Estudantes brasileiros ganharam o torneio de robótica First Championship, realizado em Houston, nos Estados Unidos, sendo finalistas nas três modalidades em disputa: First Lego League, First Tech Challenge e First Robotics Competion. A delegação brasileira foi formada por 10 equipes totalizando 106 estudantes.
As equipes do Sesi de Blumenau (SC) e de Americana (SP) conquistaram o primeiro lugar na categoria First Lego League, em Gracious Profissionalism e em Design do Robô, respectivamente. A equipe de Jundiaí conquistou o segundo lugar em Estratégia e Inovação. Nessa categoria competem jovens de 9 a 16 anos do ensino fundamental e médio.
A equipe do Sesi de Goiânia foi uma das seis finalistas do Prêmio Motivação na categoria First Tech Challenge.
Na categoria First Robotics Competition, em que competem jovens de 14 a 18 anos, duas equipes brasileiras, ambas do Sesi/Senai de São Paulo, conquistaram o Rookie All Stars, considerada a maior premiação para os iniciantes na disputa, concorrendo com mais de 60 estreantes.
O torneio First Championship é promovido por uma organização não governamental chamada First, em parceria com a empresa de brinquedos Lego. Além da etapa em Houston, em maio, ocorrerá outra disputa na cidade de Detroit, nos Estados Unidos.
As equipes devem construir robôs e colocá-los para desempenhar determinadas tarefas. Na categoria First Robotics Competition, considerada a mais complexa, por exemplo, os estudantes precisaram projetar robôs industriais de até 56 quilos para executar tarefas como movimentar bolas e discos para reservatórios em uma arena durante um tempo determinado.
Debate com população foi instituído por meio de portaria publicada no Diário Oficial do DF desta sexta-feira
Para debater com a população a regularização de muros e guaritas em condomínios no território, foi criado um grupo de trabalho por meio da Portaria nº 41. A norma, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal desta sexta-feira (26), estabelece a coordenação do projeto pela Subsecretaria de Parcelamentos e Regularização Fundiária (Supar), subordinada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh).
O grupo discutirá a atualização do Decreto nº 39.330, de 12 de setembro de 2018. Também conhecido como Decreto de Muros e Guaritas, o normativo precisa de ajustes. No entendimento da Seduh, o tema deve ser tratado por meio de Lei Complementar. Para dar segurança jurídica às comunidades afetadas pela legislação, o prazo para adequação às normas foi prorrogado até 17 de setembro.
O grupo atuará por 60 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período. Para isso, serão feitas cinco audiências públicas, a partir de junho deste ano. O calendário anexo à portaria estabelece as seguintes datas para os encontros:
12 de junho
19 de junho
26 de junho
3 de julho
10 de julho
Antes das audiências, a Secretaria vai organizar um seminário para esclarecer a população sobre o assunto. O evento está previsto para 5 de junho e oferecerá palestras com estudiosos da área e autoridades com atuação em outras unidades da Federação. O amplo debate com os interessados também é uma reivindicação dos moradores das áreas. A questão é tratada, inclusive, na mediação da Secretaria em conflito fundiário entre condomínios da Região Norte do DF e a Urbanizadora Paranoazinho.
Para estar na mesa de discussões, os interessados devem remeter um requerimento à Seduh informando dados pessoais, bem como demandas e sugestões. O modelo de documento consta do Anexo II da portaria e deve ser entregue à Unidade de Apoio Jurídico da Supar, na sede da Secretaria. O envio do requerimento é uma forma de agilizar o debate. A participação como ouvinte, por sua vez, é aberta a todos e não exige inscrição prévia.
Secretaria de Educação vai levar estudantes das quatro escolas de gestão compartilhada para conhecer de perto o ensino militarizado
Por Renata Moura
Eram 5h30 desta sexta-feira (26), quando os primeiros alunos do Centro Educacional nº 7 de Ceilândia começaram a chegar para uma atividade extraclasse. Uma turma de 30 estudantes foi selecionada e embarcou na primeira visita da gestão compartilhada ao Colégio Militar de Brasília (CMB). Iniciativa da Secretaria da Educação, o passeio tem como objetivo mostrar na prática a dinâmica do ensino militar.
