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Pesquisa indica peixes que podem ser consumidos por brasileiros

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Guia de Consumo Responsável foi lançado pela WWF-Brasil

Por Alana Gandra

O Guia de Consumo Responsável de Pescado, lançado hoje (2) pela WWF-Brasil, organização não governamental que integra a rede do Fundo Mundial Para a Natureza (WWF), pesquisou 38 espécies de peixe de maior valor comercial, que são as mais procuradas pelos consumidores.
Do material avaliado, 58% ou o equivalente a 22 espécies foram classificados na categoria vermelha, como espécies oriundas de pescarias ou fazendas não sustentáveis e, que por isso, não devem ser consumidas. É o caso do camarão-rosa e do tubarão-azul (ou cação).

Na categoria amarela, foram listadas oito espécies, correspondentes a 21% do total, entre as quais se encontram a tilápia e o bonito listrado. Embora sejam provenientes de fontes que mostram algum risco à sustentabilidade, essas espécies podem ser consumidas, mas com moderação.

Na categoria verde, foram incluídas também oito espécies (21%) mais seguras para serem consumidas, como o salmão rosa e alguns tipos de moluscos.

A gerente do Programa Marinho da WWF-Brasil, Anna Carolina Lobo, especialista em gestão ambiental, observou que entre as espécies de pescado situadas na lista verde e recomendadas para consumo, nenhuma é produzida no Brasil, como o salmão, por exemplo, que vem do Chile. Somente na aquicultura, o país tem quatro espécies cultivadas na categoria verde, que são o mexilhão, a ostra do pacífico, a ostra do mangue e a vieira.

Povo Paumari pesca pirarucu
Povo Paumari pesca pirarucu – Divulgação/Opan/Adriano Gambarini

O guia revela ainda que, das principais espécies consumidas no Brasil e avaliadas pelo WWF-Brasil, apenas 28% têm opção de produtos com certificação quanto à sustentabilidade de pesca ou cultivo.

As espécies de maior valor comercial estão mais ameaçadas de extinção, como o camarão, por exemplo. Polvo e lagosta são outras espécies ameaçadas. “Estão acabando. Daqui a pouco, as pessoas vão parar de consumir” porque não há mais disponibilidade”, afirmou Anna.

Consumo consciente

O guia comprova que, além dos principais problemas enfrentados pelo Brasil na área pesqueira, que são a sobrepesca e a falta de gestão, outra dificuldade é a escassez de informações para o público consumidor em relação aos pescados vendidos.

“O Brasil é um dos grandes países que consomem carne de tubarão no mundo”. Anna Carolina afirmou que o tubarão é um animal em extinção, considerado topo de cadeia alimentar e importante para a biodiversidade marinha, mas a população acaba comprando tubarão com a falsa ideia de que é cação.

“As pessoas devem evitar (consumir). Não dá para ter esse consumo desenfreado. As pessoas têm que perguntar, procurar se informar”, sugeriu.

Segundo a gerente do Programa Marinho da WWF-Brasil, alguns pescados já são certificados, tanto de aquicultura, quanto de pesca comum. É preciso que haja uma mudança de comportamento do consumidor, para que ele passe a questionar sobre a procedência do pescado que pretende comprar e sua certificação.

Além do estado alarmante de conservação dessas espécies, Anna Carolina destacou outra questão que é a venda dos peixes para o consumidor final inteiramente contaminados, com muitas toxinas prejudiciais à saúde.

Um exemplo é o panga, classificado na categoria amarela, que deve ser consumido apenas ocasionalmente. A gerente do WWF-Brasil observou que algumas espécies de panga resultantes do cultivo em aquicultura são as melhores para serem consumidas, porque não estão contaminadas com toxinas de rios do Vietnã, Tailândia e Camboja, de onde a espécie é proveniente.

Método da pesca

Além disso, o consumidor deve estar atento aos métodos da pesca, porque alguns são extremamente nocivos. Nos cercos, por exemplo, somente as espécies maiores ficam presas na rede. Anna Carolina afirmou que outras espécies marinhas, como tartarugas e golfinhos, quando capturadas de maneira acidental, devem ser devolvidas ao mar por pescadores antes de tirar os cercos da água.

 Pelos rios próximos à capital amazonense é comum encontrar pescadores nas portas das casas (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Pelos rios próximos à capital amazonense é comum encontrar pescadores nas portas das casas (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Já o método do arrasto para camarão é considerado uma das piores técnicas de pesca porque acaba trazendo todo o tipo de vida existente no fundo do mar.

