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AULÕES BENEFICENTES PARA O CONCURSO DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

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Os concursandos interessados em uma vaga na Secretaria de Educação podem reforçar os estudos durante os Aulões Beneficentes, que abordarão os principais tópicos para professor temporário.  Serão dois encontros, o primeiro na unidade da Asa Sul (603 Sul), dia 18/04, quarta-feira, das 19h15 às 22h50, e o segundo na unidade de Águas Claras (Avenida Jacarandá, lote 16) no dia 26/04, quinta-feira das 19h15 às 22h50.

 As especialistas em concursos públicos, professoras  Madalena Coatio e Vânia Rego  serão as responsáveis pelo aulão. Madalena é licenciada em Letras pelo Centro Universitário de Brasília (CEUB). Especialista em Administração da Educação e Mestre em Educação: Estado, Política e Gestão  pela Universidade de Brasília (UnB). Trabalha com formação de professores há mais de 15 anos nos cursos de graduação e pós-graduação de instituições de ensino superior, públicas e privadas, do DF e entorno. Ministra aulas de Conhecimentos Pedagógicos nos principais cursos preparatórios para concursos das carreiras educacionais.

 Já a professora Vânia Rego é mestre em Educação pela Universidade de Brasília (2002), na área de confluência “Gestão e Políticas Educacionais”, professora concursada da SEEDF, na qual exerceu as funções de: professora, coordenadora pedagógica, diretora de escola, articuladora de Centro de Referência em Alfabetização, assessora especial da secretária de educação e subsecretária de educação (2011). Há 10 anos tem se dedicado à formação dos futuros profissionais da educação, tanto na esfera distrital, como na federal, em órgãos como: Secretaria de Educação do DF, Instituto Federal de Brasília, Ministério da Educação, FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.

 Interessados em participar, devem levar uma lata de leite em pó para doação, no dia do aulão, e entregar na secretaria da unidade. A pré-matrícula pode ser feita pelo site do IMP (www.impconcursos.com.br). O evento é sujeito a lotação. Mais informações: 3029-9700.

CCJ da Câmara Legislativa aprova proibição de buzinas de pressão

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A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Legislativa aprovou esta semana um projeto de autoria da distrital Luzia de Paula (PSB), proibindo, no Distrito Federal, a produção, distribuição, comercialização e uso de buzina de pressão, popularmente conhecida também como “buzina do barulho” ou “buzina da alegria”, produzida à base dos gases propano e butano envasados em tubo aerossol.

A parlamentar alega que o uso desse tipo de buzina pode lesionar o aparelho auditivo, além de causar, se inalado seus gases, a sensação de euforia, excitação psicomotora e desorientação espacial, podendo, ainda, produzir danos no fígado e na medula óssea, bem como problemas psicomotores.

O gás da buzina tem ação no músculo cardíaco, tornando o coração muito sensível à ação de catecolaminas, moléculas presentes no corpo que normalmente mantêm o órgão e a circulação sanguínea funcionando, mas que produzem arritmias graves e frequentemente fatais, como a taquicardia ventricular, que pode causar enfarte agudo do miocárdio, sobretudo em pessoas que já têm algum problema cardíaco.

“Não são raras as notícias dando conta da morte de jovens devido a inalação dos gases das buzinas. Mesmo diante da sua comprovada capacidade de provocar sérios danos à saúde, elas têm sido comercializadas livremente para fins de diversão, sem nenhum cuidado. O absurdo é que recomendam o seu uso para crianças a partir dos três anos de idade, o que para mim é inadmissível”, relata Luzia de Paula.

O projeto segue agora para ser analisado em plenário, e, após aprovado, será submetido à sanção do Governador do Distrito Federal.

Maio é mês do empreendedorismo na capital federal

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No próximo mês, Brasília recebe o Capital Empreendedora colocando a  cidade no circuito dos grandes negócios

Se você pensa em empreender ou quer dar uma alavancada nos negócios tem um compromisso certo no mês que vem. Durante os dias 18 e 19 de maio, o Centro de Convenções Ulysses Guimarães será palco do maior evento de educação empreendedora do Centro-Oeste, o Capital Empreendedora. Será um fim de semana de muito conhecimento, descobertas, network e despertar daqueles que querem estar preparados para as novas necessidades do mercado.