“Esperamos despertar nos alunos referências, exemplos, para que se espelhem, principalmente, em relação à disciplina, uniformes e formação”, explicou o secretário-adjunto de Educação, Mauro Oliveira, que fez questão de participar da visita.
A meta, explica ele, é estender os passeios aos colégios militares Tiradentes, da Polícia Militar; e o Dom Pedro I, do Corpo de Bombeiro Militar do DF. “Ao longo do ano, queremos trazer grande parte dos mais de 6 mil alunos da gestão compartilhada para ter essa vivência; depois, os pais dos alunos também”, prevê.
Na visita, os alunos de Ceilândia acompanharam a cerimônia de premiação das Olimpíadas Canguru de Matemática do CMB. Depois, visitaram as instalações do colégio, conheceram o conjunto de uniformes diários e de gala dos estudantes do ensino militar, bem como a dinâmica das avaliações e as regras. Por fim, durante bate-papo com os organizadores do evento, esclareceram dúvidas gerais.
Entusiasmo
“Eu acho bonitas demais essas roupas. Estou ansiosa para usar o meu uniforme”, disse Keyla Dias, 15 anos, estudante do primeiro ano do ensino médio. Ela sonha em ser engenheira mecânica e está estudando muito para essa conquista. “Estou feliz em vir aqui e ver tudo isso. Sou apaixonada pela carreira militar. Um dia serei engenheira do Exército ou da Aeronáutica”.
A diretora do CEd 7, Adriana Rebelo, destacou que o passeio é algo inovador que precisa ser estimulado. “São bons exemplos. Eles vivem uma realidade bem diferente em outro tipo de escola pública, mas conhecer de perto o desempenho do Colégio Militar é motivador e gera uma esperança, cria uma expectativa de que as coisas vão melhorar para nossa escola também”, avaliou.
Planejando o futuro
Pedro Lima de Souza, 16 anos, se mostrou confiante nos benefícios futuros para o CEd 7. “As brigas diminuíram e as coisas estão mais organizadas”, observou. “Os professores estão conseguindo passar todo o conteúdo. A gente sente que as coisas estão mudando”. Na visita ao CMB, o jovem era um dos mais atentos às apresentações dos comandantes.
O estudante pretende fazer o Programa de Avaliação Seriada da Universidade de Brasília (PAS) no fim deste ano. Quer ser advogado, mas já se debruça elaborando estratégias para um plano B. “Faço um curso de enfermagem à tarde, porque, se acabar o ensino médio e eu não passar na UnB [Universidade de Brasília], posso pagar uma faculdade particular de direito”, conta.
Pedro avalia que o clima entre os estudantes é de empolgação. “É claro que no começo todo mundo estranhou. Foi difícil a relação com os militares, mas agora, aprendemos que o respeito tem mais valor. É só ir lá na escola, que você vai ver”, assegura.
Atualmente cerca de 100 mil veículos passam pela DF-003 diariamente
O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF) liberou ontem (26), o acesso à DF-150 através de dois novos viadutos, que fazem parte da obra Torto-Colorado (LTC) e integra a obra do Trevo de Triagem Norte (TTN). Este trecho é o primeiro a ser finalizado e entregue para a passagem de veículos naquela região.
O DER/DF estima que, a partir de agora, a cada 30 dias faça a entrega de uma parte da obra até que toda ela esteja finalizada. As liberações parciais de trechos da obra conforme forem sendo concluídos vai dar fluidez ao trânsito gradativamente. A conclusão completa está prevista para a segunda quinzena de julho deste ano. Atualmente cerca de 100 mil veículos passam pela DF-003 diariamente.
A obra no Trevo de Triagem Norte e Torto-Colorado
O Trevo de Triagem Norte é composto por 16 obras, entre pontes, viadutos e túneis. O objetivo é distribuir o fluxo de veículos com destino ao Plano Piloto, ao Eixão Norte e Sul, à W3, aos Eixinhos Leste e Oeste e à L2.
