Secretária de Esporte e Lazer, Celina Leão assistiu à partida acompanhada do vice-governador, Paco Britto | Foto: Secretaria de Esporte e Lazer
Em um jogo com rígido protocolo de segurança contra a Covid-19, equipe consegue reverter a diferença do jogo anterior e levanta a taça da temporada
O jogo final do Campeonato Brasiliense de Futebol (Candangão 2020) entre Gama e Brasiliense contou com todos os ingredientes de um clássico muito disputado. Na partida deste sábado (29), no Estádio Walmir Campelo Bezerra, o Bezerrão, teve gol anulado, jogador expulso, ânimos acirrados e pênaltis. E, por 4 a 3, ao levar a melhor nas penalidades, os donos da casa fizeram a festa ao conquistar o 13º título do principal torneio de futebol do Distrito Federal.
A secretária de Esporte e Lazer, Celina Leão, assistiu à partida acompanhada do vice-governador, Paco Britto, e avaliou de forma positiva a finalização do evento, que aconteceu sem a presença de público nas arquibancadas, devido à pandemia de Covid-19. “Desde a retomada do campeonato, nosso desafio era realizar todas as partidas sem oferecer risco aos jogadores, comissão técnica e demais envolvidos. E conseguimos cumprir nossa missão”, celebrou a secretária.
Após mais de quatro meses parado, a edição deste ano do Candangão foi retomada em agosto, já nas quartas-de-final, mediante o cumprimento de intenso protocolo de segurança. “É o clássico do Distrito Federal. Felizmente não houve problemas de Covid-19 no campeonato, mas infelizmente tivemos que fazer com portões fechados. Esperamos que, no próximo ano, possamos estar com esse evento totalmente lotado para levarmos à população a certeza e a tranquilidade de uma pandemia controlada”, afirmou Paco Britto.
Paco e Celina erguem a taça do campeão do DF | Foto: Vinícius de Melo / Agência Brasília
O Brasiliense entrou em campo em vantagem, já que havia vencido o primeiro jogo no Estádio Mané Garrincha, por 3 x 1. Mas o Gama conseguiu reverter a vantagem do rival com gols de Everton Sidnei de Brito e Anderson Francisco Nunes.
Do lado do time do Brasiliense, Esquerdinha levou o segundo cartão amarelo e foi expulso do campo. O embate seguiu para os pênaltis e não teve jeito para o clube de Taguatinga, após as cobranças perdidas de Sandy e Rodrigo.
“Temos que parabenizar o Ministério Público, que acompanhou tudo e viu que estava tudo caminhando corretamente. Só esperamos que, em breve, possamos liberar as torcidas para fazer uma festa mais bonita, pois os torcedores do Gama sentem falta. E todos nós sentimos hoje. Infelizmente a pandemia atrapalhou muito o brilho das finais”, avaliou o presidente do Gama, Weber Magalhães.
Especialistas confirmam: o verde em ambiente urbano é sinônimo de saúde. População comemora investimentos do governo em arborização
“Nem tudo o que é torto é errado. Veja as pernas do Garrincha e as árvores do Cerrado”. O verso é do poeta, ecologista e dono de viveiro, Nicolas Behr, 62 anos.
Natural de Cuiabá (MT), chegou em Brasília em 74, e conhece, como poucos, a flora e a fauna locais. Para o escritor, o verde é essencial para a obtenção de uma qualidade de vida melhor além de assimilar a integração entre o concreto e a natureza.
“As pessoas que vivem aqui, quando passam por um lugar arborizado se sentem muito melhor. Quem não tem esse contato com o verde, vê que Brasília é uma região privilegiadíssima em termo de arborização. É um grande mostruário de diversidade da fauna e da flora brasileiras”, observa.
“A arborização urbana deve ser vista como saúde mental, a busca pelo equilíbrio psíquico”, defende. “As plantas são anti-estressantes”, reforça.
