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Brasiliense conquista Bi-Campeonato Mundial de Contra Relógio

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(Foto Jose Sotelo)

João Vitor Oliveira foi o único brasileiro a participar da competição. A prova possui largada individual e é determinante para garantir uma vaga no UCI Granfondo World Championship

A cidade mexicana San Luis Potosí recebeu, no último sábado (8), 200 ciclistas para participar da prova de Contra Relógio. Entre os atletas inscritos, o brasiliense João Vitor Oliveira ganhou destaque na competição e conseguiu conquistar a primeira colocação na prova de ciclismo. A corrida é considerada a mais dura no esporte, visto que sua intenção é testar o limite dos melhores atletas.

A competição, iniciada na sexta-feira (7), envolveu três dias de provas exclusivas para ciclistas e pertence ao calendário da União Ciclística Internacional (UCI). A UCI Granfondo World Series é uma cadeia de dez provas realizadas ao redor do mundo para qualificar os melhores ciclistas para a maior competição voltada ao esporte: o UCI Granfondo World Championship, que ocorrerá em setembro, na Polônia.

João Vitor Oliveira, o único brasileiro a competir em San Luis Potosí, garantiu sua vaga para a futura competição visto que o campeonato, em setembro, permite a participação apenas dos melhores atletas da série classificatória do Granfondo World Series.

“No Contra Relógio, assistimos o brasileiro João Vitor Oliveira renovar sua vitória do ano passado sobre o francês Rapha Menu Sagramoso, em segundo, e o mexicano Robinson Miranda, terceiro colocado, com folga de 17 segundos e 24 segundos, respectivamente”, conta Hector Lopez Merida, comissário da União Ciclística Internacional e organizador da prova.

Para conseguir êxito no percurso, o brasiliense precisou de um treinamento intenso e focado na competição. Os treinos, realizados nos Estados Unidos, foram feitos seis vezes por semana na própria bike do atleta. Além disso, João contou com exercícios regulares na academia.

“Meu ciclo anual de treino gira em torno da Championship. O resultado de San Luis Potosí foi incrível, mas espero conseguir melhorar ainda mais meu condicionamento para estar mais perto do próximo título”, acrescenta João Vitor. A disputa na Polônia terá percursos mais duros e técnicos, exigindo o máximo dos atletas.

Arco-íris – Os ganhadores da UCI World Series ganham o direito de usar a camisa arco-íris, que representa o título mundial da modalidade, uma forma de reconhecimento dentro do meio.

Principais títulos

Além da recente conquista, João Vitor conta com mais vitórias para levar na bagagem do esporte. Em 2017, Oliveira foi classificado como vice-campeão mundial de Granfondo World Series. No ano seguinte, o atleta conquistou o primeiro lugar na mesma competição.

Agora, o brasiliense carrega o seu segundo ano consecutivo como campeão mundial de Contra Relógio Granfondo World Series.

“A sensação de ganhar é incomparável, traz sentido para todas as horas e dias treinando. É, de fato, um motivo de muita felicidade e o sentimento de dever cumprido”, comemora.

Quando tudo começou?

Caçula de uma família de três filhos, João Vitor diz ter sido influenciado pelo irmão Luis Felipe, de 30 anos, que é administrador e há muitos anos pedala nos finais de semana, fazendo trilhas e longos pedais pela região circunvizinha a Brasília. “Comecei a pedalar em 2006 e, dois anos depois, já estava competindo em provas locais. Nesta época, entrei para a equipe de base da Caloi, no interior de SP, e comecei a competir no Brasil inteiro”, conta o atleta, lembrando que, no início, a prática se dava pelo simples prazer e pela sensação de liberdade trazida pela bike.

Entre os principais títulos de João Vitor, destacam-se:

o Prêmio Brasília, de melhor atleta da categoria por dois anos seguidos (2016 e 2017); atual campeão mundial de Contra Relógio  UCI Granfondo World Series (México, 2018); vice-campeão UCI Granfondo World Series (Dubai 2018); campeão mundial UCI Granfondo World Series em 2017 (México); e

melhor atleta latino americano na Final do Mundial de Granfondo UCI (UCI Granfondo World Championships) na França, no ano passado.

