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UEG tem 20 cursos com quatro estrelas em Guia da Faculdade do jornal O Estado de S. Paulo

A nova Universidade Estadual de Goiás (UEG): gestão do governador Ronaldo Caiado faz com que instituição obtenha destaque em diferentes avaliações, como o Enade e o Guia da Faculdade do jornal

Nota é considerada muito boa por publicação paulista, em parceria com startup Quero Educação, que avalia anualmente instituições brasileiras, sendo referência no setor. Nova UEG teve ainda 29 cursos com três estrelas. Resultados refletem reestruturação da universidade estadual iniciada na gestão do governador Ronaldo Caiado

Depois de ser destaque no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2019, apresentado na semana passada, a Universidade Estadual de Goiás (UEG) alcançou novo resultado positivo na avaliação do Guia da Faculdade 2020, divulgado no domingo (25/10). Produzido em parceria pelo jornal O Estado de S. Paulo e a startup educacional Quero Educação, o guia é uma das publicações mais abrangentes sobre a educação superior nacional, sendo referência para os pré-universitários.

Reestruturada, a nova UEG aparece no guia do Estadão com 20 cursos avaliados com quatro estrelas (notas consideradas muito boas pelos organizadores) e 29 cursos com três estrelas (notas boas). Ao todo, 63 cursos da instituição goiana receberam notas da publicação, sendo que 14 foram considerados como não estrelados (menos de três estrelas na avaliação).

Esse é o segundo resultado significativo que a instituição alcança em poucos dias. Na semana passada, a UEG foi bem avaliada pelo Ministério da Educação (MEC) quanto ao Enade, realizado com alunos concluintes da graduação. Foram cinco cursos, entre 12 analisados, com avaliação alta: nota quatro (de uma escala que vai de um a cinco).

O desempenho pode ser entendido como reflexo do trabalho realizado pela nova UEG. Ao longo de 2019, o Governo de Goiás adotou várias medidas para a recuperação estrutural, administrativa e pedagógica da universidade. No fim do ano passado, por exemplo, foi aprovado pela Assembleia Legislativa e sancionado pelo governo um amplo processo de reestruturação. A execução, inclusive do ponto de vista acadêmico, ainda está em curso.

Sobre o Guia da Faculdade, a avaliação é feita uma vez por ano por professores voluntários de outras instituições da mesma região da UEG (veja critérios e detalhes abaixo) como base em três aspectos: projeto pedagógico (características da proposta de ensino do curso), corpo docente (perfil dos professores vinculados ao curso) e infraestrutura (condições de materiais e equipamentos oferecidos). O trabalho foi iniciado em 2019, quando houve menor presença da UEG, com cinco cursos avaliados (três notas quatro, um nota três e um sem nota).

Para o reitor interino da UEG, professor Valter Gomes Campos, é preciso exaltar o trabalho promovido pelos docentes e corpo técnico da universidade, além dos próprios alunos. “O esforço tem sido coletivo. Os resultados alcançados têm que ser comemorados e aplaudidos, é claro, mas isso também traz a responsabilidade de que precisamos continuar caminhando no mesmo sentido, levando ensino superior de qualidade às diferentes regiões de Goiás”, afirma.

Professor Valter Campos chama a atenção, inclusive, para o período atípico vivenciado pela universidade e pelo resto do mundo, do qual ele espera adquirir aprendizados. “Mais recentemente, em um quadro anormal e adverso de pandemia, todos na UEG têm se desdobrado no sentido de manter o trabalho no maior nível de qualidade possível. Trata-se de uma experiência nova que estamos procurando assimilar e, mais ainda, adquirir aprendizados a partir disso”, acrescenta.

Na opinião do secretário-chefe da Secretaria-Geral da Governadoria (SGG), Adriano da Rocha Lima, que acompanhou de perto o processo de reorganização e reestruturação da UEG quando era titular da Secretaria de Desenvolvimento e Inovação (Sedi), é importante que a instituição continue o processo de consolidação. “O resultado é lento, mas progressivo e sempre no sentido de termos uma universidade cada vez melhor”, ressalta.

