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Boletim Queimadas 09 aponta aumento de 69% nos focos de queimadas na Região Sudoeste de Goiás em julho

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Estado já alcança 70 dias sem chuvas e umidade relativa do ar está em queda. Destaque positivo é a inexistência de queimadas em unidades de conservação nos dois primeiros dias do mês de agosto

A Região Sudoeste de Goiás, apenas nos dois primeiros dias de agosto, teve 16 focos de queimadas, enquanto que, nos 31 dias do mesmo mês do ano passado, foram 92 registros. O Estado de Goiás já alcança 70 dias sem chuvas e umidade relativa do ar está em queda. O destaque positivo foi a inexistência de queimadas em unidades de conservação nos dois primeiros dias do mês de agosto.

Os números constam na edição 09 do Boletim Queimadas, relatório produzido pelo Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), divulgado semanalmente pela Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

VEJA AQUI O BOLETIM QUEIMADAS 09, de 27/07 a 02/08

Com mais de 70 dias sem chuvas em algumas regiões e umidade relativa do ar em declínio, o monitoramento realizado por meio de satélite detectou, em julho de 2020, um total de 402 focos. Já em julho de 2019 foram 403 focos de queimadas registrados em todo o Estado.

O destaque fica para a região sudoeste que registrou 120 focos em julho de 2020 contra 71 em 2019, representando assim um aumento de 69%. No período de 27 de julho a 02 de agosto de 2020, abordado neste boletim, ocorreram 80 focos de queimadas em Goiás, contra 109 focos no mesmo período do ano de 2019.

Chapadão do Céu foi o município do Sudoeste com mais incêndios, um total de sete casos registrados. Quase todo o Estado de Goiás segue com risco de incêndio alto e com pequenas áreas que registram risco moderado.

As informações do Boletim Queimadas levam em consideração dados obtidos por meio do satélite de referência aqua (M-T), instrumento em que os focos de calor detectados são utilizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) como referência de dados oficiais. Os focos de queimadas em áreas urbanas são detectados pelo satélite NPP-375.

Caiado articula com Adial metas para a retomada econômica de Goiás

Convidado por empresários da associação, governador participou de reunião para dialogar com setor industrial e saber mais das demandas e ações do segmento

Saber ouvir é um grande diferencial e uma ferramenta para o sucesso. Focado na recuperação do Estado, o governador Ronaldo Caiado se reuniu, na noite desta terça-feira (4/8), com representantes do segmento empresarial e industrial goiano, na Associação Brasileira Pró-Desenvolvimento Regional Sustentável (Adial). O encontro teve como objetivo a troca de experiências com vistas a impulsionar Goiás na agenda da retomada. “Sou uma pessoa preparada pra ouvir as coisas, até porque não sou dono da verdade, não conheço sobre as áreas de vocês nem um milésimo do que vocês têm experiência”, reconheceu o governador.

Em sua fala, Caiado solicitou aos presentes que tenham total liberdade e abertura para encaminhar propostas ao governo. “Um projeto para mim custa seis meses para ser elaborado, com todas as dificuldades. Se vocês evoluem e me entregam um projeto, eu tenho muito mais facilidade e já coloco em licitação”, explicou. O governador observou que as dez empresas goianas representadas no encontro possuem histórias bem sucedidas, com reconhecimento nacional e até internacional.

Hoje a Adial conta com 130 filiados, entretanto um pequeno grupo participou da reunião e representou os diversos segmentos, tendo em vista os protocolos recomendados para o momento de crise sanitária.

Referindo-se à visita do governador e agradecendo pela abertura do governo para dialogar com o setor, o diretor-executivo da Adial, Edwal Portilho (Tchequinho), anfitrião da noite, enfatizou o esforço e a competência da equipe de governo, capitaneada por Caiado, e colocou a instituição à disposição do Estado para um trabalho conjunto. “Nós ressaltamos a necessidade e a vontade de trabalharmos de mãos dadas e sinergicamente essa retomada, esse novo momento que estamos vivendo”, observou.

A data escolhida para a reunião com Caiado não poderia ser mais emblemática, na manhã desta terça-feira, o governador sancionou a criação da Secretaria da Retomada, voltada especificamente à recuperação da economia no pós-pandemia, com políticas destinadas à geração de emprego, renda e qualificação profissional. Para Tchequinho, os empresário têm muito a contribuir com o governo, já que o segmento é marcado historicamente pela necessidade constante de retomadas. “Nós deixamos à disposição do governo o nosso know how, nosso conhecimento, nossas experiências nesse momento”, ressaltou. Segundo ele, em Goiás 220 municípios contam ao menos com uma indústria. Dessa maneira, o conhecimento acumulado por grandes empresários goianos pode contribuir para um diagnóstico mais profundo da vocação e da capacidade de cada região, gerando mais crescimento e desenvolvimento. “Nesse momento de retomada, nós apresentamos essa disposição para trabalharmos juntos”, frisou.

Presidente da Jalles Machado S/A, agroindústria sucroenergética, localizada em Goianésia, Otavio Lage lembrou que em seus 25 anos de existência, a Adial tem como premissa agregar experiências capazes de impulsionar o segmento industrial e, consequentemente, o Estado de Goiás. “O gesto do Governo do Estado de vir aqui em nossa sede para poder demonstrar que juntos a gente pode ir mais longe, mais rápido. É engrandecedor”, avaliou. Para ele, um amplo debate é fundamental para a estruturação de projetos.