Para replicar essa alegria do poeta Behr a mais de três milhões de habitantes do Distrito Federal, o GDF investe para manter cerca de 5 milhões de árvores espalhadas pelas 33 regiões administrativas. São aplicados, todos os anos, mais de R$ 40 milhões, que proporcionam novos plantios e manutenção da área verde.
Com a experiência de quem deu aula de engenharia florestal na Universidade de Brasília (UnB) por 33 anos, Manoel Cláudio da Silva Júnior, 61 anos, desde 2018 aposentado, sabe muito bem quais são os benefícios que uma cidade bem arborizada pode trazer para a população.
Além de reduzir a temperatura e aumentar a umidade do ambiente, elas funcionam, estrategicamente, no combate ao aquecimento global. Mas o melhor é o efeito transformador de acalmar o ser humano. “Há vários estudos que mostram a influência da natureza no comportamento das pessoas, em lugares onde tem mais árvores os índices de crimes são menores”, aponta o acadêmico.
Arquiteta urbanista da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF (Seduh), Sílvia De Lázari também defende que a arborização é determinante na redução de “ilhas de calor urbano” e na absorção de poluentes atmosféricos, além de importante aliada para o bem-estar das pessoas nas grandes metrópoles.
“As árvores são uma expressão da natureza nas cidades, essenciais para a criação de vivências significativas, reduzindo stress e propiciando benefícios psicológicos”, acredita.
Patrono do nosso verde
Chefe do Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Novacap, Raimundo Silva fala sobre a responsabilidade e a missão de cuidar de toda essa estrutura verde do Distrito Federal.
“É um desafio diário, onde focamos em manter, repor e arborizar as cidades do DF para que alcancem o patamar do Plano Piloto, uma região administrativa com arborização já consolidada”, enfatiza.
O responsável por fazer do DF um dos lugares mais ricos em espécies do Cerrado, quase um santuário verde em meio a uma verdadeira selva de pedra, foi o engenheiro agrônomo Francisco Ozanan.
Ele dedicou 40 anos de sua vida para embelezar o lugar com tipos que pudessem nascer e resistir ao clima árido e ao calor peculiar local. Morto em 2016, aos 72 anos, o cearense, conhecido como o “pai dos ipês” de Brasília, deixou como legado à frente do DPJ cerca de 300 espécies de plantas.
A ideia é que todo esse esforço em manter e preservar o verde na região seja lembrado com a criação de uma praça no Lago Norte. “O Ozanan foi o segundo chefe do departamento, em substituição ao primeiro, que foi Estênio Bastos. Brasília tem hoje a arborização famosa graças a ele, só estamos dando continuidade ao seu trabalho”, comenta Raimundo Silva. “Se tudo der certo o projeto deve estar pronto em breve”, antecipa o presidente da empresa, Fernando Leite.
Pomar comunitário
Assim como o poeta Nicolas Behr, o advogado Claudismar Zupiroli, 60 anos, é um amante das árvores nativas do Cerrado, sobretudo, as frutíferas.
O amor é tanto que ele, filhos de pais que lidavam com agricultura familiar no Paraná, fez questão de cuidar de um pomar no Parque Multiuso da Vila Planalto, localizado entre a L4 e o Palácio da Alvorada. É a Vila Frutas.
O projeto, então autorizado pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram), começou com 600 mudas plantadas de espécies frutíferas nativas raras e exóticas como araçá, jabuticaba, carambola, jambo, seriguela, entre outras. O objetivo é, com o apoio dos moradores da cidade, sejam plantadas cerca de mil árvores frutíferas no local até o fim do ano.
“A proposta não é plantar frutas comuns, mas aquelas que a população não conhece, ter no mesmo lugar, para deleite da comunidade, escolas ou turistas, espécies que não se acha facilmente por aí”, conta. “Essa é minha contribuição para a cidade, para o meio ambiente e, se puder, num contexto de projeto para a comunidade, um presente meu, para Brasília”, comenta o voluntário da natureza que, assim como a capital do país, sopra 60 velhinhas este ano.
