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Câmara Legislativa | De olho na Presidência da CLDF, Delmasso defende reforma tributária

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O deputado distrital reeleito Rodrigo Delmasso (PRB) foi entrevistado pelo Metrópoles nesta segunda-feira (19/11) Michael Melo/Metrópoles

Por Caio Barbieri e Isadora Teixeira, do Metropoles

O deputado distrital reeleito Rodrigo Delmasso (PRB) se adianta nos bastidores a fim de se viabilizar como candidato à presidência da Câmara Legislativa (CLDF). Em entrevista ao Metrópoles nesta segunda-feira (19/11), o parlamentar defendeu uma reforma tributária para equiparar os impostos do Distrito Federal aos de Goiás.

Segundo Delmasso, colocar a mudança dos tributos em pauta é uma das medidas necessárias para alçar a CLDF como protagonista no combate aos principais problemas da cidade. Além disso, ele defende como seus pilares para a chefia da Casa: o fortalecimento do mandato dos deputados e a aproximação da Câmara à população.

“Há 330 mil desempregados. Qual é a solução que queremos pautar? Fazer discussão de uma reforma tributária distrital mais competitiva para valorizar o poder aquisitivo do brasiliense”, defendeu.

Delmasso tem articulado a sua candidatura para a presidência no próximo biênio (2019-2020). O deputado contou ter conversado com todos os futuros colegas, faltando apenas os representantes do PT, do PSol e Agaciel Maia (PR), outro possível concorrente.

O distrital conta com apoio da base evangélica, que contará com um número menor de representantes a partir do ano que vem, quando passará de nove a cinco deputados. Delmasso, porém, pondera não ser “intransigente” e diz que se a maioria dos colegas entenderem que o seu nome não é o melhor, não terá problema em apoiar outro. “É importante que o próximo presidente garanta harmonia entre os poderes e a independência da Casa”, pontuou.

Caso a ideia não vá para frente, Delmasso faz outros planos. “Tenho projeto de voltar a ser presidente da Comissão de Fiscalização e da Comissão de Segurança”, afirmou.

O comandante da CLDF é responsável pela direção dos trabalhos legislativos e dos serviços administrativos. É prerrogativa dele, por exemplo, pautar os projetos que vão a plenário e autorizar as nomeações de cargos de confiança, inclusive nos gabinetes dos próprios colegas. Também disputam a cobiçada cadeira: Agaciel Maia (PR), Rafael Prudente (MDB), Reginaldo Veras (PDT) e Cláudio Abrantes (PDT).

Nascido em Maringá (PR), Rodrigo Delmasso é representante da igreja Sara Nossa Terra, presidida pelo bispo Robson Rodovalho. Com o apoio da entidade, ele foi reeleito para o mandato e obteve 23.227 votos, a quinta maior votação.

Pautas

Delmasso também se posicionou a respeito de discussões polêmicas. Sobre a verba indenizatória, mostrou-se contrário, defendendo a cota parlamentar como substituição do benefício. “Queremos seguir o padrão da Câmara federal, onde cada parlamentar tenha uma cota de serviços da Casa”, explicou.

Entretanto, o parlamentar defendeu os cargos comissionados. De acordo com ele, a CLDF consegue cumprir a regra de destinação de 50% das vagas para servidores concursados. “Nós conseguimos cumprir essa meta. Eu acredito que não se pode engessar o parlamentar”, afirmou.

Sobre possíveis confrontos em 2019 na hora de discutir pautas como a da Escola Sem Partido, Delmasso disse ser natural haver embates, principalmente entre quem defende projetos conservadores e liberais. “Uma coisa que quero deixar claro é que quem estiver na presidência não pode utilizar dessa força para aprovar suas pautas. Qualquer discurso não será do deputado x, mas do presidente da Casa”, ponderou.

Maldição

Quem ocupou a cadeira de presidente da CLDF passou por maus-bocados após a experiência. Os mais recentes provam isso. Celina Leão (PP), por exemplo, foi alvo de um escândalo de corrupção que desencadeou a Operação Drácon. Após ser afastada da função pela Justiça, Juarezão (PSB) assumiu e não conseguiu se reeleger nas eleições de 2018.

O atual presidente da CLDF, Joe Valle (PDT), não se candidatou no último pleito e se mostra distante da futura gestão do governador eleito Ibaneis Rocha (MDB). Questionado sobre o assunto, Delmasso disse ser “especialista em quebra de maldição“. “Quem passou pela cadeira, teve alguns problemas, mas acredito que quem for para lá fazer um projeto da Câmara e não pessoal, vamos conseguir quebrar a maldição”, assegurou.

