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Festival vai reunir repentistas, emboladores de coco e forrozeiros

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O Desafio do Repente, na Casa do Cantador, também abriga a preocupação com a difusão da arte regional para as novas gerações. Foto: Renato Araújo/Divulgação

“Desafio do Repente” divulga música típica do Nordeste e oferece pratos regionais

A Casa do Cantador, espaço coordenado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa em Ceilândia, vai reunir parte do que há de melhor na arte do Nordeste no Desafio do Repente – Festival Regional de Poetas Repentistas, Emboladores de Coco e Forrozeiros, no dia 8 de fevereiro, a partir das 19h.

“Teremos uma mistura de ritmos, com repentistas na viola e emboladores de coco no pandeiro”, afirma o gerente da Casa do Cantador, Manoel de Sousa Rodrigues, o Zé do Cerrado, como é mais conhecido. “Isso tudo regado à comida típica, como buchada de bode e sarapatel para quem tiver coragem de comer esses pratos à noite. E tem gente que tem”, provoca.

Ele explica que repentistas e emboladores estão em hierarquias distintas dentro da arte do improviso. Os primeiros, ele frisa, “seguem as regras”, reunidas na métrica rígida, a rima fácil e a oração ou tema. E inventam na hora. “Um dá o tema, o outro esbagaça”, resume. Os emboladores, mais rápidos, “cantam muita coisa aprendida”, revela ele. “Mas no fundo é tudo repentista”, concilia. O forró, tocado por sanfona, triângulo e zabumba, completa a mistura rítmica.

A pauta do Desafio do Repente, que é de festa, também abriga a preocupação com a difusão da arte regional para as novas gerações. Zé do Cerrado diz que “hoje há uma carência de poetas repentistas em Brasília”. Conta que já chegaram a ser mais de 50, número que caiu para em torno de 15 atualmente, calcula.

Ele aponta a importância da cordelteca e dos núcleos de viola e de outras práticas na Casa do Cantador para ajudar no trabalho. “Queremos que uma parcela da juventude participe e tome gosto. O ceilandense passa de pai para filho informações importantes sobre o repente”, destaca. Isso talvez explique a força do rap – também um discurso rítmico rimado – na cidade, teoriza.

O repentista Chico de Assis, natural do Rio Grande do Norte, que faz dupla com João Santana, e vai participar do Desafio, entende que os rappers destoam dos repentistas por se afastarem da métrica rígida, de sete a dez sílabas, dos últimos, e pela licença poética de produzir rimas sonoras, enquanto no repente a poética é baseada na escrita. Por exemplo, enquanto um rapper rima “mulher” e “café”, um repentista combina “mulher” e “colher”, ensina.

Zé do Cerrado diz que, além de artistas regionais, o Festival deve receber também repentistas de São Paulo, estado que também tem forte presença de imigrantes do Nordeste. O produtor cultural Cléverton de Jesus Silva, servidor experiente na Casa do Cantador, conta que feiras como essa costumavam receber mais gente de todo o país. Acha difícil fazer uma previsão de quanta gente o Festival deve levar a Ceilândia. “Esse público diminuiu muito, em parte porque ficou idoso, em parte porque houve pouca renovação”, arrisca-se a explicar.

Comida regional
O Festival traz também a rica culinária nordestina, como a de dona Niusa Ana da Conceição, natural da Paraíba, participante da Feira da Guariroba, na Ceilândia Sul. Ela vai levar comida típica para a festa, como buchada e sarapatel, mas, também, baião de dois, carne de panela, carne assada e uma diversidade de caldos – mocotó, galinha, vaca atolada… As porções saem a R$ 15; os caldos, a R$5. “Tudo baratinho, sou contra exploração”, diz em seu pregão de feirante há 48 anos no DF.

Serviço:
Desafio do Repente
Casa do Cantador, QNN 32, Ceilândia Sul.
Dia 8 de fevereiro, a partir das 19h.
Entrada franca.
Mais informações pelo telefone (61) 3378-5067.