Outro representante do setor, o presidente da Caramuru Alimentos e ex-presidente da Adial, Alberto Borges, reforçou que o mundo vive uma realidade desafiadora que exige muito diálogo. “Fica a vontade dos empresários e das indústrias de cooperar com o Governo de Goiás, para que nós todos tenhamos sucesso. Cabe a nós exercermos esse papel. A liderança é do governador, mas estamos juntos neste processo de criar esperança para a sociedade como um todo”, sublinhou.

Os empresários tiveram a oportunidade de fazer perguntas e expor suas realidades e sugestões. Dominaram a pauta temas como o crédito subsidiado do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) para obter capital de giro necessário para a sobrevivência das pequenas empresas; o ProGoiás, programa de incentivo fiscais do governo; e a Reforma Tributária. Satisfeito com o resultado, o governador Ronaldo Caiado se dispôs a reunir-se com o setor sistematicamente para trocar experiências que favoreçam o Estado.

Também participaram do encontro os secretários Adriano da Rocha Lima (Geral da Governadoria), Adonídio Vieira (Indústria, Comércio e Serviços), Cristiane Schmidt (Economia), César Moura (Retomada) e Tony Carlo (Comunicacão); e os empresários José Garrote (São Salvador Alimentos); Paulo Sérgio (GEM Alimentos); Heribaldo Egídio (Equiplex); Ozires Ribeiro (AGT Log); Carlos Luciano Ribeiro (Novo Mundo); e Adriano Baraúna (Grupo Cereal).

Taxa de letalidade da Covid-19 no Distrito Federal é uma das menores do país

O Boletim Codeplan Covid-19 mostra que o DF ocupava a 26ª posição na taxa de letalidade

A 16ª edição do Boletim Codeplan Covid-19mostra que o Distrito Federal ocupava a penúltima posição (26ª) na taxa de letalidade da Covid-19 no Brasil até o dia 02 de agosto, com índice superior apenas ao estado de Santa Catarina (1,34%). Segundo dados do Ministério da Saúde, 1,38% dos casos confirmados de coronavírus na capital federal vieram a óbito. A taxa de letalidade permite observar a noção de gravidade da doença numa determinada região, considerando o número de óbitos por Covid-19 em relação ao total de casos do novo coronavírus.

Em relação à mortalidade, o Distrito Federal estava na 14ª colocação no ranking nacional, com 50,51 óbitos a cada 100 mil habitantes em 02 de agosto. Considerando o número absoluto de óbitos, o DF figurava no 18º lugar entre as unidades federativas, com 1.523 mortes contabilizadas até o último domingo (2).

No ranking nacional de casos de Covid-19, o Distrito Federal ocupava a 8ª posição entre as unidades federativas até o último dia 02, com 110.040 contaminados. Considerando a proporção da doença, a capital federal salta para o 3º lugar, com 3.649,03 casos por 100 mil habitantes. A taxa de crescimento diária dos casos foi de 1,5% entre os dias 26 de julho e 1º de agosto, maior que a registrada na semana anterior (19 a 25 de julho), de 1,3%. O DF era a terceira unidade da Federação em número de novos casos diários em 02 de agosto.

RECORTE POR REGIÕES ADMINISTRATIVAS

Ceilândia e Plano Piloto continuam sendo as regiões administrativas com os maiores números de contaminados. Até o último domingo (2), Ceilândia – a maior RA do DF – concentrava 11,90% dos casos confirmados no Distrito Federal, enquanto o Plano Piloto respondia por 7,95%. Embora sejam líderes em número de casos, as duas RAs também apresentam os melhores índices de recuperação, com 86,6% e 80,1% dos casos recuperados. Sobradinho e Lago Sul são as regiões administrativas com as maiores proporções da doença, registrando 5.761 e 5.178,34 casos por 100 mil habitantes, respectivamente.

As regiões administrativas em que a Covid-19 têm se mostrado mais letal são Pôr do Sol/Sol Nascente, Ceilândia e SCIA/Estrutural, cujas taxas de letalidade foram de 3,42%, 2,21% e 2,14%, respectivamente. Em relação à mortalidade, Ceilândia registrou 82,87 óbitos a cada 100 mil habitantes, seguida por Sobradinho, com 73,53/100 mil habitantes e pelo Gama, com 70,24/100 mil habitantes.

Entre as cinco regiões administrativas com maior número de contaminados pela Covid-19 (Ceilândia, Gama, Plano Piloto, Samambaia e Taguatinga), o Gama – que é a 5ª RA no ranking de casos – foi a que apresentou evolução mais expressiva dos casos, com 4.042,93 casos por 100 mil habitantes. Em seguida, está o Plano Piloto, com 4.028,60/100 mil habitantes.

Nas duas últimas semanas, a proporção de casos por 100 mil habitantes cresceu entre as RAs de renda média-alta (Águas Claras, Candangolândia, Cruzeiro, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Sobradinho, Sobradinho II, Taguatinga e Vicente Pires) e média-baixa renda (Brazlândia, Ceilândia, Planaltina, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, SIA, Samambaia, Santa Maria e São Sebastião), praticamente se igualando às RAs de alta renda (Plano Piloto, Jardim Botânico, Lago Norte, Lago Sul e Park Way e Sudoeste/Octogonal).

