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Falha no envio de boletos de pagamento não exclui a responsabilidade do devedor, decide TJDFT

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A juíza do 3º Juizado Especial Cível de Brasília negou pedido de indenização por danos morais de consumidor contra a CVC Brasil Operadora e Agência, devido a não emissão de boleto de pagamento referente a contrato estabelecido entre as partes. A magistrada negou ainda a retirada do nome do consumidor do cadastro de inadimplentes e condenou a empresa a emitir os boletos correspondentes às parcelas em aberto, uma vez que foi a forma de pagamento acordada entre as partes.

“Entendo que a omissão no envio de boleto de pagamento no prazo acordado não exime o consumidor da obrigação de quitar o débito, uma vez que este sabia antecipadamente o dia de vencimento da fatura e valor do débito, bem como meios legais que viabilizam o pagamento ainda que contra a vontade do credor”, registrou a magistrada.

Dessa forma, a juíza assinalou que, sendo indiscutível a celebração do negócio jurídico, não cabia ao requerente se manter omisso e se desincumbir de quitar as faturas: “Embora a situação traga aborrecimentos e frustrações, estas não ultrapassam os meros dissabores do cotidiano, de modo que o consumidor não pode se esquivar do cumprimento de seu dever sob a simples alegação de que não recebeu o boleto em sua residência.”

Assim, a juíza confirmou que inclusão do nome do autor nos órgãos de proteção ao crédito constituiu exercício regular do direito pela parte ré, já que a inscrição se deu no momento em que havia inadimplência. No mesmo sentido, a juíza trouxe o disposto no Acórdão 346405 da 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal.

“Não vislumbro, portanto, o dano moral alegado, tampouco a obrigação da requerida de retirar o nome do autor dos cadastros de inadimplentes antes da quitação das parcelas vencidas. Por outro lado, resta procedente o pedido de condenação à emissão do boleto, já que esta foi a forma de pagamento acordada entre as partes”. Assim, a empresa foi condenada a encaminhar ao autor os boletos correspondentes às parcelas em aberto, vencidas e vincendas, no prazo de 10 dias, contados do trânsito em julgado, sob pena de multa diária no valor de R$ 100,00, até o limite de R$ 1 mil.

Cabe recurso da sentença.

Dias Toffoli toma posse hoje na presidência do Supremo

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Ministro é conhecido por evitar polêmicas e ter tom pacificador

Por André Richter

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli toma posse hoje (13) no cargo de presidente da Corte. A cerimônia de posse será às 17h, no plenário do Supremo. O ministro ficará no cargo pelos próximos dois anos. Ele irá suceder Cármen Lúcia.Toffoli tem 50 anos e foi nomeado para o STF, em 2009, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes de chegar ao Supremo, o ministro foi advogado-geral da União e advogado de campanhas eleitorais do PT.

O ministro é conhecido por evitar polêmicas e por ter um tom pacificador em suas decisões. De acordo com os colegas da Corte, o novo presidente fará um trabalho ligado à gestão administrativa do Judiciário, por meio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que também comandará.

A partir da semana que vem, Toffoli comandará as primeiras sessões da Corte. Foram pautadas somente ações que tratam de licenciamento ambiental e ações de inconstitucionalidade contra leis estaduais.

A expectativa é de que pautas polêmicas não sejam julgadas antes das eleições de outubro. Segundo assessores próximos, o tribunal não deve julgar novamente a autorização para a execução de condenações criminais, fato que é defendido por advogados de condenados na Operação Lava Jato.

Para o ministro Gilmar Mendes, um dos integrantes da Corte que deram apoio inicial quando Toffoli chegou ao STF, o novo presidente poderá dar continuidade às políticas públicas do Judiciário.

“Eu tenho boa expectativa. O ministro Toffoli é muito voltado para a questão de gestão, dedicou-se a isso na AGU e também no TSE, tem um gabinete organizado, acho que fará uma boa gestão, tanto no Supremo como no CNJ. De alguma forma acho que para o Judiciário, na visão administrativa, o CNJ é até mais importante do que o Supremo, porque ele trata políticas judiciárias, define regulamentos do Judiciário como um todo, faz prioridades, portanto, acho importante ter um bom gestor à frente do CNJ para dar continuidade a políticas públicas que vem se desenvolvendo”, disse Mendes.