Paco Britto participa de reabertura do anfiteatro no Parque da Cidade

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Espetáculo “As Quatro Estações” consumiu um ano de trabalho do Centro Cultural Dançar é Arte | Foto: Lúcio Bernado Jr. / Agência Brasília

Evento de dança, que tem vice-primeira-dama Ana Paula como madrinha, é o primeiro espetáculo apresentado à comunidade no espaço depois de 30 anos

Por Lívio de Araújo
O vice-governador Paco Britto prestigiou, na noite deste sábado (1º/2), no anfiteatro do Pavilhão do Parque da Cidade Sarah Kubitschek, o espetáculo “As Quatro Estações”, dirigido pela bailarina Kátia Moraes. A peça foi resultado do trabalho de um ano do Centro Cultural Dançar é Arte, que ganhou, além dos aplausos de um público de centenas de pessoas, uma madrinha: a vice-primeira-dama do DF, Ana Paula Holf.
Criado e coordenado por Kátia, o Dançar é Arte já levou, em 20 anos de existência, a dança para a vida de mais de 800 crianças e jovens de várias comunidades carentes do DF, como varjão, Paranoá, Estrutural, Recanto das Emas e Planaltina. Atualmente, a lista de espera para conseguir uma vaga no projeto é de mais de 2 mil crianças.

Paco e Ana Paula assistiram e aplaudiram as 150 crianças que se apresentaram ao lado dos administradores do Parque da Cidade, Silvério Rodrigues, e do Lago Norte, Marcelo Ferreira, e da deputada distrital Júlia Lucy. “O governo Ibaneis entrega hoje, depois de 30 anos fechado, este anfiteatro à população. Espero que o espaço possa fomentar a arte e a cultura da nossa cidade”, declarou o vice-governador, antes do início do espetáculo.

Ao final de mais de uma hora de apresentação e 20 coreografias, a vice-primeira-dama agradeceu ao convite para amadrinhar o projeto. “É uma honra e uma alegria muito grande, contem comigo.”

Tanto Ana Paula quanto Paco foram agraciados por uma Menção de Gratidão entregue pela bailarina e coordenadora do projeto. “Quero continuar, agora com a ajuda da nossa madrinha, a cuidar das crianças para que possamos ter, realmente, futuros promissores no país”, disse Kátia.

Orgulhosos também estavam os pais e familiares das crianças que lotaram o anfiteatro. “Só tenho a agradecer por minha filha estar no projeto. Que espetáculo maravilhoso!”, disse, orgulhosa, a dona de casa Odália Teixeira, mãe da pequena Maria Eduarda, de 8 anos, que há um ano participa do Dançar é Arte no Varjão.

O discurso foi endossado por Alexandre Meschik, pai de Joyce, de 13 anos, que há dois anos faz parte da turma de dança do Recanto das Emas. “Muda tudo na vida dessas crianças. Muda dentro de casa, muda na escola, muda tudo”, testemunhou.

Novidades no parque

Paco Britto aproveitou o evento para anunciar que o Parque da Cidade ganhará um presente no aniversário de 60 anos da cidade.

“Um empresário da cidade, que paga seus impostos e contribui bastante para o desenvolvimento do Distrito Federal, nos dará de presente a reforma de todos os banheiros e churrasqueiras do Parque”, antecipou. “Agora é preciso cuidar do que vamos receber novinho”, completou o vice-governador.

Dançar é Arte

Projeto social coordenado pela bailarina Kátia Moraes há 20 anos, o Dançar é Arte abre vagas para crianças e jovens de comunidades menos favorecidas do DF para aulas de dança. Ao final de cada ano, os alunos se apresentam em espetáculos gratuitos para pais, familiares e público em geral.

O trabalho de Kátia e de diversos professores é voluntário e o centro cultural é mantido com a venda de pizzas e do artesanato feito pela própria bailarina. O projeto já enviou dois bailarinos para o Bolshoi Ballet, um dos mais importantes do mundo, e contará com um professor do grupo russo na nova turma que está iniciando.

Congresso inicia ano com 27 medidas provisórias na fila

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Dez delas já trancam a pauta de votações

Por Karine Melo 

Com o início dos trabalhos legislativos nesta segunda-feira (3), Câmara e Senado começam 2020 com 27 medidas provisórias (MPs) para análise. Desse total, dez já trancam a pauta de votações e até o final de fevereiro outras cinco vão aumentar essa fila.