Governo de Goiás já liberou 1,26 milhão para o transporte escolar

Em dois meses, linha de crédito destinada ao setor já socorreu 141 trabalhadores, que estavam com dificuldades diante da suspensão das aulas. “Crédito do Governo de Goiás chegou na hora mais certa”, diz empresária

“Eu e meu esposo, a gente não faz outra coisa, a gente trabalha no transporte escolar”, conta Karla Vanone, de 38 anos. Casada e com um filho de oito anos, Karla viu sua renda familiar despencar em quase 100% de um dia para outro com a suspensão das aulas presenciais em Goiás em virtude da pandemia do novo coronavírus. “Paramos [de trabalhar] por volta do dia 18 de março. Achamos que seria por pouco tempo. Nós só temos essa renda, não temos outro lugar de onde tirar dinheiro. Quando chegou ao segundo dia de paralisação, eu falei: ‘Não dá para ficar parado’.”

Karla Vanone é uma das 141 pessoas que já aderiram à nova linha de crédito do Governo de Goiás destinada aos empresários do transporte escolar que levam alunos às escolas e que desde março estão com as atividades paralisadas. Lançado em 1º de junho, o programa Goiás Empreendedor já concedeu um total de R$ 1 milhão 269 mil em empréstimos, que estão sendo liberados de forma parcelada – três vezes de R$ 3 mil.

A angústia de Karla era a mesma de centenas de pessoas que trabalham com o transporte escolar. Sem alunos para levar e trazer das escolas, os empresários foram obrigados a ficar em casa e respeitar as medidas de isolamento social. O medo de não conseguir chegar ao fim do mês e quitar as contas fez com que Karla se movimentasse, junto com o marido, e tentasse ganhar dinheiro de outra forma: revendendo produtos. “Na segunda-feira seguinte nós começamos a vender pão de queijo, polpas, linguiça, pães. É claro que o dinheiro que ganhamos não chega a pagar conta, dava só para o básico mesmo porque é pouquinho. Como estávamos revendendo, não cobramos caro”, diz.

Karla e o marido, Bruno Sobreira, de 37 anos, têm uma carteira com 105 clientes referentes ao transporte escolar, mas apenas quatro continuam pagando normalmente, mesmo sem a prestação do serviço. “A gente não cobrou de nenhum deles. Mandamos uma mensagem explicando que eles poderiam decidir e fazerem o que estava dentro da condição deles. Poucos pais pagaram metade da mensalidade, pois a maioria estava em grande dificuldade. Hoje estamos recebendo só de quatro clientes. Eles disseram que têm que pagar porque continuam recebendo e vão honrar o compromisso conosco”, explica Karla.

Com o aluguel pago e comida em casa, o casal continuou trabalhando e tentando se reorganizar financeiramente. Chegou a pedir ao banco privado que suspendesse as parcelas do financiamento das vans que comprou. O prazo máximo concedido pela instituição financeira privada, à época, era de 60 dias. O valor da parcela é de R$ 2,4 mil. Na semana em que a suspensão do prazo encerrou, Karla recebe a notícia de que a linha de crédito do Governo de Goiás destinada a trabalhadores do transporte coletivo, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), foi aprovada no nome dela e também do marido.

“Com a prorrogação do pagamento das parcelas, o juros fez com que aumentasse o valor de R$ 2,4 mil para R$ 2,6 mil. Para mim o financiamento chegou na hora mais certa, graças a Deus”, relata Karla com a voz agitada. “A gente preocupa em primeiro lugar com comida e com a saúde, mas temos nossos parentes que estão nos ajudando. As notas viraram uma bola de neve sem fim, mas esse dinheiro vai nos ajudar. Para quem estava recebendo R$ 1 mil da venda de comidas, pegando os R$ 6 mil de uma vez, para nós foi bom demais”.

Em meio aos relatos de dificuldades, de como fez para vender uma das vans que dava suporte ao trabalho do casal, Karla não esmorece. “A gente trabalha é no transporte escolar. Meu esposo há 12 anos e eu há cinco. A gente não tem outra coisa em mente, não tinha nem dinheiro guardado. Mas, graças a Deus, não pegamos essa doença, que é muito triste, e estamos esperando tudo isso passar. Meu trabalho é muito iluminado, trabalhar com criança é luz. Estou no lugar certo e não me arrependo nenhum dia de ter começado a trabalhar no transporte escolar”, comemora.

Linha de crédito

Ao todo, serão disponibilizados R$ 18 milhões para atender até 2 mil trabalhadores do transporte escolar, por meio do Programa Goiás Empreendedor. O crédito terá 12 meses de carência, 48 meses no total, para pagamento, com juros de 0,8% ao mês. Os proprietários de vans e ônibus que ainda não aderiram ao recurso poderão fazer as solicitações apenas pelo e-mail: atendimentobp.transporte@gmail.com.

Na data de lançamento da linha de crédito, o governador Ronaldo Caiado destacou que o enfrentamento da crise econômica e financeira provocada pela pandemia do novo coronavírus é uma prioridade para o Estado assim como a saúde dos goianos. “A vida tem que ser defendida por nós até o último minuto e isso é responsabilidade do governador”, afirmou o governador.