GDF inova com acesso digital aos dados da carteira de identidade

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Polícia Civil do Distrito Federal vai liberar aplicativo e-Identidade para smartphones Android em duas semanas e para IOS em 30 dias

Por Jessica Antunes

Todos os documentos disponíveis na palma da mão e a um par de toques do cidadão. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) vai disponibilizar o aplicativo e-Identidade, uma ferramenta digital para acessar as informações da nova Carteira de Identidade por smartphones. A intenção é facilitar e otimizar o alcance seguro aos dados do brasiliense, reduzindo a necessidade de portá-los individualmente e a consequente chance de perda ou extravio, além de combater fraudes. O DF é a primeira unidade da Federação a implementar a ferramenta, válida como documento oficial em todo o território nacional, previsto no Decreto 9.278/2018.

O cidadão terá um aliado para consultar a qualquer momento e lugar as informações do documento impresso em meio físico desde maio, como CPF, Título de Eleitor, Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), NIS/PIS/PASEP, Certidão Militar, Identidade Profissional, Cartão Nacional de Saúde (CNS) e Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O e-Identidade é uma ferramenta para beneficiar a população do DF. É um sistema que vai praticamente acabar com as fraudesRobson Cândido, diretor-geral da PCDF

“O e-Identidade é uma uma ferramenta para beneficiar a população do DF. É um marco dentro das Polícias Civis do Brasil: somos a primeira corporação a lançar esse sistema que trará mais confiabilidade”, valorizou o diretor-geral da corporação, Robson Cândido. “Entendemos que também poderá gerar benefício a comerciantes, lojistas, bancos que poderão, depois de acordo, usar o aplicativo para conferir e verificar se aquela pessoa é a que tenta pleitear um crédito, serviço. É um sistema que vai praticamente acabar com as fraudes. Um estelionatário que usa identidade falsa será flagrado pelo e-Identidade.”

Como funciona

Vinícius de Melo/ Agência Brasília
Vinícius de Melo/ Agência Brasília

As pessoas vão baixar o aplicativo, fazer um cadastro inicial que pode ser feito com biometria ou senha. Número de identidade, CPF, nome e e-mail são os dados básicos para configuração, que será autenticada pela corporação a partir do código tipográfico constante nas novas identidades. Após isso, são inseridas as demais informações dos documentos, presentes na nova identidade, incluindo assinatura.

“A questão da unificação de todos os documentos em um só é o primeiro grande benefício. Evita que você ande com todos os documentos. Além disso, tem acesso a serviços como localização de uma unidade policial mais próxima e telefones úteis. Depois, planejamos ampliar para solicitação de emissão de segunda via e certidões de antecedentes criminais. Também possibilitamos ao cidadão validar um documento, o que até então não era possível. É uma segurança distribuída”, diz Rogério Alves da Conceição, chefe da seção de Avanço Tecnológico da PCDF.

Inicialmente, como projeto piloto, somente servidores da PCDF terão acesso ao aplicativo para que eventuais erros sejam corrigidos. A previsão é de que, em até duas semanas, a ferramenta seja liberada para toda a população com aparelhos Android. Em 30 dias, a plataforma IOS também será contemplada. A ferramenta será disponível para aqueles que tiveram o documento emitido a partir de 1º de julho de 2018, com código QR único. Tudo foi feito a custo zero pela corporação.

Resultado do Sisu está disponível

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Por Mariana Tokarnia

Os estudantes que estão concorrendo a vagas em instituições públicas de ensino superior podem consultar o resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), na página do programa. A lista dos selecionados na chamada única foi divulgada na tarde de hoje (10).
As matrículas devem ser realizadas de 12 a 17 de junho. Ao todo, nesta edição, são ofertadas 59.028 vagas em 76 instituições públicas de ensino em todo o país.

