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Projeto de Lei de Delmasso garante o acesso ao exame pré-eclâmpsia às gestantes

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A mortalidade materna na capital federal é quase cinco vezes maior do que em países desenvolvidos

O vice-presidente da Câmara Legislativa, deputado Delmasso (PRB), criou o projeto de Lei 378/2019 que garante o acesso ao exame de triagem pré-natal combinada para pré-eclâmpsia às gestantes que realizarem pré-natal na rede pública de saúde do Distrito Federal.  A proposta tem o propósito de tornar possível o diagnóstico precoce, monitoramento e tratamento preventivo das gestantes.

Delmasso afirmou que a atenção e o cuidado pré-natal são os acompanhamentos da equipe de saúde que toda gestante deve ter, a fim de manter a integridade das condições de saúde da mãe e do bebê. “Durante toda a gravidez são realizados exames clínicos e laboratoriais que visam identificar, prevenir e quando possível tratar doenças que podem trazer prejuízos à saúde da mãe ou da criança”, ressaltou.

A mortalidade materna na capital federal é quase cinco vezes maior do que em países desenvolvidos. O dado foi publicado no mais recente Relatório Epidemiológico sobre Óbitos Maternos no Distrito Federal, divulgado pela Secretaria de Saúde do DF, em 2017.

A gestante que for identificada como alto risco para desenvolvimento de pré-eclâmpsia deverá ter monitoramento da gestação e iniciar o tratamento adequado até no máximo a 16ª semana de gestação. Os profissionais de saúde envolvidos no atendimento à gestante deverão receber capacitação profissional para o atendimento adequado.

Setur-DF e Embratur irão trabalhar juntas para divulgar capital no exterior

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Secretária de Turismo, Vanessa Mendonça

Secretária de Turismo, Vanessa Mendonça, esteve presente na posse do novo presidente do Instituto Brasileiro do Turismo, Gilson Machado Neto

A atuação da Secretaria de Turismo do Distrito Federal no incremento do segmento em Brasília foi elogiada pelo novo presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, durante a sua posse, realizada quarta-feira (29), na sede do Instituto, em Brasília.  Estiveram presentes ao evento o presidente da República, Jair Bolsonaro, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, a secretária de Turismo do Distrito Federal, Vanessa Mendonça, o deputado e presidente da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, Newton Cardoso Júnior, e representantes do governo e do trade turístico.

De acordo com a secretária Vanessa Mendonça, a Setur e a Embratur atuarão em parceria para divulgar a capital do país no exterior. “Vamos trabalhar a nossa cidade para que os estrangeiros venham conhecer a diversidade turística que temos. A nossa capital é muito mais do que brasileiros e estrangeiros pensam. Esse trabalho com a Embratur será essencial para impulsionarmos a nossa economia e a geração de empregos por meio da indústria do Turismo”, afirmou Vanessa Mendonça.

O presidente empossado da Embratur destacou que o trade será um importante parceiro para o incremento do Turismo no país. “O trade será o nosso motor para que o Brasil chegue no lugar que merece. Temos o melhor trade do mundo, que apesar das dificuldades, vocês conseguem se manter em pé”, destacou Gilson Machado Neto.  Ele informou que a Embratur irá escutar o esse público para saber quais são as expectativas do segmento em relação ao Instituto e ao governo federal.

“A Embratur tem como objetivo melhorar a imagem do Brasil no exterior. O momento é muito importante porque já conseguimos alguns avanços”,  ressaltou o ministro do Turismo. Marcelo Álvaro Antônio citou como exemplo o crescimento de 3,5% do segmento no primeiro trimestre desse ano e que está sendo elaborada uma Medida Provisória que irá englobar todas as ações necessárias para impulsionar essa indústria no país. “O Turismo pode ser a mola propulsora da geração de empregos”, exclamou o chefe da pasta.

O presidente Jair Bolsonaro disse que o Turismo tem que fazer parte da economia do país.  “Estamos no ambiente do Turismo, dada as nossas riquezas, é aquele que com menor investimento traz mais receita para o nosso país”, frisou o presidente da República.

