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Último dia de inscrição para o programa de estágio da LG lugar de gente

Vagas são destinadas a estudantes de cursos na área de tecnologia; inscrições vão até 9 de novembro

A LG lugar de gente, líder em produção de tecnologia para gestão de RH, está com inscrições abertas para o seu Programa de Estágio 2021. As vagas são para estudantes matriculados em cursos de graduação na área de tecnologia, que já estejam a partir do 3ª período. As oportunidades são para a grande Goiânia (GO) e Belo Horizonte (MG), e os interessados podem se inscrever até hoje, 9 de novembro.

Os candidatos serão submetidos a avaliações técnica e comportamental, além de entrevista com gestores da LG e feedback de participação. Entre as habilidades necessárias, é importante ter conhecimento em informática e desenvolvimento de software, bom relacionamento interpessoal, ser colaborativo e gostar de inovação.

O programa tem duração de um ano, com carga horária de 30 horas semanais. Durante os três primeiros meses, quatro horas diárias serão dedicadas ao treinamento dos selecionados, com orientações e monitoramento dos especialistas da LG.

“O Programa de Estágio representa o nosso compromisso em desenvolver pessoas desde o momento em que começam suas experiências práticas dentro da empresa. O resultado desse trabalho reflete no alto índice de efetivação que temos aqui, acima de 80%, e na grande representatividade de colaboradores que iniciam suas carreiras conosco e continuam até hoje, em busca de mais crescimento e trocas contínuas”, destaca Thomas Khalil, Diretor de Gente e Gestão da empresa.

 “O Programa de Estágio foi a base para que eu pudesse me preparar para lidar com minhas primeiras demandas profissionais. A LG prioriza um aprendizado de valor, com pessoas orientando apropriadamente nossa atuação. Me desenvolvi principalmente no trabalho em equipe e, em toda minha trajetória, me senti parte da entrega de resultados da empresa”, afirma Lucas Felipe, Desenvolvedor Trainee na LG lugar de gente, que participou do Programa de Estágio 2019.

Serviço

Programa de estágio da LG Lugar de gente

Inscrições: lg.com.br/estagio
Até: 
9 de novembro

Quem: estudantes matriculados em cursos de graduação na área de tecnologia e cursando a partir do 3ª período.

Benefícios: orientação de especialistas de mercado, bolsa-auxílio, vale alimentação ou refeição e vale-transporte.

GDF retira propaganda irregular dos canteiros do Sudoeste

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Além do combate à poluição visual, equipes do GDF Presente recolheram entulhos e reforçaram a jardinagem das rotatórias

O GDF Presente desembarcou essa semana no Sudoeste para uma série de melhorias. Entre as tarefas listadas, a retirada de faixas de publicidade espalhadas pelos gramados. Em apenas um dia de trabalho, as equipes arrancaram 35 faixas dos canteiros. Esse tipo de publicidade, além de atrapalhar a visão dos motoristas e sujar a cidade, é proibida por lei. As multas variam de R$ 592 a R$ 1,7 mil. A fiscalização é feita pelo DF Legal.

“É um absurdo. Já ajudei a administração em uma operação para tirar essas faixas no fim de semana. Você arranca de manhã, elas são colocadas de novo à tarde. Temos que zelar pelo nosso bairro e acho que só multando para diminuir isso”, opina a prefeita da quadra 302, Regina Boghossian.
Moradora do Sudoeste há 16 anos, ela elogia as ações do GDF Presente. “É um trabalho muito bacana de limpeza, poda de árvores. A Novacap sempre ajudando. Está ficando ótimo”, acrescenta.

Galhadas e inservíveis lotaram 15 caminhões | Fotos: Divulgação/ GDF Presente

Além da retirada das faixas, outros serviços de limpeza foram intensificados. Quinze caminhões cheios de lixo verde (galhos de árvores, folhas, mato) e inservíveis foram recolhidos nas quadras 1, 3 e 5 do Sudoeste Econômico e no Setor de Oficinas. Uma equipe de cinco servidores da Novacap cuidou da jardinagem das rotatórias.

“Aqui temos moradores muito exigentes, mas que ajudam a gente a cuidar do bairro. Com a presença do Polo Central, conseguimos desenvolver trabalhos mais longos como a limpeza da área verde, a retirada das faixas”, explica a administradora, Tereza Lamb.

Completando a lista de serviços, a quadra poliesportiva da SQSW 100 foi teve reparos e  pintura. Na Quadra 304, por sua vez, as  calçadas e os meios-fios foram substituídos.

Lago Sul e Samambaia

No Lago Sul, também foram retiradas faixas de publicidade ao longo da Estrada Parque Dom Bosco (EPDB), a principal avenida da região administrativa. Ações de podas de árvores e limpeza de bueiros foram realizadas para prevenir os impactos da temporada de chuva.

