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MP da Liberdade Econômica pode prescrever

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Gilberto Carvalho e Freire
Instrumento que visa facilitar a formalização de empresas e aquecer o mercado de trabalho esbarra na burocracia do Estado

Prestes a completar 90 dias em agosto, a Declaração de Direitos de Liberdade Econômica, instituída por meio da Medida Provisório 881/19, corre o risco de prescrever, caso não seja aprovada pelo Congresso Nacional. O instrumento estabelece garantias de livre mercado e simplifica a formalização de inúmeras empresas em todo o país. Contudo, os entraves para sua aplicabilidade começam nos próprios órgãos regulatórios do Estado.

Um dos avanços mais significativos da MP diz respeito a alteração do Código Civil, por meio da inclusão no rol de Pessoas Jurídicas a Sociedade Limitada Unipessoal, que possibilita a regularização de inúmeros empreendedores que atuam de modo informal. Embora o Artigo 1.052 reconheça o instrumento, a Receita Federal, órgão arrecadador e responsável pela liberação dos CNPJs, ainda não disponibilizou em sua plataforma esta natureza jurídica, impedindo a constituição de empresas conforme o modelo.

De acordo com o contador Gilberto Carvalho e Freire, para que a MP da Liberdade Econômica não caduque, a exemplo do ocorrido com MP da Desburocratização (876/19), o governo precisa enfrentar órgãos de sua própria gestão. “Ao incluir no rol de Pessoas Jurídicas a Sociedade Limitada Unipessoal, o Estado brasileiro vai ao encontro dos anseios de milhares de empreendedores informais que vislumbraram a possibilidade de sair da ilegalidade, colaborando com o fortalecimento dos cofres públicos e contribuindo diretamente para o fortalecimento do sistema previdenciário”, explicou.

Ainda conforme o contador, “hoje temos uma grande demanda para esse tipo de constituição empresarial. No entanto, a Receita Federal impede esse tipo investimento, indo contra o desejo e programa de Liberdade Econômica do governo, defendido pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Fazenda, Paulo Guedes”, completou.

A MP estabelece garantias de livre mercado, conforme determina o art. 170 da Constituição Federal, possibilitando ao empresário brasileiro a geração de emprego e renda. Conforme o especialista da área contábil, existe a percepção de que no Brasil ainda prevalece o pressuposto de que as atividades econômicas devam ser exercidas a partir de expressa permissão do Estado.

Como resultado, o Brasil figura em 150ª posição no ranking de Liberdade Econômica da Heritage Foundation/Wall Street Journal, 144ª posição no ranking de Liberdade Econômica do Fraser Institute, e 123ª posição no ranking de Liberdade Econômica e Pessoal do CatoInstitute. Fatos que, atrelados ao excesso de burocracia e a crise econômica, resultaram em cerca de 13 milhões de desempregados em todo o país.

A MP tem até o dia 28 de agosto para ser apreciada pelo Congresso Nacional.

Abono do PIS/Pasep começa a ser pago nesta quinta

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Mais de 23 milhões de trabalhadores podem receber o dinheiro
O pagamento do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), exercício 2019/2020, começa na próxima quinta-feira (25). A liberação do dinheiro para os cadastrados no PIS vai considerar a data de nascimento. No caso do Pasep, o calendário é definido pelo dígito final do número de inscrição.
Os trabalhadores que nasceram entre julho e dezembro receberão o abono do PIS ainda este ano. Já os nascidos entre janeiro e junho terão o recurso disponível para saque em 2020. Recebem também este ano os servidores públicos cadastrados no Pasep com dígito final do número de inscrição entre 0 e 4. Os registros com final entre 5 e 9 receberão no próximo ano.

A data para o fechamento do calendário de pagamento do exercício 2019/2020 está prevista para o dia 30 de julho de 2020. A estimativa é de que sejam destinados R$ 19,3 bilhões a 23,6 milhões de trabalhadores. O pagamento do abono salarial referente ao PIS será feito pela Caixa em suas agências em todo o país; e o abono do Pasep será pago no Banco do Brasil.

