Divulgada nesta quarta-feira (22), a pesquisa Datafolha considerou para análise dois cenários políticos com nomes distintos do PT. Em uma situação, o candidato é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, e na outra é o ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.
É a primeira pesquisa Datafolha após o registro das candidaturas à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo. Foram ouvidos 8.433 eleitores em 313 municípios, de 20 e 21 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Simulação 1
Com Lula como candidato do PT, ele aparece com 39% das intenções de voto, Jair Bolsonaro (PSL) com 19%, Marina Silva (Rede) tem 8%, Geraldo Alckmin (PSDB) obteve 6%, Ciro Gomes (PDT) tem 5%, Alvaro Dias (Podemos): 3% e João Amoêdo (Novo), 2%
Os candidatos Henrique Meirelles (MDB), Guilherme Boulos (PSOL), Cabo Daciolo (Patriota) e Vera (PSTU) aparecem com 1% das intenções de voto. João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) obtiveram 0%.
Os entrevistados que declararam que vão votar branco, nulo ou em nenhum dos nomes foram 11%. Outros 3% disseram não saber em quem votar.
Cenário 2
Condenado a 12 anos e um mês e cumprindo pena em Curitiba, Lula tem a candidatura questionada. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidirá se o registro do petista deve ser mantido.
Em caso de impugnação da candidatura, o nome considerado pelo PT é o de Haddad. A pesquisa Datafolha considerou este cenário. Com o ex-prefeito como candidato, Jair Bolsonaro (PSL) tem 22% das intenções de voto, Marina Silva (Rede), 16%, Ciro Gomes (PDT), 10% , Geraldo Alckmin (PSDB), 9%, Alvaro Dias (Podemos), 4% e Haddad, 4%.
Os candidatos João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB) aparecem com 2%, Vera (PSTU), Cabo Daciolo (Patriota), Guilherme Boulos (PSOL) e João Goulart Filho (PPL) com 1%, enquanto Eymael (DC) obteve 0%.
Os eleitores que declararam voltar em branco, nulo ou nenhum dos nomes são 22%, enquanto não sabem 6%. A pesquisa foi registrada no TSE com o número BR- 04023/2018.
O Instituto Datafolha divulgou nesta quarta-feira (22) pesquisa de intenção de voto para governador do Distrito Federal. No levantamento, Eliana Pedrosa (Pros) lidera com 15% das intenções de voto para o Governo do Distrito Federal. Em seguida, Rodrigo Rollemberg (PSB) aparece com 14% e Rogério Rosso (PSD) em terceiro com 13% dos eleitores.
O candidato dos Democratas, deputado Alberto Fraga, do DEM, aparece no segundo pelotão com 8% dos votantes. Depois aparecem o general Paulo Chagas, do PRP, com 5%. Fátima Sousa (PSol) e Miragaya, do PT, têm 3% das intenções de voto no DF. Alexandre Guerra, do Novo, e Ibaneis Rocha, do MDB, estão com 2%. Guillen, do PSTU, e Renan Rosa (PCO) alcançam percentual de 1%.
A margem de erro da pesquisa é de 3% para mais ou para menos; O levantamento foi encomendado pela jornal Folha de S. Paulo e TV Globo, e realizado entre os dias 20 e 21 de agosto, quando foram ouvidos 919 eleitores de todas as regiões administrativas do Distrito Federal.
Um total de 24% dos eleitores respondeu que vai votar branco ou nulo e outros 8% disseram não saber em quem votar quando estimulados com os 11 candidatos que se apresentaram à disputa pelo Palácio do Buriti.
Rejeição
O campeão de rejeição é o governador Rodrigo Rollemberg, com percentual de 49% dos entrevistados que responderam não votar nele de jeito nenhum. A segunda maior rejeição é de Alberto Fraga (28%), seguida por Eliana Pedrosa (21%), Rogério Rosso (19%), Miragaya (16%). Alexandre Guerra é quem apresenta a menor rejeição entre todos os postulantes, de apenas 1%.