Doze toneladas de entulho e lixo verde foram recolhidas entre as QIs 25 e 28, além da limpeza de valas. Nestas quadras, com o apoio do Departamento de Estradas e Rodagem (DER/DF), foram tapados os buracos das ruas com o uso de 500 quilos de massa asfáltica.

O Polo Oeste, por sua vez, esteve em Samambaia. Na QR 518, as equipes recolheram entulhos, e na QR 521 foi iniciada a recuperação de buraco.

Governo do DF reforça controle no Lago Paranoá

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Três novas lanchas da PMDF vão ajudar na fiscalização realizada pela Marinha

Três novas e modernas lanchas adquiridas pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) vão auxiliar a Marinha do Brasil na fiscalização do Lago Paranoá e seus afluentes. Um reforço de peso: três embarcações da marca Highfield, com potência de 150 hp, vão substituir as lanchas antigas da corporação. O investimento é de R$ 630 mil.

Os  barcos somam-se aos quatro jet-skis (moto aquáticas) já usados pela Companhia Lacustre da PMDF na tarefa conjunta de proteção das águas do Paranoá. O espelho d’água é reconhecido como um dos pontos turísticos mais democráticos da capital e reúne banhistas, praticantes de esportes náuticos e pescadores.

Mas não é só o lago no coração de Brasília. Afluentes como o córrego Bananal, Torto e a represa da Bacia do Descoberto também são alvos da fiscalização, agora mais qualificada.  As lanchas vêm de São Paulo, chegam a 70 km/h e comportam até 14 passageiros. Estarão em ação a partir de janeiro, logo após desembarcarem em solo candango.

“A modernização da frota torna o atendimento das forças de segurança cada vez mais rápido e eficiente, diminuindo a incidência de crimes e aumentando a sensação de segurança da população. Ter um profissional treinado, motivado e bem equipado também significa um atendimento mais rápido”, destaca o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres.

Companhia Lacustre combate a pesca irregular e outras infrações | Fotos: Divulgação/BPMA-DF

As lanchas são equipadas ainda com GPS, rádio e sonar – aparelho que faz a verificação embaixo d’água. E, o resultado, é mais agilidade e segurança. “Com as novas embarcações, conseguiremos fazer o trajeto entre o pelotão lacustre, na Ponte das Garças, até a Barragem do Paranoá em cerca de oito minutos. É um grande facilitador”, pontua o subcomandante do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, major Adelino Oliveira.

Múltiplas atribuições

À Companhia Lacustre da PM, a chamada Polícia das Águas, cabe o policiamento ostensivo dos lagos para coibir crimes comuns, ambientais, além de cuidar da preservação dos mananciais. Um trabalho diário e de 24 horas, em apoio à Marinha do Brasil e outros órgãos como  Corpo de Bombeiros,  Ibama e Brasília Ambiental.

Delitos como a embriaguez de condutores, o porte ilegal de armas de fogo, roubos, navegação em área proibida e a pesca predatória são monitorados.

“É comum o flagrante da pesca com tarrafas, redes, o que não é permitido no Lago. Principalmente, nas águas que margeiam a Universidade de Brasília e próximo às pontes. O material é apreendido e o pescador multado”, explica Adelino. Uma multa que varia de R$ 700 a  R$ 100 mil.

O pelotão auxilia ainda em afogamentos e incidentes com embarcações, juntamente ao Corpo de Bombeiros. E em operações contra a retirada indiscriminada de água dos reservatórios por meio de bombas, ao lado da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa).

Plataforma on-line para escolas públicas e classes hospitalares

Jogos apresentam a aprendizagem de conceitos matemáticos básicos | Foto: FAP-DF

Com apoio da FAP-DF, UnB desenvolve software gratuito para ensino inclusivo da matemática

Hércules e Jiló no mundo da matemática: concepção e desenvolvimento de um software, de apoio à educação matemática em uma perspectiva inclusiva. Esse é o título de um projeto da Faculdade de Educação (FE) da Universidade de Brasília (UnB), desenvolvido com o fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF) e o apoio logístico da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), que resultou em um jogo para apoiar o ensino lúdico e inclusivo de matemática. Em 26 de outubro ficaram prontas as mil cópias da ferramenta em CD que serão entregues às escolas públicas com turmas de alfabetização e às classes hospitalares do DF. O jogo já está disponível para uso e download gratuitos no site http://herculesejilo.com.br/index.php.

A história de Hércules, uma criança em busca de conhecimento, e seu fiel amigo, o cão Jiló, nasce no ano de 2000. É quando os professores da FE-UnB Amaralina Miranda de Souza – coordenadora do atual projeto, por ocasião dos seus estudos de doutorado – e Gilberto Lacerda dos Santos perceberam a necessidade de formular uma proposta que pudesse viabilizar práticas didático-pedagógicas mais inclusivas, dinâmicas e colaborativas. O intuito seria possibilitar que o professor enxergasse a capacidade de aprendizado em todas as crianças e favorecesse todas as formas e estilos de aprendizagem, considerando-se necessidades e especificidades de cada estudante.