Esta será a 3ª edição do Capital Empreendedora, uma intensa programação de palestras, uma feira de startups, espaço para expositores, miniworkshops, mentorias e um aplicativo exclusivo com conteúdos e roteiro. Ao todo, serão 40 palestrantes e grandes nomes já confirmaram presença como Camila Farani (Shark Tank), Murilo Gun (Keep Learning School), Fraklin Luzes (Microsoft), Max Oliveira (Max Milhas) e Murilo Gun (Keep Learning School). Os ingressos já estão disponíveis no site www.capitalempreendedora.com.

Histórico

O Capital Empreendedora teve sua primeira edição em 2016, quando 700 pessoas se reuniram para um encontro com o renomado Murilo Gun e conhecer o trabalho de 4 expositores. No ano seguinte, saltou para 1500 participantes, com uma intensa programação que envolveu 22 palestrantes e 20 startups. Em 2018, será 40 palestrantes para 3000 participantes, além de de startups e 10 expositores.

Candidatos ao Enem têm até domingo para pedir isenção da taxa de inscrição

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Termina no próximo domingo (15) o prazo para os candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pedirem a isenção da taxa de inscrição da prova. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) espera que cerca de 4 milhões de pessoas peçam a isenção da taxa neste ano.

Em 2018, o Enem completa 20 anos e pela primeira vez o pedido de isenção da taxa é feito antes do período de inscrição. Também pela primeira vez, os candidatos que tiveram a isenção no ano passado e faltaram aos dois dias de prova terão que justificar a ausência para ter a gratuidade novamente.

Se a solicitação de isenção for negada, ainda é possível recorrer da decisão, na Página do Participante, entre os dias 23 e 29 de abril. A aprovação da isenção da taxa de inscrição não significa que o participante já está inscrito no Enem 2018. As inscrições deverão ser feitas das 10h do dia 7 de maio às 23h59 de 18 de maio deste ano, pelo site do Enem.

Quem tem direito à isenção

– Quem está cursando a última série do ensino médio neste ano em escola da rede pública

– Quem cursou todo o ensino médio em escola da rede pública, ou como bolsista integral na rede privada, e tenha renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio

– Quem declarar situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda, e que esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico)

– Quem fez o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) do ano passado, que tenha atingido a nota mínima

Educadora do GDF acumula função de motorista e se revolta em vídeo

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Indignada, trabalhadora da assistência social faz denúncia da autorização que recebeu para dirigir veículo oficial do governo

A servidora da assistência social do Governo do Distrito Federal (GDF) Patrícia Cyriaco denuncia, por meio de um vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (12), o desvio de função a que foi submetida. A profissional, que trabalha como educadora no Centro de Convivência da Estrutural, relata que precisa atuar também como motorista. No vídeo, a funcionária pública, indignada, corta o documento que dá autorização para que ela dirija carros da frota oficial do GDF.

“Estou em desvio de função. Estou tirando o emprego de um motorista. Isto está extremamente errado, incoerente. A partir de hoje esse documento não existe mais. Não vou mais dirigir carro oficial porque não é minha função, isso aqui exige concurso público. Isso aqui é escravidão”, desabafa a trabalhadora.

Patrícia é uma das servidoras que integra o movimento de greve sob o comando do Sindicato dos Servidores da Assistência Social do GDF (Sindsasc). A paralisação teve início em 2 de março e, somente nesta quinta-feira (12), ocorre a primeira reunião entre os servidores em greve e o governador, Rodrigo Rollemberg. Os servidores esperam que aconteça um diálogo de abertura para negociação com o Executivo, para que as reivindicações sejam atendidas.

 

Condições precárias

Na última segunda-feira (9), o Sindsasc publicou uma carta para denunciar as condições degradantes a que os servidores e usuários da assistência social estão expostos e a negligência do GDF perante a situação. Na publicação, os trabalhadores evidenciaram a precariedade de recursos para o atendimento à população. “Temos unidades de acolhimento sem a mínima condição de receber usuários, sem camas, colchões, material básico de higiene. Além disso, temos unidades de acolhimento infestadas de percevejos, com instalações elétricas defasadas, com chuveiros e lâmpadas que queimam continuamente, alagamentos que trazem dejetos de esgotos e tomam conta dos locais, não poupando nem usuários e nem servidores, colocando suas vidas em risco”, detalhou a carta.