A MP 894/2019, que institui uma pensão mensal vitalícia no valor de um salário mínimo para crianças com síndrome causada pelo Zika vírus, é a primeira da fila. O texto foi aprovado em dezembro pelos deputados e deve passar facilmente pelos senadores. O relator da MP, senador Izalci Lucas (PSDB-DF), estendeu a medida para todas as crianças afetadas que tenham nascido até o fim de 2019.

Fim do prazo

Sem chances de avançar, porquê perdem a validade em 16 de fevereiro, estão outras duas MPs. Uma delas, a 895/2019, cria a carteira estudantil em formato digital. O documento é gratuito para todos os estudantes, mediante cadastro em aplicativo de celular que será vinculado a um banco de dados do Ministério da Educação.

A outra é a MP 896/19, a proposta desobriga órgãos da União, estados, Distrito Federal e municípios de publicar documentos relativos a licitações em jornais de grande circulação — bastaria o anúncio em site oficial e no Diário Oficial da União. No mês seguinte à sua publicação, após um questionamento da Rede Sustentabilidade, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a MP.

Nos dois casos, nem a comissão mista  instalada – primeira fase de tramitação antes de seguir para Câmara e Senado – essas MPs tiveram.

Urgências

Entre as MPs que tramitam em regime de urgência, com prioridade na fila de votações, está a MP que cria a 13ª parcela do Bolsa Família (MP 898/2019). O texto ainda precisa ser votado na comissão mista, mas já tem relatório favorável, do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O texto previa apenas o pagamento extra no ano de 2019, mas o relatório de Randolfe tornou permanente a parcela adicional. Outra novidade sugerida pelo relator diz respeito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) que também passa a contar com um 13º.

“O BPC tem por objetivo amparar pessoas à margem da sociedade e que não podem prover seu sustento. [Conceder o 13º visa] corrigir essa desigualdade, para garantir a isonomia entre esses beneficiários e os demais do INSS, que já recebem a renda extra no mês de dezembro de cada ano”, ressalta Randolfe.

Também com discussão mais avançada, estão as MPs 897/2019 que trata de crédito rural e a 901/2019, que transfere terras da União para Amapá e Roraima. As duas já foram aprovadas pelas suas comissões mistas e agora aguardam análise dos deputados.

Mega-sena acumula e pode pagar R$ 80 milhões na próxima quarta-feira

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Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 2.230 da Mega-Sena sorteadas neste sábado (1º), no Espaço Loterias Caixa, em São Paulo. O prêmio para o próximo sorteio, que ocorrerá na quarta-feira (5), está estimado em R$ 80 milhões.

Os números sorteados foram 07, 17, 26, 39, 56 e 60.

Já a quina teve 75 apostas vencedoras que vão receber, cada um, R$ 61.137. A quadra teve 6.440 apostas vencedoras e paga o prêmio de R$ 1.017.

As apostas para o próximo concurso da Mega-Sena podem ser feitas até as 19h de quarta-feira. Um jogo simples, de seis números, custa R$ 4,50. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de faturar o prêmio mais cobiçado do país.

Entrevista Fernando Leite || ‘Feira Legal vai modernizar dez espaços em 2020’

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Fernando Leite (Foto Acácio Pinheiro)

Secretário de Cidades explica o planejamento elaborado para o programa Feira Legal, lançado pelo governador Ibaneis Rocha

Por Jéssica Antunes

Por trás de um grande programa, há planejamento. Os esforços para pôr em prática a modernização e a padronização de todas as 38 feiras do Distrito Federal seguem em ritmo acelerado. Em fase de elaboração de projetos, o programa Feira Legal, lançado em setembro de 2019 pelo governador Ibaneis Rocha, tem como meta levar obras para dez unidades da capital ainda neste ano. O objetivo é fortalecer os espaços com tecnologia, segurança jurídica e desenvolvimento econômico. Em entrevista à Agência Brasília, o secretário das Cidades, Fernando Leite, explica o planejamento e as estratégias da iniciativa. A pasta coordena todas as ações para melhorar a “praia do brasiliense”, como costuma dizer o chefe do Executivo. 

Qual é o objetivo do Feira Legal? 

