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Festival de Brasília do Cinema Brasileiro espera recorde de inscrições

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Formato preservou inovações da edição passada, e valor das premiações foi mantido em R$ 340 mil. Candidatos podem inscrever filmes até 24 de junho. Competição será de 14 a 23 de setembro

Abertas nesta quinta-feira (24), as inscrições para a 51ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro podem ser feitas até 24 de junho pelo site oficial do evento.

O festival começa em 14 de setembro, e a divulgação dos vencedores está marcada para o dia 23. O calendário foi divulgado nesta quinta-feira (24) pelo secretário de Cultura, Guilherme Reis, em entrevista coletiva no Cine Brasília (106/107 Sul).

Reis disse esperar repetir o êxito da edição anterior. “Conseguimos consolidar uma equipe, um conceito e os parceiros. Esperamos bater o recorde de inscrições e produzir um evento melhor do que o de 2017”, destacou.

“Conseguimos consolidar uma equipe, um conceito e os parceiros. Esperamos bater o recorde de inscrições e produzir um evento melhor do que o de 2017”Guilherme Reis, secretário de Cultura

O formato deste ano preservou as inovações adotadas na edição passada, entre as quais a duração de dez dias de programação intensa, com dois fins de semana incluídos.

A premiação total será mantida em R$ 340 mil, e haverá distribuição de cachê para todos os filmes exibidos. Sem dar detalhes, Guilherme Reis considerou a possibilidade de acrescentar uma mostra competitiva ainda nesta edição.

Diferentemente do ano passado, as atividades formativas e de mercado do evento foram transferidas do Hotel Nacional para o Museu Nacional e para a Biblioteca Nacional, ambos no Conjunto Cultural da República. A direção artística continuará sob responsabilidade do cineasta Eduardo Valente.

A premiação terá os mesmos valores de 2017:

  • Longa-metragem — R$ 15 mil
  • Sessão especial — R$ 10 mil
  • Curta-metragem — R$ 5 mil
  • Mostras paralelas — R$ 3 mil

Os vencedores ganham, ainda, o Troféu Candango. As exibições dos filmes das mostras competitivas (longas e curtas) continuarão no Cine Brasília.

Os interessados devem submeter a análise o formulário de inscrição, devidamente preenchido, por meio do site do evento.

Devem ainda fazer upload de link do filme hospedado em plataforma audiovisual de livre acesso, protegido por senha, além de informar a classificação indicativa.

Os nove longas e 12 curtas selecionados serão divulgados até 24 de julho. As produções deverão ser inéditas no Distrito Federal e, preferencialmente, no Brasil.

Além dos cachês distribuídos, o melhor filme longa-metragem escolhido pelo júri popular receberá o Prêmio Petrobras de Cinema, no valor de R$ 200 mil em contratos de distribuição.

Votação inovadora permanece nesta edição

Para votar, o público continuará com acesso ao aplicativo mobile do festival. O instrumento teve grande adesão em 2017, não só pelo aspecto sustentável na economia de papel, mas pela facilidade de acesso à programação do evento e ao conteúdo exclusivo para os usuários da ferramenta.

Os realizadores do DF que desejam participar da Mostra Brasília e concorrer ao Troféu Câmara terão modelo seletivo específico, coordenado pela Câmara Legislativa. Em 2018, o processo estará aberto no mesmo período de seleção das mostras competitivas, de 24 de maio a 24 de junho.

O resultado da seleção será divulgado até 24 de julho. Os prêmios da Mostra Brasília somam R$ 240 mil, fora o Prêmio Petrobras de Cinema, no valor de R$ 100 mil em contratos de distribuição.

A mostra Futuro Brasil é uma oportunidade de ter um termômetro técnico e estético sobre a obra, antes mesmo que ela seja lançada

O festival seguirá organizado em parceria com o Instituto Alvorada Brasil, organização da sociedade civil selecionada por meio do edital de Chamamento Público n° 2, de 2017. O instituto manterá as mostras paralelas, como a Futuro Brasil.

Novidade nos 50 anos do Festival, ela ganha a segunda edição. Vitrine para realizadores com filmes em finalização, os títulos serão exibidos para experts de grandes festivais internacionais.

A mostra Futuro Brasil é uma oportunidade de ter um termômetro técnico e estético sobre a obra, antes mesmo que ela seja lançada.

