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Gracinha Caiado visita gêmeas siamesas hospedadas na Casa do Interior

Presidente de honra da OVG, primeira-dama Gracinha Caiado, e a diretora-geral da OVG, Adryanna Melo Caiado, visitam as gêmeas siamesas Laura e Laís, que vieram da Bahia, para possível cirurgia de separação. As irmãs estão hospedadas na Casa do Interior de Goiás (Cigo) e vão receber apoio das equipes de enfermagem, nutrição, psicologia e assistência social.

Recém-chegadas da Bahia, Laura e Laís serão atendidas no Hospital Materno Infantil para realização de possível cirurgia de separação. Governo estadual garante à família todo suporte e apoio das equipes de enfermagem, psicologia, nutrição e assistência social da unidade ligada à Organização das Voluntárias de Goiás (OVG)

A coordenadora do Gabinete de Políticas Sociais (GPS) e presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), primeira-dama Gracinha Caiado, visitou na tarde desta segunda-feira (26/10) as gêmeas siamesas Laura e Laís, que estão hospedadas na Casa do Interior de Goiás (Cigo) com a mãe Liliane Silva dos Santos, de 35 anos. “Nós as recebemos com muito carinho porque o que mais pesa nisso é o amor”, afirmou Gracinha. As irmãs, que têm um ano e dois meses, vieram da Bahia pela terceira vez para a realização de novos exames e possível cirurgia de separação.

“São duas menininhas lindas que aqui estão tendo todo o suporte necessário ao bem-estar delas e da mãe. Quero, inclusive, agradecer à equipe da Casa do Interior”, destacou Gracinha, que levou bonecas e roupas para as crianças. A diretora-geral da OVG, Adryanna Melo Caiado, conta que as vestimentas adaptadas foram confeccionada pela própria organização, e citou o suporte que é oferecido à família. “Garantimos nutrição, assistência social, apoio psicológico e acompanhamento com enfermeiras. Elas terão todo o apoio que precisar”, assegurou.

Agradecida com a recepção, a mãe Liliane Silva comentou sobre a ajuda que recebem da OVG, desde o princípio. “Temos um quarto separado, com banheiro só pra gente, com lactário, tudo organizadinho, de uma maneira que não tenho palavras. A OVG tem nos ajudado bastante”, disse. Lina Soares, tia das bebês, também está hospedada na Casa do Interior.

Laura e Laís nasceram no dia 15 de agosto de 2019, em Piraí do Norte, na Bahia, unidas pelo abdômen e bacia. As meninas compartilham a genitália e os intestinos grosso e delgado. Um dia após o nascimento, as gêmeas precisaram ser transferidas para o Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia. À época, a tia acompanhou as gêmeas recém-nascidas, já que a Liliane teve complicações após o parto e precisou ficar internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Trinta dias depois, a mãe conseguiu vir para Goiânia encontrar as filhas que já estavam hospedadas na Cigo.

Próximos passos

Agora, as meninas vão passar por uma bateria de exames, como raio-x e hemograma, para, em seguida, ser realizada a cirurgia para implantação dos extensores. Após o procedimento, deverá ser feita a cirurgia de separação das gêmeas siamesas. “Vamos ficar aqui até fazer a cirurgia. Se precisar fico um ano, só volto com elas separadas”, enfatiza Liliane.

Laura e Laís vão receber acompanhamento diário do Serviço de Enfermagem da Casa do Interior tanto no pré quanto no pós-operatório. Antes das cirurgias a temperatura será medida diariamente, assim como o pulso, respiração e pressão arterial das gêmeas. No pós-operatório, os enfermeiros vão auxiliar nos cuidados para que a recuperação das meninas seja mais rápida e tranquila, seguindo orientações da equipe HMI, liderada pelo cirurgião-pediátrico Zacharias Calil, que fará o procedimento de separação.

 

Seu Estrelo lança “Exu Monumental”

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Segundo disco do grupo tem 11 faixas e sai, no streaming, no dia 31 de outubro

 Entre os poucos bons acontecimentos de um 2020 tão conturbado, está o lançamento do novo disco do grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro: “Exu Monumental”. As 11 faixas, lançadas via streaming, em 31 de outubro, compõem uma verdadeira colcha de retalhos sonoros. Dão vida e pulso às míticas figuras do grupo, que há 16 anos encanta quem vivencia seus espetáculos. O nome do álbum invoca o dono desta encruzilhada cerratense e faz uma homenagem a um dos maiores poetas do quadradinho, TT Catalão. Fundado sobre o samba pisado, e passeando por ritmos como o maracatu e a ciranda, o grupo se diverte com a experiência e faz um lindo louvor à bela capital de todos os brasileiros.

A produção e o lançamento do CD integram o calendário oficial do Circuito Candango de Culturas Populares, amplo projeto capitaneado pelo Instituto Rosa dos Ventos e fomentado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF. “Essa obra mostra quanto temos a oferecer culturalmente a nossa cidade e ao País. É uma maneira de vivenciar a brincadeira em segurança, durante um período tão difícil, em que ainda não é possível brincarmos juntos como gostaríamos. O objetivo do Circuito é esse: promover territórios e expressões culturais do DF, mostrar que somos diversidade e cultura”, destaca Stéffanie Oliveira, presidente do Instituto.

Segundo Tico Magalhães, capitão e fundador do grupo, o novo disco é um retrato do amadurecimento do Seu Estrelo. “Hoje, entendemos o que estamos dizendo e tocando. Compreendemos melhor o que é falar em nome da cidade e da própria cidade. Nos abrimos para que Brasília entrasse na gente”, explica. A obra ainda conta com a participação de Ellen Oléria, dos instrumentistas Marcos Moraes e Alencar Campos, além dos incríveis músicos pernambucanos Manoel Roberto e Mestre Nico. O CD tem a produção musical de Dinho Lacerda e do ganhador do Latin Grammy, Ricardo Ponte. “Essas pessoas que estão participando são meus ídolos, é indescritível poder tocar com eles”, declara Ponte.

