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GDF coloca Defesa Civil à disposição após rompimento em Brumadinho (MG)

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Serviços e profissionais poderão ser deslocados para o município mineiro a depender das necessidades locais

O Governo do Distrito Federal (GDF) colocou à disposição de Brumadinho (MG) e da população mineira os serviços da Defesa Civil e dos órgãos da Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social (SSP) para colaborar, de todas as formas, após o rompimento de uma barragem na região, nesta sexta-feira (25/1). Há centenas de desaparecidos no município.

A Defesa Civil do DF se prontificou a fornecer ajuda técnica e humanitária. O órgão aguarda possíveis pedidos e demandas do governo mineiro a respeito das necessidades do município, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O envio de profissionais legistas e cachorros para a possível identificação, busca e resgate de sobreviventes estão entre os serviços disponibilizados a pedido do governador Ibaneis Rocha.

“Estamos prontos para ajudar os mineiros no que precisar. O Distrito Federal será solidário e está pronto para contribuir na forma que o governo de Minas Gerais achar necessário, seja com homens, maquinário ou até mesmo promovendo campanha de arrecadação de donativos. Vamos acompanhar essa tragédia, não apenas lamentando o ocorrido, mas participando da recuperação em todas as áreas que pudermos ajudar”, afirma o governador.

“Vamos acompanhar essa tragédia, não apenas lamentando o ocorrido, mas participando da recuperação em todas as áreas que pudermos ajudar”Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal

Coordenadores da Defesa Civil Nacional e de diversos estados como São Paulo, Bahia, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Pará, Santa Catarina e Ceará estão em contato desde cedo para alinhar possíveis socorros.

“O governador Ibaneis Rocha coloca a Defesa Civil e a secretaria [de Segurança Pública] à disposição. Podemos ajudar da forma que eles precisarem, seja com arrecadação de alimentos, água ou envio de pessoal. Nesse momento temos que dar as mãos e qualquer ajuda conta”, reforça Anderson Torres, secretário de Segurança Pública.

Sete governadores já decretaram estado de calamidade financeira

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Endividamento dos estados vai pautar o Congresso

Por Gilberto Costa

As demandas dos estados reforçarão a agenda de ajuste fiscal que o governo federal deverá propor ao Legislativo, inclusive a emenda constitucional para a reforma da Previdência Social. Conforme Antônio Augusto de Queiroz, que há mais de 30 anos acompanha o Congresso pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), “a situação quase endêmica das finanças estaduais vai abrir uma repactuação com a União”.

Segundo ele, o governo federal e os governos estaduais atuarão em conjunto no Congresso em favor de “compromissos coincidentes” e de um “pacto de esforço sistêmico e sintonizado” para privatizações de companhias estatais, controle de despesas, revisão do regime jurídico do funcionalismo público e outras reformas fiscais.

Crise gigantesca

Necessitando de soluções urgentes, a situação dos estados foi se deteriorando nos últimos anos com o aumento de gasto previdenciário. O quadro fiscal se agravou com a recessão econômica, desde o último trimestre de 2014, que afetou a receita. “Essas duas coisas é que fizeram os estados como um todo entrassem numa crise financeira gigantesca”, assinala o economista Raul Veloso, especialista em finanças públicas.

A necessidade de ajustamento das contas públicas dos estados é estudada por órgãos de monitoramento, política monetária e controle fiscal no âmbito federal. Segundo o IFI, do Senado Federal, a dívida consolidada líquida de todos os estados evoluiu de R$ 353,2 bilhões em 2009 para R$ 746,4 bilhões em agosto de 2018.

Em análise sobre a capacidade de pagamento dos estados feita pelo Tesouro Nacional, e publicada no Guia para o Governador, apenas o Espírito Santo obteve nota “A”. O resultado de cada estado computou os indicadores de endividamento, de poupança corrente, e de liquidez. Os piores resultados foram para o Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Estados ricos

O Banco Central também monitora as estatísticas fiscais das unidades da Federação. Planilha publicada no final de 2018 chama atenção para a contabilidade dos estados mais ricos. Segundo a Tabela 29, de estatísticas fiscais regionais, a dívida líquida do Rio de Janeiro em novembro passado era 57,4% acima que a receita. No caso do Rio Grande do Sul, o percentual era de 38,3%; São Paulo, 22,9%; e Minas 21,6%.