O Feira Legal é um projeto de inspiração do governador Ibaneis, que assumiu o compromisso com o universo de 20 mil feirantes do DF ainda em campanha. Ao longo do tempo, as feiras foram se deteriorando. Com isso, se afastaram do principal cliente e o ambiente de negócio piorou. O nosso grande objetivo é, em primeiro lugar, transformar a feira em um ambiente para a família brasiliense; em segundo, melhorar o ambiente de negócios, dando condições, melhorando as instalações.

“O nosso grande objetivo é, em primeiro lugar, transformar a feira em um ambiente para a família brasiliense; em segundo, melhorar o ambiente de negócios”

Qual é o planejamento para 2020? 

O governador estabeleceu que quer recuperar dez feiras. Para isso, nossa equipe está trabalhando em duas frentes paralelas: da legalização, no aspecto fundiário e de ocupação; e de elaboração do termo de referência, para contratação dos projetos e obras nessas primeiras unidades.

Quais são essas dez primeiras e como elas foram escolhidas? 

São as feiras da Torre de TV, de Sobradinho, do Gama, do Núcleo Bandeirante, de Planaltina, da Guariroba, a Central de Ceilândia, do Guará, do Cruzeiro e de São Sebastião. Elas foram escolhidas em função de uma observação crítica do próprio governador, principalmente porque estão mais degradadas, e também devido à sua importância.

Essas intervenções ocorrerão ao mesmo tempo ou uma por vez? Qual é a estratégia? 

A estratégia, primeiro, é concluir o trabalho das duas comissões, de legalização e dos projetos. Os projetos já foram contratados e iniciados pela Novacap [Companhia Urbanizadora da Nova Capital]. Se tivermos recursos suficientes, vamos tocar todas ao mesmo tempo. Se não, vamos definir um critério para elaborar um cronograma de obras. O objetivo é fazer as dez feiras ainda neste ano. Esta é a meta estabelecida pelo governador Ibaneis.

Qual é o modelo de padronização? O que deve ser feito nas feiras com base no programa? 

Nós estabelecemos critérios. O primeiro é segurança: todas as feiras têm que ter uma preocupação rigorosa. Para isso, teremos inovações tecnológicas, como câmeras de identificação facial. Depois, vem a questão da acessibilidade, para atender a todas as exigências legais.  As feiras têm que ser modernas, com wi-fi, sistema de som, um espaço reservado para resgatar manifestações culturais. Também vamos renovar as instalações para os feirantes, deixando corredores livres para facilitar o trânsito das pessoas. Para isso, criaremos um espaço, como se fosse uma sobreloja, para ser depósito e cozinha dos restaurantes. No critério de sustentabilidade, teremos captação de água da chuva e placas fotovoltaicas, o que reduzirá o custo das contas de água e energia elétrica. O plano é fazer estacionamentos iluminados e praça de alimentação em todas as feiras.

É possível estimar o custo de cada uma dessas reformas agora? 

Não. Estamos desenvolvendo projetos para todas as feiras, para incluir todas as obras. Com os projetos em mãos, esperamos que até maio possamos dar início à contratação de obras para que até o fim do ano tenhamos atendido a essa determinação do governador Ibaneis.

De onde virá a verba? 

Toda a verba será recurso do Tesouro do GDF. Assim que definir o orçamento de todas as feiras, teremos um cronograma. Vamos levar essas reformas a todas as 38 feiras da capital. O governador disse, com muita propriedade, que as feiras são “as praias do brasiliense”. Queremos que continuem sendo, mas melhores, porque tem que ter também um melhor ambiente de negócio para que o feirante também tenha resultado financeiro da sua exploração.

“O governador disse, com muita propriedade, que as feiras são ‘as praias do brasiliense’. Queremos que continuem sendo, mas melhores”

É preciso interesse dos feirantes para aderirem ao processo de regularização. Na sua avaliação, esse interesse existe? Quais as estratégias para desenvolver políticas que incentivem isso?

Nós temos conversado permanentemente com os feirantes e temos uma parceria fundamental com o BRB, que é o grande motor dessa transformação. No momento, o banco desenvolve, junto à Secretaria das Cidades, um pacote de medidas para modernizar o relacionamento.