“Invariavelmente, somente 10% da pesca de arrasto compreendem camarão, que seria o objetivo primário da pesca, e 90% são captura acidental, trazendo toda essa vida marinha que está no fundo do mar”. A maioria chega quase morta nos barcos, alertou.

Esse é o primeiro estudo do tipo lançado no Brasil, embora existam outros similares em outros países. “Aqui no Brasil, nunca nenhum tipo de guia foi feito em escala nacional, pela nossa falta de monitoramento e pela deficiência de gestão pesqueira no país”, disse ela.

O estudo levou três anos para ser concluído. A gerente do WWF acredita que, se a rede varejista mudar sua postura, adquirindo pescados certificados, os estoques poderão ser recuperados e um novo levantamento deverá ser feito dentro de alguns anos.

Programas de melhoria

Em alguns lugares da costa brasileira, a WWF-Brasil está implantando programas de melhoria de gestão pesqueira, como no litoral norte de São Paulo. Ali, algumas famílias pescam utilizando a técnica do cerco flutuante, oriunda do Japão, com baixo impacto ao meio ambiente.

Um trabalho é feito também com o consumidor final e os donos de restaurantes, além dos pescadores. “A gente espera que, para o futuro, o cenário esteja muito melhor e que a gente tenha conseguido alcançar, por meio dessa parceria com o setor privado e com o aumento da conscientização da sociedade, melhores níveis de saúde das espécies de peixe”, observou.

A Páscoa é um ótimo momento para as pessoas pensarem bem na hora de levar o pescado para suas casas, lembrou Anna Carolina.

Alongamento de cílios vira febre entre as brasileiras

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Técnica pode ser usada por qualquer pessoa

Pequenos e finos, muitas vezes os cílios passam despercebidos, mas ao serem valorizados e evidenciados, conferem à produção um toque totalmente especial e um olhar poderoso. Muitas vezes, esse efeito pode ser conseguido com várias camadas de máscara, mas o queridinho do momento é o alongamento de cílios, que dá o volume necessário e de forma natural.

De acordo com os especialistas da rede de salão de beleza You Enjoy, em Brasília, a técnica valoriza o olhar, melhora a expressão visual, exige menos produção em uma maquiagem do dia a dia e ainda, cria um olhar sensual. “O procedimento é simples e leva em torno de duas horas para ser concluído, já a durabilidade é de aproximadamente 45 dias, com manutenção quinzenal”, explicam.

Quanto à indicação e as recomendações, o alongamento de cílios pode ser feito em qualquer pessoa, desde que aplicado por um profissional. Desse modo, as recomendações quanto ao uso são mínimas, sendo necessários apenas evitar vapores na região dos olhos e não lavar os cílios nas 12 horas subsequentes ao procedimento.

Os especialistas também recomendam não usar máscara de cílios após realizar o alongamento, pois o uso pode provocar o deslocamento dos fios. Além disso, para remover, é de extrema importância que se procure um especialista para que se possa usar os produtos mais adequados para a remoção.

You Enjoy

www.youenjoy.com.br

Endereços:

  • CLS409 Bloco B – (61) 3244 4000 ou (61) 3242 7963.
  • CLS 112 Bloco A – (61) 3345 0507 ou (61) 3345 0065.
  • Manhattan Plaza Loja 270 – (61) 3326-8987.

Horário de funcionamento:segunda a sábado, das 08h às 20h.

Últimos dias para se inscrever no Educar para Transformar

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Instituto MRV e Fundação Pitágoras apoiarão projetos desenvolvidos por escolas da rede pública de ensino fundamental e médio. Instituições de ensino de 19 estados brasileiros têm até o dia 05/04 para fazer a inscrição

O Instituto MRV, em parceria com a Fundação Pitágoras, realizará o Educar para Transformar – 6ª Chamada Pública. Com a temática ‘Uma escola aberta para novas ideias é uma escola aberta para o futuro’, esta edição do programa tem como foco as escolas municipais e estaduais da rede pública de ensino fundamental e/ou médio. As inscrições podem ser realizadas até o dia 5 de abril por meio do site https://www.institutomrv.com.br/pt/.

