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Funcionários dos Correios suspendem greve

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Julgamento do dissídio coletivo está marcado para 2 de outubro

Após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidir ontem (17) que 70% dos empregados dos Correios mantivessem as atividades da empresa, os funcionários suspenderam a paralisação. Com a decisão dos empregados, os Correios vão manter as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2019 até o dia 2 de outubro, data do julgamento do dissídio pelo tribunal.
De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), os trabalhadores reivindicam reajuste salarial com reposição da inflação (3,25%) e não querem cortes de direitos conquistados. Os empregados também são contra a eventual privatização dos Correios.

Em nota, os Correios afirmaram que, ao longo dos dois meses de negociação, buscaram construir uma proposta de acordo coletivo dentro das condições financeiras suportadas pelo caixa da empresa. Para os Correios, as federações reivindicam vantagens impossíveis de serem concedidas no atual momento. Ainda na nota, os Correios afirmam que, por meio do julgamento do dissídio, esperam chegar a um entendimento razoável sobre o acordo coletivo.

Faculdades privadas devem adaptar aulas para pessoas com deficiência, confirma AGU

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A Advocacia-Geral da União (AGU) confirmou, junto ao Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4), a obrigatoriedade de instituições de ensino superior privadas oferecerem ensino em libras e braille para estudantes com deficiência, conforme estabelecido na Lei nº 13.146/15 (Estatuto da Pessoa com Deficiência). 

A atuação ocorreu no âmbito de ação ajuizada pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de Santa Catarina (SINEPE/SC) na 3ª Vara Federal de Florianópolis, na qual a entidade pleiteava que as faculdades vinculadas a ela fossem dispensadas da exigência e que eventual adaptação das aulas fosse custeada pelo aluno.

O pedido foi julgado improcedente pela primeira instância, mas o Sinepe/SC recorreu ao TRF4. No tribunal, a Procuradoria da União de Santa Catarina (PU/SC), unidade da AGU que trabalhou no caso juntamente com a Procuradoria Regional da União na 4ª Região (PRU4), lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) já reconheceu a constitucionalidade das normas do Estatuto da Pessoa com Deficiência que estabelecem a obrigatoriedade de as escolas privadas promoverem a inserção de pessoas com deficiência no ensino regular e prover as medidas de adaptação necessárias sem que ônus financeiro seja repassado às mensalidades, anuidades e matrículas (Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 5357). 

As procuradorias também destacaram que, sendo a educação um direito social fundamental, os princípios que garantem a qualidade desse serviço público devem se sobrepor aos interesses patrimoniais e econômicos das Instituições de Ensino Superior. E que, de acordo com a lei, é dever das instituições assegurar aos estudantes condições plenas de participação e de aprendizagem.

Por unanimidade, a 3ª Turma do TRF4 decidiu negar provimento à apelação. Citando argumento salientado em memoriais pelo advogado da União Rafael da Silva Victorino, coordenador de Serviço Público da PRU4, os desembargadores assinalaram que “improcede a pretendida desobrigação de integrarem o ensino da Libras e/ou do Sistema Braille em seus currículos, pela busca da efetividade ao preceito constitucional de proibição de qualquer discriminação à pessoa portadora de deficiência (art. 7º, XXXI, CF), operada pelo estatuto aprovado e vigente desde 2015 (Lei nº 13.146/15)”.

Cidadão em litígio com União já pode propor acordo pela internet

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O cidadão que cobra valores da União já pode propor pela internet um acordo para receber. Por meio da plataforma digital do Programa Centrais de Negociação Online, é possível chegar a uma conciliação antes mesmo do caso ir parar na Justiça ou encerrar de forma mais ágil um processo que já esteja nos tribunais.

Além de facilitar a prestação de serviços para a sociedade, o objetivo da iniciativa é ampliar o número de acordos que são feitos pelas Centrais de Negociação da Procuradoria-Geral da União (CN/PGU). Desde que foram implementadas, em 2013, as centrais foram responsáveis pela celebração de cerca de 50 mil acordos, com uma economia superior a R$ 4 bilhões aos cofres da União.