Quem tem direito

Para ter direito ao abono salarial do PIS/Pasep é necessário ter trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2018, com remuneração média de até dois salários mínimos. Além disso, o trabalhador tem de estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Para os trabalhadores que tiverem os dados declarados na Rais 2018 fora do prazo e entregues até 25 de setembro de 2019, o pagamento estará disponível a partir de 4 de novembro de 2019, conforme calendário de pagamento aprovado, e, após este prazo, somente no calendário seguinte.

Celular do ministro Paulo Guedes é hackeado

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O celular do ministro da Economia, Paulo Guedes, foi hackeado na noite desta segunda-feira (22). Segundo a assessoria do ministro, “todas as medidas cabíveis” contra o hacker serão tomadas hoje (23).

A assessoria pediu que sejam desconsideradas todas as mensagens vindas do número do ministro e de pessoas do gabinete.

O hacker criou uma conta no aplicativo de mensagens Telegram em nome do ministro.

No último domingo (21), a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) informou pelo Twitter que teve o telefone clonado. Segundo ela, bandidos mandaram mensagens para jornalistas em seu nome. Ela acrescentou que também recebeu ligações do próprio número, assim como ocorreu com o ministro da Justiça, Sergio Moro. “A polícia já foi acionada”, afirmou a deputada.

Plano estratégico do GDF mira eficiência de gestão

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O grande desafio é se tornar referência no combate à corrupção e na promoção da integridade pública
Por Jéssica Antunes

O eixo Gestão e Estratégia do Plano Estratégico do Distrito Federal 2019-2060 (PED-DF), lançado em maio, aponta os desafios para alcançar eficiência na gestão governamental. O objetivo é que os serviços públicos cheguem à população com qualidade e de forma mais rápida a partir de um fortalecimento do papel do Estado. Para isso, o foco do Governo do DF é otimizar os recursos disponíveis para o atendimento às necessidades do povo.

Assim, o plano é que o GDF consiga fortalecer a coordenação de ações de forma eficaz, responsável, transparente e inclusiva – tornando-se referência no combate à corrupção e na promoção da integridade pública.

Além disso, prevê garantir a sustentabilidade fiscal de longo prazo do DF. O governo se organiza para garantir a eficácia da arrecadação, a integridade, a governança e a transparência para a adequada alocação dos recursos na prestação dos serviços públicos.

O foco é na ponta, em quem mais precisa, na população. Esse objetivo já foi encaminhado a partir de iniciativas que levam secretarias, autarquias e empresas para próximo da sociedade. São exemplos o Sejus Mais Perto do Cidadão, da Secretaria de Justiça e Cidadania, e o Detran nas Cidades.

Combate à corrupção 

A principal batalha do eixo é aprimorar os mecanismos de transparência – e, por consequência, de punição aos ilícitos cometidos por agentes públicos. A intenção é garantir maior confiabilidade nas instituições.

Para isso, é necessário a implantação do Plano de Combate à Corrupção e execução de todas as ações previstas. O Programa de Estímulo à Integridade Pública (PREIP), previsto para efetivação na administração direta, estabelece diretrizes para programas de integridade em órgãos, autarquias e fundações.

“Estamos em fase de definição dos projetos que vão compor o Plano de Combate à Corrupção. E isso envolve o aprimoramento de mecanismos de prevenção, detecção, investigação, correção e monitoramento”, explica Carina Ohara, chefe da Assessoria de Gestão Estratégica e Processos da Controladoria Geral do DF (CGDF).

Gestão tributária 

No contexto do planejamento, o Estado assume a responsabilidade de interligar as ferramentas do ciclo orçamentário ao sistema de planejamento estratégico. Devem ser alinhados, por exemplo, o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA). Enquanto isso, no âmbito fiscal, o foco está no aprimoramento de mecanismos de maior eficiência da gestão tributária e de controle dos gastos públicos.

“Considerando os aspectos da legalidade, conformidade e transparência, cabe ao Estado a consolidação desses programas de integridade. No final, garante-se a entrega de serviços de qualidade ao cidadão”, explica Adriane Lorentino, secretária adjunta de Planejamento da Secretaria de Fazenda, Orçamento, Planejamento e Gestão.