Urban Jungle: Evento traz os maiores nomes mundiais do paisagismo urbano

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Workshop será ministrado pelos digitais influencers e autores do livro Urban Jungle

No dia 30 de maio, o 365.Store (CLS 402) abre suas portas nesta semana e já começa mostrando a que veio. O empresário Flávio Mikami traz, pela primeira vez em Brasília, um workshop com os escritores Igor Josifovic (alemão) e Judith de Graaff (holandesa), do livro de Urban Jungle. Os dois resolveram sair da Europa e ir de encontro com a comunidade que ultrapassa mais de 40 paisagistas e entusiastas, indo em lugares estratégicos que contribuem para as informações postadas no blog que chega a quase 1 milhão de seguidores.

O Urban Jungle, ou floresta urbana, se tornou a nova tendência de decoração como forma de levar o verde para dentro de casa, pensando nisso, Igor e Judith em 2013 começaram a divulgar em seus blogs um “tópico verde” por mês. A ideia viralizou e então surgiu o livro “urban Jungle”, que contêm fotos de variados espaços recheados de plantas das mais variadas espécies.

No WorkShop serão abordados temas como: dicas de plant design, o que é tendência de paisagismo no mundo, como considerar seu ambiente um Urban Jungle, os benefícios que as plantas proporcionam à saúde, e negócios com plantas. E aproveitam para falar do novo livro que promete trazer muito mais conteúdo e dicas.

“A 365.Store vem para oferecer tudo para quem gosta de paisagismo, independente do tamanho do espaço. Com a vida urbana, as pessoas se afastaram do contato com a natureza e é isso que queremos resgatar. O workshop vem justamente para mostrar que é possível tornar as cidades, os lares, os escritórios, enfim qualquer ambiente mais verde e com isso ganhar em qualidade de vida”, destaca Flávio.

É uma oportunidade única de ficar por dentro desse universo que promete revolucionar o paisagismo do Mundo.

Urban Jungle

Local: Asa Sul Comércio Local Sul (CLS) 402 loja 15

Data: 30 de maio

Hora: 15h às 18h

Valor: R$ 150,00

*Para o workshop, é preciso ter fluência em inglês

Loja aberta em sistema de soft opening

Compras pelo site: https://pag.ae/7UVQNygVp

Informações: (61) 3703-0365 ou instagram @espaco365

Voz da cidade: Mina Ziane sobe ao palco interpretando clássicos da MPB e do POP

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Acompanhada pelo pianista Pedro Scalon, a cantora traz grandes nomes música nacional

Sucesso nas noites de Brasília, a cantora Mina Ziane faz uma apresentação única no restaurante Feitiço Mineiro (SCLN 306), no próximo dia 4 de junho, às 21h30. Intitulado “MPB e POP”, a cantora leva ao público brasiliense um repertório recheado de sucessos,  reunindo canções de grandes nomes da música nacional como: Beto Guedes, Marisa Monte, Elis Regina, Vander Lee, Lulu Santos, entre outros outros. Os ingressos custam R$ 20.

Além dos palcos, Mina Ziane também compõe músicas e escreve poemas. Entre as obras, a crônica “Corrida de Qualquer dia” foi contemplada com o primeiro lugar do prêmio literário Raquel de Queiroz em 2004. Acostumada a fazer shows nos restaurantes e cafés de Brasília, a cantora está com um novo projeto em parceria com pianista e violinista Pedro Scalon.

Com a agenda cheia, o músico faz shows não só em Brasília, mas em Goiânia, São Paulo e outros estados. Para a apresentação no Feitiço Mineiro, os dois artistas prometem emocionar o público com sucessos da MPB e do POP.

“É sempre um prazer cantar para o público brasiliense. Em meus shows, busco trazer algo especial, com grandes clássicos nacionais e, dessa vez, em parceria com o pianista Pedro Scalon teremos um show repleto de MPB e POP. Espero emocionar aqueles que estiverem presentes com minha música”, diz a cantora.

Show Mina Ziane – MPB e POP

Data: 04 de Junho de 2019

Horário: 21h30

Couvert: R$ 20

Classificação Livre.

Local: Restaurante Feitiço Mineiro – SCLN 306, Bloco B. Asa Norte – Brasília-DF.