A versão online também está alinhada com a Política de Governança Digital do Poder Executivo Federal – instituída pelo Decreto nº 8.638/20 – que estabelece a necessidade da disponibilização de serviços públicos em meio digital.   “A implementação das Centrais de Negociação Online configura importante avanço na política institucional de acordos da PGU, com objetivo de construir soluções racionais e menos dispendiosas para o encerramento dos litígios”, afirma o diretor de Departamento Eleitoral e de Estudos Jurídicos da PGU, Carlos Henrique Costa.

A plataforma

Para fazer uma proposta de acordo, o usuário primeiramente deve acessar o site e selecionar uma das seguintes opções que definem o tipo de matéria do acordo: a) Plano Nacional de Negociação (resultantes da seleção prévia de matérias em que a União está autorizada a celebrar acordos) ou b) Outros. Depois, basta preencher o formulário, informando se o conflito está judicializado ou não, descrever o caso e apresentar a proposta de acordo para o encerramento da demanda. Não é obrigatório, no entanto, sugerir valores, embora essa medida possa facilitar a negociação.  Pela plataforma, o usuário também tem a opção de anexar documentos.

A demanda será avaliada pelas coordenações regionais das Centrais de Negociação e enviada para os advogados da União responsáveis pela demanda. O tempo estimado pela AGU para resposta dos pedidos é de até 20 dias.

Caso o acordo seja formalizado, os pagamentos serão feitos via requisição de pequeno valor (quando não ultrapassar 60 salários mínimos) ou por inscrição em precatório. As requisições são pagas em até dois meses depois da emissão e os precatórios emitidos até o dia 30 de junho de um determinado ano serão pagos no curso do ano seguinte. A iniciativa engloba apenas litígios com a União, ou seja, não diz respeito a casos envolvendo autarquias, fundações e empresas públicas.

Governo reúne administradores regionais para discutir GDF Presente

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Coordenado pelo secretário de Governo, José Humberto Pires, o encontro teve o objetivo de registrar demandas e tirar dúvidas sobre o programa

Por Ana Luiza Vinhote

Os administradores regionais do Distrito Federal se reuniram na tarde desta terça-feira (17) com representantes do governo e coordenadores dos polos do GDF Presente para registrar demandas e tirar dúvidas sobre o programa. O encontro, que ocorreu no Salão Nobre do Palácio do Buriti, foi coordenado pelo secretário de Governo, José Humberto Pires. O chefe da pasta destacou a importância da integração entre os órgãos do Executivo local.

“O programa está maduro e o planejamento é muito bom, mas temos que continuar nos preocupando. Nosso principal objetivo é manter a disciplina no levantamento das demandas que são de interesses da comunidade melhorando a qualidade dos serviços prestados à população do DF”, comentou José Humberto Pires.

Nosso principal objetivo é manter a disciplina no levantamento das demandas que são de interesses da comunidade melhorando a qualidade dos serviços prestados à população do DFJosé Humberto Pires, secretário de Governo

O chefe da pasta pediu aos administradores que continuem fazendo o levantamento de todas as ações do GDF e o remanejamento do programa para aquelas áreas que ainda não foram atendidas pelo GDF Presente. Cada representante do governo esclareceu as dúvidas dos administradores e reforçaram o que cada área tem feito para dar continuidade ao programa.

Entre os participantes da reunião estavam os secretários das Cidades, Gustavo Aires; de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Mateus Oliveira; de Obras e Infraestrutura, Izídio Santos e de Comunicação, Weligton Moraes, além dos subsecretários adjuntos da Secretaria de Governo, Marcelo Cunha; da executiva de Políticas Públicas da Secretaria de Governo, Meire Mota; do Sistema de Defesa Civil, Sérgio Bezerra e o diretor do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Félix Palazzo.

Também estiveram presentes representantes da Casa Civil, da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e da Agência de Fiscalização do (DF Legal).

Investimento em redes de água beneficiará dez cidades do DF

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Foto: Marco Peixoto/Caesb

Sistema de setorização e adequação utilizado pela Caesb reduz danos ambientais e diminui incômodos para moradores. Parte dos recursos veio do BID

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) lançou nesta terça (17) duas licitações para execução de obras de setorização, adequação e substituição de redes de água em Águas Claras, Riacho Fundo, Lago Sul, Guará, Vicente Pires, Núcleo Bandeirante e Metropolitana.

