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OperaDF realiza mais de 400 cirurgias oftalmológicas no Distrito Federal

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Programa do GDF prevê 6,5 mil procedimentos para reduzir fila no SUS

Brasília, 24 de abril de 2026 — O programa OperaDF, do Governo do Distrito Federal, já realizou mais de 400 cirurgias oftalmológicas entre fevereiro e abril deste ano, com o objetivo de reduzir a fila de espera no Sistema Único de Saúde. A iniciativa conta com investimento de R$ 22 milhões e prevê a realização de mais de 6,5 mil procedimentos na área.

Lucídia Marinho: “Estou muito feliz de estar aqui, de ter recebido essa graça, de terem me chamado. Estou muito esperançosa de que agora vou enxergar tudo” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Até o momento, cerca de 1,5 mil cirurgias já foram autorizadas. Entre os procedimentos realizados estão o implante de lente artificial, utilizado no tratamento da catarata, e a vitrectomia, indicada para casos como descolamento de retina e hemorragias intraoculares.

Desde setembro de 2025, o programa já ultrapassou a marca de 23 mil cirurgias em diferentes especialidades, incluindo procedimentos vasculares, urológicos e de cabeça e pescoço, realizados tanto na rede pública quanto por meio de parcerias com hospitais e profissionais da rede privada.

Um dos atendimentos ocorreu no Hospital de Olhos do Distrito Federal, onde 20 cirurgias de catarata foram realizadas em um único dia. Pacientes atendidos pelo programa relatam melhora na qualidade de vida após o acesso ao tratamento, destacando a agilidade no encaminhamento e no atendimento.

A iniciativa busca ampliar a capacidade da rede pública e garantir mais rapidez no acesso a procedimentos eletivos, contribuindo para a redução das filas e melhoria do atendimento aos usuários do sistema público de saúde.

Hospital de Base do DF ganha destaque nacional por modelo de gestão

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Unidade é reconhecida por resultados após adoção de gestão mais ágil

Brasília, 24 de abril de 2026 — O Hospital de Base do Distrito Federal foi reconhecido como uma das principais experiências do país na 4ª edição do Mapa da Contratualização, publicação da Comunitas que reúne iniciativas de impacto social. A unidade se destacou entre dez casos selecionados em todo o Brasil pelos resultados alcançados com o modelo de gestão adotado.

A mudança ocorreu com a implementação do modelo de Serviço Social Autônomo, por meio de contrato com o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal. Segundo o estudo, a nova estrutura trouxe mais agilidade aos atendimentos, ampliou a realização de cirurgias e melhorou indicadores assistenciais.

O programa Humanizar reforça o acolhimento, a escuta ativa e o cuidado centrado nas pessoas, fortalecendo a relação entre equipes e pacientes | Foto: Divulgação/IgesDF

A pesquisa aponta ainda que 60% dos usuários entrevistados perceberam melhora na qualidade do atendimento após a adoção do novo modelo. O reconhecimento também reforça a ampliação da gestão, que passou a incluir outras unidades de saúde do DF, como o Hospital Regional de Santa Maria e o Hospital Cidade do Sol, além de unidades de pronto atendimento.

Criado inicialmente em 2017, o modelo foi expandido a partir de 2019, com o objetivo de dar mais autonomia administrativa e melhorar a eficiência dos serviços prestados à população. A experiência tem despertado interesse de outros estados, especialmente pela combinação entre agilidade na gestão e foco em resultados.

Além dos indicadores operacionais, o instituto também investe em estratégias para avaliar a satisfação dos pacientes, como o uso do Net Promoter Score (NPS) e iniciativas de escuta ativa, voltadas ao aprimoramento contínuo do atendimento.

O reconhecimento nacional consolida o Distrito Federal como referência em inovação na gestão pública em saúde, destacando o impacto de mudanças estruturais na qualidade dos serviços oferecidos à população.

Retirada de medicamentos é simplificada nas farmácias do DF

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Nova regra dispensa cópia de receitas para remédios de uso comum

Brasília, 24 de abril de 2026 — A Secretaria de Saúde do Distrito Federal simplificou o processo de retirada de medicamentos nas farmácias da rede pública. Com a nova regra, não é mais necessário apresentar cópia impressa da receita para medicamentos de uso comum. A exigência permanece apenas para antibióticos e itens sujeitos a controle especial.