As inscrições ficarão abertas de 31 de maio a 1º de julho e também podem ser feitas pelo site do festival. O resultado da mostra será divulgado até 3 de agosto.

As categorias

O júri oficial avaliará os filmes concorrentes e indicará os vencedores de cada prêmio, mediante decisão fundamentada em critérios técnicos e artísticos, conforme as seguintes categorias do Troféu Candango:

Categoria de longa-metragem

  • Melhor filme de longa-metragem
  • Melhor direção
  • Melhor ator
  • Melhor atriz
  • Melhor ator coadjuvante
  • Melhor atriz coadjuvante
  • Melhor roteiro
  • Melhor fotografia
  • Melhor direção de arte
  • Melhor trilha sonora
  • Melhor som
  • Melhor montagem

Categoria de curta-metragem

  • Melhor filme de curta-metragem
  • Melhor direção
  • Melhor ator
  • Melhor atriz
  • Melhor roteiro
  • Melhor fotografia
  • Melhor direção de arte
  • Melhor trilha sonora
  • Melhor som
  • Melhor montagem

Combustível só dura até o fim desta manhã no aeroporto de Brasília

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Voos da American Airlines precisaram ser cancelados

As reservas de querosene de aviação no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck, em Brasília, só são suficientes para a manhã de hoje (25), segundo a concessionária Inframerica. A paralisação dos caminhoneiros, que chega ao quinto dia em todo o país, impede que o combustível chegue até o aeroporto. Dois voos precisaram ser cancelado no início desta manhã.

Todos os aviões que pousarem hoje no terminal aéreo e que necessitem de abastecimento ficarão em solo até o fornecimento de combustível no aeroporto ser normalizado. O contingenciamento do combustível no aeroporto já vinha ocorrendo desde a terça-feira (22).

“Apesar do agravamento da situação, ainda não há previsão de regularização do estoque de combustível. A concessionária aguarda a liberação dos caminhões”, informou a concessionária em nota.

Nos últimos dias apenas dez caminhões chegaram ao aeroporto, todos sob escolta policial. Em dias normais, o terminal recebe uma média de 20 desses veículos. Até o início da manhã desta sexta-feira, não há registro de entrada de novos caminhões.

Cancelamento

Por causa do racionamento do querosene de aviação, a companhia aérea American Airlines cancelou de forma preventiva o voo que vinha de Miami e que pousaria no aeroporto de Brasília às 7h35. Consequentemente, a volta da aeronave fica, que partiria da capital às 21h55, fica também cancelada. Depois de quatro dias, é o primeiro cancelamento decorrente da restrição na oferta de combustível no aeroporto de Brasília.

A Inframerica orienta aos passageiros que busquem informações com a sua companhia aérea antes de irem ao aeroporto. As equipes de atendimento da concessionária foram reforçadas para atender aos usuários. Em média, 48 mil usuários de transporte aéreo passam pelo Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck todos os dias. O terminal é o terceiro em movimentação de passageiros no país.

Mesmo com acordo, caminhoneiros mantêm protestos nas rodovias federais

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Manifestação de caminhoneiros contra o reajuste nos preços do óleo diesel, ainda trava pontos da Rodovia Presidente Dutra.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que ainda não registra nenhuma desmobilização de pontos de manifestação de caminhoneiros nas rodovias do país, após o anúncio de um acordo com o governo nessa quinta-feira (24).

Na Régis Bitencourt, em São Paulo, carretas e caminhões permanecem estacionadas ao logo da rodovia. O mesmo ocorre em rodovias no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, estado que apresenta 74 pontos de manifestação. No Distrito Federal, a PRF registra manifestação de caminhoneiros na BR-020, BR-060, BR-070 e BR-080.

Em Brasília, durante toda a madrugada e no começo desta manhã, motoristas ainda fazem filas para abastecer seus carros nos postos que mantêm estoques de gasolina e diesel, caso do posto Shell da Quadra 307, na Asa Norte, no Plano Piloto. No local, a fila de carros para abastecer chega a entrar na área de estacionamento da quadra residencial.

Acordo

Pelo acordo firmado ontem à noite entre o governo e representantes dos caminhoneiros, a paralisação será suspensa por 15 dias. Em troca, a Petrobras mantém a redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 30 dias, enquanto o governo costura formas de reduzir os preços. A Petrobras mantém o compromisso de custear esse desconto, estimado em R$ 350 milhões, nos primeiros 15 dias. Os próximos 15 dias serão patrocinados pela União.

