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ENTREVISTA | “A concessão do metrô trará modernidade e economia”

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Valter Casimiro afirma que o governo vai poupar R$ 130 mi por ano com serviços melhores, ao passar a operação metroviária para a iniciativa privada

A concessão da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) para a iniciativa privada está caminhando dentro do governo. Estudos elaborados e já discutidos em audiências públicas mostram que os trens elétricos podem prestar um serviço muito melhor à população. Mas para isto, é necessário modernizar com aquisição de equipamentos e novas tecnologias. Investimento alto, que os cofres públicos não conseguem arcar.

Em entrevista à Agência Brasília, o secretário de Mobilidade, Valter Casimiro fez um balanço de como está o processo de concessão do sistema metroviário. Segundo ele, o subsídio atual do governo para manter os serviços chega a R$ 300 milhões por ano. O que pode ser reduzido a R$ 170 milhões anuais. “Além disso, nossa expectativa é que o número de trens seja dobrado, indo pra 40, carros modernos e com ar condicionado. Vamos aumentar a capacidade, diminuir o tempo entre um trem e outro e teremos um sistema de segurança mais eficiente”, enumera.

Casimiro também destaca as iniciativas da pasta para uma maior integração dos modais de transporte público, os projetos de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a expansão do BRT e o andamento das parcerias público-privadas para os estacionamentos rotativos no Plano Piloto – projeto Zona Verde; implantação da Avenida das Cidades; a construção da nova ponte para o Lago Sul.

O DF é um lugar que sempre teve o histórico de ter muitos carros. Atualmente, são 3,6 milhões de habitantes e quase 2,5 milhões de carros. Como o GDF trabalha para estimular o transporte público coletivo?

Desde o início da gestão, temos priorizado o transporte coletivo. Colocamos isso em dois pilares. O primeiro é o sistema: como se integra esse sistema de transporte com os outros que existem na cidade? Focamos na questão da bilhetagem, pra podermos criar uma integração dos sistemas e trazer mais qualidade e menos custo para o cidadão. Com isso, hoje o usuário pega até três ônibus pagando apenas uma passagem, em um sistema gerenciado pelo Banco de Brasília (BRB), que lhe traz maior confiabilidade. O segundo pilar é a questão da infraestrutura, principalmente viária, para se ter rapidez no transporte. São faixas exclusivas, ônibus novos, também para garantir a confiabilidade do sistema. Além disso, queremos fazer também a requalificação das quadras 900 até as 600 do Plano Piloto, criando ciclovias, calçadas, passagens subterrâneas, ligando e revitalizando trechos por trás das comerciais. Isso tudo para se poder construir o VLT, que é um veículo mais eficiente para o transporte, tirando os ônibus da W3.

Isso quer dizer que o VLT vai finalmente sair do papel?

O projeto já passou por audiência pública, recebeu contribuições e está na fase de aprovação pela Seduh [Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação] e pelo Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional]. Por que a necessidade disso? Porque o projeto foi idealizado com a colocação de uma alimentação por catenária, que é um fio que vem por cima do veículo. Há uma discussão se isso vai ferir o tombamento do patrimônio ou não. Brasília é uma cidade tombada, por isso estamos apresentando todas as justificativas para os órgãos para que eles possam autorizar. Já mandamos o projeto original para o Tribunal de Contas do DF para ganharmos tempo e, tendo a autorização de todos, está apto para a licitação. O VLT irá ligar o Terminal Asa Norte ao Terminal Asa Sul e ao aeroporto.

E o metrô? O governo vai mesmo entregar para a iniciativa privada?

Já fizemos a audiência pública, estamos fechando os estudos com as contribuições. O próximo passo é encaminhar para o Tribunal de Contas do DF para que ele aprove. Provavelmente, no início do ano que vem vamos fazer a licitação do metrô, e essa concessão irá acarretar em modernização e economia. Atualmente, o subsídio do metrô chega a R$ 300 milhões por ano. A proposta que entregou o melhor projeto é de que esse custo fique em, no máximo, R$ 170 milhões anuais. Além disso, nossa expectativa é que o número de trens seja dobrado, indo pra 40, carros modernos e com ar condicionado. Vamos aumentar a capacidade, diminuir o tempo entre um trem e outro e teremos um sistema de segurança mais eficiente.