A tubulação das redes de distribuição de água será substituída por outra mais moderna e um novo sistema de controle de fornecimento será implementado. Tais obras somam investimentos R$ 13,6 milhões, provenientes do programa de Saneamento Ambiental do Banco Interamericano de Desenvolvimento(BID): R$ 9,3 milhões para a região de Águas Claras, Riacho Fundo e Lago Sul; R$ 4,3 mil para as regiões de Guará, Vicente Pires, Núcleo Bandeirante e Metropolitana.

Na substituição das redes de abastecimento de água, será utilizado um processo não-destrutivo de implantação das tubulações, poupando uma grande parcela das calçadas e da pavimentação já existentes. Isso provoca menor avaria à infraestrutura da região e reduz também os danos socioambientais.

Essas redes estão localizadas na área frontal das casas, na calçada ou rua, onde se conectam os ramais que abastecem cada imóvel. As antigas tubulações serão trocadas por outras em polietileno, mais duráveis e resistentes, reduzindo o aspecto ferruginoso da água proveniente de tubulações antigas.

Também está prevista a setorização das redes de distribuição de água, transformando uma rede maior em redes menores, ao criar os Distritos de Medição e Controle (DMC). Dessa forma, pode-se fazer o monitoramento e controle individual de cada parte da rede, evitando, por exemplo, que seja necessário suspender o fornecimento de uma grande área de uma cidade para realizar o reparo em um pequeno trecho.

Redes em distritos 

A estruturação das redes em distritos irá possibilitar o monitoramento sistemático dos novos setores (volume distribuído e pressões na rede), agilizando as intervenções e deixando-as mais eficazes, proporcionando a redução das perdas físicas de água.

O projeto de setorização prevê também a instalação de trechos de rede de água, macromedidores e válvulas redutoras de pressão. Esses equipamentos permitirão o controle à distância da operação do sistema, adequando a pressão na rede e identificando online possíveis vazamentos.

Essa operação automatizada permitirá a redução de perdas na rede de água. Haverá ainda a diminuição da pressão da água nas redes, reduzindo a ocorrência de rompimentos e a intensidade dos vazamentos.

Sem manutenção constante

As obras de setorização, adequação e substituição das redes de abastecimento de água integram um projeto da Caesb para redução das perdas de água tratada, que hoje chegam a 34%, e irão minimizar a necessidade de serviços de manutenção constante.

R$ 47,6 milhõestotal do investimento que sendo feito em Taguatinga, Ceilândia e São Sebastião com recursos do BID

Em outras três cidades, Taguatinga, São Sebastião e Ceilândia, equipes da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) já iniciaram as obras nas últimas semanas.

Para a escolha dessas regiões, foram considerados o aumento no volume de água tratada e não contabilizada, além de perdas financeiras causadas para a Companhia, em função de ocupações irregulares e de expansões urbanas aceleradas.

Ao final das obras nas três cidades, terão sido criados 50 Distritos de Medição e Controle (DMC), abrangendo 79,20km², e construídos 369 mil metros em novas redes de distribuição de água. O investimento global de R$ 47,6 milhões conta com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).


Taguatinga


As obras já começaram por lá. O sistema será implantado em parte da cidade, beneficiando 160 mil pessoas. O investimento será de R$ 16,6 mil, com recursos provenientes do BID. A previsão de conclusão das obras é para o primeiro semestre de 2020. A substituição de rede envolverá 8.635 imóveis das áreas que representam maior incidência de vazamento, em especial nas quadras QNH, QI, QNF, QNG 34-46, QND, QNE e QNG 1-33. A obra contempla 12 setores de medição e controle, além da construção de 19,3km de redes de distribuição de água para setorização, variando entre os diâmetros de 60mm e 500mm. Também prevê a substituição de 78,4km de rede. A extensão global da obra prevista é de 139.649,72m.


 Ceilândia


Em Ceilândia, as obras de setorização e de substituição das redes de distribuição de água terão a maior extensão: 182.583,69m (substituição) e 38.990,06m (setorização), com conclusão prevista para o segundo semestre do ano que vem. Serão criados 25 Distritos de Medição e Controle (DMC), para atender 13.120 novas ligações prediais. O investimento do BID é de R$ 21,8 milhões.