As escolas interessadas em participar do programa devem propor ações que visam atrair e reter os alunos, ampliando suas visões sobre os benefícios da educação e as diversas possiblidades de futuro que se pode alcançar. Além disso, as escolas devem atuar em cidades onde o Instituto e a Fundação tem atuação. Esses municípios estão nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A lista completa de cidades está no edital do Educar para Transformar.

A avaliação dos projetos acontecerá de 8 de abril a 6 de maio e será realizada por uma comissão que levará em conta critérios como adequação com o foco do programa, engajamento e motivação do corpo escolar e potencial de redução da evasão escolar. As iniciativas selecionadas serão disponibilizadas para votação popular a partir do dia 13 de maio. Os 10 projetos mais votados pelo público serão apresentados no dia 28 de maio e cada um deles receberá um aporte de R$ 30 mil para ser revertido em materiais ou serviços. A partir de junho os projetos vencedores serão acompanhados e receberão o apoio do Instituto MRV e da Fundação Pitágoras para a troca de conhecimento e a verificação do desenvolvimento do projeto.

“Diferente das outras edições em que acompanhamos projetos voltados para a educação de jovens e crianças desenvolvidos por organizações não governamentais e pessoas físicas, na 6ª edição pretendemos apoiar 10 projetos de escolas municipais e estaduais. Nossa parceria inédita com a Fundação Pitágoras busca por soluções criativas e inovadoras em educação favorecendo o empoderamento das relações humanas, contribuindo para o convívio social e o desenvolvimento do senso de comunidade, para a formação de uma sociedade igualitária e comprometida”, explica Raphael Lafetá, diretor do Instituto MRV.

Sobre o Instituto MRV

Fundado em 2014 pela MRV Engenharia, o Instituto MRV é uma organização sem fins lucrativos, voltada para promoção da transformação social do país por meio da educação. Somente em 2018, foram investidos mais de R$ 6 milhões em projetos como Educar para Transformar – Chamada Pública de Projetos, MRV Voluntários e Seu filho, Nosso futuro; além de apoio a importantes instituições como a Cidade dos Meninos, Querubins e Miguilim. Saiba mais em www.institutomrv.com.br.

Sobre Fundação Pitágoras

A Fundação Pitágoras é o braço social do Grupo Kroton e implementa há mais de três décadas programas de responsabilidade social transformadores, com foco primordial na melhoria da qualidade das escolas públicas de educação básica, por todo o Brasil. São milhares de escolas e mais de 2 milhões de alunos beneficiados nas últimas décadas. Nos últimos anos, a Fundação Pitágoras ampliou seu escopo de atuação abrangendo programas para desenvolvimento da Primeira Infância, resgate de Jovens Vulneráveis (evadidos das escolas públicas) e projetos para o Sistema Penitenciário, por entender que essas questões sociais se integram de forma indissociável. Trabalhamos de forma incansável para elevar ao máximo o potencial das pessoas mais vulneráveis, em todas as fases de sua vida, por meio da educação.

Espetáculo Vinco explora o tempo e as formas, inspirado na arte do origami

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A companhia dançapequena, em colaboração com o coletivo Instrumento de Ver, apresentam o espetáculo Vinco, dirigido e concebido por Édi Oliveira, no festival MID (Movimento Internacional de Dança) . Vinco é o primeiro espetáculo de dança dos artistas circenses Daniel Lacourt e Julia Henning, que já vêm elaborando pesquisa de movimento há anos. Classificação livre.

Durante o espetáculo de 70 minutos, os artistas dobram-se e exploram exercícios de respiração enquanto seus corpos conversam, vincam-se e esculpem-se em movimentos. Vinco proporciona uma experiência de pausa, desaceleração, de desfrute dos sentidos e de contemplação do silêncio e do preenchimento de vazios. A trilha sonora é assinada por Euler Oliveira, com iluminação de Moisés Vasconcellos e figurino de Roustang Carrilho. A produção é concebida por Julia Henning, Kamala Ramers e Maíra Moraes.

Vinco é inspirado na técnica milenar do origami, prática japonesa que consiste em dobraduras de papel para dar forma a figuras. O nome se origina do verbo ori(dobrar) e do substantivokami (papel), denominando a arte de vincar, manipular, torcer e dobrar até surgirem os mais diversos seres e objetos.

Para a concepção da peça, fazer um origami é uma experiência plástica, mas também sensível, sensorial e poética, onde são trabalhadas noções de simplicidade, geometria, tempo, equilíbrio, fragilidade, delicadeza, leveza, figuração e abstração. A partir desse preceito, Vinco propõe uma experiência sobre a plasticidade dos corpos e do encontro estabelecidos entre o papel e os intérpretes, explorando também a relação com o tempo e com as formas.