Reservas: (61) 3272-3032

 

Prospecção do BRB na Agrobrasília cresce 55%

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Estimativa de crescimento em negócios efetivos deve chegar a 112%

Cresceu 55% a prospecção do BRB na 12ª edição da Feira Agrobrasília, realizada entre 15 e 18 de maio, no PAD-DF. Ao todo, foram prospectados R$ 198 milhões ante R$ 127 milhões no mesmo evento no ano passado. Do volume total de negócios prospectados, a expectativa é de fechamento efetivo da ordem de R$ 100 milhões. Em 2018, o Banco fechou R$ 47 milhões em negócios. Confirmados os números, o incremento real deverá chegar a 112%.

Durante a Feira, uma das cinco maiores de agronegócio do País, o BRB ofereceu crédito com as melhores taxas do mercado, de 2,5% a 9,55% a.a. A oferta ocorreu com Recursos Obrigatórios (RO) e Recursos Próprios Livres (RPL), e dispensou projeto técnico, para aquisição de máquinas e equipamentos, para os clientes da carteira que protocolaram propostas na Agrobrasília.

“Investir no setor do agronegócio é fundamental para a consolidação do BRB como instrumento de desenvolvimento regional. Estamos trabalhando para que o Banco assuma esse protagonismo. O aumento do volume de negócios prospectados reforça que estamos no caminho certo”, afirmou o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Entre as novidades apresentadas na Feira pelo BRB, estava a possibilidade de financiar até 100% do orçamento e de utilizar o CDU (Concessão de Direito de Uso Oneroso) e CDRU (Concessão de Direito Real de Uso) como garantia das operações de investimento.

As linhas de crédito disponíveis na Feira destinaram-se a custeio, investimento, comercialização e industrialização agropecuários. O cliente Leomar Cenci assinou, durante a Feira, contrato de RPL (Recursos Próprios Livres) para investimento agrícola, e destinou os recursos para a compra de um pulverizador. “A equipe de crédito rural do BRB busca ter um conhecimento e um relacionamento próximo com os produtores com os quais trabalham, para entender o que tem sido feito. Esse é o grande diferencial do Banco”, elogiou.

Estar na contramão da transformação digital pode ser o começo do fim do seu negócio

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Por Carlênio Castelo Branco, CEO da Senior

Não há como negar, o mundo mudou e a tecnologia se tornou determinante para a sustentabilidade econômica da maioria – senão todos – os segmentos de negócios. Vivemos a era da transformação digital, com soluções, aplicações e automação além de tudo o que já presenciamos. Especialmente porque a velocidade da evolução tecnológica atingiu um patamar que até então muitos de nós julgávamos impossível.

A competitividade das empresas, sejam elas corporações globais ou PMEs, está cada vez mais baseada no controle que passam a conquistar em seus processos graças a automação e a soluções que vão desde a linha de produção até o contato com o cliente. Investir em tecnologia não é, há tempos, um privilégio ou uma regalia para poucos, mas sim uma necessidade de todos.

Basta um olhar mais atento ao cenário econômico mundial para percebermos a importância de estarmos alinhados às novas tendências de Tecnologia da Informação e Comunicação. A consultoria IDC, por exemplo, em uma pesquisa com empresas do mundo todo, identificou que 89% dos entrevistados estão adotando algum modelo de digital-first. Além disso, 59% das organizações já apostam em dispositivos móveis.

Estes são dois exemplos claros de questões que já são realidade dentro da chamada transformação digital. A mobilidade, o uso de inteligência artificial, internet das coisas e dispositivos que se conectam com sistemas de gestão estão garantindo não só controle de dados, mas também um novo panorama de produção, tomada de decisão e análise dos negócios.

Vivemos a era da conectividade e precisamos entender que é preciso evoluir junto com nossos clientes. Áreas que há pouco tempo ainda eram analógicas agora ganham força com processos digitalizados. Um exemplo é o setor de logística. Na Black Friday de 2018, por exemplo, processamos mais de 6 milhões de pedidos – cerca de 48% de todos os realizados nos e-commerces do país – em nossas soluções para o segmento. Esse dado considerável mostra que a agilidade na entrega, a organização dos processos e a garantia de um negócio sustentável dependem da tecnologia aplicada.

