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Atenção! Novo trecho será interditado no Setor Policial

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Bloqueio vai durar cerca de 9 meses. Dois viadutos estão sendo construídos

Dois viadutos estão sendo construídos na Estrada Setor Policial Militar (ESPM) e, devido aos serviços de escavação, a faixa exclusiva para o transporte público, ficará interditada de 23 de setembro até maio de 2021.

Dessa forma, quem trafega em direção aos eixinhos, L2 e L4 Sul, eixão e aeroporto deverá passar obrigatoriamente pela alça de aproximadamente 200 metros de extensão, que foi construída logo após o quartel do Corpo de Bombeiros.

No sentido contrário, em direção à W3 e ao cemitério Campo da Esperança, o fluxo de veículos segue normalmente, sem qualquer alteração.

A reforma da ESPM é mais uma importante etapa do chamado Corredor Eixo Oeste. A obra, dividida em duas partes por questões de logística e segurança, começou pelo trecho localizado entre o Quartel do Comando Geral da Polícia Militar até o Terminal da Asa Sul (TAS).

Além da construção de dois novos viadutos, o contrato com a empresa Concrepoxi Engenharia, no valor de R$ 7.667.020,57, prevê serviços de drenagem e pavimentação, além da construção de dois viadutos.

“Assim como já ocorre na EPTG, o pavimento para circulação dos ônibus será todo em concreto, comprovadamente mais durável que o asfalto. Além disso, os novos viadutos irão desafogar o trânsito na região, minimizando os engarrafamentos e os transtornos enfrentados diariamente pelos motoristas que trafegam pela região, especialmente nos horários de pico”, explica o secretário de obras do GDF, Luciano Carvalho.

A primeira etapa da revitalização da ESPM consiste na construção de dois viadutos. O primeiro, no projeto identificado como Viaduto 62, será construído na alça de acesso da ESPM ao Eixo W, conhecido como “eixinho de cima”. Ele terá 8 metros de altura, 33 metros de comprimento e 19 metros de largura. Já o viaduto 63, localizado na alça de acesso ao ERL, sentido L4, terá 29 metros de comprimento, 15 metros de largura e altura aproximada de 8 metros.

A segunda etapa prevê a readequação do sistema viário no trecho situado entre a interseção ESPM/Epig e o viaduto da W3 Sul. “Serão executados serviços de pavimentação, tanto pavimento flexível como rígido, implantação de novas redes de drenagem e paisagismo, com calçadas e ciclovias”, detalha Ery Brandi, subsecretária de projetos, orçamento e planejamento de obras.

Corredor Eixo Norte

Com 38,7 quilômetros de extensão, prevê o alargamento de pistas e a construção de faixas exclusivas nas principais vias de ligação do Sol Nascente com o Plano Piloto, como a Hélio Prates, a Epig e a Estrada Parque Polícia Militar (ESPM), que leva ao Terminal da Asa Sul.

O objetivo é reduzir em meia hora o tempo de deslocamento até o Plano Piloto. As obras serão feitas por trechos já que é inviável fazer intervenções de uma no trânsito. Além da revitalização da Avenida Hélio Prates, o corredor contempla diversas outras obras, tais como a construção de viadutos e do túnel de Taguatinga.

Após vai e vem judicial, escolas particulares podem reabrir no Distrito Federal

Alunos aprendem a prevenção ao novo coronavírus (Covid-19) na Escola Municipal Pedro Ernesto, através de cartazes, trabalhos escolares, e medidas de higiene e convívio pessoal.

Expectativa é de 25% dos alunos retornem presencialmente

Mais de seis meses após a suspensão das aulas presenciais nas escolas públicas e particulares do Distrito Federal, em 11 de março, os estabelecimentos estão autorizados a retomar as atividades nesta segunda (21).

Enquanto na rede pública a volta ainda está longe de virar realidade, nas particulares, a liberação ocorreu em meio a uma batalha judicial. O Governo do Distrito Federal chegou a permitir o retorno desses alunos no dia 27 de julho, mas, no dia seguinte, a proibição das atividades voltou a ser imposta pela Justiça.