GDF autoriza a volta das partidas de futebol profissional

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Decreto libera jogos mediante o cumprimento de protocolos que serão fiscalizados pelas secretarias de Esporte e Lazer e DF Legal

Está autorizada a retomada das atividades do Campeonato Brasiliense de Futebol e outros torneios de futebol profissional no Distrito Federal. A permissão foi concedida pelo Governo do Distrito Federal (GDF) e entra em vigor assim que o decreto com as medidas for publicado no Diário Oficial do DF (DODF).

O retorno das partidas de futebol deverá seguir um intenso protocolo que obriga, entre outras coisas, a desinfecção dos estádios e suas instalações, o uso de máscaras nos vestiários, a disponibilidade de álcool gel para todos os profissionais e a ausência de público nos estádios. A lista completa dos protocolos você confere ao final da matéria.

Embora os jogos de futebol profissional estejam autorizados, as partidas de futebol amador permanecem proibidas.

“Recebemos um pedido da Federação de Futebol do DF (FFDF) pedindo o retorno das atividades para o dia 8 de agosto e a nossa equipe interna da Secretaria de Saúde, do Esporte e Lazer e o grupo de combate à Covid-19 organizou o protocolo que possibilitou o retorno imediato a partir da publicação do decreto. Vamos retomar o futebol com toda a segurança”, afirma a secretária de Esporte e Lazer, Celina Leão.

Além do retorno do futebol, Celina Leão traz outra boa notícia. “Estamos com autorização de todos os estádios para ter jogo de futebol. Nós criamos um grupo de trabalho porque existia uma dificuldade com os laudos dos estádios, sempre se fazia na correria, então esse grupo de trabalho foi criado por decreto pelo governador Ibaneis Rocha e isso facilitou o retorno do Candangão e a liberação dos estádios”, acrescenta.

Equipes reduzidas

Em todos os jogos somente terá acesso aos estádios a equipe de TV detentora dos direitos de transmissão, em número reduzido e preestabelecido de profissionais identificados e numerados dentro de campo.

Cada clube poderá credenciar três profissionais de mídia ao gramado, por jogo, para captação de imagens e vídeos, além de um assessor de imprensa. Eles deverão utilizar máscara facial e se posicionar atrás das placas de publicidade, nas laterais do campo, mantendo a distância mínima de dois metros entre si e demais pessoas envolvidas na partida.

O descumprimento de todas as medidas pode resultar em multas, interdições e demais sanções administrativas penais. As medidas serão fiscalizadas pelas secretarias DF Legal e de Esporte e Lazer

Confira os protocolos para a realização das partidas:

– Fica vedada a presença de público durante os jogos;

– Os ambientes dos estádios deverão ser previamente desinfectados e higienizados antes dos jogos;

– Os estádios deverão possuir cabines de desinfecção;

– Os jogos só serão permitidos após todos os atletas e demais profissionais de clubes serem submetidos a exames prévios de Covid-19;

– O uso de madrugada será obrigatório nos vestiários;

– Os clubes deverão disponibilizar álcool gel para todos os profissionais;

– O tempo nos vestiários deverá ser minimizado

– Não será permitido beijar a bola;

– Não será permitido contato entre os atletas nas comemorações de gol;

– Deverá haver reposição hídrica com recipientes descartáveis e sem uso de squeezes;

– Não poderá ocorrer a entrada em campo, de forma conjunta, das equipes;

– Crianças, profissionais com idade a partir de 60 anos ou portadores de doenças crônicas não deverão participar dos jogos;

– Fica vedado foto oficial antes dos jogos;

– Fica vedado aperto de mão e troca de flâmulas;

– Atletas no banco de reservas deverão ocupar os espaços de maneira intercalada e usar máscara;

– Não será permitida a troca de camisas ou demais peças do uniforme entre atletas da mesma equipe ou da equipe adversária em qualquer momento;

– Somente os atletas em campo e o trio de arbitragem terão permissão para permanecer sem máscaras ou protetor facial individual (face shield) no tempo de jogo;

– Os jogadores deverão trocar seu uniforme completamente durante o intervalo do encontro, e depositarão os itens usados nos cestos de roupa dispostos para tal.

– Ao término da partida, as delegações deverão permanecer em ambientes ao ar livre e somente entrar no transporte coletivo quando todos os integrantes estiverem prontos para deixar o estádio, evitando aglomerações em locais fechados;

– A saída das equipes deverá ser organizada de modo a, em primeiro lugar, retirar-se a equipe visitante, posteriormente a equipe local, e por último o pessoal da arbitragem.

Pioneiro, Caiado oficializa a Secretaria da Retomada e anuncia ações iniciais da pasta

A pasta é primeira estrutura de Estado no Brasil, com status de secretaria, voltada especificamente à recuperação da economia no pós-pandemia

União, colaboração e integração serão os pilares da nova secretaria. Ocasião marcou a posse de César Moura e anúncio da destinação de R$ 4 milhões, via Seapa, para aquisição de produtos da agricultura familiar, além da assinatura do protocolo de intenções entre Governo de Goiás e a Ambev para fortalecimento da cadeia produtiva da mandioca.