Há um projeto de expansão do metrô?

Sim, e vai ficar a cargo do governo. Temos dois projetos já prontos e aptos para licitar, que é o de expansão de Samambaia e Ceilândia.

E para a parte Norte do DF? Os trens chegarão lá?

Existe um projeto para chegar até o HRAN [Hospital Regional da Asa Norte]. Os estudos de viabilidade que foram feitos para chegar até o fim da Asa Norte não mostraram sucesso. Mas isso não quer dizer que possamos fazer novas avalições e chegar em algum patamar.

A pandemia atingiu em cheio vários setores da economia, e o transporte público foi um deles. Quais os impactos que ela trouxe e ainda traz?

Hoje temos pouco mais de 50% dos passageiros, que normalmente andam no transporte coletivo. Nossa média diária é de 1,3 milhão e, atualmente, temos apenas cerca de 700 mil acessos ao sistema. Aqui, trabalhamos com a tarifa técnica, que divide com o usuário parte do custo. Na pandemia, o custo do sistema permaneceu o mesmo, porque mantivemos o mesmo número de ônibus rodando, só que o que entra de recurso de tarifa do usuário é menor. Logo, o restante acaba sendo obrigação do governo. Não iremos aumentar a tarifa do usuário porque num momento desse é inviável. Com isso, o GDF está fazendo revisões na tarifa técnica justamente para poder pagar esse complemento tarifário.

Qual a situação atual do BRT?

Ele é um bom exemplo sobre priorizar o transporte coletivo em detrimento do individual que falamos anteriormente. A faixa exclusiva do BRT diminui muito o tempo percorrido para quem o utiliza e, por causa disso, ele acaba tendo uma preferência bem maior pelo usuário. Estamos fazendo um complemento do projeto do BRT Sul para que ele chegue até o Terminal Asa Sul. O do BRT Norte já está concluído e estamos negociando recursos com organismos internacionais para financiar as obras. Estamos finalizando o planejamento do BRT Sudoeste e do Oeste, que foi implantado parcialmente com a EPTG [Estrada Parque Taguatinga], mas que ainda faltam algumas coisas. Precisa passar pela Av. Hélio Prates e em outras vias perto de Taguatinga e Ceilândia.

Além das faixas exclusivas do BRT, como estão as vias exclusivas para os ônibus convencionais?

Tem umas que são mais fáceis de serem implantadas porque basta fazer sinalização. Fizemos isso na EPNB [Estrada Parque Núcleo Bandeirante], estamos fazendo no Eixo Monumental, já tinha no Setor Policial Sul. Onde podíamos colocar, já fizemos. Já em locais que precisam de infraestrutura, estamos melhorando, como na parte Norte, onde estamos fazendo um projeto de terceira faixa de Planaltina até Sobradinho. Existe também um projeto na EPIA [Estrada Parque Indústria e Abastecimento] para se implantar uma faixa exclusiva de ônibus da Octogonal até a Candangolândia.

Nos últimos 20 meses, o governo anunciou a construção de alguns terminais rodoviários. Como estão essas obras?

Entregamos este ano o de Sobradinho, e o de Santa Maria está em execução bem adiantada. O do Itapoã e Varjão estamos com a licitação já finalizada. O do Sol Nascente/Pôr do Sol está com o projeto já fechado, precisando fazer o trâmite burocrático para poder licitar, provavelmente no início do ano que vem será publicado. Além disso, temos a reforma da rodoviária do Gama, que o projeto está pronto e licitamos ainda esse ano.

Os abrigos de ônibus também receberam uma atenção especial do GDF este ano. Qual o balanço das ações nestes equipamentos?

Instalamos 116 este ano e finalizamos uma licitação que está começando agora para implantar mais 425 novos abrigos e, reformar outros 650 por todo o Distrito Federal.

Um assunto de repercussão recentemente foi o anúncio da integração do transporte público com bicicletas e patinetes compartilhados. Como isso vai funcionar na prática?

Fizemos um chamamento para cadastrar quem quiser colocar bicicletas e patinetes compartilhados no DF, seja com estações ou livres, para que sejam disponibilizados com valor comercial. A gente só pediu para que colocassem em várias cidades, e aí estamos propondo que isso seja integrado também ao nosso sistema de transporte. Com isso, vamos integrar o crédito que o usuário tiver no seu cartão com o que é utilizado para o uso das bicicletas e patinetes compartilhados. Ou seja, será possível pagar o custo desses equipamentos com o cartão BRB Mobilidade.