O governo também prometeu uma previsibilidade mensal nos preços do diesel até o fim do ano, sem mexer na política de reajustes da Petrobras, e vai subsidiar a diferença do preço em relação aos valores estipulados pela estatal a cada mês. “Nos momentos em que o preço do diesel na refinaria cair e ficar abaixo do fixado, a Petrobras passa a ter um crédito que vai reduzindo o custo do Tesouro”, disse o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.

O governo também se comprometeu a zerar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para o diesel até o fim do ano. Também negociará com os estados, buscando o fim da cobrança de pedágio para caminhões que trafegam vazios, com eixo suspenso. “Chegou a hora de olhar para as pessoas que estão sem alimentos ou medicamentos. O Brasil é um país rodoviário. A família brasileira depende do transporte rodoviário. Celebramos esse acordo, correspondendo a essas solicitações, dizendo humildemente aos caminhoneiros: precisamos de vocês”, disse o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Para cumprir a proposta de previsibilidade mensal nos preços do diesel até o fim do ano, o governo precisará negociar com o Congresso o projeto aprovado ontem na Câmara que zera o PIS/Cofins para o diesel. A ideia – apresentada nessa quinta-feira – é que o tributo não seja zerado, mas usado para compensar a Petrobras em tempos de alta no valor do barril do petróleo e para manter os preços estáveis.

Quanto ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que já tem projeto de alteração tramitando no Senado, o governo também precisaria negociar com os governadores, pois se trata de um imposto estadual. Segundo o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, a discussão será sobre a alteração do cálculo desse imposto, que varia de acordo com o preço do combustível. Ou seja, se o diesel aumenta, o ICMS também aumenta.

“PIS/Cofins e Cide têm um valor fixo por litro. Como um dos problemas é a previsibilidade em função da política de preços, vamos conversar com os governos estaduais para discutir uma sistemática de cálculo do ICMS semelhante à do PIS/Cofins, ou seja, com uma base fixa”, disse Guardia.

A decisão de suspender a paralisação, porém, não é unânime. Das 11 entidades do setor de transporte, em sua maioria caminhoneiros, que participaram do encontro, uma delas, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que representa 700 mil trabalhadores, recusou a proposta. O presidente da associação, José Fonseca Lopes, deixou a reunião no meio da tarde e disse que continuará parado. “Todo mundo acatou a posição que pediram, mas eu não. […] vim resolver o problema do PIS, da Cofins e da Cide, que está embutido no preço do combustível”, afirmou Lopes.

Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo), Valter Casimiro (Transportes) e o general Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) se sentaram à mesa com representantes dos caminhoneiros, em busca de uma trégua na paralisação, que afeta a distribuição de produtos em todo o país. Os ministros entendem que o governo e a Petrobras têm mostrado iniciativa suficiente.

Os representantes dos caminhoneiros pedem o fim da carga tributária sobre o óleo diesel. Eles contam com a aprovação, no Senado, da isenção da cobrança do PIS/Pasep e da Cofins incidente sobre o diesel até o fim do ano. A matéria foi aprovada ontem pela Câmara e segue agora para o Senado. Caso seja aprovada, a isenção desses impostos precisará ser sancionada pelo presidente da República.

GDF suspende aulas e entra com ação judicial para garantir abastecimento dos ônibus

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Essa foi uma das decisões tomadas pelo gabinete de crise para reduzir os impactos da paralisação dos caminhoneiros no Distrito Federal

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, convocou secretários de Estado, na tarde desta quinta-feira (24), para avaliar os prejuízos causados pela greve dos caminhoneiros. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, convocou secretários de Estado, na tarde desta quinta-feira (24), para avaliar os prejuízos causados pela greve dos caminhoneiros.

O objetivo é analisar como essa paralisação poderá impactar os serviços públicos do Distrito Federal. “Estamos buscando antever quais são os problemas e como faremos para superá-los”, disse o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio.

Entre as medidas anunciadas está a suspensão das aulas na rede pública de ensino para garantir a segurança das crianças diante da possibilidade de novas interrupções e melhorar a mobilidade no trânsito da cidade.

Rollemberg orientou a Procuradoria-Geral do Distrito Federal a ingressar com uma ação judicial para garantir prioritariamente o abastecimento das empresas de ônibus.

