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Alteração da Lei de Falência e Recuperação – rumo à renovação econômica-financeira!

Por Bruno Galvão S.P. de Rezende

É animadora a decisão do dia 30/10, último, oriunda da Câmara dos Deputados do Brasil, de aprovação do regime de urgência para a apreciação do Substitutivo ao Projeto de Lei n. 10.220/2018.

É no hiato temporal de crise econômico-financeira acentuada e insistente que os mecanismos judiciais de tratamento da insolvência da empresa e do empresário devem ser cada vez mais rápidos, objetivos, contundentes e atuais para funcionarem como verdadeiros veículos fomentadores de um círculo virtuoso de renovação econômica.

Para fomento da reflexão crítica traz-se, em uma despretensiosa tradução livre, a frase que pode ser vista em uma das Cortes de Apelação Federal Norte-Americana: “a razão é a alma de toda a lei”. Aplica-se este primado não limitado a uma interpretação sob a ótica da mens legis, mas sim, sob o contexto e significado da ponderação, proporcionalidade, necessidade e adequação de se intentar uma alteração legislativa.

Vê-se que o texto Substituto de autoria do Deputado Federal Hugo Leal preconiza e viabiliza que as alterações pontuais da Lei nº11.101/2005 atentem para os princípios: da transparência e ampla publicidade, celeridade e eficiência do processo; do amplo e efetivo tratamento do passivo da empresa e do empresário, considerando o impacto social da crise da empresa; do prestígio à autonomia da vontade privada dos credores, da liberdade contratual e do respeito à disponibilidade de direito privado; da busca da vontade real e soberana dos credores; da desburocratização e da democratização do processo; do fidedigno respeito à boa-fé na busca construtiva de consensos, que acarretem a maior efetividade econômico-financeira e proveito social para os agentes econômicos envolvidos; e, finalmente, da preservação e estímulo do bem-estar social, através da responsabilidade social, corporativa e ambiental.

Exsurgiu, ainda nessa toada, a necessidade da adequação da nossa legislação às regras da insolvência transfronteiriça para fim de efetividade e regulamentação das relações transnacionais, e, principalmente, incentivo ao comércio internacional e à captação de novos investimentos do estrangeiro.

Também no âmbito da recuperação judicial sedimenta o Substitutivo que deve ser conferido ao juízo recuperacional uma competência “especial universal” decidindo sobre todos os atos que possam prejudicar o projeto de recuperação no sentido lato, em se tratando de bens essenciais à atividade do devedor.

A recuperação judicial se apresentará como um ambiente equânime para a composição das dívidas, o que melhor comunga com o efetivo tratamento da crise de forma conjuntural e estruturada.

Serão criadas, ainda, ferramentas legais para o amplo e irrestrito incentivo ao “dinheiro novo” na recuperação judicial, na medida em que, não há negócio que sobreviva sem capital e fluxo de caixa. Simples assim!

Noutra senda, estimular-se-ão os parcelamentos dos débitos de natureza tributária e não tributária com as Fazendas e a transação fiscal de débitos inscritos em dívida ativa para que, assim, a dívida fiscal possa ser efetivamente equacionada no ambiente do processo recuperacional, gerando arrecadação para os cofres públicos.

Outro que está sendo enfrentado, com sensibilidade e bom senso, é o referente à eventual tributação incidente sobre o resultado da negociação entre devedor e credores, eis que se mostraria totalmente infértil impingir tributação excessiva ao devedor que tenta no procedimento justamente equacionar as suas dívidas pretéritas; seria, ainda, contraproducente, vedar e limitar a utilização dos prejuízos fiscais para o abatimento da dívida fiscal, como, por exemplo, nos casos de “ganho de capital”, ou mesmo de redução de dívidas em recuperação judicial.

Agora debruçando sobre o tratamento da ineficiência crônica dos processos de falência, o Substitutivo também lança as luzes para uma proposta de mudanças radicais, verdadeiramente estruturais, que rompem, com força, a pecha de que a falência é ineficiente para a economia, a fim de tornarmos o mecanismo uma opção concreta para a reciclagem salutar da atividade econômica inviável, que por uma circunstância ou outra, a solução de mercado não conseguiu tratar.