A medida foi oficializada por portaria publicada no Diário Oficial do Distrito Federal no início de abril e tem como objetivo facilitar o acesso da população aos medicamentos. Agora, basta apresentar a receita original, um documento de identificação com foto e informar o número do Cartão Nacional de Saúde, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

Segundo a pasta, a mudança foi possível graças à modernização dos sistemas eletrônicos, que permitem maior controle e rastreabilidade sem a necessidade de armazenamento físico de documentos. A nova dinâmica também reduz custos e o tempo de atendimento nas unidades de saúde.

A norma estabelece ainda que receitas emitidas por profissionais da rede privada também são aceitas, desde que contenham todas as informações obrigatórias e que o medicamento esteja listado na Relação de Medicamentos do Distrito Federal.

Outra novidade trazida pela portaria é a regulamentação do prazo de validade das receitas médicas em farmácias da Secretária de Saúde

Entre outras regras, adolescentes a partir de 12 anos podem solicitar medicamentos nas unidades básicas de saúde, enquanto a retirada de itens de alto custo ou sujeitos a controle especial exige idade mínima de 18 anos. A validade das receitas, em geral, é de 30 dias, podendo chegar a 180 dias para uso contínuo e até 365 dias no caso de contraceptivos hormonais.

As mudanças valem para farmácias de unidades básicas, policlínicas, centros de atenção psicossocial e unidades especializadas, com regras específicas conforme o tipo de medicamento.

Ação educativa mobiliza população contra incêndios no Park Way

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Iniciativa orienta moradores e reforça prevenção em área ambiental protegida

Brasília, 24 de abril de 2026 — Uma mobilização educativa realizada na feirinha da Quadra 14 do Park Way reuniu órgãos do Governo do Distrito Federal para orientar a população sobre a prevenção de incêndios florestais. A ação, coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal, integra o Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais e ocorreu em uma área inserida na Área de Proteção Ambiental Gama e Cabeça de Veado.

Durante a atividade, motoristas e pedestres receberam informações sobre os riscos das queimadas, especialmente com a aproximação do período de estiagem. A iniciativa contou ainda com a participação de estudantes do Centro Educacional de Vargem Bonita, que auxiliaram nas abordagens e reforçaram a conscientização ambiental junto à comunidade.

Segundo a coordenação do plano, a escolha da região é estratégica devido à sua relevância para a preservação do Cerrado. A ação faz parte de um cronograma que prevê novas blitzes mensais em áreas com histórico de incêndios, como Jardim Botânico, Lago Oeste, Brazlândia e Riacho Fundo.

Além da conscientização, foram distribuídos materiais informativos com orientações sobre a legislação ambiental e práticas seguras. A queima controlada, por exemplo, só é permitida com autorização prévia do órgão ambiental e pode ser suspensa em períodos de maior risco.

Elaine Carneiro, boleira que passava pelo local a trabalho, também elogiou a ação

A legislação prevê penalidades para queimadas irregulares, com multas e possibilidade de reclusão em casos mais graves. Em situações de incêndio ou suspeita de crime ambiental, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, a Polícia Militar ou órgãos ambientais responsáveis.

A ação reforça a importância da participação da população na preservação ambiental e na prevenção de incêndios, especialmente em regiões sensíveis do Distrito Federal.

Agressor de mulher vai ter que pagar pelo uso da tornozeleira, anuncia Daniel Vilela

Governador de Goiás encaminha à Assembleia Legislativa projeto de lei que imputa aos monitorados o custo pelo uso dos equipamentos eletrônicos, além de blindar as vítimas de violência doméstica de despesas

O governador Daniel Vilela enviou, nesta quinta-feira (23/4), projeto de lei à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) que institui o pagamento pelo uso de tornozeleiras eletrônicas por parte de agressores de mulheres. O chefe do Executivo estadual anunciou a medida em publicação nas redes sociais e explicou os objetivos da proposta encaminhada ao legislativo. “Agora, em Goiás, agressor de mulher vai ter que pagar pelo próprio monitoramento. Além de responder na Justiça, vai sentir também no bolso”, resumiu.

“A lógica é simples: quem comete o crime também deve assumir os custos. Por isso, envio este projeto de lei para a Alego, para que o Estado pare de gastar dinheiro com estes criminosos”, completou Daniel Vilela, ao explicar que a proposta do Governo de Goiás busca conferir eficácia ao sistema de monitoração eletrônica em casos de violência doméstica e familiar contra mulheres amparadas por medidas protetivas.

