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Projeto Música na Árvore – Jazz Festival acontece esta semana

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O Instituto Terra Utópica realiza, esta semana, o projeto Música na Árvore Jazz Festival. O projeto, selecionado no Programa BRB de Patrocínios Culturais 2017/2018, busca popularizar o jazz. Por meio de um espetáculo instrumental, o festival conta, por exemplo, com a apresentação do grupo GuitarrÁfrika e do renomado músico Leo Gandelman.
 
O superintendente de marketing do BRB comenta que o projeto cultural da Instituição visa exatamente isso: poder apoiar projetos diversificados, que envolvam diversos estilos e que promovam um intercâmbio cultural. “A entrada é franca e o espetáculo acontece em um lugar central da cidade e de fácil acesso. Portanto, toda a população está convidada a prestigiar o espetáculo e a conhecer melhor o jazz”, finalizou Wesley.
 
Abaixo, a programação completa:
 
Dia                        Horário                Programação
25/07                   18h                        Mario Noya Samba Jazz
25/07                   20h                        GuitarrÁfika
26/07                   18h                        Transquatro
26/07                   20h                        GuitarrÁfrika
27/07                   18h                        GuitarrÁfrika
27/07                   20h                        Leo Gandelman               
 
Serviço
Projeto “Música na Árvore – Jazz Festival”
Local: Praça Zumbi dos Palmares, localizada no Setor de Diversões Sul, em frente ao Conic
Data: 25, 26 e 27 de julho
Entrada franca

Meirelles declara que ‘contraste de biografias’ entre ele e Calheiros o favorece

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Por Juliana Gonçalves

O pré-candidato à presidência da República pelo MDB, Henrique Meirelles, respondeu, mais uma vez, as críticas que vem recebendo do colega de partido, senador Renan Calheiros, de Alagoas.

Nesta semana, durante evento em Brasília para discutir problemas de mobilidade urbana, Meirelles disse que existe um ‘contraste de biografias’ que separam as histórias do presidenciável e do senador alagoano.“O que eu tenho ouvido é que essa manifestação do senador me favorece porque mostra o contraste de biografias. Eu tenho uma biografia de serviços prestados. Eu fui presidente do Banco Central durante oito anos, naquela época milhões de brasileiros saíram da pobreza e entraram para a classe média. No ministério da Fazenda, eu tirei o Brasil da maior recessão da história. Então é muito positivo que se estabeleçam alguns contrastes e que as pessoas possam olhar e comparar”, apontou.

O ex-ministro da Fazenda garante que não há divisão dentro do MDB sobre quem apoiar para a corrida presidencial. Segundo ele, sua pré-candidatura já tem o apoio da “ampla maioria” do partido. No entanto, em entrevista ao site Metrópoles, o presidenciável ressaltou que divergências são fundamentais para o debate democrático.

“O MDB tem uma característica, é um partido com comandos estaduais, o que acho positivo. Porque é um partido que não é de só um dono. É um partido que tem base no Brasil todo e comandos regionais. Eu tenho apoio da grande maioria, eu tenho uma ou outra divergência e é bom porque traça a diferença”, disse.

Sobre possíveis alianças, Henrique Meirelles não revelou com quais partidos está conversando, mas disse que está em contato “com número importante de legendas”, entre elas as do chamado ‘centro democrático’.

 

Partido Novo confirma Alexandre Guerra como candidato ao governo do DF

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Ex-administrador da rede Giraffas tem 37 anos e nunca disputou eleição. Vice na chapa é Erickson Blun, também do Novo; nomes foram aclamados por unanimidade

Por Beatriz Pataro e Mateus Rodrigues

Empresário e candidato ao governo do Distrito Federal, Alexandre Guerra (Novo) (Foto: TV Globo/Reprodução)

O empresário Alexandre Guerra, de 37 anos, foi escolhido pelo Partido Novo por unanimidade, nesta sexta-feira (20), como candidato ao governo do Distrito Federal nas eleições de 2018. A convenção foi realizada na sede do partido em Brasília, no Setor de Rádio e TV Sul.