Feitas essas ponderações e reconhecida a virtuosidade das sugestões que circulam através inclusive de alteração legislativa e estudos acadêmicos, encaminha-se para o fechamento com uma frase, também em tradução livre, atribuída à Winston Churchill, que disse: “muitos olham para o empresário como o lobo a ser caçado; outros olham como a vaca a ser ordenhada. Poucos o enxergam como o cavalo que puxa a carroça”.

Assim, façamos o nosso papel lapidando o sistema do tratamento da insolvência da atividade empresária, mediante alterações pontuais, com “precisão cirúrgica”, objetivando a atualização da legislação, principalmente em um contexto onde a conjuntura, a perspectiva econômica, ainda se mostra pouco convidativa para a aposta em soerguimento e empreendedorismo.

Esses são os objetivos mais lídimos e virtuosos que, sem dúvida, serão atingidos com a aprovação pela Câmara dos Deputados do Brasil do Substitutivo de Plenário ao Projeto de Lei nº 10.220/2018 de autoria do Deputado Federal Hugo Leal, pautado para votação .

Bruno Galvão S.P. de Rezende é membro do GT do Conselho Nacional de Justiça-CNJ (Portaria Nº 74 de 13/05/2019), Presidente do IBAJUD- Instituto Brasileiro da Insolvência, Professor da EMERJ e ESAJ e administrador judicial

Governo deve publicar nova Política de Educação Especial

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O governo se prepara para publicar um decreto alterando a Política Nacional de Educação Especial. A informação foi dada pela diretora de Acessibilidade, Mobilidade, Inclusão e Apoio a Pessoas com Deficiência do Ministério da Educação (MEC), Nídia Regina Limeira de Sá, durante sua participação no debate organizado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados nessa semana.

A primeira versão do texto foi elaborada em 1994. Seus termos, porém, passaram por revisão, ao longo dos anos. A edição de 2008 pretendia torná-lo um instrumento de coibição de práticas discriminatórias contra pessoas com condições como deficiências intelectual, mental e física e Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). A perspectiva, então, era de que todos os estudantes deveriam estar “juntos, aprendendo e participando”. O texto determina que a escola não deve reproduzir “padrões homogeneizantes”.

Promessa de ampliação

Em entrevista concedida à Agência Brasil, Nídia Limeira de Sá disse que o texto que será divulgado foi construído em conjunto com “entidades representativas e pessoas que representam o público da educação especial, por meio de muitas reuniões, audiências públicas e consultas públicas”. De acordo com a diretora, a elaboração foi feita ao longo de dois anos.

Nídia classificou a política como sendo “a da flexibilidade para os sistemas educacionais”. “Ou seja, não entendemos que a educação para pessoas com deficiência ou TEA deva passar única e exclusivamente pelas escolas inclusivas comuns. Essa política oferece a flexibilidade no sentido de os sistemas se organizarem para poderem oferecer também, como alternativas, escolas especiais, classes especiais, escolas bilíngues [com aulas em língua portuguesa e Língua Brasileira de Sinais (Libras)], classes bilíngues”, afirmou.

“Você pode conseguir melhores resultados para o público da educação especial em classes especiais ou escolas especiais porque o foco dessa política estará na singularidade das pessoas, e não no grupo como um todo”, completou.

A representante do MEC informou também que a política que entrará em vigor criará dois centros específicos: um para estudantes com deficiência físico-motora e outro para quem tem deficiência intelectual, motora e TEA. Perguntada sobre os planos de implementação, Nídia se limitou a dizer que o governo pretende priorizar capitais dos estados.

Como uma das principais críticas às turmas e às escolas especiais é o fato de que poderiam contribuir para a segregação, a reportagem perguntou a opinião da diretora do MEC sobre a questão. “As turmas separadas podem acontecer. Não são ilegais, nunca foram”, respondeu.