Calendário

Depois de audiência de conciliação virtual, entidades que representam escolas e os docentes definiram um novo calendário para a retomada. Hoje começam as atividades da educação infantil – de 0 a 5 anos – e do ensino fundamental 1 para alunos do 1º a 5º ano. No caso do ensino fundamental 2 –  6º ao 9º ano – o retorno está previsto em 19 de outubro. Já o ensino médio e os cursos profissionalizantes retomarão as classes presenciais em 26 de outubro.

Segundo levantamento feito em maio pelo Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe), que representa mais de 570 escolas, com a participação de mais de 34 mil pais e/ou responsáveis da rede particular, nem todos retornariam ao ambiente escolar no primeiro momento.

“Foi uma decisão acertada, pois será possível acolher os filhos das famílias que precisam trabalhar e querem um espaço seguro de aprendizagem. Acreditamos que 25% das escolas voltarão, e entre 20% e 30% dos alunos estarão na sala de aula”, disse presidente do Sinepe, Álvaro Domingues.

Como o retorno presencial não é obrigatório, as escolas continuarão oferecendo conteúdo online para os alunos que preferirem o ensino remoto. “Existe um número considerável que prefere aguardar, ou tem restrições de saúde, e naturalmente deve ser respeitado em seu direito. Porém, isso não pode impedir àqueles que, por opção ou liberdade, precisam e desejam que seus filhos estejam amparados numa instituição devidamente credenciada”, avaliou o professor.

Testagem

Por decisão judicial, não haverá testagem em massa para detectar covid-19 entre profissionais das escolas. O teste é exigido apenas para os que tiverem suspeita de contaminação ou que tiveram contato com pacientes da doença.

Regras

A Justiça também definiu protocolos a serem adotados pelas instituições de ensino para resguardar alunos e colaboradores dos riscos de contágio pelo novo coronavírus. No rol de novas regras está, por exemplo, fornecimento de luvas descartáveis, protetores faciais (face shields), aventais e outros aparatos necessários para os professores, instrutores e demais profissionais que trabalhem diretamente com alunos da educação infantil

Também está prevista a utilização de gorros e jalecos nas situações de alimentação e contato direto com as crianças. Outra exigência diz respeito ao uso dos Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) necessários aos trabalhadores (empregados diretos ou terceirizados) obrigatórios para cada tipo de atividade, principalmente para atividades de limpeza, retirada e troca do lixo, manuseio e manipulação de alimentos ou livros e aferição de temperatura.

As escolas terão que fornecer máscaras aos empregados, adequadas aos graus de risco de contaminação a que o trabalhador estiver exposto e em quantidade suficiente e que atenda à limitação do período de uso da máscara. Há ainda limitação máxima de 50% do contingente de alunos, por sala, em aulas presenciais, respeitada metade do limite máximo de ocupação do espaço de cada sala, nos termos da legislação educacional e o distanciamento de 1,5 metro entre os alunos.

Trabalhadores e alunos infectados ou que apresentem sintomas da Covid-19 precisam ser afastados imediatamente até que se submetam a exame específico que ateste ou não a contaminação.

Eleições 2020 | Emissoras de rádio e TV estão proibidas de exibir conteúdos com alusão ou críticas a candidatos

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Casos as regras não sejam cumpridas, é possível que haja cassação do registro da candidatura, ou do diploma de eleito, por uso indevido dos meios de comunicação

Começou na quinta-feira (17) o período para que emissoras de rádio e televisão passem a observar as restrições ao conteúdo que transmitem sobre candidatos, partidos políticos e coligações. A medida, que deverá ser adotada até o dia 29 de novembro, também impede qualquer revelação de posição política de eleitores.

As restrições estão previstas na Lei das Eleições (9.504/1997) e fazem parte do calendário eleitoral 2020. Casos as regras não sejam cumpridas, é possível que haja cassação do registro da candidatura, ou do diploma de eleito, por uso indevido dos meios de comunicação.

Enquanto durar o período eleitoral, as emissoras de rádio e TV vão poder organizar debates políticos ou citar candidatos, partidos ou coligações em programas jornalísticos. No entanto, não é permitida a exibição de qualquer conteúdo que mencione ou favoreça determinado político ou partido, por exemplo.

Até a data do segundo turno das eleições, as emissoras de rádio e televisão não podem mais exibir imagens de realização de pesquisa ou consulta eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado, ou que haja algum tipo de manipulação de dados.

