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Bolsonaro: Não sou o mais capacitado, mas Deus capacita os escolhidos

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Presidente eleito diz ter compromisso com valores da família cristã

Por Douglas Corrêa

“Tenho certeza de que não sou o mais capacitado, mas Deus capacita os escolhidos”. Foi com esta frase que o presidente eleito Jair  Bolsonaro começou seu discurso no culto em que compareceu esta noite na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, zona norte do Rio. Foi nessa igreja, do pastor Silas Malafaia, que Bolsonaro e Michelle se casaram há 11 anos, em celebração feita pelo próprio Malafaia – que recebeu Bolsonaro na noite de hoje. Logo após dizer que se considera o escolhido de Deus, Bolsonaro disse que o momento é especial por estar ao lado de Malafaia, que realizou o seu casamento. “Chorei muito naquele dia e também chorei muito depois das eleições. Quero agradecer a esse povo de Deus pela confiança depositada em meu nome”, afirmou.
O presidente eleito também disse que estava ali para agradecer a Deus por ter salvado a sua vida quando foi esfaqueado. Segundo ele, Deus agiu por meio dos profissionais de saúde de Juiz de Fora e de São Paulo. Em seguida, Bolsonaro lembrou que é uma pessoa comprometida com os valores da família cristã.

“O Malafaia falou que pirou [sobre Bolsonaro ser presidente]; e eu também pensei que pirei naquele momento. Mas nós temos que buscar mudar as coisas. Não basta apenas reclamar. Eu tinha tudo para não chegar: um partido pequeno, sem fundo partidário, sem televisão, com 90% da grande mídia batendo na gente. Fui acusado do que eles são: de calúnia, difamações, mas eu escolhi um slogan para a campanha. Eu fui na Bíblia, que alguns dizem que é caixa de ferramenta para consertar o ser humano, fui lá em João: Conheceis a verdade e a verdade vos libertará”.

Bolsonaro chegou ao culto às 20h17, cercado de um forte aparato policial. O pastor contou que, no dia do casamento, Bolsonaro comunicou a ele, enquanto esperava a chegada da noiva: “Não é possível o povo brasileiro ser enganado. Não é possível o povo brasileiro viver de migalha. Não é possível. Eu vou ser candidato à Presidente da República”.

O pastor disse que, no seu íntimo, sem dizer a Bolsonaro, pensou: “Pirou”. “Esse cara é louco, vai ser presidente do Brasil. É. Não acreditei. E se esse cara chegou aqui e nós temos a nossa certeza e a nossa fé. Claro que a vontade de Deus não é absoluta; é permissiva,  feita através do povo. Foi o povo que botou Bolsonaro como presidente”.

Malafaia disse que ia fazer uma oração rápida, pois, por medidas de segurança, Bolsonaro não poderia ficar muito tempo no templo. O pastor começou citando Israel –  que o presidente eleito, segundo ele, gosta muito e enaltece a força do povo israelense.

Malafaia disse: “Lá em Israel é pior do que o semiárido do Nordeste. Quero deixar uma palavra aqui para esse povo nordestino, que é abençoado. Tem nordestino em tudo que é lugar do Brasil, fazendo a história dessa nação. E por quê eles saíram do Nordeste? Porque esses corruptos, esses cínicos, deram esmola pra eles, pensando que podem manipular a vida toda”.

Malafaia disse ainda que “Bolsonaro sabe que é possível resgatar o Nordeste. Israel tem uma das maiores produções agrícolas do mundo de exportação e pode fazer o Nordeste ser um centro agrícola do mundo e ele não vai dar paliativo não; ele vai mudar a história do Nordeste. Nordestino vai esquecer do cara aí que dizia que era filho da Terra”, disse, referindo-se inidretamente ao ex-presidente Lula. O Nordeste votou, em sua maioria, em Fernando Haddad (PT)  .

Na oração, Malafaia fez uma longa bênção para o presidente eleito. “Declaro o espírito de sabedoria, de inteligência, sobre você para governar esse país”.

“Bolsonaro, Deus vai te dar sabedoria, graça e saúde para fazer a diferença nessa nação. Você vai marcar a história desse país. Vamos ter um novo paradigma nessa nação. Deus vai mudar a sorte desse povo, a miséria, a violência, o desemprego, a corrupção, a desgraça. O Brasil é do Senhor Jesus. Deus abençoe o Presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro. Concordamos que você faça a diferença”.