O RH é outra área que passa por uma profunda transformação. Cada vez mais estratégico, tem visto conceitos como o de People Analytics, que mensura questões como produtividade e satisfação no ambiente de trabalho, ganham força com soluções de automação de dados. Tarefas antes comuns entre os profissionais passam a ser realizados por assistentes virtuais, enquanto as equipes focam em alternativas e estratégias que garantem a contratação e manutenção de talentos.

Em contrapartida, ainda presenciamos muita s empresas relutantes no investimento tecnológico. Um recente estudo da Dell revelou que 40% das companhias brasileiras ainda atuam de modo reativo, sem buscar soluções que possam colocá-las no mesmo patamar que concorrentes cada vez mais fortes e tecnológicos. Não priorizam estratégias de transformação digital nem tem planos para o futuro dos negócios. Um cenário preocupante, onde quem não aposta na inovação fica, cada vez mais, de fora da fatia de mercado que antes lhe pertencia.

Não estar atento a este movimento de constante evolução é tornar-se vulnerável diante de tantos negócios inovadores. Investir é necessário, a transformação digital é realidade e fechar os olhos para este novo universo pode ser um erro fatal.

*Carlênio Castelo Branco é CEO da Senior desde 2012. Formado em Ciências da Computação pela Universidade Católica de Pernambuco, possui pós-graduação em Administração Financeira pela Universidade de Pernambuco e MBA pela Universidad Mayor, do Chile.

Com mais de 20 anos de experiência profissional, iniciou sua carreira como programador no Instituto de Tecnologia em Informática, atuou na área comercial do Grupo Carlos Lyra e da Oi/Telemar, foi diretor executivo de Varejo e Marketing na Getnet Tecnologia. Sua forte atuação em varejo o levou a planejar e implementar as operações da companhia no Chile, onde ocupou a posição de diretor-Geral.

O executivo conta ainda com ampla vivência em processos de fusão e aquisição, implementação de operações em novas regiões e atividades com canais de distribuição.

Aprovado em Goiás o primeiro regimento interno de um quilombo no Brasil

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Iniciativa da Associação Quilombo Kalunga será modelo para outras comunidades quilombolas

A Associação Quilombo Kalunga (AQK) finalizou em maio a elaboração do regimento interno, um projeto pioneiro em nível nacional. O regimento interno estabelece normas para a gestão ambiental e territorial do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga (SHPCK), para o reconhecimento da ascendência e da remanescência Kalunga, e para a exploração do turismo no território.

O SHPCK é considerado o maior território de quilombo no Brasil, com 261.999,69 hectares, e fica localizado na região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

De 18 de março a 12 de maio foram realizadas 14 assembleias, que envolveram todas as 39 comunidades Kalunga e contaram com a participação de mais de mil pessoas. Nestes encontros foram debatidos os pontos mais importantes que, no entendimento dos presentes, deveriam constar do regimento interno, sendo por eles eram votados e aprovados os conteúdos.

Nestas assembleias também foi sendo amadurecida a criação de um Conselho de Representantes da AQK, um colegiado formado por três representantes de cada comunidade local e que passou a integrar a direção da Associação Quilombo Kalunga.

Nos dias 23 a 26 de maio foi realizada a Assembleia de Representantes eleitos nas reuniões das comunidades, na sede da Associação Kalunga de Cavalcante. Foram momentos de intensos debates de cada artigo e de cada parágrafo, sendo, ao final, aprovado.

De acordo com Vilmar Souza Costa, presidente da Associação Quilombo Kalunga, o regimento interno é de essencial importância para regulamentar as relações existentes dentro do território, sempre respeitando os costumes, os saberes e as tradições do povo Kalunga. “A criação do nosso regimento é mais uma demonstração da capacidade do povo Kalunga de se organizar, de defender e de gerir seu território. Construímos de forma coletiva e participativa as nossas próprias normas, que serão seguidas por todo o nosso povo”, afirma Costa.

Maria Aparecida Mato, diretora-executiva da CONAQ – Coordenação Nacional de Articulações das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do Brasil– participou de uma das 14 assembleias e enalteceu a importância das normas e da cultura de um povo quilombola serem colocadas no papel, como uma prova escrita e concreta de tudo que está estabelecido. “Este é o primeiro quilombo do Brasil a criar um regimento interno. É um exemplo e um modelo que será seguido por várias outras comunidades quilombolas do Brasil”, revela.