O evento reuniu apoiadores e dirigentes do partido, a portas fechadas, por cerca de duas horas. No discurso de apresentação da candidatura, Guerra elogiou a nominata montada pela legenda, e disse que os candidatos vão “renovar a cidade”.

“O Novo-DF aprovou um time de pessoas de sucesso que vai estar à disposição do eleitor. São médicos, militares, empresários, funcionários públicos, professores e cidadãos com capacidade de gestão, com ficha limpa e preocupados com o DF”, declarou.

O candidato a vice-governador na chapa é o médico Erickson Blun, também do Novo. O partido também lançou a candidatura do advogado e jornalista Paulo Roque ao Senado. Ao todo, a legenda também homologou 31 candidaturas para deputados distritais, e 6 para deputados federais.

A convenção foi acompanhada pelo presidente regional do Novo-DF, Edvard Corrêa. Segundo ele, as candidaturas serão lançadas “oficialmente” em 17 de agosto, após o término do prazo para as convenções partidárias.

“Essa é a nominata de pessoas preparadas, fichas limpas e determinadas em vencer a velha política no DF”, afirmou.

Segundo a assessoria do partido, nem o presidente nacional da legenda, Moisés Jardim, nem o pré-candidato à presidência João Amoêdo participaram da convenção.

Trajetória

Ainda como CEO do Giraffas, Alexandre Guerra foi eleito pela revista “Forbes” como o melhor executivo do setor de alimentação do Brasil. O empresário atuou na rede de restaurantes por 18 anos.

Guerra também foi presidente do Instituto de FoodService Brasil (IFB) e vice-presidente da Associação Brasileira de Franchising.

Com informações da TV Globo e G1 DF

Saiba quais são os temas mais debatidos pelos brasileiros no Facebook

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Segurança e economia aparecem no topo da lista

Por Jonas Valente

Assuntos relacionados a segurança e economia são os mais debatidos pelos brasileiros no Facebook. No total, 64 milhões de pessoas geraram quase 1 bilhão de interações no mês de abril. Este tipo de mapeamento nunca foi disponibilizado publicamente pela companhia.

Os dados foram apresentados pela empresa em um evento sobre internet e eleições realizado ontem (20), em Brasília. A plataforma mapeia os assuntos discutidos e organiza estes em grandes temas. No monitoramento compartilhado no evento, foram identificados os números de pessoas abordando as questões, o número de interações (curtidas, comentários, compartilhamentos) e o percentual por gênero. Os dados são relativos ao mês de abril.

Diferentemente de pesquisas de opinião, que baseiam suas análises em uma amostra de alguns milhares de entrevistados, o quadro montado pelo Facebook toma como referência a sua base de usuários, que chegou a 127 milhões de pessoas, mais da metade da população brasileira

De acordo com o levantamento, segurança e economia foram os temas mais populares. O primeiro teve 262,2 milhões de interações promovidas por 32,3 milhões de pessoas. Já questões vinculadas ao universo econômico geraram 165,8 milhões de interações envolvendo 30,4 milhões de pessoas.

No ranking de áreas objeto de maior preocupação, os dois temas são seguidos por educação (119,9 milhões de usuários e 26,7 milhões de pessoas), tecnologia (102 milhões e 19,4 milhões), saúde (96 milhões e 25,9 milhões) e habitação (81,3 milhões e 19,7 mihões).

Na divisão por gênero, o tema de maior preocupação das mulheres foi Saúde (65% to total de pessoas interagindo), seguido de Educação (64%) e Habitação, Economia, Meio Ambiente e Gênero (62%). Já a participação de homens foi maior nas conversas virtuais sobre Indústria (47%), Segurança (43%), Agricultura (41%) e Turismo e Transporte (40%).

tabela assuntos mais comentados no Facebook

Whatsapp limita encaminhamento de mensagens para combater fake news

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Com a limitação, uma mensagem poderá ser enviada a apenas 20 conversas

Por Jonas Valente

 O aplicativo de mensagens Whatsapp vai passar a ter um limite de destinatários para o encaminhamento de mensagens. Segundo a empresa, de propriedade do Facebook, o objetivo com isso é reduzir a disseminação de notícias falsas. A novidade foi anunciada ontem (19) pela empresa por meio de seu blog institucional.
O Whatsapp é a segunda maior rede social do planeta, com 1,5 bilhão de usuários. A plataforma perde apenas para o Facebook, com 2,2 bilhões de pessoas inscritas. No Brasil, são mais de 100 milhões de pessoas com o aplicativo.