Para a administradora do Plano Piloto, Ilka Teodoro, desde o ano passado responsável pelas áreas de parques urbanos da Vila Planalto, o gesto do advogado Claudiosmar Zupiroli é de uma grandeza singular e demonstração de respeito à natureza.
Segundo ela, o contato com a natureza e a possibilidade de comer fruta direto do pé é renovador e uma ótima estratégia de saúde e bem-estar para a população. “Ele é uma pessoa dotada de muita humanidade e generosidade”, agradece. “Seu projeto é uma escola de botânica a céu aberto, que muito contribuirá para qualidade de vida e aprendizado da comunidade da Vila Planalto e de todo o DF”, acrescenta.
O que dizem os brasilienses
| Fotos: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília
Eduardo Aquino
34 anos
Serralheiro
Morador de Ceilândia Norte
“É bom, arboriza a cidade, fica melhor porque não fica só a cidade de pedra. Ver as árvores com certeza melhora o meu humor”
Maria das Dores
39 anos
Atendente
Moradora de Ceilândia Norte
“O verde traz mais harmonia para a cidade. É bom ver as árvores, melhora minha disposição principalmente quando estou indo para o trabalho”
Eduardo da Silva
17 anos
Lava-jato
Morador de São Sebastião
“É sempre bom vermos árvores, melhora a qualidade do ar. Prefiro ver as ruas com árvores do que com um monte de prédios”
Kethilly Pires
17 anos
Estudante
Moradora de São Sebastião
“Me sinto mais livre em uma cidade com árvores, transmite um sentimento de calma”
Teresinha de Jesus Mendonça
43 anos
Manicure
Moradora de Santa Maria
“As árvores trazem um ar puro, é bom sentir o vento que passa. Fico mais feliz quando vejo o verde”
Um incêndio iniciado na manhã deste sábado (29), no Hospital Santa Luzia, no Setor Hospitalar Sul, assustou os pacientes e parte dos pacientes internados foram retirados às pressas.
Muito rápido os bombeiros chegaram no local para conter o fogo, que começou por volta das 10 horas, no quinto andar do hospital.
As chamas altas, e uma fumaça escura podem ser vistas de longe.
Os pacientes foram levados para o estacionamento ao lado do hospital.
Quase cinco mil pessoas votaram pelas redes sociais da corporação. Eles serão treinados pela equipe cinotécnica do Grupamento de Busca e Salvamento
A votação para a escolha dos nomes dos novos integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) – os dois filhotes de cães da raça Labrador Retriever – terminou nesta sexta-feira (28). Os nomes escolhidos pelos internautas foi Atena, para a fêmea, e Bolt, para o macho. Quase cinco mil pessoas votaram pelas redes sociais da corporação.
“Tivemos votação durante a madrugada, pessoas ligando querendo que colocassem seus nomes nos cachorros para homenageá-los e até um senhor queria que colocássemos os nomes dos cachorrinhos dele – Totó e Paçoca – nos novos integrantes. Houve uma participação grande e eles receberam muito carinho pelas redes sociais. Agradecemos a todos”, contou a chefe do centro de Comunicação Social do CBMDF, tenente-coronel Daniela Ferreira.
Os cães foram selecionados por meio de avaliação genética e de uma série de testes que evidenciaram qualidades necessárias a um cão de busca e salvamento, como aptidão no meio aquático, não ter medo de altura e não se incomodar com barulho. A sociabilidade e espírito de competitividade também foram testados.
A partir de agora eles serão treinados pela equipe cinotécnica do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), com outros dois cães da mesma raça recebidos pela corporação em junho, Baruk e Delta.
Brumadinho
Os quatro animais foram doados pela empresa Vale, por conta da participação dos cães do CBMDF nas buscas em Brumadinho, após o rompimento da barragem de rejeitos. Os dois estão em treinamento.
Local também será palco de uma missa campal transmitida ao vivo pelas redes sociais da Secretaria de Turismo
A Força-Tarefa nos Parques, que envolve órgãos do Governo do Distrito Federal como o Instituto Brasília Ambiental, Secretaria de Governo e de Turismo, CEB, Caesb, Detran, DER-DF, FUNAP, SLU, Novacap e Administração Regional do Lago Sul, vai entregar neste domingo (30), a partir das 9h, o Monumento Natural Dom Bosco revitalizado com a presença de autoridades.