Para Adriano, a UEG deve estar mais focada no ensino, na qualidade e em pesquisa. “Devemos ter uma instituição bem distribuída no Estado, que atenda de forma mais eficiente às vocações dos alunos. O objetivo é um movimento constante para transformarmos a UEG em uma das melhores universidades públicas do Brasil”, esclarece.

Além disso, a importância do aumento da relação da academia com a sociedade também é lembrada. “Temos uma política pública de aproximar a universidade com as demandas da sociedade, seguindo os eixos econômicos do Estado, o que garante um planejamento adequado da universidade. Também realizaremos uma automação no processo de gestão de modo a reduzir a evasão de estudantes, que elevou durante a pandemia de Covid-19”, explica o secretário de Desenvolvimento e Inovação de Goiás, Marcio Cesar Pereira.

Cursos avaliados

Os 20 cursos da UEG melhor avaliados em 2020, que obtiveram quatro estrelas (notas muito boas), estão espalhados por várias regiões do Estado e estão relacionados com diferentes áreas de estudo e de conhecimento: administração (Anápolis, Aparecida de Goiânia, Goianésia e Silvânia), agronomia (Ipameri e Palmeiras de Goiás), arquitetura e urbanismo (Anápolis), ciências econômicas (Anápolis), cinema e audiovisual (Goiânia), educação física (Quirinópolis), engenharia agrícola (Anápolis), enfermagem (Itumbiara), farmácia (Anápolis e Itumbiara), física (Anápolis), história (Ensino a Distância), letras – português/inglês (Anápolis), matemática (Quirinópolis), química (Anápolis) e química industrial (Anápolis).

Por sua vez, os 29 cursos com notas boas (três estrelas) também representam um perfil diversificado, seja geograficamente ou por área de conhecimento: administração (Caldas Novas e Santa Helena de Goiás), ciências biológicas (Anápolis, Iporá e Quirinópolis), ciências contábeis (Anápolis, Aparecida de Goiânia, Jaraguá, Morrinhos e Uruaçu), ciências econômicas (Itumbiara), educação física (Goiânia), enfermagem (Ceres), engenharia agrícola (Santa Helena de Goiás), engenharia florestal (Ipameri), fisioterapia (Goiânia), geografia (cidade de Goiás, Formosa e Morrinhos), letras – português/inglês e literaturas (Pires do Rio), letras – português/inglês (Inhumas, Iporá, Quirinópolis e São Luís de Montes Belos), matemática (Formosa), pedagogia (Quirinópolis), sistemas de informação (Anápolis e Santa Helena de Goiás) e zootecnia (São Luís de Montes Belos).

Como funciona o Guia

Segundo os organizadores, todas as instituições de ensino superior cadastradas no Ministério da Educação são convidadas para fazer parte do Guia da Faculdade. Após se cadastrarem para participar do levantamento, as instituições indicam todos os cursos superiores que estão recebendo novos alunos. Para serem avaliadas, as universidades precisam ter a titulação de bacharelado ou licenciatura e ter pelo menos uma primeira turma com estudantes já formados.

O guia utiliza metodologia conhecida como “avaliação por pares” para analisar a qualidade de cerca de 14 mil cursos superiores nacionais. Nesse processo, a equipe do Guia atua como um instituto de pesquisa e colhe a opinião de milhares de professores que atuam no ensino superior. As universidades participantes são avaliadas por coordenadores e docentes de outras instituições, que analisam e dão notas para os seguintes critérios: projeto pedagógico, corpo docente e infraestrutura.

Ao todo, são mais de 9 mil coordenadores e professores do ensino superior brasileiro avaliadores do Guia da Faculdade. Segundo os realizadores, trata-se de um trabalho voluntário, sem remuneração. Os avaliadores são acionados para dar notas aos cursos das suas áreas de formação e de instituições prioritariamente localizadas na mesma região do país na qual trabalham. Eles são convidados a dar três notas (de um a cinco) para cada curso, que é distribuído para a avaliação de seis professores. Caso um curso não receba pelo menos quatro notas dos avaliadores, ele é considerado como “sem nota” na avaliação.