Até antes da mudança, uma mensagem poderia ser repassada a até 250 chats(conversas, que podem ocorrer com pessoas ou grupos) de uma vez. Com a limitação, o número será de 20 chats quando alguém desejar encaminhar um texto recebido.

Na Índia, a restrição será maior, com o encaminhamento sendo permitido somente cinco chats. Também haverá uma alteração na ferramenta de repasse, retirando a opção de perto das mensagens. O país registrou casos de linchamentos e assassinatos a partir de boatos disseminados pelo Whatsapp, o que colocou o aplicativo em questão e gerou debates em diversos países.

“Nós acreditamos que essas mudanças, que nós vamos continuar avaliando, vão ajudar a manter o Whatsapp no sentido do que ele foi desenvolvido para ser: um aplicativo de mensagens privadas”, afirmou a empresa em seu blog.

O app vem sendo apontado por especialistas e autoridades como um dos canais mais potentes de difusão de notícias falsas. Entre os fatores que abririam espaço para esse tipo de prática estariam a facilidade de repassar as mensagens e a ausência de identificação desse tipo de procedimento, o que favoreceria uma lógica de mensagens sem autoria.

Para lidar com o segundo problema, na semana passada o Whatsapp já havia anunciado que as mensagens repassadas passariam a ser identificadas enquanto tal. “Esta indicação extra tornará conversas individuais e em grupo mais fáceis de serem seguidas”, argumentou a empresa em seu blog institucional.

CLDF 2015-2018: Inexpressiva em proposições, mas independente do Palácio do Buriti

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Por Fred Lima

A atual legislatura da Câmara Legislativa do DF é considerada a mais fraca da história pelos analistas políticos, mas comparada com a passada, é mais independente com relação ao Palácio do Buriti. Se por um lado temos deputados inexpressivos e talvez de um mandato só, por outro, a fama de puxadinho diminuiu, visto o posicionamento crítico dos dois presidentes (Celina Leão e Joe Valle) ao governo.

Votar a favor da administração Agnelo custou o mandato de alguns distritais, que não conseguiram renová-lo. Por essa razão, nomes novos surgiram e desbancaram os veteranos, ajudados também pelo quociente eleitoral.

O eleitor deverá manter a tendência da eleição passada na Câmara, quando houve renovação de 50%. Contudo, alguns ex-distritais têm chance de voltar, como Washington Mesquita, que disputa voto a voto com a correligionária Jaqueline Silva. O quociente partidário vai determinar qual dos dois poderá ocupar uma cadeira na Casa pelo PTB.

Na era Rollemberg, o relacionamento distante do Buriti com os deputados, especialmente no início do governo, favoreceu o aumento da independência do Legislativo. O toma lá dá cá continuou, porém em menor intensidade.

Celina e Joe, procedentes da base aliada, tiveram pulso firme para contrariar os interesses do Executivo. Sem a liderança de ambos, a presente legislatura, que é anêmica, se tornaria também pífia.

A inexpressividade em proposições foi apontada já nos primeiros 18 meses, conforme matéria publicada pelo portal Metrópoles, quando 38 projetos foram questionados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) como inconstitucionais.

Uma CLDF forte deve ter projetos expressivos e autonomia nas votações, sem moeda de troca. A oligarquia política também tem de acabar, ou seja, o pai, impedido pela Lei da Ficha Limpa, não pode mais lançar o filho em seu lugar, transformando-o num boneco de ventríloquo.

Que em 2019 a Câmara seja, de fato, a Casa do povo!

“Não abro mão”, diz Izalci sobre candidatura após coligação fazer troca por Rosso para cabeça de chapa

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Até esta quinta-feira, coligação de seis partidos apoiava nome do presidente do PSDB como pré-candidato.

