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Concessão de uso dos becos nos lagos Sul e Norte é aprovada na CLDF

Ao todo, são 891 nas duas regiões; medida prevê desobstruções e regulamenta ocupações

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, na noite desta terça-feira (21), o Projeto de Lei Complementar (PLC) n° 84/2025, para solucionar um problema antigo no Lago Sul e no Lago Norte. A proposta trata da concessão de uso para ocupação das áreas públicas intersticiais contíguas aos lotes residenciais, mais conhecidas como becos. O texto passou com ampla maioria de votos dos deputados presentes em dois turnos de votação. Agora, seguirá para sanção do governador Ibaneis Rocha.

“É um projeto necessário que busca regulamentar as ocupações já consolidadas, que ocorrem nas duas regiões administrativas, conferindo obrigações aos concessionários que mantenham as ocupações”

Marcelo Vaz, secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação

De autoria da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), o PLC é resultado de estudos e avaliações realizadas nas duas regiões administrativas (RAs) pela equipe técnica da pasta, com suporte da Secretaria DF Legal.

“É um projeto necessário que busca regulamentar as ocupações já consolidadas, que ocorrem nas duas regiões administrativas, conferindo obrigações aos concessionários que mantenham as ocupações, sobretudo o pagamento de preço público, bem como definindo as áreas que não são passíveis de concessão e obrigatoriamente deverão ser desobstruídas”, explica o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz.

Destinação

O texto trata de 891 becos situados entre os lotes finais das QIs e QLs do Lago Sul e do Lago Norte. Desse total, 87 deverão ser desobstruídos e 147 já estão livres de ocupação, devendo permanecer assim enquanto os demais poderão ser objeto de concessão. O projeto não envolve áreas verdes.

Para isso, a proposta faz a distinção de duas situações. A primeira é quando o beco representa uma efetiva passagem pública para um ponto de ônibus, comércio ou equipamento público, sendo necessário ficar aberto. Já a segunda situação é quando o beco liga nada a lugar nenhum, não tendo função urbanística e, nesse caso, com a possibilidade de ser fechado.

Os estudos que subsidiaram a futura lei preveem a garantia do acesso de pedestres a equipamentos públicos comunitários, áreas comerciais e institucionais, paradas de transporte coletivo, redes de infraestrutura e demais equipamentos urbanos existentes, além de vedar a sobreposição em espaços definidos como áreas de preservação permanente (APPs).

Ao normatizar a utilização dos becos contíguos aos lotes residenciais, os estudos que subsidiaram a proposta atentaram-se, principalmente, à necessidade de um planejamento urbano que garanta a organização e o desenvolvimento das cidades. Foi priorizada a perspectiva dos pedestres, que poderão utilizar determinadas áreas de passagem com segurança e eficiência.

Para garantir a concessão, os interessados deverão atender a todos os critérios estabelecidos no PLC, pagando um preço público pelo uso, que terá como base de cálculo o valor do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Os valores arrecadados serão revertidos diretamente à conta do Fundo Distrital de Habitação de Interesse Social (Fundhis).

ADI

Antes, a Lei nº 7.323/2023 tratava da concessão, mas ela precisou ser revista devido a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) acatada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), decorrente de uma emenda parlamentar que modificou o projeto original.

Por isso, um novo texto foi elaborado pela Seduh para regulamentar as ocupações consolidadas nos becos das duas RAs. Além disso, na lei anterior não estavam definidos os becos a serem desobstruídos e os passíveis de concessão.

“Havia uma necessidade de esse projeto voltar à Câmara Legislativa”, pontuou o presidente da CLDF, Wellington Luiz. “Nós estamos cumprindo exatamente o que foi acordado com o Tribunal de Justiça, corrigindo eventuais equívocos.”

Com a meta de alcançar esse resultado, o Governo do Distrito Federal (GDF) solicitou à Justiça o prazo de um ano para apresentar uma nova proposta de lei sobre o assunto. Os estudos elaborados pela Seduh e pela DF Legal permitiram concluir a medida para regularizar, ordenar e disciplinar esse tipo de ocupação, que, em todos os casos, já está consolidada.

