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Covid-19: quase 250 mil testes foram feitos em três modalidades no DF

A testagem começou em 21 de abril e já detectou o coronavírus em 17.165 exames

Em três ações de testagem rápida para Covid-19, a Secretaria de Saúde já fez 249.197 testes para identificar o novo coronavírus (Sars-CoV-2). Na primeira modalidade, por drive-thru, dos 214.776 testes aplicados, o vírus foi identificado em 14.867. Na itinerante, dos 34.221 exames feitos, em 2.292 o resultado foi positivo. A terceira ação, iniciada na última segunda-feira (22), 213 feirantes foram avaliados pelas equipes de saúde da família e encaminhados para testagem nas unidades básicas de saúde (UBSs). Em seis exames à Covid-19 foi confirmada.

Os testes são seguros, aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e apresentam sensibilidade superior a 86% e especificidade superior a 95%. Além disso, possuem avaliação técnica satisfatória pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

O secretário de Saúde, Francisco Araújo, lembra que a realização de testes “é um instrumento importante tanto no combate à Covid-19, como na definição de estratégias para retomadas das atividades econômicas e sociais do Distrito Federal, de forma gradual e segura, como está sendo feita pelo governador Ibaneis Rocha”. Segundo o secretário, “a realização de testagens serve para tranquilizar a população e permite um combate a pandemia de forma mais eficiente e eficaz”.

Drives:

Nesta modalidade de testagem, que começou em 21 de abril, são disponibilizados dez pontos fixos em dez Regiões Administrativas para que a população com sintoma da Covid-19 possa fazer o teste. Independente da ação, o teste rápido deve ser feito a partir do sétimo dia dos sintomas da doença, pois é o período em que a detecção do vírus ocorre com mais precisão. Para fazer o exame, o cidadão deve agendar a data e horário no site teste.df.gov.br.

Na segunda-feira, 3.007 testes foram feitos nos pontos fixos. O drive-thru do Paranoá, que recebe a população da região de Saúde Leste (Paranoá, São Sebastião, Jardim Botânico, Jardins Mangueiral, Lago Sul e Itapoã), foi o que mais detectou a doença. Dos 284 testes aplicados, 127 foram positivos. Em São Sebastião, que também atende toda a região Leste, foram 111 detecções do vírus. Na unidade de Ceilândia, que também recebe moradores do Sol Nascente, 319 testes foram feitos com 108 confirmações do coronavírus.

Unidades Básicas:

Para aqueles que não residem nas regiões atendidas pelos drives, as 172 unidades básicas de saúde (UBSs) estão abertas e oferecem atendimento para casos suspeitos da Covid-19. São essas unidades que as pessoas com sintomas mais agravados devem procurar. Lá, os cidadãos serão atendidos, avaliados e possivelmente farão um exame.

A Secretaria de Saúde intensificou a testagem em pessoas sintomáticas para detectar à Covid-19 na Atenção Primária, porta de entrada para atendimento na rede pública. Por isso, ampliou o serviço que conta agora com 98 unidades básicas de saúde aptas a realizarem os testes rápidos e o swab nasal, de acordo com o perfil de cada paciente.

As 98 UBSs estão distribuídas nas sete Regiões de Saúde do Distrito Federal. Os exames de pacientes que apresentarem sintomas são coletados nas próprias unidades. Além disso, é realizada a estratégia fast-track (duplo fluxo), em que os pacientes com quadros respiratórios entram em fluxos separados na unidade.

A população do DF também conta com o TeleCovid pelos telefones 190 (Polícia Militar), 193 (Bombeiros) e 199 (Defesa Civil).

Ações do GDF Presente recolhem 2.436 m³ de entulhos no SIA

O programa executa recolhimento de entulhos, operação tapa-buracos, limpeza de bocas de lobo, roçagem, entre outros serviços

A Região Administrativa do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) recebeu os reforços do GDF Presente e Polo Central nos últimos 100 dias. Nos meses de março a junho as equipes do SIA recolheram cerca de 2.436 m³ de lixo e entulho de áreas públicas da cidade. A poligonal do SIA compreende as áreas: Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (SAAN), Setor de Oficinas Norte (SOF Norte) e Setor de Cargas (STRC).

O programa executa recolhimento de entulhos, operação tapa-buracos, limpeza de bocas de lobo, roçagem, entre outros serviços em toda a região. A ação também tem parceria com o Polo Central e visa combater locais propícios a proliferação do mosquito  Aedes aegypti,  que transmite a dengue, Zika, Chikungunya, além da febre amarela.

“Todos os dias as nossas equipes fazem um trabalho de manutenção no SIA e esses reforços do programa GDF Presente vêm ajudar em mais melhorias para a população. Agradecemos ao governador Ibaneis, por esse suporte que tem nos dado sempre”, disse a administradora regional, Luana Machado.

Operação Tapa-Buraco

Também equipes atuaram na realização da Operação Tapa-Buraco, mais uma demanda atendida pela Administração do SIA em parceria com a Novacap. Em 100 dias de trabalho a Administração do SIA usou cerca de 55,6 toneladas de massa asfáltica na recuperação de ruas e vias da região.