Por Mateus Rodrigues e Gabriel Luiz, G1 DF

Deputado federal Izalci (PSDB-DF) em discurso na Câmara dos Deputados (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados/Divulgação)

Mesmo não sendo mais o “pré-candidato oficial” da coligação envolvendo o partido dele, o deputado federal Izalci Lucas (PSDB) disse que não vai desistir de concorrer ao cargo de governador do Distrito Federal.

“Continuo candidato. Meu compromisso é com a cidade. Não abro mão disso. Até abriria se conhecesse um projeto melhor que o meu.”

Nesta quinta-feira (19), a coligação que une PSDB, PRB, PPS, PSC, PSD e DC anunciou o nome do também deputado federal Rogério Rosso (PSD) como pré-candidato a governador. Para vice-governador, ainda não há definição. Até então, o grupo de partidos apoiava o nome de Izalci.

Tanto Izalci quanto Rosso são presidentes das legendas deles no Distrito Federal. Segundo a nota emitida pela coligação, o nome de Rosso tem apoio de PRB, PSC, PSD e PPS. As siglas PSDB e DC manifestaram oposição à escolha.

Também na quinta, a coligação anunciou que o atual senador Cristovam Buarque (PPS) será candidato à reeleição.

Coligações em contato

Ao longo da semana, os representantes da legenda chegaram a se reunir com o ex-secretário de Saúde do DF Jofran Frejat (PR) – que era pré-candidato, mas anunciou desistência da disputa nos últimos dias.

A coligação de Frejat é composta por PR, PP, MDB e DEM. Sem o médico como cabeça de chapa, até esta quinta, os partidos ainda não haviam anunciado uma nova candidatura para o Buriti.

Prazos eleitorais

O calendário eleitoral tem prazos a serem observados por candidatos, partidos, eleitores e pela própria Justiça Eleitoral.

As convenções para a escolha dos candidatos deverão ocorrer entre os dias 20 de julho e 5 de agosto. O último dia para os partidos políticos e as coligações apresentarem o requerimento de registro de candidatos é 15 de agosto.

A disputa ocorrerá no dia 7 de outubro, em primeiro turno, e no dia 28 de outubro, nos casos de segundo turno.

Aliança de seis partidos anuncia Rogério Rosso como pré-candidato ao governo do DF

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Grupo chegou a se reunir com Jofran Frejat, do PR, que diz ter desistido de competir. Falta, ainda, definir vice

O deputado Rogério Rosso (PSD-DF), durante sessão na Câmara dos Deputados (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Por G1 DF – Uma aliança formada por seis partidos – PSDB, PRB, PPS, PSC, PSD e DC – anunciou, nesta quinta-feira (19), o nome do deputado federal Rogério Rosso (PSD) como pré-candidato ao governo do Distrito Federal.

Até agora, o grupo trabalhava com a pré-candidatura do também deputado federal Izalci Lucas (PSDB). Até as 19h, os partidos ainda não tinham definido o nome do candidato a vice-governador na chapa.

Segundo a nota emitida pela coligação, o nome de Rosso tem apoio de PRB ,PSC, PSD e PPS. As siglas PSDB e DC manifestaram oposição à escolha. O texto diz, ainda, que Rosso “pediu tempo para pensar”.

Além de Rogério Rosso na disputa pelo Palácio do Buriti, a coligação também anunciou que o atual senador Cristovam Buarque (PPS) será candidato à reeleição.

Coligações em contato

Ao longo da semana, os representantes da legenda chegaram a se reunir com o ex-secretário de Saúde do DF Jofran Frejat (PR) – que era pré-candidato, mas anunciou desistência da disputa nos últimos dias.

A coligação de Frejat é composta por PR, PP, MDB e DEM. Sem o médico como cabeça de chapa, até esta quinta, os partidos ainda não haviam anunciado uma nova candidatura para o Buriti.

Prazos eleitorais

O calendário eleitoral tem prazos a serem observados por candidatos, partidos, eleitores e pela própria Justiça Eleitoral.