“Exu Monumental” conta com duas músicas do Cordel do Fogo Encantado e uma de Maísa Arantes – fundadora do Grupo Chinelo de Couro –, todas tocadas dentro do pulso do Samba Pisado. As demais são autorais, feitas para a moderna tradição do Cerrado.

Trata-se de um mergulho no universo encantado de Brasília. Para Magalhães, melhor momento para lançar o projeto não há. “Acredito que tudo o que acontece na vida é um recado. Acho que a pandemia é a natureza falando que a relação do homem com a floresta e com o cerrado precisa mudar. É momento de reconstrução. E é um prazer imenso, mesmo agora, poder mostrar como nossa cidade é encantadora”, ressalta.

Acompanhe!

Para compor a programação de lançamento, 7 teasers, com cerca de um minuto de duração, dão vida às figuras míticas presentes nas canções. Parte dos vídeos já estão disponíveis nas redes sociais do grupo, do Instituto Rosa dos Ventos e do Circuito Candango de Culturas Populares.

Em 30/10, um videoclipe oficial de lançamento, com os bastidores das gravações do CD, estreia no IGTV do Seu Estrelo e no canal da Rosa dos Ventos. O objetivo é mostrar um pouco do processo de gravação do disco e encantar ainda mais os candangos.

E, no dia 31/10, em parceria com a Rádio Cafuné, a partir das 19h, o grupo fará um encontro, via Zoom, para o lançamento oficial do novo álbum. Os ouvintes poderão interagir com a programação. O evento trará uma partilha das 11 faixas que compõem o disco, além de um bate-papo sobre o grupo, sua trajetória e o processo de construção do novo trabalho.

Serviço: Exu Monumental – Lançamento oficial do novo álbum do grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro.

Data: 31/10/2020.

Encontro na Rádio Cafuné (via Zoom) – das 19h às 22h – www.radiocafune.com.br

Canal Instituto Rosa dos Ventos: https://www.youtube.com/channel/UCtgy4kbKo1XbMfMgi-dQyWQ

Canal Seu Estrelo:

https://www.youtube.com/user/seuestreloeofua

Mega-Sena acumula e próximo concurso pode pagar R$ 45 milhões

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A quina teve 43 apostas ganhadoras e cada uma receberá R$ 71.554,38

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2312 da Mega-Sena. O prêmio acumulou e a estimativa para o próximo concurso é R$ 45 milhões.

O sorteio foi realizado neste sábado (24), no Espaço Loterias Caixa, localizado no terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

As dezenas sorteadas foram : 03 – 27 – 39 – 46 – 47 – 60.

A quina teve 43 apostas ganhadoras e cada uma delas vai receber R$ 71.554,38.

As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O volante, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

Mortes por covid-19 chegam ao menor nível desde maio, diz Fiocruz

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Pico de óbitos pela doença no país foi atingido no final de julho

O Brasil registrou 461,14 mortes diárias por covid-19, de acordo com a média móvel de sete dias. Segundo os dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), esse é o menor patamar de óbitos diários desde 6 de maio, quando ocorreu uma média de 437,57 mortes pela doença.

Os dados divulgados ontem (24) também mostram que houve quedas de 6,5% no número de mortes em relação à média móvel de sete dias registrada uma semana antes (493,43) e de 33,4% na comparação com os óbitos de um mês antes (692,43).

O pico de mortes por covid-19 no país (1.094,14) foi atingido no dia 25 de julho.

Casos

A média móvel de sete dias de novos casos ficou em 22.483,14 ontem (24). Nesse tipo de análise, no entanto, houve alta de 11% em relação aos casos da semana anterior. Na comparação com o mês anterior, foi observada uma queda de 22,1%.

O pico de casos diários (47.514,57) foi registrado em 28 de julho.

Estados

Doze unidades da federação tiveram queda na média de mortes em relação à semana anterior. Entre os maiores recuos estão Rondônia (-47,9%), Ceará (-44,6%) e Distrito Federal (-33,8%). Dez estados tiveram aumento na média de óbitos, com destaque para locais como Pará (95,4%), Amapá (66,3%) e Acre (40,8%).

Os estados com maior média de mortes ontem foram São Paulo (104,86), Rio de Janeiro (65,14) e Minas Gerais (46,71). Santa Catarina manteve o número de mortes entre uma semana e outra. Roraima, Tocantis e Mato Grosso do Sul não tiveram seus dados divulgados.

Odontologia ajuda na recuperação de pacientes de UTIs com Covid-19

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Cirurgiões-dentistas nas UTIs: redução das complicações da doença e ajuda na recuperação dos internados/Foto: Divvulgação/Agência Saúde

Higiene bucal evita pneumonias e outras complicações causadas por bactérias e reduz tempo de internação

As unidades de terapia intensiva (UTIs) possuem equipes formadas por vários profissionais de diferentes especialidades. Cada um tem seu papel importante para que os pacientes se recuperem. Com a pandemia de Covid-19, o trabalho das equipes de cirurgiões-dentistas nas UTIs tem contribuído para reduzir as complicações da doença e para antecipar a recuperação dos internados.

Referência para o tratamento de pessoas acometidas pelo novo coronavírus, o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) foi o primeiro do Distrito Federal a receber pacientes com a nova doença, inclusive aqueles que necessitaram de internação em UTI. Desde então, o trabalho dos dentistas desta unidade ficou ainda mais minucioso e com novos protocolos de segurança, de forma a manter a saúde desses profissionais.

Nos meses de enfrentamento da pandemia, uma das descobertas foi a de que na cavidade bucal se encontra a maior carga viral devido à presença da saliva e secreções. Diante disso, profissionais como a cirurgiã-dentista intensivista Gláucia de Ávila Oliveira passaram a conviver com o medo de se infectar e o desafio de tratar dos doentes sem muitas informações das complicações envolvidas.

“No início foi bem difícil, em alguns momentos achei que não conseguiria”, relembra Gláucia. “A verdade é que meu trabalho é muito gratificante porque sei que posso fazer a diferença em um momento crucial da vida de cada paciente”, avalia a cirurgiã-dentista.