 

Motivos da greve

Os trabalhadores reivindicam o acerto retroativo do aumento salarial previsto em lei desde 2015, em atraso há 28 meses; a realização de concurso público para suprir o desfalque de 2.600 trabalhadores da carreira; o pagamento de benefícios como vale-alimentação e licenças-prêmio; a melhoria das condições de trabalho para os servidores das Unidades de Acolhimento; a implantação de ajustes no Setor de Cadastro (Secat); a disponibilização da quantidade necessária de material de trabalho nos Centros de Convivência; a viabilização de transporte para os servidores; e a designação correta para o trabalho nos CREAS, que têm assumido a destinação de demandas dos Centros Pop.

A greve da categoria tem ganhado importantes apoios. O Conselho de Assistência Social do Distrito Federal (CAS-DF), entidade vinculada ao GDF, emitiu uma Moção de Apoio que reconhece a ingerência do governo em relação ao trabalho da assistência social pública no DF. Outra entidade que manifestou respaldo ao movimento foi o Conselho Regional de Serviço Social do DF (CRESS-DF). Além dos apoios institucionais, usuários do serviço e deputados distritais apoiam a ação colegiada.

 

Famílias sem atendimento

O Sindsasc estima que, devido à falta de negociação imposta por Rodrigo Rollemberg, um total de 100 mil famílias estão sem atendimento de assistência social no DF. A atuação dos servidores da classe é destinada aos beneficiários de programas sociais, mulheres vítimas de violência e em situação de perigo,pessoas em situação de rua e desabrigados, crianças sem guarda ou que estão sob

a tutela do Estado, idosos, pessoas com deficiência mental e vítimas de tráfico de pessoas.

Apenas o contingente mínimo de 30% de servidores da categoria está em atividade nas unidades de atendimento ininterrupto. Um total de 1.530 trabalhadores, o correspondente a 90% dos sindicalizados, aderiram ao movimento.

 

Estudantes ocupam a reitoria da Universidade de Brasília por mais recursos

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A reitoria da Universidade de Brasília (UnB) foi ocupada hoje (12) por centenas de estudantes em um ato em defesa da liberação de verbas para a instituição pelo Ministério da Educação, para atender às necessidades de custeio das atividades acadêmicas. Eles querem uma audiência pública reunindo a direção da UnB e o MEC, com a mediação do Ministério Público, para discutir as contas da universidade.

A ocupação ocorre em meio a uma crise financeira que atinge não somente a UnB mas também outras universidades públicas. Como resultado, a reitoria anunciou que diante da restrição orçamentária teria de adotar medidas de redução de recursos, como a demissão de funcionários terceirizados, o cancelamento de contratos de estágio e aumento nos preços no restaurante universitário.

Em nota divulgada no Facebook, os estudantes que ocupam a reitoria se colocam contrários a essas providências. Além disso, querem a manutenção das bolsas de permanência, pagas a estudantes de baixa renda e o restabelecimento de porteiros no turno da noite. “Mesmo com árdua mobilização dos trabalhadores e estudantes desde o início do ano de 2017, com a formação de comissões e ações a fim de impedir a aplicação dessas medidas de austeridade, faz-se necessário essa ocupação da reitoria”, diz a nota.

Sobre a polêmica acerca da situação financeira, reivindicam que o MEC libere as verbas arrecadadas pela UnB, mas também cobram da reitoria transparência nas contas e auditoria nos contratos com prestadores de serviço, chamados de serviços terceirizados. A audiência teria o objetivo de esclarecer a posição do ministério e da universidade e buscar saídas.

Crise financeira

A direção da UnB já havia dado declarações de que os recursos disponibilizados eram insuficientes para o custeio da estrutura. Em março, uma audiência aberta à comunidade foi realizada para apresentar o quadro financeiro. Na ocasião, a reitoria informou a projeção de um deficit de R$ 92 milhões para o ano de 2018.

