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Semana de homenagens a Violeiros e Violeiras do Brasil começa no Senado e termina em Planaltina

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O Senado realiza, nesta segunda-feira (15), às 10h, no plenário, sessão especial, solicitada pelo senador Izalci Lucas (PSDB-DF), para comemorar o Dia Nacional da Música e da Viola Caipira e os 90 anos da música caipira.

O senador ressaltou, em sua justificativa, a importância de se conservar a memória e a cultura brasileira, sua riqueza e diversidade. Para o parlamentar, é fundamental exaltar a cultura caipira, que é uma das mais importantes do país.

“Quando se fala de ritmo musical que representa o caipira, um som que se propaga de um instrumento e se destaca dentre outros, é o da viola caipira. Sendo esta um dos principais símbolos. Não obstante, as canções que são entoadas com o recurso da viola passam de geração em geração, cujas raízes são preservadas e respeitadas”, argumenta o senador Izalci Lucas.

Projeto 

Outra forma de homenagear a cultura caipira, o projeto de lei que institui o dia 13 de julho como o Dia Nacional da Música e Viola Caipira (PL 399/2019) tramita na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). A matéria, de iniciativa do deputado João Daniel (PT-SE), recebeu parecer favorável do relator, senador Luiz do Carmo (MDB-GO), e está pronta para pauta no colegiado.

A escolha do dia 13 de julho se justifica por ser a data do nascimento do jornalista, escritor, folclorista e importante etnógrafo da cultura e do dialeto caipira, Cornélio Pires, que foi organizador e divulgador da música caipira ao adaptá-la ao formato fonográfico e registrar os cantos que ouviu dos artistas populares caipiras.

Encontro e Violeiros e Violeiras do DF

O Clube do Violeiro Caipira realiza nos próximos dias 19, 20 e 21 de julho, no Complexo Cultural de Planaltina, mais um Encontro de Violeiros e Violeiras do DF, um dos maiores evento da música e da viola caipira do país, que já percorreu cidades como Brazlândia, Ceilândia e Candangolândia, e agora desembarca na cidade mais antiga do DF, palco do ciclo do ouro, que comemora neste ano, 160 anos de história, a cidade de Planaltina.

Neste ano, o Encontro de Violeiros e Violeiras do DF, tem a importante atribuição de celebrar os 90 Anos da Música Caipira, em referência ao primeiro EP gravado (disco de 78 rotações) da história, no ano de 1929, por Cornélio Pires, produtor, humorista e escritor, paulista de Tietê, que possibilitou a inserção da música caipira no meio fonográfico, no rádio e no contexto urbano.  Jorginho do Sertão, foi a primeira moda de viola, gravada naquele ano, pela dupla Caçula e Mariano.

O Encontro, ao longo de mais de 30 anos de existência, já recebeu nomes de destaque da viola caipira, como Inezita Barroso, Pena Branca e Xavantinho, Liu e Léo, Almir Sater, Renato Andrade e a reconhecida dupla de violeiros, radicada em Brasília desde 1969, Zé Mulato e Cassiano, que foi homenageada em 2018.

Começando na sexta-feira, dia 19, e com encerramento no domingo, dia 21, o Encontro de Violeiros e Violeiras do DF dá destaque à realização do Seminário ‘Música Caipira 90 Anos – Rumo aos 100’, no sábado dia 20,  visando contribuir para uma melhor reflexão sobre o futuro, a preservação e a valorização desta relevante e significativa expressão cultural brasileira, a música caipira que transpassa gerações e faz parte da nossa história. Serão realizadas duas mesas, manhã e tarde, com a participação de artistas como “As Galvão”, “Zé Mulato e Cassiano”, o pesquisador, professor e compositor Roberto Corrêa, o presidente da Associação Nacional de Violeiros do Brasil – ANVB,  Minerim, o escritor Bariani Ortêncio, produtores musicais, pesquisadores, representantes de instituições públicas e outros agentes ligados à música e à viola caipira, de várias partes do país.

O Encontro de Violeiros e Violeiras do DF contará com atrações em três ambientes distintos do Complexo Cultural de Planaltina (DF): o anfiteatro, o palco externo e sala de exposições. O público será agraciado com uma diversificada programação com apresentações de violeiros e violeiras de vários estados, além do Distrito Federal, e contará ainda com o lançamento do CD ‘Viola em Serenata’, do violeiro Claudinho da Viola, o primeiro deficiente visual a gravar um CD de viola instrumental, além de exposição de instrumentos musicais e objetos relacionados aos 90 Anos da Música Caipira, praça de alimentação, entre outras atrações ligadas ao segmento. A classificação é livre e a entrada é gratuita.

PROGRAMAÇÃO

Sexta-feira – Dia 19-07-2019 – Anfiteatro

20h – Abertura com Zé Mulato e Cassiano – Lançamento do DVD gravado, ao vivo, com a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro.

Vanderley e Valtecy

Volmi Batista

Irmãs Freitas (GO) – Palco externo

BAILÃO: Flávio Brasil (DF) – Palco externo

Sábado – Dia 20-07-2019 – Anfiteatro

09h – Abertura do Seminário Música Caipira 90 Anos rumo aos 100

Atração Musical: Gabi Viola (DF)

14h – Seminário Música Caipira 90 Anos rumo aos 100 – 2ª parte

Atração Musical: Claudinho da Viola – Lançamento do CD Viola em Serenata

19h – Roberto Corrêa (DF)

Rener e Cabral

Moisés Mozer e Luiz Borges

Macedo e Mariano

As Galvão (SP)

BAILÃO: Trio Estrela de Ouro (DF) – Palco externo

Domingo – Dia 21-07-2019 – Anfiteatro

09 às 12h – Oficina de Viola com prof. Onício Rosa (Dyego Violeiro)

16h – Apresentação dos alunos do Núcleo de Ensinamento da Viola de Planaltina/DF

Juliana Andrade – SP

Idelbrando e Barcellus

Ânderes e Fernandes

Dyego e Gustavo

Pereira Da Viola (MG)