Sustentabilidade fiscal 

A crise econômica iniciada em 2014 afetou o modelo de arrecadação e gasto dos governos do Brasil e reverbera até hoje com impactos em emprego, renda, distribuição de riquezas e capacidade de prover serviços e bens públicos. Desta forma, a sustentabilidade fiscal de longo prazo do DF depende de mudanças estruturais.

“A sustentabilidade fiscal é uma das principais pautas políticas de todas as unidades da federação, uma vez que com a recessão houve uma redução no crescimento das receitas tributárias e junto a isso, foi percebido um aumento dos gastos públicos”, ressalta Lorentino. Com foco nisso, é preciso racionalizar custos, aprimorar mecanismos de gestão tributária e controlar o gasto público.

Para garantir o acesso do cidadão aos serviços públicos eficientes, o Distrito Federal tem como desafio de preparar sua força de trabalho e aumentar a produtividade – e assim elevar a satisfação da população atendida pelo Estado.

Presidente Bolsonaro comemora queda no risco país

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O presidente Jair Bolsonaro comemorou na noite desta segunda-feira (22) em publicação em sua conta oficial no Twitter a queda no Credit Default Swap (CDS), índice que mede o risco país, do Brasil. O CDS chegou a 128 pontos, índice que, segundo o presidente, é o menor patamar em cinco anos e que indica a “recuperação da confiança de investidores internacionais no Brasil.”

“Junto a avanços como ingresso na OCDE e acordo Mercosul-UE, estamos colocando o Brasil no lugar que merece”, acrescentou Bolsonaro em sua postagem.

O jornalismo tem que ser escravo dos fatos, diz Alexandre Garcia

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Jornalista concedeu entrevista à TV Brasil, que vai ao ar hoje
Com mais de 50 anos de profissão, o jornalista Alexandre Garcia é taxativo ao afirmar que “o jornalismo tem que ser escravo dos fatos” e complementa: “os fatos não precisam de ajuda. Na hora que a gente for ajudar os fatos, a gente estará deturpando-os sob o nosso ponto de vista, sob a nossa ética. Porque nós não somos isentos, neutros, anjos, assexuados. A gente tem que respeitar os fatos”.

Em entrevista à jornalista Roseann Kennedy, no programa Impressões, que vai ao ar nesta terça-feira (23), às 23h, na TV Brasil, da EBC, Garcia se revela assustado com a militância exercida por alguns profissionais, desde o ambiente acadêmico.

“Eu testemunhei um professor gritando comigo, dizendo que ensina os seus alunos a serem militantes ideológicos para combater o status quo opressor. Ora, isso não é jornalismo, isso é militância, é partido político”, avalia.

Depois de passar por redações de grandes veículos de imprensa do país – somente na TV Globo trabalhou durante 30 anos – neste ano, Alexandre Garcia migrou para o ambiente virtual. No Twitter, tem quase 1,6 milhão de seguidores, no Youtube, mais de 700 mil. Mas ele também faz análises políticas para 300 rádios e 20 jornais, sempre sem medo de polêmicas.

Garcia brinca quando é perguntado sobre o ambiente hostil nas redes sociais. “Que agressividade?”, indaga. Ele conclui que o problema nesses casos é de quem agride.

“O sujeito está gastando os humores do corpo dele. Meu Deus, que burrice! No jornalismo, a gente não deve se envolver na notícia como não deve se envolver nas agressividades. O problema do agressor é do agressor”, afirma.

Pragmatismo

O jornalista revela que foi da mãe que guardou esse pragmatismo. “Ela lembrava das coisas boas. Eu falava com ela todas as noites, às 21h30, e um dia eu disse a ela que morreu um amigo do pai. Aí ela disse: meu filho, desculpa, mas o Grêmio está entrando em campo agora, e mudou de assunto”.

Para Alexandre, focar nas coisas boas faz bem para o coração, o cérebro e o espírito.

O jornalista ressalta que preza pelas raízes. “Cultivar a vida das famílias é cultivar a história do país também. O nome disso é patriotismo”, diz, relatando que, todo fim de semana, hasteia a bandeira do Brasil no topo de sua casa.

Na entrevista, ele fala, ainda, das transformações que o país está vivendo, da vitória da direita na política e da importância do entusiasmo para impulsionar a economia no país.

agAlexandre Garcia conta bastidores do seu dia a dia, enquanto caminha pela área verde de sua casa, em Brasília, onde recebeu a equipe da TV Brasil. Um local tranquilo com muita vegetação nativa do cerrado, distante do centro do poder em Brasília. “É uma casa pra se viver. Eu vim embora para Pasárgada”, finaliza.