Fábio Klein, analista sênior de finanças públicas da consultoria Tendências, explica que além das dificuldades comuns – como gastos previdenciários, folha de pagamento dos servidores em alta, e recessão -, esses estados foram os que mais sofreram com a diminuição da atividade industrial por causa da crise e a respectiva baixa na arrecadação. No caso do estado do Rio de Janeiro, ele acrescenta que o desequilíbrio piorou a perda de arrecadação de royalties e os elevados gastos para a realização das Olimpíadas (2016).

O analista espera que em eventual repactuação da dívida entre estados e a União, os novos governadores assumam postura diferente dos seus antecessores “Na história, o que eu vejo é sempre assim: os estados sempre batem a porta da União pedindo ajuda, mas sempre postergam os movimentos de ajuste. Os estados querem todos os benefícios, mas na hora de fazer a dura lição de casa, não vemos esse movimento”.

Até o momento, sete unidades da Federação decretaram estado de calamidade. Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro (pela segunda vez) fizeram no final do ano passado. Rio Grande do Norte, Roraima, Mato Grosso e Goiás neste ano.

Ao decretar estado de calamidade, o governador ganha liberdade para descumprir os limites de gasto da Lei de Responsabilidade Fiscal, rever metas, repactuar dívidas e pagamentos. Além desse recurso, os estados podem aderir ao Regime de Recuperação Fiscal e deixar de pagar por três anos (prorrogáveis pelo mesmo período) a dívida junto ao Tesouro Nacional e até contrair novo empréstimo.

Até o momento, apenas o Rio de Janeiro aderiu. O especialista Raul Veloso chama atenção para que o estado cumpra um programa de ajuste. “É uma redução de aperto para voltar a respirar. Mas nada é de graça. Quando voltar a fazer os pagamentos, a dívida que não foi paga por acordo estará maior”, afirma.

Governador comemora ampliação de modelo do Instituto Hospital de Base (IHB)

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Foto: Andre Borges/Agência Brasília
Descrição da legenda.

Ibaneis Rocha destacou as emendas aprovadas em votação na Câmara Legislativa do DF que preveem maior transparência na gestão das unidades hospitalares

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, comemorou a aprovação do Projeto de Lei 1/2019, que estende o modelo de gestão do Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (IGESDF) – antigo Instituto Hospital de Base (IHB) – a outras unidades da Secretaria de Saúde do DF.

Apoiado pela maioria dos parlamentares da Câmara Legislativa (CLDF), o Projeto de Lei repetirá o formato de administração do IGESDF para as seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Hospital Regional de Santa Maria.

“Estou feliz com o projeto. Em determinados momentos [houve] até um desgaste, mas entendo que vale a pena porque é pela sociedade do Distrito Federal”, destacou o governador durante inauguração do 10º Papa Entulho da capital, em evento na Administração Regional de Ceilândia.

O GDF considera o resultado um importante voto de confiança para os avanços que serão realizados na Saúde do DF.

Melhorias

Para o governador, o projeto de lei foi aprimorado a partir das emendas aprovadas pelos deputados distritais. Inicialmente, o texto previa a inclusão de todos os hospitais regionais da rede pública no modelo de gestão. No entanto, um acordo entre deputados da base aliada e oposição reduziu a expansão apenas ao da Santa Maria.

Dentro das emendas acrescentadas ao texto estão previstas a sabatina do presidente do instituto na Câmara Legislativa, o encaminhamento da prestação de contas e divulgação das compras e contratações das unidades hospitalares.

“O debate dentro da Câmara [Legislativa] é muito importante exatamente por isso. As emendas trouxeram aquilo que eu sempre falava. O Instituto precisava de mais transparência, tinha que mostrar para a sociedade como fazia suas contratações e compras”, apontou.