O coreógrafo Édi Oliveira, bailarino e mestre pelo programa de pós-graduação em artes cênicas pela Universidade de Brasília (UnB), iniciou seus contatos com a dança contemporânea ainda na universidade. Há 20 anos trabalha como dançarino, figurinista, ator e artista-pesquisador em diversos projetos do Distrito Federal, ao lado de nomes importantes da cena cultural brasileira, como Giselle Rodrigues, Hugo Rodas, Luciana Lara e Leonardo Shamah.

Julia Henning é gestora e artista integrante do Coletivo Instrumento de Ver, onde desenvolve pesquisa artística focada no movimento, por meio da dança e acrobacia, há 16 anos. Sua pesquisa passa por investigações entre diferentes linguagens e suas relações com o circo. Nos espetáculos do coletivo, atuou como artista criadora e, mais recentemente, atuou na área da direção. É mestre em Artes Cênicas pela UnB e possui formação em Dramaturgia Circense pelas escolas ESAC (Bélgica) e CNAC (França).

Daniel Lacourt iniciou seu percurso artístico com o grupo Esquadrão da Vida. Passou por formações na Escola Nacional de circo, no Atelier de Pesquisa Aérea (RJ), na escola de circo Arc-en-Cirque – Chambéry, França e ESAC, em Bruxelas. Criou o grupo Tecendo Fios d´Éter. Integrou o coletivo Instrumento de Ver por 10 anos, onde criou espetáculos circenses em diferentes funções, como artista circenses, diretor, rigger ou diretor técnico.

Espetáculo Vinco

Realização dançapequena

Co-realização: coletivo Instrumento de Ver

Direção e concepção:  Édi Oliveira

Intérpretes criadores Daniel Lacourt, Édi Oliveira e Julia Henning

Trilha Sonora Euler Oliveira

Iluminação Moisés Vasconcellos

Figurino Roustang Carrilho

Produção: Kamala Ramers e Maíra Moraes

Duração 70 minutos

Classificação livre

Morre Benjamin Roriz, ex-secretário de Governo do DF

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O governador do Distrito Federal (GDF), Ibaneis Rocha, decretou nesta segunda-feira (1) luto oficial de três dias pelo falecimento de Benjamin Roriz. Ex-secretário de Governo do DF em todas as gestões do primo e ex-governador Joaquim Roriz, Benjamin morreu aos 93 anos em decorrência de complicações renais.

Para o governador Ibaneis, o Distrito Federal sofre uma grande perda com a morte do ex-secretário, a quem tinha grande apreço e conviveu em alguns momentos de sua carreira jurídica. “Uma pessoa que prestou grande serviço a essa cidade, ocupando esse palácio junto com o ex-governador Joaquim Roriz. Perde-se um grande homem público. À família, os meus pêsames e tenho certeza que o Distrito Federal saberá reconhecer assim como reconheceu o de Joaquim Roriz, o trabalho pessoal desse homem público.”

Auditor da Receita Federal, Benjamim iniciou sua carreira pública ainda em Goiás, estado onde também foi secretário de Governo. Ele sofria de insuficiência renal e fazia diálise diariamente. Viúvo, ele deixa duas filhas

Moro diz que Lava-Jato não retrocederá durante sua gestão

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Por Fernanda Cruz

“Houve um grande avanço [com a Lava-Jato], agora, é importante que nós transformemos isso num padrão de comportamento, ou seja, que as pessoas tenham mais certeza de que se elas cometerem crimes no âmbito da administração pública, elas vão ser descobertas, investigadas e, se provada a culpa, vão ser punidas. É para isso que nós temos trabalhado”, declarou o ministro.

Pacote anticrime

Moro preferiu não prever datas para a análise por parte do Congresso ao projeto de lei anticrime. “Temos conversado com parlamentares e lideranças de ambas as casas [Câmara dos Deputados e Senado]. O desejo, evidentemente, do governo é que seja aprovado, discutido e, eventualmente, alterado e aprimorado o mais rápido possível. Agora, o tempo do Congresso pertence ao Congresso. O que eu tenho sentido, porém, em conversas com parlamentares é uma grande receptividade. É uma questão de ajustar o debate e o diálogo”, disse Moro.