A iniciativa propõe alterar a Lei estadual nº 21.116, de 5 de outubro de 2021, que institui a cobrança do valor devido, como compensação financeira, pelo uso de equipamento de monitoração eletrônica por acusado, preso ou condenado em Goiás. Com a mudança, o que se propõe é estabelecer o custeio obrigatório, pelo agressor, dos dispositivos de segurança da vítima e seu equipamento de monitoramento. Dessa forma, a proposta amplia a disciplina no ressarcimento de valores referentes aos equipamentos utilizados.

O projeto de lei deve beneficiar vítimas de violência doméstica, que terão garantido o acesso gratuito aos dispositivos de segurança, com blindagem absoluta de seu patrimônio pessoal e de dependentes contra cobranças estatais decorrentes do inadimplemento do ofensor. Na outra ponta, agressores de violência doméstica passarão a suportar o ônus financeiro integral e incondicional do monitoramento, próprio e da vítima.

A alteração na lei não cria nova despesa pública, pois os custos operacionais da monitoração eletrônica já são suportados pelo Fundo Penitenciário Estadual (Funpes), além de ampliar a base de arrecadação da compensação financeira prevista em lei, com potencial impacto positivo sobre as receitas do fundo.

Monitoramento

Atualmente, a Polícia Penal de Goiás (PPGO) gerencia o monitoramento eletrônico de aproximadamente 10 mil tornozeleiras e 625 botões do pânico, sendo responsável, além dos equipamentos, pela mão de obra especializada, softwares de gerenciamento e equipamentos de vídeo monitoramento e comunicação de dados. Hoje, cada tornozeleira eletrônica custa, para o Estado, R$ 316,83 mensais.

O monitoramento destes indivíduos ocorre na Seção Integrada de Monitoração Eletrônica (Sime) e é realizado por equipamentos de última geração, que garantem a segurança no acompanhamento dos custodiados 24 horas por dia, evita crimes violentos, tentativas de fraude no sistema e ainda auxilia na elucidação de crimes. Também é de responsabilidade do Sime a entrega do botão do pânico para vítimas de violência doméstica e a instalação das tornozeleiras nos monitorados.

Veja os destaques da agenda cultural do DF no fim de semana

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Programação de 24 a 29 de abril reúne exposições, visita guiada, debates, aula aberta e atrações musicais em diferentes pontos do Distrito Federal

O aniversário de 41 anos do Museu de Arte de Brasília (MAB), a Expo Favela Innovation Brasília 2026 e a segunda edição de A Bênção ao Sambista Mais Velho estão entre os destaques da agenda cultural do Distrito Federal nos próximos dias. De 24 a 29 de abril, o roteiro reúne exposições, samba, oficinas e encontros voltados à arte, à formação cultural e ao empreendedorismo periférico.

Além dos três eventos que puxam a programação, a semana inclui exposição no Espaço Oscar Niemeyer; visita guiada e mostras no Museu de Arte de Brasília; itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, no Museu Nacional da República; chamamento do festival Elas no Hip Hop; workshop no Centro de Dança do DF; e o I Psicodrama Público Sonhos como Resistência, na Biblioteca Nacional de Brasília.

Na Vila Telebrasília, A Bênção ao Sambista Mais Velho promove um encontro entre gerações do samba nos dias 25 e 26, sempre das 15h às 18h | Fotos: Divulgação

A programação começa com Verdade Moldada, exposição de Akimi Watanabe em cartaz no Espaço Oscar Niemeyer até 12 de maio. No MAB, o público pode conferir Geometria da Memória, de Paula Parisot, até 21 de junho, e a mostra MAB: Você Está Aqui, que segue até 24 de maio e serve de base para a celebração dos 41 anos do museu. Já o Museu Nacional da República recebe a exposição Dípticos, Arte e Curadoria, na Galeria 2, e mantém em exibição a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo até 31 de maio.

Na área de formação e participação, artistas e coletivos têm até 24 de abril para se inscrever no chamamento que selecionará quatro grupos de dança para o festival Elas no Hip Hop. No dia 25, o Centro de Dança do DF promove o workshop Hoje Eu Sou Shakira. Na mesma data, às 10h, a Biblioteca Nacional de Brasília recebe o I Psicodrama Público Sonhos como Resistência, atividade presencial e gratuita.