Somadas às passagens da Ligação Torto-Colorado — construção de pista marginal à DF-003 e de novos acessos aos condomínios, são ao todo 28 intervenções.
As benfeitorias somam R$ 207 milhões — R$ 146 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 51 milhões de contrapartida do governo de Brasília e R$ 10 milhões da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap).
As obras do Torto-Colorado, especificamente, são fundamentais para livrar a saída norte do DF dos infindáveis engarrafamentos que diariamente ocorrem nos horários de pico (de 6h as 9h e de 17h30 às 19h45), que tanto prejudicam os usuários da DF-003 e das cidades de Planaltina, Sobradinho I e II e diversos condomínios do Grande Colorado, da DF-150. A população média nessas cidades é em torno de 370 mil pessoas.
A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) vai iniciar a partir de segunda (29/04) estudos preventivos nos imóveis dasQuadras 05, 03 e 01 do Setor Veredas, em Brazlândia. O objetivo é implementar melhorias nas redes distribuidoras de água e coletoras de esgoto, proporcionando bem-estar e qualidade de vida às comunidades atendidas pelos serviços da Companhia.
Serão fiscalizadas cerca de 827 inscrições. A previsão é que as equipes da Caesb permaneçam no local por cerca de 60 (sessenta) dias, fazendo levantamento de dados, manutenção de redes de esgoto, fiscalização sanitária de residências, dentre outros serviços.
Para melhor desempenho das equipes e obtenção de bons resultados, é fundamental a colaboração de todos os moradores. Equipe da Caesb começará, inicialmente, distribuindo avisos informando sobre a ação e a importância da colaboração da população em facilitar o acesso às residências. Os empregados estarão uniformizados e portando crachá de identificação da Caesb. Caso o portão esteja fechado, será deixado um aviso de comparecimento com as devidas informações de procedimento.
Mais informações poderão ser obtidas por meio da Central de Relacionamento com o Cliente – 115, Escritório Online no site www.caesb.df.gov.br, Escritórios de Atendimento ao Público ou Postos de Atendimento do Na Hora.
Especialista em inovação indica empresas que estão se destacando no cenário de transformação digital do setor
Em 2018, um mapeamento da Associação Brasileira de Startups identificou no país 364 edtechs, empresas especializadas no desenvolvimento de soluções inovadoras para educação. Essas startups, cujas receitas crescem em média 20% ao ano, vêm buscando responder a demandas de um setor que passa por aceleradas transformações, provocadas por fatores como o avanço tecnológico e as mudanças no mercado de trabalho.
Uma pesquisa publicada pela Pearson no ano passado mostrou que o YouTube está entre as formas favoritas de aprendizagem de jovens com idades entre 14 e 23 anos, uma geração cujas preferências de aprendizagem estão intimamente ligadas à tecnologia. Outro estudo da Pearson, em parceria com a Universidade de Oxford e a Nesta, concluiu que apenas 10% das pessoas estão em ocupações com alta probabilidade de aumentarem sua demanda por profissionais até 2030, e que as chances de empregabilidade dependerão da capacidade dos sistemas educacionais de ajudarem os futuros trabalhadores a desenvolverem habilidades como criação de estratégias de aprendizagem e resolução de problemas complexos.
“Nós não estamos mais aprendendo e ensinando como antes”, avalia Vincent Bonnet, gerente de Inovação da Pearson no Brasil. “Como muitas outras áreas, a educação está passando por uma transformação digital que afeta não somente as ferramentas e os processos, mas também os comportamentos dos educadores e dos alunos. As startups prosperam nesse cenário porque são empresas flexíveis, com facilidade para inovar e se adaptar a novos desafios, respondendo rapidamente às novas demandas que surgem no setor”.
Abaixo, Vincent Bonnet indica sete startups brasileiras que estão acompanhando essa transformação e olhando para o futuro da educação. “É uma tarefa desafiadora selecionar apenas algumas em um universo que, felizmente, está cada vez mais vasto, com empresas novas surgindo a todo instante”, ressalta o especialista. “No entanto, acredito que esta lista traga alguns bons exemplos de startups, em diferentes níveis de maturidade, que vêm se destacando pela originalidade e inovação”.