Houve dois outros fatos importantes durante a realização da Assembleia. O primeiro foi a apresentação do grupo de teatro “Arte Kalunga MATEC”, que apresentou a peça “Escravo em Busca de Liberdade”. O outro foi a participação dos estudantes Kalunga universitários, que tiveram direito de participar dos debates e de indicar três delegados com direito a voto.

Outro tema que foi tratado nas reuniões nas comunidades e na assembleia de representantes foi o projeto “Uso do Geoprocessamento na Gestão do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga – SHPCK”, fomentado pelo Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, da sigla em Inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund).

O projeto tem como objetivos conhecer com profundidade a realidade das comunidades Kalunga, usar a tecnologia de geoprocessamento para mapear detalhadamente o território, promover a ocupação do SHPCK de uma forma mais sustentável e fazer com que os Kalunga sejam reconhecidos internacionalmente como defensores da conservação da biodiversidade. O geógrafo Elizon Nunes apresentou os avanços do projeto para os presentes.

Sobre a Associação Quilombo Kalunga

A Associação Quilombo Kalunga – AQK – é uma organização civil, sem fins lucrativos e sem finalidade econômica, fundada em outubro de 1999. É constituída pelas Associações Kalunga de Cavalcante, de Monte Alegre, de Teresina e do Engenho II, além da Epotecampo. Ela representa o maior território de quilombo no Brasil, com 262 mil hectares de terras. A Associação promove a defesa de interesse de todas as comunidades formadas por moradores do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga – SHPCK -, espalhados entre os municípios goianos de Cavalcante, Monte Alegre de Goiás e Teresina de Goiás, e representá-las em todas as instâncias legais e administrativas. Mais informações: (62) 3494-1062, aqkalunga@gmail.com e https://www.facebook.com/pg/AQK-Associação-Quilombo-Kalunga.

“Precisamos mais de diálogo”, diz Maia sobre relação com Executivo

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje (29) que com o “diálogo da política com a sociedade” será possível “recuperar o Brasil”. Após o presidente Jair Bolsonaro ter aparecido na manhã de hoje de surpresa em uma sessão solene em homenagem ao humorista Carlos Alberto de Nóbrega na Câmara, Maia avaliou que foi bom o presidente ter ido ao Congresso. “É bom o presidente vir aqui prestigiar o homenageado, prestigiar a Câmara, precisamos mais disso, mais de diálogo e proximidade que de conflito. Acho que o Brasil está precisando disso”, ressaltou.

Ainda sobre a relação com o Palácio do Planalto, Maia avaliou que o importante no momento é manter “o ambiente distensionado” para que o brasileiro veja o Legislativo e o Executivo como Poderes preocupados em reduzir a lista de 13 milhões de desempregados e 9 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza por meio de crescimento e geração de emprego.

Previdência

Em conversa com jornalistas na manhã de hoje, o presidente da Câmara negou que ontem (28) tenha dito que iria pedir uma antecipação do relatório da reforma da Previdência ao deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).

“O que eu pedi foi um pré-relatório antes, para que a comissão [especial] mesmo pudesse avaliar antes de uma apresentação oficial. Com isso, a gente constrói uma maioria mais fácil . Não foi nenhuma tentativa minha de antecipar e atropelar os prazos, atropelar o trabalho da comissão, ao contrário, acho que com um pré-relatório, apresentado uma semana antes, os deputados vão poder fazer críticas e a gente vai poder ter a sensibilidade se o texto que ele [está] querendo apresentar, encaminhando para apresentação é um texto que garante a vitória não só no plenário, mas também na comissão”, explicou.

Maia disse ainda que não há atraso na tramitação da reforma da Previdência e reafirmou que, “se tiver voto”, pretende colocar o texto em votação “dentro do prazo adequado”, segunda quinzena de junho na comissão especial e na primeira quinzena de julho, antes do recesso parlamentar, no plenário da Casa.