“Diante dos avanços da tecnologia, o grupo precisou aprimorar a iniciativa de diversas formas para potencializar as suas dimensões lúdicas e pedagógicas, com vistas a favorecer a aprendizagem matemática de forma colaborativa e inclusiva”Amaralina Miranda, pesquisadora da UnB e coordenadora do projeto

À época, os docentes propuseram e obtiveram o apoio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Secretaria de Educação Especial (Seesp/MEC) e construíram o software Hercules e Jiló, voltado para o apoio ao ensino de Ciências Naturais para todas as crianças em fase de alfabetização. Distribuído às escolas públicas, esse software teve uma grande receptividade junto às escolas e foi premiado pelo Ministério da Educação, em 2000, como “Objeto de Aprendizagem”.

Nessa mesma perspectiva, e para a concepção de Hércules e Jiló no mundo da matemática, integrou-se à equipe o professor Cristiano Alberto Muniz, também da FE-UnB, e o apoio da FAPDF. A pesquisadora Amaralina explica que, além de todo o processo de planejamento e concepção dos jogos, a construção do software inclusivo integrou avaliações de professores especialistas da área de educação especial e inclusiva. O processo também incluiu a aplicação do Hércules e Jiló em turma de alfabetização com estudantes com necessidades educacionais específicas, cujos resultados foram analisados pela equipe do projeto e indicaram a necessidade de diversas mudanças.

Programa possui interface intuitiva e visual, o que permite fácil exploração por parte das crianças | Foto: FAP-DF

“Diante dos avanços da tecnologia, o grupo precisou aprimorar a iniciativa de diversas formas para potencializar as suas dimensões lúdicas e pedagógicas, com vistas a favorecer a aprendizagem matemática de forma colaborativa e inclusiva”, destaca Amaralina.

Assim, com base na estrutura seguida de dez jogos para exploração lúdico-pedagógica, foram planejados e construídos cinco novos jogos virtuais: o Jogo dos Pratinhos, o Jogo Resta Mais, o Monta Buquê, o Passa Passa e o Jogo dos Porquinhos. Também foram construídos os cinco Jogos Concretos, utilizados em abordagens pedagógicas inclusivas: Jogo do Dominó, Jogo do Bingo, Jogo do Boliche, Jogo da Memória e o Jogo da Vendinha.

Os jogos virtuais (programados para computador) e os jogos concretos (programados para serem montados no computador e jogados fora dele) foram construídos com o objetivo de promover situações de aprendizagens no contexto da educação matemática, de forma dinâmica, criativa e colaborativa. Para tanto foram elaborados e integrados ao software textos orientadores para apoiar o professor no uso do software.

Em um processo interativo e intuitivo, os jogos apresentam a aprendizagem de conceitos matemáticos básicos, como as operações matemáticas e noções de espaço e ordem. Também abordam questões como compreensão do agrupamento, quantificação discreta, correspondência entre quantidade e símbolo numérico e regras e estruturas do sistema decimal, bem como o valor do numeral de acordo com seu posicionamento.

“Para além do jogo em si, com o software o professor tem a liberdade de criar e conduzir ações pedagógicas variadas que atendam às demandas dos alunos, porque o princípio mais importante a se considerar nesse processo é que: cada aluno aprende do seu jeito e no seu tempo, que é importante que o professor o explore de forma diversificada e lúdica para que o aluno realize o seu  processo de aprendizagem. Entendemos que esse seja o diferencial dos jogos”, acrescenta a coordenadora.

O programa possui uma interface muito intuitiva e visual, o que permite fácil exploração por parte das crianças, além de um recurso de voz que orienta cada passo do jogador e se apresenta também como um interessante recurso lúdico pedagógico para funcionar como apoio ao professor. Assim, planejado com intencionalidade, o método funcionará como facilitador da construção de aprendizagens fundamentais da matemática.

O projeto foi apoiado pela FAP-DF no âmbito do Edital da FAP-DF 13/2016 de Educação Inclusiva.

Pandemia impacta contratos das mensalidades das escolas em 2021

Neste ano, as escolas tiveram que interromper as atividades presenciais para tentar frear o avanço da doença

As escolas privadas de todo o país começam a se preparar para o ano letivo de 2021. Diante das incertezas que permanecem por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19), as instituições preveem um ano de cuidados em um possível ensino presencial e ainda com oferta de ensino remoto de forma parcial ou integral, mesmo que para parte dos estudantes. Todos esses fatores têm impacto nos novos contratos e nos reajustes das mensalidades. 