Aqueles que não foram selecionados poderão participar da lista de espera de 11 a 17 de junho. A convocação desses estudantes ocorrerá após o dia 19 deste mês.

Para participar da lista de espera é preciso acessar o site do Sisu e indicar para qual a opção de vaga escolhida na fase de inscrição se deseja pleitear uma vaga.

Podem participar do Sisu os estudantes que fizeram prova do Exame Nacional do Ensino Médio em 2018 e obtiveram nota na redação acima de zero.

Dia dos Namorados no Nikkei Brasília terá alta gastronomia e muita música

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O projeto MC Jazz apresenta repertório cheio de clássicos do pop, rock, blues, soul, bossa e house
Para celebrar o amor, a quarta-feira (12), data em que é celebrado o Dia dos Namorados, será especial no restaurante Nikkei Brasília. No período da noite, a casa recebe o projeto MC Jazz, com repertório cheio de clássicos do Jazz bem como novos(as) releituras e arranjos do pop, rock, blues, soul, bossa e house. A apresentação ocorre às 20h e a casa cobra couvert no valor de R$12 (por pessoa) com classificação é livre.
Para os casais que visitarem o restaurante tanto no almoço como no jantar, a pedida fica por conta da criação do chef Divino Barbosa, o Oceano de Mariscos. A iguaria, que serve até duas pessoas, é feita com uma seleção de salmão, lagostim, lula, camarão, polvo, mexilhões e batatas grelhadas ao molho especial de ervas da casa (R$129). A casa trabalhará com reservas que já podem ser feitas.

Serviço:

Endereço: St. de Clubes Esportivos Sul Trecho 2 – Orla da Ponte JK

Telefone: (61) 2099-2461

Formas de Pagamento: dinheiro e cartão (qualquer bandeira) / não aceita tickets de alimentação

Wi-fi

Fraldário nos banheiros masculino e feminino

Manobristas

Expectativa do comércio para o Dia dos Namorados estima alta de 4% nas vendas

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Cerca de 500 mil pessoas devem ir às lojas em busca do presente ideal

Como de costume, os apaixonados sempre saem em busca do presente perfeito pensando em agradar a pessoa amada. A estimativa do Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista) é um aumento de 4% nas vendas, em relação a 3% do ano passado. Além disso, a expectativa dos empresários é vender R$550 milhões, ou seja, R$60 milhões a mais do que em 2018.

Na lista dos mais procurados está vestuário. Para Millena Lopes, proprietária da loja Vestido de Chita, voltada para o público feminino, esta é uma excelente data para o comércio. Por isso, sempre buscam inovar para alavancar as vendas e ganhar novos clientes.

“Sempre buscamos trazer algo diferente e que atraia o público brasiliense. Neste ano, também fomos além. Vamos oferecer uma consultoria para os homens não errarem no presente ideal para as amadas. Enquanto escolhem, eles poderão degustar um chope gelado”, explica a empresária.

Jantar romântico

Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-DF), o Dia dos Namorados é a data que os estabelecimentos mais lucram. Pensando nisso, casas investem em jantar a luz de velas e menus exclusivos para os casais apaixonados. Assim como o Dom Francisco (Pátio Brasil), que apostou em um menu com referências culinária internacionais a um preço fixo de R$170 para o casal.

Para o chef Gilvan Martins, a expectativa é ainda melhor que no ano passado. Ainda segundo ele, a casa sempre tem pico de reservas nesta época. “O Dia dos Namorados é muito especial para nós. O restaurante sempre lota e, para a data, fizemos questão de agradar os apaixonados com um menu diferenciado e promoção de rótulos de vinho. Neste ano, escolhemos os carros-chefes do nosso cardápio a um valor fixo, sem surpresas na conta”, destaca

Permanência dos estados na reforma da Previdência é tema de debate nesta terça

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V Fórum de Governadores, organizado pelo governador Ibaneis Rocha e reunindo chefes do Executivo de todo o país, tem esse assunto como um dos principais a serem discutidos

Por Hédio Ferreira Júnior
Unidos pela inclusão dos municípios e de todos os estados na reforma da Previdência proposta pelo governo federal, governadores de todo o país se reúnem nesta terça-feira (11), em Brasília, para debater o texto em tramitação no Congresso Nacional. Coordenado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, o V Fórum de Governadores começa às 8h no edifício do Banco do Brasil, no Setor Comercial Norte, na Asa Norte.

O presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência na Câmara, deputado federal Marcelo Ramos (PR-AM), e o relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), se reunirão com os governadores para debater o texto que tramita na Câmara Federal. Também participará do encontro o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), está entre os convidados.

Participação

O fórum vem ocorrendo ao longo das últimas edições com adesão maciça dos governadores. Até o fechamento desta reportagem, 26 dos 27 governadores já haviam confirmado participação – presencialmente ou por meio de representantes. Cinco estados estarão representados pelos vice-governadores (Acre, Paraíba, Pernambuco, Rondônia e Sergipe).

Um manifesto, preparado e assinado pelos chefes de Executivo na semana passada, defende que os estados e municípios não sejam retirados da proposta do Palácio do Planalto de reforma da Previdência, como chegou a sinalizar o Ministério da Economia. Se forem excluídos e a reforma for aprovada, os 26 estados e o Distrito Federal, assim como as prefeituras, serão obrigados a realizar individualmente mudanças, dependendo da aprovação dos seus legislativos.

“O Brasil não vai crescer aos poucos, ele tem que crescer em conjunto, e para isso a reforma tem que ser feita tanto para a União quanto para estados e municípios”, destaca o governador Ibaneis Rocha. O relatório deverá ser apresentado pelo deputado Samuel Moreira nesta quinta-feira (13).

Pauta

Além da reforma da Previdência, estão na pauta dos debates o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb); o Plano Mansueto; a Securitização; a Lei Kandir; a Cessão Onerosa/Bônus de Assinatura; e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 51/2019, que trata do Fundo de Participação dos Estados; e o Projeto de Lei (PL) 3.261/2019, referente ao saneamento básico no país.

Mourão não vê “nada de mais” em conversas entre Moro e procuradores

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Por Andreia Verdélio

O vice-presidente Hamilton Mourão disse hoje (10) que não vê “nada de mais” nas conversas atribuídas ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, quando atuava como juiz federal, e a membros da força-tarefa da Operação Lava Jato, divulgadas neste domingo (9), pelo site de notícias The Intercept Brasil. Para o Mourão, os processos da Lava Jato não devem ser questionados, pois “todos eles passaram por primeira, segunda e outros já chegaram na terceira instância”, disse.

De acordo com Mourão, as conversas foram divulgadas fora do seu contexto original. “Conversa privada é conversa privada e descontextualizada ela traz qualquer número de ilações. O ministro Moro é um cara da mais ilibada confiança do presidente [Jair Bolsonaro] e é uma pessoa que, dentro do país, tem o respeito de enorme parte da população, visto as pesquisas de opinião que dão a popularidade dele”, disse.

Intercept

Segundo a equipe do Intercept, as mensagens trocadas por meio de um aplicativo de conversas por celular foram entregues por uma fonte que pediu sigilo e apontam para uma “colaboração proibida” entre o então juiz federal responsável por julgar a Lava Jato, em Curitiba, e os procuradores, a quem cabe acusar os suspeitos de integrar o esquema de corrupção.

Em texto que acompanha a publicação das três reportagens divulgadas ontem, o Intercept Brasil sustenta que o teor das mensagens indica “comportamentos antiéticos e transgressões que o Brasil e o mundo têm o direito de conhecer.” Segundo o site, são “discussões internas e atitudes altamente controversas, politizadas e legalmente duvidosas da força-tarefa da Lava Jato.”

Ibaneis adverte que grampos e ilegalidades podem ameaçar a democracia

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Governador Ibaneis Rocha (foto Renato Alves)

Governador do DF se referiu à invasão e furto de mensagens entre Moro e procuradores

Por Claudio Humberto (Diário do Poder) – O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que foi presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no DF, afirmou nesta segunda-feira (10) ao Diário do Poder que “o Brasil precisa tomar o rumo da legalidade e do respeito à Constituição ou iremos pagar, em breve, muito breve, um preço muito alto”.