Geekie
Fundada em 2011, a Geekie parte do princípio de que cada pessoa aprende de um jeito diferente para desenvolver ferramentas digitais de ensino personalizado. Os aplicativos e plataformas criados pela startup ajudam escolas a adaptarem seus conteúdos às necessidades de cada aluno, por meio de tecnologias que realizam diagnósticos individualizados, elaboram planos de estudo e ajudam professores a acompanharem a evolução do estudante. A Geekie é uma das duas edtechs brasileiras listadas no Global EdTech Landscape 3.0, mapeamento realizado pela Navitas que mapeou e classificou mais de 2000 startups em todo o mundo.
Descomplica
Assim como a Geekie, também foi fundada em 2011 e está listada no Global EdTech Landscape 3.0. Nasceu e cresceu como uma plataforma online de preparação para o Enem e os principais vestibulares do país. Passou a diversificar sua atuação a partir de 2016, desenvolvendo cursos a distância também para áreas de concursos, apoio escolar e para estudantes universitários, além de uma variada gama de pós-graduações. Em março do ano passado, anunciou o recebimento de um impressionante aporte de 54 milhões de reais em uma rodada de investimentos.
Me Salva!
Também oferece aulas online para vestibular e Enem, além de reforço para Ensino Médio, preparação para concursos e conteúdos para Ensino Superior nas áreas de Engenharia, Ciências da Saúde e Negócios. A Me Salva! aposta em um modelo de videoaula em que o aluno só vê as mãos do professor escrevendo e desenhando, para ajudá-lo a se concentrar melhor nos estudos. Em 2014, foi selecionada para participar do programa de aceleração da Fundação Lemann.
Veduca
Muito se fala sobre as habilidades do século XXI, mas ainda são poucas as iniciativas educacionais focadas em ajudar a pessoas a desenvolverem as competências consideradas essenciais para a vida em sociedade e o mercado de trabalho do mundo contemporâneo. A Veduca faz exatamente isso. Com cursos baseados em videoaulas e materiais complementares, a plataforma busca contribuir para o desenvolvimento humano, ajudando seus usuários a trabalharem habilidades como liderança, comunicação, diversidade e produtividade. Com preços acessíveis, a Veduca se define como um negócio social, ou seja, uma empresa que, ao mesmo tempo em que visa o lucro, busca contribuir para solucionar um problema social.
Tamboro
Mirando no Ensino Superior e no mercado corporativo, a Tamboro também aposta no desenvolvimento de habilidades do século XXI para ajudar profissionais a melhorarem seu desempenho e se destacarem em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Seus cursos online utilizam ferramentas de gamificação e oferecem atividades colaborativas para que o usuário trabalhe competências como trabalho em equipe, liderança e resolução de conflitos internos. Este ano, a Tamboro foi uma das 79 startups selecionadas para o BNDES Garagem, programa de aceleração e criação do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social.
Eduk
Nasceu em 2013 com o propósito de ajudar pessoas a empreenderem e viverem do que amam fazer. A startup, que tem o técnico de vôlei Bernardinho entre seus fundadores, mantém uma plataforma com mais de 1700 cursos online em oito áreas: Gastronomia, Beleza, Moda, Fotografia, Artesanato, Negócios e Odontologia. Há três opções de assinatura anual com mensalidades de baixo custo, mas também é possível assistir gratuitamente a reprises de cursos que tenham sido lançados há mais de três meses.
Kanttum
Diferente das outras startups desta lista, que têm foco em quem aprende, a Kanttum cria ferramentas tecnológicas para desenvolver quem ensina. Surgiu em 2014, inicialmente com a proposta de oferecer uma solução fácil para gravação e uploads de aulas, de forma que alunos pudessem vê-las posteriormente. No entanto, logo a empresa enxergou oportunidade de suprir uma outra demanda: a de formação continuada de professores. Foi assim que a startup criou o TeachGrowth, plataforma por meio da qual o profissional pode gravar e armazenar suas aulas, assisti-las em exercícios de autorreflexão, receber orientação de mentores, líderes e outros professores e ter acesso a uma trilha de formação personalizada, desenvolvida em conjunto com a instituição onde trabalha.
