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Novo mutirão de limpeza no combate à dengue

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Drones, caminhões, tratores, roçadeiras e cercas são usados no trabalho | Foto: Terracap / Divulgação

Ação cobrirá 11 áreas do DF com foco em lotes suscetíveis à multiplicação do Aedes aegypti

A Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) lança a edição 2020 do “Mutirão lote limpo – Terracap no combate à dengue”, com trabalho concentrado até maio. Desta vez as regiões priorizadas são Águas Claras, Ceilândia, Guará, Jardim Botânico, Lago Norte/Taquari, Planaltina, Samambaia, Sobradinho, Vila Planalto e Vila Telebrasília. O principal objetivo da ação é evitar a multiplicação do Aedes aegypti por meio de desmatamento, roçagem e retirada de entulhos de lotes de propriedade da empresa pública.

Dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal mostram que, apenas em janeiro deste ano, foram registrados 1.296 casos prováveis de dengue em moradores do DF. Em comparação ao mesmo período de 2019, houve aumento devido à maior incidência de chuvas, fator que tende a propiciar o desenvolvimento da larva do mosquito.

2 mil lotesforam limpos no mutirão de 2019

Diante dos números preocupantes, o governador Ibaneis Rocha assinou, em 24 de janeiro, decreto que declara situação de emergência por 180 dias na saúde do Distrito Federal. O documento apontou o “risco de epidemia de dengue, potencial epidemia de febre amarela e a possível introdução dos vírus zika e chikungunya” no Distrito Federal.

“A Terracap, como empresa pública, está integrada ao esforço concentrado do GDF para minimizar a incidência dessa grave doença que ameaça a nossa população”, diz o diretor de Regularização Social e Desenvolvimento Econômico, Leonardo Mundim. Ele explica ainda que “a roçagem será feita em diversas regiões administrativas, mas a população também poderá solicitar o serviço para lotes específicos da Terracap, por meio da Ouvidoria”.

Somente em 2019 foram limpos aproximadamente 2 mil lotes no período da campanha. Do começo deste ano até agora, mais de 400 lotes já receberam a assistência. Ainda há a previsão para outros 1,7 mil.

As ferramentas utilizadas para o trabalho são drones, caminhões, tratores, roçadeiras e cercas (arames e estacas), entre outras. Trabalhadores e colaboradores utilizam coletes com a logo da Terracap para facilitar a identificação, e também recebem orientações e repelente de mosquitos para proteção pessoal.

É importante ressaltar que o combate à dengue deve ser um esforço coletivo. Lembre-se: é preciso evitar água parada. Por isso, tampe baldes, caixas d’água e tonéis, deixe garrafas viradas para baixo e mantenha lixeiras sempre tampadas; coloque areia nos pratos de vasos de plantas; mantenha ralos e calhas sempre limpos; use repelente.

Para entrar em contato com a Ouvidoria, ligue 162, acesse www.ouv.df.gov.br ou envie e-mail (ouvidoria@terracap.df.gov.br). É necessário ter em mãos o endereço correto do lote em questão, para que a Terracap possa atender ao pedido de limpeza no local indicado.

Bolsonaro retira competências do ministro da Economia sobre orçamento

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O presidente Jair Bolsonaro conversa com turistas no Palácio da Alvorada.

Decisão está publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União

Por Kelly Oliveira

O presidente Jair Bolsonaro retirou a competência delegada ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para a prática de atos de administração do Orçamento, por tempo indeterminado.

decisão foi publicada na edição desta terça-feira (3) do Diário Oficial da União.

“Considerando o disposto no Art. 84, Caput, Inciso II, da Constituição, tendo em vista o disposto no Art. 56 da Lei nº 13.898, de 11 de novembro de 2019, e diante da necessidade de avaliação do alcance e da aplicabilidade da impositividade do Orçamento, a que se referem os § 10 e § 11 do Art. 165 da Constituição, no âmbito da legislação federal, determino ao ministro de Estado da Economia que não exerça a competência delegada de que trata o Decreto nº 10.202, de 15 de janeiro de 2020, por prazo indeterminado”, diz o despacho do presidente.

O decreto delega competências para o ministro, como a abertura de créditos suplementares, reabertura de créditos especiais ou extraordinários e remanejamento de das dotações orçamentárias.