A profissional conta que ainda não está claro, cientificamente, que a Covid-19 cause lesões bucais, mas foi percebido que, quando o paciente apresenta herpes simples ou candidíase bucal, as lesões tornam-se mais graves e duradouras, o que piora a qualidade de vida do doente durante a internação.

Sintomas relacionados à saúde bucal

Outros sinais e sintomas orais relacionados ao vírus Sars-CoV-2 incluem os distúrbios do paladar, relatados por muitas pessoas que foram infectadas. De acordo com Gláucia, eles podem estar relacionados a alterações neurais, gengivite descamativa e ulcerações não específicas nas mucosas. “Ainda é desconhecido se essas condições são causadas diretamente pela infecção da Covid-19 ou se são decorrentes de alterações do sistema imunológico ou de reações ao tratamento sistêmico recebido durante o curso da doença”, relata a profissional.

Para o chefe da UTI adulto do Hran, Vitor Bittencourt de Aquino Fernandes, “o serviço de odontologia deu essa garantia à saúde oral do paciente”. Segundo ele, “a presença de um odontólogo na UTI quer dizer aquela é uma unidade que se preocupa com o alto padrão de atendimento, de forma a não permitir que o paciente complique sem necessidade por uma infecção totalmente tratável, uma coisa totalmente prevenível”, destacou o médico.

O serviço de odontologia deu garantia à saúde oral do pacienteVitor Bittencourt, chefe da UTI adulto do HRAN

Na UTI do Hospital da Asa Norte o trabalho de higiene bucal é feito três vezes ao dia e um desses atendimentos é realizado pela equipe de enfermagem. Os pacientes são examinados diariamente, com exceção dos finais de semana, para diagnóstico precoce de alterações, lesões e doenças. Essa ação previne doenças como a pneumonia associada à ventilação mecânica e é baseado na remoção de bactérias que se acumulam sobre os dentes, gengivas e língua.

“São bactérias que se não retiradas podem ser aspiradas para o pulmão de pacientes intubados ou traqueostomizados”, conta a dentista. Também são realizadas a retirada de cáries ou outros focos de infecção, que podem levar bactérias à corrente sanguínea o que interfere na recuperação e alta médica do enfermo.

Entre os principais benefícios de haver esse tipo de acompanhamento especializado na UTI está na queda no tempo internação, o que gera economia de recursos e possibilita que outros pacientes possam utilizar o leito.

“Às vezes acho que quem trabalha na UTI não é capacitado por si só, ele é capacitado e fortalecido por Deus! E, não sei se porque sou extremamente cuidadosa em relação à biossegurança ou se foi por sorte, até hoje não fui contaminada e continuo firme e forte na luta por uma melhor qualidade de vida dos pacientes internados”, comemora Gláucia.

Secretário de Economia anuncia nomeações na área social

Secretário André Clemente

Serão 72 especialistas e 84 técnicos, que irão fortalecer a rede de proteção social do Distrito Federal

O secretário de Economia do Distrito Federal, André Clemente, anunciou a nomeação de 156 servidores no concurso da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) para os próximos dias. No total, serão 72 especialistas e 84 técnicos. A declaração foi feita em entrevista concedida ao programa Barba na Rua, da TV Comunitária de Brasília, nesta sexta-feira (23).

“Quando entramos no governo este concurso estava parado. Nós destravamos para poder estruturar as áreas sociais do governo”, afirmou, lembrando os entraves do certame no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF).

O secretário disse que mesmo com as restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus, a nomeação será concluída nos próximos dias. “O processo de nomeações ficou mais lento por uma restrição nacional para que a despesa de pessoal não cresça. Mas a área social é prioridade e por isso estamos finalizando a nomeação de 156 servidores, que farão um importante trabalho no DF”, declarou.

Prova disso é que o governo Ibaneis, também por ação da secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Rocha, quase dobrou a alocação de recursos na área social em 2020. “Aquilo que já era prioridade do governador Ibaneis ganhou ainda mais relevância agora, com a pandemia”, ressaltou Clemente.

O concurso público da Sedes prevê provimento de vagas e formação de cadastro reserva para técnico em Assistência Social, nas especialidades Agente Social e Cuidador Social (nível médio), e para especialista em Assistência Social, referente aos cargos de Educador Social, Direito e Legislação, Pedagogia, Psicologia e Serviço Social (nível superior).

O Governo do Distrito Federal (GDF) pagou uma ajuda financeira aos 757 candidatos que fizeram o curso de formação profissional. O valor da bolsa foi de 50% da remuneração prevista no edital normativo para o cargo.

Proteção social

Atualmente, a rede de proteção social do Sistema Único de Assistência Social (Suas) do Distrito Federal conta com 67 unidades de gestão direta da Secretaria de Desenvolvimento Social. Pelos dados do Cadastro Único, são 170.081 famílias inscritas no banco de dados para programas sociais do governo Federal e do GDF e 58.771 famílias são beneficiárias do programa DF Sem Miséria.

Para a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha, as nomeações dos concursados vem em um momento importante, quando a Sedes está finalizando o planejamento da volta ao trabalho presencial neste período de pandemia da Covid-19. “Temos 27 Centros de Referência de Assistência Social, os conhecidos Cras; as 18 unidades dos Centros de Convivência e os 11 Centros Especializados, os CREAS; além das seis unidades de acolhimento e dos dois Centros Pops, que não pararam nem um dia neste período de isolamento social em razão do novo coronavírus, garantindo o atendimento socioassistencial para os cidadãos, em especial os idosos e a população em situação de rua”, destaca a secretária.

Toda essa nossa rede de atendimento precisa ser fortalecida com a chegada desses novos servidores, uma vez que a demanda de trabalho aumentou consideravelmente nos últimos meses e, agora, com os estudos para retomar o trabalho presencial, temos a certeza que teremos um aumento na procura dos nossos serviços e programasMayara Noronha Rocha, secretária de Desenvolvimento Social

Como medida de segurança por causa da pandemia do novo coronavírus, a Sedes suspendeu temporariamente o atendimento presencial nas unidades socioassistenciais de gestão direta do governo distrital. A medida, porém, não interrompeu o trabalho das equipes, que continuam orientando as famílias de baixa renda e mantêm o contato frequente com os usuários, tanto por telefone quanto por grupos de WhatsApp.