Pesquisa estimulada para governador:
Eliana Pedrosa (Pros): 15%
Rodrigo Rollemberg (PSB): 14%
Rogério Rosso (PSD): 13%
Alberto Fraga (DEM): 8%
General Paulo Chagas (PRP): 5%
Fátima Sousa (PSol): 3%
Miragaya (PT): 3%
Alexandre Guerra (Novo): 2%
Ibaneis Rocha (MDB): 2%
Guillen (PSTU): 1%
Renan Rosa (PCO): 1%
Brancos/Nulos: 24%
Não sabe: 8%
Pesquisa espontânea para governador (quando o pesquisador não sugere os nomes dos candidatos, mas apenas pergunta em quem o eleitor pretende votar):
A Emplavi entrega o empreendimento Jardins dos Hibiscos no Setor Noroeste e confirma o momento econômico favorável ao mercado imobiliário de Brasília, nesta reta final de 2018.
Aproveitando o momento favorável de retomada econômica , queda de juros e aumento da demanda por imóveis novos em Brasília, a Emplavi ( www.emplavi.com.br ) finaliza e entrega quatro empreendimentos no Noroeste. Além disso, anuncia três novos lançamentos – de dois, três e quatro quartos – que farão parte do cenário da última área residencial do Plano Piloto, confirmando sua posição do mercado imobiliário da capital.
Depois do Parque das Orquídeas, um quatro suítes premium recém entregue na quadra 102, em agosto será a vez do Jardim dos Hibiscos, com dois quartos e um projeto de alto padrão, localizado na 106 do Noroeste. Este reúne modernidade e sofisticação em design arquitetônico, inovação tecnológica e diferenciais construtivos, com fachadas em granito insertado, esquadrias em alumínio e vidros verdes, com tecnologia para filtrar até 99% de raios UV.
O empreendimento possui ainda ambientes projetados com atenuação acústica e desempenho luminotérmico em todas as unidades, além de cobertura coletiva com área de lazer completa. Diferenciais que fazem do Jardins dos Hibiscos a nova referência em alto padrão do Setor Noroeste.
EVENTO DE ENTREGA – Para comemorar o sucesso e a entrega desse novo empreendimento junto a clientes, parceiros e mercado imobiliário de Brasília, a empresa irá promover nos dias 25 e 26 de agosto, entre as 10h e 18h, na Central de vendas e decorados Noroeste (SQNW 102) o EMPLAVI DAY 2018 (https://digital.emplavi.com.br/alto-padrao/ ) . São dois dias que prometem movimentar o Noroeste, com diversas atrações, visita ao Jardim dos Hibiscos e demais empreendimentos, degustação de queijos e vinhos, e recreação para a garotada. A empresa também oferecerá assessoria especializada em crédito imobiliário, com as melhores taxas e condições especiais de negociação, além de brinde para quem adquirir um imóvel durante o evento.
O Momento é oportuno para comprar imóvel em Brasília (http://www.emplavi.com.br/blog/cenario-economico-e-mercado-imobiliario/)– Além desse momento especial de celebração, a Emplavi está em plena campanha “O momento é agora. O imóvel, Emplavi”, que acontece de 08 a 31 de agosto de 2018 e promove brunchs aos finais de semana em sua Central de vendas e decorados na SQNW 102 NOROESTE, visita aos empreendimentos, condições especiais de negociação e diversas outras promoções. Confira aqui mais detalhes ( https://digital.emplavi.com.br/alto-padrao/ )
Para Wilson Charles, diretor comercial da Emplavi, com as perspectivas de melhora na economia, queda de juros, aumento do volume de recursos para financiamento imobiliário e crescimento da demanda por imóveis, abre-se uma janela de oportunidade para essa reta final de 2018. O momento possibilita taxas de juros menores e preços competitivos, o que o torna um dos mais oportunos dos últimos anos para aquisição de imóveis novos em Brasília.
Os brunchs acontecem aos sábados, a partir das 9h, na Central de Vendas e decorados Emplavi Noroeste (SQNW 102). “A Emplavi se preparou para este momento com o maior e o mais diversificado portfólio de imóveis de alto padrão de Brasília e em condições especiais de negociação. Assim, acreditamos que estamos criando o ambiente perfeito para vivermos um grande momento este mês, com excelentes negócios realizados”, acrescenta Wilson.
Número ficou no limite da meta estabelecida pela lei
A legislação brasileira obriga que os partidos políticos e coligações escolham mulheres para preencher, pelo menos, 30% dos candidaturas apresentadas nas eleições 2018.
No Distrito Federal, esse número ficou no limite.
Do total de 1215 candidatos, 374 são mulheres, que representam 30,78% do total.