Moro coordenará grupo de combate à corrupção na equipe de transição

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Por Carolina Gonçalves

A nomeação do juiz federal Sergio Moro como coordenador do Grupo Técnico de Justiça, Segurança e Combate à Corrupção do Gabinete de Transição Governamental está publicada no Diário Oficial da União de hoje (20), seção 2, página 2.
Ontem (19), foi publicada a exoneração – a pedido – de Moro, que, depois de 22 anos de magistratura, decidiu aceitar o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça, que será ampliado.

A disposição de Bolsonaro é que Moro coordene ações de combate à corrupção e ao crime organizado, para tanto o Ministério da Justiça deverá incorporar a Secretaria de Segurança Pública e parte das atribuições da Controladoria-Geral da União e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Moro disse ontem que pode anunciar ainda esta semana o nome do novo diretor-geral da Polícia Federal.

Ele pretende se reunir com os ministros da Justiça, Torquato Jardim, e da Segurança Pública, Raul Jungmann, para tratar do assunto.

Tribunal de Contas do DF vai apreciar Contas de Governo de 2017 na próxima semana

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Na próxima semana, o Tribunal de Contas do Distrito Federal vai realizar uma sessão especial para apreciar as contas do penúltimo ano de gestão do governador Rodrigo Rollemberg. O TCDF vai analisar a execução do orçamento e dos programas de governo do Distrito Federal relativos ao exercício de 2017, no dia 22 de novembro, às 14h, no plenário.

A análise prévia foi feita pela Secretaria de Macroavaliação da Gestão Pública do TCDF, sob a supervisão do relator, Conselheiro Márcio Michel. O material é baseado nas informações enviadas pelo Poder Executivo à Câmara Legislativa na prestação de contas anual e em documentos encaminhados pelas unidades que compõem o GDF. A equipe técnica utiliza, ainda, dados obtidos diretamente no Sistema Integrado de Gestão Governamental (SIGGO) e no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI).

Essas informações são analisadas em conjunto com vários processos e procedimentos de fiscalização realizados pelo TCDF, como as auditorias no Pró-DF e no Programa de Transporte Urbano do DF e a inspeção nas instalações físicas das escolas da Rede Pública de Ensino.

O Relatório Analítico e Projeto de Parecer Prévio (RAPP) relativo às contas de 2017 também apresenta a avaliação do patrimônio do GDF, das demonstrações contábeis e das gestões fiscal, orçamentária e financeira, a exemplo das despesas com pessoal e com licitações, dos gastos com publicidade e propaganda, além dos resultados por área de governo.

Serviço
Sessão Especial de Apreciação das Contas de 2017
Data: 22 de novembro de 2018, às 14h
Local: Plenário do TCDF
Processo 39623/17

Bolsonaro terá uma série de reuniões na próxima semana em Brasília

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O presidente eleito Jair Bolsonaro – Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

O presidente eleito Jair Bolsonaro passará três dias da próxima semana em Brasília. Na agenda de compromissos, conversas com a procuradora-geral da República, Raquel Dogde e visita ao Tribunal de Contas da União (TCU), além de reuniões no gabinete de transição. Está prevista também a participação de Bolsonaro no fórum de governadores do Nordeste. O presidente eleito deverá ficar de terça-feira (20) a quinta-feira (22) na capital federal.

Bolsonaro deverá desembarcar em Brasília na manhã de terça-feira (20) e se reunir logo cedo com o ministro da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário. Inicialmente, o presidente eleito anunciou que parte da CGU poderá ser absorvida pelo Ministério da Justiça. A definição está em aberto.

Também para a terça-feira estão previstas reuniões com o ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, e representantes da Associação das Santas Casas do Brasil, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB).

As reuniões com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Raimundo Carreiro, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, estão previstas para a tarde de terça-feira.

Na quarta-feira (21), Bolsonaro deverá se reunir com os governadores eleitos e reeleitos do Nordeste. Na semana passada, o governador do Piauí, Wellington Dias, confirmou o encontro, uma vez que, entre os governadores da região, ele foi o único que pôde comparecer ao encontro de governadores eleitos promovido em Brasília pelos futuros governadores de São Paulo, João Doria, e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.

Há ainda a possibilidade. não confirmada oficialmente, de o presidente eleito ir para São Paulo. Bolsonaro deverá ser submetido a uma bateria de exames, no Hospital Albert Einstein, para preparar a retirada da bolsa de colostomia. A cirurgia para remoção da bolsa está prevista para 12 de dezembro.

