Internet no computador, no celular, no notebook, no tablet… Cada vez mais pessoas estão conectadas durante 24 horas, não importa o lugar onde estejam. E as redes sociais têm ocupado bastante espaço em nosso tempo de navegação: segundo a comScore, empresa norte-americana de análise da internet, o Brasil é o 5º país que mais acessa as redes no mundo. De acordo com o Facebook, 13 milhões de brasileiros já usam a rede, um crescimento de 119% nos últimos seis meses. Mas será que tanta interação pode atrapalhar os estudos e a carreira?
É inegável o uso cada vez mais significativo das mídias sociais para o compartilhamento de informações e para a obtenção de valiosos dados na esfera profissional. Além disso, fazer parte das redes pode ser um fator determinante na contratação ou até na demissão de um funcionário. Contudo, o uso exagerado, principalmente na escola, no cursinho e no ambiente de trabalho, pode atrapalhar a produtividade.
Quando um paciente relata que tem dificuldade em se desligar da rede, inclusive no trabalho, avaliamos juntos se há uma conexão psicológica com o fato. Hoje em dia já consideramos a compulsão pela internet como uma patologia, mas existem alguns critérios que são examinados antes do diagnóstico. O psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, referência na área e coautor do livro “Dependência de Internet – Manual e guia de avaliação e tratamento”, coordena o programa Dependentes de Internet, do Hospital das Clínicas (SP). Ele trabalha com a estimativa de que 10% dos usuários acabam se tornando dependentes. No site do programa, é possível fazer um teste para detectar quem sofre do problema.
Como na maior parte das vezes, o bom senso deve prevalecer – passar mais de 30 minutos do expediente interagindo nas redes sociais prejudica a produtividade, principalmente no que diz respeito ao cumprimento do horário de trabalho e aos prazos estabelecidos para a entrega de tarefas. E, se você está à procura de um emprego, saiba que muitas empresas pesquisam o nome do candidato nas redes sociais para observar de que forma ele se comunica, quais as suas opiniões e interesses, e verificar se há compatibilidade com o perfil da empresa. Última dica: interagir mais virtualmente do que pessoalmente não é saudável. O contato interpessoal será sempre necessário, independente do uso da internet. Por isso, procure alimentar a sua relação com os colegas de trabalho e faça disso uma atividade quase que obrigatória em seu dia a dia.
*mestre em psicologia pela PUCRS e há mais de 20 anos dedica-se a pesquisa em Ciências Cognitivas direcionada à preparação emocional de candidatos para provas, vestibulares e concursos.
Até sexta-feira (23), participantes terão oportunidade de mostrar produtos e serviços e fechar negócios. Governador de Brasília inaugurou o espaço de acesso exclusivo para inscritos pagantes, no estacionamento do estádio
Cinquenta e duas organizações de diversos países terão oportunidade de exibir produtos e serviços e fechar negócios no 8º Fórum Mundial da Água.
O presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga; o governador Rodrigo Rollemberg; e o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho; acompanhados de outras autoridades, abriram neste domingo (18), a Expo do Fórum Mundial da Água. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília
Na tarde deste domingo (18), o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, inaugurou a Expo, espaço de entrada exclusiva para participantes inscritos (pagantes) no fórum: 7.983, segundo a organização.
O local vai funcionar até sexta-feira (23), das 9 às 21 horas, no estacionamento do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.
Acompanhado do ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, o governador disse que a Expo será uma oportunidade para os países conhecerem o que cada um está fazendo de mais avançado na questão da água.
“Temos uma grande chance de produzir um legado para o planeta, de construir uma nova consciência em relação a esse bem tão precioso, o mais importante para o futuro da humanidade.”
Para o ministro, o encontro é muito oportuno porque ocorre em um momento em que a mudança climática teve como principal efeito no País a questão hídrica, com seca no Nordeste, crise no Sudeste e em Brasília.