Orçamento impositivo

Nesta tarde, senadores e deputados, reunidos em sessão conjunta, devem votar o veto do presidente Jair Bolsonaro ao Orçamento Impositivo, que torna obrigatória a execução das emendas indicadas pelo relator-geral do Orçamento no Congresso.

Em dezembro, Bolsonaro sancionou a Lei 13.957 de 2019, com mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias, mas barrou o dispositivo que dava prazo de 90 dias para o Poder Executivo executar as emendas ao Orçamento sugeridas pelos parlamentares. Com o veto, o Palácio do Planalto recuperou a prerrogativa de decidir o destino de R$ 30 bilhões em 2020.

Esclarecimentos do ministério

Em nota, o Ministério da Economia esclareceu que “a suspensão da competência para a prática dos atos de administração do Orçamento publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União é decorrente de um pedido do ministro Paulo Guedes, feito em 19 de fevereiro, ao presidente da República, Jair Bolsonaro”. “A solicitação para suspender os efeitos do Decreto nº 10.202 – de 15 de janeiro de 2020 – foi feita em razão das incertezas geradas pela mudança da legislação relacionada ao Orçamento Impositivo”, diz a nota.

O ministério acrescenta que, como nos anos anteriores, “o presidente da República havia delegado ao ministro essa competência que, na prática, autoriza o remanejamento de créditos orçamentários em situações específicas que não demandam nova aprovação de legislação pelo Congresso Nacional”. “Isso significa o poder para a abertura de créditos orçamentários autorizados na própria lei orçamentária, a alteração de grupos de natureza de despesa decorrentes de créditos extraordinários, a reabertura de créditos especiais ou extraordinários; e os remanejamentos orçamentários decorrentes de reestruturações em órgãos ou entidades da Administração Pública Federal e os relacionados às atividades de ciência, tecnologia e inovação.”

No entanto, acrescenta a nota do ministério, com a falta da regulamentação, as equipes técnicas ainda têm dúvidas sobre como o Orçamento Impositivo deve ser executado e se os instrumentos legais e administrativos atualmente existentes são suficientes para regular essa execução. Essas incertezas incluem até o exercício da competência transferida do presidente ao ministro pelo decreto ora suspenso”.

“Dessa forma, como exposto na solicitação à Presidência da República, era recomendável que os atos de alterações orçamentárias, especialmente de abertura de crédito autorizados na LOA [Lei Orçamentária Anual] 2020 e de reabertura de crédito especiais continuassem a ser editados pelo presidente da República até que essa matéria esteja devidamente regulamentada pelo Congresso Nacional”, finalizou o ministério.

População do DF com mais de 65 anos vai dobrar até 2030

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PNUD apresenta dados do Relatório de Desenvolvimento Humano para a Codeplan

Representantes do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) apresentaram, nesta terça-feira (3), dados do Relatório de Desenvolvimento Humano 2019 que podem auxiliar os empregados e pesquisadores da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) na elaboração de estudos e levantamentos para políticas regionais. Segundo o levantamento do PNUD, entre 2015 e 2030, o número de habitantes com mais de 65 anos vai dobrar. Até 2050, esta parcela da população vai representar 25% do total de moradores da capital.

Um dos elementos locais que chama a atenção é o envelhecimento populacional e a necessidade de políticas públicas para os idosos. A secretária-executiva de Planejamento da Secretaria de Economia do Distrito Federal, Adriane Lorentino, destacou a preocupação do governo com as políticas de longo prazo e um plano de desenvolvimento local. Pela primeira vez, uma gestão elabora estratégias que abrangem o período de 2019 a 2060.

“Nunca houve um plano de 41 anos. Nós estamos pensando nossa cidade para o centenário dela e estamos pensando em políticas integradas, não é mais possível pensar em situações sociais sem agregar a outras situações”, ressaltou.

Entre as possibilidades expostas pela Coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD Brasil, Betina Ferraz, e pelo Gerente de projetos da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD Brasil, Gabriel Vettorazzo, estão as ferramentas utilizadas pelo Programa para a captação minuciosa de dados.

“Nós temos a possibilidade de avaliar os aspectos do desenvolvimento humano de maneira global, mas também por municípios, que o IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) e até por bairros”, afirma Betina Ferraz.

O Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) firmaram um acordo público de compartilhamento de análises.