Thompson Flores assina exoneração de Sérgio Moro

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O futuro ministro da Justiça, juiz federal Sérgio Moro, durante coletiva de imprensa após reunião com o atual ministro da pasta, Torquato Jardim.

Pedido foi encaminhado pelo juiz, convidado para assumir a Justiça

O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador Thompson Flores, assinou hoje (16) a exoneração do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em 1º grau. O pedido foi encaminhado por Moro, convidado para assumir o Ministério da Justiça no governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro.
Thompson Flores recebeu na manhã desta sexta-feira (16) o pedido de exoneração. O prazo de vigência da medida é a partir de segunda-feira (19).

Moro argumentou que pretende “organizar a transição e as futuras ações do Ministério da Justiça”. “Houve quem reclamasse que eu, mesmo em férias, afastado da jurisdição e sem assumir cargo executivo, não poderia sequer participar do planejamento de ações do futuro governo”, diz o juiz no pedido.

O juiz federal citou seu orgulho por ter exercido a magistratura por mais de duas décadas. “Destaco meu orgulho pessoal de ter exercido durante 22 anos o cargo de juiz federal e de ter integrado os quadros da Justiça Federal brasileira, verdadeira instituição republicana.”

Sérgio Moro foi convidado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, para assumir o Ministério da Justiça, cujo foco será concentrado em duas frentes: o combate à corrupção e ao crime organizado. A pasta deverá agregar o Ministério da Segurança Pública e parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Substituição

Após a publicação do ato de exoneração do magistrado federal no Diário Oficial da União (DOU), o edital para concurso de remoção deve ser publicado. A remoção é um concurso interno entre magistrados da Justiça Federal da 4ª Região, para preenchimento de vagas.

Depois da publicação do edital, os juízes federais que desejarem concorrer à vaga de remoção têm o prazo de 10 dias para manifestação de interesse e três dias para desistência. Depois o processo é instruído e deve ter a duração de cerca de um mês.

O candidato deve ser escolhido de acordo com o critério da antiguidade. Primeiro leva-se em conta o tempo no cargo de juiz federal na 4ª Região. Depois, a antiguidade no exercício no cargo de juiz federal substituto na 4ª Região e, por fim, o critério de classificação no concurso público.

Até o preenchimento da vaga de juiz federal na vara em que houve pedido de exoneração do magistrado, a substituição até o exercício do novo juiz titular fica a cargo do juiz federal substituto da própria vara. Não há redistribuição de processos, eles continuam atribuídos ao Juízo Federal, ou seja, a 13ª Vara Federal de Curitiba.

Ibaneis convida vice-presidente da Caixa para assumir presidência do BRB

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Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa tem larga experiência em gestão
Por Cláudio Humberto

Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa desenvolveu marcante trabalho na área de inovação, como vice-presidente da Caixa.

O governador eleito do Distrito Federa , Ibaneis Rocha (MDB), convidou Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa para assumir a presidência do BRB, o Banco de Brasília, durante o seu governo. Paulo Henrique aceitou o convite.

Atualmente, ele é vice-Presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital da Caixa Econômica Federal, onde é o responsável pela gestão da rede de varejo da Caixa com 55 mil pontos de venda, 66 mil empregados e 91 milhões de clientes e de definição das estratégias de clientes, canais e transformação digital da instituição.

Em seis meses na Caixa, o futuro presidente do BRB multiplicou as agências digitais de 8 para 70 e liderou iniciativas que fizeram aumentar a contratação dos principais produtos de crédito do banco entre 30% e 400% e reduzir a inadimplência da carteira de crédito de 3,08% para 2,25%.

Profissional com 20 de anos de experiência na indústrias bancária, de seguros, de investimentos e de saúde, o futuro presidente do BRB é formado em Administração de Empresas pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduações em Desenvolvimento Gerencial pela EAESP/FGV e em Inovação Corporativa pela Stanford University, mestrado em Administração de Empresas pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e mestrado executivo em administração na Kellogg School of Management, nos Estados Unidos.

Diretores do Banco Central colocam-se à disposição para permanecer nos cargos

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Por Kelly Oliveira

Os atuais diretores do Banco Central (BC) colocaram-se à disposição do presidente indicado para a instituição, Roberto Campos Neto.
Em nota, o BC diz que, em particular, o diretor de Política Econômica, Carlos Viana de Carvalho, já chegou a entendimento com o presidente indicado do BC para permanecer no cargo “por tempo considerável”.

