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Selecionados no Sisu podem fazer matrícula a partir de hoje

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Por Mariana Tokarnia

Os estudantes selecionados na chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) podem, a partir de hoje (12), fazer matrícula nas instituições de ensino para as quais foram selecionados. O prazo vai até o dia 17. Cabe aos candidatos verificar os dias, horários e locais de atendimento definidos por cada instituição em edital próprio.
O resultado da chamada única do Sisu foi divulgado segunda-feira (10) e está disponível no site do programa.

Os estudantes selecionados podem pleitear auxílio para pagar transporte, moradia e outras despesas nas próprias instituições de ensino superior, de acordo com determinados critérios, como renda familiar. Os programas de assistência estudantil são implementados diretamente pelas instituições.

Lista de espera

As vagas que não forem preenchidas serão ofertadas para os estudantes em lista de espera. Quem não foi selecionado em nenhuma das duas opções de curso feitas na hora da inscrição na chamada única e quiser integrar a lista tem até o dia 17 para fazer a adesão, no site do Sisu.

O candidato deve acessar o sistema e, em seu boletim, clicar no botão que corresponde à confirmação de interesse em participar da lista de espera do Sisu. O estudante poderá manifestar interesse para a primeira ou segunda opção de curso. Ao finalizar a manifestação, o sistema emitirá uma mensagem de confirmação.

Esses estudantes serão convocados a partir do dia 19. A convocação para a matrícula será feita pelas próprias instituições de ensino. Nessa etapa caberá aos próprios candidatos acompanhar a convocação na instituição na qual estiverem pleiteando uma vaga.

Sisu 2019

Nesta edição, o Sisu oferece 59.028 vagas em 76 instituições públicas de ensino em todo o país. A seleção é feita com base no desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018. Para participar é preciso ter obtido nota acima de zero na redação do exame. Ao todo, 640.205 estudantes se inscreveram no programa, de acordo com balanço divulgado pelo MEC.

Diante da crise, Fazenda diz ser necessário “repensar o Estado”

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Deputado Agaciel Maia coordenou a audiência que debateu a execução das metas fiscais do primeiro quadrimestre

“A única alternativa para resolver a situação financeira crítica do Distrito Federal é repensar o Estado”. Esta solução foi apontada pelo secretário adjunto de Orçamento da Secretaria de Fazenda e Planejamento, José Agmar de Souza, nesta quarta-feira (12), durante audiência pública na qual técnicos do Executivo apresentaram o resultado das metas fiscais do 1º quadrimestre de 2019 à Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa. Ele também mostrou preocupação com um decreto expedido pelo governo federal criando um grupo para rever o Fundo Constitucional do DF. “Há uma previsão de convidar representantes locais, mas sem direito a voto”, alertou.

A declaração do secretário adjunto sobre a situação financeira veio em seguida a uma análise das condições do GDF feita pelo presidente do colegiado, deputado Agaciel Maia (PR), depois de acompanhar a demonstração do desempenho da execução orçamentária e financeira dos primeiros quatro meses desse ano, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Na avaliação do parlamentar, “enquanto não houver uma modernização da máquina pública, os problemas deverão persistir”. Ele sugeriu que a área de planejamento conduza uma revisão dos gastos em todos os setores do governo para evitar desperdícios e para que reste algum recurso para os investimentos (obras).

Uma das áreas que mais preocupa, além do gasto com pessoal, segundo a explanação dos técnicos do GDF, é a de custeio – a manutenção do funcionamento dos órgãos e dos serviços governamentais. Somados pagamento de pessoal e custeio, as despesas somam 95% do orçamento previsto. “Apenas 5% sobram sem nenhum comprometimento”, considerou o secretário adjunto.

Quanto à folha de pessoal, ele usou como exemplo a área de educação. “Se somarmos os salários ao custeio da folha, as despesas representam 87% de todos os recursos do setor”, afirmou, colocando a seguinte situação que, na opinião dele, é uma das que necessitam ser reavaliadas: “Um professor que recebe por 40 horas fica 25 horas em sala de aula, as demais são de coordenação. Esse fato demanda mais contratações. É justo? Não é? É um caso que precisa ser melhor analisado”.

Relatório – Segundo o Relatório de Avaliação do Cumprimento das Metas Fiscais do 1º Quadrimestre de 2019, apresentado pelo subsecretário do Tesouro, Fabrício de Oliveira Barros, os primeiros quatro meses do ano apresentam, costumeiramente, uma execução orçamentária inferior ao esperado – cerca de um terço do total – devido a algumas peculiaridades, entre elas os “restos a pagar” (despesas referentes ao ano anterior, liquidadas no mês de janeiro).