Além disso, frente a casos de preços abusivos e outras irregularidades em postos de combustíveis, o governador determinou que a Polícia Civil instaure investigação criminal para apurar crimes contra a relação de consumo e a economia popular.

Sérgio Sampaio observou, ainda, que o DF está pronto para ajudar na solução, caso o governo federal acione os entes federativos.

Comissão especial, coordenada pela Casa Civil, negocia com o movimento grevista e conseguiu a liberação de alguns caminhões de combustível para abastecer viaturas de serviços prioritários, como segurança, saúde e limpeza, além de emergenciais da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e Companhia Energética de Brasília (CEB).

A manifestação dos caminhoneiros entrou no quarto dia nesta quinta-feira (24), com mais de 300 pontos de paralisação espalhados por todo o País, segundo a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos.

Preços abusivos podem gerar multa

Mais cedo, por determinação do governador Rodrigo Rollemberg, o Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF) iniciou operação para evitar preços abusivos e outras irregularidades em postos de combustíveis.

A prática de preços abusivos pode gerar multa que varia de cerca de R$ 400 a R$ 6 milhões.

Em conformidade com decisão da Justiça federal, o governador também determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal libere as rodovias federais fechadas por manifestantes.

Plano de Contingência para o Sistema de Transporte Público Coletivo

O governo de Brasília está definindo um Plano de Contingência de acordo com o estoque de combustível de cada empresa que opera o Sistema de Transporte Público Coletivo do DF.

Nesta sexta-feira (25), vão operar com a tabela horária normal, sem alterações, as empresas:

  • Piracicabana (que atende as regiões de Planaltina, Sobradinho, Sobradinho II, Brasília, Varjão, Lago Norte, Fercal, Cruzeiro, Sudoeste e Octogonal)
  • Marechal (Park Way, Núcleo Bandeirante, Guará e Samambaia)
  • São José (Brazlândia, Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires, SCIA e SAI)

Já as empresas Pioneira (São Sebastião, Jardim Botânico, Paranoá, Lago Sul, Park Way, Santa Maria e Gama) e Urbi (Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II e Samambaia) vão operar normalmente no horário de pico — das 5 às 9 horas e das 16 às 20 horas — e com redução da frota das 9 às 16 horas e a partir das 20 horas.

A TCB não terá alteração em sua grade de operação.

Nota do governo de Brasília sobre a greve dos caminhoneiros

O governador Rodrigo Rollemberg determinou à Secretaria de Educação que suspenda as aulas, nesta sexta-feira (25), nas escolas públicas do Distrito Federal. A medida visa garantir a segurança das crianças diante da possibilidade de novas interrupções, assim como melhorar a mobilidade no trânsito da cidade.

Rollemberg determinou ainda que a Polícia Civil instaure investigação criminal contra proprietários de postos de combustível para apurar crimes contra a relação de consumo e a economia popular.

Determinou também que a Polícia Militar trabalhe para desobstruir as rodovias federais, de acordo com decisão da Justiça Federal, e garantir a saída dos caminhões-tanque das distribuidoras para o fornecimento de combustíveis aos postos.

Determinou a criação de uma comissão especial de negociação, coordenada pela Casa Civil, para promover o entendimento com as lideranças dos caminhoneiros e garantir dessa maneira, pelo menos um abastecimento para veículos de serviços essenciais.

Determinou a extensão do horário de pico das linhas do metrô de mais uma hora pela manhã e de mais uma hora pela noite e que atue em sua capacidade máxima.

Também determinou que o Procon-DF continue com o trabalho de fiscalização e punição aos postos de gasolina que praticarem preços abusivos.

Além disso, determinou que, no âmbito do governo de Brasília, se garanta prioritariamente o abastecimento de combustível dos veículos que prestam serviços essenciais à população, como os de Segurança, Saúde e SLU, e emergenciais da Caesb e CEB.

O governador Rodrigo Rollemberg também determinou que a Procuradoria-Geral do Distrito Federal ingresse com uma ação judicial para garantir prioritariamente o abastecimento das empresas de ônibus.

Não houve consenso em reunião de governo com caminhoneiros

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O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, fala à imprensa, no Palácio do Planalto.