Bolsonaro ouviu as palavras em silêncio, com lágrimas nos olhos, e em seguida, se despediu do público, acompanhado de Malafaia.

Saiba quem é Onyx Lorenzoni, aliado de primeira hora de Bolsonaro

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Futuro ministro da Casa Civil, deputado tem discurso antipetista

Por Paulo Victor Chagas

Conhecido pela contundência de suas opiniões contrárias aos governos do PT, o deputado federal Onyx Dornelles Lorenzoni (DEM-RS) deve assumir um dos principais cargos do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Anunciado como ministro Casa Civil, ele trabalhará, a partir de janeiro, no Palácio do Planalto, no fundo do quarto andar, bem acima do gabinete da Presidência, que ocupa todo o terceiro andar. A pasta é responsável por acompanhar, de forma integrada, as principais políticas públicas dos demais ministérios, coordenar os balanços de ações governamentais, publicar nomeações e exonerações, além de auxiliar na tomada de decisões do Chefe do Executivo.
Nascido no dia 3 de outubro de 1954, Onyx Lorenzoni tem 64 anos e construiu carreira política ao longo de vários mandatos parlamentares. Deputado federal desde 2003, ele está finalizando o quarto mandato na Câmara. Nestas eleições, foi reeleito com mais de 180 mil votos, sendo o segundo deputado mais votado do Rio Grande do Sul.

História

Entre 1995 e 2003, ele foi deputado estadual durante duas legislaturas. Formado em Veterinária e nascido em Porto Alegre, Onyx iniciou a sua atuação política como presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do estado, na década de 1980. Antes da vida pública, ele trabalhou no Hospital Veterinário Lorenzoni, empresa de que é sócio.

O parlamentar gaúcho está há 21 anos no DEM, que até o ano de 2007 se chamava Partido da Frente Liberal (PFL). Antes, era filiado ao PL. Onyx é defensor da flexibilização do Estatuto do Desarmamento e de outras posições do campo liberal e conservador, como redução da maioridade penal, contra as cotas raciais e a favor de projetos ligados à pauta ruralista.

Recentemente, foi o responsável por relatar o projeto que reunia dez medidas de combate à corrupção, que chegou ao Congresso por meio de iniciativa popular. Na atuação parlamentar, o deputado é conhecido como uma pessoa acessível à imprensa e que consegue atuar nos bastidores. “Ele é estudioso, tem dinamismo, coragem e procura estudar [os temas que precisa discutir]”, disse à Agência Brasil o deputado Darcísio Perondi (MDS), que também é do Rio Grande do Sul.

Onyx faz parte da Frente Parlamentar da Segurança Pública, conhecida como Bancada da Bala, que conta com dezenas de deputados. O grupo é coordenado pelo deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que também é cotado para assumir algum cargo no governo Bolsonaro. Crítico ao Estatuto do Desarmamento, costuma argumentar que a posse e o uso de armas de forma legalizada não está relacionada ao aumento ou redução da criminalidade no país.

Em 2014, quando a doação empresarial a campanhas eleitorais ainda era permitida, o deputado recebeu R$ 100 mil de duas das maiores empresas de armas e munições do Brasil:  a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e a Forjas Taurus S.A. Quatro anos antes, a Taurus repassou R$ 150 mil para a campanha de Onyx, mesmo valor doado pela Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições.

O deputado federal Onyx Lorenzoni acompanha senadores chilenos em visita ao candidato do PSL à Presidência da República, Jair  Bolsonaro, na Barra da Tujuca, Rio de Janeiro.
Onyx Lorenzoni acompanha senadores chilenos em visita a Jair Bolsonaro – Fernando Frazão/Agência Brasil

Posições

O deputado Efraim Filho (DEM/PB), que foi líder do Democratas na Câmara em 2017 e 2018, dez anos após ter sido liderado por Onyx, ainda no PFL, elogia a firmeza com que ele defende as posições em que acredita. Ele afirma que o parlamentar aliado de Bolsonaro teve a capacidade de se antecipar nos últimos anos a movimentos que posteriormente ganharam força a nível nacional, como as críticas ao petismo, a defesa do impeachment e o sentimento de “renovação da política” que vinha da sociedade.