As melhorias na Unidade de Conservação incluem colocação e pintura de meio-fio, reforma de calçadas, roçagem e poda, limpeza e pintura das estruturas, lavagem do anfiteatro natural e pintura de sua arquibancada, troca de fechaduras e reparo das portas da Ermida Dom Bosco e reforma da capela. Além da demarcação da coopervia e da ciclovia, instalação e manutenção de lixeiras, demarcação de área de banho no espelho d´água, construção de uma rampa de acesso a portadores de necessidades especiais e instalação de novos corrimões nas escadas.
Entre 2019 e 2020 já foram revitalizados dez parques ecológicos: Saburo Onoyama, Cortado, Olhos D’Água, Águas Claras, Parque das Garças, Denner, Ezechias Heringer, Copaíbas, Tororó e Areal. O Monumento Dom Bosco é o décimo-primeiro. A escolha da Unidade de Conservação se deu porque neste mês é comemorado o Agosto de Dom Bosco, padroeiro da cidade.
Para o presidente do Brasília Ambiental, Claudio Trinchão, as intervenções vão trazer mais qualidade aos frequentadores. “Teremos a recuperação dos banheiros, píer, pistas, entre outros, para tornar ainda mais agradável a visita da população na Unidade de Conservação”, comentou.
“Os moradores do DF possuem forte ligação com a natureza. Por isso, desde o início do governo, a Secretaria do Meio Ambiente está junto com a força-tarefa de revitalização nos parques”, afirmou o secretário, Sarney Filho.
Ermida Dom Bosco| Foto: Acácio Pinheiro
Além da entrega à população da Unidade de Conservação revitalizada, no local vai acontecer a “Missa campal – Agosto de Dom Bosco”, que será transmitida ao vivo pelas redes sociais da Secretaria de Turismo, a partir das 09h. O evento será aberto à comunidade e também terá transmissão ao vivo pelo Instagram da Setur-DF.
Monumento Natural Dom Bosco – A área de 171,98 hectares mantém reservas nativas de Cerrado e está situada na Orla do Lago Paranoá, oferecendo uma paisagem exuberante. Além de oferecer trilhas, pistas para skate e bicicletas, a infraestrutura do Monumento Natural é composta por coopervia, ciclovia, banheiros, anfiteatro aberto, Sede Administrativa com sala para Educação Ambiental (Casa da Cerradania), Jardim do Patrimônio Ecológico do DF e estacionamento. Até antes das restrições impostas pela Pandemia do Covid-19, o Dom Bosco recebia, em média, cinco mil visitantes por semana.
A Ermida Dom Bosco, a primeira obra de alvenaria construída na capital, é uma das principais atrações. A pequena capela, projetada por Oscar Niemeyer, homenageia o segundo padroeiro de Brasília, São João Bosco, que teria previsto, em sonho, a construção da cidade, ainda no Século XIX.
Serviços são intensificados antes das primeiras chuvas da primavera. Só no Gama, 350 buracos já foram tapados
Máquinas pesadas de pavimentação asfáltica estão espalhadas por diversos pontos do Distrito Federal revitalizando as rodovias e principais vias das 33 regiões administrativas. O GDF Presente se soma a esse esforço de manter a qualidade no trânsito dos veículos. Com ajuda das administrações regionais, o programa já identificou e catalogou 17 mil buracos e coloca a mão na massa ajudando na manutenção das vias, num esforço concentrado antes de começar a temporada de chuvas.
“É uma demanda grande de moradores por todo o DF, que chegam até a gente pelas ouvidorias. Tapar os buracos, recapear vias muito danificadas, além do trabalho de revitalização, que passa pela iluminação pública, troca de bocas de lobo, limpeza e pintura das vias”, explica o subsecretário de desenvolvimento regional da Secretaria de Cidades, Flávio Araújo.