BAILÃO: André e Andrade (GO)- Palco externo

ATIVIDADES DIÁRIAS

Exposição “90 Anos da Música Caipira”,com instrumentos musicais e objetos históricos

Espaço Interativo – Música e Literatura

Praça de Alimentação

SERVIÇO

ENCONTRO DE VIOLEIROS E VIOLEIRAS DO DF

Data: 19 a 21 de JULHO de 2019

Local: Complexo Cultural de Planaltina (em frente à rodoviária) – Setor Administrativo, Via WL 02, Lote 02 Brasília/DF – CEP: 73.310-100

ENTRADA FRANCA

INFORMAÇÕES

Clube do Violeiro Caipira (61) 3301-5888 e 3301-1267

Alunos de Brasília participam de olimpíada de matemática no Japão

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Os oito jovens do nono ano fazem prova na terça-feira

Por Kamilla Cerbino

Oito alunos do Colégio Logosófico, em Brasília, vão representar o Brasil na segunda etapa da Olimpíada Internacional de Matemática sem Fronteiras (OIMSF), no Japão. Os jovens, todos de 14 anos, fazem prova na terça-feira (16), em Fukuoka.

Os estudantes cursam o nono ano e conquistaram o primeiro lugar na etapa estadual e nacional da olimpíada, que deu a eles a vaga para a segunda etapa fora do país. Eles embarcam na quinta-feira (11) rumo ao Japão.

Antes de emabarcarem, os alunos conversaram com a Agência Brasil. Rodrigo de Moraes conta que está se preparando para a próxima etapa e está bastante ansioso para a viagem: “estou fazendo exercícios e controlando o tempo para responder às questões de maneira rápida”.

Tauã Valentim participa pela primeira vez do evento internacional e disse que, apesar do nervosismo, pretende fazer uma boa prova. “Me sinto nervoso por estar participando de uma competição tão grande, mas confiante para trazer um bom resultado”.

A jovem Luana Anghero Rosa Lopes acredita que a competição agrega experiência para sua vida acadêmica e sente o peso de representar o país no exterior. “É uma responsabilidade muito grande, fazer parte dessa competição’’.

Em sua primeira participação no evento, a estudante Thais Yuki Okada falou da ansiedade que sente não só por representar o Brasil, mas também por viajar pela primeira vez ao Japão, onde seus pais nasceram. “Vou ter a oportunidade de conhecer o país em que meus pais nasceram”, disse ao acrescentar: “sinto uma grande responsabilidade e ansiedade por representar, não só a capital, mas o Brasil”.

O professor de matemática Vitor Taliel de Oliveira acompanha os jovens na viagem e contou à Agência Brasil como foi a preparação para a etapa no Japão. “Após a aprovação da primeira fase, fizemos um roteiro de estudos, revisado o conteúdo e mostrando conteúdo que eles ainda não tinham visto”. Ele confia que os alunos vão trazer bons resultados para o Brasil: “são alunos bastante dedicados, por isso acredito no bom resultado deles no Japão”.

De acordo com a diretora do Colégio Logosófico, Lúcia Maria Soares de Andrade, a escola participa da competição há quatro anos e sempre traz bons resultados. “Os alunos sempre participaram dessa Olimpíada, desde o sexto ano, e sempre receberam medalhas”. Para Lúcia, a confiança nos alunos é fundamental: “pretendemos trabalhar, com as próximas turmas, a mesma confiança que essa turma teve’’.

A premiação da Olimpíada Internacional de Matemática sem Fronteiras será na sexta-feira (19). Após a premiação, a delegação brasileira retorna ao Brasil.

60 anos de Brasília viram enredo de escola de samba carioca

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Juscelino Kubitschek será um cacique; Lucio Costa e Niemeyer, pajés

A  agremiação  Unidos de Vila Isabel  promoveu neste sábado (13) um evento de apresentação do enredo para o carnaval 2020, com a presença do governador Ibaneis Rocha.

O enredo da escola de samba será “Gigante pela Própria Natureza, Jaçanã e um índio chamado Brasil”, de autoria do carnavalesco Edson Pereira, que esteve no gabinete do governador Ibaneis Rocha, em maio , junto com a comissão da agremiação.

A história conta, por uma lenda indígena, o sonho de um curumim que revela o nascimento de sua irmã – uma menina que trará a esperança para os povos e chamará Brasília.

O enredo narra o voo de uma jaçanã por todas as regiões do Brasil, acompanhando os povos até a capital federal.

A temática valoriza a miscigenação e a junção de povos de diversas regiões em Brasília, ao colocar que a alma da cidade são os brasileiros que aqui fizeram suas vidas – um caldeirão de brasilidade.

Brasília é retratada como uma possibilidade de união e igualdade entre os povos, uma casa nova aos brasileiros.

Na lenda apresentada, Brasília será modelada por dois pajés (Lucio e Oscar), realizada pelo Cacique (JK), e feita pelos Candangos. São citados, ainda, os traços retos e modernos da capital, o sonho de Dom Bosco, o Lago Paranoá e as cidades-satélites. Os candangos ganham papel de destaque.

“Estou muito feliz de estar aqui neste momento, representando a capital do Brasil. Vamos levar a história da nossa cidade para a avenida e mostrar ao mundo quem somos”, afirmou o governador, durante a festa na quadra da Vila Isabel, nesta noite.

A Vila Isabel

Fundada em 4 de abril de 1946 por Seu China, foi campeã do grupo especial em 1988, 2006 e 2013.

Recebeu, em 2007, titulação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) por fazer parte da base que decretou o título de Patrimônio Cultural do Brasil às Matrizes do Samba no Rio de Janeiro: Partido Alto, Samba de Terreiro e Samba-Enredo.

A Quadra da escola tem 4 mil m² com capacidade para 7 mil pessoas.
Presidente Executivo: Fernando Fernandes
Presidente de Honra: Martinho da Vila

 

 

 

Morre prefeito pioneiro de Brasília

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Formado em direito, Paulo de Tarso tinha sólida formação cristã e era entusiasta da mudança da capital. Foto: Arquivo Público do DF
Paulo de Tarso teve uma atuação curta, mas marcante à frente da prefeitura da cidade

Por Lúcio Flavio

Morreu neste sábado (13), em São Paulo, aos 93 anos, Paulo de Tarso Santos, um dos primeiros prefeitos de Brasília. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês.