Vários partidos não cumpriram nem a metade da meta de 30%.
A candidata do GDF também defendeu a liberação do uso das faixas exclusivas fora dos horários de pico. “Não justifica ver elas livres e o pessoal preso nas outras vias. Tem que flexibilizar”
Candidata se diz a favor do diálogo (Foto Rafaela Felicciano / Metrópoles)
A candidata ao Governo do Distrito Federal (GDF) pela coligação Juntos de Você, Eliana Pedrosa (Pros), foi a primeira convidada da sabatinas do portal Metrópoles. Na manhã desta desta terça-feira (21/8), Eliana respondeu perguntas de sindicalistas e de jornalistas. O evento foi transmitido ao vivo em todas as redes sociais do portal: Facebook, Twitter e YouTube.
A coligação Juntos de Você, encabeçada por Eliana Pedrosa, tendo como vice Alírio Neto (PTB), é composta pelo Pros, PTB, PHS, Patriota, PMN, PTC e PMB.
Ao Metrópoles, Eliana afirmou que o diálogo é uma forma de despertar interesse da população. “Hoje as pessoas estão estarrecidas com tantas notícias de corrupção. Esta é uma oportunidade de mostrar a nossa intenção e o nosso propósito, além de proporcionar o retorno de uma esperança com a política que a gente não pode perder”, afirmou.
Veja os principais pontos da entrevistas na matéria dos jornalistas Isadora Teixeira e Ricardo Taffner:
Família e denúncias
Eleita deputada distrital por três vezes, em 2002, 2006 e 2010, foi secretária de Desenvolvimento Social do Distrito Federal. Eliana Pedrosa está pela segunda vez na disputa ao Buriti. Nas eleições de 2014, chegou a ser anunciada pelo PPS, mas não fechou aliança para vice de José Roberto Arruda (PR). Por fim, saiu para deputada federal, mas não conseguiu se eleger. Antes de iniciar carreira na política, atuava em empresas da família.
De família dona de empresas que prestam serviços ao GDF, Eliana disse que vai abrir mão dos contratos. “Vamos sair, caso seja eleita. Já tivemos 18 contratos com o governo e hoje temos apenas três”, disse. No entanto, ela disse que manterá as terceirizações, em caso de vitória, nos serviços de vigilância, limpeza, informática e telefonia. “Dentro dessas áreas, sim, mas as atividades fins o governo tem que preservar”, defendeu.
A candidata garantiu, ainda, que o irmão Eduardo Pedrosa não terá participação em sua eventual gestão. Ele foi citado em investigações como a da máfia dos sanguessugas, que apurou o desvio de recursos públicos em aquisições de ambulâncias. “Já não participou em nenhuma das ações enquanto fui deputada e secretária. Ele tem vida pessoal, é empresário e tem empresas fora de Brasília. Agora, ele, como meus amigos, me ajudam na caminhada política.”
Sobre um suposto envolvimento dela na denúncia do Ministério Público do DF de provimento de cargos com desvio de finalidade na Fundação Câmara Legislativa, Eliana disse que na época estava à frente de secretaria e não na CLDF. “Nunca tolerei que ninguém recebesse contrapartida salarial sem dar seu melhor. Não tenho nada a esconder sobre isso”, pontuou. Ela também refutou qualquer ligação com as suspeitas de irregulares nos cemitérios do DF, alvo de CPI da casa distrital.
Gestão
Sobre a promessa de reduzir em 50% os radares eletrônicos no DF, Eliana disse que a população pode assumir a responsabilidade sobre o controle da velocidade. “Não precisamos ter mais pardais assim. Eles têm que vir com visão educadora e não de arrecadação. Eu ando nas ruas e só enxergo pardais”, avaliou. A ex-distrital também defendeu a liberação do uso das faixas exclusivas fora dos horários de pico. “Não justifica ver elas livres e o pessoal preso nas outras vias. Tem que flexibilizar”, afirmou.
Ainda na mobilidade, ela disse que vai estudar uma possível redução no valor das passagens de ônibus. A representante do Pros lembrou que há uma investigação em relação ao DFTrans sobre desvio de recursos. “Se isso for verdade e puder economizar, a gente pode até sonhar em abaixar um pouquinho.”