 

CEB lança edital de R$ 100 milhões para expansão da iluminação pública

Iniciativa da CEB IPes visa à contratação de empresas especializadas em obras desse segmento

A CEB Iluminação Pública e Serviços (CEB IPes) lançou, nesta quarta-feira (22), o edital para contratação de empresas especializadas na execução de obras de implantação, expansão e melhorias da iluminação pública.

O investimento previsto é superior a R$ 100 milhões, destinados à implantação de novos pontos de iluminação em todo o Distrito Federal, acompanhando o ritmo de crescimento urbano e os projetos estruturantes do Governo do Distrito Federal (GDF).

“Esse investimento vai permitir levar iluminação de qualidade a regiões em expansão, garantindo mais segurança, conforto e qualidade de vida para a população”, aponta o presidente da companhia, Edison Garcia. “A CEB IPes segue comprometida com o desenvolvimento do DF e com a entrega de um serviço cada vez mais eficiente.”

Entre as áreas contempladas estão ciclovias, a DF-001 – duplicada no trecho que liga o Altiplano Leste ao Jardim Botânico —; o trecho que conecta o balão do Mangueiral ao Tororó pelo acesso à Papuda e diversas áreas de regularização fundiária, como a ocupação 26 de Setembro, que está em fase de implantação da rede de energia, entre outras dezenas de projetos de ampliação da iluminação pública.

O edital foi elaborado em conformidade com o entendimento do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e agora segue para a etapa de disputa e contratação. A abertura da sessão pública ocorrerá às 10h de 17 de novembro deste ano.

Veja mais sobre o edital neste link. 

CLDF aprova câmeras nas escolas e condena a hipocrisia da esquerda

Em meio a um surto de violência escolar que horroriza o Brasil, o PL de Roosevelt e Manzoni é aprovado na CLDF, mas deputados do PT e PSOL preferem narrativas ideológicas a soluções concretas, priorizando o caos em detrimento da segurança de alunos e professores

A população do Distrito Federal respirou aliviada nesta terça-feira (21), após a Câmara Legislativa (CLDF) aprovar, por maioria esmagadora, o projeto de lei (PL) de autoria dos deputados distritais Roosevelt Vilela (PL) e Thiago Manzoni (PL), que autoriza a instalação de câmeras de segurança com áudio em escolas e creches públicas.

Essa medida, agora facultativa aos diretores para respeitar a autonomia pedagógica, surge como um escudo urgente contra o flagelo da violência que transforma salas de aula em campos de batalha.

No entanto, o triunfo é amargo: enquanto famílias e educadores celebram um passo concreto para a proteção, a sociedade condena com veemência a hipocrisia de políticos do PT e PSOL, que tentaram boicotar o projeto com narrativas fabricadas, colocando ideologias esquerdistas acima do bem-estar de crianças inocentes e professores exaustos.

Esses deputados não são guardiões da educação; são cúmplices do atraso, preferindo o “ganhar no grito” a mecanismos reais que inibam o crime.

O PL, aprovado após debates acalorados, responde a um clamor coletivo por segurança em um momento em que as escolas do DF viraram sinônimo de terror. Na justificativa, Manzoni destacou a “indisciplina, doutrinação ideológica e violência crescente”, citando estatísticas alarmantes: o DF registrou 1.200 ocorrências de violência escolar em 2024, um salto de 40% em relação a 2023, segundo dados da Secretaria de Educação (SEEDF).

A proposta, que agora segue para sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB), permite gravações em áreas comuns – como entradas, corredores e pátios –, com acesso restrito a autoridades e direção, preservando a privacidade. É uma vitória pragmática, inspirada em modelos bem-sucedidos de estados como São Paulo, onde câmeras reduziram incidentes em 35%.

Mas para os deputados da esquerda, isso não basta: eles gritam “vigilância autoritária” e “invasão de privacidade”, como se o verdadeiro autoritarismo fosse ignorar o sangue derramado nas salas de aula.

A condenação é unânime porque esses políticos representam o atraso puro. No Plenário da CLDF, deputados do PT e PSOL, como Gabriel Magno (PT) e Fábio Félix (PSOL), votaram contra o projeto, tecendo narrativas que pintam as câmeras como “ferramenta de controle ideológico” ou “ameaça à liberdade docente”. Félix, em discurso inflamado, alegou que o PL “prioriza repressão sobre diálogo”, ignorando que o diálogo já falhou catastroficamente nas últimas semanas. Esses senhores preferem o utopismo ideológico ao real: enquanto alunos e professores suam frio, eles constroem castelos de areia com retórica vazia, sacrificando vidas em nome de uma agenda que vê na segurança um “privilégio burguês”.