São Sebastião

As obras em São Sebastião têm conclusão prevista para o primeiro semestre do ano que vem, com uma extensão global de 47.268,32m, sendo 17.618,40m (setorização) e 29.649,92m (substituição de redes). O investimento realizado pelo BID é de R$ 9 milhões, para atender 2.418 novas ligações prediais. Serão criados 13 Distritos de medição e Controle (DMC).


Com informações da Caesb

ANP se diz atenta quanto a abusos em preços de combustíveis no Brasil

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Por Vitor Abdala

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou, por meio de nota, que está “atenta” para possíveis cobranças abusivas por combustíveis no Brasil. A cotação internacional do petróleo sofreu uma alta depois de ataques a uma refinaria na Arábia Saudita, na semana passada.

Segundo a nota da ANP, os preços no Brasil são “livres, por lei, em todas as etapas da cadeia: produção, distribuição e revenda.  Diante de denúncias de preços abusivos, a ANP faz ações de campo para confirmar essas suspeitas.  Quando constata a prática de preços abusivos, a agência atua em conjunto com os Procons para penalizar os infratores”.

Na última segunda-feira (16), a Petrobras divulgou  nota informando que também está monitorando a cotação internacional do petróleo, mas que, até aquele momento, não havia previsão de reajustar o preço dos combustíveis.

Núcleo Bandeirante recebe primeira ação do Programa Feira Legal

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Dona Jandira de Andrade: “Eu amo e adoro esse lugar”

Conhecida como “cidade livre”, primeira ocupação dos candangos recebe reformas, entrega de termos e alterações em legislação

Quando migraram para a futura capital do país, os chamados “candangos” encontraram no Núcleo Bandeirante um lar. Entre tijolos, cimento e ruídos de construção, instalava-se uma área comercial de produtos para o consumo desses trabalhadores. Em meio a um universo de frutas, verduras, carnes e outras especiarias, nascia ali uma das feiras mais tradicionais do Distrito Federal.

Entre histórias entrelaçadas ao local, a Feira Permanente do Núcleo Bandeirante guarda entre os frascos de condimento e a montanha colorida de temperos a simpática dona Jandira de Andrade. Saindo de Minas Gerais para se mudar para a tão famosa Brasília falada nas rádios, viu a sua mãe se estabelecer no Bandeirante e montar uma banquinha de verduras. Entre o vai e vem das pessoas, que incluía trabalhadores da construção e políticos, apaixonou-se por esse ramo e, há 53 anos, é feirante com muito orgulho.

“Eu amo e adoro esse lugar”, declara-se.

Dona Jandira, juntamente com os outros feirantes do local, estão recebendo os avanços prometidos pelo governador Ibaneis Rocha para o setor. Com o programa Feira Legal, lançado no início de setembro, a equipe do projeto já está instalada no lugar. Indo de box em box, as secretarias de Governo e das Cidades, pretende entregar na primeira etapa 109 Termos de Permissão de Uso, dando legalidade a esses trabalhadores. A proposta é que em até duas semanas eles recebam essas permissões.

“Eu tô muito feliz porque governador colocou a gente para ser a primeira escolhida. Afinal de contas, é a primeira feira de Brasília”, disse Jandira de Andrade, entusiasmadamente. Ela está acompanhando as reformas nos banheiros, que começaram uma semana após o lançamento do Feira Legal.

Parte hidráulica, sanitários, pisos e paredes estão sendo instalados e substituídos. A equipe da Administração Regional do Núcleo Bandeirante, com a orientação da Subsecretaria de Desenvolvimento Regional e Operação nas Cidades, pretende entregar os banheiros até o início de outubro. Além disso, o projeto de engenharia, que contempla mudanças estruturais importantes na feira, está em fase de elaboração.

BRB

Para alcançar o sucesso do programa, o Governo do Distrito Federal firmou uma parceira importante com o Banco de Brasília (BRB). O trabalho conjunto viabiliza benefícios e estímulos inovadores aos feirantes, como concessão de linhas de crédito e entrega de maquininhas de cartão de crédito e débito.

A consultora Ana Carolina Pereira fala dos impactos desse projeto no setor. “A gente quer entrar tanto apoiando, para ter um ambiente mais agradável às feiras, como trazendo as condições diferenciadas do banco”, disse a consultora.