“O debate dentro da Câmara é muito importante exatamente por isso. As emendas trouxeram aquilo que eu sempre falava. O Instituto precisava de mais transparência, tinha que mostrar para a sociedade como fazia suas contratações e compras”Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal

As mudanças no sistema de saúde do DF vão permitir melhor funcionamento das UPAs e o recebimento de verbas do governo federal a partir da atividade completa dessas unidades de pronto atendimento. “Serão R$ 600 mil reais a mais que cada UPA vai receber. Contamos com uma melhoria muito rápida do atendimento no DF”, destacou.

O próximo passo após a aprovação do projeto será um encontro entre Ibaneis Rocha e o secretário de saúde Osnei Okumoto. Na reunião será discutido o cronograma e as próximas ações para o setor.

Entenda o modelo IHB

O Instituto Hospital de Base nunca deixou de ser da rede da Secretaria de Saúde, bem como não deixou de ser 100% público. O IHB tem uma gestão mais moderna, baseada em resultados, com metas e indicadores de qualidade e com regras que permitem manter o abastecimento, a manutenção de equipamentos, além de repor rapidamente a força de trabalho necessária ao funcionamento do maior hospital do DF.

Desde que foi implantado, o IHB dobrou o número de salas cirúrgicas, triplicou o número de cirurgias, reabriu 107 leitos de internação e elevou o nível de satisfação do usuário de 30% para 70%.

Segundo dados do último relatório de gestão apresentado pelo IHB, nos dez primeiros meses de 2018, foram feitas 3.984 cirurgias eletivas. O número é 13% maior que o registrado em 2017.

Os atendimentos de urgência na atenção especializada cresceram de 159.036 para 199.011, no mesmo intervalo.

As internações também subiram de 11.853 para 14.537. E as consultas na atenção especializada (ambulatórios) passaram de 22.624 para 31.381. A regularização no abastecimento dos materiais ortopédicos foi atingida e houve um recorde de cirurgias ortopédicas em julho de 2018, com 136 procedimentos.

Houve a aquisição de um mamógrafo digital com capacidade para 50 exames por dia, reabertura de oito salas de cirurgias, totalizando 12 em operação, recredenciamento para transplantes renais e economia de 11% nas aquisições de medicamentos oncológicos, de 12,6% nas compras de quimioterápicos de uso hospitalar e de 49% nas de órtese, prótese e materiais especiais para trauma e ortopedia. (Com informações da Agência Brasília)

Ministério da Educação adia inscrições do ProUni e do Fies

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Por Mariana Tokarnia

O ProUni, que abriria inscrições no dia 29, teve o início do prazo adiado para o dia 31. Os estudantes poderão se inscrever, pela internet até o dia 3 de fevereiro.

Com relação ao Fies as inscrições ficarão abertas de 7 a 14 de fevereiro. O prazo anterior era de 5 a 12 de fevereiro.

ProUni

As inscrições para o ProUni poderão ser feitas de 31 de janeiro a 3 de fevereiro. Os resultados da primeira chamada serão divulgados no dia 6 de fevereiro. Os da segunda chamada, no dia 20 de fevereiro.

O candidato pré-selecionado na primeira chamada deverá comparecer à instituição para comprovação das informações prestadas em sua inscrição e eventual participação em processo seletivo próprio da instituição, quando for o caso, de 6 a 14 de fevereiro. Os pré-selecionados na segunda chamada, de 20 a 27 de fevereiro.

O registro da aprovação ou reprovação dos candidatos no Sistema Informatizado do Prouni e a emissão dos respectivos Termos de Concessão de Bolsa ou Termos de Reprovação pelas instituições de ensino deverão ser realizados entre os dias 6 a 18 de fevereiro para os selecionados na primeira chamada e entre 20 de fevereiro e 1º de março para os selecionados na segunda chamada.

Fies

A página FiesSeleção ficará disponível para inscrição dos candidatos de 7 a 14 de fevereiro. O resultado da pré-seleção referente ao processo seletivo do primeiro semestre de 2019 para as modalidade Fies e P-Fies será divulgado no dia 25 de fevereiro.

Os candidatos pré-selecionados na modalidade Fies, deverão acessar o FiesSeleção, e complementar sua inscrição para contratação do financiamento no referido sistema, no período de 26 de fevereiro a 7 de março. A pré-seleção dos participantes da lista de espera será de 27 de fevereiro a 10 de abril.

