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Ponte JK passa por limpeza inédita com drones durante reforma

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Tecnologia de hidrojateamento com água do Lago Paranoá acelera manutenção de um dos cartões-postais de Brasília

Brasília, 18 de março de 2026 – Quem passa pela Ponte JK já percebe a movimentação intensa das equipes responsáveis pela reforma do cartão-postal. Iniciadas em dezembro de 2025, as obras entram agora em uma fase inovadora: a limpeza dos arcos com o uso de drones.

O método utiliza hidrojateamento com água captada do Lago Paranoá, dispensando produtos químicos e reduzindo impactos ambientais. Segundo o arquiteto Juan Carlos Del Carpio Natcheff, da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), é a primeira vez que esse tipo de tecnologia é aplicado na estrutura — e possivelmente na capital federal.

Tecnologia e inovação

O sistema envolve dois drones:

  • Um principal, responsável pelo hidrojateamento;

  • Outro, menor, que auxilia no monitoramento e direcionamento da limpeza.

A operação é controlada por um profissional em uma balsa no lago, com apoio de geoprocessamento e monitoramento em tempo real. O processo pode repetir a limpeza até três vezes no mesmo ponto, garantindo maior eficiência.

Além de mais rápido, o método evita o uso de produtos químicos que poderiam contaminar o lago, tornando a intervenção mais sustentável.

Obras em andamento

A limpeza dos arcos, iniciada na terça-feira (17), deve ser concluída nos próximos dias. Em seguida, será iniciada a pintura das estruturas com tinta especial de poliuretano (PU), com propriedades autolimpantes e menor impacto ambiental.

Outras frentes de trabalho seguem em paralelo, como:

  • Pintura do corrimão da passarela superior;

  • Manutenção dos pilares curvos na parte inferior;

  • Serviços já concluídos na parte inferior da ponte, incluindo limpeza e pintura.

Interdições e impacto no trânsito

Para reduzir transtornos, as intervenções que ocupam a via são realizadas à noite, das 23h às 4h, com interdição de duas faixas no sentido Plano Piloto/Lago Sul. A ação é coordenada pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF).

Já a limpeza com drones ocorre durante o dia e não exige bloqueio de pistas, pois é realizada a partir do lago.

A expectativa da Novacap é concluir as próximas etapas nas próximas semanas, devolvendo à população uma ponte revitalizada com mais rapidez e eficiência.

Operação Sossego flagra irregularidades em motos em Águas Claras

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Blitz do Detran-DF identificou infrações e removeu veículos durante fiscalização noturna

Brasília, 17 de março de 2026 – O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou mais uma etapa da operação Sossego na região de Águas Claras, no Distrito Federal, na noite de terça-feira (17). A ação ocorreu entre 21h e 23h e resultou na abordagem de 160 motociclistas, com registro de diversas infrações.

De acordo com o coordenador de Policiamento e Fiscalização de Trânsito da região Oeste, Wesley Cavalcante, as irregularidades chamaram a atenção das equipes. Foram identificados casos de condutores inabilitados, além de motocicletas sem retrovisor, com pneus desgastados, placas ilegíveis e alterações nos sistemas de iluminação e escapamento.

Irregularidades constatadas

Entre os veículos abordados:

  • 14 motocicletas estavam com escapamento alterado, causando poluição sonora;

  • 4 condutores eram inabilitados;

  • 6 estavam com a CNH vencida há mais de 30 dias;

  • 6 motos tinham sistema de iluminação irregular;

  • 4 estavam sem retrovisor;

  • 2 apresentavam placas ilegíveis;

  • 2 circulavam com pneus carecas;

  • 1 possuía irregularidade no chassi.

Ao todo, oito motocicletas foram removidas ao depósito.

Caso de adulteração

Um dos casos mais graves envolveu uma motocicleta com o escapamento alterado e numeração de chassi incompatível com a placa. Após verificação, foi constatado que o chassi pertencia a outro veículo, configurando possível adulteração.

O condutor foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia e poderá responder pelo crime previsto no artigo 311 do Código Penal Brasileiro, que trata da adulteração de sinais identificadores de veículos, com pena de reclusão de três a seis anos, além de multa.