Pesquisadores da UnB apresentam pesquisas avançadas contra a Dengue

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A pesquisa envolveu três subprojetos: estudo da interação dos vírus com vetores e hospedeiros; estudo das respostas imunológicas e inflamatórias e o desenvolvimento de drogas antivirais

Dois pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) apresentaram à Fundação de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) resultados avançados de duas pesquisas fomentadas pela Fundação no Edital 04/2016.  Eles apresentaram avanços no controle do mosquito Aedes aegypti e das doenças Dengue, Zika e Chikungunya, com produção de biolarvicida eficiente e seguro para humanos, kits de diagnóstico, além do desenvolvimento de drogas de combate à transmissão de viroses e vacinas.

O projeto “Explorando a Interação Vírus/Vetor/Hospedeiro e o Desenvolvimento de Drogas Antivirais como estratégias de Controle de Arboviroses e seu vetor Aedes aegypti”, coordenado por Renato Resende, envolveu 33 pesquisadores, 25 estudantes e seis instituições parceiras. A pesquisa envolveu três subprojetos: estudo da interação dos vírus com vetores e hospedeiros; estudo das respostas imunológicas e inflamatórias e o desenvolvimento de drogas antivirais.

O projeto resultou na publicação de oito artigos, na melhoria das instalações do Biotério do Instituto de Ciências Biológicas da UnB e da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde do Distrito Federal (Dival/SES). A pesquisa também possibilitou a capacitação de seis alunos de Iniciação Científica, quatro alunos de Doutorado, cinco alunos de Mestrado e 10 pesquisadores de Pós-Doutorado em diversos níveis de atuação em áreas estratégicas relacionadas ao projeto, como pesquisa e desenvolvimento, diagnóstico, produção de vacinas, controle de agentes patogênicos e controle de vetores virais.

O projeto também contou com duas colaborações internacionais com o Departamento de Virologia da Wageningen University (Holanda) e com o French National Centre for Scientific Research (França).

Outras fases da pesquisa ainda estão em andamento, como desenvolvimento de vacinas de amplo espectro, desenvolvimento de drogas e inibidores de transmissão viral, predição epidemiológica de infecções isoladas e múltiplas na população, desenvolvimento de produtos (receptores, inibidores, anticorpos) para tratamento, otimização de drogas com ação antiviral e desenvolvimento de inseticidas para controle do mosquito.

Já o pesquisador Tatsuya Nagata coordenou o projeto “Zika, Dengue e Chikungunya: abordagem multidisciplinar para desenvolvimento de soluções aplicáveis em saúde pública”. A pesquisa contou com a participação de 55 pesquisadores e seus alunos e com a parceria de outras cinco instituições.

Os principais objetivos foram o monitoramento e o controle dos mosquitos Aedes aegypti, levantamento da história natural da infecção pelo vírus Zika no DF, caracterização da variabilidade genética de arbovírus (vírus transmitidos por insetos) circulantes no DF, produção de kits diagnósticos para Zika, Dengue e Chikungunya e de vacinas para Zika.

O estudo monitorou a ocorrência dos mosquitos em São Sebastião, avaliou o efeito de estações disseminadoras do inseticida pyriproxyfen (PPF), verificou a suscetibilidade de populações do mosquito ao PPF, avaliou a presença de vírus nos mosquitos e desenvolveu novas formulações de inseticidas biológicos.

O trabalho mostrou que as estações de disseminação de PPF funcionam, pois houve redução de 72,5% na densidade de mosquitos em São Sebastião, área avaliada na pesquisa, e indicou que as seis populações coletadas de Aedes aegypti apresentaram elevado nível de suscetibilidade ao inseticida. Os pesquisadores também desenvolveram um biolarvicida líquido que demonstrou ser seguro para uso no controle dos mosquitos até mesmo em água destinada ao consumo humano.

Os kits diagnósticos também foram desenvolvidos, conforme previsto nos objetivos. Antígenos produzidos em sistema de Baculovírus e planta (Dengue, Zika e Chikungunya) foram utilizados para montar o Kit rápido de Chikungunya e Kits de Dengue e Zika específicos ainda estão sendo desenvolvidos.