É irresponsabilidade crônica – e, pior, seletiva. Onde estava essa fúria “anti-vigilância” quando o governo Lula, que eles apoiam, expandiu o uso de câmeras em presídios federais ou na Abin para monitorar opositores?

Os fatos das últimas semanas são um soco no estômago, expondo a falência dessa postura. No Itapoã, um professor foi flagrado em ato hediondo: violando uma criança de 4 anos em uma creche pública, um crime que chocou a nação e levantou suspeitas sobre falhas na supervisão interna.

No Riacho Fundo II, um aluno esfaqueou outro em briga banal, deixando o agressor detido e a vítima em estado grave, com a PM acionada para isolar o local.

E nesta segunda-feira (20), no Centro Educacional 4 do Guará, um pai invadiu a escola e desferiu nove socos na cabeça de um professor de 53 anos, deixando-o com olho roxo, hematomas nas costas e trauma psicológico – tudo por uma simples bronca sobre uso de celular na aula.

O agressor, Thiago Lênin Sousa, foi preso em flagrante pela PM, mas liberado após depoimento, respondendo por lesão corporal, injúria e desacato. O professor, em depoimento emocionado ao G1, confessou: “Estou sem condições de voltar à sala de aula. Isso destrói a autoridade do educador.”

A SEEDF repudiou o ato e acionou o Batalhão Escolar para reforço, mas ações paliativas não bastam quando a esquerda bloqueia prevenção estrutural.

Esses deputados irresponsáveis criam narrativas que culpam “o sistema patriarcal” ou “falta de investimento social” – desculpas que mascaram sua inação. Preferem que esses horrores se repitam a admitir que câmeras salvam vidas, como comprovado em estudos da UNESCO sobre vigilância escolar.

É um cinismo que beira o crime moral: enquanto famílias do Guará e Riacho Fundo choram, PT e PSOL posam de “defensores dos vulneráveis”, mas votam contra ferramentas que protegem exatamente esses vulneráveis. Seu “ganhar no grito” – com obstruções e discursos inflamados – foi derrotado pela maioria da CLDF, que representa o povo horrorizado com 1.200 casos anuais e uma taxa de violência escolar 25% acima da média nacional.

A população agradece a Roosevelt e Manzoni por priorizar fatos sobre ficções ideológicas.

No DF, que já enterrou gestões esquerdistas como as de Agnelo Queiroz e Rollemberg – sinônimos de caos –, essa vitória reforça o caminho da eficiência sob Ibaneis Rocha e Celina Leão. Enquanto a esquerda implodiria em 2026 com radicais como Ricardo Cappelli, o povo clama por mais: pacificação real, com leis que inibam o crime, não que o romantizem. Aos deputados do PT e PSOL: acordem do atraso. As câmeras não vigiam ideologias; elas vigiam a vida. E o DF não tolerará mais vítimas em nome de utopias vazias.

 

Raimundo Ribeiro é reconduzido ao cargo de diretor-presidente da Adasa

Sua recondução representa a continuidade de uma gestão pautada pelo fortalecimento da regulação e fiscalização dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário e pela gestão responsável dos recursos hídricos do DF