Fonte: Brasil 61

Buscando formação mais digital e inovadora de jovens, SENAI e Ministério da Economia lançam programa Aprendizagem 4.0

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Programa reúne competências técnicas e socioemocionais requeridas pelo mercado de trabalho em constante transformação digital

Com o mercado de trabalho em constante transformação digital, a capacitação de trabalhadores que atendam às exigências da indústria se torna cada vez mais essencial. Com vista no aperfeiçoamento de jovens que estão no início da caminhada profissional, o SENAI e o Ministério da Economia lançaram o programa Aprendizagem 4.0. A iniciativa visa ofertar conhecimento em um formato mais digital e ágil, reunindo competências técnicas e socioemocionais requeridas pela indústria 4.0.

O programa piloto vai abranger duas áreas tecnológicas: Metalmecânica e Tecnologia da Informação. A iniciativa é voltada para jovens de 14 a 24 anos e vai combinar as modalidades de ensino a distância (EaD) e presencial. O programa de aprendizagem não tem custo para o jovem aprendiz. Para a empresa, o único custo é o salário do aprendiz, já que o SENAI apoia no processo de seleção e cuida da formação.

“Estamos vivendo a quarta revolução industrial, que traz novas competências e o redesenho das funcionalidades a que os trabalhadores da indústria do futuro vão ter que possuir”, explica o diretor geral do SENAI, Rafael Lucchesi. “No curso de aprendiz, vamos estar formando as pessoas nesse contexto. Isso é a incorporação dos principais fatores da indústria 4.0, como a internet das coisas, dominar o Big Data, dominar a inteligência artificial, toda a parte de segurança da internet e indústria aditiva. Esses são os principais fatores que vão redesenhar a indústria do futuro.”

No curso de Metalmecânica serão ensinadas as principais inovações tecnológicas dos processos de manufatura avançada, o que pode abrir caminho para a realização do curso para técnico em Mecânica.

Já no curso da área de Tecnologia da Informação, o foco é no ensino de programação, codificação e teste de sistemas com uso de inteligência artificial, desenvolvimento de competências de integração, automação e conectividade. Como possível caminho após o ensino do SENAI, o aprendiz pode se tornar técnico em Internet das Coisas (IoT), por exemplo.

“É uma nova abordagem da aprendizagem. O mundo 4.0 requer empresas com integração, automação de processos. O programa tradicional de aprendizagem não comporta isso. É super comum você conversar com as empresas e falarem que só contratam a pessoa pelo o que ela sabe fazer, mas demitem pela falta de habilidade dele no dia-a-dia do trabalho. Isso é a carência socioemocional”, avalia o secretário de Políticas Públicas para o Emprego do Ministério da Economia, Fernando de Holanda.

“Adicionalmente, temos que focar em competências específicas. O empregador hoje em dia, pergunta diretamente qual é a competência específica que a pessoa sabe fazer. O que esse programa em conjunto tenta fazer é dar as competências”, completa o secretário.

SENAI e Ministério da Economia acreditam que o programa Aprendizagem 4.0 terá papel fundamental para jovens e adolescentes conseguirem o primeiro emprego. O inovador do programa é o foco na demanda e o fornecimento das competências necessárias para que os jovens venham a ser bem-sucedidos no mercado.

Participação do aprendiz

Jovens de 14 a 24 anos podem realizar o cadastro na plataforma de empregos do SENAI. A próxima etapa é uma entrevista online para falar sobre si mesmo: gostos e aptidões; sonhos e expectativas; o que pensa sobre sociedade e cidadania; o que faz como lazer e saúde; como são as relações de amizade e de família.
As informações serão utilizadas para identificar características socioecomionais de candidatos às vagas oferecidas por empresários que pretendem contratar aprendizes neste novo formato oferecido pelo SENAI.

Para as empresas, o SENAI recomenda entrar em contato com a unidade da instituição mais próxima para saber como participar do Programa Aprendizagem 4.0.