Segundos os organizadores, o guia nasceu de uma parceria, fechada no final de 2018, entre o Estadão e uma das principais startups da área educacional do país, a Quero Educação, com sede em São José dos Campos (SP). No projeto do guia, coube à equipe da empresa a montagem de todo o processo da avaliação de cursos, incluindo a definição da metodologia utilizada, coleta de informações das instituições de ensino, montagem do banco de avaliadores e tabulação dos dados obtidos.

 

BRB firma acordo de cooperação técnica com Consórcio Nordeste

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Parceria vai desenvolver plataforma de investimentos que permitirá financiar projetos para o desenvolvimento econômico da região

O BRB firmou nesta terça-feira (27) acordo de cooperação técnica com o Consórcio Nordeste, e passa a ser parceiro preferencial da entidade, composta por nove estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Pelo acordo, o BRB e o Consórcio irão desenvolver uma plataforma de investimentos que permitirá financiar projetos estruturantes para o desenvolvimento econômico da região. O objetivo é captar recursos nacionais e internacionais para o financiamento dos investimentos nos estados consorciados.

A parceria com o Consórcio Nordeste está em linha com o planejamento estratégico do BRB, que prevê a expansão da atuação do banco para além do Distrito Federal, possibilitando um relacionamento diferenciado com os estados e seus servidores, bem como com o setor produtivo.

 

A expansão do BRB para outros estados fortalece a instituição e reforça o compromisso de atuar em prol do desenvolvimento regional. Isso é o que se espera de um banco público.Paulo Henrique Costa, presdiente do BRB

A estratégia de expansão, física e digital do BRB vem sendo desenvolvida desde o ano passado, aproveitando-se das potencialidades que a instituição possui. Um dos diferenciais é sua condição de banco público, com mais de 50 anos de experiência no fomento ao desenvolvimento regional.

Em 2019, o BRB também se associou ao Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BRC), composto pelo DF e mais seis estados – Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rondônia e Maranhão. Isso contribuiu para, recentemente, o BRB realizar uma operação de financiamento a infraestrutura para o Estado do Tocantins, no valor de R$ 149 milhões.

“A expansão do BRB para outros estados fortalece a instituição e reforça o compromisso de atuar em prol do desenvolvimento regional. Isso é o que se espera de um banco público. Ao mesmo tempo que contribuímos para a geração de emprego e renda, principalmente nesse momento de retomada da economia, possibilita ao Banco diversificar sua carteira de clientes, ter acesso a novos mercados e estar próximo às cadeias produtivas de outras regiões”, afirmou Paulo Henrique Costa, presidente do BRB.

O acordo com o Consórcio Nordeste foi assinado na sede do BRB, na tarde desta terça-feira, pelo presidente Paulo Henrique Costa e pelo presidente do Consórcio, o governador do Piauí, Wellington Dias. O governador do Piauí também assinou contrato de financiamento, com o BRB, no valor de R$ 83 milhões, para obras de infraestrutura no estado.

Atualmente, o BRB está presente fisicamente no DF e em seis estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, e atua nacionalmente.

Goiás atinge melhor resultado fiscal do país, apesar de gastos com pandemia

Relatório da Secretaria do Tesouro Nacional indica que Goiás foi o Estado que mais reduziu despesas este ano, mesmo considerando todos os gastos durante a pandemia da covid-19. De janeiro a junho, a queda das despesas públicas em território goiano foi de 8%, em comparação ao mesmo período do ano passado.
Goiás também está entre os entes federativos que têm menor dependência das transferências da União, que representam 18% do total das receitas. Esses dados do Tesouro consideram informações fiscais consolidadas de cada Estado.
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o desempenho goiano é “resultado da combinação de um decreto do governador Ronaldo Caiado (DEM), que instituiu o estado de calamidade pública e prioridades para o enfrentamento da pandemia, e da atuação de sua secretária da Economia, Cristiane Schmidt”.
Em entrevista à reportagem, ela lembrou que quando a atual gestão assumiu o Estado, o déficit era de R$ 4,2 bilhões, e mais R$ 1,6 bilhão em salários atrasados. Já no terceiro bimestre deste ano, o Estado registrou superávit orçamentário de R$ 871,63 milhões, ante R$ 628,12 milhões registrados no ano passado.
Entre as negociações que surtiram efeito para o destaque indicado pelo Tesouro, a Folha destaca a negociação com os demais Poderes estaduais para viabilizar corte de 20% nas transferências obrigatórias para o Judiciário e Legislativo durante a pandemia.
A reportagem cita, ainda, que Cristiane Schmidt indicou interesse na privatização da Iquego, Metrobus e Goiásgás.