Na segunda reunião com representantes de onze categorias de caminhoneiros, o governo buscou um acordo, mas nem todos os presentes aceitaram a proposta. O representante da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, negou o acordo proposto pelo governo de suspender a paralisação por um período entre 15 dias a um mês enquanto o governo continua trabalhando para resolver o problema da redução do preço do diesel.

Lopes disse que outros líderes da categoria se mostraram receptivos à proposta de suspender a paralisação, mas ele se recusou e deixou o local antes do fim da reunião. A Abcam representa 700 mil caminhoneiros, com 600 sindicatos espalhados pelo Brasil.

“Todo mundo acatou a posição que pediram, mas eu não. Eu coloquei que respeito o que meus colegas pediram e estão sendo atendidos, que acho ser coisa secundária, e disse que vim resolver o problema do PIS, do Cofins e da Cide, que tá embutido no preço do combustível”, disse Lopes. Ele disse ainda que não fala em suspender a paralisação enquanto o Senado não aprovar a isenção do PIS/Cofins, projeto aprovado ontem pela Câmara .

Motoristas individuais

Enquanto a reunião se desenrolava no 4º andar do Palácio do Planalto, o representante dos motoristas individuais do Centro-Oeste, Wallace Landim, disse que sua categoria não está representada na reunião e que nenhuma decisão acatada na reunião será seguida por eles. Ele tem uma posição similar à do representante da Abcam e disse que enquanto o fim dos impostos sobre o diesel não estiver confirmado, a paralisação continuará.

“Não somos representados [pelas associações que estão na reunião]. Somos caminhoneiros individuais. Se a gente não estiver participando, não vai ter nenhum resultado. Pode sair de lá e falar que acabou a paralisação, que não adianta. A gente só libera a rodovia quando sair no Diário Oficial. Não estamos pedindo esmola, estamos pedindo o nosso direito”.

Greve mais extensa já realizada por servidores do GDF chega ao fim

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Trabalhadores da assistência social tomaram decisão após anúncio de ordem sobre corte de ponto

Em assembleia realizada nesta quinta-feira (24), os servidores da assistência social do DF decidiram pelo fim da greve, iniciada há 83 dias.

A decisão foi motivada pelo anúncio de ordem judicial que determina o corte no ponto dos trabalhadores que continuassem com a paralisação.

Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a greve, iniciada em 2 de março, sob o comando do Sindicato dos Servidores da Assistência Social (Sindsasc), é a mais extensa já realizada integralmente por servidores do Governo do Distrito Federal (GDF).

O retorno dos trabalhadores a seus postos será feito quando a ordem for publicada no Diário da Justiça do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, o que deve ocorrer nesta sexta-feira (25), de acordo com o Sindsasc.

A greve foi motivada, principalmente, pela reivindicação do acerto retroativo do aumento salarial previsto em lei desde 2015, em atraso há 29 meses e pela realização de concurso público para suprir o desfalque de 2.600 trabalhadores da carreira.

De acordo com o presidente do Sindsasc, Clayton Avelar, a pauta financeira foi totalmente negligenciada pelo governador Rodrigo Rollemberg. “O governador nos apresentou o falso argumento de que não há disponibilidade de verba para o pagamento do nosso reajuste. Isso é uma mentira! Sabemos que o  GDF possui recursos suficientes para isso. Não houve a mínima vontade política e vamos continuar a exigir nosso direito ao reajuste estabelecido por lei”, pontua.

Balanço

Desde o início da paralisação, o GDF recebeu a categoria para reuniões oficiais três vezes, sendo uma delas, em 12 abril, com a presença  do governador. A única pauta com a qual o Executivo sinalizou positivamente foi a da realização do concurso público para a categoria. A Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh) anunciou que vai lançar edital para o certame de 314 vagas até 20 de julho.

O movimento grevista apontou também reivindicações como o pagamento de benefícios como vale-alimentação e licenças-prêmio; a melhoria das condições de trabalho para os servidores das Unidades de Acolhimento; a implantação de ajustes no Setor de Cadastro (Secat); a disponibilização da quantidade necessária de material de trabalho nos Centros de Convivência; a viabilização de transporte para os servidores; e a designação correta para o trabalho nos CREAS, que têm assumido a destinação de demandas dos Centros Pop. Até o fim da greve, nenhuma destas questões trabalhistas foi atendida pelo GDF, de acordo com o sindicato.