Mineiro de Araxá,  Tarso, advogado por formação, assumiu a nova capital do Brasil entre fevereiro e agosto de 1961, durante o governo Jânio Quadros. Após deixar o Executivo local ficou responsável pela pasta da Educação na gestão João Goulart. Na época, contou com assessores que seriam importantes nomes no cenário político e social do país como Darcy Ribeiro, José Serra, o educador Paulo Freire e o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Por conta do regime militar, Paulo viveu um período exilado no Chile trabalhando, entre os anos 1964 e 1970, nas Nações Unidas (ONU). Durante o governo paulista de Franco Montoro, em 1983, foi conselheiro emérito do TCE-SP, além de secretário da Educação do estado.

Brasília

Sua gestão à frente da administração de Brasília foi curta, mas marcante. Entre as ações do seu governo estão a criação da TCB e da antiga Fundação Cultural, hoje Secretaria de Cultura, então conduzida pelo poeta Ferreira Gullar, primeiro secretário da pasta no DF.

Tarso também  montou a comissão integralizadora da Companhia de Energética de Brasília (CEB),  deu início à urbanização do Núcleo Bandeirante, implantou  a estrutura administrativa e urbanística da Asa Norte e contratou os primeiros professores de Brasília, vindos de vários estados do país.

Em 1961, durante a visita do guerrilheiro Ernesto “Che” Guevara ao Brasil, para a condecoração com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul pelo presidente Jânio Quadros, coube a Paulo de Tarso ciceronear o primeiro-ministro cubano pela cidade, hospedando-o em sua casa.

Em fevereiro de 2015, familiares do ex-prefeito de Brasília doaram para o Arquivo Público do DF centenas de documentos de sua gestão. São originais de ofícios, decretos, nomeações, bilhetes escritos à mão pelos presidentes Juscelino Kubitschek e Jânio Quadros, fotos e documentos que hoje fazem parte de um acervo aberto ao público.

“Papai tinha um entusiasmo total com Brasília. Ele era muito a favor da mudança”, disse na época, em entrevista à Agência Brasília, Vasco da Cunha Santos, um dos filhos do político.  “Articulava muito no meio político, mas não tinha apego ao poder. O importante é que essa gente realmente estava comprometida com a mudança da sociedade em favor dos mais necessitados, a vontade de servir era muito grande”, completou.

Paulo de Tarso Santos tinha 93 anos e deixa cinco filhos – Maria Luiza, Vasco, Paulo de Tarso, Maria Beatriz e Maria Stella – além de 13 netos e 12 bisnetos. O velório e o enterro do político estão marcados para acontecer neste domingo (14), no cemitério Gethsemani, no bairro do Morumbi, em São Paulo.

Metrô faz nova proposta para colocar fim ao movimento grevista

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Aumento de 6% no valor do auxílio alimentação e outros benefícios

 

A Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF), juntamente com o Governo do Distrito Federal, preocupados com as consequências da greve na rotina da população que depende diretamente do meio de transporte, e, preocupados também com a situação dos servidores, informa que não mediram esforços para construir uma proposta que visa a atender as necessidades e colocar fim ao movimento paredista que já dura 73 dias.

A proposta anterior oferecia 4,67% de reajuste para auxílio alimentação/refeição e ressarcimento no plano de saúde e agora oferece o aumento de 6% no valor do auxílio alimentação/refeição e o mesmo valor para ressarcimento do plano de saúde e incorporação da carga horária de 6 (seis) horas ao contrato de trabalho dos pilotos.

Mesmo após obtenção de liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinava o desconto dos dias parados, a diretoria da empresa e o GDF, com o objetivo de dar boas condições para que a greve se encerre, propõe abono de 20% e 80% como compensação diária dos dias parados.

O presente Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) poderá ser prorrogado por 2 (dois) anos.

A empresa pública espera que, após as propostas elaboradas pensando no servidor e especialmente no usuário, que a categoria decida pelo final da greve iniciada em 02 de maio.

  • Com informações do Metrô -DF

Nova campanha do GDF reforça importância de denúncia contra violência doméstica

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Peças publicitárias e vídeos para TV estimulam vizinhos a ligar para o 180

 

Por Gizella Rodrigues

Para reforçar as ações no combate à violência contra a mulher, o GDF lançou uma nova campanha publicitária. Com veiculação em diferentes mídias até 29 de julho, as peças alertam para o fato de que não é preciso ser a vítima para denunciar as agressões. O slogan é: “É tempo de ação contra o feminicídio. A nossa é proteger. A sua é denunciar”.

“A luta contra o feminicídio é uma obrigação de toda a sociedade. Essa campanha reforça a postura do nosso governo de agir em consonância com a população, mostrando que este é um crime que só pode ser combatido se houver o envolvimento de todos”, destaca Weligton Moraes, secretário de Comunicação.

A campanha exibe um vídeo que mostra a ligação feita por uma mulher denunciando violência doméstica (assista abaixo). Quando a atendente pergunta se o agressor ainda está na casa, a denunciante fala que não sabe, pois a vítima é só a vizinha do casal. Em seguida, um letreiro incentiva que denúncias sejam feitas à Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180. A peça está em veiculação na TV e nas redes sociais.

A ação faz uma referência à campanha #MetaaColher da Secretaria de Segurança Pública que convida a sociedade a repensar a máxima “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. Para a secretária de Estado da Mulher, Ericka Filippelli, uma denúncia pode salvar uma vida. “Você não precisa ser a vítima para denunciar, ao contrário do ditado popular. O vizinho, o amigo, familiares podem ligar no 180 e apoiar essa mulher que está vivendo uma situação de violência a buscar os seus direitos”, diz.

Segundo ela, 72,8% das vítimas de feminicídio não buscaram o poder público antes de serem assassinadas. “A gente precisa é mobilizar a sociedade”, exorta.

Ericka ressalta que há um o compromisso do GDF em combater a violência doméstica e que os equipamentos do governo estão prontos para atender vítimas desse tipo de crime.