Se hoje as consequências do enfrentamento ao coronavírus já são desafiadoras, elas serão ainda maiores e igualmente impactantes depois que a contaminação for controlada. É pensando nos desafios que o “novo normal” vai impor, especialmente às cadeias produtivas, e para reforçar as engrenagens da gestão de modo a melhor encará-las, é que o Governo de Goiás, mais uma vez, foi pioneiro e inovador. O governador Ronaldo Caiado assinou, na manhã desta terça-feira (4/8), o decreto que oficializa a Secretaria da Retomada, primeira estrutura de Estado no Brasil, com status de secretaria, voltada especificamente à recuperação da economia no pós-pandemia.

“A retomada não tem o objetivo da vaidade, mas de planejamento, com solidariedade e amor ao próximo. Nossa gestão é feita com espírito público, onde todos os homens e as mulheres que compõem o governo têm dois órgãos que funcionam entrelaçados, muito fortes: o cérebro e o coração. Diferentes de outros, que tinham o cérebro ligado ao seu próprio bolso”, frisou o governador que considera esta uma de suas maiores missões no decorrer de 1 ano e 7 meses de governo. “Fomos o primeiro Estado do País a tomar essa decisão para, com uma junção de esforços, podermos estender a mão ao cidadão, para que ele possa amanhã comandar a sua própria vida. Tem exigido de todos nós uma dedicação e um carinho muito grande”, completou Caiado.

União, colaboração e integração serão os pilares que vão sustentar a Secretaria da Retomada, conforme colocou, instantes antes da posse o ex-subsecretário de Fomento e Competitividade da Secretaria de Indústria e Comércio (SIC), César Moura, que a partir de agora será o responsável pela pasta. “Desde o começo da pandemia, ficou claro para todos nós que a realidade mudaria de forma drástica e muito rápida, e não podemos ficar parados. Será nosso papel criar conexões, acelerar a retomada do Estado de Goiás. Vamos trabalhar para identificar oportunidades e firmar parcerias, com foco nas regiões mais afetadas”, detalhou.

A presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e coordenadora do Gabinete de Políticas Sociais, primeira-dama Gracinha Caiado, o momento é de unir esforços para superar os próximos desafios. “Todos sabemos que por onde esse vírus passou, deixou sequelas. Então, vocês vejam a minha alegria de hoje estarmos aqui, tratando da retomada do Estado de Goiás. Isso é maravilhoso porque nós sabemos o quanto Goiás é rico, tem capacidade. Então, eu não poderia deixar de fazer esse cumprimento, Ronaldo, quando você me disse: ‘Vamos criar a Secretaria da Retomada, porque Goiás vai saber sair disso’”, completou.

Ao fazer uso da palavra, o vice-governador Lincoln Tejota se solidarizou com as famílias enlutadas no Estado. Afirmou que, em um momento “sombrio como este”, a falta de perspectivas se torna um agravante. Mas que elas, assegurou, serão vencidas com ações a exemplo desta determinação de Caiado que criou a Secretaria de Retomada. “Temos que dar resposta rápida aos goianos, além de proteger o povo, a Saúde e a Economia.” Tejota destacou a sinergia que existe nas pastas da Administração Estadual neste sentido. “Entendemos que o governo tem que ser uno. Este momento não atinge só o empresário, atinge a todos nós. Por isso é importante mãos dadas. Juntos podemos muito mais”, completou.

Ações

O anúncio de criação da Secretaria da Retomada e a nomeação de César foram concomitantes a duas importantes ações. Uma delas, a destinação de R$ 4 milhões, via Secretaria da Agricultura à nova Pasta, para aquisição de produtos da agricultura familiar, em todo Estado, que serão destinados a instituições de caridade indicados pelo Gabinete de Políticas Sociais (GPS). “É uma oportunidade imensa de celebrar a retomada da nossa Economia, mas também promover um importante trabalho que tem sido em prol do setor agropecuário de nosso Estado. A gente tem a convicção do papel importante para a retomada deste segmento, que gera emprego e renda nos 246 municípios, agregando com a industrialização”, destacou o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Antônio Carlos de Souza Lima Neto.

Também foi assinado protocolo de intenções entre Governo de Goiás e a Ambev (multinacional do setor de bebidas) para fortalecimento da cadeia produtiva da mandioca. A empresa vai criar uma marca de cerveja goiana a partir da fécula da mandioca e, inicialmente, vai comprar a produção nas cidades de Cavalcante, Flores de Goiás e Posse, na Região Nordeste do Estado. “A Ambev tem uma relação de longa data com Goiás, com uma fábrica aqui desde a década de 1960. Estamos numa crise sem precedentes e Ambev tem mudado o seu mindset, entrado nessa crise de corpo inteiro, para ajudar a comunidade brasileira a passar por ela”, disse o presidente da cervejaria, Jean Jereissati, citando algumas ações da marca, como mudança de uma unidade que produzia cerveja e passou a fabricar álcool em gel.

“Queríamos adicionar neste plano um projeto específico para Goiás” continuou. A ideia que surgiu foi o desenvolvimento de uma cerveja local, “feita de goiano para goiano”. Segundo Jereissati, o projeto ainda está no papel, com o nome e receita do produto a serem definidos. A gente estudou jabuticaba, pequi, mandioca como ingredientes dessa cerveja, tendo sido a raiz escolhida por sua importância local. “Espero que esse projeto seja uma marca duradoura, que toque o coração do goiano e que a gente, de alguma forma, ajude nesse processo de retomada da economia.”

