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Meirelles: Propostas irresponsáveis de candidatos ao Planalto causam instabilidade econômica

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Por Juliana Gonçalves

Próximo da convenção do MDB que deve oficializar Henrique Meirelles como candidato ao Planalto, o ex-ministro da Fazenda concedeu entrevista nesta segunda-feira (23) à Gazeta do Povo, do Paraná. Ao ser questionado pelos jornalistas o porquê da reforma Trabalhista, aprovada no ano passado, ainda não ter surtido o efeito esperado, Meirelles disse que a incerteza eleitoral causa desconforto na população por conta da instabilidade na economia.

Meirelles afirma que a diminuição das ofertas de emprego foi reflexo da greve dos caminhoneiros, em maio deste ano, mas que também houve diminuição por conta da postura de candidatos ao Planalto que querem voltar com medidas políticas que causaram recessão no país, a exemplo da revogação do teto de gastos. Sendo assim, a incerteza eleitoral faz empresários repensarem as atitudes, pensando na conseqüência caso a reforma Trabalhista seja cancelada.

“Quando esses candidatos começaram a fazer essas propostas, aí sim, o Brasil teve sua economia caindo. Por razões óbvias. Quantas pessoas não me disseram isso: “Eu estava pensando em comprar uma televisão financiada, um fogão, uma geladeira… Mas como eu não sei se vou ter emprego no ano que vem, esse ano de eleição está meio complicado, então eu vou adiar a minha compra”. Ou ainda o empresário, que ia comprar uma máquina, já com tudo pronto e falava “vou adiar [a compra] e esperar o resultado da eleição”. Isso tudo leva à diminuição do ritmo da atividade econômica. E esta é a realidade, sim. E eu responsabilizo, sim, essas propostas irresponsáveis que estão sendo feitas como a maior razão e causa desta diminuição desse ritmo da atividade”, criticou.

Meirelles ainda cita as propostas de governo, caso seja eleito. A prioridade é garantir a restauração do emprego, segurança pública, investimentos em saúde pública e educação. Segundo o ex-ministro da Fazenda, é uma obrigação de qualquer governo oferecer melhores condições para os cidadãos. Ao falar de reformas, o presidenciável defendeu mudanças nas leis previdenciárias.

“A reforma da Previdência é importantíssima para o país, e não são os analistas que dizem, eu fiz a proposta, e fui o primeiro a dizer. Agora, a reforma da Previdência não é algo que tem um efeito de curtíssimo prazo, ela não vai ter efeito esse ano, imediatamente, e reforma tem um efeito que vai se acentuando ao longo dos anos. Agora, se não for feita a reforma, teremos problemas gravíssimos do país”, avaliou.

Henrique Meirelles também citou que deve investir na simplificação tributária para garantir a estabilização da economia no país. Para lançar sua candidatura, ele precisará de pelo menos metade mais um dos votos dos delegados do MDB na convenção nacional do partido, marcada para 2 de agosto.

Partidos definem como vão utilizar fundo eleitoral; total chega R$ 1,71 bilhão

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Por Samanta do Carmo

Vários partidos já definiram como vão repartir entre seus candidatos o dinheiro do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Neste ano, R$ 1,71 bilhões sairão dos cofres públicos para financiar as campanhas eleitorais.

O MDB, que vai receber a maior fatia, R$ 234 milhões, anunciou no início do mês que não vai dar recursos para as campanhas à Presidência da República e governos estaduais.

O PP vai garantir R$ 2 milhões para cada candidato à reeleição como deputado federal, e vai dar bônus de 2,5% para cada vez que estes deputados votaram conforme a orientação do partido na Câmara. Segundo a resolução, a estratégia é valorizar a fidelidade partidária.

A professora de Ciência Política da Universidade Estadual de São Paulo, Unesp, avalia que quando o Congresso estabeleceu as regras gerais para divisão do dinheiro entre os partidos, já havia a tendência de valorizar os atuais parlamentares.