Fonte: Brasil 61

Teletrabalho gera economia de R$ 83 milhões ao Governo de Goiás

Desde a implantação, a modalidade de trabalho remoto no Poder Executivo assegurou economia superior a R$ 80 milhões com despesas de custeio, que incluem água, energia, materiais de escritório, entre outros. Foto: Júnior Guimarães

Medidas de corte de gastos já estavam sendo adotadas pelo governador Ronaldo Caiado mesmo antes da pandemia. Nos oito primeiros meses do ano, redução foi de aproximadamente R$ 100 milhões

O Governo de Goiás, a partir da implantação do teletrabalho no poder executivo, conseguiu assegurar dois pontos importantes de uma administração que tem demonstrado zelo pelos recursos públicos: qualidade na prestação dos serviços e economicidade. Com o trabalho remoto, adotado desde a segunda quinzena de março de 2020, o Estado já economizou mais de R$ 83 milhões com as despesas de custeio.

O valor corresponde a uma redução de 41%, na comparação com o mesmo período do ano passado (abril a agosto). A redução foi uma determinação do governador Ronaldo Caiado diante do enfrentamento da pandemia. Os dados são da Secretaria de Estado da Administração (Sead).

E a tendência de redução das despesas de custeio já era observada no primeiro trimestre de 2020, mesmo antes da pandemia da Covid-19. De janeiro a março, houve também economia de mais de R$ 15 milhões na comparação com o primeiro trimestre de 2019. A economia total nos primeiros oito meses de 2020 é de aproximadamente R$ 100 milhões.

Desde abril – período da pandemia e já com a implantação da modalidade de teletrabalho no Poder Executivo – a maior redução em valores absolutos foi com consumo de água, esgoto e energia, com economia de mais de R$ 35 milhões, quase 49% a menos do que o gasto em 2019. A gestão estadual também registrou decréscimo de 72% no custeio com materiais de expediente.

As despesas de custeio correspondem ao consumo de água e esgoto, energia elétrica, alimentação, compra de gêneros alimentícios, serviços de telefonia, materiais de expediente, combustíveis e viagens (diárias, passagens, hospedagem e despesa com transporte).

Marco Aurélio, do STF, recebe alta após operação no joelho

Ministro teve que passar por cirurgia no joelho

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu alta hoje (20) após ser submetido a um procedimento cirúrgico no joelho direito. Ele deve se recuperar com sessões de fisioterapia em casa e não pretende se afastar de suas atividades.

Segundo boletim médico do hospital DF Star, em Brasília, o ministro encontra-se “em bom condicionamento físico”. Ele realizou artroscopia no menisco direito “devido a uma entorse ocasionada por episódio doméstico”, informaram os médicos responsáveis.

Ao dar entrada no hospital, no sábado (19), Marco Aurélio fez teste para contaminação por covid-19, cujo resultado foi negativo.

Reconstrução de barragem permite retomada agrícola no Rio Preto

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Comunidade rural de Planaltina sofria com falta d’água há quase cinco anos. Obra vai permitir que a vida de cerca de 100 pessoas volte ao normal

Cerca de 12 famílias de produtores rurais da comunidade agrícola Chácara 90, localizada no Núcleo Rural Rio Preto, na região de Planaltina, serão beneficiadas com a recuperação da barragem do Imburuçu (veja mais no vídeo abaixo).

A obra, que começou em 10 de setembro, é uma ação integrada envolvendo servidores da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF) e Secretaria de Agricultura (Seagri-DF). Desde 2016, os agricultores da localidade sofrem com a falta d’água, elemento essencial para  a produção agrícola. O problema começou com o rompimento do antigo represamento.

“Visitamos a antiga obra e constatamos que houve erro de execução”, explica o extensionista rural da Emater-DF, João Colemar. “Fora isso, a vertedora, que é um sistema de garantia de vazão de água, foi negligentemente tampada, fazendo com que o nível subisse no período de chuva forte, rompendo a barragem”, detalha.

Assista ao vídeo:

O problema afetou diretamente a rotina das pessoas. Com a escassez de água para irrigar as plantações durante todo o ano, a produção caiu, assim como a mão de obra local. Sem trabalho na “roça”, muita gente foi buscar o ganha-pão na cidade, trabalhando como motorista de ônibus ou no mercado informal.

“A previsão é recuperar todo o sistema de produção agrícola da região. A finalização dessa obra representa um retorno das pessoas para a área rural”, torce o subsecretário de Desenvolvimento Rural da Seagri-DF, Odilon Vieira Junior.