“A gente não quer que essa política signifique retrocesso em nenhuma das conquistas da inclusão escolar”, afirmou. “Temos satisfação de dizer que a nossa política é plenamente adequada aos marcos legais da educação inclusiva.”

Ensino comum

Parte dos especialistas em educação defende a matricula de todos os alunos em instituições de ensino comum é o caminho ideal. “A gente percebe o quanto essa possibilidade de estarem frequentando espaços comuns como qualquer outra pessoa é benéfico para o desenvolvimento deles, e isso a gente não pode perder de jeito nenhum”, disse Roseli Olher, supervisora de Atendimento Educacional Especializado do Instituto Jô Clemente, como é chamada agora a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de São Paulo.

Ela explicou que o trabalho gratuito realizado pela Apae, em parceria com a prefeitura de São Paulo, tem o objetivo promover a inclusão dos alunos com deficiência em turmas de ensino comum. Disponível para estudantes com idade entre 4 anos e 17 anos e 11 meses completos, o atendimento é feito por pedagogos especializados ou em educação inclusiva, ou em educação para pessoas com deficiência intelectual. Ao todo, atualmente, aproximadamente há adesão de 300 alunos.

A equipe faz visitas periódicas – duas vezes por semana – às escolas para verificar se os alunos estão realmente assimilando o conteúdo transmitido e se têm problemas com concentração ou relações interpessoais com seus colegas e professores. Cada encontro tem duração de uma hora e meia e é sempre marcado em um horário do contraturno escolar, para que a presença do aluno esteja garantida.

Segundo a pedagoga, o texto da política nacional que está sendo preparado não passou por consulta ampla a movimentos ligados à causa. “De que forma será feita a avaliação para definir o destino dessa pessoa [com deficiência ou TEA], se deve estar no espaço comum?”, questionou.

“[A matrícula no ensino comum] é benéfica tanto para a pessoa com deficiência quanto para a pessoa sem deficiência. É esse convite ao respeito à diversidade, as diferenças”, disse.

Mais de 61 mil estudantes realizam hoje as provas do PAS da UnB

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Mais de 61 mil estudantes fazem hoje (1º), a partir das 13h, as provas de conhecimentos e de redação do Programa de Avaliação Seriada (PAS) da Universidade de Brasília (UnB). Os portões abrem às 12h e a consulta aos locais de prova está disponível no site da banca organizadora, o Cebraspe.

O PAS é um processo seletivo para ingresso na UnB, realizado ao longo dos três anos do ensino médio regular. Atualmente, a universidade destina a metade das vagas em todos os seus cursos aos aprovados no programa.

Os participantes do PAS I (subprograma 2019), PAS II (subprograma 2018) e PAS III (subprograma 2017) realizarão as provas simultaneamente no Distrito Federal e nas cidades de Anápolis, Formosa, Goiânia e Valparaíso de Goiás, em Goiás; e de Belo Horizonte, Patos de Minas, Uberaba e Uberlândia, em Minas Gerais.

Este ano, a seleção totalizou 61.960 inscritos. Na primeira etapa, foram 25.686 estudantes cadastrados e, na segunda, 22.515. Já na terceira etapa do subprograma 2017 estão registrados 13.759 estudantes, que concorrem às 4.232 vagas abertas pela UnB, sendo 2.112 para o primeiro semestre e 2.120 para o segundo semestre.

Os gabaritos oficiais serão publicados a partir das 19h da data provável de 3 de dezembro, no site do Cebraspe.