Ontem, a equipe de transição do presidente Jair Bolsonaro confirmou a indicação de Campos Neto para o comando do BC, a partir de janeiro.

Executivo do Banco Santander e neto do ex-ministro Roberto Campos, Campos Neto substituirá Ilan Goldfajn, que não aceitou o convite para permanecer no cargo. Formado em economia, com especialização em finanças, pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, Campos Neto tem 49 anos.

Para assumir o cargo de presidente do BC, Campos Neto precisa ser sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e ter seu nome aprovado. O plenário da Casa também precisa referendar a indicação. O cargo de presidente do Banco Central tem status de ministro.

Distrito Federal registra desigualdade maior que restante do país

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Brasília não é ilha da fantasia, diz presidente da Codeplan

Por Gilberto Costa

A visão de que Brasília é uma ilha da fantasia, onde se vive em condição muito melhor do que em outras partes do país, é uma ideia que desconsidera a maioria da população do Distrito Federal, defende o cientista político Lúcio Rennó, presidente Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). O órgão é responsável, entre outras atribuições, por estudos e análises sociais, econômicas, demográficas, além de avaliar políticas públicas para o governo do DF.
O Distrito Federal registra desigualdade maior do que o resto do país e da região Centro-Oeste. O Índice de Gini – medida de desigualdade que varia de 0 a 1 (0 é o ideal de igualdade e 1 é o pior grau de desigualdade) – foi 0,602 em 2017, enquanto no país o índice foi 0,549 e no Centro-Oeste, 0,536. Os dados fazem parte do estudo Projeções e Cenários do DF.

“Quem fala que é uma ilha da fantasia está se referindo às regiões administrativas do Plano Piloto, do Lago Sul e do Lago Norte – esse centro muito pequeno do Distrito Federal onde há uma população que sim tem uma renda diferenciada da média do Brasil, uma alta qualidade de vida”, afirma Segundo Lúcio Rennó.

Um dado ilustra a desigualdade. Em 2017, caiu o número de pessoas que usaram ônibus em cerca de 9%. No mesmo ano, cresceu em 3,11% a frota de carros emplacados do DF.
Segundo Rennó, de um lado estão pessoas com dificuldades para pagar a passagem de ônibus, R$ 10 ida e volta das regiões administrativas antigamente chamadas “cidades-satélites” e o Plano Piloto, de outro estão os cidadãos que podem comprar carro novo. Mantida a tendência de aquisição de automóvel, em 2025 a taxa de pessoa por carro será menos que um passageiro e um motorista (taxa de 1,6).

Demandas Sociais

Além da mobilidade, a capital federal do Brasil terá de fazer grande esforço zerar problemas de assistência à saúde, universalizar a educação básica e resolver o déficit habitacional.
Conforme os dados da Codeplan, a cidade precisa criar 70,5 mil creches para atender todas as crianças de 0 a 3 anos até 2024 e atingir metas nacionais de educação. No mesmo período, para pré-escola (4 e 5 anos) serão necessárias 16,5 mil vagas; e para o ensino médio, 43,9 mil vagas. As projeções não identificaram necessidade de vagas para outros níveis de ensino.
No caso das metas de atendimento da saúde pública, há necessidade de ampliação da oferta de mais 550 leitos até 2025; da contratação de 50 equipes de saúde da Família (com médico, enfermeiro, auxiliar e agentes de saúde), e da contratação de quase 200 equipes para saúde bucal.
O cálculo da Codeplan é de que o déficit habitacional esteja em 2020 em 126 mil domicílios e possa chegar a 133,8 em 2025.
A Codeplan prevê aumento expressivo e acelerado do número de pessoas idosas no DF. Em 2015, haviam 35,7 pessoas com 60 anos ou mais para cada grupo 100 crianças e jovens. Em 2025, a relação será de 75,2 para cada grupo 100 crianças e jovens.

Ocupação, crescimento e arrecadação

Se as necessidades assistência à população em diferentes áreas é dada como certa, não há sinal seguro na economia de que nos próximos anos Brasília consiga ter intenso crescimento econômico, geração de emprego e aumento de arrecadação para atender as demandas sociais da população.
Segundo a Codeplan, até 2022 a arrecadação deverá crescer 1,8% ao ano (2,5% em cenário otimista e 1,1% em cenário pessimista). A desocupação deverá permanecer na casa de dois dígitos nos próximos quatro anos. Num cenário otimista, 11,2% não terão nem emprego nem trabalho informal no DF em 2022. Em perspectiva pessimista, a desocupação chegará a 20,5.
Naquele ano, o Produto Interno Bruto do DF crescerá no máximo a uma taxa de 3,87%; no mínimo, 2,78%.