Grandes obras de mobilidade também estão em desenvolvimento pelo DF. Qual a situação das saídas Norte e Oeste?

Desafogou muito o trânsito da saída Norte com a construção do Complexo Joaquim Roriz, que segue a ligação do Colorado e DF-150 até a Ponte do Bragueto. São seis faixas indo e seis faixas vindo, a última etapa da obra está sendo concluída, que é um viaduto de ligação de quem está retornando do Plano Piloto para a DF-150, que vai tirar a necessidade da inversão de faixas que o DER/DF [Departamento de Estradas de Rodagem] faz todo dia. Tudo isso trouxe um alívio enorme para quem mora nessa região de Sobradinho, Grande Colorado e Planaltina. Já o Túnel de Taguatinga trouxe um pouco de transtorno, porque a obra acabou de ser iniciada, mas vai desafogar muito o trânsito da região. São muitos semáforos e interseções naquela região da Praça do Relógio que, com o túnel, vai representar trânsito livre pra quem vem de Ceilândia e Samambaia.

Há algum projeto para melhorar a saída Sul?

Principalmente para quem vem no transporte coletivo, colocamos os terminais do BRT. É claro que a gente sabe que tem muito o que melhorar porque todo mundo que vem da parte do Entorno, acaba gerando um engarrafamento enorme. O que estamos querendo fazer ali? Integração do sistema de transporte coletivo do Entorno com o do DF, fazendo uma interligação com o BRT. Então, em vez de eu trazer todos os ônibus concorrendo com os carros no período de pico, eu jogo para os terminais do BRT e aumento o fluxo de ônibus saindo do BRT, pra poder garantir trânsito livre pra quem vem da região do Entorno: Valparaíso, Luziânia, Cidade Ocidental, Novo Gama,  entre outros.

Como está o processo da Parceria-Público-Privada (PPP) para a Rodoviária do Plano Piloto?

Foi feita a audiência pública, estamos consolidando todas as contribuições para que a gente possa ter o projeto fechado. Após a aprovação do Tribunal de Contas, vai ser licitado. A empresa vencedora vai ser obrigada a manter toda a parte de infraestrutura da rodoviária e fará também a gestão de todo aquele ambiente para poder dar mais organização e funcionalidade aos equipamentos públicos ali, como escadas rolantes, elevadores, toda a questão da acessibilidade, além da limpeza e conservação. Outras parcerias que também estamos trabalhando são a da Ponte da Barragem, que vai fazer a ligação do Paranoá com o Lago Sul. Hoje, o caminho que temos é sobre a barragem, então vamos tirar todo o fluxo de carros e ônibus dali e passar para uma ponte. Além disso, tem também a questão da saída Norte, que é um projeto que liga o Setor de Clubes Norte e o Setor de Mansões do Lago Norte a Sobradinho. Outro é a Avenida das Cidades, que é a ideia é enterrar o linhão (de energia) que passa ao lado de Águas Claras até o Park Sul, e fazer uma avenida com centro comercial misto, com comércio, escritórios e residências.

E a PPP do Zona Verde?

O Zona Verde também passou por audiência pública, a gente está fechando o texto com as contribuições para entregá-lo concluído para o Tribunal de Contas. Existe uma grande discussão sobre a exploração da área residencial ou não, mas gosto de frisar que a ideia de colocar o controle na área residencial não é para cobrar do morador, mas sim para evitar que o visitante estacione ali e prejudique o residente. Por isso, estamos continuando com a ideia de colocar a cobrança na área residencial para proteger o morador, que não vai pagar.

O projeto já inclui também como será feita a fiscalização?

Será como é feito no mundo inteiro. Hoje tem como se fazer o monitoramento por OCR [um tipo de câmera], leitura de placa, se esse carro tem ou não permissão, se está cadastrado ou não. Hoje, é mais fácil, se faz isso pelo celular, pelo computador, esse tipo de acompanhamento está bem mais difundido. E um dos itens que a gente obrigou a empresa que irá explorar os estacionamentos é a criação de bolsões, em estações do metrô e do BRT, para que a pessoa possa ir com seu carro até um desses locais, deixar ele estacionado com segurança e utilizar o transporte público. O projeto tem foco no incentivo o uso do transporte coletivo para diminuir o número de engarrafamentos e os transtornos causados pela quantidade de carros que temos aqui.