Em razão da grande demanda, as linhas telefônicas dos centros de atendimento precisaram ser reforçadas. “Todos os centros de referência ganharam linhas novas de atendimento à população”, explica a secretária Mayara.

Orçamento

Segundo Clemente, o GDF tem como prioridade cuidar das pessoas. “Antes, se falava em crescimento econômico. Hoje falamos em desenvolvimento econômico, que é crescer a economia com qualidade de vida. Isso significa uma sociedade mais justa, com todos tendo acesso às mesmas oportunidades”, destacou. “Isso é o que o governador tem solicitado a todos os secretários: promover o desenvolvimento econômico”.

Ainda na entrevista, o secretário afirmou que os recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) estão disponíveis no orçamento, de acordo com o que está previsto em lei, mas necessita de projetos para a sua execução. “Acreditamos que muitos artistas recebem merecidamente os recursos da cultura, então precisamos fortalecer essa política. E o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartholomeu Rodrigues, tem feito um belo trabalho para atender à população”, concluiu.

Segundo o secretário de Cultura e Economia Criativa, todos os recursos disponíveis este ano para o FAC estão sendo disponibilizados aos agentes culturais dentro de uma política de ampliar o seu alcance. “O FAC é um instrumento poderoso para fomentar a cultura e este ano cuidamos para que fosse aplicado de maneira mais transversal, favorecendo artistas que antes não tinham acesso e ficavam à margem do planejamento dos editais. Faz parte da política do GDF para a cultura descentralizar mais os recursos e estimular a produção na periferia.”

Governo Ibaneis entrega moradia digna para cerca de 300 pessoas com deficiência

Desde janeiro de 2019, 282 casas para famílias com algum membro com deficiência foram concedidas pelo GDF. Já são 165 as contempladas em 2020

Maria Katia de Sousa tinha um sonho: que a filha com poliomielite pudesse tomar banho de forma digna. O desejo, simples para muita gente, parecia distante para a família, mas, neste ano, tornou-se realidade. Elas foram contempladas com uma moradia adaptada às necessidades especiais, no empreendimento Parque do Sol, no Sol Nascente/Pôr do Sol. Mãe e filha integram um dos 282 grupos de pessoas com deficiência que receberam imóveis ou assinaram contratos de moradia nesta gestão.

“Eu já tinha perdido as esperanças, mas o dia em que soube que viria para cá foi o melhor da minha vida”, lembra Maria Katia de Sousa, 53 anos. Ela conta que foram nove anos na fila de espera por uma moradia de interesse social junto à Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab-DF), e que a mudança foi marcada no calendário: 4 de janeiro de 2020. Devido às condições da filha Antônia Vitória, ela não consegue trabalhar e se sustenta com os benefícios do GDF.

 

641É o número de moradias para PCD até o fim da gestão

Quando chamada, ela foi consultada sobre preferências. O apartamento no térreo era essencial por causa do uso de cadeira de rodas, que exige um banheiro amplo e com barras de apoio. “Eu dizia: ‘Minha filha, um dia você vai conseguir tomar um banho de qualidade’. Isso aqui é a realização de um sonho, mesmo”, comemora a mãe. Hoje, elas vivem juntas na unidade de dois quartos e 42 metros quadrados.

Desde janeiro de 2019, 282 moradias para famílias com algum integrante com deficiência foram concedidas pelo Governo do Distrito Federal. Somente em 2020, 165 receberam as chaves ou assinaram os contratos da casa própria. O número é 47% superior a 2018, último ano do governo anterior. A previsão é de que 641 unidades sejam distribuídas para quem precisa até 2022.

47%A mais de entregas que o ano anterior à atual gestão

A legislação que regulamenta toda a Política Habitacional do DF determina que 5% dos imóveis sejam destinados a pessoas com deficiência comprovada. Diretor imobiliário da Codhab, Marcus Palomo explica que a pessoa com deficiência ou com familiar deficiente concorre, ao mesmo tempo, em duas listas para contemplação – além da específica, reservada para necessidades especiais, também há a Relação de Inscrição Individual (RII).

Katia e Antônia Vitória diante da dignidade da nova moradia

“Ela é contemplada pela lista que for chamada primeiro. Quando é acionada, recebe uma notificação para dizer se tem interesse nas adaptações e qual tipo de melhoria é necessária: piso tátil, alargamento de portas, instalação de barras no banheiro. Via de regra os apartamentos ficam no piso térreo”, conta. Cada adaptação é feita individualmente, conforme o que for melhor para a condição da pessoa, acrescenta Marcus.

O diretor imobiliário da Codhab também lembra que moradia é direito social fundamental previsto na Constituição Federal. “Portanto, conceder isso é permitir à pessoa com deficiência o acesso à dignidade da pessoa humana, sem o qual os demais direitos sociais como saúde, segurança e educação estarão, com certeza, incompletos. É assegurar a dignidade dessas pessoas que precisam de acessibilidade”, defende.

Secretária da Pessoa com Deficiência, Rosinha da Adefal classifica como imprescindível esse modelo de política pública. “Todas as estatísticas comprovam que a maioria das pessoas com deficiência é de baixa renda, em situação de vulnerabilidade. É importante que programas como esse, que preveem habitação de interesse social, tenham cota para aqueles que têm ainda mais dificuldade de ser incluído. É garantia de sobrevivência”, enfatiza.

“Mais que promover acessibilidade, esse cuidado é respeito com a pessoa com deficiência”Rosinha da Adefal, secretária da Pessoa com Deficiência

Ela lembra ainda que existem normas gerais sobre padrão de acessibilidade nas construções. “São pensadas tentando incluir os maiores níveis de limitação, mas é questão de respeito quando há indagação para saber se há especificidade, porque uma pessoa é diferente da outra. Mais que promover acessibilidade, esse cuidado é respeito com a pessoa com deficiência”, ressalta.

