende incentivar a proteção hídrica no país por meio de incentivos financeiros. O objetivo é preservar as águas de importantes bacias hidrográficas do Brasil.

Uma parte do projeto é feita no Distrito Federal. A primeira bacia da região a receber auxílio dos envolvidos é a do rio Pipiripau, localizada no nordeste do DF.

Com uma propriedade às margens do rio, o produtor rural Raimundo Rocha, de 56 anos, já participa do programa. Ele conta que o mais importante do projeto é a orientação e assistência técnica que o produtor passa a receber. De acordo com Raimundo, o retorno é garantido.

“Nós investimos na recuperação da mata ciliar, fizemos plantio de mudas que contribuíam para a retenção da água na terra. Hoje a gente já vê o resultado. E que resultado é esse? É o ganho realmente no microclima, o retorno de animais e, o principal, que é a retenção da água da chuva, criando um grande bolsão. E esse aquífero, praticamente, vai ser o grande fornecedor do manancial”, diz o produtor.

O produtor Raimundo Rocha faz parte do programa e destaca a importância da assistência técnica

Além do empenho dos produtores, Raimundo acredita o programa será mais eficiente com uma colaboração maior da sociedade em geral. “A sociedade precisa entender melhor esse projeto, porque a responsabilidade precisa ser compartilhada. Não é só o proprietário rural que tem que assumir esse custo”, ressalta.

Uma das instituições que está à frente do Produtor de Água é a The NatureConservancy (TNC) – organização internacional, especializada na conservação da biodiversidade e do meio ambiente. Lícia Azevedo, que trabalha na área de estratégia de conservação da ONG, explica de que forma a preservação da mata na beira dos rios pode ajudar a melhorar a qualidade do solo.

Tabela indica os valores relativos ao PSA

“O papel dela [mata] é muito importante, principalmente porque ela forma uma barreira e evita com que sedimentos caiam para o rio. Além disso, essa vegetação também permite que a chuva infiltre no solo, mantendo que aquela água fique armazenada e nos períodos secos, abasteça os rios”, comenta.
Economizar água é hábito

A questão de preservação de mananciais deve estar relacionada à economia de água pela população dos centros urbanos. A avaliação é do gerente de água da TNC, Samuel Barreto.
Ele destaca que, o uso racional do recurso pelos moradores do Distrito Federal durante a estiagem é uma prova de que, nos períodos chuvosos, a população gasta água sem necessidade. “Nessas horas dá para perceber que podemos usar muito melhor, sem deixar faltar água. Basta usar com inteligência, porque esse uso racional que será nosso passaporte para o futuro”, afirma.

A gerência da água, assim como o Programa Produtor de Água serão destaques no 8° Fórum Mundial da Água. Considerado um dos maiores eventos do planeta, os encontros vão acontecer em Brasília, até o dia 23 de março. Os principais especialistas envolvidos com a questão da água no mundo estarão presentes no fórum.

Codhab assina contrato para construir 528 apartamentos populares em São Sebastião

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Obras serão as primeiras do Residencial Crixá, que terá, ao todo, 3.120 unidades habitacionais. Empreendimento vai atender habilitados com renda mensal de R$ 1,8 mil

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF) assinou, nessa segunda (19), a contratação das primeiras 528 unidades habitacionais do empreendimento Crixá, em São Sebastião. O residencial vai atender os candidatos habilitados na faixa 1, com renda mensal até R$ 1,8 mil, e terá um total de 3.120 apartamentos.

Nesta primeira etapa, o investimento é de R$ 52 milhões do programa Minha Casa Minha Vida. O recurso será distribuído nas obras de habitação e infraestrutura – água, esgoto, drenagem de águas pluviais, energia e iluminação pública. Ainda com a verba, vai ser iniciada a construção de um centro de ensino infantil (CEI) nas proximidades.

Apartamentos terão 47 metros quadrados

Com dois quartos, sala, cozinha e banheiro, os apartamentos serão de 47 metros quadrados. Cada unidade custará R$ 96 mil.

O início das obras é imediato, e a previsão é que as primeiras entregas sejam feitas até o fim deste do ano. Os habilitados devem começar a ser indicados para o empreendimento nos próximos meses.