Nesta terça-feira (21), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, por unanimidade, a recondução de Raimundo da Silva Ribeiro Neto ao cargo de diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), após sabatina realizada pela Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo (CDESCTMAT).
À frente da Adasa desde novembro de 2020, Raimundo Ribeiro permanecerá na função por mais cinco anos, conforme estabelece a Lei nº 4.285/2008, que define o mandato dos diretores da Agência. Sua recondução representa a continuidade de uma gestão pautada pelo fortalecimento da regulação e fiscalização dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário e pela gestão responsável dos recursos hídricos do Distrito Federal.
Conduzida pelo presidente da CDESCTMAT, deputado Daniel Donizet (MDB-DF), a sabatina contou com a participação dos parlamentares Rogério Morro da Cruz (PRD), Joaquim Roriz Neto (PL) e Doutora Jane (Republicanos), que também são membros da Comissão.
 “Nosso objetivo é garantir que as agências reguladoras atuem com independência, responsabilidade e foco na melhoria da qualidade de vida da população. A recondução de Raimundo Ribeiro reforça a continuidade de um trabalho técnico e de resultados”, destacou Daniel Donizet na abertura da sessão.
O evento também contou com a presença de diversos servidores, colaboradores e superintendentes da Adasa, além dos diretores Vinícius Benevides e Félix Palazzo, que prestigiaram a audiência e reforçaram o clima de integração e reconhecimento institucional. Os deputados Pepa (PP) e João Cardoso (Avante) também participaram da reunião pública.
Após a sabatina, o nome de Ribeiro foi levado ao plenário e aprovado por unanimidade entre os deputados presentes.
Advogado e gestor público, Raimundo Ribeiro exerceu dois mandatos como deputado distrital (2007–2010 e 2015–2018) e acumula ampla experiência na administração pública. Sob sua liderança, a Adasa vem consolidando avanços significativos na regulação dos serviços de saneamento básico, no fortalecimento da segurança hídrica do Distrito Federal e na integração das ações voltadas à gestão sustentável dos recursos naturais, em cooperação com diversos órgãos e instituições parceiras.
“Recebo essa recondução com um profundo senso de responsabilidade e compromisso com a sociedade do Distrito Federal. Nosso objetivo é seguir avançando na regulação técnica, na sustentabilidade dos recursos hídricos e na melhoria contínua dos serviços essenciais, com transparência e diálogo com todos os atores envolvidos”, afirmou Ribeiro.
Com a continuidade de sua gestão, a Adasa reafirma seu compromisso com a eficiência, transparência e sustentabilidade na prestação dos serviços de saneamento e na gestão das águas do Distrito Federal.

DF se destaca no mercado de condomínios de galpões de armazenagem e logística

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Relatório da consultoria Newmark ressalta que a absorção líquida nacional desses espaços para produtos de serviços, e-commerce e logística de transportes entre julho e setembro em todo o país foi de 927 mil m²

O mercado de condomínios logísticos e industriais para armazenagem de produtos para grandes empresas, sobretudo produtos adquiridos pelo comércio eletrônico, segue em expansão no Brasil, com destaque para o desempenho do Distrito Federal no terceiro trimestre de 2025.

De acordo com levantamento da Newmark — uma das principais consultorias imobiliárias corporativas globais — a absorção líquida nacional desses espaços entre julho e setembro no Brasil foi de 927 mil m². O indicador, que reflete o aumento da ocupação de espaços, mostra uma demanda consistente do setor.

O Distrito Federal respondeu por 7% desse volume em todo o país, posicionando-se como o quarto maior mercado em crescimento de ocupação, atrás apenas de São Paulo, Santa Catarina e Espírito Santo.

Além disso, o estoque de galpões no DF registrou um dos maiores aumentos do período, com a entrega de 67 mil m² em novos empreendimentos — cerca de 10% do total nacional.

Esses números reforçam o dinamismo do segmento de condomínios de galpões industriais e logísticos no Centro-Oeste, impulsionado tanto pela localização estratégica da capital quanto pelo avanço de operações voltadas ao e-commerce e à distribuição regional. Setor de Serviços

Serviços e e-commerce

Por setor, conforme análises da Newmark, a maior parte das transações divulgadas foi puxada por serviços (53%) — com destaque para logística e transportes —, seguida pelo comércio (33%), liderado pelo e-commerce, e pela indústria (11%).

Entre os maiores novos contratos de locação e renovação registrados no 3º trimestre no país agora destacam-se operações da Shopee (que resultaram na locação 112 mil m² de galpões em Uberlândia, Betim, Franco da Rocha, Campinas e Esteio), da DHL (100 mil m² em Jundiaí) e da Amazon (67 mil m² em Brasília/DF).

O relatório avalia que, com as negociações realizadas até aqui, a Shopee já ultrapassou 1 milhão de m² ocupados em condomínios logísticos no país, aproximando-se do Mercado Livre, que mantém a maior área locada em condomínios no Brasil, com cerca de 3 milhões de m² (considerando áreas locadas e pré-locadas).