 

SALA DE IMPRENSA ABBP | Lucilene Florêncio: “Faremos o que for preciso para proteger a população

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Superintendente da Região Oeste de Saúde afirma que ninguém ficará sem atendimento e alas isoladas cuidam apenas de pacientes com covid-19, sem perigo de contaminação a doentes que precisam de atendimento de urgência

Por Ricardo Callado

Ceilândia tem o maior número de casos e óbitos por covid-19 no Distrito Federal. A letalidade da doença é mais alta em Sol Nascente/Pôr do Sol. O governador Ibaneis Rocha colocou todo o aparato do governo à disposição da região para conter o avanço da doença na região.

Nesta segunda-feira, Ibaneis visitou o Hospital Regional de Ceilândia e também o hospital acoplado que será inaugurado em julho, com 73 novos leitos.

À frente da batalha contra o coronavírus na área está a superintendente da Região Oeste de Saúde, Lucilene Florêncio, responsável pelas cidades de Ceilândia e Brazlândia. O boletim mais recente da Secretaria de Saúde registrou 5.300 casos da região e 103 óbitos. Só Ceilândia tem 4.121 casos.

Além do coronavirus, a dengue também se espalha pela cidade. A infecção por ambas as doenças em um mesmo indivíduo tem potencial para agravar o quadro de saúde dos pacientes. Para se ter uma ideia do desafio, a área que abrange a Região Oeste tem cerca de 1,5 milhão de habitantes, maior do que muitas capitais brasileiras

Lucilene Florêncio é a entrevistada desta terça-feira (23) da Sala de Imprensa ABBP. Durante a sabatina on line deu detalhes do combate a pandemia na região. Ela explicou que um dos motivos de Ceilândia ter o maior número de casos e de mortes, se dá pelo fato de que o nível populacional é alto e que parte da população se encontra em situação de vulnerabilidade social.

A maioria dos casos em Ceilândia acontece entre adultos com idade entre 30 e 49 anos, mas a mortalidade incide sobre os idosos, principalmente os que possuem comorbidades, como diabetes, doença cardiovascular, e outras.

Ceilândia é a cidade do DF com o maior número de habitantes, está entre as trinta maiores cidades do País. “O momento é crítico. Precisa estar na rua quando for realmente necessário, mas estar com máscara, usando álcool em gel”, alerta.

Florência ressalta ainda que tanto o governador Ibaneis Rocha (MDB) quanto o administrador de Ceilândia, Marcelo Piauí, farão o que “for preciso para proteger a população”.

Todas decisões do Governo do Distrito Federal em relação à adoção de medidas de segurança contra o novo coronavírus, são realizada sempre com base em orientações técnicas.

O governo tem tratado a pandemia como prioridade. As ações desenvolvidas, segundo Lucilene Florêncio, vão desde entrega de equipamento de segurança para os servidores públicos à distribuição de máscaras e de álcool em gel para a população, a construção de novos equipamentos para atender a população. “Para que a gente preste uma assistência de excelência, de qualidade, a gente precisa, primeiro, ter a colaboração da sociedade em relação às medidas preventiva”, afirma

Nós podemos dizer que o Hospital de Ceilândia é referência no combate ao coronavirus. “Eu diria em nenhum momento o sistema de saúde pública nunca foi tão testado como agora. A rede de assistência como um todo. E isso impacta muito. Primeiramente tivemos que nos organizar para que os hospitais de Ceilândia terem áreas de isolamento, leitos específicos para atendimento ao covid-19. Dos 38 leitos do HRC, são 28 leitos com suporte ventilatório”, ressaltou.

Hoje, segundo Lucilene Florêncio, o pronto socorro de saúde continua atendendo outros doentes, e os profissionais dão o direcionamento a outras unidades de saúde, como nos casos de cirurgia e ortopedia. Quando não dá tempo hábil para remover para outros Hospitais, é possível fazer no próprio pronto socorro. “Os acidente automobilísticos permanecem e as doenças crônicas, os infartos, hipertensos”, explica. “A população não ficou desassistida no setor de emergência”

Cenário Covid-19: índice monitora dia a dia a evolução da pandemia

Indicador da Codeplan destaca a situação real do contágio de coronavírus frente à capacidade de atendimento dos hospitais

O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), lançou nesta segunda-feira (22) o Cenário Covi-19 (CC-DF). O índice, apresentado em gráficos e variação de cores, retrata a evolução da pandemia e a velocidade da proliferação da doença frente à capacidade de atendimento do sistema de saúde da capital. A divulgação será diária, sempre às 19h.

5,3Índice relativo ao controle da Covid-19 registrado nesta segunda (22)

Baseado em experiências de outros estados e países que também enfrentam a pandemia do novo coronavírus, o novo índice é mais uma ferramenta do GDF para levar à população os dados atualizados sobre a situação da doença no DF.

“Nosso quadro visa monitorar a rede e facilitar a comunicação e o acesso à informação, sem relação automática às tomadas de decisão do governo”, explicou o presidente da Codeplan, Jean Lima.