Um dos destaques do fim de semana é o aniversário de 41 anos do Museu de Arte de Brasília. No dia 25, das 14h30 às 20h, o museu recebe programação gratuita ligada à exposição MAB: Você Está Aqui, com visita guiada de Maíra Guimarães e Emerson Dionísio de Oliveira, às 14h30, apresentação de Sambrass, às 15h30, e show de Samba das Meninas, às 17h30. A agenda prevê ainda tradução em Libras, audiodescrição, QR codes, maquete tátil e acessibilidade física. O evento também marca o lançamento da campanha de financiamento coletivo do livro Museus Possíveis, aberta até 31 de maio.

O rapper Japão é uma das atrações da Expo Favela Innovation Brasília 2026, que ocupa o estacionamento do Sesc no final de semana

Na Vila Telebrasília, A Bênção ao Sambista Mais Velho promove um encontro entre gerações do samba nos dias 25 e 26, sempre das 15h às 18h, no gramado ao lado do campo sintético da Rua 11, com entrada franca. No sábado, sobem ao palco Poetas do Samba, Lúcia de Maria e Rosemaria. No domingo, a programação reúne Seu Manolo, Breno Alves e Dani Ribeiro. O projeto é realizado pelo Ponto de Cultura Waldir Azevedo em parceria com a Âmbar Produções, com fomento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF).

Em Ceilândia, a Expo Favela Innovation Brasília 2026 ocupa o estacionamento do Sesc nos dias 25 e 26 de abril. No sábado, a programação começa com a mesa Cultura da Periferia na Era Digital, passa por debates sobre games e inovação de negócios e termina com show de Benzadeus. No domingo, o evento segue com mesas sobre empreendedorismo sustentável, crédito, financiamento, formalização e TV 3.0, além de apresentações de Negra Flow, Japão, MV Bill e Kmilla CDD, antes do anúncio do empreendimento vencedor da edição local. Além dos painéis e shows, a feira terá camelódromo, praça de alimentação e espaço gamer.

Coluna do Fluminense | Empate do conformismo

POR RAIMUNDO RIBEIRO

Mesclando reservas e alguns titulares, o Fluminense foi a Ponta Grossa (PR) enfrentar o Operário, bicampeão paranaense.

A escalação inicial denuncia um esquema cauteloso com 3 volantes (Hércules, Martinelli e Alisson), sem nenhum meia criativo.

Com 3 minutos JK finaliza, que o goleiro adversário defende.

Com 5 minutos Martinelli sente o músculo e sai para entrada de Otávio (??????).

Impossível entender a insistência com esse jogador.

Com 12 minutos o Operário assusta numa falha de marcação do nosso lado direito defensivo.

À medida que o Fluminense atua confusamente, o operário vai perdendo o respeito e fustigando o nosso setor defensivo.

O Fluminense não consegue segurar a bola no campo ofensivo, principalmente porque os laterais não sobem para ajudar.

A partir dos 25 minutos o Fluminense parece despertar, passa a ocupar o campo ofensivo, mas ninguém tenta a jogada individual para penetrar na área.

Mais uma vez Serna tem uma atuação medíocre, e somado a isso, o fato dos laterais não apoiarem torna a partida monótona.

Nesta partida é escandalosamente visível a falta de ambição do time, parecendo que empatar seria satisfatório.

Foi um primeiro tempo abaixo da crítica, com atuações deficientes de Samuel Xavier, Alisson e Serna, além é claro de Otávio.

É irritante o vício de alguns jogadores em trocar passes para trás que além de improdutivo é perigoso.

Enfim, um primeiro tempo para esquecer.

Voltamos para o segundo tempo e o cenário continua o mesmo, horrível.

Aos 4 minutos Otávio tenta entregar o ouro, mas o atacante adversário não aproveita.

O desenho da postura conformista do Fluminense é visível quando se vê o time com a posse de bola e 7 jogadores no nosso campo defensivo.

JK e Canobio até ensaiam uma marcação alta, mas o resto do time não sobe.

A entrada de Fidélis, Arana, Ganso, Riquelme e Castillo poderia fazer o time jogar.

O Fluminense mostra velhos defeitos como falta de ambição, saída de jogo defeituosa, erros de passe, falta de sincronia entre defesa-meio campo-ataque e demora nas substituições.

Aos 22 minutos entram Arana e Castillo, saindo Hércules e Serna.

O erro de posicionamento na tentativa de marcação alta facilita a saída de bola adversária.