Outras transações

As demais transações acima de 10 mil m² computadas em nossa prévia foram para as seguintes empresas: Interbrands Foods, Mundial Logistcs, Grupo Chama Supermercados, Minuano, Anjun Express, Correios, Mercado Livre, Nissan, Grupo SC – Santa Cruz Medicamentos/ Panpharma, SierraLog Logística e M. Dias Branco.

“O desempenho confirma a liderança de São Paulo, mas evidencia também o avanço consistente de novas regiões – a atividade de locação esteve presente em 72 diferentes cidades, por 16 estados do país – impulsionadas pela expansão do e-commerce e da logística no país”, destaca Mariana Hanania, head de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Newmark Brasil.

GDF publica edital para credenciar empresas do Cartão Uniforme Escolar

Serão 400 mil estudantes beneficiados com cerca de 2,8 milhões de peças de uniforme

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) publicou nesta terça-feira (21) o Edital de Chamamento Público nº 03/2025 para o credenciamento de empresas que vão participar do programa Cartão Uniforme Escolar. As credenciadas ficarão responsáveis pela confecção e fornecimento dos uniformes escolares para o ciclo regular e deverão ter sede e funcionamento regular no Distrito Federal.

O programa garante aos estudantes da rede pública de ensino do DF acesso universal ao uniforme escolar, sem distinção ou critério de renda familiar. Serão 400 mil alunos beneficiados, com três camisetas de manga curta, duas bermudas, uma calça comprida e um casaco. De acordo com o edital, serão confeccionadas cerca de 2,8 milhões de peças, a serem entregues até o início de fevereiro.

Pela Lei nº 7.745, de 1º de outubro de 2025, cabe à Secretaria de Educação (SEEDF) a gestão e execução do programa, enquanto a Sedes ficou responsável pelo credenciamento e fiscalização das empresas que vão confeccionar as roupas, em parceria com a Educação. O Governo do Distrito Federal (GDF) fornecerá auxílio financeiro aos estudantes matriculados na educação básica da rede pública para aquisição das peças nas lojas credenciadas, no valor de R$ 282,99.

“A Sedes já realiza o credenciamento dos cartões Material Escolar, Creche, Gás e Prato Cheio, e nestes programas conseguimos ampliar a quantidade de estabelecimentos para acesso da população, estimulando também a economia nas comunidades. Com o Cartão Uniforme Escolar, faremos todo o processo de receber documentação, verificar idoneidade das empresas prestadoras de serviço, além de acompanhar, fiscalizar, verificar as demandas para garantir o bom andamento deste novo programa, tão importante para as famílias vulneráveis do DF”, ressalta a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra.

As roupas deverão ser confeccionadas em estrita obediência aos padrões de qualidade e às especificações técnicas descritas no edital

As empresas interessadas devem atender aos critérios do edital e encaminhar a documentação exigida, em remessa única, em formato PDF, para o e-mail credencia.malharias@sedes.df.gov.br. O credenciamento poderá ser realizado ao longo dos próximos 12 meses, durante todo o período de vigência do edital.

As empresas também podem entregar a documentação presencialmente na sede da Sedes, localizada na SEPN 515, Edifício Espaço 515, Asa Norte, mediante agendamento pelo telefone (61) 3773-7354. As credenciadas serão responsáveis por todas as despesas com embalagem, garantia, transporte e confecção do material.

“Era uma demanda antiga das empresas do segmento, que vai fomentar o comércio local. Antes, qualquer empresa fora do DF poderia participar. Agora, apenas o setor produtivo daqui terá a oportunidade de produzir o material. E a equipe técnica da Sedes está preparada para conduzir com excelência todo esse processo”, destaca o subsecretário de Gestão de Programas Sociais da Sedes, Douglas Fernandes.

As roupas deverão ser confeccionadas em estrita obediência aos padrões de qualidade e às especificações técnicas descritas no edital, além de seguir normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), garantindo resistência, conforto e durabilidade adequados ao uso diário dos estudantes.

Seleção

Uma comissão de seleção foi designada pela Sedes para avaliar a documentação e realizar, a qualquer tempo, diligências para verificar a autenticidade das informações e documentos apresentados pelas empresas concorrentes, ou para esclarecer dúvidas e omissões. Essa comissão será responsável pelo credenciamento, acompanhamento, coordenação dos procedimentos de prestação de contas, elaboração do Relatório Anual do Programa Cartão Uniforme Escolar e verificação do atendimento às especificações técnicas.