O PSol criou faixas de prioridades entre as regiões do país. A campanha para o Governo do Rio de Janeiro e para o Senado pelo Pará têm prioridade 1 e por isso vão receber mais recursos. O partido definiu que os diretórios estaduais devem estabelecer regras para valorizar candidaturas de negros, indígenas e LGBTs.

O Democratas deve destinar o piso de R$ 2,5 milhões para cada candidato a governador e a direção nacional fica livre para incrementar o valor de acordo com o desempenho do candidato ao longo da campanha.

O PSB só vai direcionar dinheiro para os candidatos a deputado estadual que estiverem apoiando integralmente candidatos do partido à deputado federal.

Adriano Oliveira, professor de Ciência Política da Universidade Federal de Pernambuco, diz que o aumento do poder das cúpulas partidárias é um transtorno trazido pelo financiamento público.

Todos os partidos são obrigados a destinar no mínimo 30% do Fundo para a campanha de mulheres. Mas, se o percentual de mulheres for maior do que isso, a parcela deve ser proporcional. Ou seja, se são 40% de candidatas, elas receberão, 40% do Fundo.

O Democratas e o PP, por exemplo, pedem que os candidatos indiquem uma lista de mulheres para quem eles querem destinar nominalmente o recurso extra, que será inicialmente reservado para os homens.

Podemos aposta em André Brandão para Câmara Legislativa do DF

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A maioria dos gestores tem visão imediatista, planejam a curto prazo. São ações realizadas apenas para apagar o fogo naquele momento. Temos que ter visão de futuro, afirma André Brandão

Por Delmo Menezes

O pleito deste ano promete fortes emoções. Pesquisas apontam que no Distrito Federal a renovação na Câmara Legislativa será em torno de 60%. De acordo com especialistas, um dos motivos do elevado percentual, são os escândalos que vieram a público como o da “Operação Drácon”, e a exigência por parte da população de renovação da classe política.

No chamado ranking da renovação, alguns pré-candidatos a deputado distrital, ganham destaque especial, pois conseguem passar à sociedade, uma imagem positiva de bons gestores e experiência política, mesmo sem nunca terem ocupado uma cadeira na CLDF.

Neste ranking, destaca-se o jovem engenheiro André Brandão que disputa uma eleição pela primeira vez. Brasiliense, 36 anos, morador do Guará, casado e pai de três filhos, graduado em engenharia elétrica com ênfase em computação e pós-graduado em Administração Pública.

Temos que acreditar que a renovação será o ponta-pé inicial para uma melhor gestão pública e direção para um futuro de qualidade de vida aos cidadãos”, relata o ex-administrador do Guará.

Apesar de jovem, André Brandão foi diretor da Câmara Legislativa do DF, presidente da TCB e administrador regional do Guará e SIA. Em sua gestão de dezembro de 2015 a novembro de 2017, foi eleito o melhor administrador que já atuou no Guará que é considerada a 3ª região administrativa em qualidade de vida do Distrito Federal.

Temos que ter visão de estadista. A maioria dos gestores tem visão imediatista, planejam a curto prazo. São ações realizadas apenas para apagar o fogo naquele momento. Temos que ter visão de futuro. Precisamos criar um planejamento para médio e longo prazo”, afirma Brandão.

O pré-candidato do PODEMOS, é umas das apostas no ranking de renovação a ocupar uma das vinte e quatro cadeiras na Câmara Legislativa do DF no pleito de outubro.

Da Redação do Agenda Capital

Dias Toffoli assume presidência do Supremo interinamente

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Por André Richter

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, assumiu hoje (23) o comando da Corte interinamente. Até o final da semana, Toffoli ficará responsável por decidir questões urgentes que chegarem ao plantão do tribunal. Neste mês, o Supremo está em recesso, e os trabalhos serão retomados no dia 1º de agosto.

Em função do período de recesso, a Corte deveria estar sob o comando da presidente, Cármen Lúcia, no entanto, a ministra teve de assumir a presidência da República interinamente em função da viagem do presidente Michel Temer ao México.