Há uma orientação do governador Ibaneis Rocha para que todo o governo se mobilize de forma interdisciplinar no combate ao feminicídioEricka Filippelli, secretária da Mulher

“As delegacias estão abertas 24 horas, nossos equipamentos estão sendo reestruturados, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) está funcionando no metrô da 102 Sul, com a presença da Defensoria Pública pronto para acolher, dar atendimento psicossocial e já ter acesso ao Judiciário”, acrescenta a secretária da Mulher.

Os anúncios impressos – que estão sendo publicados em revistas e jornais e estampados em outdoors, nas paradas e traseiras de ônibus – também lembram que, no Brasil, a cada dois segundos uma mulher é vítima de violência, a cada 16 segundos uma mulher é vítima de ameaça com arma e a cada 22 segundos uma mulher é vítima de espancamento.

Veja o vídeo da campanha:

https://youtu.be/TWim1fHDn00

Previdência: confira principais pontos aprovados em primeiro turno

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Deputados alteraram quatro pontos da proposta em plenário

Por Wellton Máximo

Aprovada na sexta-feira (12) à noite pelo Plenário da Câmara dos Deputados, a reforma da Previdência voltou para a comissão especial para ter a redação final votada em segundo turno. Depois de quatro dias horas de debates, os deputados aprovaram quatro emendas e destaques e rejeitaram oito. Mais oito alterações foram retiradas da pauta ou deixaram de ser votadas porque ficaram prejudicadas durante a tramitação.
A primeira emenda aprovada melhorou o cálculo de pensões por morte para viúvos ou viúvas de baixa renda e antecipou o aumento da aposentadoria de mulheres da iniciativa privada. Resultado de acordo com a bancada feminina, a emenda teve aprovação maçica, por 344 votos a 132.

Também fruto de acordo entre os partidos do governo, do centrão e da oposição, a segunda emenda aprovada suavizou as regras para a aposentadoria de policiais que servem à União. A emenda também tinha acordo entre governo e oposição para ser aprovada.

A categoria, que engloba policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais legislativos, policiais civis do Distrito Federal e agentes penitenciários e socioeducativos federais, terá uma regra mais branda de transição, pode aposentar-se aos 53 anos (homens) e 52 anos (mulheres), desde que cumpram o pedágio de 100% sobre o tempo que falta para se aposentar.

Os deputados aprovaram outros dois destaques. Um mantém em 15 anos o tempo de contribuição para os trabalhadores do sexo masculino do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Os homens, no entanto, só conquistarão direito à aposentadoria integral com 40 anos de contribuição, contra 35 anos de contribuição das mulheres.

O último destaque aprovado reduziu a idade mínima de aposentadoria de professores para 55 anos (homens) e 52 anos (mulheres). Também fruto de um acordo partidário, o destaque estabelece que a redução só valerá para quem cumprir 100% do pedágio sobre o tempo que falta para aposentar-se pelas regras atuais.

O texto alterado pelos deputados segue para a comissão especial, onde precisa ter a redação final aprovada em segundo turno. De lá, volta para o Plenário, para ser votado a partir de 6 de agosto também em segundo turno. Nessa etapa, só podem ser apresentadas emendas supressivas, que retiram pontos do texto.

Confira como está a reforma da Previdência após a aprovação em primeiro turno
Trabalhador urbano
  • Proposta do governo: idade mínima de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens após o período de transição, com tempo mínimo de contribuição de 25 anos para ambos os sexos, 10 anos no serviço público e cinco anos no cargo.
  • Comissão especial: idades mínimas mantidas, com tempo de contribuição de 20 anos para homens e 15 anos para as mulheres.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: idades mínimas mantidas, com tempo mínimo de contribuição de 15 anos para homens e mulheres.
Servidor público federal
  • Proposta do governo: idade mínima de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens após o período de transição, com tempo mínimo de contribuição de 25 anos para ambos os sexos.
  • Primeira versão do relatório: idades mínimas e parâmetros de aposentadorias regulamentados por lei complementar a partir da promulgação da refoma.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: idades mínimas de aposentadorias para o serviço público federal continuarão fixadas na Constituição, com demais parâmetros definidos por lei complementar a partir da promulgação da reforma.
Regra de transição
  • Proposta do governo: no Regime Geral de Previdência Social (RGPS), que abrange os trabalhadores do setor privado, a proposta de emenda à Constituição (PEC) prevê três regras de transição para o setor privado: sistema de pontos por tempo de contribuição e por idade, aposentadoria por tempo de contribuição para quem tem pelo menos 35 anos de contribuição (homens) e 30 anos (mulheres) e pedágio de 50% sobre o tempo faltante pelas regras atuais, desde que restem menos de dois anos para a aposentadoria.

    Para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), dos servidores públicos, o texto estipula um sistema de pontuação que permitiria a aposentadoria a partir dos 61 anos para homens e 56 anos para mulheres. A partir de 2022, as idades mínimas subiriam para 62 anos (homens) e 57 anos (mulheres). Nesse caso, no entanto, os servidores receberiam um valor mais baixo. Os trabalhadores públicos que entraram até 2003 precisariam trabalhar até 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) para terem direito à integralidade (último salário da ativa) e paridade (mesmos reajustes salariais dos ativos).