Módulo Embrião

As pessoas com deficiência também são acompanhadas no Módulo Embrião, subprograma do Moradia Digna. O GDF, por meio da Codhab, está construindo casas de 44 metros quadrados em lotes doados pela Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) e vai entregá-las a famílias em situação de vulnerabilidade, com renda de até R$ 1,8 mil.

Adaptações nos ambientes são feitas caso a caso, a depender de cada necessidade | Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

Responsável pelo projeto, a arquiteta Sandra Marinho, da Diretoria de Assistência Técnica da Codhab, conta que dois moradores selecionados para a próxima entrega já apontaram necessidades de intervenção relacionadas à acessibilidade. Apesar de a assistência para expansão ser feita pelo residente, a partir da autoconstrução, casos especiais podem ter ajuda.

“Nossa intenção é atuar junto com a Secretaria da Pessoa com Deficiência, visando um recurso adicional diante da necessidade. Isso poderá ser feito em casos específicos voltados à necessidade de saúde dessa família em situação de vulnerabilidade social”, explica Sandra. As situações são sempre analisadas caso a caso.

Melhorias habitacionais

Pessoas com deficiência terão atendimento exclusivo pelo subprograma Melhorias Habitacionais. Isso faz parte de uma parceria entre a Codhab e a Secretaria da Pessoa com Deficiência (Sepd) para reformar residências de modo oferecer acessibilidade, mobilidade e qualidade de vida para os moradores. Segundo Sandra Marinho, 15 casas têm projetos prontos para execução com verbas de emendas parlamentares, em obras a serem iniciadas em Sol Nascente/Pôr do Sol e na Estrutural.

“Algumas pessoas adquiriram deficiência ao longo da vida. Uma mudança de porta, de piso, instalação de barra auxiliar… tudo isso faz muita diferença e promove autonomia, o que é muito importante”, acrescenta a secretária Rosinha da Adefal. “É uma política pública focada na qualidade de vida da pessoa.”

Em Goiânia, ministro da Educação confirma recursos para garantir segurança às escolas quando retornarem aulas presenciais

Governador Ronaldo Caiado e ministro da Educação, Milton Ribeiro, que confirmou recursos diretos nas escolas, durante visita ao Hospital das Clínicas de Goiás: novo prédio de internações será inaugurado em dezembro, durante comemoração dos 60 anos da UFG

Milton Ribeiro não fez projeção sobre data para volta às aulas durante agenda na capital, ao lado governador Ronaldo Caiado. Eles estiveram no Paço Municipal, com o prefeito Iris Rezende. Depois, visitaram novo prédio do Hospital das Clínicas. Dirigente cita força da parceria entre União e Governo do Estado ao enaltecer trajetória dos dois líderes goianos: “Estou na companhia de gestores que honram os votos e a confiança popular”

O governador Ronaldo Caiado recebeu a confirmação do titular do Ministério da Educação (MEC), Milton Ribeiro, de que o governo federal irá repassar R$ 525 milhões, por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), para 117 mil unidades públicas de todo o país. A intenção é auxiliá-las na aquisição e contratação de serviços e equipamentos necessários para implementar os protocolos de segurança quando for definido o retorno às aulas presenciais. Ribeiro, contudo, não fez projeção sobre data para volta às aulas durante agenda em Goiânia neste sábado (24/10), dia do aniversário da capital, onde cumpriu série de compromissos.

“Essa maneira com que o senhor governa o Ministério da Educação, a credibilidade que tem e o respeito do presidente da República são de altíssima relevância. Conseguimos também modificar a cultura no nosso Estado de Goiás”, afirmou Caiado, se referindo à gestão desburocratizada e descentralizada que implantou na administração pública.

O Governo de Goiás, assim como a União, faz o repasse direto de recursos para os Conselhos Escolares das unidades de ensino, seja por meio do PDDE ou de outros programas como o Equipar – este último lançado no Dia do Professor, 15 de outubro, junto com a segunda etapa do Reformar.

Os compromissos do ministro começaram logo cedo com uma visita ao Paço Municipal; seguida de agenda no Hospital das Clínicas de Goiás (HC), unidade vinculada à Universidade Federal de Goiás (UFG) e administrada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), ligada ao MEC. O ministro ainda participa de uma reunião no Palácio das Esmeraldas com o governador e secretários de Estado.

Milton Ribeiro elogiou as condutas de Caiado e do prefeito de Goiânia, Iris Rezende. “Hoje é aniversário da cidade e estamos aqui para falar sobre Educação. Isso é raro e admirável. Estou na companhia de dois gestores admiráveis nacionalmente, que honram os votos e a confiança popular”, enfatizou.

Sobre as atividades presenciais nas escolas, o ministro disse que o governo federal tem feito um grande esforço para garantir o retorno seguro de todos. “Nós, do MEC, mandamos e distribuímos R$ 525 milhões, não para prefeituras e Estados, mas para as escolas, para que elas tenham condições a mais de comprar equipamentos de proteção individual (EPIs) e insumos”, detalhou. Verba no valor de R$ 4 bilhões, continuou Ribeiro, também está garantida até o final do ano para as escolas públicas.

Educação e saúde

Durante a visita ao HC, o ministro ressaltou a importância de gestões integrativas. “Saúde e educação andam lado a lado. Os cursos de medicina e enfermagem da UFG trazem um vasto conhecimento para quem vai para o mercado de trabalho”, disse Milton Ribeiro. Ele lembrou que o MEC administra 41 hospitais universitários, onde trabalham 55 mil pessoas.

O governador enalteceu a estrutura da unidade de saúde da universidade goiana. “Muito bem projetada e se adequou ao que foi necessário, acompanhou o que há de mais moderno”, pontuou Caiado, que também contribuiu para o crescimento do hospital. Quando no Congresso Nacional, ele destinou recursos, via emendas parlamentares, em cinco oportunidades até 2016. Em uma delas, foram R$ 250 mil para o funcionamento e gestão da instituição. Outras subsidiaram a reforma e ampliação do Pronto Socorro e construção do setor de Nutrição e do Ambulatório de Anemia Falciforme.