Serão consideradas seis variantes no cálculo diário do índice Cenário Covid-19: o número médio de óbitos por Covid-19 nos últimos sete dias, comparado ao mesmo número médio dos outros sete anteriores; o número médio de pacientes confirmados em leitos públicos de enfermaria nos últimos sete dias, comparado à mesma média dos outros sete dias anteriores; e a equiparação das internações em leitos públicos de UTI dos últimos sete dias com os outros sete dias da semana anterior. Esses três indicadores terão peso 1 no cálculo do índice.

Com peso 2 na contagem entrarão o total de casos ativos da doença até o último dia da publicação, em comparação aos recuperados nos últimos 14 dias; e o número de leitos públicos de enfermaria ocupados no último dia para atender pacientes com Covid-19, comparado ao número total de leitos disponíveis no DF para atender os casos.

Já o número de leitos públicos de UTI ocupados em comparação ao número de leitos total de UTI para esses pacientes no DF tem peso 3 no cálculo do Cenário Covid-19.

“Nosso balizador para tomadas de decisões do governador Ibaneis Rocha, como aperto ou relaxamento nas medidas de prevenção e controle do contágio da doença, continua sendo as internações e ocupação em leitos de UTIs”, esclarece o subsecretário de Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúde, Eduardo Hage.

O que indicam as cores

A escala de indicadores vai de zero a 10 e da cor azul à vermelha, passando, na ordem crescente, pelas cores verde, amarela e laranja.

A cor azul, com índice registrado em zero, indica que a pandemia está controlada e com alta capacidade de resolução. O verde, de 0,1 a 4,0, mostra que o avanço da pandemia apresenta crescimento e a capacidade de atendimento é pressionada. De 4,1 a 7,0 – faixa representada pela cor amarela – aponta que o avanço da pandemia apresenta crescimento moderado e a capacidade de atendimento está bem pressionada.

A cor laranja revela que o índice do CC-DF ultrapassou os 7,1 até os 9,0, e que o avanço da pandemia apresenta crescimento acelerado, com capacidade de atendimento muito pressionada. O nível vermelho, entre 9,1 e 10, é o mais grave e indica que a pandemia apresenta crescimento descontrolado, com a capacidade de atendimento muito próxima da saturação.

O primeiro levantamento do Cenário Covid-19 DF (CC-DF) apresentado mostra que, em 14 de junho, o indicador chegou a 7,2, interpretado pela cor laranja. Nos dias posteriores, houve variação entre 6,4 e 5,3 – índice registrado nesta segunda-feira (22) – caindo para a amarela.

“Esse é mais um indicador pelo qual o GDF mostra transparência na apresentação de dados, mas é importante que a população também faça a sua parte adotando as medidas orientadas de contenção do contágio da doença”, ressalta o subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Ricardo Tavares.

O boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde revela, diariamente, o número de infectados pelo novo coronavírus, o número de óbitos, os casos por região administrativa e as características dos pacientes. A expectativa é de que os índices do Cenário Covid-19 passem, em breve, a ser apresentados também por região administrativa.

Ano letivo 2020: Escola em Casa DF já tem mais de 500 mil contas ativas

O número de contas está perto do máximo possível, 630 mil. Ano letivo começa dia 29

As 683 escolas da rede pública de ensino deram início, nesta segunda-feira(22), a um dos maiores desafios que já tiveram: realizar a enturmação virtual dos seus 456.109 estudantes, para que possam retomar o ano letivo, no próximo dia (29), com validação de frequência na plataforma nas três opções ofertadas pela Secretaria de Educação – Internet, com a plataforma Google Sala de Aula; teleaulas e atividades impressas entregues pelas unidades escolares.

Acolhimento

Até o fim deste primeiro dia desta semana de acolhimento foram registradas 525.766 contas ativas entre professores efetivos, substitutos, gestores e estudantes, sem contar com a educação infantil, que será enturmada até esta quinta-feira (25). Está perto de chegar ao limite de 630 mil contas possíveis.

“Considerando que temos esta semana para trabalhar, com certeza vamos iniciar o ano letivo, na semana que vem, com todos a bordo”, afirma David Nogueira, coordenador do Escola em Casa DF, esclarecendo que as contas ativas ainda não indicam uma preferência dos estudantes entre a Internet, TV ou impressos, porque todos devem abrir uma conta de e-mail para participar do programa. A conta dos estudantes é terminada em @estudante.se.df.gov.br.

Só será possível indicar a preferência dos estudantes até o final desta semana, embora o número de acessos à plataforma nos últimos 60 dias, entre 22 de abril e 22 de junho, tenha sido de 800 mil acessos de 156 mil usuários diferentes. David acredita que os acessos devem apresentar uma curva de crescimento expressiva durante esta semana e, especialmente, na próxima, início do ano letivo com registro de presença.

Todos os participantes do programa devem ter contas ativas, por isso o número ultrapassa muito a soma simples de professores e estudantes. Inclui ainda todo o pessoal da carreira de assistência à educação e das instituições parceiras da Secretaria de Educação, que atendem à educação infantil.