Fiscalização reforçada

A operação contou com a atuação de 12 agentes do Detran-DF, distribuídos em seis viaturas e três guinchos, além do apoio de policiais militares.

A ação faz parte das estratégias do órgão para aumentar a segurança viária e reduzir a poluição sonora, especialmente em regiões com grande circulação de motociclistas e reclamações da população.

DF recebe Selo Betinho pelo segundo ano consecutivo no combate à fome

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Reconhecimento destaca políticas públicas de segurança alimentar e ampliação de programas sociais

Brasília, 18 de março de 2026 – O Distrito Federal foi reconhecido, pelo segundo ano consecutivo, com o Selo Betinho, concedido pela Ação da Cidadania, em reconhecimento às políticas públicas voltadas ao combate à fome e à garantia da segurança alimentar. A premiação foi entregue nesta quarta-feira (18), em cerimônia no Palácio do Buriti, com a presença da vice-governadora Celina Leão.

Durante o evento, a vice-governadora destacou que o reconhecimento reflete a ampliação de programas sociais no DF, como os restaurantes comunitários, que passaram de 6 milhões de refeições servidas em 2019 para 17 milhões por ano atualmente, além da oferta de café da manhã, jantar e funcionamento aos fins de semana.

A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, ressaltou a importância da integração entre diferentes áreas do governo, com destaque para o fortalecimento da agricultura familiar e o acesso a alimentos saudáveis pela população mais vulnerável.

Critérios e reconhecimento

O selo é concedido a governos que atingem pelo menos 70% das metas relacionadas à segurança alimentar, incluindo a implementação de políticas públicas, funcionamento de instâncias do Sistema Nacional de Segurança Alimentar (Sisan) e transparência na gestão.

Segundo a representante da organização, Maíra Oliveira, a certificação valoriza iniciativas eficazes no enfrentamento da fome, inspiradas no legado do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho.

Programas e iniciativas

Desde 2019, o GDF tem ampliado ações voltadas à segurança alimentar. Entre elas estão:

  • Cartão Prato Cheio, com benefício mensal de R$ 250 para compra de alimentos;

  • Auxílio Gás, com parcelas bimestrais de R$ 100;

  • Expansão dos restaurantes comunitários, com refeições a preços populares e atendimento diário;

  • Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que compra produtos da agricultura familiar para distribuição a entidades sociais;

  • Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que garante alimentação a estudantes da rede pública.

Juntos, programas como Prato Cheio e Gás já beneficiaram mais de 170 mil famílias no Distrito Federal.

Impacto social

Entre 2019 e 2024, o PAA adquiriu mais de 2,6 milhões de quilos de alimentos de produtores locais, beneficiando mais de 333 mil pessoas. Já o Pnae atendeu mais de 400 mil estudantes em quase 700 escolas, com participação de mais de 5 mil agricultores familiares.

Outra iniciativa de destaque é o programa Solidariedade Salva, responsável pela arrecadação de mais de 200 toneladas de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade.

Além do Selo Betinho, o DF também foi reconhecido na primeira edição do Prêmio Brasil Sem Fome, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, reforçando o protagonismo da capital em políticas públicas de combate à fome.

O reconhecimento consolida o Distrito Federal como referência nacional na implementação de ações voltadas à segurança alimentar e à redução das desigualdades sociais.

Valor Bruto da Produção de Café em Goiás deve chegar a R$ 827,9 milhões em 2026

Com municípios apresentando altos índices de eficiência produtiva, o estado tem um panorama promissor e oportunidades de expansão da fruticultura

O Valor Bruto da Produção (VGA) do café em Goiás deve chegar a R$ 827,9 milhões em 2026, novo patamar histórico para a atividade, impulsionado pelo aumento da produtividade e pelos altos preços nacionais e internacionais. Para a safra deste ano, a produção do café arábica, principal espécie cultivada no estado, está estimada em 253,2 mil sacas beneficiadas (prontas para torrefação) e produtividade de 42 sacas por hectare.