São requisitos para o credenciamento: estar adimplente com as obrigações fiscais, trabalhistas e previdenciárias; constar no CNPJ o registro de indústria de confecção de peças de vestuário e roupas profissionais (Códigos Cnae 1412-6/01 e 1413-4/01) ou comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (Cnae 4781-4/00); possuir conta corrente no Banco de Brasília (BRB); e obedecer aos prazos e à documentação definidos no edital de chamamento público nº 03/2025, capítulo VII.

Cada aluno será beneficiado com três camisetas de manga curta, duas bermudas, uma calça comprida e um casaco

Benefício

O valor do auxílio financeiro será pago aos estudantes em parcela única anual, durante a vigência do programa. O pagamento às empresas credenciadas será feito diretamente no ato da compra, por meio do cartão magnético ou eletrônico concedido exclusivamente para aquisição do uniforme escolar. Para os alunos que ingressarem na rede ao longo do ano, o pagamento será realizado de forma escalonada, em etapas ou lotes, conforme cronograma a ser definido.

Os estabelecimentos credenciados deverão comercializar exclusivamente o conjunto completo do uniforme escolar, contendo as sete peças, sendo vedada a venda de itens avulsos. Os créditos ficarão disponíveis para uso pelos beneficiários até o final de outubro do ano de pagamento. A emissão e a disponibilização dos cartões aos estudantes serão definidas entre a SEEDF e o BRB e informadas oportunamente. Vale ressaltar que a Sedes não participa dessa fase do programa.

De acordo com o edital, o prazo de vigência do Termo de Adesão será de 12 meses, podendo ser prorrogado por igual período.

Agências do trabalhador têm vagas com salário de R$ 5 mil nesta quarta

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São, ao todo, 747 oportunidades disponíveis nesta quarta-feira (22), para candidatos de diferentes níveis de escolaridade

As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta quarta-feira (22), 747 vagas para quem procura um emprego. As oportunidades contemplam candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência. Os salários chegam a R$ 5 mil.

O posto com maior remuneração é o de gerente comercial, na zona industrial do Guará. São cinco oportunidades para pessoas com ensino médio completo. Não há exigência de experiência prévia.

Outros dois cargos destacam-se pela quantidade de vagas disponíveis, com 40, cada: atendente de lanchonete, no Guará II, e auxiliar de linha de produção, em Vicente Pires. Nos dois casos, é preciso ter ensino médio completo, mas não é cobrada experiência. O primeiro oferece salário de R$ 1.568, enquanto o segundo paga R$ 1.640.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das Agências do Trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).

Ibaneis Rocha destaca parceria do GDF com rede suplementar na saúde

O trabalho conjunto garante celeridade em cirurgias eletivas e tratamento oncológico de paciente do DF e Entorno; a previsão é de que sejam realizados 15 mil procedimentos este ano

O governador Ibaneis Rocha participou, nesta terça-feira (21), de almoço com representantes do Sindicato Brasiliense de Hospitais, Casas de Saúde e Clínicas (SBH), no Núcleo Bandeirante. O encontro teve como objetivo destacar as ações conjuntas entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e o segmento para garantir o atendimento à população da capital e do Entorno.

“Eu sempre tive a mentalidade de que precisamos viver de parcerias. Ninguém faz nada sozinho. A população do Distrito Federal cresceu muito, o Entorno cresceu muito. Uma pesquisa recente do IgesDF [Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF] mostrou que 65% dos partos do Hospital de Santa Maria e do Hospital do Gama são de pessoas do Entorno. Estamos cuidando de quase 6 milhões de pessoas — 2,8 milhões delas do Entorno”, afirmou o chefe do Executivo.

Ibaneis Rocha destacou que a parceria com a rede suplementar tem garantido a ampliação do atendimento à população. Entre as ações conjuntas citadas estão a realização de cirurgias eletivas, a disponibilização de leitos e o credenciamento de clínicas e hospitais para o tratamento oncológico, por meio do Programa “O câncer não espera. O GDF também não”.