Devido à postura de negligência do governo, a greve se estendeu por quase três meses e a estimativa do Sindsasc é de que um total de 100 mil famílias ficaram sem atendimento da assistência social no DF. A atuação dos servidores da classe é destinada aos beneficiários de programas sociais, mulheres vítimas de violência e em situação de perigo, pessoas em situação de rua e desabrigados, crianças sem guarda ou que estão sob a tutela do Estado, idosos, pessoas com deficiência mental e vítimas de tráfico de pessoas.

Apoios alcançados

Desde o início da greve, os servidores conseguiram importantes apoios ao movimento. O Conselho de Assistência Social do Distrito Federal (CAS-DF), entidade vinculada ao GDF, emitiu Moção de Apoio que reconheceu a ingerência do governo em relação ao trabalho da assistência social pública no DF. Outra entidade que manifestou respaldo ao movimento foi o Conselho Regional de Serviço Social do DF (CRESS-DF). Além dos apoios institucionais, usuários do serviço e deputados distritais apoiaram a ação colegiada.

TSE define quanto cada partido receberá de fundo eleitoral; veja quanto cada um receberá

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O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou hoje (24), por unanimidade, uma resolução para regulamentar a distribuição de recursos do Fundo Eleitoral público, de R$ 1,716 bilhão, para financiar campanhas.

Entre as principais definições está a de que cada partido somente receberá os recursos após sua respectiva executiva nacional aprovar e divulgar amplamente os critérios para distribuição do dinheiro entre os candidatos, que podem ser alvo de contestação pela Justiça Eleitoral.

De acordo com os critérios definidos em lei, entre eles o tamanho das bancadas no Congresso no dia 28 de agosto de 2017, o TSE calculou qual a porcentagem dos recursos que caberá a cada partido. A legenda que mais receberá recursos será o MDB (13,64%), que deve ficar com R$ 234,19 milhões.

O segundo partido que receberá mais recursos será o PT (12,36%), com R$ 212,2 milhões, seguido por: PSDB (10,83%), com R$ 185,8 milhões; PP (7,63%), com R$ 130,9 milhões; e PSB (6,92%), com R$ 118,7 milhões. Partido Novo, PMB, PCO e PCB (0,57%) serão as legendas com menos recursos do Fundo Eleitoral, tendo direito a R$ 970 mil cada.

Uma vez liberados, os valores devem ser transferidos para uma conta única do diretório nacional de cada partido, que deverá, então, promover a distribuição entre os candidatos, conforme os critérios divulgados anteriormente. Posteriormente, nas prestações de contas eleitorais, a Justiça Eleitoral verificará se tais critérios foram obedecidos.

Apesar do valor total do Fundo Eleitoral já ter sido definido pelo Congresso no ano passado, a planilha divulgada pelo TSE não traz valores em reais, somente as porcentagens de cada partido.

Segundo o presidente da Corte, ministro Luiz Fux, isso se dá por precaução, pois a Justiça Eleitoral prefere aguardar o efetivo depósito dos recursos em uma conta específica, pois imprevistos que podem alterar o valor efetivamente disponibilizado e o cálculo poderia não ser preciso.

“Estamos estabelecendo os porcentuais, depois quando vier a disponibilidade total vamos divulgar os valores. Sem que venha antes [o dinheiro], nós podemos mencionar valores que podem não corresponder à realidade”, disse Fux.

A resolução aprovada nesta quinta prevê ainda que 30% dos recursos de cada partido deve ser aplicado na candidatura de mulheres, conforme confirmado na semana passada pelo próprio TSE.

De acordo com a lei que criou o Fundo Eleitoral, os critérios para a distribuição para cada partido foram:

I – 2% (dois por cento), divididos igualitariamente entre todos os partidos com estatutos registrados no TSE;

II – 35% (trinta e cinco por cento), divididos entre os partidos que tenham pelo menos um representante na Câmara dos Deputados, na proporção do percentual de votos por eles obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados;

III – 48% (quarenta e oito por cento), divididos entre os partidos, na proporção do número de representantes na Câmara dos Deputados, consideradas as legendas dos titulares;

IV – 15% (quinze por cento), divididos entre os partidos, na proporção do número de representantes no Senado Federal, consideradas as legendas dos titulares.