Este é o terceiro melhor desempenho da série histórica estadual, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Projeção mostra que cafeicultura goiana segue consolidada como atividade estratégica para economia estadual. A bienalidade é um fenômeno natural da cultura cafeeira, caracterizado pela alternância de um ano de maior e outro de menor produção agrícola.

Em Goias, na comparação entre as safras de 2024 e 2026, ambas em período de bienialidade positiva, a área em formação deve crescer 49,7% em relação a 2024, índice superior ao aumento projetado para o Brasil de 8,7%. A produção de café arábica no estado deve se manter estável, com estimativa de 253,2 mil sacas beneficiadas.

A produção está concentrada em 14 municípios, com Cristalina liderando o volume colhido, respondendo por 36,3% da produção estadual em 2024, seguida por Campo Alegre de Goias e Cabeceiras. Parauna ocupa o 4° lugar em produtividade nacional, com 3,9 toneladas por hectare, enquanto Niquelandia registrou o maior crescimento percentual da produção, quase triplicando seu volume em relação a 2023.

Comércio exterior

No mercado internacional, Goias exportou café para 41 países em 2025, sendo que o café verde representou 99,6% do volume total, sendo os principais parceiros comerciais: Alemanha, Itália, Estados Unidos, Rússia e Holanda, destacando o aumento do valor exportado para esses destinos.

Para o titular do Secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goias (Seapa), Pedro Leonardo Rezende, a produção estadual reflete o potencial econômico da produção cafeeira goiana e apresenta um panorama de valorização, com crescimento da produção, produtividade e Valor Bruto da Produção. “Os números também indicam oportunidades para ampliar a participação do estado no mercado internacional, além de demonstrar que a atividade tem espaço e condições adequadas para expansão nas Goianas, garantindo maior renda ao produtor e fortalecendo a economia estadual”, disse o secretário.

Agro em Dados

Informações detalhadas sobre produção, produtividade, BPS, cotações, exportações e desempenho do café e das principais cadeias produtivas de Goias, podem ser conferidas na 78a edição do Agro em Dados, publicação da Seapa que reúne dados estratégicos das principais cadeias agrícolas do estado. Confira esta e outras edições no site da secretaria: https://goias.gov.br/agricultura/boletinscolheita/

Atendimento com mediação em Libras já está disponível no Detran-DF

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Intérprete pode ser acessado por meio de um QR Code disponível nos guichês de atendimento de habilitação, veículos, saúde e educação

Pessoas surdas no DF já podem ser atendidas com mediação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), por meio de plataforma digital, em todas as unidades do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). O serviço abrange habilitação, veículos, saúde e educação de trânsito.

“A medida integra o projeto Libras no Trânsito e visa a ampliar a acessibilidade da comunidade surda aos serviços oferecidos pela autarquia”, explica o diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini. “A expectativa de espera pelo atendimento do intérprete é de, no máximo, 90 segundos.”

Para acessar, basta ler com o celular o QR Code disponível no balcão de atendimento, e imediatamente um intérprete de Libras será acionado para fazer a mediação da conversa com o servidor.

“Adotar a mediação em Libras promove a autonomia do cidadão surdo no acesso aos serviços de trânsito, reduzindo barreiras comunicacionais historicamente enfrentadas por esse público, além de qualificar o atendimento prestado pelos servidores”

Dayvson Franklin,diretor de Educação do Detran-DF

O serviço de atendimento em Libras via plataforma digital está disponível de segunda a sexta-feira, em todas as unidades de atendimento do Detran-DF, durante o horário de atendimento da autarquia.

Libras no Trânsito

O projeto Libras no Trânsito é coordenado pela Diretoria de Educação de Detran-DF, por meio da Escola Pública de Trânsito, com ações para mitigar barreiras estruturais que dificultam a acessibilidade e ampliação da equidade de pessoas surdas no acesso a direitos fundamentais, ofertando serviços adaptados às especificidades da população surda.

“Do ponto de vista pedagógico e institucional, adotar a mediação em Libras promove a autonomia do cidadão surdo no acesso aos serviços de trânsito, reduzindo barreiras comunicacionais historicamente enfrentadas por esse público, além de qualificar o atendimento prestado pelos servidores, ao viabilizar comunicação clara e precisa, fortalecendo a atuação do Detran-DF no cumprimento das políticas públicas inclusivas do Distrito Federal”, enfatiza o diretor de Educação do Detran-DF, Dayvson Franklin.