Sisu

No Diário Oficial, foram publicadas também alterações no Sisu. As inscrições, conforme anunciado ontem (24) pelo MEC, poderão ser feitas até domingo (27). Isso ocorreu devido à dificuldade relatada pelos estudantes em acessar o sistema, que apresentava lentidão desde o início da semana.

Além da inscrição, o MEC adiou em um dia o período de adesão à lista de espera, que agora é de 29 de janeiro a 5 de fevereiro. A divulgação do resultado está mantido no dia 28 de janeiro, assim como o período de matrícula, de 30 de janeiro a 4 de fevereiro.

Todos os programas usam o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar os candidatos. O ProUni oferece bolsas de estudo parciais ou integrais em instituições particulares de ensino. O Fies financia os estudos também em instituições privadas. Já o Sisu oferece vagas em instituições públicas de ensino superior.

IESB oferece bolsas de até 100%

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Os interessados devem ter bom rendimento no ENEM e, se selecionados, atuarão nas áreas de ensino e extensão do Centro Universitário

Estudantes que tiraram acima de 650 no ENEM de 2016, 2017 e 2018 podem se candidatar para o programa Bolsa Excelência do IESB. As inscrições estão abertas e podem ser feitas aqui até o dia 10 de fevereiro. São ofertadas 6 bolsas integrais e 8 parciais (que garantem 50% de desconto nas mensalidades). Confira o edital!

Os interessados serão classificados de acordo com sua nota no ENEM, independentemente do ano de realização da prova. As bolsas valem para os cursos de Arquitetura, Engenharias, Jogos Digitais e Ciência da Computação (no Campus da Asa Sul) e para Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Redes de Computadores, Engenharia Civil e Ciência da Computação (no Campus de Ceilândia).

Os bolsistas selecionados deverão ter bom rendimento no curso e dedicar entre 3 e 6 horas semanais para atividades de ensino e extensão do IESB. “A bolsa é uma política de premiação do mérito. Estudantes que foram bem colocados no ENEM e que queiram vir estudar no IESB encontrarão aqui infraestrutura de ponta, corpo docente altamente qualificado e realizarão, em contrapartida, atividades acadêmicas, seja auxiliando outros alunos que tenham dificuldades ou colaborando com professores e a Instituição. Ao final, teremos um resultado de ganha-ganha: por um lado, o aluno recebe a bolsa para uma excelente instituição de ensino; por outro, o IESB enriquece o seu ambiente acadêmico” explica o Vice-Reitor Acadêmico da Instituição, professor Luiz Cláudio Costa.

Assembleia Legislativa de GO aprova decreto de calamidade financeira

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Por Jonas Valente

A proposta foi enviada pelo governador Ronaldo Caiado, que editou o decreto na segunda-feira (21). O governador defendeu sua necessidade pelo que atribuiu como crise financeira na administração estadual, com atrasos em salários e no pagamento de fornecedores. Segundo a nova gestão, salários de dezembro não foram empenhados.

O quadro financeiro do estado, segundo a justificativa do decreto, “revelou um panorama de completo descontrole: o aumento constante da despesa pública foi sendo mantido em ritmo tal que as receitas auferidas pela máquina pública se tornaram insuficientes para a satisfação dos compromissos assumidos”. Caiado manifestou à Assembleia Legislativa que a medida seria necessária para que não fosse responsabilizado pela situação e por atos da gestão anterior.

A previsão da administração estadual é que se realizadas apenas as despesas imprescindíveis, sem investimentos, o deficit no fim do ano do caixa do governo seria de mais de R$ 6 bilhões.

A “situação de calamidade” não tem previsão legal. O governo de Goiás colocou-a no decreto em uma analogia à situação de “calamidade pública”, recurso constante na Lei de Responsabilidade Fiscal. O decreto em si não traz o detalhamento das medidas para lidar com a crise financeira, que serão pormenorizadas em atos da Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento. A expectativa é que o governo possa renegociar contratos com fornecedores e suspender serviços não essenciais.