No mais recente balanço divulgado no final do ano passado, Toffoli informou que, em 8 anos, reduziu o acervo de seu gabinete em 77%. Quando chegou ao Supremo, o ministro tinha cerca de 11 mil processos em seu acervo. Atualmente, existem cerca de 2 mil.

PIS: trabalhador nascido em setembro já pode sacar abono salarial 2017

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Por Andreia Verdélio

Trabalhadores da iniciativa privada nascidos em setembro e funcionários públicos com inscrição no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) final 2 já podem sacar o abono salarial referente a 2017.

O recurso do Programa de Integração Social (PIS) e do Pasep está disponível a partir de hoje (13) até o dia 28 de junho de 2019.

O pagamento do abono do PIS/Pasep ano-base 2017 começou no dia 26 de julho e a liberação do dinheiro para os trabalhadores é feito de acordo com o mês de nascimento ou o número final da inscrição, a depender do programa.

Conforme o calendário de pagamento, inscritos no Programa de Integração Social (PIS) e nascidos de julho a dezembro, recebem o benefício ainda este ano. Já os nascidos entre janeiro e junho, terão o recurso disponível para saque no ano que vem. No caso do Pasep, servidores com inscrição final 0 a 4 recebem os recursos este ano; de 5 a 9 apenas ano que vem.

A partir da liberação, o dinheiro ficará à disposição do trabalhador até 28 de junho de 2019, prazo final para o recebimento.

Telefones úteis ao trabalhador

Os empregados da iniciativa privada, vinculados ao PIS, sacam o dinheiro nas agências da Caixa Econômica Federal. Para saber se tem algo a receber, a consulta pode ser feita pessoalmente, pela internet ou no telefone 0800-726-0207.

Para os funcionários públicos vinculados ao Pasep, a referência é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet e pelo telefone 0800-729-0001.

O valor que cada trabalhador tem para sacar é proporcional ao número de meses trabalhados formalmente em 2017. Quem trabalhou o ano todo recebe o valor cheio, que equivale a um salário mínimo (R$ 954). Quem trabalhou por apenas 30 dias recebe o valor mínimo, que é R$ 80.

Além do tempo de serviço, para ter direito ao abono, o trabalhador já deveria estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O abono salarial do PIS/Pasep é um benefício pago anualmente com recursos provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), abastecido por depósito feitos pelos empregadores.

Além do abono salarial, o FAT custeia o programa  Seguro-Desemprego e financia programas de desenvolvimento econômico. Os recursos do abono que não são sacados pelos trabalhadores no calendário estabelecido todos os anos retornam para o FAT, para serem usados nos demais programas.

Abono ano base 2016

Também está aberto, desde 26 de julho, o novo período para o pagamento do abono salarial ano-base 2016.

Quase 2 milhões de trabalhadores não retiraram os recursos no prazo, até 29 de junho deste ano, por isso foi aberto um novo período.

O valor chega a R$ 1,44 bilhão e ficará disponível para os trabalhadores que ainda não realizaram o saque até 28 de dezembro.

Prefeito de Caldas Novas é preso durante Operação Negociata

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Por Pedro Peduzzi

O prefeito de Caldas Novas (GO), Evandro Magal, foi preso na madrugada desta quinta-feira (13), durante os primeiros momentos da Operação Negociata, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Goiás (MP-GO).

A operação apura fraudes em licitação, pagamentos de propina e lavagem de dinheiro envolvendo o Poder Executivo de Caldas Novas e alguns empresários, que se beneficiavam com a atuação ilícita dos agentes públicos.

Ao todo, oito dos nove mandados de prisão já foram cumpridos. Cinco deles em Caldas Novas; dois em Goiânia e um na cidade mineira de Santa Vitória. De acordo com o MPGO, um dos alvos já foi considerado foragido. Seu nome, no entanto, ainda está sob sigilo.

Há ainda 32 mandados de busca e apreensão sendo cumpridos. As ações estão ocorrendo nas cidades de Morrinhos, Itumbiara, Aruanã e Aparecida de Goiânia, além de Caldas Novas, Goiânia e Santa Vitória.