Na terça-feira (10), estudantes, professores e servidores promoveram um ato em frente ao Ministério da Educação para cobrar do órgão uma ampliação dos recursos previstos para o ano. No mesmo dia, estudantes ocuparam a sede do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação em protesto contra a crise na universidade e cobrando soluções.

Divergências

O Ministério da Educação disse que os dados apresentados pela direção da UnB são divergentes daqueles que o governo federal tem. Segundo os registros do Executivo, o orçamento da instituição aumentou de R$ 1,66 bilhão para R$ 1,73 bilhão de 2017 para 2018. As verbas para custeio foram ampliadas em 12%. E neste ano já teriam sido liberados 60% dos recurso para custeio.

De acordo com a direção da pasta, a UnB tem em 2018 o segundo orçamento em um grupo “do mesmo porte”, mas que teria gastado mais dentro deste grupo em “apoio administrativo, técnico e operacional”. “Os fatos relatados mostram que os problemas enfrentados pela UNB são no âmbito da gestão interna da instituição”, diz o MEC.

Em nota divulgada hoje (12), a reitoria da UnB responde aos argumentos do MEC, e diz que embora o orçamento global tenha subido, os recursos para manutenção caíram de R$ 379 milhões, em 2016, para R$ 229 milhões, em 2018. A Unb destaca que o ministério reduziu as verbas para essa finalidade em R$ 80 milhões.

O problema, segundo a direção da universidade, não é se houve ou não a liberação de 100% da verba, mas no fato do previsto para o ano ser insuficiente. Um primeiro obstáculo, segundo a UnB, está na Emenda Constitucional 95, que instituiu o teto para os gastos públicos, e o uso de receitas próprias. A reitoria alega que dentre os recursos levantados pela própria instituição, como por meio do aluguel de imóveis, só foi aprovada a inclusão no orçamento de R$ 110 milhões, frente a um total de R$ 168 milhões arrecadados.

A direção da UnB acrescenta no comunicado que vem adotando medidas de economia, como cortes em contratos terceirizados e economia em consumo de água. E que apresentou ao MEC um plano de obras para colocar as demandas de investimento para o ano.

Impasse

No meio das divergências entre Ministério e reitoria, os estudantes querem uma audiência ainda na próxima semana. Eles anunciaram que manterão o movimento até segunda-feira (16). A direção da UNB disse que está disposta a participar da reunião.

Já o MEC, em nota, disse que “qualquer discussão mais ampla em audiência pública precisa ser realizada após o resultado de uma possível auditoria”. Disse ainda que encerrou a negociação na terça-feira (11) em razão dos protestos na sede do ministério, mas que está disposto ao diálogo.

Opinião | Eleição 2018: Rollemberg, Frejat e Izalci serão os protagonistas

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Por Ricardo Callado – O jogador conhece o jogo pela regra. A regra em uma eleição é clara: o candidato precisa ter voto, partido e história. Não necessariamente nessa ordem. Tampouco precisa dos três requisitos.

O momento é de afunilamento das candidaturas. E só três jogadores devem chegar competitivos na disputa pelo Palácio do Buriti. Essa eleição não cabe espaço para surpresas.

Os candidatos que irão protagonizar são o atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB), o ex-deputado Jofran Frejat (PR) e o deputado federal Izalci Lucas (PSDB). A partir daí, tudo é perfumaria.

Rollemberg tem a máquina do governo; Frejat, os maiores caciques políticos; e, Izalci, a maior coligação. Será uma disputa interessante.

Rollemberg tem a maior rejeição; Frejat, o recall da eleição de 2014; e, Izalci, a menor rejeição.

Nenhum dos três tem presença garantida num segundo turno, mesmo com uma leve dianteira de Frejat.

A máquina do governo pode abater parte da alta rejeição de Rollemberg, basta saber usar.

A baixa rejeição e o palanque robusto de Izalci pode coloca-lo num segundo turno, mas vai ser preciso de mais empatia junto ao eleitorado.