As convenções para a escolha dos candidatos deverão ocorrer entre os dias 20 de julho e 5 de agosto. O último dia para os partidos políticos e as coligações apresentarem o requerimento de registro de candidatos é 15 de agosto.

A disputa ocorrerá no dia 7 de outubro, em primeiro turno, e no dia 28 de outubro, nos casos de segundo turno.

Segurança pública é desafio para governantes eleitos em outubro

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A reportagem foi conhecer Jaraguá do Sul, uma das cidades mais seguras

Por Luiza Damé

Um dos principais desafios dos governantes a serem eleitos em outubro deste ano será melhorar a qualidade de vida da população brasileira. Temas como saúde, educação, emprego e segurança estão presentes em pesquisas sobre as preocupações dos brasileiros e os setores que precisam avançar no país. A Agência Brasil vai publicar, a partir desta sexta-feira (20), reportagens sobre boas práticas desenvolvidas pelo país e também sobre os problemas a serem enfrentados. Na abertura da série, o tema será segurança pública.O Atlas da Violência, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, tem colocado Jaraguá do Sul (SC), como um dos municípios mais seguros do país. Os dados divulgados neste ano revelam que, em 2016, a cidade teve 5,1 homicídios por grupo de 100 mil habitantes.

Na outra ponta está Queimados (RJ), município da Baixada Fluminense, que registrou 134,9 homicídios por grupo de 100 mil habitantes. A taxa brasileira chegou a 30,3 homicídios por grupo de 100 mil habitantes – 30 vezes maior do que a média da Europa.

Desenvolvimento

Cercada de montanhas da cadeia da Serra do Mar, Jaraguá do Sul fica em um vale no norte catarinense, tem 170 mil habitantes e ainda guarda a tranquilidade de uma cidade do interior. Os vizinhos se conhecem, e qualquer pessoa estranha chama a atenção. No verão, alguns até dormem com as janelas abertas. Outros arriscam deixar o carro destrancado em frente de casa. O índice de mortes violentas na cidade é o terceiro menor do país.

A qualidade de vida em Jaraguá do Sul é evidente. A cidade tem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) alto – 0,803 em uma escala de 0 a 1. As ruas são limpas e 88% das casas têm esgotamento sanitário adequado. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita chegou a R$ 40.504,39 em 2015, enquanto a média nacional foi de R$ 28.876, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mais de 98% das crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos estão na escola.

Cidade industrial com forte presença nos setores metal-mecânico e têxtil, tem alto nível de empregabilidade, principalmente de mão de obra qualificada. Segundo o presidente da Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (ACIJS), Anselmo Luiz Jorge Ramos, até a crise econômica, o desemprego era de 2% a 3%, agora gira em torno de 7%. “Mas estamos revertendo esse índice”, afirma. A média nacional de desemprego é de 12,7% da população economicamente ativa.

Info Jaraguá do Sul

 

Integração

Além da qualidade de vida, outros fatores são apresentados pelas autoridades e pelos moradores para justificar o título de uma das cidades mais seguras do país, começando por uma integração entre as forças de segurança, o Poder Público e a comunidade. “Aqui temos um bom diálogo entre o Ministério Público, o Poder Judiciário, a Defensoria Pública, a Polícia Militar, a Polícia Civil, a unidade prisional e a comunidade”, conta o juiz José Aranha Pacheco, da 2ª Vara Criminal de Jaraguá do Sul.

Ministério Público, Justiça e polícia trabalham juntos, diz juiz José Aranha Pacheco, da 2ª Vara Criminal de Jaraguá do Sul
Ministério Público, Justiça e polícia trabalham juntos, diz juiz José Aranha Pacheco – Antonio Cruz/Agência Brasil

No primeiro semestre de 2018, foram registrados três homicídios na cidade. Os índices de furtos e roubos caíram em relação ao mesmo período de 2017. Naquele ano, de janeiro a junho, foram registrados 530 furtos e 61 roubos. Nos primeiros seis meses de 2018, 402 furtos e 38 roubos. Mas o que assusta a cidade é a violência doméstica, especialmente o estupro de vulneráveis praticado por parentes e amigos. Neste ano, foram registradas 45 denúncias de estupro.