Contrato

A empresa Gestalk Tecnologia para Inclusão Social Ltda foi contratada pelo Detran-DF, por meio de licitação na modalidade de pregão, para prestar serviço de tradução/interpretação de Libras.

A solução contempla infraestrutura tecnológica própria, equipe especializada, monitoramento contínuo, relatórios mensais e mecanismos de controle, assegurando confiabilidade, rastreabilidade e eficiência operacional, fornecidos pela empresa contratada.

O contrato prevê carga horária de 360 horas em 12 meses, perfazendo um total de 30 horas mensais ao custo de R$ 155 a hora — com valor mensal estimado em R$ 4.650, podendo chegar a R$ 55,8 mil por ano.

Fim da escala 6×1: reforma necessária ou mudança sem planejamento?

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Sem estudo, transição e diálogo com os setores, a redução da jornada pode aumentar descumprimento, precarização e judicialização, em vez de equilibrar as relações de trabalho

Por Thassya Prado

É inegável que o fim da escala 6×1 é o assunto da vez. Com inegável apelo político, a possível mudança polariza, ainda mais, as relações de trabalho. Uma diminuta parcela, está realmente, pensando no melhor para o empregado, sua saúde, vida privada e bem-estar. A grande maioria reforça o contexto em que o empregador é o vilão e o empregado a vítima.

No Brasil, as empresas têm que administrar as relações de trabalho de acordo com o contexto. Infelizmente, o contexto dos últimos anos é de insegurança jurídica. Ocorre que não há nada concreto com relação ao fim da escala 6×1. Afinal, realmente vai acabar? Se vai acabar, será de que maneira? Será permitida a redução gradual ou haverá permissão para redução de salário? A aplicação será para todos os empregados ou apenas aos novos?

O texto precisará detalhar a forma como será implementada a legislação ou estaremos, mais uma vez, diante da grande insegurança jurídica e legislativa que o país se encontra. Portanto, é evidente que não há um cenário consolidado, o que possibilita, apenas, a suposição de cenários. A única certeza é que teremos impacto para todos da relação de trabalho, em especial, aos empregados e empresas. Mas, também, aos sindicatos e ao Estado.

Nos últimos meses, o debate sobre jornada se concentrou em propostas que alteram o texto constitucional sobre tempo de trabalho, com sugestão para reduzir o espaço para organizar as jornadas antes com seis dias consecutivos de trabalho, forçando alterações de turnos, dimensionamento de equipes e instrumentos de compensação. O risco é conhecido: mexer na Constituição Federal nessa magnitude, sem combinar transição, negociação coletiva e diferenciação por atividade, certamente prolonga a insegurança jurídica e sobrecarrega, ainda mais, o Judiciário de disputas que duram anos.

Se aprovada, a mudança não será apenas trocar uma escala por outra. É certo que ela tende a redefinir a demarcação entre tempo de trabalho e tempo livre, com potencial de melhorar o bem-estar e vida social do empregado. No entanto, será exigido um redesenho operacional amplo, principalmente em serviços e comércio, com impacto direto em turnos, cobertura e custos ao empresário. Para que funcione, é imprescindível intensificar a negociação coletiva e os ajustes jurídicos, até que surjam parâmetros estáveis e compatíveis com cada realidade produtiva.

O problema é que uma aprovação apressada, sem estudos detalhados, sem diálogo com trabalhadores, empresas e setores mais afetados e ainda por cima conduzida em clima de polarização dificilmente entrega equilíbrio. O risco, nesse cenário, é trocar uma distorção por outras: mais informalidade e precarização, mais descumprimento por inviabilidade prática e um aumento prolongado de disputas e processos, aprofundando a insegurança jurídica e a tensão nas relações de trabalho.

Em vez de vencer no grito, uma reforma desse porte precisa de regras claras de transição e mecanismos negociados que permitam adaptar a jornada sem empurrar o sistema para o litígio, sob pena de a solução prometida virar apenas um novo foco de conflito.