Especificamente para o novo edifício de internações, Caiado contribuiu, junto aos colegas da bancada federal goiana, com R$ 100 milhões, que foram aplicados na finalização da obra. Ao falar sobre a inauguração oficial da estrutura, daqui a dois meses, durante as comemorações dos 60 anos da UFG, o governador mencionou a repercussão que o ato provocará na vida de toda a população. “Na área educacional, teremos aqui a condição de qualificar nossos alunos de medicina com as técnicas mais atuais. O curso de medicina na UFG é um destaque e um orgulho para todos nós”, frisou.

A comitiva que acompanhou o líder estadual do Executivo e o ministro também passou pelo Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (Iptsp), unidade da UFG multidisciplinar de ensino, pesquisa e extensão, criada em 1967.

Goiânia

Anfitrião no Paço Municipal, o prefeito Iris Rezende elogiou o ministro, que, mesmo há pouco tempo à frente da Educação e, em pleno sábado, fez questão de visitar a capital para conhecer de perto a realidade e as demandas do município. “O senhor se mostra diferente. Saiu de Brasília para saber o que Goiás quer, o que Goiânia precisa”, afirmou Iris.

O prefeito também destacou a parceria que tem mantido com o governador Ronaldo Caiado e como essa união tem sido benéfica para a população. “Muito mais do que um governador, vossa excelência virou um irmão, de sentimentos, propósitos e objetivos. Temos realizado muito para fazer de Goiânia um município exemplar e modelo”, complementou.

Participaram da agenda com o ministro em Goiânia o secretário de Educação Tecnológica (Setec), do Ministério da Educação (MEC), Wandemberg Venceslau Rosendo dos Santos; o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e o reitor da UFG, Edward Madureira Brasil; a vice-reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves; o superintendente do HC, José Garcia Neto; e os deputados federais Major Vitor Hugo e Flávia Morais.

Também estiveram presentes secretários municipais de Goiânia, os estaduais Fátima Gavioli (Educação) e Marcio Pereira (Desenvolvimento e Inovação), e a subsecretária estadual Luciana Vieira (Saúde). Pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), os representantes foram Oswaldo de Jesus Ferreira (presidente), Erlon César Dengo (diretor de Administração e Infraestrutura) e José Arnon dos Santos Guerra (assessor de Conformidade, Controle Interno e Gerenciamento de Riscos).

Astronomia: estudante vende empadas para comprar telescópio

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“Eu não estudo astronomia, eu vivo astronomia”, diz

”Eu não estudo astronomia, eu vivo astronomia e cada dia aprendo uma coisa nova”. A declaração é de Arthur Felipe, estudante de 18 anos, morador da cidade de Martins, no interior do Rio Grande do Norte, medalha de ouro da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, em 2017.

Apaixonado pelo céu desde criança, Arthur Felipe mira um futuro na carreira espacial e em estudos em agências internacionais.

“Sou apaixonado pela ciência desde pequeno. Aos 15 anos, fiz o primeiro telescópio reciclado de canos e lentes; em 2017, fui medalha de ouro na OBA”, diz.

Hoje, Arthur estuda astronomia de forma independente – a dedicação a essa ciência o coloca entre os astrônomos amadores, que fazem observações a partir de instrumentos em casa, por exemplo.

E é pensando em comprar um telescópio ”de ponta” que ele chegou a fazer uma vaquinha virtual e tem se dedicado à venda de empadas.

“Eu vendo empadas para comprar um (telescópio) mais potente… Maior e mais potente. As empadas estão dando um dinheiro legal. Meu sonho é observar o céu profundo, nebulosas, planetas, além da Lua. Expandir o universo observável. A quantia em dinheiro servirá para o meu futuro, afirma.

Apesar de os primeiros passos científicos de Arthur terem sido na escola municipal, ele lamenta não ter tido mais acesso a conteúdos sobre o universo ao longo dos anos.

Para o professor do Observatório de Astronomia da Unesp, Rodolfo Langui, embora o currículo escolar no Brasil contemple a astronomia, o maior desafio ainda está na formação dos professores.

”Qual é o problema do nosso país? Por que a astronomia não é ensinada nas escolas? Há o problema para a formação dos professores. Não há ações para a formação de professores em relação à astronomia. E qual é a reação dos professores quando precisam ensinar em sala de aula? Pelo menos duas: Não ensinam porque não sabem ou procuram aprender, mas pela internet ou em livros didáticos que ainda contêm erros conceituais em astronomia. Então, o que temos é um problema de formação de professores.”, diz Langui.

Langui, assim como Arthur que diz viver a astronomia, vê nessa ciência a possibilidade de ir além da física e da lógica.

“Como é uma ciência muito antiga, tem uma interface sensacional com as outras disciplinas, inclusive com ciências não exatas como artes e até filosofia. Quando estudamos questões cosmológicas, buracos negros, origem do universo, motivo da nossa existência, então desperta mesmo as curiosidades existenciais. Essa ciência que tem mexido com minhas emoções até hoje. Fiquei emocionado.Sempre fico. Os astros tão distantes e que mexem com nosso íntimo.”

Arthur está focado no futuro, quando cita a máxima: “A fórmula para conseguir sucesso é a soma de pequenos trabalhos para gerar um grande resultado e nunca desistir”.

Langui, focado na ciência e de olho nas futuras gerações: “Imagina só o poder que tem uma simples visita a um observatório, um planetário, um museu de ciências. Uma criança que vê tanta coisa bonita sobre o universo, sobre ciência, que ele nunca mais vai esquecer esse dia. Pode ser preponderante para escolher sua carreira profissional.Então, a gente reconhece essa importância, do nosso trabalho de divulgação no observatório para despertar essa vontade.

Adoção e abandono de animais domésticos aumentam durante a pandemia

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Adoção de um pet requer alguns cuidados

Ter, em casa, a companhia de um animal doméstico pode representar, para muitos, uma forma de espantar a solidão que afeta boa parte da população em meio à pandemia e ao isolamento social dela decorrente. Essa tendência tem sido percebida nos últimos meses, segundo especialistas consultados pela Agência Brasil.