Central de perícia no Na Hora irá atender 600 pessoas por dia

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Parceria inédita entre os governos e federal e do DF, iniciativa começou a funcionar nesta terça-feira (3) para atender segurados do INSS

Por Ana Luiza Vinhote

Erikson Oliveira, 38 anos, tinha perícia médica agendada para às 11h20 desta terça-feira (3). Antes do horário previamente marcado, ele foi atendido no Na Hora Perícia Médica Federal do DF, inaugurado hoje no Setor Comercial Sul. Não é a primeira vez que ele precisou realizar o procedimento – mas, na última tentativa, esperou quatro horas para ser chamado.

“Em outros lugares, é muito lotado e temos que chegar com antecedência. E não temos garantia de sermos atendidos. Hoje foi rápido e o médico foi bem prestativo”, comenta o morador do Riacho Fundo. Uma parceria inédita entre governo local e federal possibilitou o atendimento rápido de Erikson, que tem uma hérnia umbilical e precisa passar pela perícia para conseguir voltar ao trabalho.

A expectativa, segundo o governador Ibaneis Rocha, é de atender 600 pessoas por dia com os 40 médicos nos 24 consultórios da unidade. “A união entre os governos vai agilizar o atendimento ao cidadão, não só na capital, mas como em todo o país. Espero que sejamos modelo para o Brasil, pois a ideia é levar esse serviços para outros estados”, ressaltou ele, durante o evento de inauguração do serviço.

O chefe do Executivo local destacou a importância de um ambiente seguro para que os peritos possam trabalhar e adequado para receber a comunidade. “É uma forma de desafogar o sofrimento das pessoas, principalmente aquelas mais carentes, e que agora vão ter o atendimento da forma adequada”, disse Ibaneis Rocha.

Redistribuição
Caso algum médico perito se ausente por doença, as perícias que ele deveria realizar podem ser redistribuídas entre os outros profissionais sem sobrecarregar nenhum deles ou reagendar a perícia do cidadão segurado.

A ideia é simplificar e dar conforto para a populaçãoGustavo Rocha, secretário de Justiça e Cidadania (Sejus)

Segundo Gustavo Rocha, secretário da Sejus, a medida será uma forma de diminuir o gargalo nas filas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “Estamos unindo a expertise do Na Hora com os peritos do governo federal para dar celeridade ao atendimento. A medida que ofertamos melhores condições de trabalho para os profissionais isso se reflete no atendimento à população”.

O subsecretário do Na Hora, Tiago Santana, explica que o local escolhido atenderá todas as necessidades desse público. “O prédio é na área central de Brasília, ao lado de uma estação do metrô. Preparamos o local em todos os pontos para receber as pessoas da melhor forma possível e com a acessibilidade necessária”, garante.


Serviço 

O Na Hora específico para perícia médica funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h

Local: Setor Comercial Sul, Quadra 4, Bloco A, Edifício Luiz Carlos Botelho

Falta de clareza de seguradoras irrita senadores do acidente da Chapecoense

A falta de informações claras sobre o não pagamento das indenizações gerou indignação entre os senadores da comissão parlamentar de inquérito (CPI) que trata da situação das vítimas do acidente com a equipe da Chapecoense e seus familiares. Em reunião nesta terça-feira (3), os parlamentares ouviram representantes das seguradoras responsáveis pela aeronave da empresa LaMia, que levava o time de futebol e caiu ao se aproximar do Aeroporto de Rio Negro, na Colômbia, em novembro de 2016, deixando 71 mortos.

O relator da CPI do Acidente da Chapecoense, senador Izalci Lucas (PSDB-DF), questionou se as empresas Aon Benfield Brasil Corretora de Resseguros Ltda e o Grupo Estratégica teriam agido em conjunto com a seguradora Bisa e a resseguradora Tokio Marine, de modo a favorecer a LaMia e garantir o recebimento de prêmios. Para o senador, essas instituições teriam se preocupado apenas com o retorno financeiro, deixando de lado a avaliação dos riscos.

O presidente do grupo Aon no Brasil, Marcelo Homburger, declarou que suas informações se limitam às notícias veiculadas na mídia. Ele negou conhecimento prévio de sua empresa sobre as operações da LaMia, inclusive sobre as viagens da empresa aérea pela América do Sul transportando equipes de futebol. Homburger também disse não haver envolvimento da Aon na alocação do seguro que daria cobertura ao acidente com o avião da Chapecoense. Isso porque, segundo afirmou, a corretora só teria jurisdição no Brasil.