O recall coloca Frejat numa boa, mas os caciques que o apoiam, alguns bem encrencados, ao mesmo tempo que atraem votos, também podem manchar a campanha.

Rollemberg, Frejat e Izalci também pretendem polarizar o discurso da honestidade na política. Mas só isso não basta, isso é obrigação. Devem apresentar um programa de governo que a sociedade anseia.

Teremos ainda uma penca de 5 ou 6 outros candidatos ao GDF. Algumas candidaturas para constar, outras francos atiradoras. Do DCE ao quartel. Da lanchonete a enrolado na Lava Jato. Todos estarão na disputa, mas sem chances.

Acampamento Lula Livre será instalado no estacionamento do Mané Garrincha

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Os manifestantes terão acesso a banheiros e chuveiros do Ginásio Nilson Nelson. Definição do local ocorreu nesta quinta (12), em reunião entre Rollemberg e lideranças sociais, no Palácio do Buriti

Representantes de movimentos sociais foram recebidos pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, para debater o melhor lugar para a formação do acampamento Lula Livre no Distrito Federal. O encontro ocorreu nesta quinta-feira (12), no Palácio do Buriti.

O governador Rodrigo Rollemberg recebeu os representantes de movimentos sociais nesta quinta-feira (12), no Palácio do Buriti
O governador Rodrigo Rollemberg recebeu os representantes de movimentos sociais nesta quinta-feira (12), no Palácio do Buriti. Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

O Executivo local vai ceder o estacionamento do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha para as cerca de 600 pessoas que já estão na cidade. Elas terão acesso a banheiros e chuveiros do Ginásio Nilson Nelson.

Dessa maneira, os manifestantes vão ter a infraestrutura necessária para todos os atos que estão programando, como destacou o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg. “Temos garantido sempre o direito de manifestação”, afirmou.

Em contrapartida, as lideranças se comprometem a evitar danos ao patrimônio público. Os manifestantes seguirão do acampamento provisório na Praça do Buriti para o local definido assim que os trâmites burocráticos forem finalizados.

A ideia de ocupar o estacionamento do Teatro Nacional, apresentada pelas lideranças sociais, não pôde ser levada adiante em razão do Decreto nº 26.903, de 12 de junho de 2006. A norma estabelece que é vedada a instalação de acampamentos em toda a área da Esplanada dos Ministérios.

Quem consome mais água deveria também pagar a mais por ela, sugere Cristovam Buarque

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Por Cristiano Carlos

A Lei que estabelece as diretrizes para o saneamento básico no país foi publicada em 2007. A norma prevê que os gestores dos recursos hídricos adotem medidas que assegurem o abastecimento de água à toda população e para determinar os deveres dos consumidores como forma de proteger o recurso.

No Distrito Federal, o consumo de água nas regiões de maior poder aquisitivo é até seis vezes maior do que os gastos nas localidades consideradas mais pobres. No Lago Sul, o consumo médio de água por pessoa é de 366 litros, por dia.

O gasto é quase sete vezes maior se comparado com o consumo dos moradores do Itapoã, com média de 54 litros de água por pessoa ao dia, por exemplo. Os dados são da Companhia de Água e Esgoto de Brasília, a CAESB.

O senador Cristovam Buarque, do PPS brasiliense, é a favor do pagamento proporcional ao consumo de água, ou seja, quem consome mais deveria pagar mais pela água. Para ele, o método poderia ajudar a garantir o abastecimento de todos.“Nós temos que garantir o direito de cada casa ter água. Mas nós temos que exigir a responsabilidade de cada pessoa usar a água com parcimônia, com austeridade. E quem gasta muito tem que pagar muito. Para ter responsabilidade é preciso ter consciência. Para ter consciência é preciso ter clareza do custo”, ponderou.

Organização Mundial da Saúde

O consumo médio de água por pessoa recomendado pela Organização Mundial de Saúde é de 110 litros por dia. No DF, o uso médio do recurso caiu de 153 litros por pessoa ao dia, em 2015, para 129 litros, em 2017. Mesmo assim, o consumo médio de água no Distrito Federal por pessoa ainda está 19 litros/dia acima do recomendado pela OMS.