Cármen Lúcia, terceira na linha sucessória, assumiu interinamente a Presidência da República em função da legislação eleitoral. Como o cargo de vice-presidente está vago, a primeira pessoa da linha sucessória no país é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o segundo, o do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

No entanto, a legislação eleitoral impede a candidatura de ocupantes de cargos no Executivo nos seis meses que antecedem as eleições. Dessa forma, se Maia ou Eunício assumissem a Presidência, ficariam inelegíveis e não poderiam disputar as eleições de outubro.

Cármen Lúcia tem agenda de trabalho a partir das 14h, no Palácio do Planalto. Entre as autoridades que receberá estão os governadores do Rio Grande do Sul, Ivo Sartori; do Piauí, Wellington Dias, e de Minas Gerais, Fernando Pimentel.

Em setembro, Dias Toffoli assumirá a cadeira de presidente do STF por dois anos em função do término do mandato de Cármen Lúcia, que começou em 2016.

Energia solar para condomínios da Saída Norte do Distrito Federal

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Financiada em até 10 anos, solução de energia solar promete redução de 95% na tarifa de energia elétrica, já no primeiro mês de funcionamento

A Urbanizadora Paranoazinho (UP), proprietária da região onde encontram-se mais de 50 condomínios, na saída norte do DF, acaba de lançar uma solução, denominada UP Solar, para viabilizar a instalação de energia fotovoltaica nos condomínios em processo de regularização fundiária.

 A iniciativa foi apresentada aos moradores do Morada dos Nobres, no início deste mês, com o propósito de tornar o condomínio um modelo na produção de energia limpa no Distrito Federal.

Para viabilizar o projeto, a UP firmou convênio com empresas do ramo de energia solar, a EcoEnerg e a PV Tech do Brasil. De acordo com Ricardo Birmann, presidente da UP, a empresa incentiva a sustentabilidade, por meio do uso de energias renováveis, por fazer parte do modelo de desenvolvimento que propõe para a região do Colorado-Sobradinho. “Na realização de nossos projetos, sempre prezamos pela sustentabilidade, e na questão da regularização fundiária não poderia ser diferente”, afirma.

A iniciativa beneficia os condomínios da região por meio do oferecimento de condições especiais de pagamento, financiamento em até 10 anos – a uma taxa de 1,14% ao mês, e descontos exclusivos aos moradores de condomínios que tenham optado pela regularização fundiária.

Deuselita Martins, síndica do condomínio Morada dos Nobres, avalia que os moradores ficaram muito interessados na implantação do modelo. Ela conta que já havia pesquisado sobre soluções de energia solar em outros momentos, mas o preço de instalação sempre foi uma das principais barreiras para a sua aquisição. “Financeiramente, eu achava inviável. Porém, agora com o projeto UP Solar percebo que o preço ficou bem mais acessível. A viabilidade econômica para instalação do serviço e a economia gerada são bem claras e atraentes na proposta”, comemora.

A economia é um dos principais atrativos para implantação do projeto, pois já no primeiro mês de funcionamento pode gerar uma redução de até 95% na conta de luz da concessionária da rede elétrica. Outro fator importante é a durabilidade que os produtos oferecem. “A garantia das placas é de 25 anos. Mas a vida útil desses aparelhos pode durar até cinco décadas”, afirma Paulo Lopes, diretor executivo da EcoEnerg.

Saulo Lino, CEO da PV Tech, afirmou estar animado com a receptividade dos moradores. “Já participei de várias reuniões como essa, mas é a primeira vez que finalizo uma apresentação com tantos interessados”. De acordo com o empresário, “a solução vai trazer uma melhora substancial na qualidade da energia oferecida nos condomínios, evitando oscilações comuns na rede elétrica local”, salienta.