Ibaneis se referiu ao caso da invasão e furto ilegal de conversas entre o então juiz federal Sérgio Moro e procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, no aplicativo de mensagens Telegram.

“Privacidade neste país não existe”, lamentou o advogado que é governador do DF. “Estamos todos sujeitos a grampos e ilegalidades, oficiais e não oficiais”, por isso exortou o País a tomar o rumo da legalidade e do respeito à Constituição.  “A democracia não aguenta descuidos constantes”, adverte ele.

No fim de semana, o site divulgou mensagens furtadas de celulares de integrantes da Operação Lava Jato. A invasão das mensagens trocadas no aplicativo de mensagens Telegram foi considerada criminosa por Moro e pelos procuradores da República, que denunciaram a tentativa de destruir a Lava Jato.

O atual ministro Sérgio Moro (Justiça) lamentou que a reportagem não indicasse a fonte das informações e o fato de não ter sido ouvidoSegundo ele, no conteúdo das mensagens que citam seu nome, “não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado, apesar de terem sido retiradas de contexto e do sensacionalismo das matérias, que ignoram o gigantesco esquema de corrupção revelado pela Operação Lava Jato”.

Crime organizado contra ataca: Operação Lava Jato é alvo de ação criminosa

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Membros do Ministério Público trabalhando para colocar na cadeia a maior quadrilha política da história. Um juiz corajoso que apoia o trabalho e condena os vagabundos. Realmente um escândalo para os padrões da “justiça” brasileira. #EuApoioaLavaJato

Procuradores mostram tranquilidade quanto à legitimidade da atuação, mas revelam preocupação com segurança pessoal e com falsificação e deturpação do significado de mensagens

A força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal no Paraná (MPF) vem a público informar que seus membros foram vítimas de ação criminosa de um hacker que praticou os mais graves ataques à atividade do Ministério Público, à vida privada e à segurança de seus integrantes.

A ação vil do hacker invadiu telefones e aplicativos de procuradores da Lava Jato usados para comunicação privada e no interesse do trabalho, tendo havido ainda a subtração de identidade de alguns de seus integrantes. Não se sabe exatamente ainda a extensão da invasão, mas se sabe que foram obtidas cópias de mensagens e arquivos trocados em relações privadas e de trabalho.

Dentre as informações ilegalmente copiadas, possivelmente estão documentos e dados sobre estratégias e investigações em andamento e sobre rotinas pessoais e de segurança dos integrantes da força-tarefa e de suas famílias.

Há a tranquilidade de que os dados eventualmente obtidos refletem uma atividade desenvolvida com pleno respeito à legalidade e de forma técnica e imparcial, em mais de cinco anos de Operação.

Contudo, há três preocupações. Primeiro, os avanços contra a corrupção promovidos pela Lava Jato foram seguidos, em diversas oportunidades, por fortes reações de pessoas que defendiam os interesses de corruptos, não raro de modo oculto e dissimulado.

A violação criminosa das comunicações de autoridades constituídas é uma grave e ilícita afronta ao Estado e se coaduna com o objetivo de obstar a continuidade da Operação, expondo a vida dos seus membros e famílias a riscos pessoais. Ninguém deve ter sua intimidade – seja física, seja moral – devassada ou divulgada contra a sua vontade. Além disso, na medida em que expõe rotinas e detalhes da vida pessoal, a ação ilegal cria enormes riscos à intimidade e à segurança dos integrantes da força-tarefa, de seus familiares e amigos.

Em segundo lugar, uma vez ultrapassados todos os limites de respeito às instituições e às autoridades constituídas na República, é de se esperar que a atividade criminosa continue e avance para deturpar fatos, apresentar fatos retirados de contexto, falsificar integral ou parcialmente informações e disseminar “ fake news ”.