Levantamentos até o fim desta semana

“Os pais e estudantes que conseguiram acessar a plataforma nos deram retornos positivos. Estamos orientando aqueles com alguma dificuldade, principalmente por não estarem habituados ao e-mail de @estudante. Até o final desta semana será possível saber quantos vão participar pela plataforma e quantos precisarão de material impresso”, diz a orientadora educacional da unidade Danielle Aptta do CEF 3 de Sobradinho, com 1.140 alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental em 36 turmas.

A direção do CEF 3 fez um vídeo para os estudantes e suas famílias apresentando o novo jeito de estudar. A ideia foi tranquilizá-los. Também foram enviadas dicas de estudo para que eles saibam manter a calma na hora de ter contato com o conteúdo e reservem tempo para o estudo. A escola está apurando a necessidade que terá de material impresso por meio dos grupos por de mensagens organizados por turmas, muito embora esteja incentivando preferencialmente o uso da plataforma. “Alguns pais ainda estão receosos, mas estamos mostrando a eles que a plataforma pode ser mais útil nesse momento”, conta Danielle.

Campanha de doações e criatividade

Esta segunda-feira (22) foi um dia de ajuda mútua e esclarecimentos a professores, estudantes e seus familiares. A vice-diretora Juliana Cândida Pereira, Escola Classe Aspalha, reuniu a equipe gestora da unidade e bateu na tecla que vem batendo seguidamente: “Estamos realizando reuniões virtuais com as famílias por meio de aplicativos de vídeo e passando todas as instruções sobre o uso da plataforma, a necessidade da autorização para uso das ferramentas Google, a disponibilidade das atividades impressas e demais assuntos e dúvidas relacionadas”. A escola, que atende 221 estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, faz parte de uma rede integradora de crianças em situação de vulnerabilidade social residentes no Varjão, núcleos rurais do Lago Norte, Paranoá Park, Paranoá e Itapoã.

Juliana conta que a unidade tem feito campanha junto à comunidade para doação de computadores, tablets e notebooks que serão disponibilizados para os alunos que não possuem esses meios. Para doar, basta entrar em contato com a EC Aspalha pelo telefone 98206-3690 ou 3901-7537.

Por conta da pandemia e da distância entre a escola e as localidades onde moram os estudantes, a EC Aspalha montou um sistema de delivery semanal dos materiais impressos. Foram criados pontos de coleta em cada uma das regiões administrativas atendidas em que pais, mães ou responsáveis podem buscar os materiais.

“Para minimizar os transtornos, também tomamos a iniciativa de cadastrar os estudantes, gerar suas senhas e incluí-los nas turmas. Na próxima semana entregaremos os kits com os materiais que estão na escola, como cadernos, livros, lápis e borracha, para que eles realizem as atividades.

Queimaduras, a depender da gravidade, precisam de atenção profissional

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Especialista alerta que, mesmo com distanciamento social, o uso de álcool em casa e fogos de artifícios sem os devidos cuidados podem causar acidentes

As queimaduras representam um agravo significativo à saúde pública no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, pesquisas mostram que, entre os casos de queimaduras notificados no País, a maior parte ocorre nas residências das vítimas, em acidentes domésticos. Ainda segundo o MS, entre as queimaduras mais comuns estão as decorrentes de escaldamentos (manipulação de líquidos quentes), as que ocorrem por descuido com objetos em casa, como um ferro de passar roupas, chapinha, panela quente, entre outros. Há ainda, os casos relacionados ao uso de produtos inflamáveis, como por exemplo o álcool e também a exposição solar por muito tempo.

De acordo com o dermatologista Erasmo Tokarski, antes de tratar qualquer que seja a queimadura é essencial saber como ela ocorreu e qual o tipo de grau sob a pele, fator que irá determinar a gravidade da lesão.

“Por vezes, as pessoas tendem a usar produtos caseiros ou fazer misturas e colocar sobre a região afetada. Isso pode piorar a lesão e provocar ainda mais irritação. Por este motivo é preciso cautela no momento de ajudar alguém que se feriu. Somente o médico poderá indicar o tratamento correto, seja com pomadas, corticoide ou antibióticos”, alerta o profissional.
Atualmente, devido à pandemia de Covid-19, o uso de álcool em casa cresceu. Seja ele em gel ou na versão 70%, a maioria da população busca ter um frasco em casa para higienizar ambientes e se proteger do vírus. Mas o dermatologista alerta que é preciso cuidado no manuseio, mesmo dessas versões.

“O álcool é combustível e, portanto, há riscos de queimadura na pele, especialmente se for manipulado perto do fogo. No caso do álcool em gel é possível que pegue fogo o lugar onde a substância foi passada e ainda não secou. Portanto, é preciso redobrar os cuidados com o uso desses produtos no momento de cozinhar ou quando estiver em contato com o fogo”, ressalta.