É incrível como o treinador não tenta sequer corrigir a falta de criatividade no meio e jogadas ofensivas pelos lados do campo, entrando Ganso e Riquelme.

JK prejudica as poucas jogadas ofensivas quando prende a bola tirando a velocidade do jogo.

Essa é uma partida fácil de ganhar, bastando QUERER jogar.

Aos 43 minutos Samuel Xavier perde a melhor oportunidade que foi criada.

Corrigindo: não é o Operário que não respeita o Fluminense; é o Fluminense que não se dá ao respeito com atuação tão bisonha.

Perde-se a oportunidade de liquidar a classificação com uma vitória, por absoluta falta de vontade, e com isso poder poupar no jogo de volta, no Maracanã.

Melhor em campo: por falta de opção, o estreante Millán.

No próximo domingo as 20:30 horas receberemos a Chapecoense, em que a vitória será obrigatória.

Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺

Raimundo Ribeiro
Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor

Governadora participa de passagem do Comando-Geral da PMDF

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Coronel Rômulo Flávio Mendonça Palhares assumiu o cargo anteriormente ocupado pela coronel Ana Paula Barros Habka. Solenidade ocorreu nesta quinta-feira (23)

A governadora Celina Leão compareceu, nesta quinta-feira (23), à solenidade de passagem do Comando-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). O coronel Rômulo Flávio Mendonça Palhares assumiu o cargo anteriormente ocupado pela coronel Ana Paula Barros Habka, marcando um novo ciclo institucional para a corporação. A solenidade ocorreu no pátio da Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB), no Setor Policial Sul.

Durante o discurso, Celina Leão agradeceu a dedicação da ex-comandante-geral e reforçou a confiança no novo comando. “Hoje estamos reafirmando esse compromisso nosso com a segurança pública, agradecendo ao trabalho da comandante Ana Paula, que realmente é uma mulher que deixa portas abertas para que outras mulheres voltem ao comando-geral”, declarou. “Essa troca é feita dentro de uma tranquilidade muito grande. Tenho certeza de que os nossos índices, que são muito positivos, vão continuar.”

“Essa troca é feita dentro de uma tranquilidade muito grande. Tenho certeza de que os nossos índices, que são muito positivos, vão continuar”, destacou a governadora Celina Leão | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

 

A chefe do Executivo também observou a atuação da PMDF no combate ao crime organizado e à violência contra a mulher. “A população do Distrito Federal espera de nós uma polícia cidadã, mas também uma polícia que não dê brechas para o crime. Para que o crime organizado não se instale aqui, nós temos orgulho de falar que a nossa Polícia Militar entra em todas as cidades”, afirmou. “Todas as vezes em que tenho oportunidade falo para nossas tropas que não são conciliadoras de conflitos: são homens e mulheres treinados para pegar o flagrante e levar à delegacia para fazer o registro da ocorrência. É assim que a gente consegue evitar que crimes (de gênero) aconteçam.”

 

Em seu discurso, o novo comandante-geral disse estar preparado para os desafios que virão pela frente e que trabalhará para preservar o legado de Habka. “Encaro essa função, na verdade, como um grande desafio. Um desafio de comandar homens e mulheres que trabalham diuturnamente pela segurança da capital da República, pela segurança da nossa comunidade”, comentou. “A coronel nos deixa um legado de comando honrado, marcado por retidão, por probidade, por liderança. E a nossa governadora, de maneira direta e clara, determinou que nós tenhamos atenção e cuidado com a nossa troca. Segurança pública é feita por pessoas e para pessoas, e essa será a base que vai orientar o nosso comando.”

Sobre as primeiras ações da gestão, Palhares afirmou que o foco será o combate à violência de gênero, com ampliação da Sala Lilás da PMDF, iniciativa de acolhimento humanizado voltada a mulheres vítimas de violência. “O enfrentamento à violência contra a mulher continuará sendo uma prioridade do nosso comando. Vamos inaugurar uma Sala Lilás no Aeroporto de Brasília e temos um projeto para outras 23 salas nos nossos batalhões de área, que têm contato direto com a comunidade. São espaços humanizados, onde as mulheres poderão ser recebidas com privacidade e terão um tratamento humanizado por policiais militares especializados”, declarou.