  • Proposta aprovada em primeiro turno: o texto acrescentou uma regra de transição que valerá tanto para o serviço público como para a iniciativa privada. Os trabalhadores a mais de dois anos da aposentadoria terão um pedágio de 100% sobre o tempo faltante para ter direito ao benefício, desde que tenham 60 anos (homens) e 57 anos (mulheres) e 35 anos de contribuição (homens) e 30 anos de contribuição (mulheres). No caso dos servidores públicos que entraram antes de 2003, o pedágio dará direito à integralidade e à paridade.
Gatilho na idade mínima
  • Proposta do governo: Constituição definiria um gatilho automático que elevaria as idades mínimas de quatro em quatro anos conforme o aumento da expectativa de vida.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: relator retirou o mecanismo de ajuste. Novas alterações das idades mínimas terão de exigir mudança na Constituição.
Aposentadoria rural
  • Proposta do governo: idade mínima de 60 anos para a aposentadoria de homens e mulheres, com 20 anos de tempo de contribuição para ambos os sexos.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: tema retirado na comissão especial. Mantidas as regras atuais, com 55 anos para mulheres e 60 anos para homens, incluindo garimpeiros e pescadores artesanais. Apenas o tempo mínimo de contribuição para homens sobe para 20 anos, com a manutenção de 15 anos para mulheres.
Professores
  • Proposta do governo: idade mínima de 60 anos de idade para a aposentadoria de homens e mulheres, com 30 anos de tempo de contribuição.
  • Primeira versão do relatório: idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, com definição de novos critérios por lei complementar. Regra vale para professores do ensino infantil, fundamental e médio.
  • Comissão especial: professoras terão integralidade (aposentadoria com último salário da ativa) e paridade (mesmos reajustes que trabalhadores da ativa) aos 57 anos. Professores só terão esses direitos a partir dos 60 anos, com pedágio de 100% sobre o tempo que falta para aposentar-se. Destaque que retiraria os professores da reforma foi rejeitado.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: idade mínima de aposentadoria reduzida para 55 anos (homens) e 52 anos (mulheres), com cumprimento do pedágio de 100%. Benefício vale para professores federais, da iniciativa privada e dos municípios sem regime próprio de Previdência. Destaque aprovado após acordo entre governo e oposição.
Capitalização
  • Proposta do governo: Constituição viria com autorização para lei complementar que instituirá o regime de capitalização.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: tema retirado antes da divulgação da primeira versão do relatório na comissão especial.
Benefício de Prestação Continuada (BPC)
  • Proposta do governo: idosos de baixa renda receberiam R$ 400 a partir dos 60 anos, alcançando um salário mínimo somente a partir dos 70.
  • Primeira versão do relatório: proposta retirada, com manutenção de um salário mínimo para idosos pobres a partir dos 65 anos.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: inclusão de medida para combater fraudes no BPC, com especificação na Constituição de renda familiar per capita de até um quarto do salário mínimo a partir dos 65 anos para ter direito ao benefício.
Pensão por morte
  • Proposta do governo: pensão por morte começaria em 60% do salário de contribuição, aumentando 10 pontos percentuais por dependente até chegar a 100% para cinco ou mais dependentes. Retirada da pensão de 100% para dependentes com deficiências intelectuais ou mentais. Apenas dependentes com deficiências físicas receberiam o valor máximo.
  • Primeira versão do relatório: mantém nova fórmula de cálculo, mas garante pensão de pelo menos um salário mínimo para beneficiários sem outra fonte de renda na família. Pagamento de 100% para beneficiários com dependentes inválidos (deficiência física, intelectual ou mental) e para dependentes de policiais e agentes penitenciários da União mortos por agressões em serviço.
  • Comissão especial: pensões de 100% para policiais e agentes penitenciários da União serão pagas por morte em qualquer circunstância relacionada ao trabalho, como acidentes de trânsito e doenças ocupacionais, demais pontos da primeira versão mantidos.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: garante pensão de pelo menos um salário mínimo para beneficiários sem outra fonte de renda, retirando a exigência de comprovação de renda dos demais membros da família. Destaque aprovado por meio de acordo da bancada feminina.
Abono salarial
  • Proposta do governo: pagamento restrito aos trabalhadores formais que ganham um salário mínimo, contra dois salários mínimos pagos atualmente.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: pagamento aos trabalhadores de baixa renda (até R$ 1.364,43 em valores atuais).
Salário-família e auxílio-reclusão
  • Proposta do governo: pagamento restrito a beneficiários com renda de um salário mínimo.
  • Proposta aprovada: pagamento a pessoas de baixa renda (até R$ 1.364,43 em valores atuais).
Cálculo de benefícios
  • Proposta do governo: benefício equivalente a 60% da média as contribuições em toda a vida ativa, mais dois pontos percentuais por ano que exceder os 20 anos de contribuição.
  • Primeira versão do relatório: redação abriu brecha para exclusão de contribuições “prejudiciais ao cálculo do benefício”, que poderia anular toda a economia com a reforma da Previdência.
  • Segunda versão do relatório: redação mais clara para retirar brecha e retomar a fórmula original proposta pelo governo.
  • Comissão especial: inclusão de parágrafo no Artigo 27 para eliminar falha que faria trabalhador que tenha contribuído por mais de 20 anos, porém com salário menor a partir do 21º ano, conquistar aposentadoria menor do que segurado que tenha contribuído por apenas 20 anos.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: valor da aposentadoria de mulheres da iniciativa privada começará a subir dois pontos percentuais por ano que exceder 15 anos de contribuição. Aposentadoria de homens só começará a subir depois de 20 anos de contribuição. Mudança permite a mulheres receber aposentadoria de 100% do salário médio com 35 anos de contribuição, cinco anos antes dos homens
Reajuste de benefícios
  • Proposta do governo: eliminava trecho da Constituição que preservava a reposição das perdas da inflação.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: manutenção do reajuste dos benefícios pela inflação.
Contagem de tempo