“Vamos colher aqui experiências de países que estão em dificuldades, que a superaram e apontam caminhos. O Brasil, com seu know-how, tem muito a oferecer”, resumiu Sarney Filho.
Vila Cidadã tem atrações gratuitas
Desde ontem (17), os brasilienses podem conhecer a Vila Cidadã, atração do fórum aberta à população, também no estacionamento do Mané Garrincha.
Das 9 às 21 horas, os visitantes verão experiências como a instalação Estação Antártica, que reproduz o laboratório e a moradia dos cientistas no continente gelado.
O acesso é gratuito, mas requer credenciamento no site oficial. O registro pode ser feito no local, mas, de acordo com os organizadores, o envio antecipado dos dados ajuda a evitar filas.
O que é o Fórum Mundial da Água
Criado em 1996 pelo Conselho Mundial da Água, o fórum foi idealizado para estabelecer compromissos políticos acerca dos recursos hídricos. A oitava edição ocupará o Mané Garrincha, com a Vila Cidadã — aberta ontem —, e o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, a partir de hoje, onde se concentrarão as palestras e os painéis.
Em Brasília, ele é organizado pelo Conselho Mundial da Água, pelo governo local — representado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do DF (Adasa) — e pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Agência Nacional de Águas (ANA).
O fórum ocorre a cada três anos e já passou por: Daegu, Coreia do Sul (2015); Marselha, França (2012); Istambul, Turquia (2009); Cidade do México, México (2006); Kyoto, Japão (2003); Haia, Holanda (2000); e Marrakesh, no Marrocos (1997).
Expo – 8º Fórum Mundial da Água Até 23 de março (sexta-feira)
No estacionamento do Mané Garrincha
Das 9 às 21 horas
Exclusivo para inscritos pagantes
Como parte da programação do 8º Fórum Mundial da Água, foram realizados neste domingo (18) eventos esportivos no Lago Paranoá, como canoagem, natação e vela adaptada, para pessoas com deficiência.
Além da prática de esporte, as atividades tinham como fim alertar para preservação e o uso sustentável da água.
Uma das competições foi a de vela, que reuniu atletas no Cota Mil Iate Clube, situado ao sul das margens do lago. Em dois dias de prova, cerca de 190 pessoas navegaram em 63 barcos.
Atletas de diversos clubes da capital federal compareceram. Na categoria de barcos monotipos, por exemplo, foram nove equipes. Cada embarcação tinha três tripulantes.
Os três melhores colocados de cada categoria foram premiados com certificados, medalhas e troféus fabricados com material reciclável e oferecidos pelo fórum.
As equipes disputaram nas categorias flotilhas Delta 26, Fast 230 e Ranger 22. “A gente considera uma regata diferente do que a gente está acostumado a correr. Normalmente, não tem esse tipo de evento em Brasília. Fiz questão de participar dessa iniciativa”, afirmou Sérgio “Calé”, que venceu na classe Delta 26, em equipe.
O primeiro lugar no pódio teve um componente especial para ele, já que, neste domingo, retornou às competições com um barco novo, após quatro anos vivendo nos Estados Unidos.
Já o velejador Cézar Castro, que conquistou a prata na Fast 230, a competição serviu para testar um novo tipo de tecido. Quanto à regata, ele avaliou como “de alto nível técnico”. “A organização foi bastante bem-sucedida”, disse.
Para o diretor de Náutica do Cota Mil, que sediou a regata, Cláudio Santos, o evento foi uma oportunidade de aproximar aqueles que têm o hábito de velejar.
A Polícia Civil de Minas Gerais informou ter localizado na cidade de Ubá, região da Zona da Mata, um carro suspeito de ter sido usado nos assassinatos da veredora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes na última quarta-feira (14) no Rio de Janeiro.
O veículo tem características semelhantes – como cor e modelo – ao que foi usado no crime.
Policiais do Rio foram informados da apreensão e uma equipe foi deslocada para o município mineiro hoje (18). De acordo com a polícia de Minas, o veículo ainda será periciado e não é possível confirmar se realmente é o carro que participou da emboscada.