Gilmar Mendes nega habeas corpus coletivo contra prisão em 2ª instância

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ontem (19) à noite um habeas corpus coletivo que havia sido impetrado por um grupo de advogados com o objetivo de libertar todas as pessoas presas após condenação em segunda instância da Justiça e também impedir novas prisões nesses casos.

Para basear o pedido, os impetrantes citaram julgamento recente da Segunda Turma do STF, que aceitou e julgou procedente, no mês passado, um habeas corpus coletivo para libertar todas as grávidas e mães com filhos pequenos.

Apesar de defender publicamente a revisão do entendimento atual do STF, que permite a prisão imediata de pessoas condenadas em segunda instância, Mendes não aceitou o argumento dos advogados e considerou que a mediada não poderia ser coletiva. “A pretensão de concessão de ordem genérica, tal como requerida pelos impetrantes, não é, nem nunca foi, compatível com a orientação deste Tribunal”, escreveu.

Mendes considerou impraticável a pretensão do habeas corpus. “Posta a questão nesses termos, vê-se que a pretensão dos impetrantes, assim genérica, é, em si mesma, jurídica e faticamente impossível, não podendo ser acolhida, haja vista a necessária análise da questão em cada caso concreto”, disse o ministro. “Seria temerária a concessão da ordem, uma vez que geraria uma potencial quebra de normalidade institucional.”

A decisão foi proferida em um momento no qual o STF vive um impasse em torno no tema, com a maior parte dos ministros manifestando-se publicamente a favor de uma nova apreciação do assunto. Mendes foi um dos votos vencedores no julgamento de 2016 que assentou a possibilidade de prisão após segunda instância, mas já anunciou que mudou seu entendimento.

Os ministros do STF devem se reunir nesta terça-feira (20) para discutir o assunto, que ganhou maior notoriedade desde que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva teve confirmada pela segunda instância da Justiça Federal sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex no Guarujá.

Bebida brasiliense promete fazer sucesso no Norte do país

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Café do Sítio expandiu as vendas para o estado do Tocantins

O sabor que os brasilienses amam agora está ultrapassando as fronteiras do Centro-Oeste. O Café do Sítio é novidade na casa dos tocantinenses. A marca criada em Brasília chegou na capital Palmas e em outros municípios do Tocantins, no interior do estado. Ela também está presente em municípios do Goiás (Goiânia e Rio Verde, entre outros) e, claro, em todo o Distrito Federal.

Com a ampliação da oferta, em 2017 o Café do Sítio aumentou o volume de produção em 47,14% e o faturamento em 30%, em relação a 2016. Os dados incluem a produção de café e de outros produtos da empresa, como feijão e flocão de milho. E os planos estão cada vez maiores.

“Como acabamos de entrar em uma nova praça, Palmas e Rio Verde, nossa expectativa de crescimento aumentou. Esperamos crescer 70% em volume de vendas e 40% em faturamento em 2018”, estima o diretor de marketing e vendas, Ricardo Barbosa. “Nós queremos dar orgulho para a cidade, ser uma empresa de Brasília reconhecida em outros lugares do Brasil também”, afirma.

Para dar conta do recado, a fábrica passa por uma reforma, que deve aumentar a capacidade produtiva em 25%. A empresa está investindo em automação e aumento da quantidade de equipamentos de estocagem e transportadores de café, entre outras ações.

Saiba mais

A história do Café do Sítio acompanha o desenvolvimento da nova capital brasileira. Assim como muitos outros imigrantes, os recém-casados Antônia e Teones Barbosa de Souza saíram do Maranhão para buscar uma nova vida em Brasília, ainda no ano de 1958. Quase dez anos depois, em 1967, eles compraram o Café do Sítio e se empenharam no crescimento da marca.

Hoje a empresa produz entre 40 e 50 toneladas de café por dia e conta com 250 funcionários. Além do café tradicional, a marca também oferece um saboroso cappuccino, uma linha premium de café espresso (presente em mais de 15 estabelecimentos do DF, como restaurantes, confeitarias e bares) e uma linha de alimentos variados (farofa pronta, polvilho doce, farinha de mandioca, entre outros).