Coaf

O ministro justificou a transferência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), antes vinculado ao extinto Ministério da Fazenda, para o seu ministério. De acordo com ele, o órgão sobrecarregaria o ministério da Economia. Ainda, para Moro, o Coaf estava negligenciado nos governos anteriores e a mudança permitiu corte de cargos na área administrativa, que foram direcionados para a área fim. Ele destacou que o órgão vai manter o seu caráter de inteligência.

“É direito deles reclamar”, diz Bolsonaro sobre Palestina

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O presidente anunciou abertura de escritório de negócios em Jerusalém

Por Andreia Verdélio

Após o anúncio, o Estado da Palestina chamou de volta seu embaixador no Brasil, Ibrahim Alzeben, para consultas e para estudar uma reação à medida do governo brasileiro.

Localização

A Embaixada do Brasil em Israel está localizada em Tel Aviv e há planos do governo Bolsonaro de transferi-la para Jerusalém. De acordo com Bolsonaro, essa transição deve ser feita com calma e mantendo contato com outros países.

“O que eu quero é que seja respeitada a autonomia de Israel. Se fosse hoje abrir negociações com Israel, colocaria a embaixada em Jerusalém. Agora, não quero ofender ninguém, mas queremos que respeitem nossa autonomia”, disse.

A cidade de Jerusalém está no centro de confrontos e disputas entre palestinos e israelenses, pois ambos reivindicam o local como sagrado. Para evitar o agravamento da situação, os países consideram Tel Aviv a capital administrativa de Israel, onde ficam as representações diplomáticas internacionais.

Processo

Em Brasília, o presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, disse que a abertura de um escritório do Brasil em Jerusalém não significa seu reconhecimento como capital por parte do Brasil. “É algo que não tem nada a ver com a diplomacia. Podemos até considerar um passo intermediário naquela decisão inicial do presidente de mudar a embaixada.”

Em relação à discussão sobre a criação do Estado da Palestina de chamar seu embaixador de volta, Mourão também ponderou a reação dizendo que é um método de pressão diplomática e que, após a consulta, o embaixador deve voltar.

“Uma vez que os países árabes, e os palestinos em particular, entendam o alcance dessa decisão, que não muda nossa visão diplomática em relação à necessidade de que palestinos e israelenses tenham uma coexistência pacífica naquela região, como desde 1947 o Brasil apoia, a partir do momento que entendam que isso continua, não teremos problemas”, disse.

Obras do VLT devem iniciar ainda neste ano

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Cinco empresas começam a elaborar estudos para implantação do empreendimento

A Secretaria de Transporte e Mobilidade (SEMOB) publicou nesta sexta-feira (29) um termo de autorização que permite as cinco empresas selecionadas a elaborarem o estudo de viabilidade para implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na W3. As autorizadas terão o prazo de até 120 dias, a partir de hoje (1), para concluir os trabalhos. O melhor estudo, selecionado a partir de critérios técnicos, vai servir de base para a licitação do empreendimento por meio de uma Parceria Público-Privada.

Ao todo, nove empresas manifestaram interesse em preparar o estudo, no entanto, quatro ficaram de fora por não cumprir as exigências do edital. As empresas selecionadas devem apresentar à SEMOB, até o dia 18 de abril, um plano de trabalho detalhado com a descrição das atividades previstas para elaboração dos estudos de viabilidade. Também será necessário indicar o valor do ressarcimento pretendido com gastos com pessoal (inclusive encargos), despesas gerais, custos administrativos e tributos.

Outro detalhe importante é que a autorizada, que tiver o estudo selecionado deverá prestar apoio à SEMOB no andamento do processo, incluindo a realização de ajustes e prestação de informações adicionais. Para realizar a avaliação e seleção dos estudos de viabilidade será instituída uma comissão formada pela SEMOB e outros órgãos para escolher o melhor estudo.

Antes da licitação, o projeto também será apresentado à população e outras entidades interessadas por meio de audiência pública. Assim como ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e demais órgãos de controle. Após isso, a empresa vencedora do estudo poderá concorrer ao certame. Caso ela não vença, a ganhadora terá que ressarci-la em até 2.5% do valor total dos investimentos.

Estima-se que as obras do VLT na W3 sejam concluídas em até 36 meses após a licitação. No entanto, esse período pode ser estendido conforme prevê o estudo de viabilidade. A expectativa do Governo do Distrito Federal é que a execução das obras na W3 comece ainda este ano.