Senado deve votar isenção de ICMS para igrejas nesta terça-feira

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Comissão de Assuntos Econômicos do Senado é favorável ao benefício

Por Karine Melo

Templos religiosos e entidades beneficentes de assistência social poderão continuar isentos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) até 31 de dezembro de 2032. A proposta, um projeto de lei complementar (PLP 55/2019) de autoria da deputada Clarissa Garotinho (Pros-RJ), aprovada em maio pelos deputados, pode ter a última votação no plenário do Senado, nesta terça-feira (3), em regime de urgência.Na última semana a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa aprovou por unanimidade o relatório do senador Irajá (PSD-TO), favorável à prorrogação por mais 15 anos do benefício. Ele explicou que o PLP muda a Lei Complementar 160, de 2017. Ela estabelece prazos de até 15 anos para isenções, sendo o mais curto — de um ano — a regra geral, na qual templos e entidades assistenciais foram enquadrados. O prazo máximo é concedido a atividades agropecuárias e industriais e a investimentos em infraestrutura rodoviária, aquaviária, ferroviária, portuária, aeroportuária e de transporte urbano. “Não há justificativa para que os incentivos voltados para templos e instituições assistenciais tenham sido enquadrados na regra geral, com prazo mais curto”, disse Irajá em seu voto.

O relator esclareceu ainda que o projeto não implica diretamente renúncia de receita, apenas autoriza os estados a firmar convênios sobre incentivos fiscais do ICMS voltados a templos de qualquer culto e a entidades beneficentes de assistência social. Já a deputada Clarissa Garotinho (Pros-RJ) destacou que “não se trata de nova isenção, mas apenas de renovação daquilo com que elas já contavam antes da lei complementar”.

Igrejas já têm imunidade tributária para não pagar outros impostos, como Imposto de Renda, Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Se aprovado pelo plenário do Senado, o texto seguirá para sanção presidencial.

Sai resultado de concurso para três categorias

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Agora, candidatos aprovados – analista de TI, engenheiro e médico do trabalho – serão convocados para os procedimentos pré-admissionais e exames médicos

 O Banco de Brasília divulgou nesta sexta (29) o resultado final do concurso da Instituição para os cargos de analista de tecnologia da informação, engenheiro de segurança do trabalho e médico do trabalho. Os nomes dos aprovados foram publicados no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

Na semana passada, o BRB divulgou os nomes dos aprovados para o cargo de escriturário, nível médio e porta de entrada para a carreira bancária. Desde 2013, o BRB não realizava concurso.

Além do concurso para escriturário, analista de TI, engenheiro e médico do trabalho, o BRB promoveu um terceiro concurso, em 2019, para o cargo de advogado. O resultado final da seleção para esse último concurso será publicado no dia 19 de dezembro.

A realização de concursos público revela, para o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, o compromisso com o crescimento da Instituição e da valorização das pessoas. “O ingresso de novos colaboradores reforça nosso objetivo de oferecer um BRB, cada vez mais, forte, moderno, ágil e competitivo”, afirma.

Inicialmente, foram ofertadas dez vagas para o cargo de analista de TI, uma vaga para engenheiro de segurança do trabalho e uma para médico do trabalho. Os salários variam entre R$ 8.021,67 e R$ 11.517,35. A carga horária é de 20 horas semanais para a vaga de médico, 30 para analistas de TI e 40 para engenheiro do trabalho.

Os candidatos aprovados no concurso serão convocados para realização dos procedimentos pré-admissionais e exames médicos admissionais, observada a necessidade de provimento e ordem de classificação.

Todas as informações do concurso estão disponíveis no site www.iades.com.br, banca responsável pelo certame.

BRB apresenta projeto de desenvolvimento para sete estados do País

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O programa prevê a aplicação de R$ 500 milhões nas cadeias produtivas das regiões compreendidas pelos estados membros do consórcio

O BRB apresentou nesta sexta-feira, durante Fórum do Consórcio Brasil Central, realizado em São Luís (MA), o programa do Banco com ações de desenvolvimento para os sete estados que participam do consórcio: Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Tocantins e Maranhão. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, participou do encontro, ao lado dos demais governadores e do presidente do banco, Paulo Henrique Costa.

Em linha com a expansão regional do banco, o programa elaborado pelo BRB prevê a aplicação de R$ 500 milhões nas cadeias produtivas das regiões compreendidas pelos estados membros do consórcio.