Começa quarta chamada do programa Mais Médicos

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Gestores de saúde têm até quarta-feira para renovar termos e confirmar as vagas disponíveis em seus municípios

Começou a quarta chamada do programa Mais Médicos. Na última sexta-feira (23), o Ministério da Saúde publicou a lista dos municípios elegíveis para receberem os profissionais aptos à reincorporação ao programa.

Até a próxima quarta-feira (28), os gestores municipais devem acessar o Sistema de Gerenciamento de Programas para renovar os Termos de Renovação e Adesão, confirmando as vagas disponíveis para as suas cidades. No dia 29, o Ministério da Saúde vai divulgar a lista dos municípios com vagas disponíveis para escolha dos profissionais. O cronograma é de que os médicos comecem a trabalhar a partir de 13 de novembro.

O programa Mais Médicos visa fortalecer a saúde básica, presente em todos os municípios do país e mais próxima das comunidades locais. De acordo com o Ministério da Saúde, 80% dos problemas de saúde são resolvidos ainda neste nível de atenção.

Mais de 16 mil profissionais já atuam em 3.822 municípios e Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), reforçando o combate à pandemia da Covid-19 na Atenção Básica do SUS (Sistema Único de Saúde).

Fonte: Brasil 61

Governo Federal estuda implementar reconhecimento facial para encontrar crianças desaparecidas

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Comitiva do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos irá a Porto Alegre para conhecer o sistema

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) estuda implementar uma ferramenta de reconhecimento facial que poderá ser usada na identificação e localização de crianças desaparecidas em todo o país. A ferramenta é utilizada pelo Departamento de Comando e Controle Integrado (DCCI) e pelo Centro de Perícias, órgãos do governo do Rio Grande do Sul.

Nesta segunda-feira (26), uma comitiva da pasta irá à capital gaúcha para conferir uma demonstração do mecanismo. A ministra Damares Alves compõe o grupo. Além de conhecer o sistema de reconhecimento facial, a comitiva participará, no período da manhã, de uma uma homenagem na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O grupo também terá um encontra com o governador do estado, Eduardo Leite (PSDB).

Fonte: Brasil 61

Bolsonaro coordena hoje 38ª Reunião do Conselho de Governo

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Encontro é realizado no Palácio da Alvorada

O presidente Jair Bolsonaro coordena hoje (27), no Palácio da Alvorada, em Brasília, a 38ª Reunião do Conselho de Governo. Periodicamente, o alto escalão se reúne para avaliar as ações desenvolvidas e discutir as prioridades da agenda do governo federal.

O encontro começou às 8h15 e deve se estender por toda a manhã. Antes, Bolsonaro e os ministros presentes participaram da cerimônia de hasteamento da bandeira, na área externa do Alvorada. Desde o início do mandato, periodicamente, o presidente reúne o grupo para o momento cívico na entrada da residência oficial.

A agenda de Bolsonaro segue no Palácio do Planalto, à tarde, quando ele se reunirá com ministros, parlamentares e líderes religiosos.

À noite, na Base Aérea de Brasília, o presidente da República participa de um wokshop sobre o caça F-39 Gripen, aeronave produzida pela empresa sueca Saab e que terá a tecnologia transferida para o Brasil.

Cresce 60% o número de cidades com mais eleitores que habitantes

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Levantamento da CNM aponta que são 473; em 2018 eram 308

O número de municípios com mais eleitores que habitantes aumentou na comparação com o cenário visto nas eleições de 2018. Segundo levantamento feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), desta vez são 493, 8,8% das cidades brasileiras. Em 2018, quando 308 cidades do Brasil registraram essa inversão, o aumento foi de 60%.

O estudo foi feito a partir do cruzamento de dados da base de eleitores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a população oficial calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado com o maior número em termos percentuais é Goiás (22,76%), seguido do Rio Grande do Norte (17,9%) e da Paraíba (14,8%).