“Encaro essa função, na verdade, como um grande desafio. Um desafio de comandar homens e mulheres que trabalham diuturnamente pela segurança da capital da República, pela segurança da nossa comunidade”, afirmou o novo comandante-geral da PMDF

 

Rômulo Flávio Mendonça Palhares foi o primeiro oficial formado no Curso de Operações Especiais (Coe) a alcançar o cargo mais alto na corporação. Ele ingressou na PMDF em 1995 e construiu uma trajetória marcada por funções operacionais, estratégicas e de inteligência. Ao longo da carreira, comandou unidades especializadas, chefiou o Centro de Inteligência e integrou o alto comando, destacando-se entre os quadros mais qualificados da instituição. No último ano, esteve à frente do Estado-Maior, parte responsável pelo planejamento estratégico, coordenação e assessoramento do comando-geral.

A coronel Ana Paula Barros Habka foi nomeada para o cargo de comandante-geral em janeiro de 2024 e deixou a função em março deste ano, sendo a segunda mulher a desempenhar o posto na PMDF. Durante a solenidade, ela afirmou estar com o sentimento de dever cumprido. “Saio de coração leve. Foram 32 anos na corporação, trabalhando muito, e quando eu entrego o comando a uma pessoa comprometida, que acompanhou e que sabe dos problemas ainda a serem avançados, isso me dá uma tranquilidade muito grande”, disse ela, que entrou para o serviço em 1994.

Habka destacou as ações promovidas por ela durante a gestão. “Iniciamos o nosso comando num momento muito difícil, principalmente para a Polícia Militar, que precisava resgatar a confiança da própria tropa. Nos aproximamos, melhoramos a autoestima da tropa, sempre pensando neles primeiro. Não existe segurança sem a gente cuidar daquele que cuida da sociedade”, listou. “Cuidamos dos nossos policiais com grandes investimentos na área da saúde, na área da saúde mental, da saúde física, buscando a valorização com promoções e dos nossos quartéis, das estruturas. Investimos em tecnologia, dando facilidade para o policial na rua. Foram várias transformações que foram sendo feitas e hoje tenho certeza de que se sentem preparados”, finalizou.

“A população do Distrito Federal espera de nós uma polícia cidadã, mas também uma polícia que não dê brechas para o crime. Para que o crime organizado não se instale aqui, nós temos orgulho de falar que a nossa Polícia Militar entra em todas as cidades”

Governadora Celina Leão

Valorização contínua das forças de segurança

Diversas medidas foram promovidas pelo GDF para a valorização contínua da corporação. Mais de 5 mil policiais militares foram nomeados desde 2019, contribuindo para recompor o quadro da corporação e ampliar a presença nas ruas. Paralelamente, houve reajustes salariais, promoções internas e investimento em infraestrutura, construção e reforma de unidades operacionais, e aquisição de viaturas, armamentos, coletes balísticos e outros equipamentos.

Em abril deste ano, a PMDF lançou a Operação Brasília Mais Segura, que conta com reforço de mais de 1,2 mil policiais militares no policiamento ostensivo. A iniciativa tem como objetivo ampliar a presença policial em áreas de grande circulação e fortalecer a sensação de segurança da população.

Nesta quinta-feira (23), foi publicada a redução do interstício para promoções nas forças de segurança do DF, ampliando o número de progressões na carreira de policiais militares e bombeiros. Na Polícia Militar, a medida resultou em 652 promoções, considerando oficiais e praças.

O número representa um aumento expressivo em relação ao cenário sem a redução do tempo mínimo exigido para progressão na carreira. Sem a medida, seriam 162 promoções. Com a flexibilização do interstício, outros 490 policiais militares foram beneficiados. Entre os oficiais, foram efetivadas 287 promoções, alcançando mais 210 militares. Já entre os praças, foram 365 promoções, beneficiando outros 280 integrantes da corporação.

Corpo, território e memória como fundamentos do debate sobre cultura

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Debate realizado durante o seminário “Cultura pra Quê?” aponta a cultura e a memória como ferramentas coletivas de resistência e transformação, fundamentais para imaginar novos modos de existência

Corpo, território e memória não são dimensões separadas: eles se atravessam continuamente, como aspectos interligados de uma mesma vivência no mundo. É nesse entrelaçamento que a cultura emerge como o que estrutura, alimenta e orienta a vida.

O tema foi debatido na manhã do segundo dia do Seminário Internacional “Cultura pra Quê – Centros de arte, decolonialidade e futuros possíveis”, realizado pelo Sesc-DF de 22 a 25 de abril, na 511 Norte do Plano Piloto, onde funcionará o Sesc Cultural.