  • Proposta do governo: PEC não abordava assunto.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: parágrafo que impede a contagem de tempo sem o pagamento das contribuições. Recentemente, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu que os juízes podem considerar, no tempo de contribuição, os anos em que exerciam a advocacia e não contribuíam para a Previdência.
Estados e municípios
  • Proposta do governo: PEC valeria automaticamente para servidores dos estados e dos municípios, sem necessidade de aprovação pelos Legislativos locais.
  • Primeira versão do relatório: retirada de estados e municípios da PEC, com a possibilidade de reinclusão dos governos locais por meio de emenda na comissão especial ou no plenário da Câmara.
  • Segunda versão do relatório: autorização para que estados e municípios aumentassem temporariamente a alíquota de contribuição dos servidores para cobrir o rombo nos regimes locais de Previdência, sem a necessidade de aprovação dos Legislativos locais.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: autorização retirada, todos os pontos da reforma da Previdência precisarão ser aprovados pelos Legislativos locais para valerem nos estados e nos municípios.
Incorporação de adicionais
  • Proposta do governo: PEC não abordava assunto.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: extensão aos estados e municípios da proibição de incorporar adicionais por cargo de confiança ou em comissão ao salário dos servidores, vedação que existe em nível federal.
Acúmulo de benefícios
  • Proposta do governo: limite para acúmulo de benefícios a 100% do benefício de maior valor, somado a um percentual da soma dos demais, começando em adicional de 80% para um salário mínimo e caindo para 0% acima de benefícios de mais de quatro salários mínimos. Médicos, professores, aposentadorias do RPPS ou das Forças Armadas ficam fora do limite por terem exceções estabelecidas em lei.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: altera para 10% adicional para benefícios acima de quatro salários mínimos, mantendo os demais pontos.
Encargos trabalhistas
  • Proposta do governo: possibilidade de incidir desconto para a Previdência sobre vale-alimentação, vale-transporte e outros benefícios trabalhistas.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: tema retirado.
Policiais que servem à União
  • Proposta do governo: a categoria (que abrange policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais legislativos e agentes penitenciários federais, entre outros) se aposentará aos 55 anos de idade, com 30 anos de contribuição e 25 anos de exercício efetivo na carreira, independentemente de distinção de sexo.
  • Texto-base da comissão especial: depois de tentativas de acordo para reduzir a idade mínima para 52 anos (mulheres) e 53 anos (homens) para policiais e agentes de segurança em nível federal, o relator manteve a proposta original do governo.
  • Proposta aprovada na comissão especial: destaque para reinstituir condições diferenciadas para categoria derrubado na comissão especial.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: volta da idade mínima de 53 anos para homens e 52 anos para mulheres para o policial que cumprir 100% do pedágio sobre o tempo que falta para se aposentar pelas regras atuais. Destaque aprovado após acordo entre partidos do governo, do centrão e da oposição.
Policiais militares e bombeiros
  • Proposta do governo: a categoria teria as mesmas regras das Forças Armadas, com 35 anos de contribuição, com contagem de tempo no RGPS e possibilidade de que policiais e bombeiros na reserva trabalhem em atividades civis.
  • Comissão especial: aprovação de destaque para que aposentadorias de policiais militares e bombeiros permaneçam sob a responsabilidade dos estados. Mudança beneficia categoria porque, em alguns estados, eles aposentam-se com menos de 35 anos de contribuição, como proposto pelo projeto que trata da Previdência das Forças Armadas.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: policiais militares e bombeiros continuam fora da reforma.
Judicialização
  • Proposta do governo: concentração, na Justiça Federal em Brasília, de ações judiciais contra a reforma da Previdência..
  • Comissão de Constituição e Justiça: tema retirado, após questionamentos de partidos do centrão, mas com autorização para que lei federal autorize julgamentos na Justiça Estadual quando não houver Vara Federal no domicílio do segurado.
  • Comissão especial: retirada autorização para julgamentos pelos tribunais estaduais.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: autorização de julgamentos na Justiça Estadual restabelecida por meio de emenda articulada pela bancada feminina.
Aposentadoria de juízes
  • Proposta do governo: PEC não abordava assunto.
  • Proposta aprovada: retirada da Constituição da possibilidade de pena disciplinar de aposentadoria compulsória para juízes e parágrafo que impede contagem de tempo de contribuição para juízes que não contribuíram com a Previdência enquanto exerceram a advocacia.
Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)
  • Proposta do governo: PEC não abordava assunto.
  • Primeira versão do relatório: repasse de 40% das receitas do FAT para a Previdência Social, equivalente a R$ 214 bilhões em dez anos. Atualmente esses recursos vão para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
  • Comissão especial: relator desistiu de remanejar recursos do BNDES após críticas de congressistas e da equipe econômica de que mudança de destinação não melhoraria as contas públicas.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: tema retirado.
Tributo para bancos
  • Proposta do governo: PEC não abordava assunto.
  • Primeira versão do relatório: elevar de 15% para 20% a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras, retomando a alíquota que vigorou de 2016 a 2018.
  • Segunda versão do relatório: retirada da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo) do aumento da tributação, elevação de 15% para 17% da alíquota para cooperativas de crédito.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: relator restringe aumento a bancos médios e grandes. As demais instituições financeiras continuarão a pagar 15% de CSLL. Mudança deve render em torno de R$ 50 bilhões em dez anos.
Fim de isenção para exportadores rurais
  • Proposta do governo: PEC não abordava assunto.
  • Texto-base: fim da isenção da contribuição previdenciária de 2,6% sobre a comercialização da produção agrícola de exportadores rurais. Mudança renderia R$ 83,9 bilhões em uma década.
  • Comissão especial: aprovado destaque para manter o benefício fiscal. Destaque também retirou trava que impedia o perdão da dívida do Funrural, contribuição paga pelo produtor rural para ajudar a custear a aposentadoria dos trabalhadores.
  • Proposta aprovada em primeiro turno: tema retirado.