Proporcionalmente, a cidade que lidera a lista nacional de municípios com mais eleitores do que habitantes é Severiano Melo (RN). Lá, segundo estimativa do IBGE, são 2.088 habitantes, já os dados do TSE apontam 6.482 eleitores aptos a votar, o número é três vezes maior que a quantidade de habitantes.

Em números absolutos, na liderança da lista nacional de municípios com mais eleitores que habitantes está o município pernambucano de Cumaru,no Agreste do estado. Segundo o IBGE, ele possui 10.192 moradores, já o TSE aponta que há na cidade 15. 335 cidadãos aptos a votar este ano.

Justificativa

A diferença, segundo o consultor da área técnica, da CNM, Eduardo Stranz, pode ser justificada por desatualizações nas estimativas de população feitas pelo IBGE, fraudes e , especialmente, por questões afetivas. “Existe uma ligação muito grande das pessoas com as cidades onde elas nasceram, sobretudo nesses municípios pequenos. Elas migram para cidades maiores, regiões metropolitanas ou cidades-pólo em busca de emprego ou estudo, mas não transferem seus títulos eleitorais, isso é muito comum”, avaliou.

Stranz, que há mais de 30 anos trabalha com municípios, lembrou ainda que em cidades menores a disputa política é muito acirrada e as pessoas nascidas nessas localidades têm sempre algum grau de parentesco com os candidatos o que, segundo ele, também contribui para que elas não transfiram seus títulos.

Dados IBGE

Outro ponto que deve ser levado em conta é a defasagem nos dados sobre a população brasileira. “Isso está mais evidente agora, em 2015. Segundo o Plano Nacional de Estatística, o IBGE teria que ter feito uma contagem populacional para ajustar a fórmula que calcula essa estimativa, mas isso não aconteceu sob o argumento de falta de verba”, explicou o especialista.

O Brasil adota uma das seis fórmulas utilizadas no mundo para estimar a população . A equação, que projeta o número de habitantes a partir de dados do Censo Demográfico, tem eficiência por quatro anos, no quinto ano, é preciso recontar a população para ajustar a fórmula. “Como não foi feito isso, as populações estimadas a partir de 2015 têm tendência mais ao erro que acerto. Isso também pode ser importante nessa diferença”, destacou Eduardo Stranz.

Fraudes

Questionado se o número maior de eleitores em relação aos habitantes em determinadas cidades não pode significar fraude, o consultor disse que sim, mas que casos de curral eleitoral são pontuais. “Hoje em dia isso é cada vez menos comum. As pessoas têm muito mais acesso à informação, discussão política. Olhando o perfil dessas cidades, fica mais evidente a ligação das pessoas com sua terra natal.

Revisão

Nos casos em que há muita discrepância entre eleitores e habitantes ou que há um aumento da transferência de domicílios, a Resolução 22.586/2007, do TSE, determina que seja feita uma revisão do eleitorado sempre que for constatado que o número de eleitores é maior que 80% da população, que o número de transferências de domicílio eleitoral for 10% maior que no ano anterior, e que o eleitorado for superior ao dobro da população entre 10 e 15 anos, somada à maior de 70 anos no município.

Governo investe no monitoramento do comércio

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Até a próxima quinta-feira (29) funcionários das administrações regionais serão treinados nos sistemas para melhorar a arrecadação | Foto: Divulgação/DF Legal

DF Legal lança parceria com administrações regionais para unificar informações de feiras, quiosques e ambulantes

Para que as 33 regiões administrativas do DF possam se desenvolver com qualidade de vida e sem risco à população, o governo local está de olhos abertos para a organização urbana dos espaços públicos. Nesta segunda-feira (26), a Secretaria DF Legal lançou oficialmente o programa Preço Público, com objetivo de unificar dados de mobiliários urbanos e do comércio informal, como os oferecidos por quiosques e trailers, bancas de feiras e ambulantes.