Outra época em que as queimaduras são mais frequentes é quando ocorrem as festas de São João, onde são comuns as fogueiras, balões e fogos de artifício. Apesar do distanciamento social, que impede a realização de grandes festas no Distrito Federal, algumas pessoas ainda se arriscam  com esses artifícios. O especialista em pele afirma afirma que o manuseio inadequado aumenta o risco de de casos de queimaduras.

Conheça os tipos que queimaduras:

  • Queimaduras de primeiro grau: ocorrem quando apenas a parte superficial da pele foi atingida. A lesão apresenta aspecto avermelhado, calor e é dolorosa.
  • Queimaduras de segundo grau: podem ser superficiais ou profundas. Elas causam bolhas e muita dor. As bolhas devem ser drenadas por um profissional, mas não retiradas, pois servem como curativos biológicos.
  • Queimaduras de terceiro grau: são as mais graves. Apesar de acometer todas as camadas da pele, essas lesões são indolores, justamente,  porque destroem inclusive os nervos da região. Podem atingir os músculos e causar deformidades graves e há necessidade de internação hospitalar.

Sesc realiza festa junina com atrações virtuais e comidas típicas para retirada

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O mês das festas juninas chegou. Com a pandemia do coronavírus já tem muita gente pensando em alternativas para não ficar sem os festejos de São João. O Sesc-DF elaborou uma programação especial de festa junina que já está a todo vapor e vai até 27 de junho. Vai ter show, atividades recreativas, apresentações de forró e quadrilhas que serão transmitidos no canal da instituição no Youtube (https://www.youtube.com/user/sescdf), além de muita comida típica com retirada takeout. O serviço é um novidade e ocorrerá nas unidades do Sesc do Guará, Taguatinga Norte, Gama e Ceilândia, no horário das 12h às 17h. A programação faz parte do “Tradições Juninas”.
Com a pandemia os planos de comemoração mudaram. Festejos como esse foram cancelados para evitar aglomeração. Mas ficar parado não é uma opção para os apaixonados por São João. Com todas as mudanças dois itens se tornaram essenciais para a festa: máscara e o celular. De 22 a 26 de junho, a programação oferecida pelo Sesc-DF conta com a venda de comidas típicas, recreadores caracterizados e unidades decoradas. Tudo para entrar no clima de São João.
CARDÁPIO
As opções de comidas variam entre galinhada, baião de dois, arroz carreteiro, canjica, caldo, bolos típicos, doces e pamonha. Cada unidade terá cardápio especial diariamente. A forma de retirada das comidas será takeout. O cliente terá na entrada da unidade álcool em gel para higienizar as mãos e aferição da temperatura facial. Após isso é realizada a compra no caixa com retirada do produto no restaurante do Sesc na unidade desejada. O serviço será feito respeitando o distanciamento de 2 metros entre uma pessoa e outra.
Como parte da programação junina, no dia 24 tem live dançante para o Grupo dos Mais Vividos do Sesc (GMV). A apresentação ocorrerá das 15h às 17h, com a banda Adail Moreira e Sanfona. A live contará também com a participação de dois músicos e dois pares de quadrilheiros profissionais que pretendem ensinar passos para uma grande quadrilha junina, mas com cada integrante do GMV na sua casa. “Os idosos já estão ensaiando passos em casa enviados pelo grupo de quadrilha Formiga da Roça pra gente fazer um lindo quadrilhão virtual”, explica a coordenadora de assistência do Sesc-DF, Adriana Costa.
PROGRAMAÇÃO CULTURAL
No dia 26, tem apresentação musical e sanfona das 11h30 às 14h para quem for buscar a comida típica de festa junina, no Sesc no Guará. Às 20h, tem apresentação de Quadrilhas Juninas (Liga Independente de Quadrilhas Juninas do DF e Entorno). A atividade faz parte do projeto “Sesc Viva Cultura” que está inserido no Tradições Juninas com diversas atividades artísticas.
O coordenador de cultura do Sesc-DF, Alexandre Costa, diz que o Sesc Viva Cultura pretende ser um respiro para a cadeia cultural do Distrito Federal. “O Sesc sempre foi reconhecido pelo seu protagonismo na área da Cultura e neste momento tão complicado não poderia ser diferente. O projeto Sesc Viva Cultura pretende ser um respiro para a cadeia da Cultura do DF. É uma forma de mantermos acesa a chama da Cultura no DF. E na semana de São João, o Sesc Viva Cultura se junta às outras áreas do Sesc-DF com atividades juninas, debates e shows”, explica Alexandre. O projeto Sesc Viva Cultura selecionou mais de 250 profissionais do setor, para mais de 100 apresentações artísticas, palestras, debates e oficinas durante os meses de junho, julho e agosto.
Já no sábado (27), às 15h a programação do Sesc Viva Cultura traz o debate Conexão Junina – Encontro dos Quadrilheiros do Brasil. Às 20h, tem apresentação de Quadrilhas Juninas (Liga União Junina Brasiliense). E às 22h a live ficará por conta do artista convidado de São Paulo, Chambinho do Acordeon. Todas as atrações serão transmitidas no canal do Sesc-DF no YouTube.
Veja a programação completa do Tradições Juninas
• 22 a 26 de junho
Comidas típicas e unidades com decoração temática
• 24 de junho
Live GMV
Horário: 15h às 17h
Apresentação da banda Adail Moreira e Sanfona. Alem da participação de dois músicos e dois pares de quadrilheiros profissionais.
• 26 de junho
Horário: 11h30 às 14h
Apresentação musical de voz e sanfona com músicas típicas de festa junina para quem for buscar a comida típica
20h – Apresentação de Quadrilhas Juninas (Liga Independente de Quadrilhas Juninas do DF e Entorno)
•27 de junho
15h – SESC EM DEBATE – Conexão Junina – Encontro dos Quadrilheiros do Brasil
20h – Apresentação de Quadrilhas Juninas (Liga União Junina Brasiliense)