Alunos do DF ganham prêmios em torneios internacionais de robótica

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Duas equipes das escolas SESI no Gama e uma de Taguatinga desenvolveram projetos para melhorar a vida de astronautas no espaço

Por Sara Rodrigues

Três equipes de robótica do Distrito Federal foram premiadas em competições internacionais, neste ano. Os alunos, ex-alunos e professores do Serviço Social da Indústria (SESI) viajaram aos Estados Unidos, Uruguai e Austrália para apresentar os projetos desenvolvidos na temporada 2018/2019 do torneio FIRST® LEGO® League (FLL). O desafio era criar soluções para problemas que os astronautas poderiam ter no espaço.

A solução da equipe do SESI Gama, Lego of Olympus, campeã em Fairmont (EUA), em julho, foi de melhorar as condições de sono dos profissionais nas viagens espaciais, criando um colchão com aquecimento e vibração para relaxamento. O outro grupo premiado da mesma unidade foi o Legofield, que conquistou o primeiro lugar da categoria de Design do Robô, no Uruguai, em junho. A equipe criou um relógio de pulso usado pelo astronauta e um aplicativo de celular, que identificaria grandes alterações na frequência cardíaca do astronauta. Dependendo do resultado, o aplicativo tocaria automaticamente uma música adequada para a situação.

A outra equipe foi a Albatroid, vencedora de dois troféus, em Sydney, Austrália, no início de julho. Ao descobrir que astronautas adquiriam muito estresse nas viagens espaciais, os alunos do SESI Taguatinga decidiram criar um capacete que utiliza terapias alternativas, como cromoterapia, musicoterapia e reflexoterapia, que ajuda a estimular áreas do corpo, aliviando a tensão.

O grupo, que também bateu recorde de maior pontuação na categoria de robôs, volta para casa com a sensação de dever cumprido. A estudante Ana Carolina de Moraes Baia, 16 anos, está no terceiro ano do Ensino Médio e participa do time desde o início, em 2013. “Sempre almejamos competir em um torneio internacional. Então chegar lá e fazer história foi muito gratificante”, comemora a adolescente.

Outra integrante campeã é Amanda Merlin, também de 16 anos, que está no último ano da Educação Básica. A jovem conta que teve ganhos pessoais e profissionais durante o tempo que investiu na equipe. “Além de todas as coisas com a robótica, aprendi a me conhecer mais. Saber organizar o meu tempo, as minhas tarefas e deixar de ser tímida”, conta a garota que viveu “grandes” experiências transculturais.

A Albatroid foi bicampeã no torneio regional, em Brasília. Com isso, conquistou uma vaga para no campeonato nacional e foram até para o internacional. Para o professor André Alcântara, técnico de robótica da equipe, foi uma temporada “incrível”.

“Conseguimos um êxito muito grande dentro desse projeto”, diz o professor. “Estou muito orgulhoso com o resultado. Brasília, Taguatinga, o SESI, a equipe Albatroid conseguirem uma posição dessa é algo essencial e a recompensa de um trabalho de sete anos”, completa.

Futuro

Desde 2013, os alunos das escolas SESI aprendem, em uma disciplina de robótica, a metodologia STEAM, que envolve ciência, arte e tecnologia. Para o coordenador de robótica do Serviço Social da Indústria no Distrito Federal, Benedito Aragão, as equipes cresceram junto com o campeonato First Lego League, e estão sendo recompensadas pelo trabalho realizado com influências tecnológicas.

Para ele, é necessário trazer a tecnologia educacional como parte presente do cotidiano dos alunos. “Ao invés de ‘lutar’ contra o uso de celulares e dispositivos mobile em sala de aula pelos alunos, é pegar essa geração e transformar o uso da tecnologia em uma coisa positiva para a educação”, defende.

Na temporada deste ano, estudantes brasileiros conquistaram prêmios no Mundial de Robótica de Houston (EUA), no Torneio de Arkansas (EUA), no Aberto Internacional da Turquia, no Aberto de Robótica do Uruguai, Aberto de Robótica do Líbano e no Aberto de Robótica da Austrália.