“Durante a pandemia, fizemos inúmeras reuniões com o setor privado para salvar a população do Distrito Federal. Sobrevivemos e agora seguimos ampliando as parcerias com a iniciativa privada para garantir qualidade no atendimento”, recordou. “Na oncologia, reduzimos o tempo de espera de 85 dias para apenas 9. Também contratamos hospitais privados para realizar cirurgias eletivas. Vamos começar com 15 mil e queremos chegar a 30 mil cirurgias até o ano que vem, desafogando o sistema”, ressaltou.

A rede suplementar também auxilia a saúde pública oferecendo 233 leitos de UTI credenciados que complementam os 433 disponíveis na rede pública. O GDF também criou um plano de saúde para os servidores públicos que atende 105 mil pessoas.

A superintendente do Sindicato Brasiliense de Hospitais, Casas de Saúde e Clínicas, Danielle Feitosa, lembrou o esforço conjunto durante a pandemia de covid-19 e a endemia da dengue e reforçou a continuidade para atender os moradores do DF e Entorno.

“Passamos por momentos difíceis nesses quase oito anos. Tivemos uma pandemia de covid-19 sem precedentes e, graças ao GDF, estamos aqui para contar essa história”

Danielle Feitosa, superintendente do Sindicato Brasiliense de Hospitais, Casas de Saúde e Clínicas

“Passamos por momentos difíceis nesses quase oito anos. Tivemos uma pandemia de covid-19 sem precedentes e, graças ao GDF, estamos aqui para contar essa história. Foi com muita gratidão e com muito trabalho que também depois passamos por uma endemia de dengue. Também não foi fácil para a nossa cidade, mas tivemos os empresários [do ramo da saúde] que estão ali no dia a dia, fazendo a diferença para a população do Distrito Federal e Entorno”, disse. “Espero que possamos seguir e trilhar novos caminhos. Ainda temos muitas coisas pela frente”, acrescentou.

Investimento em infraestrutura

Na rede pública, só este ano estão sendo empenhados R$ 524,17 milhões na construção de dois hospitais (Recanto das Emas e Guará) e na reforma de cinco unidades já existentes, além da implantação de cinco unidades básicas de saúde (UBSs), sete unidades de pronto atendimento (UPAs) e dois centros de atenção psicossocial (Caps).

Entre 2019 e 2024, o GDF destinou R$ 48,4 bilhões à área da saúde, com foco na melhoria da infraestrutura, contratação de profissionais e aquisição de equipamentos. Os recursos também garantiram a ampliação de cirurgias e o enfrentamento da pandemia de covid-19, com a criação de hospitais de campanha e unidades de retaguarda.

Neste período, foram inauguradas 12 UBSs, sete UPAs e três hospitais de campanha (no Autódromo de Brasília, no Bezerrão e na Escola Anísio Teixeira), além de dois hospitais acoplados (em Samambaia e Ceilândia) e o Hospital Cidade do Sol, que atualmente funciona como retaguarda do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e das UPAs, recebendo pacientes de baixa e média complexidade para internação e conclusão do tratamento.

Todos esses investimentos acompanham o crescimento populacional do Distrito Federal, que atingiu 2,9 milhões de habitantes em 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O orçamento da saúde também cresceu no mesmo ritmo: o valor empenhado passou de R$ 7,66 bilhões em 2019 para R$ 13,1 bilhões em 2025, um aumento de 70,9%.

Sindicato

Fundado em 26 de janeiro de 1989, o Sindicato Brasiliense de Hospitais, Casas de Saúde e Clínicas (SBH) nasceu para atender a classe empresarial da saúde suplementar do DF. A entidade é composta por mais de 23 mil empresas, que são responsáveis por mais de 140 mil empregos formais.

 

Outubro Rosa intensifica ações de prevenção e cuidado com a saúde feminina no DF

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Hospitais e UBSs realizam palestras, exames e mutirões de reconstrução mamária durante a campanha de conscientização

Brasília, 21 de outubro de 2025 — A campanha Outubro Rosa, voltada à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, segue com uma série de atividades em hospitais e unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal. As ações também abordam o autocuidado e a promoção da saúde feminina de forma integral.