— Essas informações não foram disponibilizadas para mim, por se tratar de uma operação realizada em outro país. Não temos nenhum detalhe, não temos acesso nem podemos avaliar isso — declarou.

O posicionamento de Marcelo Homburger provocou revolta entre os senadores. Izalci Lucas criticou a Aon, afirmando que a empresa tem sede em Londres, sabe da existência da CPI do Senado, “mas sequer se preocupou em enviar respostas”.

O presidente da CPI, senador Jorginho Mello (PL-SC), classificou a atitude do depoente “uma falta de consideração e respeito”. Ele observou que o interrogado não poderia mentir diante de uma comissão de inquérito, por estar sob juramento. E adiantou que vai propor a convocação do presidente da Aon na Inglaterra, já que Marcelo Homburger alegou não saber de nada.

Indignação

As seguradoras estão sendo processadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por meio das subsidiárias no Brasil, tanto pela responsabilidade contratual nos seguros firmados quanto pela responsabilidade extracontratual. O pedido inicial é de uma condenação global de US$ 300 milhões para custear as indenizações de todas as famílias vitimadas pelo acidente, já que esse é o valor previsto na apólice inicial da LaMia.

Assim como o presidente da Aon, o presidente da Tokio Marine, José Adalberto Ferrara, também negou à CPI ter conhecimentos sobre o não pagamento das apólices. Ele disse que a empresa tem consciência de suas responsabilidades, mas ressaltou que a seguradora não assumirá compromissos referentes às indenizações.

— Não atuamos com aeronaves de carreira, nem aviões fretados. Trabalhamos com seguro específico para aviação, assim como o DPVAT é para carros. A Tokio Marine não tem qualquer ingerência sobre o seguro contratado na Bolívia e não tem qualquer relação com o seguro em questão — defendeu.

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) garantiu que as respostas inerentes a todos os questionamentos sobre o acidente, bem como a apuração de responsabilidades e os motivos para a falta do pagamento das indenizações, serão alcançadas pela CPI. A senadora Leila Barros (PSB-DF) também criticou a omissão de respostas. Ela ressaltou, no entanto, que os parlamentares não descansarão enquanto não identificarem e punirem os culpados pela tragédia e pela falta de pagamento das apólices.

— Essa impunidade, essa injustiça, esse absurdo descaso não vai ficar assim. Não vamos descansar enquanto essas famílias não forem indenizadas e, se for o caso, colocarmos pessoas na cadeia. As pessoas que erraram e estão se omitindo em trazer respostas não vão ficar assim. Vamos trabalhar de forma veemente para buscar a verdade, e ela existe — disse Leila.

Audiência

Na segunda parte da reunião, a CPI promoveu audiência pública para ouvir o superintendente de Padrões Operacionais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), João Souza Dias Garcia. Ele respondeu a diversos questionamentos de Izalci Lucas. Entre eles, sobre o fato de, em 11 de outubro de 2016, a equipe da Chapecoense ter solicitado à Anac autorização para embarque numa aeronave da LaMia em Belo Horizonte (MG), com destino a Barranquilla, na Colômbia. Diante da negativa da agência, segundo Izalci, a LaMia alugou um avião que levou o time até Corumbá (MS), de onde a equipe cruzou a fronteira por meio de um ônibus, para embarcar em voo da própria LaMia até o destino final.

Izalci quis saber por que o voo foi efetuado se, de acordo o processo, a negativa da Anac se deu pela obrigatoriedade legislativa de uma empresa aérea só poder operar voos internacionais se pertencer ao país de origem ou de destino. Garcia explicou que o Brasil pode firmar acordos específicos permitindo o transporte de brasileiros para outros países em aviões originados de países terceiros. Ele observou, no entanto, que essa medida só pode ocorrer mediante acordos internacionais de liberdade do ar.

Os senadores também ouviram o coordenador de Regulação da Superintendência de Seguros Privados (Susep), César da Rocha Neves, que falou sobre o pagamento dos seguros. Segundo ele, as ações envolvendo a Aon Corretora e a Tokio Marine são supervisionadas pelo governo brasileiro, já que essas empresas têm representação no país. Ele informou que a Susep está avaliando a solvência dessas seguradoras e lembrou que elas estão sob o chamado “risco de imagem” (quando a opinião pública sobre uma empresa é negativa) na ação envolvendo a LaMia.