Há a intenção de expandir o Zona Verde para outras regiões administrativas?

Pode até ser que a gente venha depois a pensar nisso, mas a princípio queremos focar no Plano Piloto justamente pra poder ter essa atenção na questão da mobilidade.

Como o governo tem acompanhado os serviços de transporte por aplicativo?

Desde quando foi feita a legislação aqui, obrigando as empresas de transporte por aplicativo a se cadastrarem na Secretaria de Transporte e Mobilidade, estamos fiscalizando. Todo mês é enviado um arquivo com os novos motoristas, quantas viagens foram feitas, a gente fiscaliza se os aplicativos pegam o selo de verificação dos veículos, que é algo obrigatório nas empresas cadastradas pelo Contran [Conselho Nacional de Trânsito] para identificar se o veículo tem condições ou não de trafegar e apto a fazer o transporte. Então o GDF fiscaliza, acompanha junto com as empresas e temos eles como parceiros, porque eles mandam todos os dados e a gente consegue fazer cruzamento de informações para poder saber as zonas de calor, onde se usa mais o transporte por aplicativo, de onde pra onde.

E como está a situação dos táxis neste novo cenário?

Estamos tentando igualar as condições do táxi porque sabemos que, com a lei do transporte por aplicativo, acabaram aparecendo benefícios que o taxista não tinha antes. Então, a gente tentou igualar idade máxima de frota, porque antigamente o táxi eram só cinco anos, o transporte por aplicativo é de sete. Estamos fazendo também um trabalho de requalificação dos pontos de apoio dos taxistas. Fizemos isso no aeroporto, que estava apresentando uma situação muito precária e, em parceria com o pessoal da Inframérica, entregamos um ponto de apoio reformado. Além disso estamos trabalhando nos pontos de apoio nas entrequadras, mudamos a regulamentação para que haja possibilidade de utilização do cartão de crédito para pagamento das corridas; e, diminuímos um pouco da burocracia que tinha o taxista no aspecto das revalidações. Criamos o agendamento e deixamos esse processo de regularização mais eficiente junto à secretaria.

Metrô lança campanha de combate ao abuso sexual

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Intitulada “Não Encosta”, a ação contempla a instalação de painéis nas estações Central, Águas Claras, Praça do Relógio, Ceilândia e Samambaia

A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal lança, nesta sexta-feira (4), mais uma campanha de prevenção ao abuso e à violência sexual no transporte público. Intitulada “Não Encosta”, a ação contempla a instalação de painéis nas estações Central, Águas Claras, Praça do Relógio, Ceilândia e Samambaia, além de adesivos nas paredes laterais internas dos trens. Também serão afixados cartazes nas estações e as peças serão exibidas nas TVs dos trens.

A campanha tem por objetivo a prevenção de casos de abuso, como o que ocorreu recentemente, em 3 de novembro último, quando um usuário foi detido por importunação sexual, depois de se masturbar dentro do trem e de ser agredido por outros passageiros. Também visa incentivar as mulheres, vítimas ou testemunhas, a denunciarem casos de assédio e abuso no transporte público pelos canais oficiais, como o 180 (Central de Atendimento à Mulher), o 190 (Polícia Militar) e 197 (Polícia Civil) e também pelo número da Ouvidoria do Metrô-DF: (61) 9265.1178.

O estímulo à denúncia é um dos itens previstos na Lei nº 6540, que institui a Campanha de Prevenção ao Abuso Sexual e à Violência no Transporte Coletivo Público e Privado, e passou a vigorar neste ano.

Uma das peças da campanha reforça o uso do carro exclusivo para mulheres. Desde 2013, nos horários de pico, e após, 2015, em todo o horário de funcionamento, o Metrô-DF reserva o primeiro carro de todas as composições para o uso exclusivo de mulheres. Desde 2016, também podem ser usados por pessoas com deficiência. Há, no entanto, seguidos episódios de desrespeito à regra.