O cronograma original do Edital 04/2016 previa o fomento à realização das pesquisas até junho 2020. Mas, diante da relevância dos objetos de estudo para a população do DF e dos avançados resultados já apresentados pelos pesquisadores, a FAPDF irá estender o fomento às pesquisas e assinar novo Termo de Outorga e Aceitação (TOA) no dia 3 de junho.

*Com informações da Fundação de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal

Enquanto Ministério Público proíbe fumacê, mosquito da dengue segue matando no DF

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A procuradora do Ministério Público do Trabalho, Renata Coelho, bate o pé e manda travar fumacê, a ação mais eficaz no combate a proliferação do mosquito da dengue que já adoeceu mais de 21 mil pessoas e provocou 21 mortes nos últimos cinco meses no Distrito Federal

Por Toni Duarte, do RADAR-DF

O novo diretor da Vigilância de Saúde, Divino Valério Martins que assumiu o cargo nesta terça feira (28),  disse que “não se acaba com uma epidemia e nem se combate o aedes aegypti com discurso”

Em qualquer lugar do planeta, segundo as autoridades de vigilância epidemiológicas, consultadas pelo Radar-DF, existem duas formas mais eficazes de combate à dengue.

A primeira é destruindo o foco das larvas, usando cloro em águas paradas e retirada de lixo do ambiente.

A segunda medida é o uso do “fumacê” na fase em que as larvas se transformam no  mosquito transmissor do vírus da dengue, zika e chikungunya.

No entanto, o último dever de casa,  para o combate ao mosquito, foi interrompido pela procuradora do Ministério Público do Trabalho, Renata Coelho, alegando que o espaço que se encontra instalado os equipamentos do fumacê, em Taguatinga, estava irregular. Ela determinou a interdição do local.

Dez dias após a medida,  o MPT voltou à carga novamente com outra alegação: exige agora certificados que comprovem a qualificação dos trabalhadores, recibos de entrega de equipamentos de proteção individual (EPI) e exames médicos dos funcionários.

Enquanto as discussões pairam sobre o gabinete de uma única procuradora do MPT, o que coloca em risco as vidas dos mais de três milhões de moradores do Distrito Federal, o mosquito da dengue segue adoecendo milhares e provocando mortes.

Em cinco meses já morreram 21 pessoas com dengue hemorrágica.

O último boletim da Secretaria de Saúde aponta que cerca de quase 22 mil pessoas estão com dengue no DF.

A estatística ainda pode ser bem maior, já que ninguém sabe, até agora, qual é o número exato de pessoas que passaram, nestes últimos 5 dias,  pelas tendas montadas pelo governo para o atendimento ao público.

A crise ocorrida no âmbito da Vigilância à Saúde, fez com que o vice-governador Paco Brito demitisse a subsecretária Elaine Morelo por ter se ausentado de Brasília, no momento em que o mosquito, silenciosamente, está mantando pessoas.

O planejamento do mosquito está  ano-luz a frente do planejamento do governo. No passado o bichinho, bateu em Agnelo, acabou com Rollemberg e agora faz estrago no governo Ibaneis.

O novo subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valério Martins,  que se encontra a menos de 24 horas no cargo, disse ao Radar nesta terça-feira (29), que o DF está em “Estado de Guerra”.

“Ou a gente mata o mosquito ou o mosquito  mata a gente”, disse Divino Martins.

Para ele, que já foi coordenador nacional do programa de combate à dengue do Ministério da Saúde, se não houver o uso do fumacê, neste momento, a arma mais letal contra o aesdes aegypti, fica difícil acabar com a epidemia.

Ele disse que precisa de condições para trabalhar e que não pode fazer isso com os entraves jurídicos que estão aí.

“Mosquito não morre com discurso. Irei hoje (29),  ao Ministério Público do Trabalho para conversar com a Procuradora Renata Coelho e explicar a ela porque precisamos agir urgentemente”, afirmou.

Ele disse ainda que dengue, zika e chikungunya é um problema de saúde em vários países do mundo como as epidemias ocorridas nos Estados Unidos, Espanha e mais recentemente na Itália.

“O que precisamos neste momento é deixar o discurso secundária de lado e trabalhar para combater a epidemia”, disse.

O novo comandante da Vigilância a Saúde do DF  afirmou que o mosquito não escolhe a classe social para picar e matar as  suas vítimas.