Solução

A solução para o problema é a construção de um talude, ou seja, terreno inclinado que garante a estabilidade do aterro, paredões que permitem a concentração de grande volume de água. Com a barragem cheia, uma estrutura de tubulação colocada 500 metros mata adentro, vai levar água para os agricultores. Para tanto, máquinas como pá mecânica, retroescavadeira e caminhões da Novacap trabalham com a assistência de engenheiros da Emater-DF.

A previsão é de que tudo fique pronto em duas semanas, com custo mínimo para o GDF. Serão geradas despesas apenas com a manutenção das máquinas, já que os profissionais envolvidos na operação são do governo.

“É uma ação que vai garantir água para todos, aumentando a eficiência do sistema de irrigação e maior rendimento da produção dos agricultores”, garante Colemar. “Aqui todo mundo ajuda um ao outro, a refeição para o pessoal que trabalha na obra é dada pelos produtores rurais”, acrescenta.

O produtor rural Luis Sousa será um dos beneficiados com a nova barragem | Fotos: Acácio Pinheiro

Produtor rural e cearense de Uajará, Luís Gonsaga Sousa tem 65 anos e desde 1979 mora na Chácara 90. Ele diz estar radiante com a iniciativa que vai beneficiar mais de 100 trabalhadores agrícolas. Gente como ele, que conhece bem a labuta com a terra, produz alimentos como tomate, pimentão, pepino, pimenta e feijão de corda.

“Agora posso ficar tranquilo porque, com essa obra, meus filhos e netos vão ter água por muitos anos”, festeja o agricultor. “Está todo mundo aqui satisfeito com essa obra, vai melhorar a vida de muita gente, vamos poder, inclusive, contratar mais gente para trabalhar na lavoura”, agradece.

Governo Ibaneis vai criar a Universidade do Distrito Federal

Proposta prevê a criação de diversos cursos relacionados a dez áreas específicas

Atenção, estudantes! O Distrito Federal pode ter sua própria universidade. Estão nos planos do governo local criar a Universidade do DF (UnDF), ampliando a oferta e a qualidade do ensino superior público na capital.

Em março deste ano, o governador Ibaneis Rocha encaminhou à Câmara Legislativa o Projeto de Lei Complementar nº 34/2020, que autoriza a criação da instituição. O tema está em debate entre os deputados distritais, mas assim que aprovado, consolidará o sonho de muitos jovens de ter mais uma alternativa de formação.

Entre os cursos de graduação que poderão ser oferecidos, há novidades voltadas à capacitação tecnológica exigida pelo setor produtivo; além de um reforço de atuação em temas voltados à segurança pública, cidadania e preservação do meio ambiente.

Em todo o DF, existem 66 instituições de educação superior, das quais 62 são privadas e concentram 82% das matrículas de graduação. O cenário apresenta ainda uma grande lacuna de acesso à educação superior para população mais carente.

Segundo dados da última Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad), elaborada pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), enquanto 76% da população de alta renda familiar detém ensino superior completo, menos de 10% da população de baixa renda possui o mesmo nível de educação formal.

Nesse sentido, o projeto do Executivo local seguirá o entendimento da política de ampliar as oportunidades para os alunos da rede pública. O ingresso na universidade distrital será nos moldes da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) e a Escola Superior de Gestão (ESG), já que ambas serão integradas ao campus.

Ou seja, 40% das vagas da nova universidade serão destinadas a alunos que concluíram a educação básica integralmente na rede pública. A cota racial, prevista na Lei Distrital nº 3788/2006, também será atendida.

Áreas de graduação

Outro dado do Pdad, mostra os rumos que o governo local seguiu para propor as áreas de graduação da UnDF. Dados mostram que 75% da população do DF exerce seu trabalho no setor de serviços, sendo este um dos setores mais suscetíveis a passar por processos de automação e robotização nos próximos anos.

“Urge a demanda de modernizar os cursos superiores e qualificar a mão de obra para que ela se adapte e caminhe lado a lado em meio à evolução tecnológica”, afirma o governador Ibaneis Rocha. Entusiasta da primeira universidade distrital, o chefe do executivo acredita que o novo campus vai além de ajudar a ampliar a oferta de ensino superior. “É um cuidado com nossos jovens, com a qualificação de mão de obra e com o desenvolvimento do Distrito Federal”, sentencia.