Crime
Na última quarta-feira, a vereadora Marielle Franco foi morta com quatro tiros na cabeça, quando ia para casa no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, retornando de um evento ligado ao movimento negro, na Lapa. A parlamentar viajava no banco de trás do carro, quando criminosos emparelharam um veículo com o carro da vítima e dispararam nove vezes. O motorista do veículo, Anderson Gomes, também morreu. Uma assessora que também estava no carro sobreviveu.
A Polícia Civil do Rio já tem imagens do momento em que Marielle saía do encontro. Elas mostram que o carro onde estava a vereadora foi seguido por outros dois automóveis. Até agora as primeiras informações sobre as investigações apontam para crime premeditado.
Disque Denúncia
O Portal dos Procurados do Disque Denúncia divulgou um cartaz para receber informações que possam ajudar nas investigações da Polícia Civil, que tem à frente a Delegacia de Homicídios da Capital (DH). Quem tiver qualquer informação que possa ajudar na identificação ou localização dos assassinos, pode usar o Whatsapp ou Telegram do Portal dos Procurados (21) 98849-6099 ou também o número da Central de Atendimento do Disque Denúncia (21) 2253-1177. Outras opções são a página do Portal dos Procurados no Facebook e o aplicativo Disque Denúncia-RJ. O portal garante o anonimato.
“Corredor é assim: eu nunca te vi. Você é corredor e, portanto, é meu irmão desde que nasceu”. Foi com esse lema que Sidney Aguiar, morador do Entorno do Distrito Federal e corredor desde 2004, participou da Corrida e Caminhada pela Água, na Esplanada dos Ministérios, que reuniu, na manhã de hoje (18), 4 mil pessoas, de acordo com a organização.
O circuito de 5 quilômetros marca o início das atividades do 8º Fórum Mundial da Água, que vai até o dia 23 deste mês.
Sidney Aguiar, que organiza corridas em Santo Antônio do Descoberto (GO), diz que sempre tenta privilegiar a realização das provas em regiões arborizadas e com água. “Há um percurso de 15 quilômetros que tem uma capelinha e uma cachoeira. É a coisa mais linda do mundo. Você passa por um boqueirão de mato, só escuta passarinho cantando”, contou.
Corrida e Caminhada pela Água, na Esplanada dos Ministérios. O evento faz parte da programação do 8º Fórum Mundial da Água (Foto Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Outro participante foi o autônomo Getúlio Rocha, amigo de Sidney, que foi acompanhado de diversos membros do grupo de corredores BoraToDentro, formado por moradores de Ceilândia e Taguatinga, e da mãe, Celcina Rocha, de 71 anos.
O professor de educação física Marcos Roberto levou a mulher e os dois filhos pra corrida. Ele espera que o Fórum Mundial da Água ajude a sociedade brasiliense a discutir o racionamento de água, que atinge a capital federal há mais de um ano.
“Chegou essa questão da crise justamente por não ter planejamento, então, nesse fórum, eu acredito que no futuro possa ter um melhor planejamento”, afirmou Marcos Roberto.
O técnico em informática Samuel Valério também lembrou o racionamento em Brasília e disse que todo mundo tem que ter responsabilidade com a água.
“É muito importante as pessoas se conscientizarem do quanto é importante a água, o recurso da água para gente”, disse.
Os três primeiros colocados de cada modalidade ganharam um troféu, e os demais participantes, uma medalha. A inscrição foi gratuita, mas os participantes poderiam doar alimentos não perecíveis durante a retirada do kit da corrida. As doações, segundo a organização, serão entregues a instituições sociais.
Além da corrida e caminhada na Esplanada, outros eventos esportivos estão ocorrendo na Orla da Ponte JK, como vela, canoagem e natação. A ideia é conscientizar sobre a preservação e uso sustentável do Lago Paranoá.