Câmara recorre da suspensão de auxílio-mudança para reeleitos

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Por Heloisa Cristaldo

Em nota, a Diretoria-Geral da Câmara informou que o recurso foi apresentado por meio da Advocacia-Geral da União (AGU) e ressaltou ainda que “tem empreendido esforços de forma rotineira para otimizar a utilização dos recursos públicos”.“Com relação à decisão judicial suscitada, informo que a Câmara dos Deputados, por intermédio da Advocacia-Geral da União, tendo cumprido integralmente a legislação de regência, já apresentou os recursos pertinentes”, destaca o comunicado.

A nota destaca ainda que a Câmara tem antecipado o uso da cota para o exercício da atividade parlamentar para os deputados eleitos e diplomados, “pois sem essa medida haveria um custo adicional com hospedagem e concessão de passagens aéreas para que os novos parlamentares compareçam à sessão de posse no dia 1º de fevereiro de 2019, visto que é necessário dar condições de participação na sessão a todos de forma indistinta”.

Decisão

A liminar foi concedida a partir de uma ação popular protocolada por um vereador de uma cidade próxima a  Ituiutaba. Na ação, o impetrante sustentou que o pagamento do auxílio para parlamentares que foram reeleitos provoca prejuízo aos cofres públicos.

De acordo com o Decreto Legislativo 276/2014, deputados e senadores têm direito a R$ 33,7 mil, valor equivalente a um mês de salário, para custear, no início e no final do mandato, despesas com mudança e transporte. Com base na norma, o pagamento vem sendo autorizado pelos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado desde a publicação do texto.

Ao analisar a questão, o magistrado entendeu que o pagamento de auxílio-mudança não se justifica para políticos que mantiveram seus mandatos ou que foram eleitos para outra Casa Legislativa. Dessa forma, segundo o juiz, deputados e senadores reeleitos e deputados eleitos para o Senado, ou vice-versa, não podem receber o benefício.

Governo quer atrair empresas estrangeiras para aumentar a oferta de empregos no DF

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Depois da China e da Espanha, foi a vez de empresários da Coreia do Sul sinalizarem o interesse de investir em Brasília

Nesta quinta-feira (24), uma comitiva de cerca de 20 empresários da Coreia do Sul esteve com secretários de governo no Palácio do Buriti. A proposta é instalar indústrias coreanas em Brasília e capacitar trabalhadores com tecnologia internacional.

Secretário de Desenvolvimento Econômico do GDF e um dos representantes do governo no encontro, Rui Coutinho disse que a instalação de empresas estrangeiras no Brasil será fundamental no momento que o país entra num círculo virtuoso do ponto de vista econômico. “A intenção é trazer o máximo de investimentos internacionais, gerando esperança e revertendo o quadro de desemprego crescente no Distrito Federal.”

A aproximação do GDF com empresários estrangeiros também prevê o estímulo à exportação de produtos e serviços brasilienses. “Sentimos que o Brasil é uma potência mundial do futuro, daí nosso interesse em trazer investimentos para cá”, disse o CEO da Enspire KBS Energy e um dos líderes do grupo, Jong Bok Park.

Modelos de economia como os da China e da Coreia do Sul são inspiradores para o secretário de Relações Internacionais, embaixador Pedro Rodrigues. “São países que já estiveram economicamente aquém do Brasil e que, com políticas econômicas certas e bem aplicadas, conseguiram reverter os seus quadros, sendo hoje potências mundiais”, avaliou o diplomata.

Em menos de 30 dias de gestão, o governo do Distrito Federal já se reuniu oficialmente com empresários do China e da Espanha. Nos próximos dias, estão previstos encontros com o embaixador de Portugal e com uma delegação de representantes de países árabes.

Vitória do Buriti | Câmara aprova projeto que amplia modelo do Instituto Hospital de Base

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Com 14 votos favoráveis e oito contrários, formato de gestão será estendido para as seis UPAs e Hospital Regional de Santa Maria

O Projeto de Lei 1/2019 que estende o modelo do Instituto Hospital de Base para outras unidades da Secretaria de Saúde do Distrito Federal foi aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nesta quinta-feira (24). O placar foi de 14 votos favoráveis e oito contrários, nos dois turnos, para estender o formato de gestão para as seis unidades de pronto atendimento e o Hospital Regional de Santa Maria. O resultado, para o Governo do Distrito Federal, representa um voto de confiança aos avanços que serão realizados na Saúde com o objetivo de dar assistência de melhor qualidade à população.