Conforme o projeto de lei, a nova universidade foi desenhada para atuar nos seguintes campos: Ciências Humanas, Cidadania e Meio Ambiente; Gestão Governamental de Políticas Públicas e de Serviços; Educação e Magistério; Letras, Artes e Línguas Estrangeiras Modernas; Ciência da Natureza e Matemática; Educação Física e Esportes; Segurança Pública e Defesa Social; Engenharia e Áreas Tecnológicas de Setores Produtivos; Arquitetura e Urbanismo; Ciência da Saúde.

Gestão

Apesar de o número de novas vagas ainda não estar definido. O modelo de gestão proposto para a UnDF é de independência. A unidade de ensino superior será autônoma para firmar acordos e convênios com o sistema federal, aderindo inclusive às políticas federais de incentivo.

Haverá também liberdade para que a universidade busque apoio internacional, de acordo com a conveniência e oportunidade. “Essa universidade converge com toda política de inovação que o GDF tem apresentado dentro do seu plano de governo. Hoje, temos plenas condições para iniciar a próxima década implantando uma universidade”, aponta Simone Pereira Costa Benck, diretora-executiva da Fundação Universidade Aberta do Distrito Federal, instituição mantenedora do ensino superior no DF.

Atualmente, o Projeto de Lei Complementar nº 34/2020, que trata da criação da UnDF,  tramita na Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Câmara Legislativa e tem avançado na discussão entre os parlamentares.

Passo a passo

checklist necessário para a criação da UnDF tem sido finalmente cumprido ponto a ponto e caminha para resolver um assunto antigo, que vinha se arrastando desde 1992 quando houve a primeira referência, em lei, à criação da universidade distrital.

Caso seja aprovada ainda em 2020, a estimativa orçamentária para a viabilização da UnDF é de R$ 1.519.083,49. Em 2021, o valor é de R$ 4.557.250,53.

Ainda nos recursos financeiros, a UnDF se torna viável em muitos caminhos: com a Lei Orçamentária Anual (LOA); com doações e financiamentos de órgãos e instituições pública e privada; com acordos de cooperação e emendas parlamentares; e também com aplicações de bens patrimoniais e operações de crédito.

Ela tem também o caminho para constituir seu próprio patrimônio, com terrenos e instalações, que poderão ser doados ou destinados à instituição de ensino.

Zoonoses vacinou mais de 180 mil cães e gatos em 20 meses

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Trabalho da saúde ajudou a colocar o DF como referência nacional em cobertura vacinal contra raiva

O Distrito Federal é referência nacional em cobertura vacinal contra a raiva em animais domésticos. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, em 2019, o DF tinha a maior proporção de domicílios do país com animais imunizados.

Parte dos bons resultados, deve-se ao esforço da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde, a Zoonoses, que vacinou mais de 180 mil cães e gatos em 1 ano e oito meses.

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), dos 477 mil domicílios com presença de algum cachorro ou gato no DF, 402 mil tiveram todos esses animais vacinados contra raiva nos 12 meses anteriores à data da entrevista. O percentual de 84,3% de pets vacinados é o maior do país.

Logo abaixo do DF, aparecem Rio de Janeiro e São Paulo com mais de 80% de cobertura vacinal, 83,6% e 81,1% respectivamente. A média brasileira, na área urbana, era de 75,7%, mas o índice chega a 58,7%, 54,2% e 51,5% em Roraima, Rio Grande do Sul e Acre, os últimos colocados da lista.

Em 2019, ano da pesquisa do IBGE, os servidores da Zoonoses vacinaram 167 mil cães e gatos em todo o DF. A maior parte deles, 149 mil, durante a campanha realizada entre agosto e setembro, na área urbana e também na zona rural (veja arte).

Mas, durante o ano todo, as equipes percorrem o DF para vacinar animais contra a raiva, especialmente em assentamentos, comunidades isoladas e locais mais vulneráveis para a circulação do vírus. Nesse trabalho de rotina, chamado de bloqueio vacinal, mais de 18 mil cães e gatos foram imunizados ano passado.

“Uma vez por ano a gente faz a campanha em todo o DF. É um dia festivo, como se fosse um Dia D, mas a prevenção é rotineira”, afirma o gerente da Zoonoses, Rodrigo Menna. Este ano, a campanha vai acontecer a partir de 3 de outubro. Por isso, os números ainda são menores do que os do ano passado: a vacina antirrábica foi aplicada em 14 mil gatos e cachorros até agora.