Conheça atrações da Vila Cidadã do 8º Fórum Mundial da Água

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Instalada na área externa do Estádio Mané Garrincha, a Vila Cidadã oferece atividades interativas e sensoriais para quem for ao 8º Fórum Mundial da Água. A entrada é gratuita. O visitante pode se cadastrar no local ou pelo site do evento. A vila funcionará até o dia 23 de março, das 9h às 21h.

Estação Antártica

É uma réplica da Estação Antártica Comandante Ferraz. O visitante tem a chance de “ver e sentir” a neve e conhecer como vivem os cientistas no continente gelado.

Brasília - Vila Cidadã oferece atividades formativas, culturais e interativas, voltadas para melhorar o uso da água.(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Estação Antártica mostra como vivem os cientistas brasileiros (Foto Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
 

Submarino

Na instalação, o visitante vai imergir ao fundo do mar para ter contato com a fauna e flora marinhas. A ideia é tirar o lixo do fundo mar e não deixar os peixes comerem.

Brasília - Vila Cidadã oferece atividades formativas, culturais e interativas, voltadas para melhorar o uso da água.(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Vila Cidadã oferece atividades culturais e interativas com intuito de conscientizar sobre a melhora do uso da água (Foto Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
 

Museu do Amanhã

Um filme, produzido pela equipe do Museu do Amanhã a partir de fotos, mostra como o homem se apropriou do planeta e, ao fazer isso, modificou seu habitat.

Brasíla - Estande do Museu do Amanhã na Vila do Cidadão (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Estande do Museu do Amanhã na Vila Cidadã (Foto Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
 

Asa delta

Por meio de um simulador em realidade virtual, o público sobrevoa por vários pontos do país, como uma usina hidrelétrica, com a sensação do corpo em movimento e do vento batendo no rosto.

Brasília - Vila Cidadã oferece atividades formativas, culturais e interativas, voltadas para melhorar o uso da água.(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
É possível “voar” sobre uma usina hidrelétrica, rios e lagos (Foto Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
 

Carta de Brasília trará diretrizes para garantir acesso da população à água

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Juízes brasileiros e de outros países começaram a debater, nesta segunda-feira (19), durante o 8º Fórum Mundial da Água, o documento final do encontro que vai reconhecer o acesso à água como direito fundamental. Prevista para ser aprovada nesta terça-feira (20), a Carta de Brasília terá 10 diretrizes que vão auxiliar magistrados de todo o mundo a fundamentar decisões para garantir o acesso da população à água.

Os trabalhos estão sendo conduzidos há seis meses pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Herman Benjamin e têm recebido sugestões e críticas de juízes da África do Sul, da Guatemala, do México, do Paraguai, do  Equador, da Mongólia, do Vietnã e da República Dominicana.

Na avaliação do ministro, a carta será um dos principais documentos para a aplicação do direito ambiental no país. “Eu, quando propus essa Declaração de Brasília, não sabia se viria um resultado produtivo. Gradativamente, a declaração foi ganhando corpo, foi ganhando sistematicidade, foi ganhando novidade, e isso a transformou em um dos mais importantes e robustos documentos de direito ambiental já produzidos”, afirmou Herman Bejamin.

A diretora-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Christianne Dias, também participou da abertura dos debates e avaliou que juízes e promotores poderão contribuir para a solução de conflitos decorrentes das atividades humanas que dependem da água.

“A adversidade climática também chama bastante a atenção e tem o poder de comprometer a produção de alimentos, o abastecimento humano e até mesmo a saúde dos cidadãos, de modo a ensejar agilidade no enfrentamento de questões”, afirmou Christianne.

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, disse que sempre teve o Ministério Público e os juízes brasileiros como parceitros ao longo de sua trajetória na política ambiental. Segundo o ministro, parte dos avanços na área ambiental ocorreu devido à atuação dos magistrados.

“Quero registrar a minha imensa satisfação de ter, a primeira vez, juízes e procuradores do Brasil e do mundo se encontram de forma organizada no fórum das aguas”, disse.