“É um processo muito complexo”, diz o presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Ademar Batista Pereira. “Se tiver uma segunda onda da doença? Se não tiver vacina? A gente vai ter que fazer o que é possível. Não é possível fazer o que a gente fez em 2019, assinar um contrato com aula presencial e pronto, a gente tinha uma espécie de planejamento. Hoje ninguém tem nenhum planejamento e quem dizer que tem está mentindo. Nem os governos têm. Vivemos um momento de instabilidade”.

Neste ano, as escolas tiveram que interromper as atividades presenciais para tentar frear o avanço da doença. Até o início deste mês, de acordo com levantamento feito pela Fenep, 16 estados e o Distrito Federal autorizaram a reabertura das escolas particulares. Em outros três estados há alguma previsão de retomada. Sete estados não têm data para reabertura.

As escolas tiveram que se adaptar, oferecendo aulas de forma remota. Muitas famílias, no entanto, pediram a redução das mensalidades, uma vez que o serviço contratado não estava sendo entregue da forma acordada. A disputa chegou ao legislativo, onde tramitaram propostas para redução obrigatória dos pagamentos.

Embora não haja certeza do que está por vir em 2021, para que os impasses que ocorreram em 2020 não voltem a acontecer, é possível, de acordo com Pereira incluir essas incertezas nos contratos, para deixar claro as medidas que podem ser tomadas. “A gente terá que prever no contrato o que será feito. Os pais têm que ter consciência de que será feito o que der para fazer”.

Educação infantil

A educação infantil, etapa que compreende as creches e pré-escolas, foi a mais impactada pela pandemia, devido à dificuldade de oferecer um ensino a distância para os bebês e crianças. De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Infantil (Asbrei), Frederico Barbosa, a estimativa é que metade dos estudantes dessa etapa tenha deixado as escolas.

Para 2021, segundo Barbosa, as escolas prepararam os ambientes físicos para garantir que sejam arejados e que haja distanciamento entre os estudantes. As escolas definiram medidas de segurança, como o uso de máscaras e higienização dos ambientes, junto às secretarias de saúde e órgãos de vigilância sanitária.

A expectativa é ofertar tanto um ensino híbrido, mesclando presencial e remoto quanto aulas apenas a distância para aquelas famílias que desejarem. “Já está sendo colocado nos contratos essa questão da oferta do ensino híbrido e do ensino a distância. Vai ser a nova realidade em 2021”, diz.

Preços

Cada escola tem autonomia para definir as mensalidades. A Fenep ressalta que os custos subiram, pois foram necessários investimentos em novas tecnologias e treinamento dos professores para implementar e manter o ensino híbrido. “A escola não pode errar na sua precificação. É importante que as famílias conheçam e compreendam o quanto custa o investimento da educação particular, serviço essencial aos estudantes, à comunidade e ao país”, diz a entidade em nota.

A Fenep não tem uma estimativa de qual seja a média dos reajustes, no país. As situações variam de escolas para escola. A escola onde o filho da administradora Deborah Lopes estuda na Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro, por exemplo, optou por manter os mesmos preços praticados em 2020. “De certa forma isso ajudou bastante”, diz, “Muitos pais tiveram perdas com a pandemia, perdas de emprego, redução de salário, então, de certa forma ajuda, em 2021, a manter os alunos que já estavam na escola”.

Na educação infantil, Barbosa diz que a maior parte dos reajustes varia entre 3% e 4,5%. “A escola tem que enxergar se o público dela comporta um aumento de mensalidade”, diz.“O pai que decide manter o filho em casa e só ter o ensino a distância, ele acha que tem que pagar menos, quando na verdade, para a escola oferecer esses dois serviços para as famílias, o ensino  híbrido e o ensino a distância, o custo para a escola é muito maior. Algumas escolas tiveram que contratar alguns professores ou aumentar a carga horária dos docentes”, acrescenta.

Direito do consumidor

Pela Lei 9870/99, as escolas podem reajustar as mensalidades com base na variação que tiveram nos custos com pessoal, aprimoramentos no processo didático-pedagógico e outras despesas. Caso solicitadas, devem apresentar uma planilha de custo que justifique o aumento proporcional.

“Toda espécie de aumento de despesa que a escola teve, ela pode colocar aí e esse reajuste tem que ser proporcional. E elas são fiscalizadas. A família que sentir que ela está praticando um reajuste não justificado, pode denunciar ao órgão de defesa do consumidor, que tem o poder de exigir que a escola apresente planilha, a contabilidade, para justificar isso”, explica o diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Igor Britto.

Segundo Britto, as famílias podem também tentar negociar com as escolas uma forma de pagamento que fique mais confortável no orçamento. “É surreal ver escolas reajustando mensalidade para o ano que vem desconsiderando a crise econômica nacional. É uma total falta de solidariedade das escolas com as famílias, especialmente as famílias que se mantiveram fiéis, pagando mensalidade ao longo do ano e não usufruindo das estruturas físicas com mesmo nível de serviço que contratam para 2020”, diz.