A ideia é que a cooperação promova inovação e desenvolvimento, de forma que as feiras se adequem à nova realidade dos consumidores.

Grupo de trabalho

Mas o Feira Legal vai além de reformas e investimentos financeiros. O programa inclui alteração na legislação das feiras.

A primeira reunião com esse propósito já foi realizada. Esse Grupo de Trabalho (GT) é formado pelas pastas de Governo, Cidades, Projetos Especiais, Agricultura, Caesb, CEB, Ceasa, DF Legal, Vigilância Sanitária, Economia, Sindicato das Feiras do Distrito Federal, Mobiliário Urbano e Apoio às Cidades, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, além da Associação dos Feirantes de Confecções e Utilidades de Planaltina.

O secretário-executivo das Cidades, Gustavo Aires, diz que o intuito do GT é justamente aperfeiçoar a lei distrital. “Queremos trazer uma legislação moderna que possa atender e beneficiar os feirantes”, sintetizou o secretário.

Ele também falou sobre os impactos do programa Feira Legal para a população do DF. “Teremos feiras mais agradáveis, onde pais e mães de família poderão levar seus filhos para passear”, acrescentou Gustavo Aires, lembrando que o governo busca resgatar a cultura das feiras – “a praia do brasiliense”, como costuma repetir o governador Ibaneis –, devolvendo-lhes o status de ponto turístico.

Após a entrega dos Termos de Permissões de Uso e da reforma dos banheiros, a equipe do Feira Legal já está elaborando o cronograma da próxima feira a receber melhorias.

 

* Com informações da Secretaria das Cidades

Paulo Henrique Costa: “O papel do BRB como banco de desenvolvimento”

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Presidente do BRB fala a empresários durante palestra no LIDE BRASÍLIA

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, detalhou aos membros do LIDE BRASÍLIA o plano de recuperação e expansão da instituição. Ele foi o convidado para o almoço-palestra do grupo de líderes empresariais, realizado nesta terça-feira (17), no Kubitschek Plaza Hotel. Na sua apresentação, intitulada “O papel do BRB como banco de desenvolvimento”, ele detalhou como pretende estreitar as relações com do setor produtivo.

Na sua saudação a Paulo Henrique Costa, o presidente do LIDE BRASÍLIA, o empresário Paulo Octavio, detalhou a trajetória do comandante da instituição bancária, lembrando que, sob seu comando, o BRB apurou um lucro líquido de R$ 160,9 milhões, no primeiro semestre deste ano, alta de 18,9% quando comparado ao mesmo período do ano passado. Mas aproveitou para fazer uma crítica aos bancos do País como um todo. “Nós, do setor produtivo, sempre tivemos dificuldades com o setor financeiro, que se portou como adversário. A gente espera que o BRB, ao concentrar seus esforços no DF, possa aglutinar o setor produtivo”, disse.

O presidente do banco iniciou sua palestra falando do desafio que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, fez durante as comemorações dos 53 anos da instituição, de recuperar a instituição e de fazê-la estar mais próximo do setor produtivo e de ser protagonista no financiamento, no desenvolvimento social e econômico em um primeiro momento aqui no DF e depois avançar para outras regiões do país, especialmente no Centro-Oeste. “O primeiro passo foi o entendimento do governo da necessidade de um banco que tenha a capacidade de entender a realidade da região, dos nossos clientes e dos empresários e, a partir daí, usar o conhecimento local na construção de soluções que de fato atendam a essa população”, disse.

Paulo Henrique Costa lembrou que o banco, nos últimos anos, estava quase que exclusivamente funcionando em torno da folha de servidores do GDF, e não tinha mais o caráter de desenvolvimento em seus planos. A partir da sua gestão, o BRB mudou a forma de agir para voltar a ter representatividade nesta área para, ao final dos quatro anos, ter sustentabilidade e rentabilidade como banco público, podendo atuar de uma maneira completa e capaz de promover produtos e serviços financeiros a todos os públicos.