De um modo geral, os resultados, segundo o técnico, foram satisfatórios já que muitos indicadores têm periodicidade anual e os baixos índices do começo do ano – registrados principalmente na execução orçamentária relativa à educação e à saúde – “são recuperados ao longo dos próximos quadrimestres”. Quanto às receitas correntes (que incluem impostos) foi registrado um aumento nominal de 4,78% quando comparado ao mesmo período do ano passado. O ICMS responde à quase metade dessa arrecadação. Somente nos quatro meses de 2019, foram R$ 2,6 bilhões. As maiores transferências correntes ocorreram no SUS e no Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Sobre o gasto com pessoal, cujo índice alcançou 42,34% – portanto, abaixo do limite previsto na LRF (45,45%) –, o subsecretário afirmou que “o percentual ainda é muito elevado e continua comprometendo as finanças do estado”. Ele observou que, caso o Fundo Constitucional – que paga todas as despesas do setor de segurança e ainda parte das áreas de educação e saúde – fosse computado, o índice saltaria para até 65%, o que colocaria o Distrito Federal na situação unidade federativa com maiores despesas com pessoal, junto a Minas Gerais.

Outro ponto abordado foi o baixo endividamento do DF, que poderia ir até o limite de 200% da receita corrente líquida. Atualmente é de aproximadamente 30%, cerca de R$ 6,6 bilhões, quando poderia chegar a R$ 43 bilhões. Apesar desse baixo endividamento, o GDF precisa demonstrar maior capacidade de pagamento, fator que que tem impedido a contração de novas operações de crédito. Por fim, o técnico chamou a atenção para o resultado primário positivo do quadrimestre que teve um saldo R$ 314 milhões. “Isso representa uma folga, já que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) previu um déficit de R$ 799 milhões”, concluiu.

Justiça anula multas do DER por falta de notificação à motorista

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Por decisão do Juizado Especial da Fazendo Pública do Distrito Federal, oito multas de trânsito enviadas a uma motorista pelo DER foram anuladas. A juíza responsável pelo caso entendeu que, a ação da entidade feriu o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) por não terem informado a motorista sobre as infrações no prazo de 30 dias após o ocorrido, em março de 2017, e a mesma só  teve conhecimento das infrações em julho do mesmo ano.

Na sentença, a juíza anulou as multas e suspendeu as pontuações que foram atribuídas à carteira nacional de habilitação da motorista. Ela ainda explicou que, “Não é possível concluir que a autora realmente foi notificada acerca das infrações previstas nos autos de infração, de modo que, com base no que prevê o CTB e a Súmula nº 312 do STJ, a nulidade do auto dos autos de infração ora em discussão é medida que se impõe, tendo em vista a ocorrência de vício”.

Para o advogado responsável pela ação, Max Kolbe, a falta da autuação por parte dos órgãos de trânsito impede que os motoristas autuados possam buscar defesa. “Se não houver notificação em 30 dias, a multa deve ser anulada, assim como a pontuação retirada. É o que diz a legislação e deve ser cumprido”, aponta. E completa ainda que muitos motoristas acabam sendo notificados indevidamente e não contestam por desconhecimento de seus direitos ou mesmo por não conhecerem os procedimentos.

De acordo com o CTB, no artigo 281, a notificação da autuação deve ser expedida para o condutor em, no máximo, 30 dias. A ausência do documento acarreta em arquivamento da infração.

Espaço 365 oferece 2ª edição da palestra Volta ao Mundo com Breno Lobo

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O evento é gratuito e acontece no próximo dia 13

O Espaço 365 promove uma palestra para quem sempre teve o sonho de morar fora, ter experiências no exterior, explorar o mundo, mas não sabe por onde começar ou tem medo de dar o primeiro passo! Breno Lobo fala sobre processo e as etapas para você alcançar esse sonho. Isso tudo na 2ª edição da palestra “Volto ao Mundo”, no próximo dia 13 de junho, às 19h.

O palestrante já esteve em vários lugares ao longo dos seus 18 anos de estrada. “Decidi não esperar até me aposentar para realizar os meus sonhos. Tomei coragem e comecei minha jornada em busca da felicidade plena. Nessa trajetória conheci 62 países”, diz.

Ao longo desse tempo, Breno construiu veleiro, que transformou em sua casa. Além disso,  confeccionou um triciclo de bambu e com ele pedalou 5 mil km, desbravando 4 países do sudeste asiático.