Eventos esportivos e de entretenimento na orla do Lago Paranoá fazem parte do 8º Fórum Mundial da Água (Foto Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Cinco mulheres com trabalhos relevantes para a população de Brasília receberam o documento das mãos do governador Rodrigo Rollemberg na tarde desta sexta (16)
O governador Rodrigo Rollemberg entregou, na tarde desta sexta-feira (16), cinco certificados de reconhecimento a lideranças femininas pela contribuição delas à sociedade. A cerimônia ocorreu no Palácio do Buriti.
Cinco mulheres receberam das mãos do governador Rollemberg certificados de reconhecimento pela liderança em seus segmentos. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília
No dia 8, o governador já havia entregue o certificado a outras dez mulheres. “Eu queria agradecer, em nome da população de Brasília, a contribuição e o trabalho de todas vocês”, disse ele.
A professora aposentada Dinorá Couto foi uma das homenageadas. Fundadora da Biblioteca Braille Dorina Nowill, em 1995, em Taguatinga, hoje ela é voluntária na instituição.
Dinorá também criou a primeira Academia Inclusiva de Autores Brasilienses.Ela ministra oficinas de leitura em visitas às escolas de Brasília, nas quais também fala dos espaços que criou.
A coronel do Exército Carla Beatriz Medeiros de Souza foi outra agraciada. Ela demonstrou surpresa com a homenagem. “É um importante reconhecimento. Fico feliz de terem escolhido uma mulher militar.”
“É um reconhecimento importante. Fico feliz de terem escolhido uma mulher militar”Carla Beatriz Medeiros de Souza, coronel do Exército Brasileiro
Carla integrou a primeira turma de formação com mulheres no Exército e também foi pioneira no posto de coronel. Ela foi ainda a única militar brasileira a participar da missão de paz no Haiti.
O reconhecimento foi dado ainda à professora Regina Aparecida, especialista em educação infantil há 47 anos. “Vou coroar minha estada na Secretaria de Educação com chave de ouro”, disse, ao se referir ao certificado e ao último ano em que ficará na pasta.
A terceira professora a receber a homenagem foi Maria Rosane Marques, que desenvolveu o projeto Em defesa do Córrego Guará, premiado internacionalmente, que será apresentado durante o 8º Fórum Mundial da Água.
O evento ocorrerá em Brasília de 18 a 23 de março, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha e no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
A chefe da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, Sandra Gomes Melo, também foi agraciada com o certificado. Delegada há 22 anos, ela implementou a Lei Maria da Penha em Brasília e instituiu os protocolos de atendimento as vítimas de violência doméstica.
O 8º Fórum Mundial da Água, que começa neste domingo (18), em Brasília, deve reunir cerca de 45 mil pessoas interessadas no tema da água. Desse total, 10 mil são especialistas vindos de mais de 100 países que estarão debatendo diferentes teses sobre a questão da água, em vários painéis ao longo da semana. O fórum é o maior evento relacionado ao tema e tem a chancela do Conselho Mundial da Água (CMA), organismo internacional responsável pelo acompanhamento da questão em todo o mundo há mais de 30 anos. Esta é a primeira vez que o fórum ocorre em um país do Hemisfério Sul, desde sua estreia em 1997, na cidade de Marrakesh, no Marrocos.
Atualmente, o presidente do CMA é o brasileiro Benedito Braga, professor titular de engenharia civil e ambiental na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e também secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do estado de São Paulo. Para ele, o grande objetivo do fórum é “aproximar a comunidade científica e técnica da comunidade tomadora de decisão”, ou seja, a classe política. Por essa razão, os governos de diferentes países foram convidados e estarão representados por chefes de Estado e ministros. Segundo Braga, é preciso “motivar os governantes para a importância da água para destinar recursos para as obras hídricas necessárias”.
Crise hídrica
Quando foi escolhida para sediar o Fórum Mundial da Água, Brasília ainda vivia tempos de abundância em suas torneiras, situação que mudou drasticamente a partir da crise hídrica provocada pela escassez de chuvas no verão de 2016/2017. Para evitar um colapso no abastecimento da cidade, medidas de restrição tiveram que ser tomadas e hoje, mesmo com a recuperação parcial dos reservatórios do Distrito Federal, a cidade ainda enfrenta racionamentos. Para o biólogo Paulo Salles, diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), receber o evento neste contexto está longe de ser constrangedor.