A parceria com as administrações regionais consiste na utilização de dois sistemas disponíveis na DF Legal: o Sisaf-Geo, que cuida da fiscalização de todo o território; e, o Sisaf Tributário, que aponta quais os estabelecimentos possuem dívidas com o governo. A ideia de ter todas as informações numa mesma plataforma de consulta – utilizando inclusive georreferenciamento – vai criar mais mecanismos de controle e transparência, evitando inclusive o não pagamento de tributos.

“A unificação do sistema de cadastro, lançamento e cobrança dos preços públicos em âmbito do Distrito Federal, além de evitar a possível renúncia de receita, facilitará o atendimento da população e dos empreendedores, trazendo para a regularidade todos os mobiliários urbanos, quiosques, trailers, feiras, engenhos publicitários e ambulantes do DF”, explica o secretário da DF Legal, Cristiano Mangueira.

Ele conta que atualmente muitos desses comércios estão desenvolvendo suas atividades de maneira irregular, alguns até mesmo sem quitar o “Preço Público”, valor estabelecido pelo estado para concessão do espaço. “Esse contribuintes, em boa parte, estão com termos vencidos, então o governo decidiu usar o programa para para regularizar essas pendências”, adianta Mangueira.

De acordo com o gestor, até a próxima quinta-feira (29) representantes das 33 administrações regionais passarão por um curso de capacitação para operar o sistema unificado do Preço Público. Aos servidores será ensinado como proceder no uso da ferramenta e como qualificar a cobrança dos tributos de todo o mobiliário do Distrito Federal. “Serão duas turmas por dia. Uma pela manhã e outra no período da tarde”, completa Mangueira.

Para o secretário executivo das Cidades, Valmir Lemos, a iniciativa vai beneficiar a sociedade como um todo. “A melhoria no sistema de controle do preço público faz-se necessária para atender aos permissionários, a administração pública e aos órgãos de controle interno e externo, na medida em que traz transparência para aqueles que ocupam o espaço público”, acredita.

Segundo ele, o novo formato de trabalho vai ajudar e muito no desenvolvimento das cidades. “Acreditamos que as administrações regionais ganharão uma importante ferramenta para o cumprimento de suas atribuições legais e os usuários serão beneficiados por meio de um sistema justo e auditável”, destaca.

Obras do Governo do Distrito Federal reduzem impacto da crise

Já são 393 entre finalizadas e em execução, com mais de R$ 2,2 bilhões investidos, criando renda e milhares de empregos

Em menos de dois anos, o Governo do Distrito Federal coleciona um quadro de 393 obras, entre concluídas e em execução. São R$ 2,269 bilhões investidos, pagos ou contratados, para dar mais qualidade de vida à população. Mesmo durante a pandemia, o ritmo não diminuiu e a máquina pública se esforçou para não deixar a cidade parada. Entre as ações, estão intervenções em água e esgoto, urbanização, iluminação, desenvolvimento rural, viadutos e muita dedicação à qualidade de vida.

Somente neste ano, 116 obras foram concluídas e entregues – totalizando R$ 407,229 milhões investidos. São destaques três unidades básicas de saúde (UBS), a nova Ponte do Bragueto e a praça da Galeria dos Estados, bem como a ampliação do balão de saída de Águas Claras, a entrega de três estações do Metrô –  Estrada Parque, 106 e 110 Sul –, a reforma do Terminal Rodoviário de Sobradinho e as melhorias do Mercadão do Núcleo Bandeirante – demandas antigas das comunidades dessas regiões, além da Galeria dos Estados, no Eixo Rodoviário Sul. O GDF ainda inaugurou um novo canal de abastecimento em Vargem Bonita e a Praça dos Direitos do Itapoã.

 

Mercadão do Núcleo Bandeirante | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

 

R$ 407,2 milhõesRecursos investidos em 116 obras entregues neste ano

Trabalho intenso

Atualmente, há mais de cem intervenções em andamento, com recursos que somam R$ 1,885 milhão. Desses trabalhos, destacam-se sete unidades de pronto-atendimento (UPA) e cinco novas UBS; a recuperação da Avenida dos Pioneiros, no Gama; a reforma das tesourinhas do Plano Piloto; o recapeamento da Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig); o túnel de Taguatinga e as diversas melhorias de urbanização e drenagem em Vicente Pires. Também seguem as construções de calçadas, de ciclovias e reformas de pontos importantes da capital, como a W3 Sul. Juntas, essas obras  geram mais de 7 mil empregos diretos e indiretos.