Sobre o Espaço 365: O local é um ambiente de fomento ao empreendedorismo e à economia criativa do DF. Com uma proposta que alia coworking, espaço para eventos e encontros corporativos, o 365 abre espaço para artistas e empreendedores locais mostrarem seu trabalho e fazer network..

Volta ao Mundo, com Breno Lobo

LOCAL: SCLRN 705 Bloco E Loja 08 – Espaço 365

DATA: 13/06/2019

HORA: 19h

ENTRADA: GRATUITA

INFORMAÇÕES: (61) 3703-0365 ou Instagram @espaco365

PALESTRANTE: BRENO LOBO – @brenolobo_moove

LOCAL: ESPAÇO 365

Plenário do STF vai julgar ação contra prisões após segunda instância

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Por André Richter

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deverá julgar mais um pedido para suspender as prisões determinadas na Operação Lava Jato. Na tarde desta terça-feira (11), a Segunda Turma do STF decidiu enviar para a Corte um habeas corpus que questiona a legalidade da norma interna criada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que autorizou prisões após os recursos em segunda instância. A data do julgamento ainda não foi definida.
O julgamento do caso foi iniciado pela Segunda Turma, mas após o voto do ministro Ricardo Lewandowski, a favor da anulação das prisões determinadas com base na norma, os ministros Celso de Mello, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia decidiram que a questão deve ser julgada pelo plenário.
Com base em um habeas corpus protocolado por um advogado em favor de todas as pessoas presas após o fim dos recursos na segunda instância, os ministros analisam a legalidade da Súmula 122 do TRF4, aprovada em 2016, após o entendimento do Supremo, que também autorizou as prisões.

Em maio, o julgamento teve início no plenário virtual, modalidade de julgamento online feita pelos ministros para julgar questões que tratam de temas com jurisprudência já consolidada. No entanto, o recurso acabou sendo levado ao julgamento presencial devido a um pedido de vista de Lewandowski.

O caso retornou à pauta ontem (11), após reportagem do site The Intercept Brasil ter divulgado supostos diálogos que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, teria mantido com procuradores da Lava Jato em Curitiba quando era juiz.

Inconstitucional

Ao votar sobre a questão, Lewandowski entendeu que a Súmula 122 do TRF é inconstitucional e todas as prisões que foram determinadas com base na norma devem ser anuladas. Entre os investigados pela Lava Jato que estão nessa situação estão ex-diretores de empreiteiras e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o ministro, o TRF fez uma interpretação errada ao determinar prisões automáticas após a decisão do STF.  “A tese fixada pelo plenário não obrigou e nem tampouco autorizou os distintos órgãos do Judiciário a executarem automaticamente condenações e também não dispensou os tribunais de motivarem suas decisões”, disse Lewandowski.

Lula está preso desde 7 de abril do ano passado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba após ter sua condenação confirmada pelo Tribunal Regional Federal 4ª Região (TRF4), que impôs pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá, um dos processos da Operação Lava Jato.

Governadores buscam “consenso mínimo” para reforma da Previdência

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Fórum está reunido em Brasília, em seu quinto encontro

Por Pedro Peduzzi

Chefes de governos estaduais participam hoje (11) em Brasília da 5ª Reunião do Fórum de Governadores. Eles buscam encontrar um consenso mínimo visando a uma proposta de reforma previdenciária em melhores condições de ser aprovada pelo Legislativo. Também participam do encontro o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência, Marcelo Ramos, e o relator do projeto, Samuel Moreira
Ao chegar, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, reforçou que a reunião pretende consolidar um “consenso mínimo” para a reforma da Previdência. “Estamos buscando criar um ambiente político que dê sustentação para que os deputados se sintam confortáveis [para votar] e para conscientizar a população de que a reforma é importante”

Segundo ele, a reforma dará “sinal claro” para que investimentos sejam feitos no país. “Estados e municípios têm de estar dentro porque, caso contrário, será uma meia reforma. E uma meia reforma injetará apenas meio entusiasmo nos investidores”

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, defendeu as mesmas regras para servidores federais, estaduais e municipais. “As regras devem ser as mesmas porque as condições de trabalho dos servidores são parecidas em todos os lugares”.

Carta

O encontro ocorre após a divulgação antecipada de uma carta pública, no dia 6, que desagradou a alguns governadores da Região Nordeste – o que resultou na divulgação de outra carta, no mesmo dia, assinada por todos os governadores nordestinos.