Eliana considerou, ainda, ser possível diminuir o valor dos impostos no Distrito Federal. “Recentemente, o governador aumentou o IPTU. Começar a reduzi-los já é um bom caminho”, afirmou.
Na sabatina, a candidata falou em criação da Secretaria de Gestão Estratégica. “É fundamental para fazer acompanhamento de todas as ações do governo”, disse. Também pretende criar a Agência Brasília de Turismo. “Uma empresa de eventos para dar mais celeridade na captação para a cidade.” Ela afirmou, ainda, não ter intenção de diminuir o número de pastas.
No primeiro bloco do programa, com perguntas feitas pelos sindicatos parceiros, Eliana afirmou que irá encaminhar o pedido de paridade da Polícia Civil com a Federal. “Também faremos o equacionamento da PM e do Corpo de Bombeiros e nivelar, pelo líquido, com a Civil”, prometeu.
Sobre a terceira parcela do reajuste dos servidores, que deveria ter sido paga em 2015, afirmou que irá efetivá-las de imediato, caso vença: “Se nós aumentarmos a eficiência arrecadatória, dá para cumprir perfeitamente esses aumentos requeridos e que já estão, inclusive, em lei”.
A respeito da conversão em pecúnia das licenças-prêmio, a buritizável declarou que fará uma programação com a participação dos interessados. “De início não dá para quitar tudo em um ano. Depende da nossa capacidade de melhorarmos a nossa arrecadação”, completou.
Na área da Saúde, Eliana mostrou-se contrário ao Instituto Hospital de Base. “Queremos trabalhar com a volta da fundação hospitalar, com o modelo já experimentado e que deu certo”, esclareceu.
Na Segurança, prometeu reabrir as delegacias que, atualmente, fecham as portas durante o período da noite. “Para isso, podemos chamar os que estão aposentados há até cinco anos, principalmente para os serviços administrativos”, explicou. Ela também pretende criar um banco de horas de 20h mensais para cobrir o horário em que os policiais realizam os flagrantes.
Dinâmica
A dinâmica da sabatina funcionará da seguinte forma: primeiro, o candidato fará uso da palavra por um minuto para se apresentar. Em seguida, responderá perguntas elaboradas pelas entidades sindicais patrocinadoras do evento – os questionamentos foram previamente gravados e serão exibidos em um telão. Por fim, os jornalistas indagarão os postulantes ao Palácio do Buriti. No total, a conversa terá duração de 1 hora e 15 minutos.
Serão realizadas perguntas das seguintes entidades: Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde), Sindicato dos Professores do DF (Sinpro), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol), Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepo), Sindicato da Categoria dos Peritos Oficiais Criminais (SindiPerícia) e o Sindicato dos Bancários de Brasília.
A empresária Paula Belmonte (PPS) lança nesta sexta-feira (24) a partir das 20h, a sua candidatura à deputada federal. A empresária se coloca como uma opositora dos privilégios para políticos e levanta a bandeira da educação como forma de mudar o país. O evento será no Espaço Arena Hall, em Vicente Pires na EPTG.
Casada com o advogado Luís Felipe Belmonte, mãe de seis filhos, Paula é uma mulher forte, persistente, que não desiste de lutar por seus objetivos, mesmo em situações adversas.
De acordo com especialistas, no Distrito Federal o processo de renovação tanto na Câmara Legislativa, quanto na Câmara Federal será bastante significativo. Dentre os vários nomes que oficializaram sua candidatura pela primeira vez, a administradora Paula Belmonte já pontua bem nas pesquisas de intenções de votos.
Uma das bandeiras defendidas por Paula, é a sua luta em defesa das crianças e da renovação na política. “As crianças precisam estar assistidas desde a idade do berçário. Além dos estímulos educacionais a partir dos primeiros anos de vida, trata-se de uma questão socioeconômica. A mãe que matricula o filho em uma creche pode voltar à ativa e ser mais uma força de trabalho”. Segunda ela, “o abandono das crianças interfere diretamente em questões como saúde e segurança pública. É por esse motivo que é urgente um pacto pela infância em todo o Brasil. E quem tem que assumir essa consciência é quem está no poder”, ressalta Paula.
Segundo a empresária, “o jovem precisa ter o amparo do Estado para aprender uma profissão, seja no ensino técnico ou superior. Com emprego e geração de renda para mais pessoas, vários outros problemas são resolvidos ou minimizados, por isso a importância de oferecer alternativas”, explica a candidata pelo PPS.