Entretanto, os procuradores da Lava Jato não vão se dobrar à invasão imoral e ilegal, à extorsão ou à tentativa de expor e deturpar suas vidas pessoais e profissionais. A atuação sórdida daqueles que vierem a se aproveitar da ação do “hacker” para deturpar fatos, apresentar fatos retirados de contexto e falsificar integral ou parcialmente informações atende interesses inconfessáveis de criminosos atingidos pela Lava Jato.

Por fim, os procuradores da Lava Jato em Curitiba mantiveram, ao longo dos últimos cinco anos, discussões em grupos de mensagens, sobre diversos temas, alguns complexos, em paralelo a reuniões pessoais que lhes dão contexto. Vários dos integrantes da força-tarefa de procuradores são amigos próximos e, nesse ambiente, são comuns desabafos e brincadeiras. Muitas conversas, sem o devido contexto, podem dar margem para interpretações equivocadas. A força-tarefa lamenta profundamente pelo desconforto daqueles que eventualmente tenham se sentido atingidos.

Diante disso, em paralelo à necessária continuidade de seu trabalho em favor da sociedade, a força-tarefa da Lava Jato estará à disposição para prestar esclarecimentos sobre fatos e procedimentos de sua responsabilidade, com o objetivo de manter a confiança pública na plena licitude e legitimidade de sua atuação, assim como de prestar contas de seu trabalho à sociedade.

Contudo, nenhum pedido de esclarecimento ocorreu antes das publicações, o que surpreende e contraria as melhores práticas jornalísticas. Esclarecimentos posteriores, evidentemente, podem não ser vistos pelo mesmo público que leu as matérias originais, o que também fere um critério de justiça. Além disso, é digno de nota o viés tendencioso do conteúdo até o momento divulgado, o que é um indicativo que pode confirmar o objetivo original do hacker de, efetivamente, atacar a operação Lava Jato.

De todo modo, eventuais críticas feitas pela opinião pública sobre as mensagens trocadas por seus integrantes serão recebidas como uma oportunidade para a reflexão e o aperfeiçoamento dos trabalhos da força-tarefa.

Em paralelo à necessária reflexão e prestação de contas à sociedade, é importante dar continuidade ao trabalho. Apenas neste ano, dezenas de pessoas foram acusadas por corrupção e mais de 750 milhões de reais foram recuperados para os cofres públicos. Apenas dois dos acordos em negociação poderão resultar para a sociedade brasileira na recuperação de mais de R$ 1 bilhão em meados deste ano. No total, em Curitiba, mais de 400 pessoas já foram acusadas e 13 bilhões de reais vêm sendo recuperados, representando um avanço contra a criminalidade sem precedentes. Além disso, a força-tarefa garantiu que ficassem no Brasil cerca de 2,5 bilhões de reais que seriam destinados aos Estados Unidos.

Em face da agressão cibernética, foram adotadas medidas para aprimorar a segurança das comunicações dos integrantes do Ministério Público Federal, assim como para responsabilizar os envolvidos no ataque hacker, que não se confunde com a atuação da imprensa. Desde o primeiro momento em que percebidas as tentativas de ataques, a força-tarefa comunicou a Procuradoria-Geral da República para que medidas de segurança pudessem ser adotadas em relação a todos os membros do MPF. Na mesma direção, um grupo de trabalho envolvendo diversos procuradores da República foi constituído para, em auxílio à Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação da PGR, aprofundar as investigações e buscar as melhores medidas de prevenção a novas investidas criminosas.

Em conclusão, os membros do Ministério Público Federal que integram a força-tarefa da operação Lava Jato renovam publicamente o compromisso de avançar o trabalho técnico, imparcial e apartidário e informam que estão sendo adotadas medidas para esclarecer a sociedade sobre eventuais dúvidas sobre as mensagens trocadas, para a apuração rigorosa dos crimes sob o necessário sigilo e para minorar os riscos à segurança dos procuradores atacados e de suas famílias.