De acordo com o MPGO, as obras e os crimes sob investigação serão informados em outro momento. A operação conta com o apoio das policias Civil, Militar e Rodoviária Federal.

Ibope | Eliana Pedrosa chega a 23% e abre 10 pontos de vantagem ao 2º colocado

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No segundo pelotão estão empatados Fraga, 13%; Rollemberg, 12%; e Rosso, 10%. Ibaneis tem 7%, Miragaya tem 4%, Chagas tem 3%; Guerra e Fátima têm 2% cada um; Rosa tem 1%, e Guillen não atinge 1%. 

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (12) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto para o governo do Distrito Federal:

  • Eliana Pedrosa (Pros): 23%
  • Alberto Fraga (DEM): 13%
  • Rodrigo Rollemberg (PSB): 12%
  • Rogério Rosso (PSD): 10%
  • Ibaneis (MDB): 7%
  • Miragaya (PT): 4%
  • General Paulo Chagas (PRP): 3%
  • Alexandre Guerra (Novo): 2%
  • Fátima Sousa (PSOL): 2%
  • Renan Rosa (PCO): 1%
  • Guillen (PSTU): 0%
  • Brancos/nulos: 15%
  • Não sabe: 8%

Com o resultado, Eliana Pedrosa está isolada na liderança. As três candidaturas seguintes aparecem tecnicamente empatadas.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo. É o segundo levantamento do Ibope realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral.

No primeiro levantamento, feito entre 21 e 23 de agosto, os percentuais de intenção de voto eram os seguintes:

  • Eliana Pedrosa (Pros): 14%
  • Rodrigo Rollemberg (PSB): 12%
  • Alberto Fraga (DEM): 10%
  • Rogério Rosso (PSD): 8%
  • General Paulo Chagas (PRP): 3%
  • Miragaya (PT): 3%
  • Fátima Sousa (PSOL): 2%
  • Ibaneis (MDB): 2%
  • Alexandre Guerra (Novo): 2%
  • Renan Rosa (PCO): 1%
  • Guillen (PSTU): 0%
  • Brancos/nulos: 31%
  • Não sabe: 12%

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Quem foi ouvido: 1204 eleitores de todas as regiões do DF, com 16 anos ou mais
  • Quando a pesquisa foi feita: entre 9 e 11 de setembro
  • Registro no TRE: DF-04805/2018
  • Registro no TSE: BR-06394/2018
  • nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro
  • 0% significa que o candidato não atingiu 1%. Traço significa que o candidato não foi citado por nenhum entrevistado

Simulações de segundo turno

O Ibope também perguntou, pela primeira vez nas eleições deste ano, as intenções de voto em um possível segundo turno para o governo do Distrito Federal. Foram incluídos nas simulações os três candidatos mais bem posicionados. Os resultados foram:

  • Eliana 41% x 27% Fraga (branco/nulo: 22%; não sabe: 10%)
  • Fraga 40% x 24% Rollemberg (branco/nulo: 25%; não sabe: 10%)
  • Eliana 48% x 21% Rollemberg (branco/nulo: 22%; não sabe: 8%)

Espontânea

Na modalidade espontânea da pesquisa Ibope (em que o pesquisador somente pergunta ao eleitor em quem ele pretende votar, sem apresentar a relação de candidatos), o resultado foi o seguinte:

  • Eliana Pedrosa (Pros): 11%
  • Rodrigo Rollemberg (PSB): 8%
  • Alberto Fraga (DEM): 7%
  • Rogério Rosso (PSD): 6%
  • Ibaneis (MDB): 4%
  • Miragaya (PT): 2%
  • Fátima Sousa (PSOL): 1%
  • General Paulo Chagas (PRP): 1%
  • Alexandre Guerra (Novo): 1%
  • Renan Rosa (PCO): 0%
  • Guillen (PSTU): –
  • Outros: 2%
  • Brancos/nulos: 23%
  • Não sabe: 35%

Rejeição

O Ibope também mediu a taxa de rejeição (o eleitor deve dizer em qual dos candidatos não votaria de jeito nenhum). Nesse item, os entrevistados puderam escolher mais de um nome. Veja os índices:

  • Rodrigo Rollemberg (PSB): 52%
  • Alberto Fraga (DEM): 24%
  • Eliana Pedrosa (Pros): 17%
  • Miragaya (PT): 15%
  • Rogério Rosso (PSD): 13%
  • Fátima Sousa (PSOL): 10%
  • Ibaneis (MDB): 10%
  • General Paulo Chagas (PRP): 9%
  • Renan Rosa (PCO): 8%
  • Alexandre Guerra (Novo): 7%
  • Guillen (PSTU): 7%
  • Poderia votar em todos (espontânea): 2%
  • Não sabe: 11%

Com informações do G1 DF

Ministro leva mensagem de Temer a Jair Bolsonaro

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Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil Brasília

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, recebeu, na manhã de hoje (12), em São Paulo, a visita do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen.

De acordo com o Palácio do Planalto, foi uma visita institucional.

O ministro, na oportunidade, repassou mensagem do presidente Michel Temer desejando a pronta recuperação do candidato, internado no Hospital Albert Einstein

Eleições 2018 | Da Caixa de Pandora a Lava Jato, as âncoras da candidatura de Rosso

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As âncoras que afundam a candidatura de Rosso ao Palácio do Buriti assombram integrantes da sua coligação, entre eles o candidato ao Senado, Cristovam Buarque. Os dois foram responsáveis pelo desmonte da chamada Via Alternativa

Rogério Rosso

Talvez nenhuma candidatura tenha tantos questionamentos a responder, quanto á de Rogério Rosso (PSD). São muitos os casos em que seu nome é citado, vão desde a Operação Caixa de Pandora até a Operação Lava Jato. Alia-se a isso a baixa aprovação do seu governo-tampão.

As âncoras que afundam a candidatura de Rosso ao Palácio do Buriti assombram integrantes da sua coligação, entre eles o candidato ao Senado, Cristovam Buarque. Os dois foram responsáveis pelo desmonte da chamada Via Alternativa, uma grande aliança para concorrer contra o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) nas eleições deste ano.

Resultado da desastrosa articulação de Rosso e Cristovam foi a dispersão do grupo e a formação de quatro chapas, que acabou favorecendo Rollemberg, hoje o mais cotado para ir ao segundo turno entre os que estão no segundo pelotão.

 

Operação Caixa de Pandora

Rosso foi acusado em 12 de julho de 2016, a respeito de um escândalo de corrupção que derrubou, em 2009, o então governador José Roberto Arruda (PR), no caso que ficou conhecido como “mensalão do DEM” – esquema de corrupção desvendado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Civil do Distrito Federal.

Seu colega de bancada do Distrito Federal, Alberto Fraga (DEM), foi flagrado em vídeo divulgado pelo site Os Divergentes assumindo ter visto gravações que flagram pessoas ligadas a Rosso recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM.

Em outra nota, de julho de 2016, publicada pelo site o Antagonista, com o título “Quem manda em Rogério Rosso?”, o candidato do PSD também é citado nos depoimentos de Francinei Arruda, técnico em informática que gravou e editou os vídeos do escândalo do mensalão do DEM. À Justiça do Distrito Federal, ele revela a existência de gravações inéditas em que Rogério Rosso apareceria recebendo dinheiro do esquema.

Na mesma época, o jornal a Folha de S.Paulo, publica novos trechos do depoimento de Francinei em que ele sugere que Durval Barbosa, delator do mensalão que planejou os vídeos, usa a gravação de Rosso para chantageá-lo.

Em agosto deste ano, confrontado no debate da TV Brasília/Correio sobre um comentário de Fraga, Rosso disse que o colega “mentiu”.

Em resposta, Fraga afirmou que quem está mentindo é Rosso. “Eu disse que teria visto o Francinei, numa delação, afirmar que tinha editado os vídeos com relação ao Rogério Rosso. Disse que vi vários vídeos e me neguei a comentar o assunto”, disparou. O caso ainda não foi esclarecido.

 

Tribunal de Justiça do DF

Em 2010, Rosso foi eleito governador do Distrito Federal, em primeiro turno com 13 votos dos 24 parlamentares em eleição indireta na Câmara Legislativa. Seu governo foi marcado pela desaprovação popular, segundo pesquisas da época.