Justamente as oscilações de energia, também conhecidas como “picos”, são consideradas um dos grandes problemas na região, como relata o morador Roberto Cavalcante. “A nossa energia atualmente é muito ruim, inclusive os picos que acontecem na rede elétrica local danificam os transformadores e cabos da rede. No último ano, perdi mais de seis aparelhos em casa por conta dessas oscilações”, reclama.

O morador Ronaldo Barros destaca os benefícios para o meio ambiente e para o bolso. “Além de se tratar de uma solução sustentável para a geração de energia, também é uma alternativa economicamente saudável”, elogia.

Para saber mais sobre o UP Solar e solicitar uma visita técnica, os interessados deverão acessar o site: www.upsa.com.br/upsolar 

Novo período para saque do abono salarial 2016 começa dia 26 de julho

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Por Andreia Verdélio

O prazo para o pagamento do abono salarial ano-base 2016 foi prorrogado e os trabalhadores poderão sacar o benefício a partir desta quinta-feira (26). O dinheiro ficará disponível até 30 de dezembro. Quase 2 milhões de trabalhadores não retiraram os recursos, o que corresponde a 7,97% do total de pessoas com direito ao benefício. O valor ainda disponível chega a R$ 1,44 bilhão.

O pagamento do abono do PIS/Pasep começou em 27 de julho de 2017 e terminou no último dia 29 de junho, mas foi aberto um novo período pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). Este é o terceiro ano consecutivo em que ocorre prorrogação. No ano passado, essa mesma medida foi tomada.

Os empregados da iniciativa privada, vinculados ao Programa de Integração Social (PIS), sacam o dinheiro nas agências da Caixa Econômica Federal. Para saber se tem algo a receber, a consulta pode ser feita pessoalmente, pela internet ou no telefone 0800-726-0207.

Para os funcionários públicos vinculados ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), a referência é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet e pelo telefone 0800-729-0001.

Tem direito ao abono salarial quem trabalhou formalmente por pelo menos um mês em 2016 com remuneração média de até dois salários mínimos. O valor que cada trabalhador tem para sacar depende de quanto tempo ele trabalhou. Quem trabalhou o ano todo recebe o valor cheio, que equivale a um salário mínimo (R$ 954). Quem trabalhou por apenas 30 dias recebe o valor mínimo, que é R$ 80.

Além do tempo de serviço, para ter direito ao abono de 2016, o trabalhador deveria estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O abono salarial do PIS/Pasep é um benefício pago anualmente com recursos provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), abastecido por depósito feitos pelos empregadores do país. Além do abono salarial, o FAT custeia o programa de Seguro-Desemprego e financia programas de desenvolvimento econômico. Os recursos do abono que não são sacados pelos trabalhadores no calendário estabelecido todos os anos retornam para o FAT, para serem usados nos demais programas.

Abono salarial 2017

Vale lembrar que o pagamento do benefício referente ao ano-base 2017 também começa na próxima quinta-feira. A estimativa é que sejam destinados R$ 18,1 bilhões a 23,5 milhões de trabalhadores.

Conforme o calendário de pagamento, quem nasceu de julho a dezembro, recebe o benefício ainda este ano. Já os nascidos entre janeiro e junho, terão o recurso disponível para saque em 2019. Em qualquer situação, o dinheiro ficará à disposição do trabalhador até 28 de junho de 2019, prazo final para o recebimento.

Quando a esquerda sobrevive das palavras

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Por Fernando Rizzolo

Acredito que, entre todos os textos que escrevi até hoje, nunca tenha me debruçado sobre o porquê de a retórica esquerdista haver sobrevivido e ter sido tão atrativa na história do mundo como foi na América Latina. Hoje, graças a uma insônia, comecei a refletir não sobre a disputa eleitoral que estamos já vivenciando, tampouco sobre seus candidatos, mas fiz uma profunda análise, se é que isso pode ser chamado de análise, ou observação, em relação ao que mais me fascina no mundo da retórica esquerdista na defesa de seus “ideais”, sempre como costumamos dizer, repletos de “segundas intenções”.