*Thassya Prado, advogada trabalhista empresarial e sócia do Escritório Prado Advocacia Empresarial, Compliance e Tribunais.

Mais de 100 casais no primeiro Casamento Comunitário de 2026 neste domingo

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A menos de uma semana da cerimônia, preparativos e ansiedade marcam a espera dos casais; programa da Secretaria de Justiça e Cidadania já beneficiou mais de mil famílias no Distrito Federal

A contagem regressiva já começou. Neste domingo (22), mais de 100 casais do Distrito Federal vão viver um dos momentos mais marcantes de suas histórias: o tão esperado “sim”. Eles participarão da primeira edição de 2026 do Casamento Comunitário, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). A cerimônia será realizada às 17h, no Museu Nacional da República, um dos principais cartões-postais de Brasília, que mais uma vez se transforma em cenário de emoção, cidadania e celebração do amor.

Voltado a casais em situação de vulnerabilidade social, o programa garante a oficialização gratuita da união civil e oferece uma estrutura completa para o grande dia — com direito a trajes, produção de beleza, transporte de luxo, decoração, registro fotográfico e todo o cerimonial. Mais do que uma celebração, a iniciativa assegura direitos fundamentais, como segurança jurídica, acesso a benefícios e proteção às famílias.

Desde a criação do programa, em 2021, mais de mil casais já foram beneficiados. Somente em 2025, quatro edições reuniram cerca de 400 casais, consolidando o Casamento Comunitário como uma das políticas públicas mais simbólicas do DF.

Ansiedade e sonhos

Entre os noivos que aguardam pelo grande dia está a auxiliar de serviços gerais Juliana Ferreira, de 34 anos, e o vigilante Marcos Vinícius Alves, 38. Juntos há mais de oito anos, eles veem na cerimônia a oportunidade de oficializar uma história construída com parceria e superação. “É um sonho que a gente foi adiando por causa das dificuldades. Agora, está chegando a nossa vez. A ansiedade está enorme, mas é uma felicidade que não cabe no peito”, conta Juliana.

Raimunda Gomes vive com José Carlos Pereira há mais de 20 anos: “Agora chegou o momento de celebrar tudo isso de forma oficial. Vai ser um dia inesquecível”

 

Quem também não esconde a emoção é o casal Raimunda Gomes, 66, e José Carlos Pereira, 61. Moradores de São Sebastião, eles vivem juntos há mais de duas décadas e aguardam a cerimônia como um recomeço. “A gente já construiu uma vida inteira, criou filhos, enfrentou muita coisa. Agora chegou o momento de celebrar tudo isso de forma oficial. Vai ser um dia inesquecível”, diz Raimunda.

 

Política pública que transforma vidas

 

“Quando o Estado garante esse momento, ele não está apenas celebrando o amor, mas assegurando direitos, fortalecendo vínculos familiares e levando dignidade a quem mais precisa”

Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania

Para a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, o programa vai muito além da cerimônia. “O Casamento Comunitário é uma política pública que transforma realidades. Quando o Estado garante esse momento, ele não está apenas celebrando o amor, mas assegurando direitos, fortalecendo vínculos familiares e levando dignidade a quem mais precisa. Cada casal que sobe ao altar representa uma história de luta, superação e esperança”, destaca.

A expectativa é que a edição reúna não apenas os casais, mas também familiares e convidados, em uma celebração marcada por emoção coletiva e pelo sentimento de conquista. Mais do que alianças, serão firmados compromissos de vida — e, para muitos, a realização de um sonho que parecia distante, mas que agora se torna realidade.

Casamento Comunitário – 1ª edição de 2026
→Data: domingo (22)
→Horário: 17h
→Local: Museu Nacional da República.

Wi-Fi Social atinge marca de 200 pontos no Distrito Federal

Programa ultrapassa 150 milhões de acessos e leva internet gratuita a milhares de cidadãos em todas as regiões administrativas

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) inaugurou o 200º ponto do programa Wi-Fi Social DF, marco da política de inclusão digital da capital. A iniciativa oferece internet gratuita em espaços públicos e se consolidou como uma das ações de maior impacto social do governo. A cerimônia ocorreu no Restaurante Comunitário do Sol Nascente, nesta terça-feira (17).