Votação da reforma da Previdência em segundo turno fica para agosto

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Por Wellton Máximo e Heloísa Cristaldo

A votação em plenário do segundo turno da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados ficará para 6 de agosto, confirmou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em entrevista após a conclusão das votações, ele explicou que a decisão foi tomada por preocupações de que o quórum baixo comprometa o texto aprovado nesta sexta (12) em primeiro turno.

“Não era real acabar sábado (13) pelo quórum com que acabou a sessão de sexta”, disse. “Essa é uma construção multipartidária e foi isso que se construiu”, acrescentou.

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, disse acreditar que a reforma seja aprovada pelo Senado em setembro. Se os senadores reincluírem os estados e municípios à reforma, Marinho defendeu que o tema tramite numa proposta de emenda à Constituição em separado para não impactar os prazos.

O adiamento do segundo turno para o início de agosto foi informado diversas vezes ao longo da tarde, mas só foi oficializado por Maia depois da conclusão das votações em primeiro turno. O deputado Alexandre Frota (PSL-SP) e o líder do Democratas na Câmara, Elmar Nascimento (BA) haviam informado que havia acordo para que o Plenário só volte a se reunir em agosto.

No fim da tarde, o presidente da comissão especial da reforma da Previdência na Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), também confirmou a conclusão do segundo turno no plenário da Casa somente em agosto. No momento, a comissão especial está reunida para votar a redação final da reforma da Previdência, com a oposição obstruindo os trabalhos.

Diferentemente do primeiro turno, a votação em segundo turno só permite a aprovação de emendas supressivas, que retiram pontos do texto aprovado.

Governo destina R$ 450 milhões e transforma Vicente Pires

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Região administrativa se torna o principal canteiro de obras do governo Ibaneis Rocha. População aguardou por 12 anos pelas intervenções que agora estão em curso

 

Região administrativa de grande investimento – mais de R$ 462 milhões previstos –, Vicente Pires é, atualmente, o principal canteiro de obras do Distrito Federal. As máquinas, tratores, pás e operários nas ruas e a constante transformação da paisagem justificam a classificação (saiba mais no vídeo abaixo).

Um canteiro de obras com começo, meio e fim. Isso porque o Governo do Distrito Federal optou por cumprir contratos e finalizá-los, como no caso das recentes obras de asfaltamento e pavimentação. Tudo para acabar com a sensação do povo de Vicente Pires de que os reparos nunca acabavam e a poeira não baixava.

 

Assista ao vídeo produzido pelo GDF:

https://youtu.be/ZsDl9Q3u36Y

A população da cidade aguardou por 12 anos intervenções do porte que estão sendo feitas atualmente. São dezenas de quilômetros de galerias pluviais, meio-fios, calçadas e pavimentação asfáltica. Uma mudança perene para os mais de 75 mil moradores da região. Ainda assim é importante frisar: a cidade só estará pronta em 2020. Até lá, os serviços seguem em ritmo acelerado e vão demandar paciência (leia ao final da matéria o status das obras).

“Nós paramos de abrir novas frentes de serviço, executamos rede de drenagem durante a chuva que teve no início do ano e, acabando a chuva, nós estamos fazendo a pavimentação e meio-fio. Tem muita rua pavimentada, muita coisa que foi feita em asfalto”, destaca o secretário de Obras do DF, Izídio Santos.

Serão executados, por exemplo, 185,6 km de drenagem pluvial e 253,4 km de pavimentação asfáltica em vias equivalentes a 7 metros de largura, além de calçadas e meios-fios ao longo dessas vias. O sistema de drenagem da cidade contará com 22 bacias de qualidade e detenção, além de 136 lançamentos, devidamente outorgados pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa).

Nas ruas 5, 6 e 8 de Vicente Pires, foram instaladas 397 luminárias de LED, percorrendo 10,5 km de vias. O investimento de R$331.062,27 proporcionará uma economia mensal no consumo de energia na ordem de R$6.869,85, além de reduzir custos com operação e manutenção, oferecendo mais segurança e conforto aos moradores.

Asfalto é comemorado

Os moradores entendem as intervenções e agradecem por, enfim, saírem do esquecimento. É o caso do vigia José Joaquim da Silva, residente de Vicente Pires há 20 anos, vendo o asfalto chegar à sua porta. “Vai mudar muita coisa, porque essa rua principal aqui, que é a rua 8, ela quase não tem comércio por causa dessas obras, dessas terras. O povo todo foi embora, os comerciantes. Agora eles vão voltar de novo. Com certeza, né?”, vislumbra José, depois que o local recebeu asfalto.

Obras em Vicente Pires sofreram com as fortes chuvas entre abril e maio, o que atrapalhou o cronograma de trabalhos | Foto: Renato Alves / Agência Brasília

Sensação de alívio compartilhada pelo comerciante Bruno Valdez Vidal Rocha. Proprietário de um lava-jato, ele entende bem os problemas causados pela poeira, terra e lama na cidade. Bruno chegou a ter dez funcionários em seu estabelecimento e reduziu para dois. O motivo foi a queda de movimento provocada pela falta de asfalto. Com a chegada da pavimentação, o faturamento cresceu 50%.

Essa nova gestão, em dois meses, resolveu o nosso problema que ficou um ano sem asfalto aqui. As pessoas estão voltando a visitar nosso comércioBruno Valdez, comerciante

Segundo Izídio Santos, a meta para 2019 é finalizar o trabalho nas ruas principais da cidade. “Vai diminuir bastante esse incômodo, que é o que a chuva traz. Com as ruas principais prontas, drenando essa água para as lagoas e córregos, vai diminuir bastante [o incômodo]. É a meta deste ano”, conta.

Obras no Lote 08 são retomadas

As obras de infraestrutura no lote 8 serão retomadas. O anúncio foi feito pelo governador Ibaneis Rocha, na manhã desta sexta-feira (12), durante visita à região.

O investimento será de R$ 24 milhões para a execução de 4,35 km de drenagem; 18,15 km de pavimentação; 36,29 km de meio-fio; e 82 mil m² de calçadas. O trecho é um dos mais importantes da região administrativa por interligar a rede de drenagem entre vários lotes.

Cuidado com o meio ambiente

Intervenções como as de Vicente Pires demandam um cuidado redobrado com o meio ambiente. Essa atenção é explicada pelo administrador da Região Administrativa, Daniel de Castro Sousa.

Entre as ações as barragens de contenção construídas na cidade – de um total de 22, dez estão prontas. Elas são responsáveis por conter a água que chega na cidade diretamente de Taguatinga e do Taguaparque, percorrendo um declive de 138 metros, da rua 12 até a rua 3. “Se não houver a realização dessas bacias, desses dissipadores e ainda a obra de drenagem e captação das águas, essa água seria despejada no meio ambiente e seria uma degradação total”, conta Daniel de Castro Sousa.

Com o asfalto e a rede pluvial adequados, os moradores não sofrem prejuízo com alagamento de vias e lamas por toda parte. “Estamos num momento da convergência com a infraestrutura, engenharia e meio ambiente para proteger a nossa cidade”, acrescenta o administrador.