Foi dessa forma que ele convenceu colegas e abriu um canal de comunicação com grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL), ainda na época das manifestações contra Dilma Rousseff. “O Onyx sempre foi um político muito convicto dos seus princípios e valores. É um visionário em termos de estratégia e articulação política. É um cara que tem uma profunda formação liberal, tendo feito diversos cursos com o partido liberal alemão”, disse.

De acordo com Efraim, as posições do futuro ministro na própria bancada do DEM são até hoje reconhecidas – como o momento em que o partido avaliava se fundir a outro para evitar a extinção. Na época, Onyx avaliou que a legenda colheria os frutos de se manter de forma firme na oposição.

“Ele conseguiu capitanear, capitalizar esse sentimento da sociedade. Acreditou nesse projeto Bolsonaro e, com justiça, hoje é apontado com articulador. Enquanto o PSDB às vezes vacilava na condução da oposição, o Onyx quando liderou o DEM nunca titubeou e sempre previu que essa agenda que ele sempre defendeu seria acolhida pela sociedade brasileira”, afirmou.

Caixa 2

Em maio do ano passado, quando vieram à tona as delações de executivos do Grupo JBS em que Onyx foi citado como tendo recebido dinheiro dos executivos, ele confessou o uso do dinheiro. Na época, deu entrevistas e gravou um vídeo reconhecendo que recebeu R$ 100 mil durante a campanha eleitoral de 2014 de um empresário e não declarou o valor na sua prestação de contas, o que configura o crime de caixa 2. O parlamentar disse que entregaria uma declaração ao Ministério Público Federal (MPF) assumindo o erro e que pagaria por ele.

Dez medidas

Após intensas negociações, o plenário da Câmara aprovou em novembro de 2016 o texto que continha dez medidas de combate à corrupção, que chegou ao Congresso com dois milhões de assinaturas. Ony foi o relator da medida. Durante a tramitação, seis medidas sugeridas pelo MPF foram retiradas, após críticas dos parlamentares. A proposta, que está parada no Senado à espera de um relator, manteve a criminalização do eleitor pela venda do voto, a transformação em crime hediondo para certos tipos de corrupção e a tipificação do caixa 2 como crime eleitoral.

Mesmo antes da relatoria, Onyx  já era apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) como um dos parlamentares mais influentes, tendo participado de 12 Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), com destaque para a dos Correios e a da Petrobras.

Coordenador de campanha

Desde que a candidatura de Jair Bolsonaro ganhou força, Onyx se tornou um aliado de primeira hora. Ainda durante a pré-candidatura à Presidência de Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara, a avaliação do deputado gaúcho e de outros integrantes do DEM era de que o partido não deveria apoiar o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. O DEM acabou compondo a coligação do presidenciável tucano, mas a cúpula do Democratas soube que haveria integrantes da sigla trabalhando pela campanha do PSL.

Nas últimas semanas, o trabalho de Onyx junto à campanha se intensificou. Foi ele o responsável, na semana passada, por organizar encontros de Bolsonaro com diferentes grupos, dentre eles a bancada da bala e integrantes do agronegócio. No último domingo (28), o próprio Bolsonaro confirmou o nome do deputado para a Casa Civil. A partir desta quarta-feira (31), o processo de transição do governo se iniciará com uma reunião entre Onyx e o atual ocupante do cargo, ministro Eliseu Padilha.

Ibaneis Rocha visita a Câmara Legislativa e começa a articular emendas ao Orçamento

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Na tribuna, o emedebista defendeu parceria com todos os deputados, sejam eles da base, da oposição ou de postura independente. Aos presentes na galeria, muitos em busca da aprovação de projeto que prorroga a validade de concurso da carreira socioeducativa, Ibaneis elogiou o pleito e disse pretender contratar todos os concursados

Por Denise Caputo

O governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) esteve na Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta terça-feira (30). A visita provocou a suspensão da sessão ordinária, marcada pela presença de centenas de pessoas nas galerias do plenário. Na tribuna, o emedebista defendeu parceria com todos os deputados, sejam eles da base, da oposição ou de postura independente. Aos presentes na galeria, muitos em busca da aprovação de projeto que prorroga a validade de concurso da carreira socioeducativa, Ibaneis elogiou o pleito e disse pretender contratar todos os concursados.