Outro direito das famílias, de acordo com Britto, é ter garantida a segurança dos filhos. A escola precisa prestar esclarecimentos quanto ao protocolo de segurança sanitária adotado e também sobre as opções de ensino remoto. “A escola que está ignorando totalmente, que acha que a pandemia acabou ou que se planeja para o retorno das aulas em fevereiro, em janeiro, como se tudo tivesse voltado ao normal, é uma escola que está totalmente fora dos padrões do mercado”, defende.

ELEIÇÕES 2020 | Eleitor poderá justificar ausência pelo celular

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O e-Título pode ser baixado gratuitamente nas plataformas Google Play, para celulares que usam o sistema operacional Android e App Store, para usuários de iPhone

Como o voto é obrigatório no país, todo eleitor que não comparecer a sua zona eleitoral no dia da eleição está igualmente obrigado a justificar a ausência, sob pena de ter suspensos diversos de seus direitos civis caso não regularize sua situação na Justiça Eleitoral.

O primeiro turno das eleições municipais está marcado para 15 de novembro. O segundo turno, onde houver, ocorrerá em 29 de novembro. O horário de votação é sempre das 7h às 17h, no horário local.

Uma das justificativas aceitas para não ter ido votar é se o eleitor comprovar que estava fora dos limites geográficos de seu domicílio eleitoral, no dia de votação. Neste ano, em função da pandemia do novo coronavírus (covid-19), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu facilitar esse tipo de comprovação.

Foi adicionada ao aplicativo e-Título uma funcionalidade que permite justificar a ausência por meio do sistema de georrefenciamento disponível nos aparelhos celulares. A função é capaz de identificar se o eleitor está de fato fora de seu domicílio eleitoral.

O e-Título pode ser baixado gratuitamente nas plataformas Google Play, para celulares que usam o sistema operacional Android e App Store, para usuários de iPhone.

A versão que trará o georreferenciamento, entretanto, ainda não foi disponibilizada pelo TSE. De acordo com o tribunal, isso será feito até 10 de novembro. Portanto, para ter acesso à ferramenta, quem já tem o programa instalado no celular deve ficar atento para atualizá-lo para a versão mais recente após a disponibilização do serviço.

A justificativa de ausência por meio de georreferenciamento pelo e-Título estará disponível somente no dia e no horário da votação. A justificativa por outras razões, como motivos de saúde, por exemplo, também poderá ser feita no aplicativo, mas somente depois da eleição, num prazo de 60 dias.

Em qualquer caso, o primeiro passo é baixar o e-Título e seguir o passo a passo mostrado na tela para realizar o cadastro na plataforma. Uma vez habilitado, para justificar a ausência no dia da votação o eleitor encontrará a opção no botão Mais opções, e depois em Justificativa de ausência. O procedimento deve ser feito para cada turno separadamente.

Outros meios para fazer a justificação continuam disponíveis, como o preenchimento do Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE), que pode ser baixado na página do TSE e estará disponível também em papel nos cartórios eleitorais. Pela internet, é possível ainda utilizar o sistema Justifica.

Conforme informa o TSE em seu portal, quem faltar ao pleito e não regularizar sua situação junto à Justiça Eleitoral fica impedido de:

·      – obter passaporte ou carteira de identidade;

·      – receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, autárquico ou paraestatal, bem como fundações governamentais, empresas, institutos e sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço público delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição;

·      – participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos estados, dos territórios, do Distrito Federal, dos municípios ou das respectivas autarquias;

·      – obter empréstimos nas autarquias, nas sociedades de economia mista, nas caixas econômicas federais e estaduais, nos institutos e caixas de previdência social, bem como em qualquer estabelecimento de crédito mantido pelo governo, ou de cuja administração este participe, e com essas entidades celebrar contratos;

·      – inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, e neles ser investido ou empossado;

·      – renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;

·      – praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda;

·     –  obter certidão de quitação eleitoral, conforme disciplina a Res.-TSE nº 21.823/2004;

·      – obter qualquer documento perante repartições diplomáticas a que estiver subordinado.

Conhecidas as entidades civis eleitas para o Conselho dos Direitos da Mulher

Vencedoras têm a missão, entre outros desafios, de propor e monitorar políticas públicas

Já se sabe quais são as 12 entidades representantes da sociedade civil que farão parte do Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal (CDM), além dos nomes das dez suplentes. A lista completa (veja quadro abaixo) foi publicada hoje no Diário Oficial do DF. Pela primeira vez na história do conselho, criado em 1988, a escolha das integrantes da sociedade civil foi realizada por meio de eleição. As selecionadas para compor o CDM assumem a missão de atuar na mobilização, na organização, na promoção, na defesa e na garantia dos direitos das mulheres no Distrito Federal.