Exploração científica

O Torneio de Robótica FIRST® LEGO® é um programa internacional de exploração científica, projetado para fazer com que crianças e jovens de 9 a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades de trabalho e de vida. A competição propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs, feitos inteiramente com peças da tecnologia LEGO®.

A cada ano, o torneio tem um tema central. Em 2019, os participantes tiveram que trabalhar em cima de soluções para as problemáticas que envolvem o espaço e desenvolver facilitadores para a vida dos astronautas. Desde 2006, o SESI investe na inserção da robótica educacional nas salas de aula.

Complexo Cultural de Samambaia recebe Sarau Complexo e Sarau Dona Verônica

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Em Samambaia, a 118ª Edição do Sarau Complexo será realizada na próxima sexta-feira (26/7) em conjunto com o Sarau Dona Verônica, com shows musicais, teatro, danças e poesias. Os eventos abarrotados de cultura vão ocupar o Complexo Cultural da cidade, a partir das 18h.

A música ficará por conta de César de Paula com canções que mesclam o ritmo popular com a afro brasilidade. Linda Maria leva composições que surgiram sob a perspectiva do enfrentamento do câncer de mama, uma jornada musical cheia de emoções, significados e realizações.

Com tom de resistência as mulheres plurais do projeto musical “Rainhas do Babado” cantam o anarcofunk que destacam as vivências, frustrações e sonhos enquanto artistas sobreviventes aos golpes diários de preconceitos e desigualdade de gênero. Muito rap com o ABORÍGINE, que na ocasião vai lançar o novo CD e videoclipe. Os rappers Amaro, Nexx e Alex Moura completam a programação musical.

Poesia fica a cargo de Geraldo Ramiere militante cultural que faz parte do coletivo Tribo das Artes, no Distrito Federal. Carol Araújo revela o estilo poético com temas que variam entre protestos, relações de afetividade e questionamentos sobre o comportamento humano. A dupla Duendes Blues, com Dominício Chaves e Hamilton Zen que encontraram na poesia uma forma de se expressar também marcam presença no evento. Luiz Vieira declama seu poema no palco do Sarau Complexo.

Quarenta crianças, atendidas pelo Instituto Embalando Sonhos, alegram a programação infantil com o Coral Sonhos recheado de canções amorosas. O espetáculo “Show do Tonhão, um palhaço Showman” e a animadora de palco – a Boneca Tchu Plac Tchu Plim, levam paródias com base em programas de auditório adultos e infantis, e prometem tirar boas gargalhadas da plateia. A Cia de Teatro Cara de Palco e a Quadrilha Se Bobiá Mirim completam as atrações para a criançada.

Expressar artisticamente por meio da dança é o objetivo do Estúdio de Dança Josy Pacello, que é a primeira escola de Dança de Samambaia Sul. O estúdio que desenvolve um trabalho de formação de bailarinos na cidade fará uma apresentação de balé clássico no evento que garante hipnotizar o público.

O Sarau Complexo é uma manifestação cultural itinerante que percorre a cidade de Samambaia levando diferentes formas de cultura e entretenimento para a comunidade. Organizado e idealizado pelo Conselho de Cultura Samambaia, a iniciativa têm apoio e patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC/DF) com o fomento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF.

 

COMPLEXO COM SARAU DA DONA VERÔNICA

Data: 26/07/2019

Local: Complexo Cultural Samambaia – Quadra 301 – Centro Urbano de Samambaia

Horário: 18h

Classificação Indicativa: Livre

Governo Federal bloqueia mais R$ 1,44 bilhão do Orçamento

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Pasta usou R$ 809 mi de reserva de emergência

Por Wellton Máximo

A revisão para baixo do crescimento da economia brasileira em 2019 fez a equipe econômica anunciar um novo bloqueio no Orçamento. Segundo o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado hoje (22) pelo Ministério da Economia, o governo decidiu contingenciar mais R$ 1,443 bilhão de verbas do Poder Executivo.