— Quando os contratos deixam de ser cumpridos em função desse risco de imagem, a Susep atua e solicita que essa seguradora aporte capital dos acionistas, de modo a resguardar os outros seguradores brasileiros. A Susep não pode obrigar a pagar. O que ela faz é emitir parecer, mas essa decisão cabe ao Judiciário — esclareceu.

Conectado ao Poder na TV com os deputados Rafael Prudente e Hermeto

O programa Conectado ao Poder estreou nesta segunda (02), na TV União Brasília, canal 11.1, TV aberta. A estreia contou com a presença do presidente da Câmara Legislativa deputado distrital Rafael Prudente e o presidente da Comissão de Assuntos Fundiários deputado distrital Hermeto.

O Conectado ao Poder na TV vai ao ar, ao vivo, de segunda à sexta, das 19h às 20h. Ancorado por Sandro Gianelli com reportagens de Jair Henderson e comentários do cientista político Rodrigo Mercuccio.

Diariamente os telespectadores acompanharão notícias, informações, comentários e opiniões, além das entrevistas. Os telespectadores poderão participar ao vivo pelo WhatsApp (61) 98194-0225 com transmissão ao vivo no site da TV União Brasília e em facebook.com/sandrogianelli01.

Histórico

O Programa Conectado ao Poder está no ar desde 2014. Começou na Rádio Federal (Web), em 2015 estreou na Rádio OK FM, em 2018 passou para a Rádio Metrópoles em 104,1 FM. Ao longo de 6 anos foram mais de 1.000 entrevistados. Atualmente está no ar no rádio, aos sábados, das 7h às 9h, na Rádio Metrópoles.

Entrevistas

Para marcar uma entrevista entre em contato com Sandro Gianelli pelo (61) 98406-8683 ou pelo e-mail sandrogianelli@hotmail.com

Confira o programa de estreia:

https://www.facebook.com/sandrogianelli01/videos/2636351163160738/

Estão abertas inscrições para o MedioTec

A preferência é para alunos de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família. Foto: Tiago Oliveira, Ascom/SEEDF

Ao todo, serão 310 vagas para a rede pública de ensino. Dessas, 10% são para jovens com deficiências e em situação de vulnerabilidade ou risco social

Estão abertas até esta quinta-feira (5), as inscrições para os cursos técnicos presenciais do MedioTec do Programa Novos Caminhos (repactuação do Pronatec). O MedioTec é voltado para estudantes a partir do 2º ano do ensino médio da rede pública de ensino do Distrito Federal, com idade entre 15 e 19 anos.

A preferência é para alunos de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família. Além disso, das 310 vagas ofertadas, 10% são voltadas para jovens com deficiências, em situação de vulnerabilidade ou risco social (violência, medidas socioeducativas, em acolhimento institucional, dentre outras).

Os interessados devem comparecer às unidades em que os cursos serão realizados e apresentar declaração de escolaridade (original) e o RG (original e cópia).

Selecionados

A lista dos selecionados será disponibilizada no site da Secretaria de Educação a partir do dia 13 de março, e a confirmação da matrícula será nos dias 17 e 18 de março, na unidade escolar em que o estudante foi contemplado com a vaga.

Caso haja empate, será escolhido o candidato mais velho ou que morar mais próximo da escola em que o curso será ofertado.

Confira os detalhes dos cursos oferecidos:

Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail duvidasmediotec@gmail.com.

Farmácias de Alto Custo estendem horário de atendimento

Funcionamento será de segunda a sexta de 7h às 19h e aos sábados de 7h às 12h

A Secretaria de Saúde informa que as três Farmácias do Componente Especializado, chamadas também de Farmácia de Alto Custo, terão alteração no horário de funcionamento. A partir de agora, elas passarão a atender de segunda sexta-feira de 7h às 19h e aos sábados, de 7h às 12h.

As três farmácias – localizadas na Ceilândia, Asa Sul e Gama -, distribuem 245 tipos de medicamentos adquiridos tanto pela secretaria, quanto pelo Ministério da Saúde. Antes, o atendimento era de segunda a sexta, de 8h às 18h

Atendimento

Cerca de 1.350 pessoas são atendidas diariamente nas três Farmácias de Alto Custo. Em Ceilândia, são 600 atendimentos diários, na Asa Sul, 500, e no Gama 250 atendimentos.  Somente em Ceilândia, foram dispensados, em janeiro, 253.523 medicamentos de alto custo.