Para a poetisa, ensaísta, dramaturga e professora emérita da Universidade Federal de Minas Gerais Leda Maria Martins, no Brasil e no mundo, “o olhar colonizador europeu percebeu os povos colonizados a partir de paradigmas de pensamentos nos quais as comparações se deram por modelos do que se considerariam universais”. Com isso, “os seres não brancos se tornam objeto, coisa e equipamento”, o que segue uma “lógica do capitalismo e do mercantilismo”, que caminham junto com o apagamento das memórias.

A mudança dessa lógica — de modo que se compreenda que “a vida na terra é parte da totalidade de totalidades”, como afirma a pesquisadora — passa também pela cultura. Para Leda Maria Martins, essa cultura deve se desvincular do olhar colonizador. “Uma floresta com um único tipo de árvore não é uma floresta, é no máximo um pomar, não importa quão extensa seja. Uma floresta é sempre um conjunto na diversidade”, metaforiza.

Durante o debate, foi levantado ainda que os centros culturais podem ser equipamentos relevantes nas mudanças estruturais para o rompimento com o que hoje se estabelece enquanto sistema. “Acreditamos que as transformações, as revoluções, se fazem nas ruas, nos movimentos sociais. As instituições não podem desarmar o sistema, administrar o sistema. Mas centros culturais como esse, que têm sido uma conquista da classe trabalhadora, se não podem acabar com o sistema, pelo menos podem não sustentá-lo, não reproduzi-lo”, avalia a educadora popular e feminista Adriana Guzmán Arroyo, que é integrante da organização Comunidade Feminista Antipatriarcal e Feministas de Abya Yala.

Segundo Guzmán, “a memória deve servir para descolonizar”. “Memória não é história. A história está nos corpos-ferramenta de mobilização, para nos indignar, para sairmos às ruas”, diz. Entretanto, a ativista boliviana afirma que a memória vem sendo “coisificada, convertida em objeto de consumo”, e dessa forma, acaba perdendo sua capacidade de transformação.

Tanto Leda Maria Martins como Adriana Gusmán Arroyo foram resolutas ao afirmar que as mudanças almejadas, projetadas em expressões culturais, devem ser coletivas, não sendo a raça humana o centro de tudo, mas parte do todo.

Nesse horizonte, a cultura deve ter raízes em uma ética do sujeito coletivo, recusando a lógica da dominação. É preciso fazer da memória um gesto vivo de insurgência, do corpo um território de resistência e do coletivo um espaço onde novas possibilidades de existência possam ser continuamente imaginadas e construídas.

Programação

O primeiro dia do Seminário Internacional “Cultura pra Quê – Centros de arte, decolonialidade e futuros possíveis”, realizado dia 22/4, foi marcado por uma oficina com o artista, contador de histórias, curador independente, teórico cultural e produtor de cinema de Guadalupe Olivier Marboeuf, que iniciou a pintura de painel de grandes proporções, elaborado a partir de criação coletiva, para imaginar futuros possíveis para a cidade.

Já na tarde dessa quinta-feira (23/4), foi realizada a mesa “À margem do mundo”, reunindo o historiador e pesquisador do Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana Claudio Alvaro Lincopi, membro da Comunidad de História Mapuche; a urbanista, arquiteta e professora da USP Raquel Rolnik; e a artista interdisciplinar e escritora Jota Mombaça. O dia foi finalizado com intervenção artística de Paulo Nazareth.

Nesta sexta-feira (24/4), o evento continuará com debates direcionados em dois eixos: “Partir permanecendo” e “Êxodos para um outro fim possível”.

Acesse a programação completa no link https://saibamais.sescdf.com.br/cultura-para-que e assista ao evento ao vivo no canal do Sesc-DF no Youtube https://www.youtube.com/@sescdf

 

Seminário internacional “Cultura pra Quê?” consolida Sesc-DF como agente de transformação social

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Em meio a escombros que viram galeria de arte, encontro reúne especialistas do mundo inteiro para repensar o papel de museus e centros culturais

“Em obra”, alerta o aviso inserido entre escombros que serviam de galeria de arte, com pinturas do mundo inteiro, no prédio onde funcionará o Sesc Cultural, na 511 Norte do Plano Piloto. No andar de cima, pensadores, pesquisadores, artistas da América Latina, África, Oriente Médio e Europa debatiam, a partir de palestras, mostras audiovisuais e intervenções artísticas, como museus e centros culturais, historicamente atrelados a estruturas coloniais, podem se reinventar.