Conheça a lista das empresas e associações que foram autorizadas para desenvolver o estudo de viabilidade:

  • ATP ENGENHARIA LTDA. / HEADWAYX ENGENHARIA LTDA.
  • BF CAPITAL ASSESSORIA EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS LTDA. / SERVENG-CIVILSAN S/A EMPRESAS ASSOCIADAS DE ENGENHARIA / TRANS SISTEMAS DE TRANSPORTES LTDA. / VIAÇÃO PIRACICABANA S/A
  • QUANTA CONSULTORIA LTDA. / SERVIÇOS METROFERROVIÁRIOS LTDA. / BOM SINAL INDUSTRIA E COMÉRCIO LTDA. / ENGEVIX ENGENHARIA E PROJETOS S.A. / RMS ENGENHARIA LTDA. / TECNIFER ENGENHARIA DE SISTEMAS LTDA. / LOFFLER & PARENTE PROJETOS E CONSULTORIA EMPRESARIAL LTDA.
  • SYSTRA ENGENHARIA E CONSULTORIA LTDA. / BENVENUTO ENGENHARIA S/S LTDA.
  • VIA ENGENHARIA S.A

O PROJETO

A implantação do Veículo Leve sobre Trilhos na W3 prevê a ligação entre os terminais Asa Sul, Asa Norte e aeroporto com extensão de 22km. A capacidade do VLT é transportar quase 200 mil passageiros por dia. A nova tecnologia irá integrar ao metrô, BRT Sul e ao BRT Oeste. Os investimentos são estimados entre R$ 1 e 1,5 bilhão de reais, incluindo obras civis, material rodante, sistema de energia e sinalização.

*Com informações da  Secretaria de Transporte e Mobilidade 

Bolsonaro condecora em Israel militares que trabalharam em Brumadinho

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Bolsonaro condecorou militares de Israel que participaram do resgate em Brumadinho (Twitter TV NBr)

No segundo dia da visita a Israel, o presidente Jair Bolsonaro condecorou hoje (1º) os 136 militares israelenses da Brigada de Busca e Salvamento do Comando da Frente Interna com a medalha da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.

O grupo veio ao Brasil atuar nas operações em Brumadinho, a 57 quilômetros de Belo Horizonte (MG).

Os homens e mulheres da brigada vieram em janeiro para ajudar nas buscas pelos desaparecidos na tragédia com o rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão. Pelo último levantamento, 217 pessoas morreram e 87 estão desaparecidas.

Bolsonaro irá ainda à Basílica do Santo Sepulcro, um templo cristão localizado no Quarteirão Cristão da Cidade Velha de Jerusalém. Segundo o cristianismo, ali Jesus foi crucificado, sepultado e, no terceiro dia, teria ressuscitado.

O local é um dos principais pontos de peregrinação em Israel por turistas e religiosos que pagam promessas na basílica. Há peregrinos que levam cruzes de madeira para pagar promessas.

O último compromisso será a visita do presidente ao Muro das Lamentações, acompanhado pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. O local é sagrado para os judeus, pois foi construído com parte do que restou do Templo de Herodes – símbolo para o povo judeu de retorno à terra sagrada.

No Muro das Lamentações, os judeus depositam seus desejos e fazem orações. Mesmo os homens não judeus devem usar o kipá, espécie de pequeno chapéu utilizado por religiosos. As mulheres devem se vestir com saias ou vestidos abaixo dos joelhos.

O olho fiscalizador do Detran

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Com média de 36 demandas diárias, núcleo de engenharia do órgão tem missão de ordenar o funcionamento dos espaços públicos do DF, privilegiando a acessibilidade

Por Lúcio Flávio
A engenhoca lembra uma daquelas invenções do Professor Pardal, o clássico personagem criativo dos quadrinhos, e até tem criança que confunde o apetrecho com um brinquedo. Mas o equipamento – eficiente, por sinal – trata-se de simples trena de rodinha para medir longas distâncias. É só mais uma das ferramentas de trabalho usadas pelo Detran do Distrito Federal na fiscalização diária de irregularidades e problemas técnicos encontrados pelas ruas da cidade.