É realmente interessante, e explica muito os motivos da engenhosa postura da esquerda no mundo, sua astúcia na impregnação de conceitos nas lacunas da sociedade que me parece às vezes “pega de surpresa”, pois esses intelectuais esquerdistas sempre se anteciparam em lograr argumentos para manipular, em ambiente fértil, no qual os incautos poderiam enfim se aliar a suas causas.

Thomas Swell é um economista norte-americano, crítico social, filósofo político e autor liberal conservador. Nasceu na Carolina do Norte, mas cresceu em Harlem. Graduou-se em Economia na Universidade de Harvard em 1958 e depois fez mestrado em economia pela Universidade de Columbia. Como intelectual e negro, sempre foi contra as ações afirmativas, e seus textos são de uma genialidade ímpar ao fazer uma exegese do pensamento retórico esquerdista no decorrer dos anos desde o século XVIII.

No Brasil a esquerda sempre se utilizou das argumentações bem pensadas, antes de colocá-las em prática. Uma das curiosidades é que o PT, por exemplo, assim como os demais partidos de esquerda – que na verdade nunca foram de esquerda, pois nunca existiu uma direita forte no Brasil –, sempre se referiu a seus adversários como “Conservadores”. Essa era a palavra mais usada e em palanques diziam que o “conservadorismo estava arraigado no Brasil”, que as “atitudes conservadoras” eram culpadas pela miséria, que banqueiros conservadores usurpavam os pobres, e assim por diante, num país em que o Conservadorismo nunca existiu!

Só hoje, em 2018, é que os conservadores mostram sua cara, falam o que pensam, defendem suas ideias e seus ideais, demonstrando coragem e indignação pelo fato de a esquerda haver destroçado nosso país com a corrupção, a ladroagem e a politicagem, saqueadoras do erário público.

Portanto, desde que surgiram os Conservadores no Brasil, a esquerda jamais voltou a usar o termo conservador para desqualificar adversários, como outrora fazia, pelo simples fato de que hoje se materializou o Conservadorismo no Brasil, e então teriam que debatê-lo.

Desmascarar as táticas da esquerda sempre foi um trabalho muito bem elaborado pelo conservador Thomas Swell, falar sobre pobres, gays, índios, jogar ricos contra pobres, exaltar a ideologia de gênero, agora uma tímida defesa da pedofilia, ser radicalmente a favor do desarmamento, em justificativas  agregadas de elementos pseudointelectuais, preenchendo lacunas setoriais numa arrogância de se alçarem “pensadores do bem”; esta é a tática de se mostrar culta, pensadora e inovadora em meio a uma cultura pobre de pensamento, colocando-se como a dona da verdade, fazendo dos incautos vítimas de seus desígnios mais espúrios, usando a democracia e a liberdade para implantar uma ditatura implacável. Por isso, candidatos conservadores que existem de verdade hoje no Brasil e no mundo, como Trump, desestabilizam os argumentos frágeis nas convicções ideológicas esquerdopatas na estratégia de tomada dos poderes.

E para finalizar, amigos, e voltar a dormir, pois escrevo de madrugada, lembro-me de uma famosa frase de Swell ao se referir à liberdade: “A liberdade custou muito sangue e sofrimento para ser renunciada por uma retórica tão barata”. E como tudo que é barato se prolifera, o custo do Conservadorismo é ainda alto num país em que ele só agora surge.

Fernando Rizzolo é Advogado, Jornalista, Mestre em Direitos Fundamentais, Professor de Direito

Cármen Lúcia assume novamente a Presidência da República

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Por Yara Aquino

Presidente Michel Temer transmite o cargo para a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia (Cesar Itiberê/PR)

Com a viagem do presidente Michel Temer ao México, hoje (23), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, assumiu interinamente a Presidência da República. Pela segunda semana seguida ela assume o comando do país. Como o presidente Temer tem agenda na África do Sul para a 10ª Cúpula do Brics, que ocorre entre os dias 25 e 27, Cármen Lúcia deve permanecer no cargo durante toda a semana.