André Brandão, Paula Belmonte, Luís Felipe Belmonte e Pr. Enoque na Tenda da Libertação no Guará. Foto: Agenda Capital
Outro tema defendido por Paula Belmonte é a Educação. “É preciso investir mais em educação, nos ensinos técnico e profissionalizante, e estimular os jovens a aprender e a empreender. Isso sem deixar de olhar para quem termina o ensino regular. A educação tem que ser prioridade sempre, sobretudo sua qualidade. Nossos jovens estão abandonados, sem oportunidades, e esse quadro precisa mudar, logo”.
A empresária também quer ampliar o debate sobre a atuação do parlamentar. Para ela, deputados e senadores precisam ter independência e combater as regalias. Paula Belmonte abrirá mão de privilégios em seu mandato. “Não apenas vou abrir mão. Vou lutar para que o Congresso Nacional elimine abusos”, garante.
De acordo com os organizadores do evento, são aguardados mais de 10 mil pessoas no lançamento oficial de Paula Belmonte à Câmara dos Deputados.
O futuro político do deputado afastado Paulo Maluf (PP-SP), em prisão domiciliar, deve ser decido até amanhã (22). Apesar de há uma semana o advogado do parlamentar, Antônio Carlos de Almeida Castro, ter dito que Maluf poderia renunciar ao mandato, nesta terça-feira (21), procurado pela Agência Brasil, ele disse que ainda aguarda o ex-prefeito de São Paulo se manifestar. Com a cassação iminente, Maluf tem sido aconselhado a renunciar para evitar mais desgaste. “Como é uma questão personalista, não falei com ele hoje e não vou pressionar, ele vai me dar uma resposta quando tiver”, disse o advogado.
Caso não renuncie, já está marcada para amanhã (22), às 11h, na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), uma reunião da Mesa Diretora da Casa, na qual, segundo o corregedor-geral da Câmara, deputado Evandro Gussi (PV-SP), “de uma maneira ou de outra, com renúncia ou sem renúncia”, a Câmara decidirá sobre a situação de Maluf.
Histórico
Em maio do ano passado, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Maluf a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão por lavagem de dinheiro e determinou que a Mesa Diretora da Câmara decretasse a perda do mandato. A decisão ainda não foi tomada porque um grupo defende que o plenário deve decidir sobre a cassação e não a Mesa da Casa. Outro grupo entende que a Câmara está descumprindo a determinação judicial.
O deputado Paulo Maluf ficou preso entre dezembro e março no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, mas ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar devido a “graves problemas de saúde”, conforme alegou sua defesa em recurso aceito pelo ministro do STF Dias Toffoli. Aos 86 anos de idade, o ex-prefeito de São Paulo tem com problemas cardíacos, ortopédicos, além de câncer de próstata e diabetes.
Levantamento é do Diap após registro de candidaturas no TSE
Por Ana Cristina Campos
Estudo do Departamento Intersindical de Assessoria Paralamentar (Diap) mostra que 79% dos 513 deputados federais tentarão a reeleição em outubro. Projeção da entidade aponta que 75% deles devem se reeleger. O levantamento foi feito com base após o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com o Diap, o número de candidatos à reeleição (407) na Câmara ficou um pouco abaixo da média dos últimos sete pleitos (408), porém maior que na eleição de 2014, quando 387 tentaram renovar seus mandatos.
Dos 106 que não vão se recandidatar para a Câmara, 31 não vão concorrer a nenhum cargo neste pleito e 75 disputam outros cargos. Destes, 40 concorrem ao Senado; 11 são candidatos a vice-governador; nove disputam o governo do estado; sete tentam vaga de deputado estadual; seis são suplentes de candidatos ao Senado; e dois são candidatos à Presidência da República.
Na avaliação do analista político Neuriberg Dias, um dos autores do levantamento, a expectativa e o sentimento da população por renovação na Casa serão “frustrados”neste pleito.
Segundo Neuriberg Dias, o alto índice dos que vão tentar novo mandato com a continuidade dos grupos políticos (bancada rural, empresarial, evangélica, da bala e de parentes) que já estão no poder traz o risco de que a próxima composição da Câmara seja mais conservadora que a atual. “O perfil do Congresso Nacional será mantido. Esses grupos detêm muitos seguidores e pode ter até retrocesso”, disse o analista político.