Durante a palestra, Paulo Henrique Costa firmou o compromisso com os empresários do LIDE de construir um banco público sólido, moderno, ágil, eficiente e competitivo para ser protagonista no desenvolvimento econômico e social do DF. Para alcançar este objetivo, o banco deve oferecer, além dos seus produtos comerciais, como cartão de crédito e cheque especial, linhas de créditos com condições diferenciadas, com prazos mais longos e taxas de juros mais compatíveis, além de buscar financiamentos nacionais e internacionais. A prioridade de atuação do BRB será a alocação de recursos nas cadeias produtivas especificas que gerem emprego e renda, e que procurem trazer retorno social mais amplo.

 

A HORA DO SAMBA

Antes de o presidente do BRB realizar sua palestra, o secretário de Cultura, Adão Cândido, apresentou o projeto de apoio ao desfile da Unidos de Vila Isabel que, em 2020, fará uma homenagem aos 60 anos de Brasília. O GDF vai ajudar a escola a captar R$ 4 milhões para o Carnaval. “Temos uma parceria com a escola e estamos tentando ajudá-la a captar recursos para o desfile”, ao apresentar o carnavalesco Edson Pereira, que contou alguns detalhes do enredo “Gigante pela própria natureza – Jaçanã e um índio chamado Brasil”.

Paulo Octavio, presidente do LIDE BRASÍLIA, defendeu o apoio do grupo ao evento, usando os recursos via Lei Rouanet. “O projeto está aí e todas as empresas têm um valor que podem destinar. Acho que vale a pena destinarmos o que cabe a cada empresa, qualquer valor que seja, para atender à demanda que nos foi apresentada”, avaliou.

Além do secretário de Cultura e de empresários e dirigentes de entidades representativas do setor produtivo, diversos políticos do DF estiveram na palestra, como o senador Izalci Lucas (PSDB), a deputada federal Celina Leão (PP), o presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente (MDB), o deputado distrital Cláudio Abrantes (PDT), os secretários José Humberto Pires de Araújo (Governo), Ruy Coutinho (Desenvolvimento Econômico) e André Clemente (Fazenda) e os presidente da Terracap, Gilberto Occhi.

 

SOBRE O LIDE

Fundado em junho de 2003, o LIDE – Grupo de Líderes Empresariais é uma organização de caráter privado, que reúne empresários em nove países e quatro continentes. Atualmente tem 1.300 empresas filiadas (com as unidades nacionais e internacionais), que representam 53% do PIB privado brasileiro. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil e no exterior, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para educação, sustentabilidade e programas comunitários. Para isso, são realizados inúmeros eventos ao longo do ano, promovendo a integração entre empresas, organizações, entidades privadas e representantes do poder público, por meio de debates, seminários e fóruns de negócios.

Justiça manda Romário pagar R$ 385 mil em aluguéis atrasados de casa no Lago Sul

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Senador Romário (Podemos-RJ) — Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

O senador Romário (Podemos-RJ) foi condenado pela 7ª Vara Cível de Brasília a pagar os aluguéis atrasados referentes a uma casa no Lago Sul, área nobre do Distrito Federal. Segundo a sentença, ele terá de desembolsar ao menos R$ 385 mil.

A casa fica na margem do Lago Paranoá, na área mais valorizada de Brasília. Romário morou no imóvel de 2012 a 2016, período em que já era parlamentar – ele foi deputado até fevereiro de 2015, quando assumiu uma cadeira no Senado.

No período em que ocupou o imóvel, Romário não recebeu auxílio-moradia nem usou imóvel funcional, segundo os registros da Câmara dos Deputados e do Senado.

Além de quitar a inadimplência, o ex-jogador terá 30 dias para demolir um píer e um campo de futebol construídos sem autorização, para uso privado, em um terreno público próximo ao imóvel.

O valor será reajustado com juros e inflação quando o processo transitar em julgado – ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso ou quando o senador acatar a decisão sem recorrer dela.

O G1 entrou em contato com a defesa de Romário, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

Entenda o caso

O caso foi parar na Justiça em um processo aberto pela empresa responsável pela locação, Fashion Park Empreendimentos Imobiliários, após Romário se recusar a aceitar o reajuste no valor das mensalidades.

O contrato foi firmado em 31 de dezembro de 2012, com a vigência de dois anos, mas houve a prorrogação do prazo por tempo indeterminado, a qual não contou com uma assinatura.