Essa é a quarta vez que Cármen Lúcia comanda o país desde o início do período eleitoral. Os primeiros na linha sucessória para ocupar o cargo na ausência de Temer do país são o presidente Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), seguido pelo do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Ambos também viajaram ao exterior durante a ausência de Temer para evitar de assumirem o cargo e se tornarem inelegíveis nas próximas eleições, de acordo com as regras eleitorais.

A presidente interina tem agenda de trabalho a partir das 14h, no Palácio do Planalto. Entre as autoridades que receberá estão os governadores do Rio Grande do Sul, Ivo Sartori; do Piauí, Wellington Dias, e de Minas Gerais, Fernando Pimentel.

Na terça-feira (17) da semana passada, Cármen Lúcia também assumiu interinamente

a Presidência com a viagem de Temer a Cabo Verde para participar da 12ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

México e África

O presidente Michel Temer embarcou na manhã de hoje (23) para o México onde se encontrará com o presidente do país, Enrique Peña Nieto, e participará de jantar oferecido aos chefes de Estado. Amanhã (24), participa da 1ª Reunião de Presidentes do Mercosul e da Aliança do Pacífico, na cidade de Puerto Vallarta.

Na reunião, os presidentes devem aprovar uma declaração conjunta e um plano de ação que complementa e amplia a pauta de trabalhos conjunta definida em abril de 2017 em temas como facilitação de comércio, cooperação regulatória, agenda digital e comércio inclusivo.

Com a possibilidade de ser assinado no futuro um acordo entre a Aliança do Pacífico e o Mercosul, o Brasil é um dos principais interessados na parceria, já que ainda não tem acordo de livre comércio com o México.

Após a visita ao México, Temer viajará a Johanesburgo, na África do Sul, para a 10ª Cúpula do Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A cúpula ocorre entre os dias 25 e 27 de julho. Ainda não há confirmação sobre que os dias em que o presidente Temer permanecerá no evento.

Veja os candidatos a presidente definidos nas convenções partidárias

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Prazo para aprovação dos nomes acaba em 5 de agosto

Por Luiza Damé

No primeiro fim de semana de convenções nacionais, os partidos políticos confirmaram cinco candidatos a presidente da República: Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL), Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Rabello de Castro (PSC) e Vera Lúcia (PSTU). As convenções têm de ser realizadas até 5 de agosto, e o prazo para pedir o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral encerra-se em 15 de agosto.

A lei eleitoral permite, a partir da homologação das convenções, a formalização de contratos para instalação física e virtual dos comitês dos candidatos e dos partidos. O pagamento de despesas, porém, só pode ser feito após a obtenção do CNPJ do candidato e a abertura de conta bancária específica para movimentação financeira de campanha e emissão de recibos eleitorais.

Segundo o calendário das eleições de 2018, a partir de quarta-feira (25), a Justiça Eleitoral poderá encaminhar à Secretaria da Receita Federal os pedidos para inscrição de candidatos no CNPJ. A partir dessa data, os partidos políticos e os candidatos devem enviar à Justiça Eleitoral, para divulgação na internet, os dados de arrecadação para financiamento da campanha eleitoral, observado o prazo de 72 horas após o recebimento dos recursos.

Nas convenções nacionais, o PSL, o PDT e o PSC não escolheram os candidatos a vice. Caberá à direção nacional do PDT articular as alianças para o primeiro turno das eleições e o vice de Ciro Gomes. O PSC vai buscar um vice que agregue apoios, mas o candidato demonstrou disposição de ter uma mulher na sua chapa. No PSL, o nome forte para compor a chapa de Bolsonaro é o da advogada Janaina Paschoal, que participou da convenção ao lado do candidato a presidente.

O PSOL formou uma chapa puro sangue: Sônia Guajajara será a candidata a vice de Boulos. O partido, no entanto, disputará as eleições de outubro coligado com o PCB, que realizou convenção na última sexta-feira e aprovou a aliança. O PSTU optou por não fazer coligações. O vice de Vera Lúcia será Hertz Dias.