“Um telefone com disponibilidade de internet é muito bom, porque aqui é um lugar onde as pessoas vão poder ler mensagens e fazer seus contatos, já que o restaurante comunitário é um espaço democrático”, ressaltou a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão.

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino, a marca representa um passo importante na redução das desigualdades digitais. “O Wi-Fi Social é uma política pública que transforma vidas, porque garante acesso a serviços digitais, informação e oportunidades. Esse ponto de número 200 coloca Brasília entre as três maiores regiões inclusivas do Brasil em termos de conectividade. É uma das cidades mais conectadas com internet gratuita”, afirmou.

No evento, também foi celebrada a ampliação do número de refeições oferecidas pelo Restaurante Comunitário do Sol Nascente. A titular da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), Ana Paula Marra, destacou a importância da ação integrada para atender a população. “Além de assegurar refeições balanceadas a um preço popular, estamos promovendo a inclusão digital por meio do Wi-Fi Social, que garante internet gratuita à população. Isso possibilita, inclusive, a realização de pagamentos via Pix e outras transações facilitando o dia a dia das famílias e ampliando seu acesso à cidadania”, observou.

Frequentador do restaurante, o aposentado Antônio Honorário Pereira, de 74 anos, aprovou a iniciativa. “Internet de graça é bom demais. Ajuda muito a falar com as outras pessoas”, disse.

Além de facilitar a comunicação, a conectividade gratuita fortalece a cidadania e apoia a economia local, ao permitir que estudantes, trabalhadores e pequenos empreendedores utilizem ferramentas digitais no dia a dia. Baseado em parceria público-privada e sem custos para o usuário, o programa seguirá em expansão, reforçando o compromisso da Secti-DF com uma cidade mais conectada, acessível e cheia de oportunidades.

Iniciativas voltadas à conservação hídrica no DF serão premiadas

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Solenidade será realizada pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa)

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) realizará, nesta quarta-feira (18), a cerimônia de entrega do Prêmio Guardião da Água e de placas de reconhecimento a empreendimentos e pessoas que se destacam pela adoção de práticas voltadas à conservação e ao uso racional da água no Distrito Federal. A solenidade integra as celebrações oficiais em alusão ao Dia Mundial da Água no DF.

Em 2026, a premiação chega à 16ª edição, reafirmando o compromisso da Adasa com o estímulo a soluções sustentáveis para a gestão dos recursos hídricos, por meio do reconhecimento de iniciativas que contribuem para a preservação da água. Desde 2023, a agência também passou a destacar experiências exitosas relacionadas à implementação de sistemas prediais urbanos não potáveis, com aproveitamento de águas pluviais e reúso de águas cinzas — provenientes de chuveiros, pias, máquinas de lavar e outros usos domésticos.

Neste ano, o troféu do Prêmio Guardião da Água, em formato de gota, será concedido a edificações públicas, comerciais e residenciais que adotam fontes alternativas de água, contribuindo para a redução do consumo de água potável e para o uso mais eficiente desse recurso.

Receberão o Prêmio Guardião da Água 2026:

– Ministério da Saúde, na categoria edificação pública;
– Ministério Público do Distrito Federal e Territórios – Regional Brazlândia, na categoria edificação pública;
– Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek, na categoria edificação comercial;
– Condomínio Santa Mônica, Alameda Tororó, na categoria edificação residencial;
– Condomínio Urban 306 – SQNW 306 Projeção C, na categoria edificação residencial.

Além da entrega do prêmio, a Adasa também concederá placas de reconhecimento a homenageados que desenvolvem ações relevantes em diferentes frentes de proteção dos recursos hídricos.

Na categoria Produtor de Água, serão homenageados Vital Moraes de Andrade, por sua participação no Projeto Produtor de Água na Bacia Hidrográfica do Ribeirão Pipiripau; e Florinei Lima Cardoso, por sua atuação no mesmo projeto na Bacia Hidrográfica do Descoberto. O reconhecimento destaca a importância de ações desenvolvidas pelos produtores para a conservação ambiental e a preservação de bacias hidrográficas no Distrito Federal.