22h – Live Show, com artista convidado: Chambinho do Acordeon (SP)

Risco de infarto e AVC no inverno é maior, aponta especialista

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O inverno se aproxima e, além da proteção ao corpo, por conta das baixas temperaturas é preciso também um cuidado especial com a saúde do coração. Isso porque é nesta estação do ano que o risco de um infarto do miocárdio, popularmente conhecido como ataque do coração, se torna maior.

Segundo o Instituto Nacional de Cardiologia(INC), estudos realizados em diferentes países mostram que, no inverno, quando comparadas às outras estações do ano, o número de infartos cresce, em média, 30% e os de AVC (Acidente Vascular Cerebral), 20%. No Brasil, o maior risco de infarto e AVC estaria os estados do Sul e Sudeste, devido às frentes frias com maior intensidade, mas as outras regiões também precisam de atenção. Para o cardiologista hemodinamicista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Thomas Osterne, uma série de explicações são utilizadas para este fato.

“Durante o inverno observa-se uma elevação da pressão sanguínea. Isso se deve a uma resposta do nosso organismo frente ao frio. Na tentativa da manutenção da temperatura corporal, é liberada a catecolamina, substância que, entre outras funções, acelera o metabolismo para evitar a perda de calor, como forma de proteger o funcionamento de órgãos vitais internos. Isso leva à diminuição do calibre dos vasos de sangue e eleva a pressão sanguínea”, explica.

Ainda segundo o profissional, outros dois pontos que podem ter relação são as mudanças comportamentais nessa época do ano, tais como: redução da prática de atividade física regular, redução da ingestão de líquidos e maior consumo de alimentos gordurosos. Além disso, o aumento de infecções, principalmente as respiratórias, como gripe, resfriado e pneumonia, leva a uma inflamação dos vasos, podendo predispor a uma ruptura de placa de colesterol e ocasionando o infarto.

Para amenizar esses riscos, Thomas Osterne ressalta a importância de manter os famosos hábitos saudáveis no decorrer da vida. Apesar de clichê, são essas iniciativas que previnem e evitam uma série de doenças.

“Alimentação balanceada, atividade física regular, procurar ter boa qualidade de sono, diminuir a carga de stress, manter um peso ideal e suspensão de tabagismo são práticas essenciais para manter a qualidade de vida. Já os pacientes portadores de doenças crônicas como hipertensão, diabetes e dislipidemia devem manter o uso regular das medições e o acompanhamento frequente com o cardiologista”, completa.

O check up durante o ano todo é  a principal forma de prevenção para os problemas no inverno, mas de acordo com o especialista, alguns pequenos cuidados podem preparar o corpo para enfrentar as temperaturas mais baixas.

“Idosos e portadores de doenças crônicas devem tomar a vacina contra gripe anualmente. É importante que seja antes do início do outono para estarem protegidos no inverno, quando são mais comuns os casos de gripes e outras doenças respiratórias. Essas doenças, agravadas pela poluição dos grandes centros urbanos, provocam inflamação dos vasos sanguíneos. Fator este. relacionado diretamente com o aumento no número de casos de infarto e AVC”, finaliza Thomas.

ARTIGO | Aprenda a como entrar com uma ação no juizado especial (pequenas causas)

Em virtude do covid-19, várias empresas não estão honrando com os serviços oferecidos. Nesse texto irei retirar suas principais dúvidas sobre como ingressar com uma ação nos Juizados Especiais

Rafael Silva Nogueira Paranaguá

Pequenas causas é o termo popularmente utilizado para a utilização do procedimento dos Juizados Especiais. No presente texto irei responder as principais perguntas dos clientes sobre o tema: o que é juizado especial de pequenas causas, como funciona, quanto tempo demora, como fazer uma petição, como entrar com uma ação nas pequenas causas, como se comportar em audiência e se existe a possibilidade de pequenas causas online.

No ano de 2018 eu redigi um texto com 10 dicas para atuar sozinho nas pequenas causas. Entretanto, Percebi que essas dúvidas acima não foram respondidas. Nesse ano de 2020, principalmente em virtude do covid-19, milhares de pessoas foram afetadas por empresas que não prestaram o serviço adequado. O número de indivíduos com dúvidas sobre o tema aumentou drasticamente. Então vamos responder essas perguntas? Continue lendo!