Apesar do número de denúncias por abuso sexual ser muito baixo, devido aos sentimentos de medo, vergonha e insegurança, é alto o número de reclamações por desrespeito ao carro exclusivo pelos homens. Dados da Ouvidoria do Metrô-DF apontam que as principais reclamações apontadas pelos usuários são de mau uso do sistema por outros passageiros. Em 2019, foram 5.064 manifestações neste sentido, nas quais destaca-se sobretudo a falta de respeito ao carro exclusivo.

Diante dessa realidade, o Metrô-DF tem feito campanhas periódicas, assim como treinamentos aos empregados sobre como prevenir e lidar com comportamentos abusivos no sistema. Na última quinta-feira (3), a Escola Metroferroviária concluiu mais um curso, feito de forma on-line devido à pandemia, desta vez para os gestores. Em parceria com o SEST SENAT, o curso Prevenção ao Abuso e Assédio Sexual, adaptado para o Metrô-DF, será disponibilizado periodicamente no site da Escola Metroferroviária para acesso aos demais empregados.

CEB Distribuição é vendida por R$ 2,515 bilhões; Neoenergia dá o maior lance

O objetivo da privatização da subsidiária é aumentar os recursos do caixa da empresa, que passa por dificuldades há anos | Foto: Agência Brasília

Grupo Neoenergia apresentou a maior lance e levou o leilão. Agora, Aneel vai avaliar condições para mudança do controle acionário

Em leilão realizado na manhã desta sexta-feira (4) na Bolsa de Valores de São Paulo, a empresa Bahia Geração de Energia, do Grupo Neoenergia, apresentou a maior proposta e comprou a CEB Distribuição pelo valor de R$ 2,515 bilhões. Agora, a vencedora será submetida à análise da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em continuidade ao processo de mudança do controle acionário.

O objetivo da privatização da subsidiária é aumentar os recursos do caixa da empresa, que passa por dificuldades há anos. A concessão para a iniciativa privada também vai proporcionar mais investimentos e consequentemente, uma prestação de serviço mais eficaz e de melhor qualidade ao consumidor do Distrito Federal.

O leilão teve a participação de três proponentes. O grupo Neoenergia arrematou 100% das ações da CEB Distribuição. O lance inicial definido em edital era de R$ 1,423 bilhão e atingiu R$ 2,515 bilhões, o que representa um ágio – diferença entre o valor pago e o valor de avaliação – de 76,63%. Além da Neoenergia, também participaram da concorrência os grupos CPFL e Equatorial.

Os lances na Bolsa de Valores foram acompanhados de perto pelo governador Ibaneis Rocha e pela primeira-dama Mayara Noronha Rocha; pelo presidente da Companhia Energética de Brasília, Edison Garcia; pelo secretário de Economia, André Clemente; e pelo presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa.

“O projeto de privatização da CEB Distribuição nasceu da impossibilidade de que não era mais possível alcançar a recuperação da empresa. Certamente a CEB vai estar muito melhor a cargo da iniciativa privada. Seremos parceiros [da Neoenergia], podem ter certeza disso”, disse Ibaneis Rocha.

Presidente da CEB, Edison Garcia, elogiou o processo de privatização da empresa, que durou menos de um ano. “Esse processo de privatização está extremamente fundamentado, testado em várias áreas e poderes, e bem estruturado tecnicamente. Temos confiança que a população do Distrito Federal será a grande beneficiada, como uma prestação de serviços mais eficiente, com o necessário aporte de investimentos e modernização”, comemorou Garcia.

Todo o processo de privatização da CEB Distribuidora foi conduzido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), após assinatura de um acordo de cooperação, em agosto de 2019. “Esta concessão, além de gerar R$ 2,5 bilhões para o caixa do DF, vai trazer R$ 5 bilhões em investimentos para a cidade. Governador Ibaneis, parabéns pela sua ousadia, pela coragem e determinação em fazer o certo. É um marco histórico o que vivemos hoje”, elogiou o presidente do BNDES, Gustavo Montezano.

Sobre a Neoenergia

A Neoenergia é controlada pelo grupo espanhol Ibedrola e atua há mais de 20 anos no Brasil. O início desta atuação ocorreu em 1997, com investimentos em distribuição de energia elétrica na Bahia e no Rio Grande do Norte. A empresa é um dos maiores atores do setor de energia no Brasil e possui ativos de distribuição, geração, transmissão e comercialização de energia em 18 estados.