Ao todo, 51 entidades se candidataram para integrar o colegiado, mas apenas 40 atenderam aos requisitos previstos no edital para concorrer a uma das vagas reservadas para organizações da sociedade civil. Na etapa de habilitação, a viabilidade das candidaturas foi analisada por uma comissão eleitoral.

“A escolha de entidades importantes e seríssimas como essas, por meio de um processo muito seletivo, institucionaliza nossa política e traz uma representação plural da voz de todas as mulheres do DF”Erika Fillipelli, secretária da Mulher

“Essa eleição foi resultado de um processo democrático e de construção coletiva, que vai dar às mulheres o nível de participação que elas merecem na construção de ações e políticas pelos seus direitos. A escolha de entidades importantes e seríssimas como essas, por meio de um processo muito seletivo, institucionaliza nossa política e traz uma representação plural da voz de todas as mulheres do DF”, afirma a secretária da Mulher, Ericka Filippelli.

Para a primeira-secretária do CDM-DF, Michelle Abrantes, a primeira eleição do CDM traduziu o desejo da sociedade civil brasiliense de participar efetivamente da formulação e da fiscalização das políticas públicas do governo direcionadas às mulheres. “A composição paritária do conselho é a garantia da democracia. Ampliamos a possibilidade de dar voz a todas as mulheres do DF para que, na hora de formular políticas públicas, toda a diversidade de visões seja levada em consideração e, assim, as mulheres sejam mais bem contempladas”, observa.

Agora, as entidades civis eleitas devem encaminhar à Casa Civil as documentações e a indicação do nome da conselheira que vai atuar no CDM como representante da instituição. A cerimônia de posse das indicadas está prevista para o início de dezembro, quando também devem ser discutidos as próximos ações do conselho. Vale ressaltar que as instituições não eleitas, mas que atuam no âmbito de defesa e promoção das mulheres, podem participar das reuniões do CDM como ouvintes. E com a possibilidade de momentos de fala, em que podem também apresentar suas contribuições referentes ao tema.

Confira a lista completa das eleitas:

ENTIDADES CIVIS ELEITAS TITULARES 

 

VOTOS RECEBIDOS PORCENTAGEM DE VOTOS 

(%)

 

ABMCJ DF – Associação das Mulheres de Carreira Jurídica 25 62,5%
ACOTATO – Associação Cidadã por Terra, Moradia e Trabalho 22 56,4%
CUT – Central Única dos Trabalhadores 21 53,8%
Marcha Mundial das Mulheres 21 53,8%
Coletivo de Mulheres com Deficiência do Distrito Federal 18 46,2%
UBM- União Brasileira das Mulheres 17 43,6%
Fórum de Mulheres do Mercosul – Seção DF 17 43,6%
Associação das Mulheres de Sobradinho II 16 41,0%
OAB-DF – Ordem dos Advogados de Brasília Seccional do Distrito Federal 16 41,0%
CMCBR NACIONAL – Conselho de Mulheres Cristãs do Brasil 15 38,5%
Cepai – Centro de Projetos e Assistência Integral 15 38,5%
Mulheres em Segurança 14 35,9%
ENTIDADES CIVIS ELEITAS SUPLENTES 

 

VOTOS RECEBIDOS PORCENTAGEM DE VOTOS 

(%)

 

Mulheres Feminicídio Não – Apoio a Mulher Empreendedora (IMFN-AME 14 35,9%
Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais do DF 13 33,3%
Associação Nacional das Etnias Ciganas 13 33,3%
Associação Brasileira de Advogadas 13 33,3%
Instituto Compartilhar 12 30,8%
Coletivo Juntas 12 30,8%
Grupo Mulheres do Brasil 12 30,8%
FEHSOLNA – Federação Habitacional do Sol Nascente 11 28,2%
Associação Despertar Sabedoria no Sol Nascente 

 

11 28,2%
Sindicato dos Servidores dos Poderes Legislativo Federal e do Tribunal de Contas de União 11 28,2%

Quem é o CDM

O Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal é um órgão consultivo e deliberativo, que tem a finalidade de formular e propor diretrizes ao governo do DF no combate à violência e à discriminação contra a mulher; de incentivar a organização e a mobilização feminina; além da realizar estudos, pesquisas e debates de temas relacionados às questões de gênero. Também compete ao órgão a cooperação com órgãos governamentais no desenvolvimento de programas voltados para as mulheres, garantindo a elas direitos como saúde, educação, trabalho e segurança.

O conselho é composto por 25 integrantes titulares e dez suplentes. Dessas, 12 são representantes do poder público do DF, designadas por secretários e máximos gestores de órgãos do governo, da administração direta e indireta. Cada uma delas é representante de um dos temas previstos na estrutura do conselho: saúde, educação, Casa Civil, diversidade, pessoa com deficiência, economia, trabalho, segurança pública, desenvolvimento social, gestão governamental, defensoria pública e Companhia de Desenvolvimento do Distrito Federal (Codeplan). As outras 12 são representantes de entidades da sociedade civil que foram escolhidas por meio da eleição.