O que é um juizado de pequenas causas?

Juizado de pequenas causas é um termo popularmente conhecido para nomear o rito dos Juizados Especiais. Ele é um tipo de procedimento especial previsto na lei 9.099/95 para tratar de causas de menores complexidades. São requerimentos com uma “dificuldade menor de julgamento”, que não necessita de perícias e outros procedimentos que tornam a causa mais complexa. Ele foi criado na tentativa de desafogar o Poder Judiciário.

Como funciona os Juizados Especiais?

Não tenho como explicar todos os procedimentos previstos na lei 9.099/95, pois existem vários livros sobre o tema. Contudo, posso resumir que as pequenas causas funcionam da seguinte forma: Se o seu pedido for inferior a vinte salários mínimos, como por exemplo, cobrança de uma dívida de R$ 1.000,00 (mil reais), você não necessita de um advogado para entrar nas pequenas causas. Caso contrário (pedidos superiores a vinte salários), o acompanhamento por advogado é obrigatório. Lembrando que os Juizados Especiais só aceitam pedidos de até 40 (quarenta) salários mínimos.

Audiência de conciliação

Ao ingressar com uma ação, uma audiência inicial é designada, a chamada audiência de conciliação. Essa primeira audiência é a tentativa de você fazer um acordo com a outra parte. Se o acordo for frutífero (você e a outra parte aceitaram o acordo), uma sentença é proferida (sentença homologatória de acordo) e o processo é extinto (processo acaba e vai para o arquivo).

Audiência de instrução

Caso contrário, ou seja, o acordo não foi possível, o processo seguirá para julgamento. Pode ser que exista uma próxima audiência, a chamada audiência de instrução. Nessa audiência o juiz irá ouvir as partes e as testemunhas sobre o caso. Entretanto, como dito anteriormente, nem sempre existirá essa próxima audiência, seguindo o processo direto para julgamento.

Após o julgamento, as partes, se quiserem, podem entrar com um recurso. Entretanto, com a finalidade de diminuir o número de recursos e tornar o procedimento mais rápido, para recorrer nas pequenas causas você precisa necessariamente de um advogado, independentemente se o valor da sua causa é menor que vinte salários mínimos.

Após o julgamento do seu recurso, abrirá mais uma prazo para que você recorra ao Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, em 99% (noventa e nove por cento) dos casos as partes não utilizam esse tipo de recurso nas pequenas causas, pois ele é extremamente complexo e torna o procedimento mais lento.

Após todos os prazos recursais, o seu processo irá transitar em julgado e você poderá solicitar o cumprimento da sentença, ou seja, você poderá “requerer o que ganhou na sentença”. Por exemplo, se você ganhou uma ação de cobrança, nessa segunda etapa o juiz mandará a outra parte pagar a dívida, sob pena de penhora de bens, incluindo bloqueio em contas bancárias e de veículos.

Quanto tempo demora um processo de pequenas causas?

Infelizmente é uma pergunta muito relativa, pois irá depender de vários fatores, tais como dos atos das partes, do número de demandas no Juizado Especial de sua região etc. Pela experiência que tenho no Distrito Federal, em média um processo nas pequenas causas demora 06 (seis) meses (sem recurso). Quando alguém recorre, sua duração é de aproximadamente 1 (um) ano.

Como fazer uma petição nos Juizados Especiais?

Como dito anteriormente, você pode ingressar com uma ação perante os juizados especiais, sem a necessidade de um advogado, se o valor da sua causa for menor que 20 (vinte) salários mínimos. Se este for o caso, você não precisa se preocupar em como fazer uma ação para entrar nas pequenas causas, pois o próprio Juizado Especial irá redigi-la para você. É isso mesmo! O próprio servidor do tribunal que irá redigir a sua petição.

Se mesmo assim você quiser elaborar a peça, sugiro primeiramente a leitura dos artigos 319 a 321 do CPC, que tratam dos requisitos de uma petição inicial. Após isso, tente elaborar uma peça bem clara e objetiva, sem “rodeios”. Exponha os fatos da melhor forma possível, focando em uma compreensão fácil por parte do juiz, afinal, muitos casos são julgados somente com base no que está escrito e comprovado na petição.

Na parte dos fundamentos jurídicos, evite utilizar jurisprudências enormes e citações de livros. Você não está ali para ensinar o juiz a como julgar, bastando demonstrar que você tem direito ao que está requerendo.

Por fim, foque em pedidos e requerimentos objetivos e claros, para que a sentença também seja proferida nos mesmos moldes, evitando futuros recursos ou instrumentos processuais que possam atrasar o seu processo.

Como entrar com uma ação nas pequenas causas?

Antes de entrar com uma ação nas pequenas causas, verifique se o fórum próximo a você aceita esse tipo de procedimento. Para tirar essa dúvida, procure o telefone do fórum na internet e entre em contato com o servidor responsável. Caso positivo, dirija-se ao fórum portando seus documentos pessoais e os documentos relacionados ao seu pedido e procure pelo setor dos Juizados Especiais. Como dito nos tópicos anteriores, esse próprio setor é quem redigirá a sua petição inicial. Pronto! Agora é só aguardar a data da primeira audiência, que é chamada de conciliação.