 

Vanderlan é destaque no Ranking dos senadores mais influentes do Brasil nas Redes Sociais

O FSB Influência Congresso radiografa o desempenho de senadores e deputados federais nas redes sociais para criar o ranking

O senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) subiu de posição e alcançou o 11º lugar no Ranking divulgado pela FSB Influência Congresso. O senador goiano já vinha se destacando entre a seleta lista dos 15 congressistas mais influentes do Brasil nas redes sociais e nas últimas semanas disparou no ranking.

Vanderlan falou sobre a satisfação desse reconhecimento pelo trabalho que vem sendo executado e creditou essa alavancagem à população que o acompanha nas redes. “Esse mérito é das pessoas que acompanham nosso trabalho através das redes sociais. São eles quem merecem o reconhecimento, pois são quem levam nossa mensagem e nossas ações através dos seus comentários e compartilhamentos, disse o senador.

O senador ainda destacou a importância das redes sociais para a população e para o parlamentar, que tem ali uma ferramenta importante de comunicação. “Desde o início do nosso mandato tenho trabalhado com muita transparência e usamos as redes sociais até como uma forma de prestar contas das tarefas que temos executado no Senado Federal e da nossa atuação Estado de Goiás. Gosto de informar a população sobre as votações, os projetos que estão em discussão, e os benefícios que temos levado a todos os 246 municípios goianos. É a informação direta, sem interferência”, explicou.

Metodologia

O Instituto FSB Pesquisa desenvolveu o ranking com metodologia científica e monitoramento minucioso das postagens e mede a performance de cada parlamentar nas redes sociais. Mas apenas as interações orgânicas são levadas em consideração, posts pagos não entram no ranking.

O índice FSB influência Congresso é calculado levando-se em consideração o número de seguidores, o alcance, os posts, a eficiência, as interações e o engajamento registrados no Facebook, no Instagram e no Twitter durante o período de análise. A fórmula utilizada no cálculo da nota do parlamentar atribui pesos diferentes a cada critério e a cada rede social. Além da posição no ranking, também se compara a performance do parlamentar em relação ao seu próprio histórico pessoal nas redes.

Caesb conquista prêmio de Transparência Ativa

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Índice está relacionado à divulgação de informações de interesse coletivo nos sites institucionais| Foto: Marcos Peixoto / Caesb

Companhia cumpriu lei distrital de acesso à informação em 2020 e foi reconhecida pela Controladoria-Geral do DF

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) alcançou, mais uma vez, 100% do Índice de Transparência Ativa (ITA). Pela 5ª vez consecutiva, a empresa conquista o prêmio realizado pela Controladoria-Geral do DF. A premiação foi anunciada nesta quinta-feira (3), em formato digital. No total, 77 órgãos do DF atingiram 100% índice.

Para a secretária-geral da Caesb, Claudia Marques, “a transparência, que é obrigação do Estado, garante a credibilidade da empresa pública. Nós recebemos esse prêmio com muito orgulho. A gestão da Caesb reforça o seu compromisso de ser transparente nas ações que executa e na aplicação dos recursos públicos. A transparência diminui a distância entre o cidadão e o Poder Público”.

O ouvidor da Caesb, Eduardo Soares, reconhece a importância do trabalho e da premiação. “O alcance de 100% do Índice de Transparência Ativa pelo 5º ano consecutivo consolida a Caesb como uma empresa ética e cumpridora de seus deveres perante a sociedade. O comprometimento e o apoio da Diretoria e das áreas envolvidas foram fundamentais para que alcançássemos mais essa marca”, ressalta.

A gestão da Caesb reforça o seu compromisso de ser transparente nas ações que executa e na aplicação dos recursos públicos. A transparência diminui a distância entre o cidadão e o Poder PúblicoClaudia Marques, secretária-geral da Caesb

Essa é a 5ª edição do Prêmio ITA. O índice está relacionado à divulgação de informações de interesse coletivo nos sites institucionais, conforme determina a Lei de Acesso à Informação (LAI), regulamentada no DF pela Lei Distrital nº 4.990/2012, como endereço e contatos telefônico ou eletrônico, além das informações de caráter institucional ou relacionadas a despesas, contratos, convênios, licitações e servidores.