Além de emendas parlamentares, os que estão se recandidatando têm outras vantagens em relação a um novo candidato: nome e número conhecidos, bases eleitorais consolidadas, cabos eleitorais fiéis, acesso mais fácil aos veículos de comunicação, estrutura de campanha, com gabinete e pessoal à disposição, em Brasília e no estado.
O levantamento também indica que as mudanças na legislação que reduziram o tempo de campanha de 90 para 45 dias e do período eleitoral gratuito de 45 para 35 dias são outros dos motivos para a baixa renovação da Câmara.
“As mudanças na legislação eleitoral com a criação do fundo eleitoral e a janela partidária (período no qual foi permitida a troca de partido sem perda de mandato) permitiram aos deputados e senadores negociarem melhores condições na disputa da reeleição, como prioridade no horário eleitoral e na destinação dos recursos do fundo eleitoral”, avalia o Diap.
Relatório divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, FBSP, realizado em Brasília entre os dias 20 e 22 de agosto e relativo aos dados de 2017, revela que o Distrito Federal é a unidade da federação que menos investe em segurança pública de todo o Brasil. Segundo a organização, a capital federal também está entre as que menos investem na área, por habitante. As constatações vêm ao encontro às denúncias que tem sido feitas pelo Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) de que o atual governo desvia recursos federais do Fundo Constitucional do DF para outras áreas, contrariando a função principal do fundo e descumprindo a Constituição Federal.
“O Governo do Distrito Federal não utiliza nenhum centavo das receitas arrecadadas pelo Tesouro Local em segurança pública. Todas as despesas do segmento – polícia e corpo de bombeiros militar e polícia civil – são pagas com recursos da União, por meio do Fundo Constitucional do Distrito Federal. A destinação desses recursos foi determinada pelo legislador da constituinte de 1988, que em fixou no artigo 21 da nova constituição que compete à União manter a segurança pública da capital de todos os brasileiros” explica Rodrigo Franco, presidente do Sinpol-DF.
Segundo o FBSP, o Distrito Federal utilizou apenas 4,1% do orçamento total em despesas na função de segurança pública em 2017. É a pior colocação entre todas as 27 unidades da federação avaliadas. Nesse quesito, o Distrito Federal foi o pior avaliado nos últimos três anos. Esse pode ser uma das causas da sensação de insegurança e da violência das quais a população da capital tem sido vítima.
O levantamento de dados do FBSP ainda constatou que, entre todas as unidades da federação, o Distrito Federal é um dos que menos faz investimentos per capita, em segurança pública. O GDF gastou R$269,00 (duzentos e sessenta e nove reais) por habitante no ano passado. O numero foi um pouco melhor do que em 2016, cujo valor foi de R$241,00 (duzentos e quarenta e um reais). Mesmo assim, a Capital Federal investiu menos em segurança pública do que os estados de Amazonas, Goiás, Sergipe e Alagoas. Na relação de despesas, por habitante, Brasília só foi mais eficiente do que Piauí, Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte. A diferença é que estes estados não recebem bilhões de reais da União, todos os anos, para manterem a Segurança Pública.
“A falta ou diminuição de investimentos em segurança pública e, principalmente, na polícia investigativa, comprovados agora por uma organização isenta e independente como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública chancelam o que o Sinpol já vem questionando nos últimos anos. Nossos alertas têm incomodado o atual governo que, na nossa percepção, manipula dados estatísticos na intenção de maquiar uma falsa impressão de que tudo está bem, quando claramente não está. As causas dessas políticas de falta de transparência e de desvalorização na área tem reflexo direto na população do DF, que recentemente sente agravarem-se os crimes contra o patrimônio, os crimes de conotação sexual, os crimes contra as mulheres e os crimes de corrupção na administração pública”, afirma o presidente do Sinpol.
Segundo Rodrigo Franco, para virar o jogo no combate à corrupção e à criminalidade em geral, é preciso que um novo Governo aposte e invista mais no segmento de segurança pública, combatendo a criminalidade com mais policiamento nas ruas e com mais inteligência e investigação. “Recursos suficientes há, principalmente no Fundo Constitucional. Para tanto, o próximo governador precisará ver a segurança pública como uma prioridade e cumprir a lei e a constituição”, completa.