Secretaria de Educação do DF deve nomear 821 professores efetivos até sexta-feira

Os novos professores devem assumir até o fim de março e serão distribuídos para os locais onde há mais carências de docentes definitivos

O secretário de Educação, João Pedro Ferraz, enviou nesta segunda-feira (2) à Casa Civil minuta de decreto de publicação do cargo de efetivo de professor, nomeando 800 professores efetivos de 40 horas e mais 21 de 20 horas. O secretário espera que o decreto seja publicado no Diário Oficial do Distrito Federal até a próxima sexta-feira (6). Estes professores fizeram concurso em 2016. Eles devem assumir os cargos até o final deste mês.

“Agora vamos negociar com a Secretaria de Economia a nomeação de monitores, técnicos, sendo apoio e secretário escolar, e ainda de analistas de gestão educacional”, afirmou o secretário de Educação, João Pedro Ferraz, que fez o anúncio em reunião com o Sindicato dos Professores (Sinpro), com as comissões de aprovados no concurso de 2016 e representantes da Câmara Legislativa.

O processo de nomeação foi aprovado pela Secretaria de Economia. Publicado no Diário Oficial, as próximas etapas até a sala de aula serão publicadas no site da Secretaria, entre as quais estão exames médicos, verificação da documentação e a escolha das escolas onde vão dar aula. Eles vão dar aulas nos locais onde há maior carência de professores definitivos.

“Estas nomeações cumprem o compromisso do GDF com o programa Educação sem Carência, por intermédio do qual, até 2022, não teremos carência de nenhum profissional dentro de nossas escolas”, afirmou Kelly Bueno, subsecretária de Gestão de Pessoas da Secretaria de Educação. Há 4 anos este programa, que substitui o Carência Zero, mantém todas as escolas com professores.

No total, já foram nomeados 1.679 professores, desde a homologação do concurso, que previa 800 vagas. Cerca de 2.900 candidatos foram aprovados. A vigência do certame segue até setembro de 2021.

No início de 2019, a secretaria solicitou 1.200 nomeações. Em agosto do mesmo ano, apenas 200 foram autorizadas. Dessa forma, o Secretário de Educação, João Pedro Ferraz, passou a negociar diretamente com a Secretaria de Economia a viabilização de mais nomeações de professores.

Juiz decide que Adélio Bispo não pode continuar em presídio federal

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Caberá à Justiça de Minas decidir para onde Adélio será enviado

Por André Richter

O juiz Dalton Conrado, da Justiça Federal do Mato Grosso do Sul, determinou nesta segunda (2) a transferência de Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada contra o presidente Jair Bolsonaro em 2018. Pela decisão, Adélio não poderá continuar preso na Penitenciária Federal em Campo Grande (MS). Caberá à Justiça de Minas Gerais, onde o crime ocorreu, decidir para onde o agressor será levado. A transferência deverá ocorrer em até 30 dias.

Para o juiz, Adélio Bispo deve ficar em “local adequado” para tratamento psiquiátrico. “Adélio deverá ser internado em local apropriado ao cumprimento da medida de segurança, com estrutura, equipe técnica e medicamentos necessários ao tratamento da sua enfermidade mental”, decidiu o magistrado.

O pedido de transferência foi feito pela Defensoria Pública da União (DPU) e teve parecer favorável do Ministério Público Federal (MPF).

Em junho do ano passado, o juiz Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora (MG), absolveu Adélio Bispo pela facada. A decisão foi proferida após o processo criminal que o considerou inimputável por transtorno mental.

Na decisão, o magistrado decidiu também que ele deveria ficar internado em um manicômio judiciário por tempo indeterminado. No entanto, diante da periculosidade do acusado, Adélio permaneceu no presídio federal de Campo Grande, onde está preso desde o atentado. Bolsonaro foi esfaqueado por Adélio enquanto fazia campanha em Juiz de Fora no dia 6 de setembro de 2018.

Conforme denúncia feita pelo MPF e aceita pela Justiça, o acusado colocou em risco o regime democrático ao tentar interferir no resultado das eleições por meio do assassinato de um dos concorrentes na disputa presidencial.

A defesa de Adélio afirma que ele agiu sozinho e que o ataque foi apenas “fruto de uma mente atormentada e possivelmente desequilibrada” por conta de um problema mental.