O 8º Fórum Mundial da Água, sediado em Brasília, é o primeiro a contar com uma conferência exclusiva de magistrados e promotores de diversos países para discutir o direito à água e os desafios jurídicos para a proteção ambiental de fontes aquíferas.

Edição: Nádia Franco

Moro critica possibilidade de revisão da prisão em segunda instância pelo STF

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Sérgio Moro, juiz federal responsável pela Operação Lava Jato. Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, determinou nesta segunda-feira (19) o cumprimento imediato da pena do ex-vice-presidente da construtora Engevix Gérson Almada, condenado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro a 34 anos e 20 dias de prisão em regime fechado.

Ele é acusado de ter pago mais de R$ 15,2 milhões em propina a ex-diretores da Petrobras para viabilizar a contratação de obras em ao menos quatro refinarias da estatal petroleira, incluindo as unidades de Abreu e Lima, em Pernambuco, e o Comperj, no Rio de Janeiro. A prisão foi decretada após o empresário ter esgotado todos os recursos interpostos na segunda instância, via Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

Segundo determinação do juízo, Almada deve se apresentar nesta terça-feira (20) na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba. Depois, será transferido para o Complexo Médico Penal em Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense, onde estão os demais presos da Lava Jato. O magistrado ressaltou que o recurso especial de Almada no Superior Tribunal de Justiça (STJ), ainda não julgado, não tem efeito suspensivo para evitar a prisão.

No despacho que determinou a detenção de Gérson Almada, o juiz Sérgio Moro criticou a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) rever a decisão que autorizou, em 2016, o cumprimento da pena após condenação em segunda instância. A revisão pode ser incluída na pauta do STF por meio de um recurso protocolado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pretende suspender sua condenação a 12 anos e um mês de prisão na ação penal do tríplex do Guarujá (SP).

“Uma eventual alteração seria desastrosa para os avanços havidos recentemente em prol do fim da impunidade da grande corrupção no Brasil, avanços estes, aliás, talvez iniciados de maneira mais incisiva, com o julgamento pelo plenário do Supremo Tribunal Federal da Ação Penal 470 [Mensalão], em 2012, e que prosseguiram com investigações e ações penais relevantes, incluindo a presente, nos anos seguintes, conforme reconhecido inclusive internacionalmente”, afirmou o magistrado.

Sérgio Moro acrescentou que a prisão em segunda instância “acaba com o faz de conta das ações penais que nunca terminam, nas quais o trânsito em julgado é somente uma miragem e nas quais a prescrição e impunidade são realidade”. Ainda de acordo com Moro, a “presunção de inocência não deve ser interpretada como um véu de ignorância que impede a apreensão da realidade, nem como um manto protetor para criminosos poderosos, quando inexistir dúvida quanto a sua culpa reconhecida nos julgamentos”.

Ao dizer que espera que a jurisprudência do Supremo não seja revista, o juiz Sérgio Moro citou nominalmente, em um aceno elogioso, os ministros Rosa Weber, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Marco Aurélio e Ricardo Lewandovski, integrantes do STF que tendem a votar pela contra a prisão em segunda instância, com base na tese constitucional de que os réus só devem cumprir a pena após o trânsito em julgado das ações penais.

No Fórum Mundial da Água, Rollemberg fala em ‘convicção de segurança hídrica’ para o DF

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Governador discursou para autoridades de quase 170 países. Encontro é considerado principal evento do mundo sobre água

Por Marília Marques, G1 DF – Na abertura oficial do Fórum Mundial da Água, no Ministério das Relações Exteriores, o governador Rodrigo Rollemberg destacou a expectativa do Distrito Federal em superar a crise hídrica vivenciada há mais de um ano na região.

No discurso para autoridades mundiais, na manhã desta segunda-feira (19), o representante do Buriti afirmou que os investimentos do GDF são suficientes para superar a restrição de água.

“Os investimentos realizados por nosso governo permitem vislumbrar, com convicção, tempos de segurança hídrica para o DF.”

No início de março, o governador já tinha afirmado, durante a inauguração de uma obra no Gama, que o racionamento em Brasília será encerrado “sem dúvida até o fim do ano”.