“Na verdade, isso é muito bom porque nós estamos num momento muito significativo, um momento de muito aprendizado que significa duas coisas: primeiro, compreender que estamos vivendo um período difícil para o planeta inteiro. E, segundo, que estamos aprendendo com a crise hídrica”.
O professor, que tem doutorado em Ecologia pela University of Edimburgo, na Escócia, lembra que “a água é parte da economia, é parte da política, da organização das instituições, e nós não percebíamos isso porque ela não faltava”. Salles faz questão de frisar que crises hídricas vêm ocorrendo em várias partes do mundo atualmente. Por isso, o fórum é um momento para favorecer as trocas de experiências, compartilhar projetos, ideias e soluções para permitir o enfrentamento de dificuldades do futuro.
Vila Cidadã
Vila Cidadã receberá o Green Nation, que permitirá ao visitante simular um voo de asa delta sobre uma floresta e uma usina hidrelétrica (Foto Valter Campanato/Agência Brasil)
O evento também quer mobilizar o cidadão comum, ou “todo mundo que bebe água”, como diz Lupércio Ziroldo, um dos governadores brasileiros do Conselho Mundial da Água e presidente da Rede Brasil de Organismos de Bacias Hidrográficas.
Para isso, o fórum decidiu abrir espaço para a população participar. Foi assim que nasceu, durante a sexta edição do Fórum, em 2012, em Marselha, na França, a ideia do Fórum Cidadão, que seria a ponte dos especialistas e governantes com a comunidade dos que “bebem água”. A ideia é educar as pessoas de modo a evitar que se chegue ao ponto de precisar entender de água somente quando ela falta. Quando assumiu a coordenação do Fórum Cidadão, no âmbito do 8º FMA, Ziroldo e sua equipe pensaram em criar um espaço físico que fosse como um ponto de encontro. Surgiu assim a Vila Cidadã, com acesso gratuito de visitantes.
“Então o Fórum Mundial da Água, que sempre foi um grande encontro de ideias e soluções, mas dentro da área técnica, introduziu esse processo para induzir o cidadão comum a participar do debate, dar sua opinião, ouvir outras opiniões e, desse modo, se capacitar, aprender com o processo”, explica Lupércio Ziroldo.
Erguida em um espaço de 10 mil m², a Vila Cidadã vai oferecer atrações para todos os tipos de público. Graças à realidade virtual, crianças vão poder descer ao fundo do mar num submarino ou voar sobre a floresta e os rios numa asa delta. E todos poderão conhecer por dentro a Estação Antártica Comandante Ferraz e andar na neve do Polo Sul.
Para os adultos, a Arena das Águas, com capacidade para 300 pessoas, será o palco de conferências, apresentações e talk shows com convidados nacionais e internacionais. Será como um ponto de encontro para os visitantes dos vários países.
Haverá ainda o Cinema Cidadão, com a exibição de filmes que têm como tema a água, e o Mercado de Soluções, com a apresentação de 60 experiências individuais ou comunitárias de diversas partes do mundo, todas relacionadas a boas práticas e gestão no uso da água.
“Quando você recebe uma série de informações sobre a água, você passa a lidar com a água dentro de casa de outro modo. E a comunidade também passa a lidar melhor com a água”
Compartilhando a água
O Brasil foi escolhido para sediar o evento não por acaso. Segundo Ricardo Andrade, que é diretor de Gestão da Agência Nacional de Águas (ANA) e um dos 50 profissionais responsáveis pela organização do fórum, sua realização no Brasil se tornou “quase que uma obrigação”.
“As diversas instituições brasileiras ligadas à água se reuniram e entenderam que estava na hora de realizar o fórum na América do Sul. E isso se justificava com o argumento de que o Brasil tinha o que mostrar: a maior oferta hídrica individual do mundo”, diz ele.