Veja abaixo a porcentagem que cada partido tem direito no fundo eleitoral:

PMDB – 13,64%

PT – 12,36%

PSDB – 10,83%

PP – 7,36%

PSB – 6,92%

PR – 6,59%

PSD – 6,52%

DEM – 5,19%

PRB – 3,9%

PTB – 3,62%

PDT – 3,58%

SD – 2,33%

PTN (Podemos) – 2,1%

PSC – 2,09%

PCdoB – 1,77%

PPS – 1,7%

PV – 1,43%

PSOL – 1,24%

Pros – 1,23%

PHS – 1,05%

PTdoB (Avante) – 0,72%

Rede – 0,62%

Patriota – 0,57%

PSL – 0,53%

PTC – 0,36%

PRP – 0,31%

PSDC – 0,24%

PMN – 0,22%

PRTB – 0,22%

PSTU – 0,57%

PPL – 0,57%

PCB – 0,57%

PCO – 0,57%

PMB – 0,57%

Novo – 0,57%

Mais de 100 lojas no DF aderem ao Dia da Liberdade de Impostos

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Brasilienses enfrentam até 4km de filas para abastecer em posto de combustíveis que vende gasolina a R$ 2,98 como parte do Dia da Liberdade de Impostos (DLI).

Mais de 100 lojas de quatro shoppings do Distrito Federal(DF) estão ofertando produtos com descontos de 15% a 70%, durante toda esta quinta-feira (24), como parte da 10ª edição do Dia da Liberdade de Impostos. Celebrada em 16 estados e no DF, a campanha tem como objetivo despertar a atenção da população quanto ao peso que os tributos têm em compras comuns do dia a dia e estimulá-la a verificar se os encargos pagos estão se convertendo, de fato, em serviços públicos de qualidade.

Além dos shoppings, os postos de combustíveis da rede Jarjour da Asa Norte, da Asa Sul e de Taguatinga participam da ação. Nas unidades da rede, estarão disponíveis, hoje, 30 mil litros de gasolina com preço reduzido, sendo que cada motorista poderá abastecer seu veículo com, no máximo, 20 litros e deverá efetuar o pagamento em dinheiro.

Para saber quais estabelecimentos de Brasília e entorno estão envolvidos na iniciativa, os consumidores podem consultar o site da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Jovem, entidade que organiza a campanha.

Neste ano, a campanha ampliou sua abrangência, passando a contar com a adesão de um maior número de lojistas e também de unidades federativas, já que, em 2017, apenas 11 estados e o DF articularam ações para marcar a data, que agora também é lembrada em Goiás, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, em Roraima e São Paulo.

Na perspectiva da CDL, um dos meios de se reduzir os impostos que incidem sobre os produtos seria simplificar sua fórmula, criando uma taxa única para todo o país. O argumento é que isso permitiria que os brasileiros avaliar mais facilmente quanto do valor desembolsado por eles em cada compra corresponde a impostos.

“A gente paga muito imposto e nada disso volta para a sociedade. O que afeta os empresários é a burocracia na arrecadação. Hoje você tem imposto desde a matéria-prima até o produto vendido, diferentemente dos Estados Unidos, onde o imposto é cobrado apenas uma vez. Lá não há imposto em cascata”, diz o coordenador nacional da CDL Jovem, Lucas Pitta.

Reconhecendo ser um defensor do Estado mínimo, Pitta diz acreditar em uma “competição leal e honesta” como sistema varejista ideal para garantir que o consumidor tenha o direito de escolher o que quer comprar. “O governo não sabe reduzir a máquina pública. Quer sempre passar a conta para sociedade e diminui as chances do empresariado. Só está sufocando o cidadão”, afirmou.

“O evento continua acontecendo em todo o Brasil porque temos lojistas de estabelecimentos de todos os portes participando. É algo que consegue unir nosso protesto contra esse abuso que é a carga tributária e um dia de valorização do dinheiro do consumidor. É uma pauta constante. E a tendência desse movimento é, infelizmente, crescer. Pelo panorama [econômico], a ação está longe de acabar”, acrescentou Lucas Pitta.

Impostômetro

De acordo com o Impostômetro, ferramenta desenvolvida pela Associação Comercial de São Paulo, a quantia arrecadada com tributos, em todo o país, já ultrapassa os R$ 941 bilhões.