Rafaela Albuquerque, diretora do Detran, fala sobre o Maio Amarelo. Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
Sexta edição da campanha Maio Amarelo, ação mundial de conscientização sobre a violência no trânsito, terá lançamento oficial em Brasília na próxima segunda-feira (29), no Palácio do Buriti
Por Lúcio Flávio
No trânsito, a cor amarela simboliza sinal de alerta, atenção, advertência. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), desde 2011 essa pigmentação ganhou dimensão social abrangente no Brasil e no mundo. Foi quando a Assembleia-Geral da entidade internacional decretou os nove anos seguintes como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. Nascia assim, o Maio Amarelo, o mês de conscientização sobre a violência no trânsito.
Com abertura nacional da campanha realizada na última quarta-feira (24), em Vitória (ES), e lançamento oficial em Brasília programado para acontecer na próxima segunda-feira (29), às 10h, no Salão Branco do Palácio do Buriti, há seis anos o movimento vem mobilizando o poder público e a sociedade civil no país com o objetivo, entre outras coisas, de despertar a atenção para o alto índice de mortes e feridos no trânsito.
Trata-se de uma ação em favor da vida e da valorização de escolhas conscientes individuais fundamentais que refletem no coletivo. São atitudes que ajudam a manter um ambiente seguro tanto para o condutor do veículo, quanto para pedestre, enfim, todos os atores envolvidos. Preocupações, diga-se de passagem, norteadas, este ano, pelo tema: “No trânsito, o sentido é a vida”.
Diretora de Educação de Trânsito do Detran DF (Direduc) e uma dos dois únicos representantes da causa em Brasília, Rafaela Albuquerque comenta que as ações preventivas e educativas da campanha Maio Amarelo têm contribuído de forma eficiente para reverter quadro tão preocupante. Dados do Detran-DF mostram que, comparando os quatro primeiros meses entre 2018 e 2019, até agora, a redução de mortes fatais foi de 30% e acidentes 28%. “Nosso desafio é, por meio de nossas ações, conseguir plantar a sementinha da conscientização. O foco maior é a vida de todos no trânsito”, destaca a servidora.
Ainda em entrevista à Agência Brasília, a diretora do Direduc fala do poder missionário das crianças na conscientização de tema tão vital, os desafios do trabalho educativo na área e como a criação de leis mais rigorosas têm ajudado no sucesso da ação. “São iniciativas que contribuíram para garantir uma proteção e segurança maior no trânsito”, assegura.
Que reflexão você acredita que a sociedade possa tirar do lema deste ano: “No trânsito, o sentido é a vida”?
Com o slogan deste ano a população deve acreditar que nós somos muito mais do que um carro, moto ou bicicleta, que é algo material. A ideia é trazer a questão para o lado subjetivo, emotivo. Mostrar que ali, por trás do veículo, existe uma pessoa e, consequentemente, uma vida. Estamos lidando com vidas a todo momento e é isso que realmente faz sentindo no trânsito. E o nosso foco maior é a vida de todos no trânsito.
Qual o grande desafio de vocês que trabalham com a educação no trânsito?
Nosso desafio diário é, por meio das campanhas, de nossas ações pontuais, palestras educativas e cursos, conseguir plantar a sementinha da conscientização, enfatizando sempre o quão importante o trânsito é na vida do ser humano. Também, sensibilizar as pessoas a mudarem seus comportamentos inadequados para proporcionar um ambiente seguro para todos. E o Detran vai além, no sentido de que, para a autarquia, uma vida vale muito. Utopicamente, o nosso grande sonho, missão visionária, é de que não tenhamos mais acidentes fatais.
No mês de maio as atividades na educação de trânsito serão mais intensas?