Como preservar as ações realizadas em parceria com o banco e outros órgãos para que sejam como política de Estado e permanentes? 

Esse projeto é uma plataforma com atuação de diversas frentes além da Secretaria das Cidades e do BRB. A Secretaria da Segurança Pública desenvolve modelo de segurança eficiente; a Novacap, com a elaboração de projetos, [atua em] reforma e manutenção. Empresas como CEB e Caesb cuidarão da individualização do abastecimento. A Secretaria do Turismo trabalha para que a feira seja ambiente de incentivo. A Secretaria da Agricultura vai criar mecanismos para levar o produtor rural diretamente para fornecer produtos. A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação vai levar modernizações.

Paco Britto e família participam de missa em homenagem a Dom Bosco

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Padre Jonathan Alex, também reitor do santuário, fez questão de ressaltar o papel dos governantes | Foto: Vinícius de Melo / Agência Brasília

Ao lado da esposa e filhos, vice-governador recebeu sermão que enfatizou necessidade de governantes “fazerem o bem”

Por Lívio de Araújo

O vice-governador Paco Britto participou, na noite desta sexta-feira (31), da missa celebrada no Santuário Dom Bosco em homenagem ao dia do santo padroeiro de Brasília. Ao lado da esposa Ana Paula e dos três filhos – Flávio, Catarina e Cristiano –, ele se emocionou com a celebração. Durante o ritual, a família Britto participou da procissão de ofertório.

Durante todo o dia, as quatro missas realizadas na igreja reuniu milhares de fiéis – principalmente os jovens, população que Dom Bosco defendeu durante toda a sua vida. Na última celebração, que começou às 19h30, o padre Jonathan Alex, também reitor do santuário, fez questão de ressaltar em seu sermão o papel dos governantes e o cuidado que devem ter com a cidade sonhada por Dom Bosco.

“Só é possível governar para uma sociedade quando fazemos o bem. Durante a nossa novena pedimos muito por uma cidade capaz de acolher os nossos jovens”, enfatizou o celebrante.

Em uma das partes da missa que antecede a Liturgia Eucarística – considerada a hora mais importante da celebração –, o vice-governador, sua esposa e filhos levaram até o padre Jonathan os símbolos católicos do sangue e corpo de Jesus Cristo, a serem consagrados pelo celebrante. Ao final da missa, o reitor do santuário abençoou os presentes e pediu muitas bênçãos de Dom Bosco ao Distrito Federal.

Sonho de Dom Bosco

Em agosto de 1883, Dom Bosco sonhou que fazia uma viagem à América do Sul,  continente que jamais visitou. No sonho, ele passou por várias terras e, ao chegar à região entre os paralelos 15° e 20°, viu um local especial, próximo a um lago – onde, nas palavras de um anjo que o acompanhava em sua visão, apareceria “a terra prometida”, região de “uma riqueza inconcebível” e de onde jorraria “leite e mel”. Setenta e sete anos depois do sonho Brasília viria a ser inaugurada, exatamente dentro do intervalo de coordenadas geográficas mencionado na visão de Dom Bosco.

João Belchior Bosco nasceu em 15 de agosto de 1815, na Itália. Foi ordenado sacerdote em 1841, aos 26 anos. Foi um homem dedicado aos jovens, principalmente aos pobres e abandonados. Por esta razão passou a ser proclamado “Pai e Mestre da Juventude”.

Dom Bosco faleceu em 31 de janeiro de 1888, aos 72 anos, na cidade italiana de Turim. Foi canonizado pelo Papa Pio XI em 1934.

Inscrições para o Prouni terminam neste sábado

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Estudantes têm até as 23h59 para entrar no site do programa

 

Terminam neste sábado (1º) as inscrições para o Programa Universidade para Todos (Prouni). Estudantes de todo o país têm até as 23h59 garantir sua inscrição. Neste semestre, serão oferecidas 251.139 bolsas.

O ProUni oferta bolsas de estudo integrais (100%) ou de 50% a estudantes de cursos de graduação e de cursos sequenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior. O programa tem dois critérios de avaliação: desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e renda.