Entre as metas estabelecidas para a Secretaria da Retomada estão as de diminuir o impacto negativo causado pela pandemia do na economia goiana, tendo trabalhador goiano como foco, com ações de estímulo à criação de emprego, atividades econômicas e ao empreendedorismo. Parcerias com outras secretarias estaduais, empresas e autarquias do Estado de Goiás também estarão no escopo, a fim de acelerar a execução das iniciativas aprovadas, além de acompanhar o andamento dos projetos. trabalhar para avançar no crédito subsidiado do Fundo Constitucional do Centro-Oeste para obter capital de giro necessário para a sobrevivência das pequenas empresas.

A Secretaria da Retomada assumirá atribuições que eram das secretarias de Desenvolvimento Social (Seds), de Desenvolvimento Econômico e Inovação (Sedi), e de Indústria e Comércio (Sic), e que estão relacionadas especificamente à geração de emprego, renda e qualificação profissional. A Secretaria da Retomada não prevê mais custos à administração estadual, devido à reorganização de cargos, como o de superintendentes, diretores e gerentes.

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Lissauer Vieira, destacou que sob a coordenação e as determinações de Caiado, o Estado, mais uma vez, saiu na frente de todas as outras unidades da Federação. “Dentro da gestão pública, precisa-se ter coragem e planejamento. É o que vejo em suas ações, com toda a sua equipe de governo”, afirmou, reiterando que a proatividade, ainda no início da pandemia, com os primeiros decretos de quarentena, foram decisivos. “Ações importantes para nós, hoje, estarmos aqui criando uma Secretaria que visa a retomada econômica, pensando em políticas públicas, sociais, olhando para as regiões mais vulneráveis, mas não deixando de atender o setor produtivo.”

Estiveram presentes ex-senador e ex-titular da SIC, Wilder Morais, o superintendente de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Nelson Vieira; os secretários de Estado Cristiane Schmidt (Economia), Adonídio Neto (SIC), Adriano da Rocha Lima (Governadoria) e Tony Carlo (Comunicação). Compareceram ainda os deputados federais Glaustin da Fokus e José Mário Schreiner; os presidentes Rivael Aguiar (GoiásFomento), Fabrício Amaral (GoiásTurismo) e Pedro Leonardo (Emater); além do superintendente do Sebrae Goiás, Derly Fialho, e do presidente da Associação Pró-desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Edwal Portilho.

De imediato: Ambev já fará compra de 100 toneladas de mandioca em Goiás

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Titular da Secretaria da Retomada, César Moura

Com foco em pequenos produtores e agricultura familiar, os alimentos serão adquiridos inicialmente na região de Cavalcante, atendendo às demandas dos Kalungas. Em seguida, as compras serão realizadas nas cidades de Flores de Goiás e Posse

“A Ambev já irá adquirir 100 toneladas de mandioca para poder fabricar a cerveja em nosso Estado”, anunciou o governador Ronaldo Caiado nesta terça-feira (04/08), em entrevistas concedidas logo após a sanção da lei que cria a Secretaria da Retomada e a assinatura de protocolo de intenções entre Governo de Goiás e a multinacional do setor de bebidas. O governador ressaltou que a primeira compra da empresa no Estado será de pequenos produtores e integrantes da agricultura familiar da região de Cavalcante e das cidades de Flores de Goiás e Posse. “Vai adquirir da região mais humilde de Goiás, com o IDH mais baixo. Vamos expandir isso e fazer com que a pessoa tenha renda e recupere sua capacidade de sobrevivência”, afirmou Caiado. As compras já serão realizadas na próxima semana.

O titular da Secretaria da Retomada, César Moura, ressaltou que a Ambev fará a aquisição da quantidade que o produtor tiver em sua propriedade. “Se ele tiver lá só dois saquinhos de mandioca, a compra será feita. Eles vão em todos os produtores, vão fazer o ‘cata-cata’ na região, que é prioritária, de Cavalcante”, disse. Em seguida, os funcionários da empresa farão a aquisição dos produtos nas demais cidades. “A ideia é pegar de pouco em pouco para atender todos os produtores e famílias. Depois de Cavalcante, dos Kalungas, eles vão para Flores de Goiás e Posse”, explicou César Moura.

Enquanto a Ambev adquire as 100 toneladas de mandioca nesta primeira rodada, a Secretaria da Retomada auxiliará todos os produtores locais a organizarem a produção. “A Ambev fez um projeto similar no Maranhão. Eles deram a volta no mundo quatro vezes, em termos de números, só dentro do Maranhão, comprando de pequenos produtores”, declarou o secretário. Durante a solenidade de sanção da nova pasta, a primeira-dama e presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), Gracinha Caiado, comemorou a implantação do projeto nas regiões mais carentes. “Para que a economia de um Estado vá bem, para que o empresário vá bem, o povo também tem que estar bem. As classes mais vulneráveis têm que ser olhadas com apoio e respaldo muito maior”, destacou Gracinha.

Também presente ao evento, o presidente da Ambev, Jean Jerreisati, declarou que a empresa está engajada no enfrentamento da crise econômica que vive o Estado, devido à pandemia do novo coronavírus. “Estamos entrando nessa crise de corpo inteiro para ajudar a comunidade brasileira a passar por ela”, disse. Entre as inovações está a inserção de novos ingredientes nas receitas, como a mandioca, jabuticaba e pequi. “A gente já descobriu a cadeia de fornecimento, e a agricultura da mandioca seria muito importante, como impacto positivo para Goiás. Estamos desenvolvendo uma fórmula nesse sentido”, finalizou Jerreisati.