Sobre a insatisfação de alguns governadores com a carta, Eduardo Leite disse que “fazer a governança de governadores não é algo simples porque todos tem a mesma governança hierárquica”, e que os chefes dos governos estaduais não mandam nos votos dos deputados. “Mas podemos dar respaldo com posicionamentos claros e efetivos”, acrescentou.

A primeira carta, assinada por sete dos nove governadores da região, ressaltava a importância de os estados serem garantidos no texto por causa do déficit nos regimes de aposentadoria e pensão de seus servidores. Já a segunda carta acrescentava pontos específico, que querem ver retirados da proposta inicial, como as mudanças no Benefício de Prestação Continua (BPC) e nas aposentadorias rurais. Eles questionaram também a desconstitucionalização da Previdência e o sistema de capitalização, no qual se baseia o regime futuro de Previdência.

Pauta

A pauta, previamente distribuída, do encontro em Brasília é extensa: prevê discussões em torno de temas que afetam diretamente o caixa dos governadores. Entre os temas estão o chamado de Plano Mansueto – pacote de ajuda aos estados em dificuldades financeiras – a Lei Kandir, Cessão Onerosa/ Bônus de Assinatura além da PEC 51/19, que trata da ampliação do Fundo de Participação dos Estados (FPE) no Orçamento da União e do Novo Marco Legal do Saneamento Básico.

Embora o déficit previdenciário dos estados ultrapasse os R$ 90 bilhões por ano, líderes da Câmara resistem em aprovar regras mais duras para aposentadorias de servidores estaduais e municipais. No Congresso, a avaliação dos que resistem à ideia é de que governadores e prefeitos não podem transferir para deputados e senadores o desgaste político de medidas impopulares nos órgãos legislativos.

Os municípios também querem garantir que serão mantidos no texto da reforma da Previdência. Na semana passada, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, levou ao presidente e ao relator da comissão especial da reforma, respectivamente Marcelo Ramos (PL-AM) e Samuel Moreira (PSDB-SP), um documento assinado pelos presidentes das entidades estaduais que destaca a importância de estabelecer um modelo previdenciário sustentável para a atual e as futuras gerações.

O documento estima uma redução de despesas de R$ 41 bilhões em quatro anos e R$ 170 bilhões em dez anos com aposentadorias e pensões para os 2.108 municípios com Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Levantamento feito pela entidade mostra que a redução de custos possível, caso haja a reforma, poderá motivar os demais municípios a adotarem o RPPS. Se os municípios criarem um regime próprio, a CNM estima redução média nas taxas de contribuição de 55% – referentes à alíquota patronal para o RGPS e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Mesmo para os que se mantiverem no Regime Geral de Previdência Social, a PEC traz ganhos, ao obrigar a desvinculação do servidor aposentado de suas funções na prefeitura.

Para salvar estados e municípios, Ibaneis pede inclusão de todos na Reforma da Previdência

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Coordenados por Ibaneis Rocha (MDB-DF), governadores de todo o país se reúnem nesta terça-feira (11), para debaterem o texto da reforma da Previdência em tramitação no Congresso Nacional

Por Toni Duarte//RADAR-DF

O governador Ibaneis Rocha voltou a defender que os estados e municípios não sejam retirados da proposta do Palácio do Planalto de Reforma da Previdência, como chegou a sinalizar o Ministério da Economia.

Hoje, cerca dos 27 governadores do país estarão reunidos para reiterarem o manifesto assinado por todos os chefes dos Executivos estaduais  que pede ao governo federal a inclusão ao texto dos estados e municípios.

Se forem excluídos e a reforma for aprovada, os 26 estados e o Distrito Federal, assim como as prefeituras, serão obrigados a realizar individualmente mudanças, dependendo da aprovação dos seus legislativos.

Ibaneis afirmou que uma preocupação dos governadores é o apoio da União para definição de regras para a criação de fundos complementares, como o criado para servidores federais.

Segundo ele, o mecanismo serve para garantir benefícios previdenciários que superam o teto do INSS e vale para quem entrou no funcionalismo a partir de 2013.

“A ideia nossa é levar ao governo um apoio condicionado também às previdências dos estados”, afirmou Ibaneis a jornalistas, no Palácio do Buriti,

Para o governador do DF, a União tem que entender que há estados menores, e de menor faixa salarial, que sequer conseguem formar um fundo por não ter massa para isso.