“A democracia é fundamentada no poder do povo e sua legitimidade se dá quando o indivíduo tem amplo acesso às informações da Administração Pública. Atingir 100% no Índice de Transparência Ativa é importante não apenas para atender à Lei de Acesso à Informação, mas também como instrumento de aproximação entre a Administração Pública e a população. A Caesb atingiu o índice em cinco edições do Prêmio e esperamos que continuem reafirmando seu compromisso com os serviços prestados e com a transparência”, afirma Paulo Martins, controlador-geral do Distrito Federal.

Secretarias, autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, órgãos especializados e autônomos e administrações regionais participam anualmente da avaliação da Controladoria-Geral (CGDF).

Lei de Acesso à Informação – LAI

A Lei de Acesso à Informação (LAI) estabelece procedimentos e prazos para que os órgãos e entidades do Poder Executivo do DF prestem informações aos cidadãos. Todos devem disponibilizar o Serviço de Informações ao Cidadão – SIC, que são unidades físicas para registro dos pedidos de acesso. Aqui no Distrito Federal, os SICs funcionam nas Ouvidorias dos órgãos e entidades.

A partir da LAI, o cidadão pode solicitar acesso a qualquer informação produzida ou custodiada pelo Estado, de acordo com os procedimentos e prazos previstos, desde que não tenha caráter sigiloso.

Aluna da rede pública do DF ganha concurso japonês de fotografia

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Benkyoo no jikan, de Geovana Barboza RIbeiro, de Sobradinho, está entre as fotografias selecionadas no concurso para ilustrar o calendário da Fundação Japão

Geovana Barboza Ribeiro, de 17 anos, é estudante do Centro Interescolar de Línguas (CIL) de Sobradinho

O tradicional concurso de desenhos da Fundação Japão, que seleciona trabalhos entre alunos que estudam a língua japonesa em instituições de ensino fundamental e médio em todo o Brasil, este ano mudou. Para inovar, os 212 participantes deste ano enviaram fotografias, sob o tema O Japão perto de mim. Entre as fotografias selecionadas para o calendário, está a de Geovana Barboza Ribeiro, de 17 anos, estudante do Centro Interescolar de Línguas (CIL) de Sobradinho.

Participaram alunos de 13 escolas públicas e particulares dos estados do Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo, além do Distrito Federal, que registraram cenas nas proximidades de cada participante com alusão ao Japão.

A aluna vencedora foi Maria Julia Battilani Belo, de 8 anos, estudante do terceiro ano do ensino fundamental de Maringá, no Paraná. A fotografia de Maria Julia, intitulada “Revoada dos tsuru”, traz a imagem das tradicionais dobraduras (origami) de grous (tsuru), pássaros que simbolizam paz, saúde e longevidade.

Todos os 12 trabalhos escolhidos estarão no calendário da Fundação Japão de 2021. Além destes, 52 fotografias receberam menção honrosa e serão divulgadas no site da instituição.

Concurso da Fundação Japão

O Concurso de Desenho, criado há 21 anos e realizado entre alunos que estudam japonês em escolas de ensino fundamental e médio, este ano, deu lugar ao Concurso de Fotografias, trazendo novos ares ao cenário em que vivemos atualmente.

Os 12 trabalhos selecionados poderão ser conhecidos no site da Fundação Japão. As fotografias ilustrarão o calendário 2021 da Fundação Japão, que será distribuído gratuitamente assim que as atividades da Biblioteca forem retomadas.

Os alunos premiados

O trabalho vencedor este ano veio de Maringá, Paraná, de autoria da aluna Maria Júlia, do Colégio São Francisco Xavier. A foto, intitulada “Revoada dos tsuru”, foi feita em homenagem ao avô, Edson Battilani, que havia falecido vítima da Covid-19 poucos dias antes da realização do concurso. “Meu avô ia ficar muito feliz, sempre incentivou a arte e a cultura na nossa família. A foto dos tsuru é uma homenagem para ele”, contou Maria Julia.

A aluna, que sonha em ser artista plástica e criadora de pássaros, é também grande apreciadora da cultura japonesa. “Adoro comida japonesa, animes e as aulas na escola. Estudo a língua japonesa desde o primeiro ano. Também gosto de origamis. A minha cidade, Maringá, recebeu muitos imigrantes japoneses. Tenho muitos amigos descendentes de japoneses e, na minha família, meu tio e priminho Otávio.”