Segundo o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, o valor do investimento pode ser ampliado, uma vez que o Banco “apresenta boa condição de liquidez, o que possibilita atender à necessidade de crédito para os bons projetos de investimentos nas regiões”.

“O BRB tem se posicionado como banco de fomento, de desenvolvimento e com o objetivo de gerar emprego e renda”, afirmou Paulo Henrique Costa.

Os recursos do BRB podem vir a ser disponibilizados tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, nas áreas de agropecuária, indústria, microcrédito, pecuária e crédito imobiliário e comércio e turismo.

O acordo firmado entre o BRB e o BRC prevê ainda a abertura de escritório de negócios do banco nos estados, a partir de análise de viabilidade econômica.

O BRC tem como missão promover o desenvolvimento regional sustentável e integrado dos entes consorciados, além de formular políticas públicas regionais e viabilizar projetos e parcerias com o objetivo de melhorar a competitividade da região.

BRB Mobilidade tem nova versão de aplicativo

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Usuários já podem verificar itinerários e horários das linhas de ônibus no Distrito Federal

Já está no ar versão atualizada do aplicativo BRB Mobilidade. A partir de agora o usuário do Sistema de Bilhetagem Automática (SBA) do Distrito Federal tem, na palma da mão, os itinerários e horários das linhas de ônibus. Para os veículos com rede wi‐fi ativa também será possível o acompanhamento do trajeto por meio de georreferenciamento.

O aplicativo BRB Mobilidade está disponível nas lojas IOS e Android. A solução também permite consulta de saldos e extratos e recarga, por meio de boleto, do cartão Brasília Cidadã. O BRB assumiu, em 4 de novembro, o processamento do Sistema de Bilhetagem Automática e vem implementando diversas melhorias nas soluções voltadas para a mobilidade no DF. A Secretaria de Mobilidade continua atuando como gestora do SBA.

O banco aumentou os postos de atendimento aos usuários para recarga ampliada de 13 para 73 lojas, distribuídas em diferentes pontos da cidade. E também disponibilizou uma central de atendimento exclusiva para os usuários da instituição financeira. Por meio do telefone (61) 3120‐9500 é possível tirar dúvidas, dar sugestões e fazer reclamações.

Para o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, o resultado dos primeiros dias de operação do banco no SBA é positivo.

“Nosso objetivo é garantir a melhoria do processo e a experiência do usuário. Em menos de um mês já conseguimos oferecer um sistema mais estável, com mais postos de atendimento, e estamos utilizando a expertise do BRB em tecnologia para facilitar a vida dos cidadãos de Brasília”, destacou o dirigente.

Aumento para servidor deve constar da LDO e da Lei Orçamentária Anual

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Decisão foi tomada nesta sexta-feira por meio de julgamento virtual

Por André Richter

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta (29) que o aumento dos salários de servidores públicos deve estar previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA), simultaneamente, para ser concedido. A decisão foi tomada por meio de julgamento virtual, que foi finalizado às 0h. Embora não seja obrigatório e dependa da arrecadação de recursos, o aumento anual foi previsto no Artigo 37, Inciso X, da Constituição.

Com a decisão, foi definida uma tese de repercussão geral, que terá validade para todos os processos que estão em tramitação em todo o país sobre a mesma questão.

Por 6 votos a 4, a maioria dos ministros seguiu entendimento do relator, Alexandre de Moraes, e definiu a seguinte tese: “A revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos depende, cumulativamente, de dotação na Lei Orçamentária Anual e de previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias”.

O caso julgado envolveu o estado de Roraima, que foi condenado pelo Judiciário local, em 2003,  a conceder aumento de 5% aos servidores porque o reajuste estava previsto na LDO. No entanto, o aumento não estava previsto na LOA.

O processo julgado foi o recurso extraordinário (RE) 905.357

Ibaneis e Mayara se casam e viajarão a Roma, onde o filho será batizado

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O casal vive a expectativa que serão abençoados pelo Papa Francisco, no Vaticano. Ibaneis e Mayara se casam e viajarão a Roma, onde o filho será batizado

Diário do Poder – O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), oficializou na noite de sexta-feira (29) seu casamento com a advogada Mayrara Noronha, em cerimônia privada realizada na residência do casal, localizada na QI 5 do Lago Sul.