O presidente da Casa, deputado Joe Valle (PDT), elogiou a visita do governador eleito e ressaltou a independência entre os poderes. Já o deputado Raimundo Ribeiro (MDB) destacou: “É a primeira vez que um governador eleito e não empossado faz questão de vir à Casa”.

Ibaneis passou mais de uma hora em reunião fechada com os deputados. O objetivo é começar a discutir emendas ao projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2019, de forma a alinhar o texto às propostas de seu governo. Um dos projetos de interesse do governador eleito é a universidade distrital, que, segundo adiantou, conta com recursos insuficientes para o próximo ano.

Ibaneis Rocha disse ter saído “bastante otimista” da reunião. De acordo com ele, foram discutidas propostas importantes para a cidade, como o projeto da Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS) – que, conforme o presidente Joe Valle, deve ser votado em dezembro próximo. Ibaneis elogiou, ainda, a disposição do presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), Agaciel Maia, de ajudar com as alterações necessárias à LOA.

Secretariado – O governador eleito anunciou alguns nomes que devem integrar o seu governo. Ericka Filippelli (MDB) – nora de Tadeu Filippelli, também do MDB – foi anunciada como secretária da Mulher. “O convite foi feito e ela disse que aceitaria”, afirmou. Ibaneis apontou, ainda, o nome de Izídio Santos Júnior, do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF), para chefiar a Secretaria de Obras do DF, confirmando o que já havia dito o vice-governador eleito Paco Britto (Avante).

Perfil – Tendo conquistado quase 70% dos votos válidos nas urnas no domingo último (28), o advogado Ibaneis Rocha é o sétimo governador eleito por votação direta no DF. O novo governante nasceu em Brasília em 1971, mas passou a infância no interior do Piauí. Foi presidente da seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entre 2012 e 2015. Está no segundo casamento, tem dois filhos e espera o nascimento do terceiro para o final deste ano, antes da posse como governador, marcada para o dia 1º de janeiro na Câmara Legislativa.

Gestores reúnem-se para tratar sobre prazos da transição

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Gestores do governo reuniram-se na manhã desta terça-feira (30), no Palácio do Buriti, para discutir a transição. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

 

Servidores se encontraram na manhã desta terça-feira (30) no Palácio do Buriti. Objetivo é que mudança não acarrete prejuízos à população

Por Mariana Damaceno

Gestores do governo reuniram-se na manhã desta terça-feira (30), no Palácio do Buriti, para discutir a transição. 

Coordenado pelo chefe da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais, Sérgio Sampaio, o encontro teve como principal pauta os prazos para a entrega de uma série de informações que serão repassadas aos representantes da próxima gestão.

O cronograma é previsto pela Lei nº 5.647, de março de 2016, que institui a política de transição entre mandatos do Executivo local.

Entre os assuntos dos relatórios que terão de ser entregues pelos atuais gestores está o saldo em conta-corrente, a relação de contratos vigentes e o gasto com pessoal em suas referentes pastas.

Segundo Sampaio, o objetivo é garantir uma transição harmônica, sem prejuízos à população do DF.

“Nossa missão agora é criar as condições para que os que estão chegando se apropriem dos temas e passem a conhecer a máquina, para que as políticas públicas não sofram descontinuidade ao longo do próximo governo.”

Festival de Música Gospel do DF está com inscrições abertas para artistas

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Secretaria de Cultura vai selecionar cinco cantores ou bandas do DF e do Entorno para o evento, que vai ocorrer em 30 de novembro, em Planaltina

Cinco músicos do Distrito Federal ou do Entorno serão selecionados para tocar no Festival de Música Gospel do DF, em Planaltina, em 30 de novembro. O cachê será de R$ 10 mil por artista, dinheiro da Secretaria de Cultura.

Abertas nesta terça-feira (30), as inscrições vão até as 23h59 de 8 de novembro. Devem ser entregues ficha de inscrição, proposta de trabalho e outros documentos para comprovar experiência. Os formulários estão na edição do Diário Oficial do DF de hoje.