Considerado o principal evento para discutir o tema, o Fórum Mundial da Água ocorre pela primeira vez no Hemisfério Sul. O encontro teve início no domingo (18), e a previsão é de que cerca de 45 mil pessoas passem por Brasília até sexta (23).

No discurso, Rollemberg afirmou ainda que o fórum deve deixar um legado para as futuras gerações. “Estamos tratando do tema mais importante para o futuro da humanidade, fundamental para atingirmos objetivos de desenvolvimento sustentável.”

Na cerimônia no Itamaraty, participam o presidente Michel Temer e mais 10 chefes de Estado, além do representante do Conselho Mundial da Água – organizador do fórum –, Benedito Braga.

Durante a fala, Temer destacou o fato da segurança hídrica estar “sempre no centro das políticas públicas do país”. O presidente afirmou que “assegurar água, portanto, dignidade” é o “propósito que nos reúne em Brasília”.

Trânsito

Devido ao evento, na manhã desta segunda (19), no Itamaraty, o trânsito na Esplanada dos Ministérios precisou ser alterado. O Eixo Monumental foi parcialmente fechado, às 6h, na altura da Esplanada dos Ministérios.

O congestionamento nas vias S1 e S2 e no Setor de Administração Federal começou por volta das 7h30. Por volta das 10h, o trânsito continuava praticamente parado.

Além disso, a segurança no local também foi reforçada. No Palácio do Itamaraty, o Gabinete de Segurança Insitutcional (GSI) ficou responsável pela segurança do presidente Michel Temer no evento. De carro, moto e a pé, integrantes das polícias do Exército, a Militar do DF e a Polícia Rodoviária Federal também patrulhavam a área.

 O acesso aos arredores da sede do Ministério das Relações Exteriores só foi permitido para autoridades, imprensa e convidados credenciados.

Padres da diocese de Goiás são investigados por desvio R$ 2 milhões

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O Ministério Público (MP) de Goiás deflagrou, na manhã de hoje (19), a Operação Caifás, que investiga desvios de cerca de R$ 2 milhões por membros da administração central da diocese de Formosa e de paróquias associadas. Por determinação do MP, policiais civis cumprem 13 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão nos municípios de Formosa, Posse e Planaltina, em residências, dependências da diocese e em um mosteiro.

Os valores desviados pela cúria são provenientes de dízimos, doações e taxas pagas pelos fiéis para cobrir batismos, casamentos e cerimônias afins. Segundo o MP, com o avanço das apurações, é muito provável que a quantia subtraída pelo grupo criminoso supere a estimativa informada pela assessoria de imprensa do órgão. O número preciso deve ser conhecido dentro de uma semana, quando o processo será protocolado.

O MP passou a averiguar os fatos após fiéis comunicarem aos promotores a suspeita de desfalques que teriam sido iniciados em 2015.

A operação é coordenada pelos promotores de Justiça Fernanda Balbinot e Douglas Chegury e conta com a atuação de integrantes do Centro de Inteligência e do Gabinete de Segurança Institucional do MP, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Entorno do Distrito Federal e, ainda, da Polícia Militar.

O nome da operação é uma alusão a Joseph Caiaphas que, de acordo com a Bíblia, foi o sumo sacerdote que entregou Jesus a Pôncio Pilatos.

Aprovada pela CLDF, Lei do IPTU VERDE preserva o meio ambiente e dá descontos no imposto

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Deputado Wellington Luiz

Aprovada recentemente pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), a Lei do IPTU VERDE aguarda sanção do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). De autoria do deputado distrital Wellington Luiz (MDB), a Lei dá descontos no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para quem mantém área verde árvores nativas (ipê e etc)

Veja o teor da LEI!

Art. 1° Fica instituído no Distrito Federal o Programa IPTU Verde, cujo objetivo é fomentar medidas de redução de consumo de recursos naturais e de impactos ambientais, as quais preservem, protejam e recuperem o meio ambiente, mediante a concessão de benefício tributário ao contribuinte.