O PMN e o Avante realizaram ontem convenções nacionais e decidiram não lançar candidatos a Presidência da República. Na convenção, o Avante decidiu dar prioridade à eleição de deputados federais: terá uma chapa com cerca de 80 nomes e pretende eleger pelo menos cinco. O Avante não definiu se apoiará algum candidato a presidente no primeiro turno. O PMN decidiu dar apoio a nenhuma chapa nas eleições presidenciais.

No próximo sábado (28), devem reunir-se SD, PTB, PV, PSD e DC.

Eleições 2018: PSL oficializa Bolsonaro como candidato à Presidência

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Janaina Paschoal diz que ainda está indecisa sobre convite para vice

Por Cristina Indio Brasil e Mario Toledo

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), 63 anos, foi confirmado hoje (22) como o candidato à Presidência da República nas eleições deste ano pelo Partido Social Liberal (PSL). Embora presente à convenção do partido ao qual se filiou, a advogada Janaina Paschoal disse que ainda não aceitou o convite para ser vice.O partido tem até 5 de agosto para anunciar quem irá compor a chapa. “Nenhum partido anunciou seu vice ainda. A gente não foge de um filiado ao PSL ou de algum militar que esteja na ativa. A nossa lagoa é muito pequena para pegar um vice, mas vai sair um de qualquer maneira”, disse o deputado.

O candidato do PSL discursou por 55 minutos para uma plateia inflamada que encheu o salão do Centro de Convenções Sul-América, no centro do Rio de Janeiro, com capacidade para 3 mil pessoas.

“Eu sei o desconforto que venho causando. Eu sou o patinho feio desta história, mas tenho certeza que seremos bonito brevemente”, disse Bolsonaro.

PSL lança candidatura de Jair Bolsonaro à presidência da República.
Em discurso, candidato prometeu fundir ministérios e eliminar indicações políticas em estatais – (Foto Fernando Frazão/Agência Brasil)
Propostas

Apesar de afirmar que seu programa de governo não está concluído, Bolsonaro adiantou que quer excluir o das Cidades e fundir pastas como Fazenda e Planejamento, assim como Agricultura e Meio Ambiente.

O candidato prometeu ainda, se eleito for, privatizar estatais. Também não adiantou nomes, mas garantiu enxugar a Petrobras, que segundo ele “tem muitos braços”. Também afastou qualquer possibilidade de ocupação política em cargos executivos nos Bancos Central, do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Sem vice

A advogada Janaina Paschoal frustrou a plateia, que já a saudava como vice, ao anunciar que ainda não tem resposta ao convite feito pelo partido. Inicialmente, ela pensou no cargo de deputada estadual por São Paulo.

“Nós iniciamos um diálogo bastante profícuo. Entendemos que para uma parceria de quatro anos. Esse diálogo precisa ser mais pormenorizado, porque é um trabalho conjunto. Então não é possível tomar uma decisão em dois dias”, disse ela.

Com exceção dos políticos do PSL, discursaram apenas o general de Exército Augusto Heleno (PRP), que chegou a ser convidado para o cargo de vice, mas não comporá a chapa, e o senador Magno Malta (PR-ES).

No entanto, o isolamento político na campanha até agora foi contestado por Bolsonaro, que garante já ter entendimentos de apoio com 110 parlamentares de partidos do chamado de Centrão e que aparentemente não está preocupado com os restantes.

“Agradeço ao Alckmin por juntar o que há de pior do Brasil ao seu lado”, criticou o candidato.

Participaram da convenção a mulher de Bolsonaro, Michele, os filhos Carlos, Eduardo e Flávio – este último confirmado como candidato do partido ao Senado pelo Rio de Janeiro. Também estavam presentes o coordenador do programa econômico da campanha, o economista Paulo Guedes, o presidente em exercício do PSL, Gustavo Bebbiano, e o vice-presidente nacional, Julian Lemos.