No levantamento do GDF Presente, seis cidades foram apontadas com situações mais críticas: Gama, Samambaia, Ceilândia, Taguatinga, São Sebastião e Arniqueiras. Por isto, essas regiões são áreas prioritárias para os trabalhos de recuperação do asfalto.
O Gama, por exemplo, fez um trabalho minucioso e listou 1.990 buracos em toda a sua extensão. Um documento identificou bairro por bairro onde eles estão e também o tamanho (P, M, G e GG). “O negócio estava feio, viu? Tem umas ruas aqui no Gama com buracos há mais de 4 anos e ninguém fazia nada. No Setor Central, próximo à Rodoviária, tem pra todo lado. Agora, a gente tem visto as máquinas nas ruas e acho que vai melhorar”, aposta Rômulo Gomes, autônomo, morador do Setor Leste.
20toneladas de massa asfáltica são usadas diariamente para tapar os buracos nas ruas do Gama
Desde a quinta-feira (27), a operação na cidade acontece em dois períodos e 350 buracos já foram tapados. De acordo com a Administração, o Setor Central e o Setor de Indústria já foram concluídos. Na próxima semana, os setores Oeste e Sul estão na rota. Vintes toneladas de massa asfáltica são usadas diariamente na recuperação das ruas.
“Nossa malha viária é muito antiga e precisávamos resolver esse problema. Então montamos frentes de trabalho com os servidores para se dividir por toda a cidade. O objetivo é zerar esses buracos até o início de outubro”, revela a Administradora, Joseane Monteiro.
Outras regiões
A massa asfáltica para as ações é providenciada pela Novacap, além de grande parte do maquinário dividido com terceirizadas. A mão de obra , além de servidores das Administrações, é composta por reeducandos do sistema prisional coordenados pela Funap.
Lago Norte | Foto: Divulgação
Na última sexta-feira, o Polo Central Adjacente 1 atuou nas vias do Setor de Mansões do Lago Norte. Nas MI e ML 4, foram tapados cerca de 30 buracos, duas ruas foram recapeadas e duas toneladas de massa asfáltica usadas.
O Pólo Norte também esteve em ação no Arapoangas e Vale do Amanhecer, em Planaltina, onde foram utilizadas oito toneladas de asfalto. Além de Sobradinho I, com homens trabalhando nas Quadra 1 e em quatro áreas residenciais de Sobradinho II, além do setor de mansões.
As vias que são recapeadas, passam em seguida por ações do Detran e DER que cuidam de sinalização e pintura.
Sucesso do acolhimento no Setor Comercial, com 200 atendimentos em dois dias, deverá servir de modelo para outras regiões
A ação integrada do Governo do Distrito Federal (GDF) de atendimento à população de rua no Setor Comercial Sul (SCS) poderá servir de projeto-piloto para iniciativas semelhantes. Nos últimos dois dias (26 e 27), foram realizados mais de 200 atendimentos por lá. Ao todo, 15 órgãos do governo local atuarão na iniciativa até 4 de setembro no local, que abriga cerca de 150 pessoas em situação de rua.
Segundo técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Social, o projeto realizado no SCS até a próxima sexta (4) é piloto – e será avaliado para que também possa ser feito em outras regiões administrativas do DF. “Ter a ação integrada no SCS facilita o trabalho das equipes de abordagem social. Quando precisamos fazer algum encaminhamento, fica muito mais fácil ter as secretarias próximas, dando agilidade e rapidez no acesso às políticas públicas para essa população”, ressalta a subsecretária de Assistência Social, Kariny Veiga.
A Codhab, órgão que centraliza as oportunidades de moradia social para a população de baixa renda, foi uma das que mais realizou atendimento (58). “O GDF entende o problema social dos moradores de rua em sua verdadeira dimensão, como questão de saúde pública, humanidade e devolução da dignidade. A Codhab participa desse projeto levando informações e caminhos para que essas pessoas possam sonhar em ter habitação e, consequentemente, uma vida melhor”, destaca o diretor-presidente da Codhab, Wellington Luiz.