Durante esse período trabalhamos de forma nacional num regime de força-tarefa, aonde diversos órgãos que compõe o Sistema Nacional de Trânsito são mobilizados de forma direcionada em prol do Movimento. No que diz respeito a nossa parte posso dizer que estamos com muitas ações, tanto por parte da diretoria de policiamento, quanto da diretoria de educação, inclusive integrando nossas diretorias internas e com parcerias governamentais e não governamentais. Uma logística que nos permite explorar vários focos de demandas com ações de conscientização voltadas para os motociclistas, pedestres, ciclistas, celular, etc.
Temos um projeto chamado Detran nas Escolas que é um verdadeiro sucesso. Ele abraça instituições da rede pública onde capacitamos professores e alunos. Os envolvidos recebem um material virtual, são convidados a se capacitar com a gente e depois vão semear esse aprendizado nas escolas.
O envolvimento das crianças no trabalho de educação no trânsito é fundamental, sobretudo, pela mensagem de conscientização que elas levam aos pais. Com funciona isso na prática?
Temos um projeto chamado Detran nas Escolas que é um verdadeiro sucesso. Ele abraça instituições da rede pública onde capacitamos professores e alunos. Os envolvidos são convidados a se capacitar conosco e depois vão semear esse aprendizado nas escolas. A ideia é que a educação de trânsito seja trabalhada de forma transversal, assim as crianças estão aprendendo matemática, português, mas também estão abraçando as causas do trânsito. Paralelamente a esse projeto, também fazemos visitas às escolas visitamos às escolas durante as campanhas De Volta Às Aulas, por exemplo, conscientizando pais e alunos. Também realizamos ações pontuais nas escolas que nos demandam, onde realizamos atividades interativas e lúdicas.
Como a garotada tem recebido essa iniciativa já que se trata de uma temática adulta?
As crianças adoram se sentir envolvidas no contexto do trânsito e são as nossas maiores semeadoras, educando seus pais, tios, avós, enfim, toda a família, da importância do respeito às normas de trânsito. Atendemos todas as faixas-etárias. Aquelas que não sabem ler ainda, trabalhamos com material lúdico, atividades como jogo da memória, quebra-cabeça e teatro. As que já sabem ler interagem por meio de livros e informativos.
O Brasil está entre os países com o maior número de vítimas no trânsito. Em que sentido movimentos como o Maio Amarelo contribuem para reverter esse quadro?
Ajuda de forma massiva tendo em vista que a educação é a base de tudo. É através dela que podemos modificar comportamentos inadequados no trânsito e, assim, dos atores ativos deste contexto viário. É importante que cada um tenha consciência do papel que exerce no trânsito, com conhecimento dos seus direitos e deveres.
No Brasil, a questão da violência no trânsito está intimamente relacionada à falta de conscientização e de educação das pessoas? Se cada um fizesse sua parte a realidade seria outra bem diferente…
Por meio de nossas campanhas tentamos trabalhar, principalmente, a questão da autorresponsabilidade do motorista, ciclistas, pedestres, enfim, dos atores ativos deste contexto viário. Se não agirmos de forma correta, estamos sujeitos a cometer um acidente de trânsito que irá afetar diretamente a si próprio e ao próximo. É importante que cada um tenha sua consciência e a necessidade de conhecimento do papel que exerce no trânsito, com conhecimento dos deis diretos e deveres.
É importante que cada um tenha sua consciência e a necessidade de conhecimento do papel que exerce no trânsito.
Como as mudanças nas leis de trânsito com normas mais rigorosas têm ajudado o trabalho de vocês na educação no trânsito?
Foi de extrema relevância essa rigidez. Vejo como iniciativas que contribuíram para garantir uma maior proteção e segurança no trânsito com medidas pontuais e acertivas.
Governador Ibaneis Rocha reforça a meta de incentivar ações nas áreas de saúde, educação e mobilidade
Por Eduardo Soares
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, teve acesso, nesta quinta-feira (25), à versão preliminar do estudo que vai definir os projetos de obras estruturantes e de manutenção mais importantes para o GDF. O objetivo é adequar as ações aos recursos, levando em conta a proposta de recuperar o Distrito Federal.