Sem a devida cobertura contratual, o impasse surgiu após um reajuste que ocorreu em junho de 2015, que alterou o valor de R$ 28.340 para R$ 35.000. Romário chegou a pagar dois aluguéis com o novo valor, mas suspendeu o pagamento em seguida.

A empresa sugeriu uma multa no valor de R$ 408.799,47, na qual somaria os aluguéis, IPTU e multa pela ausência de seguro no imóvel. A sentença acatou apenas os valores relacionados a tributos e o aluguel com base no preço reajustado em R$ 35.000.

Disputa judicial

No processo, Romário alegou que não havia contrato assinado no período em que ele morou na casa. A empresa, contudo, mostrou conversas informais que comprovaram um acordo equivalente, no entendimento do juiz.

“Quem recusa um acordo não pede o boleto de pagamento no valor que discorda e efetua o pagamento”, escreveu o magistrado Santos Mendes.

A sentença dividiu as obrigações entre Romário e os fiadores do imóvel. Sílvio Antônio Ferreira e Temístocles Grossi também terão de pagar parte dos aluguéis devidos, acrescidos de juros.

Construção irregular

A empresa tentou responsabilizar os fiadores para agilizar a demolição do píer e do campo de futebol profissional construídos irregularmente. Ao decidir sobre o tema, o juiz afirmou que isso cabe apenas ao ex-jogador.

Havia ainda um pedido de recuperação ambiental do local, mas o juiz o negou por falta de provas de danos, o que deveria ser atestado pelos órgãos públicos.

“Não há que se falar em obrigação de ‘recuperação ambiental da área’, já que não há qualquer elemento de convicção nos autos, que nos faça concluir que a necessidade desta tenha sido determinada pelo poder público”, decidiu o juiz.

Em 2015, dois jovens foram detidos depois de invadirem a casa de Romário para nadar na piscina. No ano seguinte, ladrões entraram na residência e levaram computador, bebidas e camisas de futebol. Eles foram presos.

Com informações do G1 DF

Falta de um parceiro ou de uma relação estável são as principais causas para mulheres que buscam as técnicas de congelamento de óvulos, segundo pesquisa

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De acordo com o estudo, questões sociais, como não ter um parceiro ou um relacionamento estável, são as principais causas que têm feito mulheres buscarem as técnicas de congelamento de óvulos para uma gravidez futura. No Brasil, a busca por essa técnica chegou a triplicar nas clínicas de reprodução assistida. Os especialistas em medicina reprodutiva recomendam que o congelamento de óvulos seja feito até os 35 anos de idade, pois a partir dessa idade a quantidade e qualidade dos óvulos caem consideravelmente.

Uma pesquisa realizada na Universidade Yale (EUA) revelou que a falta de um parceiro ideal ou de um relacionamento estável têm sido as principais causas pela procura das técnicas de preservação da fertilidade, como congelamento de óvulos, por parte das mulheres. A pesquisa mostrou que de 150 mulheres que optaram por congelar óvulos, 85% delas estavam solteiras por não encontrarem um parceiro ideal e 15% não tinham um relacionamento estável ou seus parceiros não demonstravam interesse na paternidade. “Seja por questões pessoais, profissionais ou de saúde, a preservação da fertilidade através da técnica de congelamento é indicada para mulheres que pretendem adiar a maternidade. A técnica amplia as possibilidades de uma gravidez saudável numa idade mais avançada”, afirmam os médicos Jean Pierre Barguil Brasileiro.e Vinicius Medina Lopes, especialistas em Reprodução Humana e diretores do Instituto Verhum, centro de referência em tratamento de reprodução assistida, localizado em Brasília. De acordo com recomendação da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), as mulheres que pretendem adiar a maternidade devem realizar o congelamento, preferencialmente, até os 35 anos de idade, enquanto os óvulos têm mais qualidade.

“A mulher que pretende adiar sua maternidade deve dobrar a atenção para os cuidados com a sua saúde e sua condição de fertilidade”, afirma o médico Vinicius Medina Lopes. “O congelamento de óvulos é uma alternativa para preservar a fertilidade da mulher que deseja ser mãe, mas precisa adiar a gravidez pelos mais variados motivos. É importante, porém, que o congelamento seja feito até os 35 anos de idade, pois a partir dessa idade a quantidade e qualidade dos óvulos caem consideravelmente”, acrescenta o médico Jean Pierre Barguil Brasileiro. O congelamento de óvulos é uma alternativa que permite não apenas que as mulheres adiem a gestação, mas também que elas aumentem as chances de engravidar usando seus próprios gametas numa idade mais avançada.