§ 1° O benefício tributário a que se refere o caput consiste na redução do Imposto Territorial e Predial Urbano – IPTU aos proprietários de imóveis residenciais e não residenciais que adotem as seguintes medidas:

I- arborização;
II – implantação de quintal e calçadas verdes;
III – sistema de captação da água de chuva;
IV- sistema de reúso de água;
V- sistema de aquecimento hidráulico solar;
VI – sistema de aquecimento elétrico solar;
VII- construções com material sustentável;
VIII – utilização de energia passiva;
IX – sistema de energia eólica;
X – implantação de telhado verde em todos os telhados disponíveis no imóvel para esse tipo de cobertura;
XI – separação de resíduos sólidos;
XII- manutenção do terreno sem a presença de espécies exóticas invasoras e cultivo de espécies arbóreas nativas;
XIII – utilização de lâmpadas de LED.

§ 2° Quanto à redução prevista no§ 1°, II, para a fixação do valor do desconto são considerados o tamanho da área permeável em relação ao tamanho do lote e a localização do imóvel dentro do perímetro urbano, na forma do regulamento.

§ 3° Os benefícios previstos no § 1°, I e II, não se aplicam aos imóveis caracterizados como sítios de recreio.

§ 4º Pode ser cumulativo o desconto de que trata o § 1°, I, nos casos de condomínios residenciais horizontais, quando a medida ambiental for implantada pelo condomínio em relação à área comum e pelo proprietário em relação à sua unidade autônoma.

§ 5º A forma de obtenção dos benefícios previstos no § 1°, III, IV e XI, deve ser regulamentada pelo Poder Executivo em até 180 dias da data de publicação desta Lei.

Art. 2º Para a obtenção do benefício tributário disposto nesta Lei, o contribuinte deve estar em dia com suas obrigações tributárias.

Art. 3° Para os efeitos desta Lei, considera-se:

I – arborização: plantio de 1 ou mais árvores escolhidas entre os tipos adequados à arborização de vias públicas, em frente a imóvel horizontalmente edificado, ou preservação de árvore já existente observando-se a manutenção de área suficiente para sua irrigação, na forma do regulamento;

Il – implantação de quintal ou calçadas verdes: implantação, no perímetro do terreno, de calçadas e quintais efetivamente permeáveis e com cobertura vegetal, em no mínimo 80% da área destinada para tais fins;

III – sistema de captação da água da chuva: sistema que capte água da chuva e a armazene em reservatórios para utilização do próprio imóvel;

IV- sistema de reúso de água: utilização, após o devido tratamento, da água residual proveniente do próprio imóvel, para atividades que não exijam que ela seja potável;

V- sistema de aquecimento hidráulico solar: utilização de sistema de captação de energia solar térmica para aquecimento de água, com a finalidade de reduzir parcialmente o consumo de energia elétrica no imóvel;

VI – sistema de aquecimento elétrico solar: captação de energia solar térmica para conversão em energia elétrica, visando reduzir parcial ou integralmente o consumo de energia elétrica do imóvel;

VII – construções com material sustentável: utilização de materiais que atenuem os impactos ambientais, desde que essa característica sustentável seja comprovada mediante apresentação de selo ou certificado;

VIII – utilização de energia passiva: edificações que possuam projeto arquitetônico que especifique as contribuições efetivas para economia de energia elétrica decorrentes do aproveitamento de recursos naturais como luz solar e vento, tendo como consequência a diminuição de aparelhos mecânicos de climatização;

IX- sistema de energia eólica: sistema que aproveita a energia do vento, gerando e armazenando energia elétrica para aproveitamento no imóvel;

X – telhado verde, telhado vivo ou ecotelhado: cobertura de edificações na qual é plantada vegetação compatível, com impermeabilização e drenagem adequadas, a qual proporcione melhorias em termos paisagísticos e termoacústicos e redução da poluição ambiental;

XI – separação de resíduos sólidos: coleta e separação do lixo em suas categorias preestabelecidas (vidro, plástico, papel, metal) e sua correta destinação para r~eclclagem;

XII – manutenção do terreno sem a presença de espécies exóticas invasoras e cultivo de espécies arbóreas nativas: situação em que o proprietário do terreno sem edificações proteja o imóvel de espécies exóticas invasoras, não típicas do local, as quais passam a tomar conta do terreno, causando grande impacto ecológico e ambiental; e também destina 20% de seu espaço ao cultivo de espécies nativas a fim de aumentar a biodiversidade no perímetro urbano;

XIII – utilização de lâmpadas de LED: utilização de lâmpadas ecologicamente corretas, feitas a partir de light emitting díode – LED, as quais consomem até 80% menos energia em relação às lâmpadas convencionais.