“Vamos ter que levar essas condições ao governo federal” disse o governador e completou:

“O que faz um fundo de Previdência complementar funcionar é o interesse do participante de migrar para o novo fundo. Vamos ter que ter instrumentos. Não adianta a União resolver seu problema e deixar todos os estados quebrados, porque o problema é dela também. Tudo isso vai no conjunto da obra”.

Como  Coordenador do V Fórum de Governadores, Ibaneis convidou o presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência na Câmara, deputado federal Marcelo Ramos (PR-AM), e o relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) para participarem dos debates de hoje.

Também marcarão presença ao encontro, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi e o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Decreto regulamenta destino de verba proveniente da lavagem de dinheiro

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Os recursos irão para o Fundo de Modernização, Manutenção e Reequipamento da Polícia Civil do DF

Foi publicado nesta segunda-feira (10) no Diário Oficial o Decreto 39.872 que regulamenta a destinação dos bens provenientes da prática de crimes de lavagem de dinheiro ocorridos na capital. Assinada pelo governador Ibaneis Rocha, a legislação incorpora os bens e valores ao patrimônio do Distrito Federal.
Os ativos financeiros provenientes do crime de lavagem de dinheiro, cuja perda for decretada pelo Poder Judiciário em favor do Distrito Federal, serão destinados à Polícia Civil do DF. Os recursos irão para o Fundo de Modernização, Manutenção e Reequipamento da corporação e poderão ser utilizados na formação e capacitação de policiais civis para a investigação dos delitos relacionados à lavagem de dinheiro, bem como infraestrutura, tecnologia e na reestruturação de unidades da Polícia Civil especializadas na prevenção e combate aos crimes previstos na Lei Federal nº 9.613/1998.

O decreto estabelece ainda que os bens originários da lavagem de dinheiro, direta ou indiretamente, serão incorporados definitivamente ao patrimônio do DF após o trânsito em julgado da sentença condenatória, ou seja, quando não houver mais a possibilidade de recursos.

Segundo a Polícia Civil, a norma atende ao comando da Lei Federal nº 9.613/1998 que estabelece que cada unidade federativa deve regulamentar a utilização dos referidos recursos. Por meio da assessoria de imprensa, a corporação ressaltou a importância dessa medida no fortalecimento do combate à corrupção e à lavagem de dinheiro o que, em análise mais ampla, “garante que os recursos públicos sejam aplicados onde a população será diretamente beneficiada, como na saúde e na educação.”

Governador Ibaneis quer terrenos para igrejas em novos editais habitacionais

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Grupo de trabalho será criado para elaborar decreto que garanta área para templos religiosos em novos empreendimentos como o Paranoá Park. Texto será publicado no próximo semestre

Por Renata Moura

O governador Ibaneis Rocha determinou a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de elaborar decreto que obrigue a destinação de áreas para igrejas em todos os empreendimentos habitacionais do DF. A iniciativa atende ao pedido do arcebispo metropolitano de Brasília, Dom Sérgio da Rocha, e do bispo auxiliar, Dom Marcony Vinícius Ferreira, que fizeram uma visita ao Palácio do Buriti, nesta segunda-feira (10).

“A gente precisa planejar esses espaços com áreas para igrejas, escolas, postos de saúde e comércio. Não podemos deixar nada de lado. Tudo é muito importante para a comunidade”, avaliou o governador.

O texto será construído com a participação de pelo menos quatro órgãos: a Coordenação de Assuntos Religiosos e Terceiro Setor; a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh); a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab); e a Terracap. A previsão é publicar o novo decreto, no Diário Oficial do DF, ainda no próximo semestre.

“Não podemos mais ter invasões ou áreas sem igrejas. É interesse do governo e da sociedade que sejam reservados esses espaços de forma ordenada. Vejo Brasília como foi concebida”, afirmou o coordenador de Assuntos Religiosos, Kildare Meira.

Segundo ele, o governo não vai doar nenhum terreno, todos serão pagos. “Elas não têm fins lucrativos, vivem das doações dos fiéis e isto será levado em conta. Mas, sem sombra de dúvidas, têm feito um trabalho social importante”, acrescentou Kildare Meira ao afirmar que o governo vai levar em consideração a densidade populacional dos locais. E, também, os censos para aferir a melhor distribuição dos terrenos conforme a prática das diversas denominações religiosas.

Igrejas do Plano Piloto

O governador Ibaneis Rocha também reforçou o compromisso de regularizar os templos religiosos do Distrito Federal. Ainda durante o encontro com os líderes da Igreja Católica, entregou-lhes a escritura da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, localizada na 906 Sul. “É um símbolo do nosso compromisso”, apontou o chefe do Executivo.