A programação inclui palestras educativas sobre alimentação saudável, hipertensão arterial e diabetes, além da oferta de exames citopatológicos (preventivos) e mamografias para o público-alvo. Algumas unidades também estão com agendas abertas para inserção do dispositivo intrauterino (DIU).

Enfeitada em cor-de-rosa, a UBS 2 de Samambaia oferece diversas atividades para o público feminino cuidar da saúde | Fotos: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF

Em Samambaia, a UBS 5 foi decorada com a cor rosa e está promovendo encontros com equipes multiprofissionais, que orientam sobre alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e prevenção de doenças. Já a UBS 2 do Gama realizou, na última sexta-feira (17), um dia especial de cuidados com coleta de preventivos, solicitação de mamografias, inserção de DIU, testagem de ISTs, além de momentos de acolhimento e autocuidado, como oficinas de maquiagem.

A gerente da unidade, Luciana Bernardes, destaca que as atividades continuarão ao longo do mês. “É só a pessoa procurar a equipe de referência, aqui na UBS 2 do Gama, para receber as orientações e fazer o agendamento”, explicou.

As UBSs são a porta de entrada para o agendamento de mamografias, realizadas mediante avaliação e indicação clínica. O exame é solicitado via sistema de regulação da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) e é essencial para a detecção precoce do câncer de mama. Em 2025, a SES-DF registrou aumento de 21,8% na realização do exame, com cerca de 13 mil mamografias efetuadas na rede pública.

A campanha também está presente no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), que promove nesta semana o 10º Mutirão de Reconstrução de Mamas. A ação oferece cirurgias plásticas reparadoras a mulheres que passaram por mastectomia, com o apoio de uma equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. O mutirão segue até sábado (25) e integra as ações do Outubro Rosa em prol da recuperação e do bem-estar feminino.

Projeto Mulher, Não se Cale! promove ação na Praça do Relógio

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Ação na Estação Praça do Relógio, em Taguatinga, integra programação que deve alcançar mais de 590 mil pessoas

Brasília, 21 de outubro de 2025 — A quarta edição do programa Mulher, Não se Cale!”, promovida pelo Governo do Distrito Federal (GDF) por meio da Secretaria da Mulher (SMDF), em parceria com o Instituto Inside e o Metrô-DF, realiza nesta semana uma série de ações de conscientização na Estação Praça do Relógio, em Taguatinga. A iniciativa busca orientar, apoiar e ampliar o debate sobre o combate à violência contra a mulher, aproximando o tema do cotidiano da população.

Com previsão de alcançar mais de 590 mil pessoas, a campanha segue até 8 de janeiro de 2026 e visa promover uma rede de apoio e informação sobre os canais de denúncia disponíveis.

A vice-governadora Celina Leão destacou que o enfrentamento à violência exige participação coletiva. “Nosso foco é mostrar que as mulheres não estão sozinhas. Além da informação, oferecemos ações que fortalecem o autocuidado e a autoestima, fundamentais para o empoderamento feminino”, afirmou.

A campanha é dividida em três frentes de atuação:

  • Campanha educativa: presente em oito estações do metrô — como Taguatinga Sul, Shopping e Samambaia Sul — com cartazes, banners e adesivos informativos.

  • Estande itinerante: já percorreu dez estações até 18 de outubro, distribuindo material informativo e promovendo mobilização social.

  • Estande da beleza: fixo, oferece gratuitamente serviços de maquiagem, massagem e orientações sobre canais de denúncia, passando pelas estações Galeria, Praça do Relógio e Ceilândia Centro.

A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, reforçou que o combate à violência é responsabilidade coletiva. “Muitas mulheres sofrem assédio no transporte público. Com essa campanha, mostramos onde buscar ajuda e os equipamentos públicos que oferecem acolhimento e segurança às vítimas”, destacou.

Canais de denúncia:

  • Polícia Civil: 197

  • Polícia Militar: 190

  • Central de Atendimento à Mulher: 180

  • Maria da Penha Online

Locais de atendimento psicológico no DF:

  • Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (PCDF)

  • Programa Direito Delas (Sejus-DF)

  • Casa da Mulher Brasileira, em Ceilândia

  • Centro de Referência da Mulher Brasileira

  • Centro Especializado de Atendimento à Mulher

  • Espaços Acolher, vinculados à Secretaria da Mulher

Mais informações: mulher.df.gov.br