Para titular da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso, Leandro Mioto, houve aumento das denúncias de estupro em Jaraguá do Sul
Para titular da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso, Leandro Mioto, houve aumento das denúncias de estupro em Jaraguá do Sul – Antonio Cruz/Agência Brasil
Para o titular da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCami), Leandro Mioto Ramos, não houve um crescimento nos casos de estupro na cidade, mas um incremento das denúncias. “Se você vive em uma cidade onde não há atendimento, ninguém denuncia. Para denunciar, a vítima precisa se sentir amparada e segura. Aqui a denúncia é investigada, o infrator é punido e a vítima é acolhida. Então, o que há é um aumento das denúncias, em virtude de um trabalho que encoraja a vítima”, argumenta o delegado.

Proteção

A segurança das vítimas, segundo Mioto, vem não só do trabalho da polícia, mas do Judiciário e da rede de proteção social mantida pelo governo local. Esta rede inclui dois Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), seis Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e equipes multidisciplinares, que acolhem a população em situação de vulnerabilidade social, incluindo mulheres, idosos, adolescentes e crianças vítimas de violência, bem como jovens cumprindo medidas socioeducativas e liberdade assistida.

Há também uma Casa de Passagem, com 18 vagas, para receber adultos em situação de vulnerabilidade. Essas pessoas têm oportunidade de fazer cursos profissionais para reinserção no mercado de trabalho e na família. A cidade tem hoje1.611 famílias beneficiárias do programa Bolsa Família.

Participação

O envolvimento da população com as questões de segurança em Jaraguá do Sul pontua as diferentes análises do que a faz uma cidade tranquila. A população é ativa não só no monitoramento de situações suspeitas e na denúncia de casos de violência, mas principalmente na participação nos conselhos comunitários de segurança. Até agora, foram criados sete conselhos, em diferentes bairros, que debatem e organizam as demandas da comunidade.

Moradora de Jaraguá do Sul há mais de 50 anos, a recepcionista Maria Clarinda Venturelli Gonzaga dos Santos, reconhece que a cidade é segura, mas que mudou bastante nos últimos anos. “A gente fica muito preocupado com os crimes que acontecem nas outras cidades. Aqui a gente fica de olho. Se vemos algo suspeito, um carro suspeito, ligamos para a polícia e denunciamos”, conta.

"Aqui a gente fica de olho. Se vemos algo suspeito, um carro suspeito, ligamos para a polícia”, diz a recepcionista Maria Clarinda Venturelli Gonzaga dos Santos, moradora de Jaraguá do Sul
“Aqui a gente fica de olho. Se vemos algo suspeito, um carro suspeito, ligamos para a polícia”, diz a recepcionista Maria Clarinda Venturelli Gonzaga dos Santos – Antonio Cruz/Agência Brasil
O gerente de hotel Everton Rodrigo Pacheco nasceu em Florianópolis, mas mora em Jaraguá do Sul há nove anos. Foi para lá em busca de melhores oportunidades de emprego. Não só conseguiu trabalho como conquistou uma vida mais tranquila. E nota a diferença quando deixa a cidade para passear ou trabalhar. “Aqui as pessoas não deixam as coisas acontecerem. Se vêm algo errado, denunciam. Em outros lugares, as pessoas fazem de conta que não estão vendo”, afirma.

Campanhas

Segundo Pacheco, há alguns meses, foi tomar um café na padaria em frente ao hotel, no centro da cidade. Em uma mesa, estava um casal que começou a discutir alto, e o homem ameaçou agredir a mulher. “Em poucos minutos chegou a polícia. O homem estava alterado e perguntou: quem chamou a polícia? O gerente da padaria respondeu: eu chamei a polícia. Aqui é assim”, diz Pacheco, apontando para a padaria onde presenciou o incidente.