A cerimônia foi testemunhada por um grupo reduzido de amigos mais chegados, incluindo alguns do Piauí, onde Ibaneis viveu parte de sua infância e adolescência de garoto pobre, após nascer em Brasília.

Ibaneis e Mayara já têm um filho, Mateus, que nasceu em dezembro do ano passado. Os três seguirão viagem a Roma, onde Mateus será batizado.

O casal também vive a expectativa de uma bênção do Papa Francisco.

Fotos: Glenio Dettmar

Bolo: Maria Amelia
Decoração: Virgínia D’arc
Música: Groove a Rigor e André Damatta
Vestido: Paulo Araújo
Cabelo: Eliel Almeida
Maquiagem: Meigle Stefane

 

Quando as regras não existem

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Por Lucia Moyses

Rogério é um homem extremamente charmoso e sedutor. Ele não é necessariamente bonito, mas sabe o que dizer para seduzir uma mulher. Ele é agradável, inteligente, carismático e persuasivo. Cavalheiro, atencioso, engraçado. O homem perfeito. Será? Por trás de sua delicadeza, por trás de sua sedução, esconde-se um homem frio, calculista, que por onde passa causa destruição. Mulheres que cometem o erro de se apaixonar por ele perdem todo o seu dinheiro e sua autoestima. Colegas são traídos e amantes são lesadas. Mas mulheres podem ser psicopatas também e causarem tanto prejuízo material e emocional quanto os homens.

O psicopata, ao contrário do que se acredita, não é necessariamente um assassino. Há registros de psicopatas assassinos famosos na história, mas há inúmeros casos que passam despercebidos, pois não envolvem grandes crimes. No entanto, não se enganem. Todo psicopata causa sofrimento e ruína, ainda que seus atos não sejam ilegais. Eles são os indivíduos mais destrutivos e emocionalmente prejudiciais em nossa sociedade e pouquíssimas pessoas, se é que há alguma, saem ilesas depois de um contato com um psicopata.

O que é a psicopatia

Psicopatia, também conhecida como Transtorno de Personalidade Antissocial (TPA), é um distúrbio mental grave caracterizado por um desvio de caráter, ausência de sentimentos genuínos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, manipulação, egocentrismo, falta de remorso e culpa para atos cruéis e inflexibilidade com castigos e punições.

O psicopata sabe a diferença entre o certo e o errado, porém não se importa. Sua única preocupação é a de não ser pego e punido. Estima-se que 4% da população mundial sejam de psicopatas, porém, apenas 1% cometem assassinatos ou delitos graves. O indivíduo com TPA é excessivamente egoísta, imprevisível, megalomaníaco, solitário, podendo se mostrar extremamente desagradável quando não consegue o que deseja. Não respeita as regras sociais e é incapaz de amar. Sua comunicação verbal contém truques sintáticos e semânticos, de forma que eles sempre encontram uma saída quando se veem em situação de aperto. Seu argumento mais comum é que foi mal interpretado. Os indivíduos com TPA encontram-se entre os indivíduos mais interpessoalmente destrutivos e emocionalmente prejudiciais em nossa sociedade. Normalmente, a maioria dos problemas de um determinado transtorno é sofrida pelo indivíduo doente. No caso da psicopatia, quem sofre são as pessoas que convivem em torno do indivíduo perturbado.

Os sintomas

O sintoma mais importante no TPA é uma total ausência de ansiedade ou culpa. Não apresentam remorso ou qualquer consciência após fazer algo errado, inapropriado ou ilegal.

Outro sintoma é o hedonismo, ou seja, são pessoas que buscam o prazer a qualquer custo, tomando o que desejam, a hora que desejam, sem ligar para as consequências. Não conseguem adiar a gratificação e, portanto, agem de modo impulsivo.