O edital de seleção de organizações da sociedade civil para integrar o Conselho dos Direitos da Mulher do DF foi publicado em setembro, e o processo seletivo foi composto por três etapas: inscrição, habilitação e seleção – esta última, efetivada por meio de eleição on-line na qual votaram e foram votadas, por meio de uma delegada indicada, as organizações da sociedade civil do Distrito Federal aptas à disputa.

A votação foi realizada na última quarta-feira (3), no período das 12h às 18h. A representante delegada de cada instituição candidata pode escolher 12 entidades da sociedade civil, incluindo a possibilidade de votar em si mesma. Assim, foram eleitas as 12 instituições que receberem o maior número de votos. Além das vagas titulares, também foram selecionadas dez organizações do Distrito Federal para os postos da suplência.

 

Parque Ecológico de Águas Claras ganha Bosque dos Voluntários

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Grupo formado por mais de 80 pessoas conclui, neste domingo (8), plantação de 800 mudas no local. Iniciativa tem apoio do Instituto Brasília Ambiental

O grupo Voluntários do Parque Ecológico Águas Claras, que soma mais de 80 pessoas, e os agentes de parque lotados na unidade, com apoio do Instituto Brasília Ambiental, concluem, neste domingo (8), o plantio local de cerca de 800 mudas.

A área do parque que está recebendo as plantas ganhou o nome de Bosque dos Voluntários, em homenagem aos que atuam por livre e espontânea vontade no lugar.

“É uma homenagem mais que merecida a essas pessoas que têm um grande sentimento de pertencimento ao parque, e que cuidam dele como se fossem sua própria casa, dedicando tempo e energia”, explica o agente de parque André Luis dos Santos Leopoldino.

Segundo ele, o momento escolhido para o plantio tem o objetivo de aproveitar a estação chuvosa para colocar no chão mudas de pequizeiros, copaíbas, jatobás e buritis, entre outras espécies. O plantio começou há uma semana, com a intensificação das chuvas. Já foram plantadas cerca de 500 mudas, e neste domingo a atividade encerra com mais 300.

André Luís explica que a comunidade de Águas Claras também vai poder executar o plantio. Os voluntários e os agentes vão auxiliar a ação. A abertura das covas, que estão recebendo as plantas, foi feita com apoio da Novacap, e algumas mudas foram doadas pelo viveiro do Lago Norte. Mas a maior parte foi produzida pelo grupo de voluntários e pelos agentes, no viveiro do próprio parque.

“Conseguimos comprar insumo como adubo, esterco, entre outros, com recursos do Ministério Público e da iniciativa privada”, esclarece o agente, rotulando a ação como de ampla participação. Ele destaca que os voluntários e a comunidade gostam demais daquele parque, têm orgulho dele, não medem esforços para bem cuidá-lo, ajudando muito o órgão ambiental.

Fiscalização flagra 41 condutores alcoolizados no Gama

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No Plano Piloto, as equipes do Detran flagraram dois campeões de multas

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), por meio da Diretoria de Policiamento e Fiscalização de Trânsito, realizou na madrugada deste sábado (7), uma megaoperação em conjunto com a Polícia Militar, no Setor Industrial do Gama.

Durante a ação, as equipes flagraram 41 condutores dirigindo sob a influência de álcool, cinco inabilitados e um com a CNH vencida. Outros 18 foram autuados por motivos diversos e 11 veículos foram removidos para o depósito.

Quatro condutores saíram do ponto de bloqueio, porém, todos foram abordados e os veículos removidos para o depósito do Detran no Gama.

O efetivo destacado para a operação contou com 20 agentes distribuídos em nove viaturas e um guincho do Detran e quatro policiais, em duas viaturas da PMDF.

 Plano Piloto

Durante patrulhamento realizado na noite dessa sexta-feira (6) no Sudoeste, a condutora de um Hyndai HB20S saiu do local da abordagem sendo parada, com apoio da PMDF, no Paranoá. O veículo acumula mais de 78 infrações e possui um débito aproximado de R$ 13 mil somente em multas. Na sua maioria, as infrações cometidas correspondem a transitar com velocidade máxima superior à permitida. Além disso, a condutora estava com a CNH vencida desde 2009.

No Setor Hoteleiro Norte, o condutor de um VW Gol também saiu do local da abordagem, em alta velocidade, realizando manobras perigosas e desobedecendo as ordens de parada. Os agentes solicitaram apoio da Polícia Militar, que  identificou o motorista e fez a abordagem na altura do Paranoá. O último licenciamento do veículo foi feito em 2010 e o condutor não possuía habilitação. O veículo foi removido e o motorista encaminhado à delegacia de polícia. Ele foi autuado por conduzir veículo não licenciado, não possuir habilitação, evasão, desobediência e manobra perigosa.