“Não se consegue oferecer água de boa qualidade no tempo certo e no lugar correto se não tiver financiamento, se não tiver uma boa governança”. Na opinião dele, não adianta oferecer água se não tratar o esgoto, porque o manancial perde a qualidade. Mas Andrade é otimista e diz que os investimentos do governo avançaram e a conscientização da população também.
Ele avalia que a crise hídrica aumentou o interesse pelo tema. “É possível que o fato de se correr o risco de não ter água em casa, leve as pessoas a refletir sobre a água disponível, a necessidade de economizá-la, de usar essa água racionalmente, de protegê-la de certa forma, de cobrar dos governantes, e não apenas dos governantes, mas do cidadão, seu próprio vizinho”.
Vendendo ideias e soluções
Um dos pontos altos do 8º Fórum Mundial da Água é a Expo, com 18 pavilhões de países que, segundo o diretor de Operações, Rodrigo Cordeiro, atendeu todas as expectativas: “A vinda desses países se consolida através da vinda de um grupo de empresas de cada um desses países e essas empresas procuram oportunidades no mercado brasileiro, assim como identificar soluções no mercado brasileiro que possam levar para os seus países”.
A área da Expo é destinada exclusivamente aos 10 mil participantes inscritos no fórum. É la que eles vão encontrar o que grandes corporações multinacionais estão desenvolvendo para tornar correto e sustentável o uso da água.
Para os mais de 30 mil visitantes esperados na Vila Cidadã foi criada uma feira, onde estarão instituições interessadas em apresentar seus produtos, serviços e soluções relacionadas ao uso sustentável da água para empresas, consumidores, governos, sociedade e universidade.
O 8º Fórum Mundial da Água começa no domingo (18) e vai até o dia 23, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Já a Vila Cidadã, a feira e a Expo serão abertas ao público neste sábado (17) às 9h e vão funcionar até o dia 23, diariamente das 9h às 21h.
A partir de junho deste ano, os condutores que renovarem a carteira de motorista terão que passar por um curso teórico com exame para atualizarem os seus conhecimentos. De acordo com resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o curso de reciclagem será composto por dez aulas e, para que os motoristas renovem a documentação, deverão obter um resultado favorável de, pelo menos, 70% da prova.
A deliberação do Contran foi publicada na semana passada. Além do curso e da prova, os condutores deverão se submeter aos exames de aptidão física e mental, que já são obrigatórios.
As mudanças começam a valer no dia 6 de junho e serão aplicadas aos motoristas das categorias A (moto) e B (carro). Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o prazo de vigência poderá ser prorrogado caso as “adequações e construção logística” das novidades não sejam concluídas dentro dos próximos três meses.
As condições gerais do chamado Curso de Aperfeiçoamento para Renovação da CNH são que os motoristas recordem as principais leis de trânsito, normas de circulação e conduta, tenham conhecimento das sinalizações de tráfego e ordem de prevalência no trânsito. Além disso, as aulas darão noções de segurança e inspeção do veículo e vão revisar as infrações, penalidades e medidas administrativas.
Os cursos, gratuitos, serão oferecidos pelo Denatran e os departamentos de Trânsito (detrans) estaduais. As aulas terão duração de 50 minutos e poderão ser feitas presencialmente ou à distância. Neste caso, porém, é preciso que o condutor conclua o curso em, no mínimo, cinco dias após a matrícula.
Já as provas, obrigatoriamente presenciais, terão 30 questões de múltipla escolha, deverão ser feitas no prazo de uma hora, e só serão aplicadas caso os motoristas tenham participado de todas as aulas do curso. Se os condutores não passarem na prova, poderão fazer um novo exame três dias depois de divulgado o resultado.
Segundo o Contran, estarão dispensados do aperfeiçoamento apenas os motoristas que já tiverem passado por outros cursos especializados, como os voltados para veículos de emergência, transporte de passageiros e entrega de mercadorias.