Os empresários de Jaraguá do Sul também se mobilizam para ter uma vida mais segura. A Associação Empresarial tem núcleos temáticos para cuidar não só da segurança, mas de outros setores como educação, saúde, emprego, meio ambiente, entre outros. Esses núcleos são responsáveis por campanhas financeiras para bancar serviços essenciais, inclusive compra de armas para a Polícia Militar ou de equipamentos para o hospital.

“Nós sabemos que, para termos um funcionário com boa produtividade, ele tem que viver com dignidade em uma cidade pacífica e ordeira”, afirma Ramos.

Distrito Federal tem 89 mil pessoas elegíveis para a cirurgia bariátrica

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Número de cirurgias bariátricas no Brasil aumenta 46,7%

Luiz Fernando Córdova

Um dos reflexos do crescimento da obesidade no Brasil é a busca – cada vez maior – por tratamentos para redução de peso. Neste cenário, o número de cirurgias bariátricas realizadas entre os anos de 2012 e 2017 aumentou 46,7%.

De acordo com a mais recente pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) foram realizados 105.642 mil cirurgias no ano de 2017 no país, ou seja,  5,6% a mais do que em 2016, quando 100 mil pessoas fizeram o procedimento no setor privado.

E os números são crescentes: em 2015 foram realizadas 93,5 mil cirurgias; em 2014, o número foi de 88 mil procedimentos; em 2013, 80 mil cirurgias e, em 2012, 72 mil cirurgias.

Para a pesquisa foram utilizados dados do Sistema de Informações Hospitalares e Datasus.

Pelo SUS o número de cirurgias bariátricas disparou. Entre os anos de 2008 e 2017, o número de cirurgias bariátricas cresceu 215%. O crescimento anual médio é de 13,5%.

População elegível no Brasil – A pesquisa realizada pela SBCBM também apontou que a população elegível a cirurgia bariátrica no Brasil é de 4,9 milhões de pessoas. Pessoas com diabetes mellitus Tipo 2 (DM2), com Índice de Massa Corporal entre 30 Kg/m2 a 35 Kg/m2, e ausência de resposta ao tratamento clínico podem ter indicação para a cirurgia bariátrica. Já os pacientes com IMC maior que 35, com doenças associadas a obesidade ou acima de 40, considerada obesidade mórbida – também são elegíveis a cirurgia bariátrica.

“Dados da SBCBM apontam que no Distrito Federal existem mais de 89 mil pessoas elegíveis para fazer  a cirurgia bariátrica”, conta o presidente do Capítulo da SBCBM em Brasília, cirurgião Luiz Fernando Córdova.  (confira a tabela do Brasil em anexo).

A cirurgia realizada imediatamente após sua indicação contribui para a cura ou remissão de diversas doenças associadas à obesidade como, por exemplo, a hipertensão, problemas nas articulações, coluna e diabetes tipo2.

Apenas no Brasil são gastos anualmente cerca de R$500 milhões pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar pacientes diagnosticados com Diabetes tipo 2 e doenças associadas, conforme estudo da Universidade de Brasília (UNB) e Ministério da Saúde.

Obesidade no Brasil dispara – De acordo com  Luiz Fernando Córdova, a obesidade é uma realidade para 18,9% dos brasileiros.

“Já o sobrepeso atinge mais da metade da população (54%). Entre os jovens, a obesidade aumentou 110% entre 2007 e 2017. Esse índice foi quase o dobro da média nas demais faixas etárias (60%)”, destaca Luiz Fernando.

No mesmo período, o sobrepeso foi ampliado em 26,8%. Esse movimento foi maior também entre os mais jovens (56%), seguidos pelas faixas de 25 a 34 anos (33%), 35 a 44 anos (25%) e 65 anos ou mais (14%).

Os dados foram divulgados no último dia 18 de junho e integram a mais recente Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde.

Marchesini lembra que a o excesso de peso tornou-se a doença adquirida que mais preocupa os pesquisadores no mundo, se tornando uma questão de saúde pública.

“O Brasil é considerado o segundo país do mundo em número de cirurgias bariátricas realizadas e as mulheres representam 76% dos pacientes”, reforça Córdova.

 

TABELA população elegível no Brasil