Obras do Túnel de Taguatinga | Foto: Paulo H Carvalho/Agência Brasília

Das entregas de 2019, há ainda as construções de centros de educação da primeira infância (Cepi) e execuções e manutenções de calçadas.  E vem mais por aí. Entre tantas outras intervenções, estão previstas para começar em breve as melhorias no Setor de Rádio e TV Sul, as reformas das demais quadras da W3 Sul, a transformação da Avenida Hélio Prates e o viaduto do Recanto das Emas.

Galeria dos Estados | Foto: Paulo H Carvalho/Agência Brasília

“O Distrito Federal não parou sequer um minuto”, ressalta o governador Ibaneis Rocha. “Mesmo em épocas ruins, temos que manter a cabeça erguida, mostrando para a população que tudo vai ter uma saída. Estamos fazendo obras em todas as cidades para empregar mais e mostrar que, se 2020 foi difícil, 2021 vai ser um ano bem melhor. Vamos trabalhar cada vez mais.”

“Mesmo em épocas ruins, temos que manter a cabeça erguida, mostrando para a população que tudo vai ter uma saída”Governador Ibaneis Rocha

Por sua vez, o secretário de Economia, André Clemente, acredita que, após a crise provocada pela pandemia, o DF terá um legado por ter se esforçado em não deixar a cidade parar. “Acreditamos que a questão epidemiológica é uma das vertentes de gestão dessa crise”, avalia. “A outra é a questão social, de assistência, de desemprego, de fome. A terceira é a onda econômica. Se mantivermos os gastos públicos em dia, a segurança jurídica, a confiança econômica dos setores, vamos voltar a crescer mais rápido no ano que vem”.

As obras são fator importante para enfrentar o desemprego – um grave reflexo da pandemia, como aponta o secretário de Obras, Luciano Carvalho. “A construção civil é um dos pilares para a retomada dos empregos, uma vez que emprega muito e emprega rápido”, pontua. “Esse é um dos motivos pelos quais não estamos medindo esforços para tirar do papel inúmeras obras”.

 

“A construção civil é um dos pilares para a retomada dos empregos”Luciano Carvalho, secretário de Obras

Acompanhamento constante

O monitoramento das obras de todos os órgãos do GDF é realizado rotineiramente pela Secretaria de Governo. “Apesar de todas as dificuldades por causa da pandemia, o governo tem focado em todas as regiões administrativas, sem contar as ações de zeladoria”, aponta o titular da pasta, José Humberto Pires.

“O cuidado com a cidade para mantê-la conservada, além de obras que são fonte de emprego e renda, não parou”, assegura o secretário. “Estamos usando tudo o que tem de recursos federais, de emendas parlamentares, refazendo convênios e investindo nas cidades”.

O diretor-presidente da Novacap, Fernando Leite, destaca ainda o papel fundamental da companhia nesse processo de cuidado e busca de melhorias para as cidades. “Atuamos em duas vertentes: mantemos a cidade limpa, organizada e em funcionamento com zeladoria diuturna nas cidades, a partir dos programas Cidade Sempre Viva e GDF Presente”, enumera. “Também trabalhamos nas obras de edificação e urbanização em todas as cidades. Nada disso pode parar, porque atende às reivindicações da população e traz aumento da oferta de emprego e renda”.

Caiado sanciona lei que cria Política Emergencial de Enfrentamento à Covid-19 para atender indígenas e quilombolas

Objetivo é impulsionar ações, em curto prazo e em caráter de urgência, que garantam acesso ao atendimento de saúde e higiene adequados aos povos tradicionais. Governador assegura que Estado atuará “com respeito às especificidades de cada povo em seus territórios nacionais”

O governador Ronaldo Caiado sancionou a Lei Estadual nº 20.880, que institui a Política Estadual Emergencial de Enfrentamento à Covid-19, no âmbito dos territórios indígenas e quilombolas. De autoria do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Lissauer Vieira, a nova norma vem ao encontro das ações promovidas pelo Governo de Goiás, desde o início da pandemia, em atenção a essas comunidades.