Toda solicitação de informações, bem como o envio da ficha de inscrição, da proposta de trabalho e demais documentos, devem ser feitos pelo e-mail festivalgospeldf@gmail.com ou na Secretaria de Cultura (Setor Cultural Norte, Via N2, Anexo do Teatro Nacional Cláudio Santoro).

Uma comissão da Secretaria de Cultura vai julgar nas propostas:

  • Clareza
  • Consistência
  • Coerência
  • Criatividade
  • Inovação
  • Relevância cultural
  • Experiência do artista

Anunciado para a Fazenda do DF, André Clemente diz que planos de Ibaneis cabem no orçamento

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Por Mateus Rodrigues, G1 DF – Indicado pelo governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) como futuro secretário de Fazenda do Distrito Federal, o auditor da Receita André Clemente já começou a “despachar”.

Nesta segunda-feira (28), antes da instalação oficial do gabinete de transição, Clemente se reuniu com parte da bancada do DF na Câmara dos Deputados. Ao G1, informou o resultado do encontro: R$ 790 milhões em emendas parlamentares no orçamento de 2019.

Mesmo se os valores entrarem na lei, a liberação terá que ser negociada novamente com a equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), a partir de janeiro. Clemente diz não ver problema nisso, e acredita que o orçamento idealizado por ele será suficiente para honrar as promessas feitas por Ibaneis.

“Se você não fizer todos esses ajustes, você não vai ter um orçamento novo. Um orçamento novo precisa de mais receita”, afirma Clemente.

A lista de promessas é longa e cara: redução de IPTU e IPVA aos patamares de 2010, reconstrução de casas derrubadas pela Agência de Fiscalização (Agefis), saneamento em 100% do DF, reforma do Teatro Nacional e criação de uma universidade pública distrital.

Na entrevista ao G1, André Clemente traçou as linhas gerais de como o governo pretende pagar tudo isso – ou seja, como vai reduzir gastos e aumentar ganhos. Confira abaixo:

G1: Como foi o primeiro dia de transição? O senhor já fez contato com a equipe atual, espera um compartilhamento tranquilo dos dados?

André Clemente: Sou servidor de carreira da Receita do DF, então essa equipe técnica que está lá são meus colegas. São técnicos de extrema qualidade e conhecimento, tenho certeza de que vão gerar muita informação nessa transição.

As sinalizações têm sido no sentido de transparência, disponibilidade de informações, até porque você guardar informações não traz benefício para ninguém.

G1: Já existe um plano imediato para começo do governo? Quais serão as primeiras medidas?

Clemente: A Secretaria de Fazenda é responsável pela política fiscal, por equalizar receita e despesa. Nesse cenário, temos comprometimento com o aumento de receita, que demanda algumas ações legislativas, e com a redução de gastos.

Essa [redução] será feita no primeiro dia, já com choque de gestão. A quantidade de secretarias vai depende da quantidade de políticas públicas, e do tamanho delas. Às vezes, você tem poucas secretarias, mas a estrutura é abaixo do que precisa.

Queremos secretarias necessárias e enxutas. Vamos eliminar as sobreposições, a ineficiência nos cargos.

G1: O senhor se reuniu hoje [segunda, 29] com a bancada do DF na Câmara dos Deputados. Foi uma reunião produtiva? Houve algum acordo?

Clemente: Os parlamentares destinaram R$ 790 milhões em emendas para o DF. No Legislativo local, a gente também vai trabalhar para reduzir o gasto e remanejar despesas.

Essas emendas devem ir para saúde, educação e segurança, obras habitacionais e estrutura de saneamento. Houve um apelo muito grande dos deputados para a área de educação.

G1: Mas as emendas parlamentares só são garantidas para saúde e educação. O senhor vai ter que conversar com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para confirmar esses valores, não?

Clemente: Sim. Mas a gente percebe que no nosso sistema orçamentário, ao fim dos períodos, costuma sobrar recurso. Queremos acompanhar bem de perto, para que esses recursos sejam remanejados adequadamente.

A execução dessas emendas sempre foi muito baixa. Você tem um esforço orçamentário e legislativo, inclui [no Orçamento da União] não executa.

G1: Uma das propostas mais polêmicas da campanha foi o corte nas alíquotas de IPTU e IPVA, devolvendo ao patamar de 2010. O governo Rollemberg diz que isso implica em renúncia de R$ 3 bilhões, seria quase um quinto de toda a arrecadação tributária.