E as tais irregularidades podem ser tanto um quebra-mola ou as “tartarugas” colocadas de forma erradas ou fora do padrão, passando por sinalizações equivocadas, faixas de pedestres desniveladas ou o combate sistemático à falta de consciência das pessoas que insistem em fazer mal uso de calçadas, canteiros, estacionamentos públicos e vias. Às vezes, as irregularidades são cometidas por órgãos públicos que, de uma maneira ou de outra, atentam contra a acessibilidade.

“O nosso trabalho é essencialmente educativo e operacional, ajudando a ordenar o funcionamento dos espaços públicos de modo que os pedestres tenham acessibilidade e nada atrapalhe o trânsito de veículos pelas vias”, observa Jean Carlos Bezerra de Oliveira Costa, servidor do Núcleo de Fiscalização de Engenharia do Detran (Nufen).

Cidadão

Qualquer cidadão, sentindo-se lesado no seu direito de ir e vir ou atento a qualquer serviço insuficiente de sinalização, pode fazer uma reclamação por meio dos vários canais colocados à disposição da sociedade pelo GDF. O procedimento padrão, quando a infração está dentro das competências do Detran, é emitir, inicialmente, uma notificação administrativa-educativa, alertando o infrator sobre os problemas. Persistindo, no caso de obstrução, remoção.

Foi o que aconteceu na quadra da 207/307 Sul, onde ondulações na faixa de pedestres acima do nível do asfalto e estreitamento da rotatória estavam incomodando os moradores, atrapalhando a circulação de carros e pedestres. A reclamação, recebida pela Ouvidoria-geral do DF, foi atendida pela equipe do Detran que irá encaminhar a demanda para o setor de projetos do órgão com previsão de resolução em 30 dias. “Essa é a média para se atender um trabalho como esse, depende muito do grau de urgência”, salienta Jean Carlos.

Parceiros

Há oito anos no Detran, sete deles só no Nufen, todos os dias o servidor e sua equipe saem às ruas com o intuito de solucionar impasses de diversas naturezas e complexidades. Em quase uma década de serviços prestados à sociedade, ele já viu de tudo. “Certa vez, no Plano Piloto, um cidadão pegou uma vaga de estacionamento e a cercou com pinos e correntes, fazendo ali uma área privada”, conta.

Segundo o servidor, 70% das reclamações que chegam ao Detran – por meio de vários canais, que podem ser tanto a Ouvidoria-Geral do GDF quanto e-mails, telefone e até mesmo uma reportagem –, estão relacionadas a ocupações irregulares. Dados de um relatório recente realizado a pedido do próprio governador Ibaneis Rocha demostram que, desde janeiro, o Núcleo de Fiscalização de Engenharia atendeu 109 demandas, uma média de 36 atuações diárias. “Cada caso é um caso, as demandas obedecem a uma ordem de entrada e prioridade”, explica Jean Carlos.

Uma demanda bastante solicitada no Núcleo de Fiscalização de Engenharia do Detran, correspondendo a 30% dos casos atendidos pelo departamento, está relacionado ao processo de defesa prévia de multas, quando o infrator questiona se a punição foi justa ou não, cabendo uma avaliação do ponto de vista da engenharia. “95% desses casos são relacionados à sinalização, se tinha placa ou não, se estava ali equivocada ou apagada”, detalha o engenheiro.

Ações

Boa parte das ações do Nufen conta com a ajuda diária de outros parceiros do governo, como as Administrações Regionais e a Agência de Fiscalização do governo, a Agefis. Isso porque o Detran não tem a atribuição, nesse caso, de remoção de veículos ou objetos insólitos encontrados pelo caminho como piquetes, mercadorias de ambulantes esparrados em locais indevidos ou até mesmo contêineres de lixo que tomam vagas de estacionamentos.

“O Detran não constrói rodovias, nem remove obstáculos das vias, não tem equipamento operacional para essas demandas. Havendo obstruções, encaminhamos para outras instâncias como as administrações regionais e a Agefis, que são nossos grandes parceiros”, explica.

Números:

70% das demandas são referentes às ocupações irregulares;
30% referente aos processos de defesa prévia de multas;
42% das reclamações chegam via Ouvidoria.

Canais de reclamações:

Ouvidoria-Geral do GDF: http://www.ouvidoria.df.gov.br/Telefone: 162
Ouvidoria do Detran: ouvidora@detran.df.gov.br/(61)3343-5104
Telefone: 154 (para quem está no DF) ou (61) 3120-9800 (para quem está fora do DF)
E-mail: nufen@detran.df.gov.br

(Com informações da Agência Brasília)