Em 2010, o Tribunal de Justiça do DF acusou Rosso por extinção e criação de cargos com aumento de remuneração sem autorização legal na Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), à frente do GDF. A Justiça determinou ainda ele ressarcisse os cofres públicos pelo prejuízo causado. Houve recurso no primeiro grau, porém, a sentença foi mantida.

 

Operação Lava Jato

Rosso também tem seu nome citado na Lava Jato, a principal operação que combate a corrupção no país. O ex-diretor da Andrade Gutierrez Rodrigo Lopes, um dos delatores da empresa, contou aos investigadores da Lava-Jato que Rogério Rosso  teria pedido propina de R$ 12 milhões pelas obras do Estádio Nacional Mané Garrincha.

“Em 2010, antes da assinatura do contrato, houve o pedido de propina para o então governador Rosso, através de um operador indicado, no valor de R$ 12 milhões, proposta refutada pela Andrade Gutierrez. Em 2011, após a assinatura do contrato, foi feito um ajuste e pagamento no valor de R$ 500 mil, ao mesmo operador indicado pelo ex-governador”, diz um trecho.

Em nota, Rosso negou as denúncias e disse estar “profundamente consternado e indignado com as mentiras, citações caluniosas e ofensivas envolvendo meu nome na questão do Estádio de Brasília”.

“A licitação da obra do Estádio já estava em andamento com análise e avaliação pelos órgãos de fiscalização e controle, e apenas quando autorizada por esses órgãos é que foi dada continuidade no certame pela Novacap, responsável pela obra e de seus desdobramentos administrativos técnicos e administrativos”, disse Rosso à época.

 

Operação Panatenaico

Em maio de 2017, a Polícia Federal deflagrou a Operação Panatenaico, um braço da Lava Jato. Dez pessoas foram presas, incluindo dois ex-governadores do DF: Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR), além de Tadeu Filippelli (MDB), ex-vice de Agnelo e ex-assessor especial do presidente Michel Temer (MDB). Rosso também foi citado, mas como é deputado federal e tem foro privilegiado, acabou ficando fora.

Em abril deste ano, a juíza da 12ª Vara da Justiça Federal no DF remeteu ao Supremo Tribunal Federal (STF) as cópias das peças relativas a supostas irregularidades cometidas pelo então governador-tampão do DF em 2010, Rogério Rosso (PSD), no âmbito da Operação Panatenaico.

Embora a magistrada Pollyana Kelly Maciel Medeiros Martins tenha aceitado denúncia contra 12 pessoas suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos nas obras do Estádio Nacional Mané Garrincha para a Copa do Mundo de 2014, a ação do Ministério Público Federal (MPF) que envolve Rosso voltará ao STF. A decisão ocorre devido à prerrogativa de foro do ex-governador do DF, pelo fato de ele ser deputado federal.

Em novembro de 2017, o relator do pleito no STF, ministro Edson Fachin, já havia indeferido pedidos de diligências prévias contra Rosso no caso. No processo, Fachin afirmou que afastaria a competência da Suprema Corte para analisar a ação devido à “insuficiência dos elementos indiciários até então colhidos em face do parlamentar”.

Novamente, Rosso se mostrou indignado: “Repudio veementemente qualquer tentativa de associar meu nome nesse ou em qualquer outro episódio sobre irregularidades na minha gestão. Estou tranquilo quanto à lisura de todos os atos por mim praticados enquanto governador ou no exercício de qualquer função pública”, afirmou.

Dia do Portador de Marcapasso: como é a vida e quais cuidados devem ser tomados

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ICTCor participa de campanha nacional com atividades gratuitas para ajudar a esclarecer principais dúvidas sobre o tema

Usar celular, viajar de avião, secar o cabelo, passar em portas com detector de metais e outras atividades comuns passaram a ser grandes dúvidas na vida de quem recebe um implante de marcapasso. Para falar dos mitos e verdades, qualidade de vida e diversas questões que envolvem o dia a dia dos portadores do dispositivo e de seus familiares, no dia 23 de setembro é comemorado o Dia do Portador de Marcapasso no Brasil.