A lei busca viabilizar e intensificar, em curto prazo e em caráter de urgência, medidas que garantam acesso ao atendimento de saúde, proteção individual, materiais de higiene e de desinfecção a essas comunidades. “Assim como tem sido feito desde o início do trabalho de combate à pandemia pelo Estado, essa atenção será realizada em conformidade com os protocolos de saúde e vigilância sanitária, e com respeito às especificidades de cada grupo em seus territórios tradicionais”, assegura Caiado.

O governador, que também é médico, lembrou que além das ações específicas de prevenção à Covid-19, agora com força de lei, o Governo de Goiás está presente nessas regiões garantindo serviços básicos e essenciais, como é o caso da energia elétrica que chegou à comunidade Kalunga do Vão do Moleque, em Cavalcante, e o plano para ampliar o acesso à água tratada, a partir de parceria com o governo federal, por meio do Programa Cisternas. O levantamento feito pela Saneago inclui 138 famílias do Vão do Moleque e ainda deve abranger regiões do Vão de Almas.

Mais especificamente no caso da pandemia, o governo estadual, em ações integradas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), Gabinete de Políticas Sociais e Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), já distribuiu 20.710 cestas básicas a 66 comunidades quilombolas e máscaras e álcool em gel para outras 78, além de três tribos indígenas.

Nova lei

Um dos pontos sempre prezados pelo Estado em todas as suas ações é o respeito às tradições dos povos. As medidas e garantias previstas na Política Estadual Emergencial de Enfrentamento à Covid-19 levam em consideração a organização social, os costumes, as tradições e o direito à territorialidade dos povos indígenas e quilombolas, de acordo com a Constituição Federal.

A lei apresentada por Lissauer Vieira teve o apoio do Programa de Extensão Politizar da Universidade Federal de Goiás (UFG), coordenado pela professora Laís Forti Thomaz, decorrente de parceria estabelecida com a Alego. “Com essa lei, pretendemos facilitar o acesso de equipes multidisciplinares de atenção à saúde indígena e quilombola, qualificadas e treinadas para enfrentamento à Covid-19, utilizando equipamentos de proteção individual adequados e devidamente testados antes de entrarem em territórios indígenas e quilombolas”, afirma o deputado.

Respeitando as identidades e a diversidade linguística de cada grupo, diálogos com as lideranças e representantes das comunidades serão feitos para dar transparência aos planos de contingência, notas e orientações técnicas, vigilância e monitoramento epidemiológico dos casos relacionados à Covid-19.

Outro ponto importante para o enfrentamento da Covid-19 entre esses povos está na disponibilização de testes rápidos e teste molecular (RT–PCR), com o objetivo de evitar a propagação do vírus nos territórios. Além disso, indígenas e quilombolas entram nos grupos prioritários para antecipação da vacinação anual contra a gripe/influenza.

As ações serão realizadas em parcerias e convênios com órgãos municipais e instituições públicas que atuam na execução da política indígena, bem como povos quilombolas, para garantir que nenhum atendimento de saúde e/ou assistência social da rede pública estadual de saúde seja negado às populações, por falta de documentação, incluindo o cartão do SUS, ou por quaisquer outros motivos.

Quilombolas e Indígenas em Goiás

Goiás possui 117 comunidades quilombolas, distribuídas em 54 municípios goianos e 17 comunidades indígenas, que estão presentes em nove cidades do estado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2019. Dados da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de Goiás (Seds) mostram que os quilombolas estão presentes em 58 comunidades remanescentes de quilombos, reconhecidas com certidão. Dentre eles, estão os Kalungas, o maior quilombo em extensão territorial do Brasil, com cerca de 4 mil pessoas abrigadas em 253 hectares, ao norte da Chapada dos Veadeiros.

A população indígena goiana é estimada em mais de 8,5 mil, sendo pouco mais de 300 vivendo em terras indígenas, o que corresponde a 4% do total. Os outros 96% vivem fora de terras indígenas. No Estado existem cinco reservas e três grupos indígenas: os Karajás, de Aruanã; os Tapuios do Carretão, em Rubiataba e Nova América; e os Avá-Canoeiros, em Colinas do Sul e Minaçu.