Agora, o valor contingenciado do Orçamento de 2019 soma R$ 31,224 bilhões. Originalmente, o governo teria de contingenciar R$ 2,252 bilhões, mas a equipe econômica usou R$ 809 milhões de uma reserva de emergência criada em março, reduzindo o valor do bloqueio adicional para R$ 1,443 bilhão.

A distribuição do contingenciamento pelas pastas só será anunciada na próxima semana, quando o governo editará um decreto detalhando o bloqueio. Os poderes Legislativo e Judiciário, o Ministério Público da União e a Defensoria Pública da União terão um contingenciamento adicional de R$ 16 milhões.

Enviado a cada dois meses ao Congresso Nacional, o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas orienta a execução do Orçamento Geral da União com base na revisão dos parâmetros econômicos e das receitas da União. Caso as receitas caiam, o governo tem de fazer novos bloqueios para cumprir a meta de déficit primário – resultado negativo nas contas do governo sem os juros da dívida pública – de R$ 139 bilhões para este ano.

Retração

Há dez dias, o governo reduziu de 1,6% para 0,8% a projeção de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país). A diminuição do crescimento impacta a arrecadação porque a desaceleração econômica reduz o pagamento de impostos em relação ao originalmente planejado.

Em março, o governo tinha criado uma reserva de emergência de R$ 5,37 bilhões para evitar novos contingenciamentos. No fim de maio, o governo usou parte dessas reservas para evitar um contingenciamento e liberar recursos para os ministérios da Educação e do Meio Ambiente. Agora, o governo queimou mais R$ 809 milhões da reserva, zerando o colchão de emergência.

Receitas

A equipe econômica revisou as receitas para baixo em R$ 5,296 bilhões. As principais diminuições vieram da diminuição da arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), com recuo de R$ 6,8 bilhões, devido ao baixo crescimento da economia e ao aumento no pedido de compensações tributárias por empresas. O menor lucro das empresas reduziu a projeção de arrecadação do Imposto de Renda em R$ 1,9 bilhão.

Outras receitas, como a arrecadação líquida da Previdência Social, subiu em R$ 1,477 bilhão. A receita de royalties de recursos naturais foi elevada em R$ 1,1 bilhão – R$ 485,2 milhões de royalties de minérios e R$ 641 milhões para royalties de petróleo.

O contingenciamento poderia ter sido maior se o governo não tivesse revisado para baixo as despesas obrigatórias em R$ 3,47 bilhões. As principais diminuições vieram dos créditos extraordinários para o subsídio ao óleo diesel (-R$ 1,9 bilhão) e no pagamento de sentenças judiciais e precatórios (-R$ 1,5 bilhão).

DFTrans é extinto e BRB assume sistema de bilhetagem eletrônica

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Foto: Dênio Simões/Agência Brasília
Orçamento e servidores serão absorvidos pela Secretaria de Mobilidade. Em abril, governador Ibaneis Rocha chamou órgão de ‘central de corrupção’

Uma lei sancionada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) extinguiu o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) e transferiu parte das atribuições do órgão para a Secretaria e Mobilidade (Semob) e o Banco de Brasília (BRB). As mudanças foram publicadas no Diário Oficial nesta segunda-feira (22).

Com as novas regras, o BRB assume a responsabilidade pela comercialização e pelo processamento dos créditos do Sistema de Bilhetagem Automática. Dessa forma, o banco passa a administrar os processos de recarrega dos cartões de integração.

Já a Semob ficará responsável por medidas como o planejamento e coordenação do transporte público na capital, além da política tarifária e a emissão de cartões, como o do Passe Livre. Os servidores e o orçamento do DFTrans também serão absorvidos pela pasta.

Além disso, a secretaria terá de fiscalizar a qualidade da oferta dos serviços de transporte, prevenir as ações ilegais e gerir acordos e contratos firmados pelo órgão anterior, segundo o novo regulamento.

O projeto de extinção do DFTrans foi apresentado pelo Executivo à Câmara Legislativa do DF. A proposta foi protocolada na Casa pouco mais de um mês depois que o governador Ibaneis Rocha chamou o órgão de “central de corrupção”.

“Acabou a bilhetagem, eu vou acabar com o DFTrans porque é um órgão que só tem dado trabalho para a população, desrespeito à população e é um órgão central de corrupção”, afirmou à época.

Com informações do G1 DF