MEC autoriza aulas a distância em escolas técnicas federais de ensino

A portaria de autorização entra em vigor amanhã

O Ministério da Educação autorizou as instituições federais de ensino médio técnico e profissional a suspenderem as aulas presenciais ou substituí-las por atividades à distância até 31 de dezembro de 2020, em razão da pandemia de covid-19. A portaria de autorização foi publicada hoje (4) no Diário Oficial da União e entra em vigor amanhã (5).

As instituições que optarem pela suspensão das aulas presenciais deverão repô-las integralmente, para cumprimento da carga horária total do curso, e poderão alterar os seus calendários escolares, inclusive os de recessos e de férias.

Já aquelas que optarem por atividades não presenciais deverão disponibilizar aos estudantes o acesso às ferramentas e materiais de apoio e às orientações para a continuidade dos estudos “com maior autonomia intelectual”. As atividades poderão ser mediadas ou não por tecnologias digitais.

De acordo com a portaria, os estágios e práticas de laboratórios também poderão ocorrer à distância desde que garantam a replicação do ambiente de atividade prática ou de trabalho, propiciem o desenvolvimento das habilidades e competências esperadas no perfil profissional do técnico, estejam de acordo com a Lei do Estágio sejam passíveis de avaliação de desempenho e aprovadas pela instituição de ensino.

Os estudantes de cada curso deverão ser comunicados sobre o plano de atividades com antecedência mínima de quarenta e oito horas da execução das atividades.

Em julho, o Ministério da Educação já havia estendido a autorização de aulas a distância em instituições federais de ensino superior até 31 de dezembro de 2020. A medida também flexibilizava os estágios e as práticas em laboratório, que podem ser feitos a distância nesse período, exceto nos cursos da área de saúde.

Parceria entre o BRB e a Secretaria de Turismo beneficia empresas de eventos

Condições diferenciadas de financiamento contemplam pessoas físicas e jurídicas do setor do turismo afetadas pela pandemia

A Secretaria de Turismo do Distrito Federal conseguiu que mais um segmento do turismo do Distrito Federal tenha acesso às linhas de crédito do Banco de Brasília (BRB) com taxas e condições diferenciadas de pagamento.

O setor responsável pela realização de eventos sociais e corporativos, que reúne cerca de 250 pequenas empresas e profissionais autônomos, negociou com o BRB acesso ao crédito do programa Supera-DF.

“O turismo foi uma das primeiras atividades econômicas a fechar e vai ser uma das últimas a reabrir”, comenta secretária de Turismo, Vanessa Mendonça. “E esses empreendedores e autônomos geram emprego e renda na economia de Brasília”, ressalta.

Esse empréstimo já é um alento até que tenhamos um protocolo gradual de retorno dos eventosKarla Vinhas, presidente da Abraeventos

Ela reconhece que as empresas e trabalhadores do setor de turismo afetados pelos impactos da pandemia necessitam desse aporte financeiro. “Pelo menos até que possam retomar suas atividades com segurança num futuro próximo.”

A categoria mais recente beneficiada pela iniciativa da Setur é representada pela Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abraeventos). São empreendedores que organizam eventos sociais e corporativos – como recepções, festas de casamento e solenidades etc.

“A secretária abraçou a nossa causa e, com nossas atividades paradas, esse empréstimo já é um alento até que tenhamos um protocolo gradual de retorno dos eventos”, reconheceu Karla Vinhas, presidente da Abraeventos. Ela trabalha com decoração de festas e solenidades.

Cerimônias como casamentos, normalmente, são programados com antecedência e muitos que estavam agendados para este ano foram cancelados. “Por isso, diante da falta de perspectivas, o crédito do programa Supera-DF é tão importante para a manutenção das empresas e dos empregos”, analisa Karla.

Os empréstimos são concedidos mediante análise de crédito pelo BRB e poderão ser contratados até setembro. Os juros variam de acordo com a modalidade do crédito, a partir de 0,80% ao mês, com prazo de 36 meses para pagamento e seis meses de carência.

Além das 244 empresas associadas, outros 300 profissionais autônomos vinculados a Abraeventos como garçons e copeiros, entre outros, poderão se beneficiar com o acordo entre a Setur e o BRB.

A iniciativa concede financiamentos aos empresários e profissionais autônomos do turismo com linhas de crédito criadas especialmente para atender o setor como artesãos, guias de turismo, agências de viagens, rede hoteleira e de hospedagem.


O BRB disponibiliza as seguintes linhas de crédito

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Acreditar – produto de microcrédito do BRB;

Progiro – Capital de Giro;

BRB Investimento

Os profissionais autônomos de turismo precisam apresentar ao banco o número do Cadastur e as empresas o registro em seu CNPJ da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) vinculado ao turismo.

Em tempos de pandemia, gestão de pessoas não é conversa, é ciência

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Por Marcelo Miranda | CEO da Consolis Tecnyconta

Sou um curioso da gestão de pessoas. Ao longo desses anos como gestor, aprendi muito com os profissionais de recursos humanos com quem tive a honra de trabalhar. Reconheço que muitos dos resultados e transformações que alcancei em minha carreira são porque consegui ter um modelo prático e humano de gestão de pessoas, graças ao talento desses excelentes profissionais de recursos humanos que me acompanharam. Com eles, a principal lição que aprendi é que gestão de pessoas não é conversa, é ciência.