Vacina gratuita e anual

Donos de pets que quiserem vacinar os bichinhos de estimação, podem comparecer ao Centro de Controle de Zoonoses, que fica no Setor Noroeste, perto do Hospital da Criança, de segunda a sexta, de 9h às 17h. A vacina, gratuita, também está disponível no Núcleo de Vigilância Ambiental (Nuval) em 14 regiões administrativas.

“Não só antirrábica, mas toda vacina é importante. Não vou deixar nenhuma vencer”, diz a dona de Amora e Caju, ambos adotados. Foto: arquivo pessoal

Além disso, todos os animais recolhidos pela Zoonoses e disponibilizados para a adoção são testados para leishmaniose e vacinados contra a raiva.

A servidora pública Bianca Correa Borges Scafuto, 31 anos, moradora da Asa Sul adotou dois cachorros no começo do ano. Na época, eles eram filhotes de 5 meses, Hoje, Amora e Caju são dois jovens cãozinhos de porte médio com um ano de idade.

Os dois saíram vacinados da Zoonoses, mas mesmo assim, já tiveram o cartão de vacinação reforçado. “Assim que eles saíram a Zoonoses reforcei a vacina. Mesmo a raiva estando praticamente erradicada, prefiro não arriscar”, diz. “Não só antirrábica, mas toda vacina é importante. Não vou deixar nenhuma vencer”.

A vacina antirrábica deve, obrigatoriamente, ser aplicada anualmente. O animal vacinado pela primeira vez, seja filhote ou adulto, necessita de um reforço que deve ser dado após 30 dias.

Vírus mortal

A raiva é uma doença infecciosa viral aguda, que acomete mamíferos, inclusive o homem com índice de letalidade de praticamente 100%. Em cães e gatos, a morte ocorre, em média, entre cinco e sete dias após a apresentação dos sintomas.

A doença é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio de mordidas, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura.

Existe um protocolo para tratamento da raiva em humanos que conseguiu salvar sete casos até hoje em todo o mundo nos últimos 15 anos. “Costumo dizer que a campanha de vacinação antirrábica de cães e gatos é voltada para vacinar o animal, mas com o objetivo de prevenção à saúde humana”, diz Rodrigo Menna.

No DF não há casos de raiva em cães e raiva desde 2000, mas ainda há a contaminação de morcegos pelo vírus. “Todo ano a gente encontra um ou dois morcegos que deram positivo para o vírus da raiva”, conta o gerente da Zoonoses.

Quando as equipes encontram um morcego infectado, ele vão de casa em casa para fazer um bloqueio naquela região, evitando que o vírus se espalhe. Há apenas um caso de raiva humana, registrado no DF em 1978 em um garoto que foi mordido por um cachorro.

Saiba mais

A PNS estimou que 41,1% dos domicílios brasilienses tinha pelo menos um cachorro. Quanto à existência de pelo menos um gato no domicílio, o Distrito Federal tinha o menor percentual do país (10,3%).

A pesquisa feita pelo IBGE visou coletar informações sobre o desempenho do sistema nacional de saúde no Brasil inteiro, especialmente no que se refere ao acesso e uso dos serviços disponíveis e à continuidade dos cuidados, bem como sobre as condições de saúde da população, a vigilância de doenças crônicas não transmissíveis e os fatores de risco a elas associados.

Mulheres são responsáveis por 60% das inscrições do Enem 2020

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Quase 3,5 milhões de mulheres realizarão a prova

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirma que as mulheres correspondem a 60% das inscrições confirmadas para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, totalizando 3.468.808. Além disso, segundo a entidade, foram recebidas 1.661 solicitações de atendimento especializado para gestantes e 3.419 para lactantes.

Tanto as candidatas grávidas como as mães em fase de amamentação têm direito a atendimento especial.

Ao todo, 5.783.357 de pessoas se inscreveram para para a prova impressa do Enem e 96.086 para a versão digital do exame. O próximo exame está previsto para os dias 17 e 24 de janeiro de 2021, na versão impressa, e nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021, na versão digital.

Fonte: Brasil 61