Na sequência, veio a Polícia Civil (PCDF), que auxiliou 34 pessoas com emissão de documentos, como o Registro Geral (RG). Já o Cadastro Único (CadÚnico), programa do GDF que identifica e caracteriza as famílias de baixa renda para que elas possam ter acesso a serviços públicos essenciais, registrou 28 novos inscritos.
A ação no SCS conta com as secretarias de Desenvolvimento Social, Saúde, Mulher, Justiça e Cidadania, Segurança Pública e Trabalho, além da Codhab, da Companhia Energética de Brasília (CEB), da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), da Defensoria Pública, das polícias Militar e Civil, da Defesa Civil, do Departamento de Trânsito (Detran-DF) e do Corpo de Bombeiros (CBMDF).
Entre os serviços oferecidos, estão abordagens sociais, acolhimento e encaminhamento para abrigos e comunidades terapêuticas, exames de saúde, atendimento psicossocial para mulheres com direitos violados e emissão de documentos.
Dignidade e saúde
Além dos atendimentos feitos nas tendas, a Secretaria de Saúde (SES) está com equipes de consultório na rua percorrendo o SCS às segundas, quartas e sextas atendendo a população em situação de rua.
Nesta última quarta (26), foram realizados 21 atendimentos, entre exames físicos, realização de testes para Covid-19, hepatites B e C, sífilis e HIV, anamnese por enfermeiros e médicos, além de encaminhamentos para consultas de oftalmologia, raio-x e ressonância magnética, troca de receitas e prescrição de medicamentos.
O Plenário do Tribunal de Contas do Distrito Federal determinou que a Polícia Civil do DF retifique o edital que regula o Concurso Público para preenchimento de 600 vagas do Cargo de Agente de Polícia. A decisão ocorreu na sessão ordinária desta quarta-feira, dia 26 de agosto.
A PCDF tem dez dias de prazo para inserir, no edital, um subitem contendo a data provável de divulgação da homologação do resultado final do concurso, que deve ocorrer após o resultado final do terceiro grupo do Curso de Formação Profissional. A Polícia deve deixar claro que somente a partir daí começa a contagem do prazo de validade do certame.
Além disso, será necessário retificar ou excluir o subitem 8.5.8 do edital, para eliminar a menção à Lei/DF nº 5.769/2016, tendo em vista que essa Lei foi declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), na ADI 8970-7.
O prazo de 10 dias para as modificações conta a partir da notificação oficial.
Chocolate, Baunilha e Nevasca (Foto Carlene Rezende)
Pela primeira vez, ocorre o nascimento de trigêmeos no rebanho de Nelore do centro de pesquisa
Chocolate, Baunilha e Nevasca nasceram há quase duas semanas. São os filhotes, dois machos e uma fêmea, que nasceram de uma mesma vaca da raça Brasil Genética Nelore (BRGN) do rebanho de corte da Embrapa Cerrados (DF).
O parto normal ocorreu na madrugada de sábado (14). Sem nenhuma ajuda, a vaca BRGN 1508 deu à luz a três bezerros, que nasceram respirando bem, saudáveis e fortes, com diferença de cerca de duas horas entre o primeiro e o último filhote.
O nascimento de trigêmeos é algo raro, principalmente em rebanhos de corte. Segundo Luiz Osvaldo Rezende, veterinário da Embrapa Cerrados, partos gemelares com sucesso, com mãe e filhotes saudáveis, representam menos de 0,5% do total.
Os trigêmeos causaram surpresa à equipe responsável pelo rebanho. “Em 20 anos de profissão, é a primeira vez que eu vejo o nascimento de trigêmeos. Eles nasceram muito saudáveis, quase com o peso de um bezerro de gestação única, com cerca de 22 quilos cada um”, afirma Rezende, que tem feito o acompanhamento dos filhotes.
Os trigêmeos estão sendo amamentados pela mãe, em revezamento, e também com o auxílio de mamadeira, já que a vaca não tem leite suficiente para três filhotes. Mas um deles já foi praticamente adotado por outro animal do rebanho e também está sendo amamentado por ela.