 A ciência tem uma base empírica, correto? Logo, ela necessita de dados para definir o que está funcionando e o que precisa ser alterado. Pois, cada vez mais, a gestão de pessoas tem se baseado em dados e informações concretas, e menos em opiniões e sentimentos. Desse modo, não existe gestão de pessoas sem foco em resultados. Se, a princípio, isso parece duro, devolvo a bola para você, caro leitor. Na gestão de pessoas, o indivíduo é o centro, certo? E tem resultado mais valioso do que o desenvolvimento individual, combinado com o desempenho coletivo? Sem resultados, não há como uma pessoa evoluir em sua vida profissional.

 No contexto em que estamos vivendo, de uma crise sanitária global que impacta diretamente no funcionamento das empresas e na vida das pessoas, questões como essas podem parecer ainda mais duras. No entanto, elas precisam ser debatidas dentro de um contexto, em que a gestão de pessoas busca se adaptar às consequências da pandemia de covid-19. São muitas transformações em pouco tempo e o gestor precisa ter habilidade para dar acolhimento, atenção, tranquilidade e, ao mesmo tempo, conseguir que as equipes realizem o necessário, em condições completamente diferentes.

 Sentimentos de medo e incerteza, além das restrições de circulação, são apenas alguns dos problemas enfrentados nesse momento, por gestores que podem não estar preparados para liderar. Porém, com o desenvolvimento profissional, eles caminham para uma posição que exige habilidade de liderança e gestão de pessoas. E ambos podem ser aprendidos.

 No cenário atual, vale mencionar alguns dos papéis do gestor. O primeiro é a adequação do ambiente físico, isto é, realizar as adaptações das instalações de trabalho, em casos que não comportam o trabalho remoto. Não basta colocar um vidro de álcool em gel na recepção. É preciso avaliar, de forma real, a organização do espaço, de cada estação de trabalho, das distâncias, dos processos, dos fluxos, de forma a garantir que a performance seja segura.

 Em complemento, entra em cena a gestão de equipes em trabalho remoto. Temos ferramentas digitais que permitem isso, e a adaptação é uma palavra de honra. Não podemos presumir que todos os colaboradores dominam toda e qualquer plataforma. É necessário prestar as devidas formações e gerenciar para garantir um ambiente digital produtivo.

 Outra questão é entender que as pessoas sentem falta da interação. Nesse momento, a gestão de pessoas é fundamental e pode orientar sobre boas práticas para esses encontros. Gestores precisam ser inclusivos e tomar um cuidado extra para que todos participem, por exemplo, evitando fazer somente perguntas abertas a todos. O líder que entra em uma sala virtual com 30 pessoas e acredita que está tudo bem porque ninguém falou o contrário, está fazendo seu papel pela metade. Manter os encontros individualizados nesse momento de apreensão, é primordial para o bem-estar e o desempenho do colaborador.

 O contato próximo entre líderes e liderados precisa ser uma relação de confiança, algo que só é obtido por meio da comunicação. Essa empatia poderosa permitida pela comunicação é parte fundamental da gestão de pessoas. Com empatia, podemos trabalhar a agilidade, a transparência e a horizontalidade na comunicação corporativa.

 No entanto, são muitas tensões e novos sentimentos que surgem com a pandemia. Por isso, outro ponto que merece destaque é a preocupação com a saúde mental dos profissionais, pois está claro que a empresa invadiu a vida particular de todos quase por 24 horas. O sentimento de sobrecarga e fadiga mental é grande. Perguntas como: necessitamos mesmo dessa reunião? As pessoas estão conseguindo desconectar e descansar quando preciso? São novos cuidados nessa realidade.

 Por fim, posso falar sobre a difícil tarefa que é tomar decisões quando o fator humano está envolvido. O papel do líder passa pela tomada de decisões que precisam ser mais objetivas e menos opinativas. Ou seja, quando falamos de escolhas empresariais, não podemos pensar somente em opiniões e achismos. Precisamos de dados e, claro, dos resultados. Em função disso, percebo cada vez mais que as empresas e os líderes têm repensado seus papeis na sociedade, com visões de como podemos contribuir com pequenas ações ou grandes transformações. Pois, é por estarmos em constante transformação que a gestão de pessoas se tornou uma das principais ferramentas para lidar com todas essas mudanças. 

Sobre Marcelo Miranda

 Executivo sênior com foco em administração geral, com experiência em estruturação e desenvolvimento de negócios complexos, investimentos, turnarounds, start-ups e M&A. Avaliação e desenvolvimento de novos negócios e produtos. Reconhecido pela gestão de inovação e sustentabilidade. Liderança de pessoas e desenvolvimento de times de alto desempenho. Membro do conselho de empresas, instituições e start ups. Eleito pela Forbes um dos 10 CEOs de destaque no Brasil com menos de 40 anos em 2016. Eleito pela Korn Ferry, Revista Você S/A e FIA/USP um dos CEO´s DO FUTURO em 2007. Eleito pela EY um dos 3 Executivos Sustentáveis no Prêmio Empreendedor do Ano. Eleito pela Revista Encontro como Executivo do Ano de 2015.