O programa é voltado para estudantes egressos do ensino médio da rede pública ou da rede particular na condição de bolsistas integrais. A iniciativa tem sistema informatizado e impessoal para garantir transparência e segurança no processo.

Regras

Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. Para as bolsas parciais (50%), a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

Podem se inscrever no Prouni o estudante que não tenha diploma de curso superior e que tenha participado do Enem mais recente com, no mínimo, 450 pontos de média das notas. Além disso, o estudante não pode ter tirado zero na redação.

Ceilândia: ano letivo começa com mais da metade das escolas reformada

Sala nova em folha: apenas as cadeiras estão de pernas para o ar na Escola Classe 29 | Paulo H. Carvalho / Agência Brasília

Muitas delas sequer tinham passado por grandes reestruturações desde que foram construídas

Por Hédio Ferreira Júnior

É tanto forro novo para ser colocado, telha sendo trocada, banheiros reformados e pisos totalmente substituídos que as obras nas escolas públicas de Ceilândia ainda estão a pleno vapor no início do ano letivo. Em 3 de fevereiro chegam os professores para a definição e escolhas das turmas, mas só uma semana depois disso é que milhares de estudantes voltam às aulas no Distrito Federal. Encontrarão as unidades de ensino em ordem e revitalizadas.

Na região administrativa mais populosa do DF, 50 das 97 escolas estão passando por manutenção. Além das reformas já mencionadas, várias unidades de ensino estão sendo pintadas, tiveram a rede elétrica renovada e os encanamentos trocados. Rampas de acessibilidade também estão sendo construídas em algumas delas. Os trabalhos, retardados pelo período de chuvas, seguem aceleradamente.

“Os alunos chegam com outro astral. E nós, professores e coordenadores, trabalhamos com muito mais disposição”Neusa Araujo, diretora da Escola Classe 50

Na Escola Classe (EC) 50, a diretora Neusa Araujo Corrêa conta nunca ter visto tantas mudanças na estrutura da unidade de ensino, onde trabalha há 22 anos – desde 2016 na coordenação. O piso, antes todo irregular, agora está uniforme, feito em granitina. A rampa de acesso improvisada pelos pais agora é em alvenaria e facilitará a locomoção de dois alunos e uma mãe cadeirante que frequentam a escola. Por lá a quadra também foi pintada, além das paredes e portões, que ganharam cores novas.

“Os alunos chegam com outro astral. E nós, professores e coordenadores, trabalhamos com muito mais disposição”, comemora Neusa. De acordo com informações da Regional de Ensino de Ceilândia, a unidade tinha uma das piores estruturas da região.

“As unidades de ensino de Ceilândia viraram canteiros de obras durante as férias. São muitas mudanças promovidas, o que vai melhorar as condições de estudo dos alunos e a de trabalho dos professores”, afirma o diretor da regional, Marcos Antônio de Sousa.

Primeira reforma

Muitas obras foram iniciadas em janeiro, após o recesso escolar e as festas de final de ano, e algumas de maior proporção continuarão após o início das aulas. É o caso da EC 52. Todos os quatro blocos da unidade de ensino terão as placas de concreto substituídas pela granitina. Já o material retirado será reaproveitado no estacionamento.

Os telhados receberão placas de PVC para conter o calor, as estruturas elétrica e hidráulica serão renovadas e toda as paredes pintadas. Em 40 anos de construção, é a primeira vez que a unidade é reformada.

O diretor Carlos Henrique Castro e seu vice, Antônio Eliseu de Oliveira, vão se reunir logo nos primeiros dias de aula com os pais dos alunos. “Vamos explicar a eles a magnitude e importância dessa reforma e pedir para que tenham paciência neste primeiro semestre, período previsto de conclusão”, avisa Castro. “Não queremos remover os estudantes para outro local nesse período, o que seria um transtorno para todos eles.”

Tudo pronto

Na EC 12 já está quase tudo pronto para receber os alunos. O telhado sem forro que deixa abafado parte do pátio está prestes a virar coisa do passado. As placas de PVC já estão prontas para serem instaladas e o piso foi trocado, assim como a estrutura elétrica.