Clemente: Esse cálculo está equivocado, a redução é uma questão simbólica e necessária. Esses aumentos de 2011 para cá só atrapalharam a atividade econômica do DF. Fizeram com que o cidadão entrasse em inadimplência, as empresas também.

É um paradoxo conhecido: quando mais você aumenta a carga tributária, menos arrecadação você tem. Existe um limite de impostos que a sociedade aguenta. O desemprego cresceu muito, a inadimplência aumentou e não subiu a arrecadação.

De 2014 para cá, todos os impostos subiram: ICMS, ISS, IPVA, ITBI, ITCD. As alíquotas foram aumentadas em torno de 25%, mas no IPTU, por exemplo, a inadimplência é de 50%.

G1: Outro assunto que mobilizou as campanhas foram as doações prometidas por Ibaneis, do próprio orçamento, para construir escolas, creches, casas. Já existe um modelo de como isso será feito, do ponto de vista jurídico? A gente tem ferramentas pra isso?

Clemente: Existem dispositivos na lei federal 4.320, na Lei de Responsabilidade Fiscal. O importante é observar o princípio da legalidade. Se não houver previsão legal para essa doação de pessoa física, que já existe em alguns estados, nós criaremos essa lei.

Qual é o problema de uma pessoa física, em prol do interesse comum, fazer doações ao Estado? O importante é observar os princípios de moralidade, impessoalidade, todos os princípios da administração pública.

G1: O plano de governo que os senhores apresentaram inclui muito investimento, muita ampliação e mudança em programas atuais. Isso exige dinheiro, mas a gestão atual afirma que 80%, 90% do orçamento atual tem destinação carimbada, não é flexível. Como os senhores vão se desvencilhar disso?

Clemente: No lado da despesa, existem obrigações que a gente de fato não tem como ajustar, reduzir. Mas você pode fazer cortes no custeio, que cresceu muito.

No lado da receita, temos bilhões na dívida ativa, temos dinheiro parado no orçamento. Tem dinheiro na União, repasses que o DF vem perdendo, ano após ano.

G1: Algumas dessas medidas do plano de governo já tinham sido prometidas por Agnelo Queiroz (PT) e Rodrigo Rollemberg (PSB), e nunca saíram do papel. Vender títulos da dívida ativa, promover a Cidade Digital, reduzir burocracia. Por que, agora, elas vingariam?

Clemente: Para colocar o plano em vigor, você depende de segurança jurídica. Para isso, precisa de governabilidade. O perfil do governador influencia muito, para saber se as políticas serão ou não executadas.

Você tem que negociar com a Câmara Legislativa, tem que ter secretários competentes. Muitas vezes, o problema não foi a crise e conjuntura, mas a falta de ação e capacidade política dos governadores e das equipes.

G1: O senhor foi secretário de Fazenda e de Planejamento em 2010, quando o DF teve aquela sucessão de governos Arruda, Paulo Octavio e Rogério Rosso. Segundo o Tribunal de Contas, naquele ano o governo liberou pagamentos e honrou os contratos que estavam no foco do escândalo, sob suspeição. Como o governo vai evitar esse tipo de falha?

Clemente: A lei tem restrições e prevê mecanismos para tudo isso. Em 2010, eu assumi numa época de crise, justamente por ser técnico. Foi onde nós conseguimos, realmente, regularizar as coisas que estavam sendo questionadas. Conseguimos fechar as contas com superávit. Isso que o Tribunal de Contas apontou veio de gestões anteriores.

G1: Perguntando de modo mais direto, agora que a transição vai começar, o senhor acha que o orçamento do DF é capaz de comportar todas as promessas do plano de governo? Há como reduzir impostos, aumentar investimentos e, ao mesmo tempo, manter a austeridade fiscal?

Clemente: Há, sim. Se você não fizer todos esses ajustes, você não vai ter um orçamento novo. Um orçamento novo precisa de mais receita. O problema não é que a despesa cresceu tanto, é que a receita não cresceu.

Nos últimos quatro anos, tivemos a pior arrecadação da história do DF. Historicamente, o crescimento da arrecadação acompanhava o PIB, quando não estava acima. Nesse período, a gente não acompanhou o crescimento do PIB.