“A ideia é fazer um trabalho integrado com todas as secretarias, para que a gente consiga priorizar o que é necessário para a cidade e otimizar a destinação dos recursos”, resume o secretário de Obras e Infraestrutura do DF, Izidio Santos Junior. Foram pesquisadas 990 obras e serviços sob cuidados do GDF, em áreas como mobilidade, saúde e educação, que foram classificadas de acordo com a situação.
Segundo Izidio, o levantamento pode ser entendido com um planejamento estratégico, de longo prazo e não imediatista. “Queremos dar um caráter diferente. Chega de apagar incêndio. Não é uma gestão apenas para este governo. É uma gestão de Estado. A gente passa, outras pessoas chegam e é importante que o trabalho não se perca”, ressalta.
Projetos
Ao tomar conhecimento do estudo, o governador Ibaneis determinou que a Secretaria de Fazenda faça uma avaliação dos projetos que podem ser iniciados. “Precisamos fazer dessa cidade um canteiro de obras”, declarou. “Tenho pressa e a cidade também. Essas obras precisam ser iniciadas para termos mais empregos e melhorar a vida das pessoas.”
Tenho pressa e a cidade também. Essas obras precisam ser iniciadas para termos mais empregos e melhorar a vida das pessoasGovernador Ibaneis Rocha
O secretário de Fazenda do DF, André Clemente, esclarece que infraestrutura é uma das principais preocupações do governo Ibaneis, o que demanda a necessidade de ampliar a atuação em áreas como mobilidade, saúde e educação, a fim de atender as necessidades da população.
André reconhece que os recursos do Orçamento são escassos e que é preciso fazer uma captação para financiar toda essa atividade. “É isso que o governador Ibaneis vem fazendo junto a organismos internacionais e instituições financeiras: buscar financiadores e fundos de investimento para viabilizar essa infraestrutura para o DF”, explica. Ele lembra que os segmentos de obras e de construção civil precisam ser estimulados, por serem grandes fontes de geração de emprego.
Ações
De acordo com o secretário-executivo do Conselho Permanente de Políticas Públicas e Gestão Governamental do DF (CPPGG/DF), José Humberto Pires, que contribuiu para compilação dos dados, o levantamento traz não apenas projetos estruturantes, mas também ações em praças, calçadas, pontos de iluminação e outras intervenções viárias para destravar a cidade.
O estudo, complementa José Humberto, contempla ainda os serviços de manutenção, construção, equipamentos, além da urbanização em áreas de regularização, como Vicente Pires, Sol Nascente e Pôr do Sol.
O próximo passo será aprofundar os estudos com as áreas específicas (secretarias de Estado e empresas do governo), para que cada uma possa analisar o levantamento, validar e definir o que é prioridade. Conforme determinação do governador Ibaneis Rocha, esses estudos avaliarão a compatibilidade com o orçamento.
Ocorrência só foi registrada em 2013 e, graças ao empenho da PCDF, investigações tiveram sucesso
A Polícia Civil do DF (PCDF) anunciou, na manhã de quinta-feira (25), o resultado das investigações sobre uma criança que foi retirada da mãe no dia do nascimento, em 11 de fevereiro de 1981, na porta do Hospital Regional do Gama, local do parto. As apurações, realizadas pela 14ª DP, possibilitaram a identificação e localização da criança – que, atualmente, tem 38 anos.
À época com 16 anos, a mãe do recém-nascido saía do hospital quando deixou seu filho com outras pessoas e foi fazer uma ligação telefônica. Quando retornou, não encontrou mais a criança.
Em 2013, após inúmeras tentativas frustradas de encontrar o menino, ela decidiu comunicar o ocorrido à polícia do DF. Os policiais da 14ª DP iniciaram as investigações e, superando as dificuldades em razão do tempo transcorrido, obtiveram sucesso e localizaram o rapaz no estado da Paraíba. O parentesco foi comprovado após exame realizado pelo Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA/PCDF). O material genético foi coletado e encaminhado pela polícia civil paraibana.