O especialista em Hidrosedimentologia da UnB, Henrique Leite Chaves, lembra que a responsabilidade de cuidar dos recursos hídricos não pode ser apenas dos governos. Para ele, a população precisa saber dos riscos que o desperdício de água pode gerar para também buscar zelar e não sofrer com a falta do recurso.“O manejo dos recursos hídricos no Brasil, a despeito da nossa legislação hídrica ser bastante avançada, ainda merece muita atenção de todos, dos gestores e da população em geral. Porque não adianta, apenas, governos ou setores técnicos estarem buscando avançar com essa agenda, mas toda a sociedade deve estar participando também porque ela, em última análise, é que pode sofrer as consequências de uma má gestão da água”, defende o especialista.

Regiões que mais consomem água

Além do Lago Sul, as asas Norte e Sul, Lago Norte e Águas Claras estão entre as regiões que mais consomem água no DF. Fercal, Varjão e Recanto das Emas são as localidades com menor consumo por pessoa. Riacho Fundo dois e Paranoá foram as únicas cidades do Distrito Federal que registram aumento de consumo de água entre os anos de 2016 e 2017, de acordo com a CAESB.

Deputados podem regulamentar lobby nesta quinta-feira (12)

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Por Paulo Henrique Gomes

A proposta para regulamentar a prática do lobby (1202/2007), de relatoria da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), pode ser votada nesta semana na Câmara dos Deputados. O texto visa, por exemplo, identificar os profissionais que atuam em órgãos do Executivo, Legislativo e Judiciário em defesa de seus interesses, sejam eles públicos ou privados. A discussão sobre o tema já acontece no Congresso há, pelo menos, 30 anos.

Na última semana, a parlamentar apresentou um novo texto com mudanças ao projeto original, de autoria do deputado Carlos Zarattini (PT-SP). De acordo com o substitutivo, qualquer pessoa, física ou jurídica, pública ou privada, inclusive instituições e órgãos públicos, poderão exercer a atividade, chamada pelo projeto de relações institucionais e governamentais. De acordo com o parecer da relatora, a atividade do lobby é considerada legal e pode até contribuir em debates sobre futuras decisões políticas.

O advogado e consultor Felipe Moreira, especialista em lobby no Brasil, explica como a prática da atividade acontece diante dos parlamentares. “O lobby nada mais é do que a tentativa, o esforço de apresentar demandas, sugestões, para uma autoridade pública para que essa autoridade seja persuadida, seja influenciada a tomar a decisão que a pessoa que defende o interesse considera que aquela demanda, aquela proposta é a melhor para ela ou para a sociedade”, disse ele.

A normatização da atividade é uma forma de tornar a relação mais transparente. Diante disso, passa a ser legal a apresentação, como sugestão, de emendas, substitutivos e outros estudos por parte desses profissionais.

Cristiane Brasil também diferenciou no texto apresentado as doações de pessoas físicas a campanhas políticas, ação proibida no âmbito do lobby. Para ela, o projeto não pode ser utilizado para burlar ou confundir a legislação vigente. “O recebimento de doações para campanhas eleitorais constitui exceção à regra do artigo 11, que enquadra como ato de improbidade a percepção por agentes públicos de vantagens, doações, benefícios, cortesias ou presentes. A emenda tem o mérito de tornar o texto mais preciso e evitar equívocos na futura aplicação da norma, que não pode e não deve, de forma nenhuma, servir para embaraçar o recebimento de doações de campanha, feitas de forma legal e regular, de acordo com o previsto na legislação eleitoral em vigor”, afirmou a parlamentar.

Outra restrição apresentada diz respeito aos que exerceram mandatos executivos. Eles não poderão, em até quatro anos após deixar o cargo, exercer a atividade de representação de interesses. Em fevereiro, o Ministério do Trabalho incluiu o lobby no cadastro oficial de ocupações do país. Com o nome de relações institucionais e governamentais, a função passou a ser oficialmente reconhecida pelo governo.

Na descrição incluída na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), o Ministério do Trabalho trata o profissional como “defensor de interesses (relações governamentais), profissionais de relações institucionais, profissional de relações governamentais”. A CBO é utilizada para identificar as ocupações no mercado de trabalho.