O veterinário explica que é muito raro nascerem gêmeos, principalmente com monta natural, já que a vaca não libera muitos ovócitos (células reprodutivas), diferente das ovelhas, onde essa situação é bastante comum. Já quando ocorre a inseminação artificial, como no caso das cerca de 300 vacas do rebanho BRGN, raça desenvolvida pela Embrapa Cerrados, eventualmente pode ocorre a gestação de mais de um embrião. O método utilizado é a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), com utilização de protocolos hormonais e uso de sêmen testado.
Rezende acredita que a gestação gemelar pode ter ocorrido devido o tratamento hormonal usado no rebanho. No entanto, explica que em caso de gêmeos e também de trigêmeos ocorre a troca de sangue e anticorpos entre os fetos dentro da placenta, o que causa uma patologia genética nos bezerros, que faz com que 90% das fêmeas nasçam inférteis. “No caso dos machos, a infertilidade não é certa. Vamos avaliar os bezerros quando chegarem à idade reprodutiva”, informa.
Sabe qual é a cor do dinheiro? Se não sabe, lhe respondo. É verde. Inquestionavelmente.
Cada vez mais, a atenção dos investidores está voltada às boas práticas de impacto social e ambiental. Aliás, é bom ficar de olho na sigla ESG – derivada do inglês environmental, social and governance (ambiental, social e governança).
Recentemente tivemos duas provas que confirmam esta questão.
A primeira delas foi uma repulsa de investidores europeus que ameaçaram se retirar de fundos brasileiros caso o desmatamento da Amazônia continue avançando. Na sequência, um exemplo mais concreto e otimista: a XP Investimentos lançou seu primeiro fundo ESG. Junto ao anúncio do novo fundo, a XP Investimentos ainda anunciou que ela mesma irá aplicar R$ 100 milhões neste fundo como forma de estimular a aplicação nesta categoria, e viabilizar a abertura do fundo.
Contudo, o ESG não é apenas uma tendência no mundo dos investimentos, mas sim uma necessidade. Isso porque o perfil dos investidores está cada vez mais exigente a ponto de não se preocuparem apenas com o retorno financeiro para acionistas e credores, mas também com os impactos que determinadas empresas impõem sobre a sociedade.
E como esse investimento se dará, se aqui no Brasil ainda não temos muitas opções nesse segmento ESG? O fundo da XP irá aplicar em fundos de índices (ETFs) estrangeiros que só alocam em títulos e ações de empresas que atendem aos critérios ESG. Pelo fato de ser um fundo que investe em ativos estrangeiros, o fundo tem como público alvo os investidores qualificados.
De longe é perceptível o entusiasmo da XP com o ESG. Logo que o primeiro fundo foi lançado, a corretora ainda comunicou que terão fundos ESG de sete instituições diferentes no FoF (Fund Of Funds – Fundo de Fundos) e que ainda querem chegar a mais 15 até o final do ano.
O mercado para essa categoria ainda tem um longo caminho pela frente. De um mercado de USD 80 trilhões, essa categoria respondia por apenas USD 10 bilhões em junho de 2020. Para o futuro, as projeções são ainda mais otimistas. Inclusive porque no início de 2019, os produtos representavam apenas US$ 4 bilhões, um crescimento de 150%.
Esse movimento que a XP está fazendo é muito importante. Isso porque esses fundos são inteligentes e descartam quaisquer empresas que não adotarem práticas sustentáveis e responsabilidade social. Desta forma, o investidor pode fazer seu dinheiro render e cuidar do planeta em uma tacada só.
Numa visão mais ampla, esse produto é inovador e tem a capacidade de fomentar o mercado brasileiro. Não resta dúvida de que uma nova tendência de investimentos está sendo ditada e veio para ficar. Resta observar, estudar e acompanhar a corrida por fundos ESG nos próximos anos.
Paulo Caus é economista e sócio da 3A Investimentos