A PCDF apurou que o bebê foi levado por pessoas ligadas à dona de um orfanato, localizado em Corumbá de Goiás (GO), local onde a mãe da criança permaneceu por muitos anos, com os irmãos, após perder os pais. O fato – subtração de incapaz e registro do filho de outra pessoa – não foi criminalizado porque não havia legislação, à época, que tratasse a situação como crime.
“Foi uma pesquisa que envolveu muito trabalho”, concluiu o diretor-geral da PCDF, Robson Cândido, destacando a excelência do trabalho realizado pela corporação. Murilo de Oliveira, delegado da 14ª DP, ressaltou a importância do conhecimento das origens e afirmou que a Polícia Civil se sente honrada em restabelecer a verdade dos fatos e o reencontro entre filho e mãe.
Criação do órgão vai somar ações de fiscalização urbana ao planejamento para o desenvolvimento econômico das regiões administrativas
Por Renata Moura
O Governo do Distrito Federal quer avançar nos processos de regularização de terras e desenvolvimento urbano sem deixar de lado a rigidez na fiscalização e combate às invasões e grilagens. A afirmação é do diretor da Agefis (Agência de Fiscalização do DF), Georgeano Trigueiro, ao comentar a aprovação pela Câmara Legislativa do DF do Projeto do Lei do Executivo que cria a Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal – DF Legal. “Todas essas ações diárias de combate às invasões, que já aconteciam de forma sistemática, vão continuar no mesmo ritmo. O que mudou agora é que a gente vai poder planejar mais, focados no desenvolvimento econômico e urbano das cidades”, detalha.
Para Georgeano, com o DF Legal, a fiscalização vai ganhar outro patamar. “Ao invés, de ficar restrita a mão de força do Estado, que iria lá apenas para atuar num trabalho crítico. Agora, passa a debater melhor onde, porque e como realizar a ação, qual o tempo de resposta para o atendimento. Nossa ideia é acelerar os processos e não penalizar o cidadão que está buscando a regularização e não consegue ir adiante”.
O texto de criação do DF Legal deve ser sancionado nos próximos dias pelo governador Ibaneis Rocha. Após a publicação, a nova secretaria vai absorver as funções da Agefis. “Todas as atribuições da Agência permanecem dentro da Secretaria. O corpo de fiscalização terá novas funções. Agora, vamos contribuir com mais. Apontando os vetores do crescimento e apresentando propostas para o desenvolvimento urbano ordenado, trabalhando juntos com os outros órgãos do governo”.
Georgeano lembra que o governo tem trabalhado muito no sentido de buscar o desenvolvimento econômico com ordenamento urbano. Segundo ele, desde o início do ano, já foram realizadas 70 operações de desocupação de área irregular. “Há uma semana, o governo regulamentou a atividade de ambulantes e estamos preparando outras medidas para ajustar também o ordenamento do comércio”, informa.
SAIBA MAIS
A atividade de Fiscalização vai perder poderes? Não. O DF Legal veio para melhorar a relação da fiscalização com a sociedade e ter voz ativa enquanto Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística. Além de manter as atribuições anteriores que eram de fiscalização e defesa da legalidade e melhoria da qualidade de vida, a nova secretaria vai também:
Ter a mesma autonomia que as demais Secretarias, podendo participar das discussões e das decisões de governo com interlocução direta com os demais órgão;
Orientar o cidadão, mediando conflitos relacionados às suas competências. Caso a conciliação não seja possível dentro da legalidade, será feita atuação enérgica no combate às irregularidades;
Pautar suas ações para que a sociedade compreenda a importância de uma conduta urbana sustentável;
Ter especial zelo pelas áreas de relevante interesse ecológico, que são fundamentais para a qualidade da água que o cidadão consome;
Proteger o Patrimônio de Brasília como sítio histórico tombado pela Unesco;
Atuar em conjunto com os demais órgãos a fim de contribuir com os programas de habitação;