Comissão que fará transição de governo do Distrito Federal é criada por decreto

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De acordo com documento publicado no Diário Oficial do DF desta terça-feira (30), sete órgãos vão compor equipe, além de representantes do governador eleito

Por Vinícius Brandão

A Comissão de Transição que fará os procedimentos de mudança da gestão Rodrigo Rollemberg para a do governador eleito, Ibaneis Rocha, foi instituída nesta terça-feira (30) por meio de decreto publicado no Diário Oficial do Distrito Federal.

A equipe vai trabalhar no Centro de Convenções Ulysses Guimarães com organização da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais. De acordo com o documento, o candidato eleito poderá indicar representantes para integrar a comissão.

Ela será composta ainda por seis órgãos, além da Casa Civil:

  • Secretaria de Fazenda
  • Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão
  • Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social
  • Secretaria de Saúde
  • Secretaria de Educação
  • Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos

A Comissão de Transição tem competência para requisitar dados e informações da administração pública do DF.

Segundo o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, a intenção é garantir que a mudança seja harmoniosa. “Disponibilizaremos estrutura física e material para os trabalhos, assim como acesso aos documentos oficiais.”

Sampaio acrescentou que Ibaneis Rocha e a equipe indicada por ele terão apoio para iniciar a nomeação de servidores.

A Comissão de Transição pode requisitar dados e informações da administração pública do DF

Como parte do processo de transição, o governador eleito vai precisar contatar a Câmara Legislativa do DF para fazer emendas no orçamento aprovado em julho deste ano.

De acordo com o chefe da Casa Civil, é normal que essa etapa ocorra em mudanças de gestões administrativas. “Mas apenas para realocar os recursos de uma área para outra. Não é permitido aumentar o orçamento”, explicou.

O decreto determina que a Comissão de Transição elabore relatório final até 20 de dezembro de 2018, quando encerrará as atividades.

Governador eleito, Ibaneis vai ao Planalto pedir pelo Distrito Federal

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Por Marcelo Brandão

O governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, reuniu-se com o presidente Michel Temer na tarde desta segunda-feira (29). No encontro, pediu providências para viabilizar medidas para aumentar a arrecadação do DF. Uma delas é a revisão do fundo constitucional. Ibaneis quer mais verba para contratar policiais militares com os recursos do fundo.
“Aqui temos uma diminuição do fundo constitucional a todo tempo. Porque toda vez que um policial se aposenta, esses recursos saem do fundo. Então eu tenho que contratar um novo policial e os recursos continuam lá. Então a análise que vai ser feita dentro do governo para que os aposentados passem a ser remunerados pelo regime de Previdência do governo federal, liberando os recursos para que a gente possa contratar novos policiais e melhorar a segurança”, disse o governador eleito.Os fundos constitucionais são formados por 1% da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e têm como objetivo fomentar projetos nas regiões menos desenvolvidas do país.

Zona de livre comércio

Ibaneis também conversou com Temer sobre a zona de livre comércio que quer implantar no DF. O novo governador quer abrir mão de impostos em troca de maior fluxo comercial na região. Sua ideia é aumentar o comércio, sobretudo, com as regiões Norte e Nordeste.

“Vai facilitar o comércio no Distrito Federal e nos transformará num hub de distribuição de produtos, principalmente para o Norte e para o Nordeste. Brasília precisa deixar de ser dependente do governo federal e partir para assumir sua característica, que é uma cidade de integração nacional”, disse. Segundo ele, Temer “mandou preparar as medidas necessárias” para encaminhar a pauta ao Congresso Nacional.

O governador eleito disse que Temer se mostrou disposto a ajudar nesses últimos meses de governo. “Ele quer ajudar o Distrito Federal. Acho que nesses dois meses já começa um trabalho, que continuará com Jair Bolsonaro”. Ibaneis acrescentou que as medidas que pleiteia não dependem do atual governador, Rodrigo Rollemberg, mas conta com Rollemberg, a quem derrotou nas urnas, se for necessário.

“Tenho certeza que o governador Rollemberg quer o bem do Distrito Federal. Eu tenho certeza que qualquer medida que precisar do apoio dele, ele nos apoiará. Ele é um democrata, uma pessoa do bem, que gosta do Distrito Federal”.