Lava Jato – Acompanhe todas as informações oficiais do MPF sobre a Operação Lava Jato no sitewww.lavajato.mpf.mp.br

Pais de alunos acusam comandante da PM de tentar acabar com o Colégio Militar

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Um grupo de pais de alunos do Colégio Militar Tiradentes, da Polícia Militar do Distrito Federal, se mobiliza para protestar contra o corte na estrutura logística da escola com a transferência de 28 policiais do quadro de organização. Os militares trabalhavam no auxílio aos professores e eram responsáveis pela manutenção da disciplina entre os quase 900 alunos do Colégio

Por Toni Duarte//RADAR-DF

Pais de alunos do Colégio Militar Tiradentes, pertencente a Polícia Militar do Distrito Federal, reagiram contra a medida adotada pelo Comando Geral da PM que atinge e fere de morte uma das mais destacadas escolas militares do DF.

Os pais de alunos estão se mobilizando, por meio dos grupos de whatsapp e pelas redes sociais para pedirem ajuda ao governador Ibaneis Rocha no sentido de que  sejam mantidos os profissionais responsáveis pela manutenção das regras disciplinares entre os alunos da Escola.

Segundo pais e mestres, a comandante-geral Sheyla Sampaio (foto) está indo na contramão da política educacional do governo Ibaneis, que acertadamente implantou o sistema disciplinar militar nas escolas públicas do DF.

“Ao transferir os policiais monitores que auxiliam os professores nessa tarefa, o Comando-Geral afeta a base disciplinar, um dos pilares da instituição militar, e fere de morte a Escola Militar Tiradentes”, disse um militar da reserva, pai de aluno que pediu anonimato ao Radar-DF.

Ele também destacou que os militares transferidos são especializados em várias áreas do conhecimento tais como: professores PhD, psicólogos, psicopedagogos, ledores, transcritores, enfermeiros e auxiliares administrativos.

“Estamos falando aqui de muitos profissionais qualificados e com enorme conhecimento, experiência e dedicação nas atividades desenvolvidas. Isso não se adquire nem se substitui tão facilmente. Independente de civis ou militares, toda mudança abrupta poderá causar danos irreparáveis neste projeto que ainda está em grande fase de crescimento”, apontou uma mãe de aluno que também pediu para não ser identificada.

A medida tomada pela comandante-geral da PMDF pegou não só a direção da escola de surpresa, como os próprios alunos que ficaram sem o transporte escolar e terão que caminhar alguns quilômetros até o Colégio Militar Tiradentes, dado a sua localização onde não passa ônibus das linhas convencionais  no DF.

Os quatro ônibus que servem aos alunos  foram recolhidos.

Os pais de alunos se reuniram para expor as preocupações com as medidas tomadas pelo Comando-Geral e os impactos que estão afetando na estrutura da escola que tem seis anos de existência e que se tornou a segunda escola Militar do DF melhor pontuada no ranking de  desempenho medido pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

A maioria defende uma mobilização junto ao Palácio do Buriti para pedir ajuda diretamente ao governador Ibaneis Rocha que tem optado desde o início do seu governo pelo “modelo militar”, implantado em diversas  escolas da rede pública de ensino do DF.

Os pais alunos pedirão a Ibaneis que mande a coronel Sheyla Sampaio a manter os militares responsáveis pela área disciplinar no Colégio Militar.

O outro lado

A alegação da transferência dos 25 militares da escola seria em decorrência ao déficit de pessoal e que a PMDF terá que cumprir a sua área fim, que é a segurança e ordem pública.

O Comando-Geral também diz que nestas transferências apenas o quadro administrativo foi afetado e que nenhum professor regente foi tirado de sala de aula.

No entanto, deixou claro que há a possibilidade de ainda sair mais policiais militares do Colégio Militar se o Comando Geral entender ser necessário, mas apenas até o limite de não inviabilizar a qualidade geral da escola.

Quanto aos ônibus, a PMDF alegou  que são veículos antigos o que impacta muitos investimentos em manutenção e que a medida não irá parar as atividades pedagógicas do Colégio.