Também receberão placas de reconhecimento, na categoria Recarga Artificial de Aquífero — Residencial, a usuária de recursos hídricos Petúnia de Fátima Teixeira, pela implantação de sistema de recarga artificial de aquífero em sua residência; e o engenheiro João Pereira Lemos Junior, responsável pelo desenvolvimento do projeto adotado pela usuária. A homenagem valoriza soluções que favorecem a infiltração da água no solo e contribuem para a sustentabilidade hídrica urbana.

As homenagens concedidas pela Adasa reconhecem experiências concretas que ajudam a consolidar uma cultura de responsabilidade ambiental e de cuidado com a água. Ao destacar instituições, empresas e pessoas que atuam diretamente em prol da conservação hídrica, a agência reforça a importância de iniciativas capazes de inspirar a sociedade e disseminar boas práticas em diferentes contextos do Distrito Federal.

A programação da Adasa no Mês da Água inclui, ainda, o apoio a ações promovidas por outras instituições, como atividades da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Copa das Águas, ampliando o alcance das discussões sobre sustentabilidade, conscientização e gestão responsável dos recursos hídricos.

Prisão de coronéis da PMDF e situação de Bolsonaro ampliam debate sobre decisões do 8 de janeiro

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Após a prisão de cinco coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) condenados por omissão nos atos de 8 de janeiro de 2023, o tema voltou ao centro do debate político em Brasília. Nesta sexta-feira (13), o ex-presidente Jair Bolsonaro, que também está preso no complexo da Papuda, passou mal e precisou ser levado às pressas para atendimento hospitalar, segundo relatos de aliados.

Os oficiais condenados são Fábio Augusto Vieira, então comandante-geral da PMDF no dia das manifestações; Klepter Rosa Gonçalves, que ocupava o cargo de subcomandante-geral; Jorge Eduardo Barreto Naime, ex-chefe do Departamento de Operações; Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra e Marcelo Casimiro Vasconcelos. Todos já se encontram detidos no 19º Batalhão da Polícia Militar, unidade conhecida como Papudinha, no Distrito Federal.

A prisão dos oficiais motivou reação do deputado distrital Thiago Manzoni (PL), que abordou o tema em discurso na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O parlamentar afirmou considerar a decisão judicial injusta e destacou o histórico profissional dos policiais.

“Hoje é um dia triste para a história do Distrito Federal e do Brasil. Mais uma injustiça se concretizou nesta quarta-feira (11)”, declarou.

Manzoni citou nominalmente os coronéis e afirmou conhecer alguns deles pessoalmente. Segundo o deputado, os oficiais dedicaram décadas ao serviço público na segurança da capital. “São homens honrados, pais de família que dedicaram a sua vida a servir e proteger a população do Distrito Federal”, disse.

Durante o pronunciamento, o parlamentar criticou as condenações relacionadas aos eventos de 8 de janeiro e afirmou discordar da responsabilização criminal dos oficiais. “O dia de hoje não pode passar em branco porque é um dia de vergonha. Homens honrados estão sendo considerados culpados. Inocentes estão sendo presos”, afirmou.

Bolsonaro passa mal no 19º Batalhão da Polícia Militar

O debate político sobre as consequências judiciais do 8 de janeiro também envolve a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na mesma unidade militar onde os oficiais da PMDF cumprem pena.

Bolsonaro tem 70 anos e enfrenta problemas de saúde desde a facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018, episódio que resultou em diversas cirurgias ao longo dos últimos anos.

Na manhã desta sexta-feira (13), o ex-presidente passou mal e foi levado às pressas para o hospital DF Star. Thiago Manzoni também acompanha Bolsonaro espiritualmente. O parlamentar, que é pastor, recebeu autorização do Supremo Tribunal Federal para prestar assistência religiosa ao ex-presidente.

Em declaração anterior, Manzoni afirmou que considera mais adequado que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar em razão das condições de saúde. “Na minha opinião, é melhor o presidente voltar para casa e ter os cuidados da mulher e da família. O que eu acho que deve ocorrer é a concessão da prisão domiciliar humanitária ao presidente”, afirmou.