A adoção de um pet, no entanto, requer alguns cuidados. Principalmente para evitar uma outra tendência também percebida desde a chegada da covid-19: o aumento do número de animais abandonados – algo que poderia ser evitado caso a pessoa tivesse consciência das responsabilidades que existem por trás da adoção de um animal doméstico.

A influência da pandemia na relação das pessoas com seus pets foi percebida pelo Centro de Zoonoses do Distrito Federal, segundo o gerente de Vigilância Ambiental de Zonooses, Rodrigo Menna Barreto. De acordo com o médico veterinário, entre janeiro e setembro de 2020 o número de adoções de animais registrados pela Gerência de Vigilância Ambiental e Zoonoses (Gvaz) foi maior do que o dobro do registrado em todo o ano anterior, quando a pandemia não havia ainda chegado ao país.

“Observamos que aumentou o número de pessoas que adotaram cães e gatos,  341 no período de janeiro a setembro de 2020 em relação a 168 animais doados em todo o ano de 2019”, disse referindo-se ao trabalho de doação que é feito em parceria com ONGs, Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e voluntárias da zoonoses do DF.

Feira de adoção de animais

Adoção de um pet requer alguns cuidados

Menna Barreto acrescenta que, em 2019, 669 cães e gatos passaram por observação no canil da Gvaz. “Só no período de janeiro a setembro de 2020, já observamos 660 animais, número que aumentará pois ainda faltam três meses para o fim do ano”, disse ao ressaltar que a Gvaz não recolhe animais com proprietários, a não ser que haja alguma suspeita de que ele seja portador de alguma doença como raiva ou leishmaniose, de forma a oferecer risco à saúde pública. A Gvaz pode atuar também em casos onde, comprovadamente, os animais tenham agredido alguém.

O gerente do Centro de Zoonoses explica que muitas das aquisições, recolhimento e adoções de cães e gatos ocorrem por impulso, comoção ou até mesmo modismo. “Alguns dos que adotaram para companhia no período de isolamento acabaram chegando à conclusão que não querem pets, após perceberem que esses animais precisam de atenção, carinho e cuidados veterinários, o que gera um custo às vezes inviável para quem tem orçamento apertado. Diante dessa situação, muitos acabam optando por abandonar o animal”, disse.

Lado bom e lado ruim

Médica veterinária especializada em felinos e cirurgia, Natássia Miranda identificou mudanças “tanto para o lado bom como ruim” na relação das pessoas com seus pets após a pandemia ter chegado ao país. “Animais que viviam muito sozinhos, principalmente os cães, se mostraram muito mais felizes com a presença dos donos em situação de teletrabalho. Afinal, cães vivem em matilhas e se sentem melhores com companhia”, explica.

“Porém, alguns gatos se mostraram nitidamente incomodados devido à mudança na sua rotina. E, se tem uma coisa que o gato não gosta, é de mudança na rotina. Isso acaba influenciando na alimentação, ingestão hídrica e até mesmo na eliminação de urina e fezes, trazendo problemas importantes de saúde”, acrescentou.

Brasília - A Secretaria de Saúde do Distrito Federal realiza, neste sábado (22), campanha de vacinação antirrábica para cães e gatos, na área urbana (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Gato não gosta de mudança na rotina – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na avaliação de Natássia, o aumento no número de animais abandonados é explicado, em parte, pelos problemas econômicos pelos quais o país vem passando, acentuados com a chegada da covid-19. “Com a pandemia, aumentou o problema de desemprego e muitas pessoas tiveram dificuldade financeira para manter seus animais e, infelizmente, optaram pelo abandono. Tivemos vários casos de animais largados no meio da rua ainda com coleira no pescoço; gatas recém paridas com os filhotes abandonados em parada de ônibus; cão amarrado em poste com casinha e potes de água e comida ao lado”.

Cães de rua

Atuando há 3 anos com resgate, acolhimento, tratamento, castração e encaminhamento de cães de rua a famílias em condições de adotar um animal doméstico, a ONG Toca Segura acompanha de perto esses animais em suas novas vidas, com novas famílias, de forma a evitar que corram riscos de serem maltratados ou abandonados.

De acordo com a relações públicas da ONG, a advogada Danielle Mansur, muitas pessoas têm usado a pandemia como desculpa para abandonar seus pets quando, na verdade, a motivação para essa “atitude criminosa” é apenas a constatação posterior de que ter um animal doméstico é algo que dá trabalho e requer muita atenção.

“O que temos visto é que a solidão ficou mais aflorada. E nesse cenário de pandemia, a companhia de um pet ameniza a dor e a solidão do isolamento social. Vimos que quem já tinha um pet buscou o segundo. Ou seja, quem já tinha uma boa relação com os animais passou a valorizar ainda mais esse tipo de companhia, evidenciando ainda mais o amor que sente por animais”, disse.

“Mas houve também aumento no número de abandonos, uma vez que é grande o número de filhotes encontrados sem mãe. Particularmente, acho que a pessoa que abandona já tinha essa intenção, e usou a pandemia ou o desemprego dela decorrente apenas como desculpa”, acrescentou.

Adoção

Para garantir que o trabalho da Toca Segura seja, de fato, positivo, e resulte em uma “adoção bacana para os animais”, a ONG só conclui o processo de adoção após entrevistas e visitas – inclusive surpresas – aos candidatos a papais e mamães de pets.

“Nosso projeto de vida é fazer com que as pessoas entendam as consequências de suas ações com relação aos pets, para que tenham responsabilidade com os animais e para que reflitam sobre a presença deles em suas vidas”, explica Danielle Mansur.

“Queremos que [os pretendentes à adoção de um animal doméstico] entendam que cachorro não é remédio para depressão nem para pé na bunda ou coração partido. Cachorro também não é remédio para criança malcriada. Quando você traz um cão para a sua vida, não é para curar as suas próprias feridas, mas para oferecer a ele mais do que ele oferece a você. Se você está com problemas psicológicos, busque ajuda profissional. Não um animal de estimação”, argumenta a relações públicas da ONG.