A construção é a 16ª a ser regularizada no Plano Piloto. Ao total, são 22 terrenos de igrejas da época da construção de Brasília. “Foram autorizadas por Juscelino Kubitscheck e existe uma dificuldade em função da questão cartográfica, mapas não identificados. Mas, o importante é que há uma vontade política para regularizar todas elas”, avaliou Kildare.

Parcerias

Durante a conversa com o governador, o arcebispo Dom Sérgio da Rocha colocou as igrejas católicas à disposição para ajudar em campanhas educativas de governo, como as de combate à dengue ou o calendário de vacinação contra a gripe. “A igreja quer colaborar mais. Nós temos uma capilaridade muito grande em várias comunidades e em diversos pontos e podemos ajudar mais”, afirmou o clérigo.

Segundo ele, a Secretaria de Saúde encaminha cartazes e folderes para as comunidades e, inclusive, há recomendações da arquidiocese para que as informações sejam reforçadas durante as missas. “Mesmo assim, queremos conversar e participar mais em ações conjuntas, para colaborar pelo bem do povo. Afinal são vidas envolvidas nesse processo”, avaliou Dom Sérgio. “Podemos realizar mutirões. Claro, que sem ultrapassar nossas competências”, propôs.

A ajuda da igreja não será dispensada. “Ficamos muito felizes com essa disposição em ajudar a sociedade a enfrentar todos esses problemas. E com certeza faremos bom uso dessa parceria em todas nossas campanhas de erradicação de doenças e também em outras ações de utilidade pública”, informou Kildare Meira.

Eventos

Grandes eventos da Igreja Católica como o Rebanhão, Vem Louvar e o Hallel também estiveram na pauta da conversa com o governador Ibaneis. Isto porque os dois primeiros são realizados no Ginásio Nilson Nelson e o terceiro, no Parque de Exposição do Parque da Cidade. Locais que em breve serão entregues à administração da iniciativa privada. “Queremos garantir a continuidade de todos eles. São eventos que movimentam o turismo e a economia do DF. Muitas pessoas vêm de fora para participar”, explicou o bispo auxiliar, Dom Marcony Vinícius Ferreira.

Ibaneis tranquilizou os religiosos e disse que a comunidade católica não será prejudicada com a concessão do complexo Arenaplex ou qualquer outra concessão de equipamento público. “Vamos prever cláusulas contratuais para garantir a execução desses eventos, que já fazem parte do calendário da nossa cidade”, garantiu.

Divulgação de mensagens pretende paralisar reformas, diz Paulo Guedes

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Ministro participou de sessão plenária na OAB

Por Wellton Máximo

A divulgação de mensagens atribuídas ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e membros da força-tarefa da Operação Lava Jato representa uma tentativa de prejudicar a tramitação da reforma da Previdência, disse nesta segunda (10) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele participou da sessão plenária do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e disse duvidar de que a divulgação das mensagens seja mera coincidência.
Na avaliação do ministro, várias vezes em que uma decisão importante para o país está prestes a ser tomada, o governo é surpreendido por uma avalanche de eventos que pretendem paralisar as reformas estruturais. “Aparece um buraco negro que ameaça nos engolir antes de terminar a palestra”, disse.
“Gravaram o [ex-]presidente Michel Temer. Não vai ter reforma da Previdência. Pronto, acabou. Toda hora tem uma [divulgação]. Uma é o Michel Temer, outra é o filho do Bolsonaro, outra é não sei o que lá, hoje é o do Moro”, disse o ministro. “Não foi por falta de tentativa, toda hora tem uma [bomba]. Hoje é a do Moro, só os senhores podem examinar o mérito, mas não é coincidência que estoura esta bombinha toda hora, vendo se paralisa a marcha dos eventos”.

Não informada na agenda oficial do ministro, a reunião teve como objetivo afirmar o apoio da OAB à agenda econômica do governo, segundo a assessoria da pasta. O ministro destacou a importância dos juristas e dos advogados para trazer segurança jurídica e deslanchar a economia.

Na palestra, Guedes repetiu a metáfora de que o Brasil é uma baleia ferida que está prestes a parar de mover-se , dita na semana passada em audiência na Câmara dos Deputados. Ele reiterou que reformar a Previdência equivale a tirar os “arpões” da baleia porque permitirá ao país reequilibrar as contas públicas e voltar a crescer de forma sustentável.