Aumento do limite de financiamento de imóveis começa a vigorar hoje

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A elevação dos limites de financiamento de imóveis pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) começa a valer a partir de hoje (30). A medida estava prevista para entrar em vigor em janeiro, mas a antecipação foi definida durante reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Ontem (29), o CMN se reuniu em Brasília. Com a medida, os mutuários poderão financiar imóveis de até R$ 1,5 milhão com juros menores que as taxas de mercado, em todo o país.

Atualmente o teto para financiamentos do SFH corresponde a R$ 950 mil nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Nas demais localidades do país, o limite de financiamento é R$ 800 mil.

Concedidos com recursos do Fundo de garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da poupança, os financiamentos do SFH cobram juros de até 12% ao ano. Acima desses valores, valem as normas do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), com taxas mais altas e definidas livremente pelo mercado.

O chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro, João André Pereira, disse que a antecipação do novo teto foi uma demanda dos próprios bancos, que não precisarão atualizar os sistemas para se adaptar à elevação do limite, e que a medida é relevante para o mercado como um todo.

Teto permanente

Em novembro de 2016, o CMN tinha reajustado o teto de financiamento de imóveis pelo SFH de R$ 650 mil para R$ 800 mil na maior parte do país, e de R$ 750 mil para R$ 950 mil no Distrito Federal, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em fevereiro do ano passado, o limite foi reajustado para R$ 1,5 milhão por unidade em todas as regiões do país, valor que vigorou até o fim do ano passado.

Em janeiro deste ano, tinham passado a valer o teto anterior, de R$ 950 mil para quatro unidades da Federação, e de R$ 750 mil no restante do país. A restauração do limite de R$ 1,5 milhão tinha sido anunciada no fim de julho, para entrar em vigor em janeiro. Segundo o BC, o novo teto unificado será permanente.

*Com informações de Wellton Máximo

Concurso de beleza Top Cufa chega a grande final

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Evento que acontece no JK Shopping terá a participação do cantor MV Bill e de artistas locais

A última seletiva do concurso de beleza Top Cufa já tem data para acontecer, a final que irá eleger as duas vencedoras, vai contar com uma programação especial e convidados de peso que prometem agitar a praça central do JK Shopping, no dia 03 de novembro, a partir das 18h. O evento idealizado pela Central Única das Favelas (CUFA), visa ressaltar o empoderamento feminino das mulheres de comunidades e entorno do DF. Ao todo, 32 candidatas da periferia e entorno do DF disputam o Top Cufa, 16 na categorias Street Style (16 a 25 anos), representando toda a pluralidade da moda, cultura e estilo das ruas, e 16 na categoria Fashion (16 a 22 anos), para as garotas que se enquadram no universo das passarelas.

Na ocasião, as candidatas irão desfilar para um seleto júri, composto por uma equipe de especialistas no assunto. O destaque fica para o fundador da Cufa, Celso Athayde que virá do Rio de Janeiro, especialmente para participar do evento.

“A grande final promete ser ainda melhor que a primeira seletiva. As meninas já passaram por um workshop, ministrado pela produtora e ativista Cleudes Pessoa e virão ainda mais preparadas e empoderadas para o desfile, que garanto, será um show! Isso sem falar das atrações fantásticas que teremos na programação”, afirma Bruno Kesseler, Presidente da Cufa DF.

Programação

Para começar, a abertura do concurso fica por conta da apresentadora Bella Boreli e do rapper MV Bill, que também virá especialmente a Brasília para participar do evento. O desfile acontece ao som da DJ Donna, que trará em seu set list sucessos que “bombam” nas pistas de dança. Os shows ficam por conta das cantores Thabata Lorena, Martinha do Coco e do grupo Contém Dendê, trazendo importantes referências da cultura popular e urbana. E para fechar com chave de ouro o cantor MV Bill canta para o público, após o resultado da grande final. A programação é gratuita, e se estende até às 22h.

Serviço – Grande Final Top Cufa DF:

Data: 03/11 (sábado)

Horário: 18h às 22h

Local: JK Shopping

Atrações musicais: DJ Donna, MV Bill, Martinha do Coco, Thabata Lorena e grupo Contém Dendê

Entrada: franca