Recomendações

Entre as recomendações de Menna Barreto àqueles que pretendem adotar um animal de estimação está a de, antes, amadurecer bem a ideia e levar em consideração o fato de que terá uma companhia pelos próximos 10 anos. “É um planejamento a longo prazo e uma responsabilidade muito grande com um animal que, assim como as pessoas, necessita de cuidados especiais nos primeiros meses de vida; de visitas regulares ao médico veterinário; de vacinas e vermífugos, entre outras coisas”.

Brasília - A Secretaria de Saúde do Distrito Federal realiza, neste sábado (22), campanha de vacinação antirrábica para cães e gatos, na área urbana (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Cães e gatos precisam receber a vacina antirrábica – Marcelo Camargo/Agência Brasil

A médica veterinária Natássia Miranda ressalta que “criar um animal não se baseia apenas em ter amor”, referindo-se aos riscos que enxergar o animal apenas como uma fonte de afeto podem implicar. “Há que se levar em consideração o fato de que essa decisão abrange questões que vão muito além de tudo isso”.

“Eles precisam de cuidados tanto quanto precisam de amor. Uma alimentação adequada é muito importante, uma vez que restos de comida podem prejudicar os animais com o tempo, pela falta de nutrientes necessários e desbalanceamento nutricional. Além disso, filhotes tendem a estragar coisas em casa; a fazer xixi e cocô em local inapropriado. É preciso ter paciência e ensinar a forma correta as coisas a eles. E, para isso, não há a menor necessidade de bater ou praticar maus tratos”, disse.

Solidão

Ator e professor de literatura, André Aires, 36, procurou, na adoção de um novo cachorro, ajuda para lidar com o vazio causado pela morte de Ralph, um cão da raça cocker que morreu em julho deste ano, aos 15 anos.

“O motivo da adoção não era, a princípio, a solidão que eu sentia [por conta da perda de um animal querido]. Mas a coisa toda acabou se configurando nesse sentido porque havíamos perdido um cão muito amado, que deixou um buraco enorme na nossa casa e na nossa rotina. Acabou sim deixando uma solidão enorme que, em tempos de pandemia, ficou ainda mais forte”, disse.

Cãozinho Romeu

Cãozinho Romeu – Arquivo pessoal

No caso de Aires e de Romeu – nome dado ao vira-lata recém-adquirido – as duas partes têm sido beneficiadas, e o amor recíproco está cada vez mais evidente. “Romeu deu outra luz para a casa. Trouxe humor e energia, em meio às bagunças e aos tênis, meias e plantas mastigadas”, disse o ator que tinha até mudado os móveis de lugar em sua casa, na tentativa de diminuir a tristeza decorrente do luto pela morte do cãozinho Ralph.

A adoção de Romeu contou com a ajuda da equipe do Toca Segura. Mas, para conseguir o “novo amigo”, Aires teve de responder um questionário e de enviar um vídeo de sua casa, para que a ONG o autorizasse a adotar Romeu. “Tive inclusive, a pedido deles, de adaptar a sacada da minha varanda, de forma a evitar riscos de queda para o animal”.

Dois meses após a morte do Ralph, chegou Romeu, “um vira-lata de quatro meses que havia sido resgatado depois de ser atropelado e abandonado para sangrar até a morte”, lembra Aires. Devido ao acidente, Romeu perdeu parte de uma pata.

“Mas nós o salvamos e temos o privilégio de acompanhar seu desenvolvimento após a adoção. Ele é agora um cachorro feliz e alegre. Basta vê-lo nas fotos. Nossa rotina agora é a de cuidar dele e de esperar a pandemia passar”, disse o ator e professor que, após acompanhar o trabalho desenvolvido pela ONG, se diz uma pessoa mais sensibilizada sobre a situação dos cachorros de rua.

Lei para maus-tratos

A fim de combater o mau trato a cães e gatos, o governo federal sancionou, no final de setembro, a lei que prevê, inclusive, prisão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda, àqueles que cometerem tal prática. Até então, a pena era apenas a detenção de três meses a um ano, além de multa.

O presidente Jair Bolsonaro sanciona o projeto de lei (PL 1.095/2019) que aumenta pena para crimes de maus-tratos a animais.

O presidente Jair Bolsonaro sanciona o projeto de lei (PL 1.095/2019) que aumenta pena para crimes de maus-tratos a animais – Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na avaliação da advogada Danielle Mansur, “essa lei encheu os protetores de muita ilusão, de que haverá prisão para maus-tratos, quando, na execução, a gente sabe que a coisa não é bem assim”, disse.

“Não sei se essa lei corrigirá comportamentos que na verdade são psicopáticos. Mas acho que ela servirá para fazer muitas pessoas pensarem duas vezes antes de maltratar, abandonar ou torturar um animal de estimação. Será um apoio a mais para nós protetores que tão pouco apoio temos de órgãos públicos ou da sociedade. Assim sendo, qualquer migalha que nos é dada pode ser celebrada”, acrescentou.

Segundo Natássia Miranda, a sanção da lei “foi um dos melhores acontecimentos do ano”. “Antes, a pessoa que maltratava um animal ia apenas na delegacia assinar um papel e era liberada. Hoje, estamos vendo a justiça sendo feita, com os infratores sendo, realmente, presos. Infelizmente, essa lei só abrange cães e gatos. Mas já é um grande avanço para minimizar a quantidade exagerada de casos que vemos diariamente. É uma vitória no âmbito da proteção animal”, comemora a médica veterinária.

Menna Barreto acrescenta que é muito importante a divulgação dessa nova lei, para que as pessoas tomem conhecimento, de forma a dar melhores condições ao poder público para fazer com que os transgressores sejam devidamente penalizados.

“Com certeza ela deve diminuir essa prática criminosa. Sabemos que é um tema complexo que deve envolver, além de animais domésticos, animais silvestres e animais de tração, bem como os animais utilizados na alimentação humana. Entendemos que esses animais estão ligados direta ou indiretamente ao cotidiano das pessoas e, como seres vivos, merecem respeito em vida nas suas mais variadas funções que prestam ao ser humano. Seja como companhia, seja para o trabalho, ou mesmo para a alimentação”, complementa o gerente de Vigilância Ambiental.