Um dos desafios da medicina reprodutiva é preservar a fertilidade, especialmente do sexo feminino, já que a mulher perde sua capacidade de ter filhos progressivamente com a idade. Para preservar a fertilidade feminina, a técnica de vitrificação é uma das que apresenta os melhores resultados. O método de criopreservação permite o ultra-resfriamento dos óvulos em baixíssima temperatura (-196ºC) e de forma muito rápida, garantindo a sua qualidade no ato do descongelamento ou desvitrificação para fertilização em seguida. Considerado um método mais avançado de criopreservação, a vitrificação proporciona taxas de gestação altas, uma vez que o procedimento preserva as características, a idade e a qualidade dos gametas femininos. Durante o processo de congelamento, os óvulos são desidratados e tratados com substâncias crioprotetoras antes de serem congelados.

O método também é indicado para casos de pacientes oncológicos, que precisem passar por quimioterapia e radioterapia. Esses tratamentos podem afetar a função hormonal e até causar uma infertilidade irreversível. “Nem todas as mulheres em tratamento do câncer vão ter problemas de infertilidade temporária ou permanente, depende muito da idade, do tipo de tumor, das drogas utilizadas e da intensidade (dosagem) do tratamento”, explica o médico Vinicius Medina Lopes. “É importante que após o diagnóstico de um câncer a mulher, especialmente aquela paciente mais jovem e que ainda não teve filhos, converse com seu oncologista sobre os riscos do seu tratamento causar infertilidade. O oncologista deve avaliar esse risco e, quando for necessário, orientar a paciente para a possibilidade de congelar seus óvulos, preservando sua capacidade de ser mãe,” orienta o especialista. Após superar a doença, as pacientes retomam sua vida normal e, consequentemente, muitas delas em algum momento de suas vidas vão querer ter filhos.

No passado recente, as mulheres tornavam-se mães ainda jovens, por volta dos 20 anos de idade. Hoje, com a ascensão do sexo feminino, é comum que a mulher moderna tenha seu primeiro filho após os 35 anos de idade. O grande problema é que quando muitas mulheres resolvem ter filhos a fertilidade delas já entrou em declínio. “O pico de fertilidade da mulher é entre os 20 e 25 anos de idade. Após os 35 anos, a fertilidade feminina entra em declínio progressivo”, explica Jean Pierre Barguil Brasileiro

Além da falta de um parceiro ou de uma relação estável, a carreira profissional, a busca pela estabilidade financeira e problemas de saúde também podem levar a mulher moderna a ter filhos numa idade mais avançada. Segundo os médicos, a mulher que deseja adiar sua maternidade deve procurar um especialista para avaliar sua condição reprodutiva e planejar, de modo seguro, a maternidade tardia.

Sobre o Instituto Verhum

Referência nacional na área de Reprodução Assistida, o Instituto é dirigido pelos médicos Jean Pierre Barguil Brasileiro e Vinicius Medina Lopes. Para garantir atendimento integral aos casais inférteis, o serviço conta com uma equipe médica altamente qualificada nas especialidades de reprodução assistida, andrologia, ginecologia geral e obstetrícia, genética, ginecologia oncológica, psicologia, ultrassonografia e endoscopia ginecológica. Desde sua fundação, há 11 anos, o Instituto já tem registrado centenas de bebês nascidos através de procedimentos de reprodução assistida, como a inseminação e a fertilização in vitro.

Com sede localizada no Lago Sul, em Brasília, o Instituto Verhum tem unidades de atendimento também na Asa Norte e Asa Sul e aposta no atendimento humanizado através de um ambiente acolhedor e uma equipe multidisciplinar atenta a todos os detalhes, para transmitir confiança, segurança e discrição. O serviço investe no que existe de mais atual e seguro nos tratamentos de reprodução humana, com equipamentos de última geração, aliando os conceitos de modernidade e inovação.