A campanha, que é uma iniciativa da ABEC/DECA – Associação Brasileira de Arritmia, Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca Artificial/Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV), mobiliza cardiologistas em todo o país com objetivo de desmistificar o assunto. Participando desse movimento, o Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor) vai realizar, no dia 20 de setembro, um evento educativo com ciclo de palestras, distribuição de cartilhas, demonstração de como os dispositivos funcionam, contação de histórias, entre outras atividades gratuitas no auditório do Hospital Anchieta a partir das 9h. Para participar basta acessar https://ictcor.com.br/marca-passo/ e fazer a inscrição.

De acordo com Dr. Candido Gomes, especialista em cirurgia cardiovascular do ICTCor, a falta de informação ainda é um grande problema. “Muitas pessoas que necessitam de um marcapasso muitas vezes nem sabem, pois não reconhecem os sintomas, que podem ser confundidos com outras doenças. Alguns deles são tonturas com escurecimento visual, desmaios, cansaço fácil, pulso irregular, entre outros. Para as pessoas que já têm o implante e seus familiares, também é preciso ter conhecimento sobre os cuidados, a prática de atividades físicas, entre várias outras referências”, explica o cardiologista.

O que é o marcapasso?

É um pequeno dispositivo eletrônico que serve para controlar o ritmo cardíaco.  Ele possui um gerador, uma bateria interna e cabos eletrodos. Estes cabos são conectados ao coração e ligados ao marcapasso depois que o médico se certifica que estão posicionados corretamente. O aparelho é implantado em uma espécie de “bolsa” sob a pele durante uma cirurgia considerada simples, que é feita com sedativo e anestesia local. “É um procedimento tranquilo, que dura de uma a duas horas. Geralmente, o paciente pode ir para casa no dia seguinte e retomar as atividades habituais após 30 dias”, afirma Dr. Candido.

Imediatamente após a cirurgia, pode-se observar o desaparecimento de sintomas como tonturas e falta de ar, causados pelo problema de ritmo cardíaco que diagnosticou a necessidade do implante. “Pode acontecer do paciente sentir pequenas dores no local do implante logo após o procedimento, mas elas diminuem e em pouco tempo acabam desaparecendo por completo”, afirma o cardiologista.

Coloquei o marcapasso. E agora?

Os cuidados pós-operatórios específicos variam dependendo do caso e serão orientados pelo médico após a cirurgia, mas existem recomendações que devem ser seguidas. “É muito importante realizar acompanhamento cardiológico rotineiro com a frequência que seu médico indicar. Geralmente, as avaliações são marcadas após um, três e seis meses. Depois deste período, somente de seis em seis meses”, relata Dr. Ricardo Carranza, que também é cirurgião cardiovascular do corpo clínico ICTCor.

Além disso, é essencial ler com atenção o manual do marcapasso. Nele, terão todas as informações referentes à maioria das dúvidas que costumam afligir os pacientes. Confira algumas delas:

  • Telefones celulares podem ser usados, mas têm que ser mantidos a pelo menos 15 cm de distância do local do implante, sendo usado no ouvido que fica do lado contrário do marcapasso. Para evitar interferências, também é recomendado que o paciente mantenha uma distância de dois metros de eletrodomésticos que estejam em funcionamento.
  • Sistemas detectores de metais, como de aeroportos e portas giratórias de bancos, devem ser evitados. É importante andar sempre com o documento de identificação, que atesta ser portador marcapasso e que facilite a sua passagem. Nos sistemas antifurto de lojas, recomenda-se simplesmente passar, evitando ficar parado entre as placas.
  • É importante sempre consultar seu médico sobre ressonâncias magnéticas, pois a maior parte dos modelos de marcapasso têm restrições quanto ao exame, principalmente os mais antigos. O mesmo vale para procedimentos como radioterapia, litotripsia e eletroacupuntura, que devem seguir recomendações médicas específicas.
  • Atividades sexuais, exercícios físicos e condução de veículos são permitidos. O único porém é se o portador tiver outra patologia cardíaca limitante, pois o marcapasso por si só não o impede de nada disso. Na dúvida, é sempre bom consultar o médico.
  • Dentro do possível, é bom evitar dormir do lado do marcapasso implantado, principalmente durante os primeiros 10 dias.