Inicialmente, o texto previa a inclusão de todos os hospitais. Porém, foi realizada uma negociação pela base aliada do governo da Câmara e houve uma redução da expansão do modelo de gestão. Com a mudança, o Instituto Hospital de Base (IHB) passa a se chamar Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (IGESDF).

“Por determinação do governador Ibaneis, nós retiramos, em comum acordo com os deputados, esses dois projetos, e fizemos uma alteração de mandar os nomes do conselho para a sabatina da Câmara. Apesar de a Câmara poder requisitar os relatórios de gastos anuais, tomaremos a liberdade de enviá-los. Quem sai ganhando é a população do Distrito Federal”, frisou o vice-governador do DF, Paco Britto, que acompanhou a votação.

O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, esclareceu que todo o trabalho em curso na pasta não visa a privatização da saúde pública no Distrito Federal. “Haverá manutenção do órgão público, de tal forma que possamos contratar a maioria dos profissionais que precisamos por concurso público”, ressaltou.

“Haverá manutenção do órgão público, de tal forma que possamos contratar a maioria dos profissionais que precisamos por concurso público”Osnei Okumoto, secretário de Saúde

Durante sessão, que se iniciou às 15h17 e passou das 22h, o presidente da CLDF, Rafael Prudente, reafirmou por diversas vezes no plenário a convicção de que o modelo impactará positivamente na vida da população. “O Hospital de Base está funcionando muito melhor, mas o texto também recebeu limitações. Existe uma mudança importante trazida por uma emenda que determina que, assim como nas grandes empresas do DF, como no BRB, os dirigentes sejam submetidos à sabatina da Câmara para garantir a maior transparência possível”, argumentou. O parlamentar também ressaltou que o projeto garantirá todos os direitos dos servidores públicos da pasta.

“Estou votando a favor da população. Uma secretaria que possui um orçamento com R$ 8 bilhões, e 35 mil servidores, que deixa a população morrer nas portas dos hospitais, está falida. Não podemos enxugar gelo”, defendeu o deputado Hermeto, que votou favorável ao projeto do Executivo.

Votação

Foram favoráveis os parlamentas Cláudio Abrantes (PDT), Daniel Donizet (PRP), Eduardo Pedrosa (PTC), Hermeto (PHS), Iolando Almeida (PSC), Jaqueline Silva (PTB), José Gomes (PSB), Martins Machado (PRB), Rafael Prudente (MDB), Reginaldo Sardinha (Avante), Robério Negreiros (PSD), Roosevelt Vilela (PSB), Telma Rufino (Pros), Valdelino Barcelos (PP).

Foram contrários os votos dos deputados: Arlete Sampaio (PT), Chico Vigilante (PT), Fábio Felix (PSol), João Cardoso (Avante), Jorge Vianna (Podemos), Júlia Lucy (Novo), Leandro Grass (Rede) e Prof. Reginaldo Veras (PDT). Estavam ausentes os deputados Agaciel Maia (PR) e Rodrigo Delmasso (PRB).

Tramitação

Antes de ir à plenário, o projeto recebeu aprovação unânime nas comissões de Educação, Saúde e Cultura (CESC), Comissão de Assuntos Sociais (CAS), Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com 14 votos favoráveis e 8 contrários em todos os resultados. Mais de 40 emendas foram apresentadas e votadas. O texto final será publicado nos próximos dias.

“Esse projeto é o que já foi discutido no ano de 2017, quando foi instituído o Instituto Hospital de Base. Esse projeto que foi apreciado hoje foi apenas uma ampliação do Instituto Hospital de Base para as UPAS e para o Hospital de Santa Maria. É natural o debate, e foi um debate de alto nível”, destacou o presidente da CLDF, Rafael Prudente.

Entenda o modelo IHB

O Instituto Hospital de Base nunca deixou de ser da rede da Secretaria de Saúde, bem como não deixou de ser 100% público. O IHB tem uma gestão mais moderna, baseada em resultados, com metas e indicadores de qualidade e com regras que permitem manter o abastecimento, a manutenção de equipamentos, além de repor rapidamente a força de trabalho necessária ao funcionamento do maior hospital do DF.