Solução para crises

Embora todo o planejamento, as obras em Vicente Pires sofreram com as fortes chuvas na cidade entre abril e maio, prejudicando o andamento dos trabalhos e causando transtorno aos moradores. Assim, o GDF instalou imediatamente o Gabinete de Gestão de Crise, na sede da administração local, fortalecendo o diálogo e as medidas reparadoras.

O grupo uniu diversas secretarias. Entre elas: Cidades, Comunicação, Relações Institucionais, Saúde, Meio Ambiente e o Conselho Permanente de Políticas Públicas e Gestão Governamental do DF (CPPGG/DF). Integração que levou, para dentro da administração, profissionais da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), do Departamento de Trânsito (Detran), da Companhia Energética de Brasília (CEB), da Polícia Militar (PMDF), da Defesa Civil, da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), do Banco de Brasília (BRB), do DFTrans e do DF Legal. Tudo para minimizar os transtornos.

“Colocamos todo o governo lá dentro. Secretaria de Obras, DER, Novacap, Detran, DF Legal… Todo mundo que é envolvido foi lá para dentro para começarmos uma ação”, recorda Izídio Santos.

A população também ganhou voz por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp. Com a presença de assessores do GDF, mais de 3.500 moradores em 14 comunidades ativas podem trocar informações sobre os reparos, enviar sugestões e notificações.

Confira o status das obras em Vicente Pires:

Lote 1 – JM – obra paralisada

LOTE 2 – indefinido

LOTE 3 – CONTERC
– Via 05 (chácara 52-CAS): Terraplenagem
– Via 61 (Marginal da marginal da EPTG), CAS: Calçada
– Via 03: Levantamento dos pv’s

LOTE 4 – VP
– Rua 6 – pavimentação
– Lagoa 81- Execução de gabiões
Drenagem no condomínio 253

LOTE 5 – Artec – Rua 04 B – Execução de pavimentação rua 4B
Reparos na pavimentação na rua 4C
Terraplenagem no condomínio 243 rua 06
Túnel liner, próximo à feira do produtor

LOTE 6- GW
– Rua 17 – Assentamento de meio fio na via 17 direita
– Chácara 44: Drenagem rede 97 rede principal concluída
– Lançamento 133 – chácara 51 – Execução de gabiões
Execução do dissipador na chácara 51
Base e sub-base na rua 03 B

LOTE 7- JM
– Obra retomada

LOTE 9 – BASEVI – sem frentes de serviço

LOTE 10 – BASEVI
– Rua 8 – Terraplenagem e pavimentação. Terraplenagem condomínio 205
Drenagem na rua 07
Execução de meio fio próximo a igreja rua 08

LOTE 11 – HYTEC
– Rua 10: Rede, pv’s, ramais e entradas de condomínios
– Rua 07: Rede de drenagem. Rua 10: Ramais, Pvs e entrada de condomínio

Governo do DF retoma obras no lote 8, em Vicente Pires

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Governador Ibaneis Rocha anunciou os trabalhos na manhã desta sexta-feira (12). Serviços são essenciais para a conclusão da infraestrutura no setor habitacional

Por Ian Ferraz

As obras de infraestrutura no lote 8 do Setor Habitacional Vicente Pires serão retomadas. O anúncio foi feito pelo governador Ibaneis Rocha, na manhã desta sexta-feira (12), durante visita à região.

O investimento será de R$ 24 milhões para a execução de 4,35 km de drenagem; 18,15 km de pavimentação; 36,29 km de meio-fio; e 82 mil m² de calçadas. O trecho é um dos mais importantes da região administrativa por interligar a rede de drenagem entre vários lotes.

“Gosto muito de Vicente Pires. Sou frequentador da nossa feira e acompanho as dificuldades que os moradores daqui passam. Estamos trabalhando em algumas vias para chegar à regularização. A primeira via é acabar com os transtornos ou ao menos minimizá-los com a chegada das chuvas”, disse Ibaneis Rocha, ao comentar, também, o trabalho de regularização de terras junto à União e à Agência de Desenvolvimento (Terracap). “Estamos trabalhando aqui, governador, desde que você implantou o Gabinete de Crise em Vicente Pires. Sem essa obra não seria possível minimizar os transtornos que ocorrem com as chuvas”, reforçou o secretário de Governo José Humberto Pires.

A notícia é um alívio para moradores e comerciantes, que aguardam desde 2016 as intervenções. “Toda obra é importante ser retomada. Pelo tempo que ela ficou parada e agora vai voltar, achei que estão agilizando bastante. Está bem satisfatório”, comemorou a comerciante Liege Paula.

A técnica em Enfermagem Nicácia Cristina da Silva mora na região desde 1996 e vive a cidade por completo. Ela trabalha e suas filhas Cecília e Clarice estudam em Vicente Pires. Assim, demonstra otimismo com as intervenções. “Estou feliz porque vemos que as obras foram retomadas e a gente espera que não parem mais. Para o futuro, nossa expectativa é com a chuva, que essa água não flua com aquela velocidade que arrancava meio-fio, que estragava as lojas. As coisas estão acontecendo e espero que continuem nesse ritmo. Queremos circular aqui como nas outras regiões administrativas”, disse.

Com a retomada dos serviços no lote, o GDF reforça o compromisso de entregar as obras em 2020. “Foram anos e anos de promessas e em poucos meses conseguimos avançar muito”, lembrou Ibaneis.

Lote 8

Localizado na área central de Vicente Pires, o Lote 8 é composto por áreas comerciais e residenciais, além de receber parte de importantes vias para a trafegabilidade da região, como as ruas 3 e 8. Embora possua a menor área entre todos os outros lotes das obras de infraestrutura, o lote é fundamental para a interligação da rede de drenagem e da pavimentação de vias dos lotes 6, 9, 10 e 11.

“A contratação desta obra jamais aconteceu, mas vamos olhar para a frente. A solução não dependia exclusivamente do governo. As obras estavam por começar, poderiam demorar para serem retomadas e o cronograma das demais ficar comprometido. Mas, desde o início desta gestão, a prioridade foi assegurar a continuidade das obras e, assim, mais uma etapa foi vencida. Agora, é intensificar o trabalho e aproveitar o período sem chuvas para avançar”, explica Izidio Santos Junior, secretário de Obras do GDF.