O objetivo principal da mudança, de acordo com o Denatran, é tornar os motoristas mais preparados para lidar com as situações de risco enquanto dirigem. De acordo com o órgão, a redução dos elevados índices de acidente de trânsito no país, responsáveis por elevados custos financeiros e emocionais para o Estado e a sociedade, “passa, necessariamente, por um processo de formação que possibilite termos condutores mais hábeis e conscientes de suas obrigações e responsabilidades no trânsito”.
Por Hédio Júnior- Foi instalada, nesta semana, na Câmara dos Deputados, a comissão especial que analisará a privatização da Centrais Elétricas Brasileiras S.A, a Eletrobras. A empresa é a maior companhia de capital aberto do setor de energia elétrica da América Latina e atua nos segmentos de geração, distribuição, transmissão e comercialização de energia elétrica. Na primeira reunião, foram eleitos os deputados Hugo Motta, do MDB da Paraíba, como presidente, e José Carlos Aleluia, do DEM da Bahia como relator.
A comissão será formada por 35 membros efetivos e 35 suplentes. Terá como objetivo analisar o projeto de lei do Executivo que regulamenta a desestatização do setor de energia no Brasil. Espera-se com isso aumentar a participação do capital social da Eletrobras e de suas subsidiárias. Na prática, mais ações da companhia serão disponibilizadas no mercado, sendo que a União continuará como sócia.
O Projeto de Lei (PL) 9463 integra a pauta econômica que o governo federal listou como prioritária desde que a votação da reforma da Previdência foi suspensa, no mês passado, por causa da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. Quem defende a concessão das atividades da Eletrobras e de suas subsidiárias à iniciativa privada garante que ela trará vantagens competitivas ao país a médio prazo.
De acordo com o relator José Carlos Aleluia, o governo não perderá o controle da empresa “O que está sendo feito da Eletrobras é uma reestruturação para transformar ela numa grande empresa nacional e continuar tendo o governo como seu maior acionista”, defendeu Aleluia. “E, além de tudo, com uma golden share. Coisa semelhante governo passado fez com os aeroportos e as pessoas que circulam nos aeroportos já podem perceber as diferenças. Ninguém levou aeroporto do Brasil como ninguém levar vai levar a hidrelétrica do Brasil”
A expectativa do governo federal é de que a desestatização da Eletrobras aumente a eficiência do setor elétrico, com melhor prestação de serviço, diminuição dos custos do governo federal e da intromissão política na gestão da empresa. Espera-se também que ela aumente os investimentos no setor, melhore o ambiente de negócios e a competitividade nos setores associados à geração, distribuição e transmissão de energia elétrica no Brasil.
Sancionada em dezembro do ano passada, a Lei Orgânica da Cultura (LOC) foi regulamentada com a assinatura de decreto pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, na noite desta quinta-feira (15), no Palácio do Buriti.
Segundo o secretário de Cultura, Guilherme Reis, o decreto desburocratiza as diversas formas de incentivo à cultura no Distrito Federal. “Ele trata de todos os temas relacionados ao financiamento cultural, com novas regras para as modalidades de fomento, e moderniza a legislação da capital.”
O ato, que foi mandado à publicação no Diário Oficial do DF, determina que agentes culturais de Brasília façam editais para:
Capacitação e formação de artistas e técnicos de cultura
Premiações para nomes que contribuam para a cultura brasiliense
Suporte para intercâmbios e turnês
Estímulo à captação de recursos privados com e sem incentivos fiscais
Elaborada pelo Executivo local, em parceria com a sociedade, a LOC atende a uma demanda histórica da categoria, dos entes e dos agentes culturais. Ela estabelece o Plano de Cultura para o DF, com diretrizes e ações para os próximos dez anos.
Além disso, possibilita a transferência direta de recursos do governo federal para o local via Fundo de Políticas Culturais do DF. Antes, o repasse só podia ser feito por convênio entre o Ministério da Cultura e a Secretaria de Cultura.