Delmasso destina recursos para instalação de bases do SAMU em cinco cidades do DF

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Por Viviane Fortes

Ter melhores condições para os profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) é essencial para garantir a qualidade no atendimento aos pacientes do DF. O deputado distrital Rodrigo Delmasso (PRB) destinou emenda parlamentar no valor de  R$ 1 milhão e 800 mil, para a instalação de bases do SAMU em cinco cidades: Taguatinga, Ceilândia, Sobradinho, Guará e Riacho Fundo I, para 2019.

Os recursos já foram protocolados na Câmara Legislativa.

Segundo Delmasso, as bases do SAMU que serão entregues a população contribuirão para que o serviço seja prestado de forma mais rápida e com qualidade.

“A instalação das novas bases do SAMU garantirá a qualidade no atendimento aos pacientes, o conforto e a segurança dos profissionais, e também armazenamento e guarda dos equipamentos em local apropriado”, disse.

Conexão Cultura leva Grupo Patubatê para representar Brasília na Colômbia

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Programa visa incentivar o mercado criativo no País e no exterior
Por Cibele Moreira e Dávini Ribeiro

O grupo percussivo brasiliense Patubatê tem movimentado a economia criativa dentro e fora do Brasil. Selecionados pelo programa Conexão Cultura, os músicos levaram para a Colômbia os ritmos da música brasileira.

Na ativa há mais de 19 anos, o Patubatê é conhecido no Brasil e no mundo por fazer música com instrumentos inusitados a partir do reaproveitamento de sucatas como latas, tonéis, baldes, panelas e peças de automóveis.

Os músicos tocam ritmos brasileiros, como maracatu, samba funk, afro, ijexá, carimbó e ciranda, sempre com percussão e o DJ de música eletrônica.

A performance no evento Circulart, em Medellín, na Colômbia, proporcionou o intercâmbio de conhecimento e a promoção do trabalho feito na música alternativa do Distrito Federal.

Para Fred Magalhães, integrante e um dos fundadores do grupo, a presença na feira internacional abre portas para outros eventos no exterior.

Fomos preparados para formatar o negócio de forma organizada e lucrativaFred Magalhães, integrante e um dos fundadores do grupo

“A gente participou de rodada de negócio, ministramos oficinas e mostramos como é feito esse trabalho que vai além de criar música com materiais recicláveis”.

Além do núcleo formado por três percussionistas e um DJ, o Patubatê tem uma microempresa que administra todos os projetos e as apresentações musicais.

O programa Território Criativo, da Secretaria de Cultura, contribuiu para o crescimento da banda com cursos voltados para a gestão de negócios no mercado criativo no Distrito Federal.

Além das apresentações musicais, o Patubatê ministra oficinas de formação. Foi daí que surgiu o Bloco Sustentável, grupo percussivo e carnavalesco que anima foliões pelas ruas de Brasília no carnaval.

As aulas são gratuitas, e qualquer pessoa acima dos 12 anos pode participar. Mais informações no site do grupo.

Economia criativa no DF emprega mais que outras unidades da Federação

Estudo divulgado em agosto, pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), mostra que a participação da economia criativa no mercado formal de trabalho em Brasília é expressiva, quando comparada à de outras unidades da Federação.

Em 2016, o DF ocupava a terceira posição no ranking da participação da economia criativa no mercado de trabalho formal — quando alcançava 4% do total de empregados. Perdia apenas para o Amazonas — com 6,8% — e São Paulo — com 4,5%.

No total, mais de 40 mil profissionais atuam nesse segmento em Brasília, e os maiores empregadores foram identificados nas áreas de audiovisual, mídia interativa e educação cultural.

Outra característica demonstrada no documento diz respeito à remuneração: os funcionários que trabalham em ocupações criativas e nas áreas culturais recebem mais, em média, do que os demais trabalhadores.

“Isso mostra que o DF tem tendência de especialização no setor, ao empregar número considerável de pessoas com boa remuneração, um círculo virtuoso em que se encontra alta qualificação, alta produtividade e um mercado de tamanho importante na economia”, considera Clarissa Schlabitz, gerente de Contas e Estudos Setoriais da Codeplan.