OPINIÃO | Representante do rorizismo, pesquisas apontam vitória de Eliana Pedrosa

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Por Ricardo Callado

As recentes pesquisas de intenção de voto para o governo do Distrito Federal mostram a vitória da candidata Eliana Pedrosa (Pros) no primeiro e segundo turnos. Ainda faltam 25 dias para o dia da votação, mas o cenário vem se cristalizando.

A tendência, a partir de agora, é que Eliana amplie a diferença a medida que o dia da eleição se aproxima. O desempenho da candidata do Pros deve ganhar mais apoios de integrantes de outras coligações, além do voto útil.

O sucesso de Eliana vem da organização de campanha e das alianças, favorecendo os partidos da aliança nas coligações proporcionais.

As propostas da candidata também chamam a atenção. Ela defende o modelo rorizista de governar, olhando para o povo. Uma das frases mais famosas do ex-governador Joaquim Roriz é: “Governar é definir prioridades depois de ouvir o povo”.

O lema foi adotado por Eliana Pedrosa, com um misto de gestão administrativa moderna. Seria o upgrade do rorizismo. É um discurso fácil de entender. E a população vem entendendo isso.

Os outros candidatos pecam nos discurso e na salada ideológica em que entraram. É muito confuso para o eleitor vê antigos aliados agora adversários, e vice versa. Parece um grande saco de gatos. E isso atrai os eleitores.

A briga pelo segundo lugar vai ser acirrada até o dia da eleição. Vários fatores irão influir para definição do adversário de Eliana no segundo turno. .

As articulações para montagem das chapas na pré-campanha foram tumultuadas e amadoras. Deixaram muitos ruídos que podem dificultar alianças para Fraga, Rosso ou Ibaneis em um segundo turno. Já Rollemberg tem que trabalhar a sua rejeição.

Rollemberg corre o risco de sair da eleição menor do que o ex-governador Agnelo Queiroz (PT). O atual governador tem dificuldades em manter aliados e uma facilidade grande de criar adversários.

Uma dica para os candidatos. Seguir os caminhos de Roriz não é uma missão difícil, basta fazer o fácil. Exercer o diálogo permanente e ciscar para dentro. E, até o momento, quem aprendeu a fazer isso foi Eliana Pedrosa. E as pesquisas comprovam isso.

Pesquisa aponta a estreante Paula Belmonte em 5º lugar para deputado federal

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Segundo levantamento Metrópoles/FSB, 78% dos eleitores não escolheram o nome para a Câmara dos Deputados e 65% não têm candidato para a Câmara dos Deputados

Por Delmo Menezes

Pesquisa encomendada pelo Metrópoles ao Instituto FSB divulgada nesta terça-feira (11), aponta que 78% dos eleitores ainda não escolheram seus representantes na Câmara dos Deputados. Outros 16% já têm nome, enquanto 6% se dividem entre os que não souberam ou não responderam.

No caso da Câmara Legislativa (CLDF), o percentual de indecisos é de 65%. O índice de eleitores que já escolheram em quem votar é de 29%. Outros 5% não souberam ou não responderam aos questionamentos.

De acordo com especialistas, o processo de renovação tanto na Câmara Legislativa, quanto na Câmara Federal será bastante significativo. Dentre os vários nomes que disputam uma das oito cadeiras na Câmara Federal, Paula Belmonte (PPS) pontua bem nas pesquisas de intenção de votos de acordo com vários institutos.

Veja Pesquisa espontânea para Câmara dos Deputados

1º lugar – Erika Kokay (PT) – 8%

2º lugar – Júlio César (PRB) – 6%

3º lugar – Celina Leão (PP) – 6%

4º lugar – Flávia Arruda (PR) – 5%

5º lugar – Paula Belmonte (PPS) – 4%

6º lugar – Maria Abadia (PSB) – 3%

7º lugar – Laerte Bessa (PR) – 3%

Empatados com 2%

Paulo Fernando (Patriota) – 2%

Francimar (PSC) – 2%

Rodrigo Freire (Novo) – 2%

Professor Pacco (Podemos) – 2%

Miguel Lucena (PTB) – 2%

Filippelli (MDB) 2%

Olair (PP) – 2%

Nulo – 5%

Outros – 28%

Ninguém/Nenhum – 15%

Não sabe – 3%

Não respondeu – 1%

Da Redação do Agenda Capital