A superficialidade de sentimentos é também um sintoma a ser considerado. São indivíduos sem apego emocional aos outros. São incapazes de sentir empatia. Podem até fazer juras de amor, verbalizar fortes sentimentos e comprometimentos, mas seu comportamento indica exatamente o contrário.

Normalmente são muito inteligentes e possuem habilidades verbais e sociais bem desenvolvidas, racionalizando frequentemente seu comportamento inapropriado, de modo que ele pareça razoável e justificável. Assim, são capazes de se livrar dos problemas por meio de uma conversa.

Um rapaz, três dias antes de se casar, teve seu caso com outra mulher descoberto pela noiva. Quando confrontado, com evidências irrefutáveis, o jovem professou seu amor inabalável pela noiva e prosseguiu explicando que só estava tentando testar seu amor por ela e por meio deste caso, descobriu que a amava muito. Tudo o que ele fez foi pelo bem da noiva e prometeu que nada semelhante jamais voltaria a acontecer. Casaram-se e a mulher continuou sendo traída pelo marido que sempre tinha uma desculpa convincente para dar e um remorso fingido para convencer.

Indivíduos com TPA são incapazes de se beneficiar com a punição. Fazem de tudo para evitá-la, porém, quando são castigados, não parecem aprender a lição e continuam exercendo comportamentos inadequados sem culpa ou arrependimentos.

Outro sintoma importante é o engajamento em atividades perigosas e incivilizadas, puramente por diversão. Mentem e fazem intrigas com o único propósito de se divertirem e pela adrenalina de serem descobertos.

Não se deixe enganar

Pensar que o psicopata é um homem truculento, com cara de mau e um assassino sanguinolento é um engano terrível. Reconhecer um indivíduo com TPA é uma tarefa bem mais difícil do que se imagina. Estes predadores sociais estão em nosso meio, misturados, incógnitos. Podem trabalhar, estudar, se casar, ter filhos e agir como pessoas normais e quando finalmente percebemos quem são, eles já nos arruinaram.

Como a maior parte dos psicopatas não comete assassinatos, pode passar uma vida inteira sem ser descoberta ou diagnosticada. São charmosos, envolventes, inteligentes, de bom papo e com um poder de sedução impressionante.

A parte racional e cognitiva do psicopata não apresenta o menor distúrbio. Eles sabem o que estão fazendo. Conhecem a diferença entre o certo e o errado, mas não se importam. São perfeitos lobos em pele de cordeiro e conseguem convencer os mais desavisados e até os mais tarimbados de que são excelentes pessoas. Você provavelmente conhece um deles e ainda não percebeu.

O perigo

Estas pessoas frequentemente causam prejuízo emocional e financeiro aos que estão ao seu redor, mas como regra geral não participam de agressão física manifesta. No entanto, quando contrariados, podem se tornar agressivos e em alguns casos podem ferir ou matar.

Uma vez que indivíduos com TPA não apresentam nenhum dos sintomas tradicionais do comportamento anormal, como ansiedade, depressão, alucinações, eles frequentemente não são diagnosticados como apresentando um problema psicológico e, portanto, não são levados a um tratamento. Ainda que fossem levados, são pessoas difíceis ou impossíveis de tratar.

Ninguém sai ileso após o contato com um psicopata. Dessa forma, a melhor saída que se tem é ser capaz de reconhecê-los e se manter o mais longe possível deles.

Artigo assinado pela Lucia Moyses, psicóloga, neuropsicóloga e escritora. Lúcia lançou seu primeiro livro “Você me conhece?” em 2013 e o “E viveram felizes para sempre”, em 2015, ambos voltados para a psicologia. Em 2016, após se especializar em neuropsicologia, lançou os três primeiros livros da coleção DeZequilíbrios, uma série de 10 volumes onde cada um aborda um transtorno mental em forma de ficção, suspense e romance. Em 2018 lançou mais três livros da coleção “A Mulher do Vestido Azul”, “Não Me Toque” e “Um Copo de Veneno”.