Esse é o cenário do Seminário Internacional “Cultura pra Quê? — Centros de arte, decolonialidade e futuros possíveis”, realizado pelo Sesc-DF de 22 a 25 de abril.

> Assista à transmissão do seminário em https://youtu.be/TT4O36VdCCs

Na abertura do evento, o presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, destacou o papel da cultura como ferramenta de inclusão. “Não podemos pensar na cultura para dividir a sociedade. A sociedade merece cultura e lazer, que são ferramentas de transformação social, caminho para um futuro mais justo e plural”, discursou.

Aparecido ressaltou que o seminário representa um marco para a concepção do Sesc Cultural, e consolida a instituição como instrumento de transformação social. “Nosso público cultural cresceu 50% nos últimos quatro anos. Atendemos mais de 770 mil pessoas entre cultura, esporte e lazer só em 2025. Correspondemos a 70% de tudo o que se produz em evento cultural no Distrito Federal”, afirmou, comprovando que a cultura como direito sempre foi um dos pilares da instituição.

“Uma janela para o DF”

O diretor regional do Sesc-DF, Valcides Araújo, nascido e criado na Ceilândia — cidade que abriga a maior favela horizontal do Brasil —, definiu o seminário como “mais um passo importante na história cultural da nossa cidade e na trajetória do Sesc”.

“Este Centro Cultural vai se estabelecer como uma janela de compartilhamento para o DF. Por essa janela, esperamos receber grandes nomes, protagonistas da cena cultural brasileira e internacional em todos os segmentos: literatura, música, teatro. Vamos criar oportunidade de acesso a este equipamento para as populações mais carentes que circundam o DF”, afirmou.

Curador sênior do seminário, Manuel Borja-Ville trouxe uma reflexão abrangente sobre memória e pertencimento. “Assumir as memórias de todo o mundo é chave para compreender o legado do mundo em comum, não só de uma província da terra. Implica reconhecer que a dor de quem sofre violência sistêmica é de todos, e entender que esse ‘todos’ já não é exclusivo dos humanos”, disse.

Diretor reginal do Sesc-DF, Valcides Araújo fala sobre a importância de democratizar o acesso à cultura

Ao explicar o título do seminário — “Cultura pra Quê?” —, Borja-Villel lembrou que a proposta é também rebater o discurso de grupos reacionários para quem “cultura não serve pra nada”. Ele também citou o livro homônimo de Aracy Amaral, que questiona os marcos de referência pelos quais a história foi contada. “História, arte e cultura são inseparáveis. Cultivá-las é cuidar da vida, e vice-versa”, concluiu.

Debates e intervenções

Após a abertura do seminário “Cultura pra Quê?”, foi realizada a mesa “Corpo, território e memórias”, com a educadora popular e feminista boliviana Adriana Guzmán, integrante da Comunidade Feminista Antipatriarcal e Feministas de Abya Yala, e Leda Maria Martins, poeta, ensaísta, dramaturga e professora emérita da Universidade Federal de Minas Gerais.

À tarde, foi realizada a mesa “À margem do mundo”, reunindo o historiador e pesquisador do Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana Claudio Alvaro Lincopi, membro da Comunidad de História Mapuche; a urbanista, arquiteta e professora da USP Raquel Rolnik; e a artista interdisciplinar e escritora Jota Mombaça. O dia será finalizado com intervenção artística de Paulo Nazareth.

Oficina

O Seminário Internacional “Cultura pra Quê? — Centros de arte, decolonialidade e futuros possíveis” teve início nessa quarta-feira (22/4), com uma oficina com o artista, contador de histórias, curador independente, teórico cultural e produtor de cinema de Guadalupe Olivier Marboeuf, que iniciou a pintura de painel de grandes proporções, elaborado a partir de criação coletiva, para imaginar futuros possíveis para a cidade. Essa será a primeira obra do artista em Brasília e a segunda no Brasil. A primeira, La Ronde des vies bonnes (A Roda das Boas Vidas) (2025), marcou a 36ª Bienal de São Paulo.

Em sua prática artística, Marboeuf explora temas como imperialismo, servidão e as consequências da opressão racial. A abordagem busca revisitar o passado ao mesmo tempo em que apresenta novas formas de narrar e representar a história.

Programação completa do evento, que segue até sábado (25/4), disponível no link saibamais.sescdf.com.br/cultura-para-que