Desde que foi implantado, o IHB dobrou o número de salas cirúrgicas, triplicou o número de cirurgias, reabriu 107 leitos de internação e elevou o nível de satisfação do usuário de 30% para 70%.

Segundo dados do último relatório de gestão apresentado pelo IHB, nos dez primeiros meses de 2018, foram feitas 3.984 cirurgias eletivas. O número é 13% maior que o registrado em 2017.

Os atendimentos de urgência na atenção especializada cresceram de 159.036 para 199.011, no mesmo intervalo.

As internações também subiram de 11.853 para 14.537. E as consultas na atenção especializada (ambulatórios) passaram de 22.624 para 31.381. A regularização no abastecimento dos materiais ortopédicos foi atingida e houve um recorde de cirurgias ortopédicas em julho de 2018, com 136 procedimentos.

Houve a aquisição de um mamógrafo digital com capacidade para 50 exames por dia, reabertura de oito salas de cirurgias, totalizando 12 em operação, recredenciamento para transplantes renais e economia de 11% nas aquisições de medicamentos oncológicos, de 12,6% nas compras de quimioterápicos de uso hospitalar e de 49% nas de órtese, prótese e materiais especiais para trauma e ortopedia. (Com informações da Agência Brasília)

Apetitá Bistrô recebe exposição Sensações em Formas e Cores

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Mostra de Alan Monteiro vai contar com cerca de 25 ilustrações que materializam o olhar do artista sobre a natureza

Além de um cardápio diferenciado e artesanal, o Apetitá Bistrô (410 Sul) tem como objetivo levar cultura aos clientes e valorizar os artistas locais. A partir do dia 02 de fevereiro, sábado, às 19h, a casa recebe a exposição de ilustrações do artista Alan Monteiro, que foi batizada de Sensações em Formas e Cores. Serão entre 25 e 30 peças expostas para quem quiser apreciar as obras enquanto degusta um dos deliciosos itens do cardápio.
A visitação pode ser feita gratuitamente todos os dias da semana, durante o horário de funcionamento do bistrô, até o dia 10 de março. Para os que se interessarem, as ilustrações também estarão disponíveis para venda. Nada mal curtir uma programação agradável e ainda voltar para casa com uma obra de arte, não é mesmo?
Cores e Formas
As obras são baseadas na observação da natureza aos olhos de Alan, que não vê necessidade em se prender fielmente às formas. Feitas com o uso de técnicas como pastel seco sobre lixa, pinturas em azulejos, tinta gel sobre papel e luminárias com pintura sobre tecido, as ilustrações traduzem o lúdico em muitas cores, traços, pontos e linhas. “Elas expressam as sensações que a natureza provoca em meus sentidos. Luzes, cheiros, toques, sons e gostos que vibram na minha percepção”, explica o artista.
Tudo em casa
Mesmo já tendo exposto seu trabalho em alguns lugares, é a primeira vez que Alan realiza uma mostra em um bistrô. Convidado pelo dono da casa, Adrey Silva, o ilustrador acredita que o projeto trará bons resultados. “É um lugar muito receptivo e de boa energia. Acredito que a experiência será tão gratificante quanto o acolhimento que recebi no Apetitá”, garante.
Outro motivo para tratar-se de uma parceria de sucesso é que o autor, assim como o Apetitá, é paraense. O carro chefe da casa é o açaí puro e tradicional nortista, além dos sorvetes Cairu – marca tradicional de Belém, que conta com sabores típicos como bacuri, castanha do Pará, cupuaçu e tapioca. “O fato do local ter as características de minha região me traz a sensação de acolhimento e calor humano, tão presentes no Norte. Ali, posso dizer estou em um pedacinho de minha terra”, relata o artista.

Serviço
Exposição Sensações em Cores e Formas – Apetitá Bistrô
Local: Comércio Local Sul 410 BL D LOJA 15 – Asa Sul
Abertura: 02 de fevereiro, sábado, às 19h
Visitação (até 10 de março): Seg a Sex das 12h às 21h/Sáb das 12h às 22h/Dom das 13h às 22h