Como se comportar em uma audiência de pequenas causas?

A melhor forma de como se comportar em uma audiência perante os Juizados Especiais é manter a calma e o respeito com a outra parte. Agir de forma grosseira e desrespeitosa, além de não ajudar em um possível acordo, pode ser passível de punição pelo servidor público que está conduzindo a sessão.

Procure abaixar o tom de voz, ouvir o que a outra parte tem a dizer. Tente não contradizer a outra parte no momento em que ela estiver falando, pois isso irá tumultuar a audiência e consequentemente ninguém ouvirá o que você disse. Apresente a versão dos seus fatos quando solicitado pelo conciliador. Lembre-se: você também terá o seu momento de fala, então não há necessidade interromper a outra parte enquanto ela estiver falando.

No seu momento de fala, exponha os fatos com clareza e objetividade e, se por ventura você for interrompido pela outra parte, solicite intervenção do conciliador. Após o impasse, retome o que você estiver falando e, se for o caso, apresente uma proposta de acordo para a parte.

Pequenas causas online

Existem sim as chamadas “pequenas causas online”. Na verdade, são sistemas online disponibilizados pelos tribunais de justiça de vários estados para que as pessoas ingressem com suas ações sem saírem de casa. Contudo, esses sistemas exigem a utilização de uma certificação digital, e é nisso que muitos brasileiros acabam se esbarrando.

A certificação digital é como se fosse uma identidade digital da pessoa. Infelizmente ela não é gratuita e o seu valor chega a ser o que você irá pedir em uma ação, a depender do caso. Por isso, o melhor a se fazer é procurar de forma física o fórum mais próximo para ingressar com sua ação.

Então, esse meu novo texto de 2020 te ajudou? Não se esqueça que em 2018 eu fiz outro texto mencionando 10 dicas para atuar sozinho nas pequenas causas.

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*Rafael Silva Nogueira Paranaguá é advogado em Brasília/DF.

ARTIGO | Conflitos: soluções extrajudiciais e virtuais

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Por Luciana G. Gouvêa

O vírus do COVID vem impactando política e a economicamente o cenário mundial, ainda trouxe os mais diferentes desafios para as relações familiares e pessoais devido às determinações de isolamento social. Exemplo disso foi o registro de crescimento de 82% da pergunta “como dar entrada em um divórcio” (dados da Google Brasil-abril/20) e o incremento das consultas referentes às questões relativas à herança, partilha e sucessão de bens que  aumentou expressivamente nos escritórios de advocacia.

Devido aos tribunais brasileiros já estarem abarrotados de processos (79 milhões), para solucionar as possíveis crises desse momento de grande insegurança econômica e jurídica, melhor o cidadão usar de precaução consultando bons advogados conhecedores das leis vigentes, que auxiliem na resolução do conflito também atuando com métodos de autocomposição, a fim de ser possível às partes a realização de negociação ganha-ganha com soluções melhores para todos os envolvidos.

Já existem diversas medidas anticonflitivas que podem ser realizadas fora do Poder Judiciário, feitas em cartório, e até mesmo particularmente como as doações, os testamentos, os contratos de namoro, divórcios via escritura pública e inventários extrajudiciais também, partilha de bens fora do Judiciário, negociação de dívidas tributárias de empresas com uso de precatórios judiciais ou de dívidas com outros credores por intermédio de recuperação extrajudicial, e muito mais.

Para as possíveis desavenças devido à pandemia, vale a busca por profissionais do direito também especialistas em conciliação e mediação, técnicas amplamente adotadas para solucionar as questões controvertidas, muito praticadas em países de 1º.mundo e estimuladas pelo Conselho Nacional de Justiça que normatizou audiências virtuais pela Plataforma Emergencial de Videoconferência (Portaria nº61/2020 do CNJ) e que recentemente anunciou nova plataforma para realização de sessões de conciliação e mediação, totalmente on-line, especialmente para resolver os conflitos desse tempo de COVID.

Mesmo nesse período de proibição de ações presenciais, é possível buscar a melhor solução para os conflitos de maneira virtual, por intermédio de videoconferência, até mesmo iniciar pedidos on-line, de divórcio, de divisão de bens, de acerto de dívidas, ou simplesmente buscar informação sobre o que é legal, e o que não está de acordo com a legislação ou conforme as determinações da Justiça, lembrando que essas são atividades técnicas e devem ser exercidas por profissionais do direito, imparciais, sem poder de decisão, experientes na facilitação das soluções consensuais de conflitos.

Luciana G. Gouvêa  Advogada . Diretora Executiva da Gouvêa Advogados Associados – GAA.. Pós-graduada em Neurociências Aplicadas à Aprendizagem (UFRJ) e em Finanças com Ênfase em Gestão de Investimentos (FGV). Especialista em Mediação e Conciliação de conflitos e  Proteção Patrimonial legal.