No site da associação também é possível consultar os valores acumulados por cada governo estadual e, ainda, uma lista que enumera as porcentagens médias de imposto que incidem sobre itens básicos, como alimentos e fogão. Pela tabela, descobre-se, por exemplo, que quase metade (45,31%) do valor final de um óculos de grau equivale a tributos embutidos e que, ao comprar um chuveiro elétrico, o cliente está pagando 48,23% somente de impostos.

Motoristas enfrentam longas filas em Brasília para abastecer veículos

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Os motoristas do Distrito Federal mudaram a rotina nesta quinta-feira (24), quarto dia de paralisação dos caminhoneiros. Filas imensas se estenderam pelas ruas nas quais havia postos que dispunham de combustíveis para vender. Em vários locais, não havia mais gasolina, nem diesel.

Durante toda a madrugada, houve plantão de motoristas nos postos de gasolina, e as filas se estenderam ao longo do dia de hoje.

Houve também um protesto de motoristas de aplicativos e de motoboys, que reuniu cerca de 400 manifestantes.

Eles bloquearam a entrada e saída do Terminal Terrestre da Petrobras, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).

Brasília é uma cidade de largas avenidas e ruas nas quais andar a pé não é usual. Há queixas constantes dos consumidores quanto à ineficiência do transporte público. As longas distâncias são percorridas, em geral, em veículos particulares.

Levantamento da Secretaria de Mobilidade mostra que, no Distrito Federal, apenas 32% da população deslocam-se de ônibus ou metrô, enquanto a proporção de veículos particulares é de 55 para cada 100 pessoas, com menos de dois moradores por carro — a frota de veículos, que atinge a marca de 1,64 milhão, praticamente dobrou nos últimos 10 anos, a despeito do espaço nas vias da região.

Feirão da Casa Própria no DF: saiba como fazer uma boa compra

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Pesquisa antecipada dos imóveis, análise do orçamento familiar e cautela com as condições do contrato são alguns cuidados que os consumidores devem ter antes de ir ao Feirão da Casa Própria em Brasília
O Feirão da Casa Própria da Caixa começa nesta sexta-feira (25) em Brasília e conta com mais de 8 mil imóveis novos e usados. O evento acontece no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, sexta-feira e sábado (das 10h às 20h) e domingo (das 8h às 12h).
Mas antes de realizar o sonho da casa própria é preciso tomar alguns cuidados.
E para fazer uma boa compra, o advogado Arthur Ongaro, do escritório Corrêa, Ongaro, Sano Advogados Associados, lembra algumas dicas para quem quer realizar um bom negócio.
Antes da compra, além da análise que envolve a localização do imóvel, estado de conservação, infraestrutura da região, valor do bem e disponibilidade de recursos financeiros, uma das questões mais importantes é em relação à documentação necessária para a efetivação de uma transação segura, ou seja, uma avaliação jurídica detalhada do vendedor e do próprio imóvel.
Segundo Ongaro, o consumidor também deve observar atentamente as cláusulas contratuais, em especial as que estabelecem as condições de pagamento, ocupação, demandas judiciais existentes e débitos relativos ao imóvel. “Tudo isso deve ser muito bem analisado para se ter uma boa compra pois, na ausência dessas informações, o consumidor pode acabar adquirindo um problema”, comenta.
Dicas para uma boa compra
1) Faça uma pesquisa na Internet:  pesquise antes os preços que as construtoras praticavam antes do feirão. A internet é uma ótima ferramenta. É possível encontrar anúncios de imobiliárias ou corretores de alguns meses atrás, muito importante para fugir das falsas ofertas.
2) Vá com calma: não se empolgue no primeiro estande que entrar. Visite vários e compare as condições, o tipo de produto e analise o custo-benefício
3) Analise seu orçamento: avalie seu orçamento de forma bastante conservadora e lembre-se que a prestação não pode comprometer mais de 30% da renda familiar
4) Financiamento é uma opção: apesar de muita gente estar preocupada com os juros do financiamento, ele ainda pode ser uma forma importante de viabilizar uma boa compra. Com a portabilidade do crédito imobiliário é possível trocar de banco no futuro quando as taxas caírem.
5) Veja os outros custos envolvidos: Pergunte aos incorporadores o valor estimado do condomínio, mesmo que o prédio ainda esteja em obra, para você poder calcular seus gastos. Uma boa infraestrutura de lazer representa mais custos.
6) Documentação: Junte toda a documentação referente à negociação do imóvel. Elas deverão compor um dossiê sobre o processo de compra e venda do imóvel.