Os patrulhamentos resultaram ainda, em flagrantes de um condutor dirigindo alcoolizado, um inabilitado, cinco remoções e 23 autuações por diversos motivos. Todos, no Plano Piloto.

O efetivo destacado para as ações contabilizou 12 agentes de trânsito distribuídos em cinco viaturas e um guincho, e 12 policiais militares, em seis viaturas da PMDF.

NOVEMBRO AZUL | Diagnóstico precoce garante a cura de 90% dos casos de câncer de próstata

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No Novembro Azul, a Saúde fará força-tarefa de cirurgias urológicas e vai inaugurar ambulatório de Andrologia

Depois do Outubro Rosa promover o combate ao câncer de mama e os cuidados com a saúde da mulher, este mês é a vez da campanha Novembro Azul chamar atenção para o câncer de próstata – doença que mata um homem a cada 38 minutos no Brasil. A estimativa é de que um a cada seis homens tenham o diagnóstico da doença durante a vida. Somente no Distrito Federal foram registrados 171 óbitos por neoplasia maligna de próstata em 2019. Em 2020, 97 homens já morreram em consequência da doença.

A maior parte dos casos de óbitos foi registrada nos pacientes de 80 anos ou mais, sendo que em 2019 foram 71 mortes e, neste ano, 44 óbitos até o momento. “Quando os pacientes têm diagnóstico precoce a chance de cura chega a cerca de 90%. O nosso trabalho não é de prevenção, mas de diagnóstico precoce, que é uma prevenção secundária”, explica o urologista e referência técnica distrital, Fernando Melo, chamando a atenção para a importância do atendimento primário nas unidades básicas de saúde (UBSs).

Para a prevenção e diagnóstico precoce, a Secretaria de Saúde lembra que todas as UBSs estão aptas a receber os homens para os cuidados com a saúde. Equipes de saúde da família estão prontas para acolher os pacientes e realizar a coleta de material para o exame de PSA e exames rápidos de HIV, hepatite e sífilis, entre outros relacionados aos cuidados gerais da saúde. É a equipe que faz o encaminhamento para a consulta médica ou com um especialista, caso seja necessário. Como aspecto positivo, a SES informa que a estratégia de saúde da família aumentou o número de casos rastreados no Distrito Federal com encaminhamento para tratamento precoce.

Quando os pacientes têm diagnóstico precoce a chance de cura chega a cerca de 90%. O nosso trabalho não é de prevenção, mas de diagnóstico precoce, que é uma prevenção secundáriaFernando Melo, urologista e referência técnica distrital

No atendimento especializado, neste Novembro Azul, a Secretaria de Saúde vai realizar, em parceria com o Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do DF (Iges-DF), uma força tarefa de cirurgias urológicas no Hospital de Base, que é referência em oncologia. Ainda este mês, será inaugurado o ambulatório de Andrologia no Hospital Regional da Asa Norte. A andrologia é uma subespecialidade da Urologia dedicada ao estudo e ao cuidado da saúde masculina. Assim como a urologia, a andrologia é uma especialidade regulada e recebe os pacientes encaminhados pelas UBSs.

Atendimento

Atualmente a rede oferece exame de biópsia em quatro unidades, que são o Hospital de Base, o Hospital Universitário de Brasília e os hospitais regionais de Taguatinga e Asa Norte. Já a cirurgia é realizada em sete hospitais. “Mesmo na pandemia esses pacientes estão sendo operado”, informou Melo. A Secretaria de Saúde manteve as cirurgias oncológicas, cardíacas e transplantes desde o início da pandemia. Além da cirurgia, outro tratamento indicado para os casos de câncer de próstata é a radioterapia.

Desde o ano passado a fila e o tempo de espera caiu pela metade. Atualmente, há uma fila com 48 pacientes à espera para iniciar o tratamento contra o câncer de próstata no Distrito Federal, o que na prática significa cerca de quatro meses. No em 2019 haviam 89 homens na fila com a espera média de um ano.

A doença

Por não apresentar sintomas, 95% dos casos de câncer de próstata são diagnosticados já em fase avançada, o que dificulta a cura. Os principais sintomas nesta fase são dor óssea, dores ao urinar, vontade de urinar com frequência e presença de sangue na urina e/ou no sêmen.

Os fatores de risco que precisam ser observados pelos homens são: o histórico familiar de câncer de próstata: pai, irmão e tio; raça: homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer; e obesidade.

Prevenção

É indicado que os homens a partir dos 45 anos com fatores de risco ou com 50 anos ou mais sem esses fatores, devem buscar atendimento de prevenção nas unidades básicas e saúde para que, se necessário, sejam encaminhados ao urologista e realização de exames mais específicos. Somente na consulta com o especialista é realizado o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico).

Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. A estimativa de novos casos calculados pelo INCA para o ano de 2020 é de 65.840 no país.