Art. 4° O percentual a ser descontado no IPTU de que trata esta Lei observa a seguinte proporção:

I – 2% para as medidas previstas no art. 1°, § 1 o, I e 11;

II – 3% para as medidas descritas no art. 1°, § 1°, V, VI, VIII e XI;

III- 7% para as medidas descritas no art. to,§ 1°, III, IV e XIII;

IV – 9% para as medidas descritas no art. 1 o, § 1 o, VII e IX;

V – 11% para a medida descrita no art. 1 o, § 1 o, X;

VI- 15% para a medida descrita no art. 1 o, § 1 o, XII.

Art. 5° O benefício de que trata esta Lei é concedido uma única vez para cada medida ambiental implantada, sendo permitida a cumulação por medidas diversas, bem oomo com outros descontos eventualmente concedidos pelo Poder Executivo, desde que não ultrapasse o limite de 30% do valor do IPTU do contribuinte para pagamento à vista e 20% para pagamento parcelado.

Art. 6° O interessado em obter o benefício tributário descrito nesta Lei deve protocolar o pedido devidamente justificado perante o órgão competente, entre os meses de setembro e novembro do ano anterior em que deseja o desconto, expondo a medida que aplicou em sua edificação ou terreno, instruindo o pedido com documentos comprobatórios.

§ 1º  O órgão competente designa responsável para comparecer ao local indicado pelo contribuinte, a fim de analisar a conformidade das ações com os critérios estabelecidos nesta Lei, podendo solicitar ao interessado documentos e informações complementares.

§ 2° Feita a devida análise, o órgão emite parecer conclusivo acerca da concessão ou não concessão do benefício, sendo que:

I – se o parecer for favorável, após ciência do interessado, o pedido é enviado para o órgão competente para providências;

II – se o parecer for desfavorável, o processo é arquivado após ciência do interessado.

Art. 7° O benefício de que trata esta Lei pode ser cancelado, quando:

I – o sistema objeto de concessão do desconto deixar de existir no imóvel sobre o qual recai o IPTU;

II – o contribuinte interessado deixar de fornecer as informações requeridas pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente.

Art. 8º O benefício de que trata esta Lei pode ser suspenso, a qualquer tempo, por ato de autoridade competente, quando verificado o descumprimento das exigências que justificam os incentivos, mediante parecer devidamente fundamentado.

Art. 9º A renovação do benefício tributário descrito nesta Lei deve ser feita anualmente.

Parágrafo único. Quando da análise da renovação, o benefício de que trata esta Lei pode ser reduzido pelo órgão competente quando o objeto ou a ação legitimadores do desconto tributário forem modificados, culminando em redução nos ganhos ambientais gerados.

Art. 10. Esta Lei atende à compensação exigida pelo disposto no art. 14 da Lei Complementar federal n° 101, de 4 de maio de 2000- Lei de Responsabilidade Fiscal.

Art. 11. Só podem ser beneficiados por esta Lei os imóveis residenciais (incluindo condomínios horizontais e verticais), comerciais, mistos ou institucionais (incluindo condomínios horizontais e prédios) ligados à rede de esgoto, desde que disponível, ou que possuam sistema ecológico de tratamento de esgoto, como fossa ecológica, onde ocorra o processo de biometanação, envolvendo a conversão anaeróbica de biomassa em metano.

Art. 12. Aos proprietários de imóveis residenciais e territoriais não residenciais (terrenos), comerciais, mistos ou institucionais que adotem o benefício tributário de que trata esta Lei é concedida redução proporcional do IPTU, na forma das medidas dispostas nesta Lei.

Art. 13. O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 90 dias.

Art. 14. Esta Lei entra em vigor na data de sua regulamentação.

Art. 15. Revogam-se as disposições em contrário.