Já na EC 29 os alunos devem ter uma surpresa. Com pintura nova e banheiros reformados, a diretora Adriana Teirxeira de Araújo comemora o fim das goteiras que por anos molhavam as salas de aula. “Isso aqui mudou demais. Estou na escola desde 2000 e só agora vejo tantas melhorias”, alegra-se.

Os recursos das reformas promovidas pelo GDF nas escolas de Ceilândia fazem parte da manutenção prevista pela regional de ensino e de repasses do Programa de Descentralização Financeira e Orçamentária (Pdaf). Outra parte vem de emendas parlamentares da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

Trânsito no viaduto da EPTG/EPCT será alterado segunda e terça-feira

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Motoristas devem ficar atentos aos desvios e alças interditadas para execução de serviços de recapeamento

Em função da fase final dos serviços de pavimentação do alargamento do viaduto da Estrada Parque Taguatinga-Guará (EPTG) com a Estrada Parque Contorno (EPTC), o trânsito no local sofrerá algumas alterações nas próximas segunda (3) e terça-feiras para recapeamento de quatro faixas da EPTG. Os serviços serão realizados das 9h às 18h e os motoristas que circulam pela região devem ficar atentos a desvios e interdições.

Na segunda-feira, as equipes irão atuar no recapeamento de duas faixas da via EPTG, no sentido Taguatinga/Plano Piloto. Um desvio de 200 metros, na altura do tabuleiro do viaduto, será criado para que o trânsito tenha fluidez em três faixas, sem prejuízo aos condutores. Além disso, as alças do viaduto, para quem circula nesse sentido da EPTG, serão totalmente interditadas.

Já na terça-feira (04), a mesma logística de trânsito será aplicada aos veículos que circulam pela EPTG no sentido Plano Piloto/Taguatinga. Será criado um desvio de 200 metros com três faixas, e outras duas alças do viaduto serão interditadas para recapeamento das duas faixas restantes da EPTG.

“Recomendamos aos motoristas atenção total com os desvios e interdições. Tudo estará sinalizado para que o impacto seja o menor possível. Principalmente para aqueles que precisam utilizar as alças dos viadutos, recomendamos procurar alternativas para não serem pegos de surpresa”, recomenda o subsecretário de Acompanhamento e Fiscalização de Obras, Ricardo Terenzi.

Saiba mais

Essencial para a mobilidade do trânsito próximo de Taguatinga, o alargamento do viaduto da EPTG com a EPTC está próximo de ser entregue à população local. Já em fase final, as obras se concentram, no momento, nos serviços de pavimentação.

“Tecnicamente não é recomendada a execução de pavimentação asfáltica em piso molhado. Isso porque a massa asfáltica que utilizamos nesse tipo de serviço precisa ser trabalhada a uma temperatura de 180 graus”, explica o secretário de Obras, Luciano Carvalho. “Para que consigamos dar continuidade ao trabalho precisamos de, pelo menos, dois dias de estiagem”, complementa.

A obra do alargamento do viaduto da EPTG e da EPCT foi retomada nesta gestão. Os viadutos foram unificados e, agora, contam com 41,8 metros de largura com 11 faixas, entre 3,5 e 4,0 metros, para circulação de veículos, sendo cinco faixas no sentido Plano Piloto e quatro faixas no sentido Taguatinga, além de duas faixas centrais para ônibus com largura de quatro metros. As obras custaram R$ 5,1 milhões.

* Com informações da Secretaria de Obras

Aneel define que conta de luz não terá cobrança extra em fevereiro

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Por André Richter

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta (31) que a bandeira tarifária no mês de fevereiro será verde, ou seja, não haverá custo extra na conta de luz para os consumidores. Segundo a agência, o mês deverá ser chuvoso nas áreas onde estão localizados os principais reservatórios das hidrelétricas e o custo de geração de energia será menor. Dessa forma, não haverá necessidade de acionamento das usinas termoelétricas, que custam mais para gerar energia.

Criado pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês) e o preço da energia (PLD).

As bandeiras tarifárias funcionam da seguinte maneira. As cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração, sendo a bandeira vermelha a que tem um custo maior e a verde, o menor.

Os recursos pagos pelos consumidores vão para uma conta específica e depois são repassados às distribuidoras de energia para compensar o custo extra da produção de energia em períodos de seca.