Confira, a seguir, a relação dos trabalhos selecionados para o calendário 2021 da Fundação Japão, em ordem de idade dos participantes.

ARTIGO | Relação extraconjugal pode ser reconhecida como união estável?

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* Por Debora Ghelman

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) reconheceu neste mês um relacionamento extraconjugal (ou união simultânea ou paralela) como união estável. A decisão autorizou a partilha de bens adquiridos favorecendo a mulher com quem o homem, que era casado com outra pessoa, se relacionou por 14 anos.

O homem morreu em 2011 e agora suas duas companheiras devem dividir seus bens. De acordo com a decisão, a esposa sabia que o companheiro mantinha outro relacionamento e, com isso, a relação pode ser admitida como estável.

Em 2019, uma situação semelhante teve outro desfecho devido à interpretação do juiz. A união estável simultânea ao casamento teve reconhecimento negado pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), pois o magistrado entendeu que o fato de o homem já ser casado seria um impedimento legal, previsto no art. 1.521, do Código Civil de 2002, ao reconhecimento da união estável.

Naquela ocasião, a mulher pediu o reconhecimento da união estável alegando ter tido um relacionamento de quase duas décadas e que teria residido com o suposto companheiro, com quem teve uma filha, hoje com 20 anos de idade. Em contrapartida, o homem – apoiado por duas testemunhas (incluindo a esposa com quem é casado há 49 anos) – alegou nunca ter morado com a autora e sustentou que os dois mantiveram apenas uma relação extraconjugal.

Entende-se por famílias paralelas ou simultâneas aquelas em que um dos componentes – já casado ou em união estável – possui vínculos familiares de igual magnitude com uma terceira pessoa. Apesar de comuns, o reconhecimento de famílias simultâneas ainda se trata de um tabu em nossa sociedade e, quando estas situações chegam aos tribunais, geralmente são debatidas baseadas em princípios de moralidade.

Antigamente os filhos havidos fora do casamento eram considerados ilegítimos e somente com o advento da Constituição Federal todos os filhos passaram a ter os mesmos direitos. Além disso, a união estável passou a ter as mesmas proteções legais que o casamento passando a ser considerada uma das formas de família.

Acompanhando as mudanças na sociedade, hoje em dia a família não se trata mais de um conceito de natureza matrimonial com soberania do homem perante a mulher, mas sim, um espaço de amor e de afeto com equalização de direitos, legitimação de todas as formas de filiação e reconhecimento de vários formatos de famílias que inclusive rompem o formato tradicional e patriarcal e incluem pessoas do mesmo sexo e famílias monoparentais.

Sendo assim, reconhecer uma união paralela como união estável é coerente partindo do princípio de que se trata de uma família idêntica a qualquer outra: formadas por livre escolha, têm como base o amor e geram filhos que são frutos desta união. Este reconhecimento assegura à companheira o princípio fundamental da dignidade da pessoa humana, prevista na Constituição Federal.

*Debora Ghelman é advogada especializada em Direito Humanizado nas áreas de Família e Sucessões, atuando na mediação de conflitos familiares a partir da Teoria dos Jogos.

ARTIGO | Entenda melhor o comportamento de um psicopata

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Por Genoveva Ribas Claro

O transtorno da personalidade antissocial é caracterizado pela falta de consideração e violação dos direitos dos outros, partindo somente do seu próprio desejo. Esse comportamento inicia na infância, é mais evidenciado no começo da adolescência e continua na idade adulta.

Existem outros nomes relacionados a psicopatia, como personalidade amoral ou sociopata, ambos caracterizados por atos antissociais, que podem estar relacionados a atitudes criminais, mas não como sinônimo de criminalidade, pois pode se tratar de incapacidade de aceitar as normas sociais.

Para receber este diagnóstico, o indivíduo deve ter pelo menos 18 anos e ter tido uma história de algum desvio de conduta antes dos 15; crianças que tem o prazer de maltratar animais, seus colegas, não respeitar normas e regras estabelecidas, ter um perfil de mentir sobre sua conduta, são exemplos.

Esses indivíduos com Transtorno de Personalidade Antissocial, quando adultos, têm mais facilidade de se envolver na delinquência, destruir a propriedade alheia; sentem indiferença insensível pelos sentimentos alheios; atitude flagrante e persistente de irresponsabilidade e desrespeito por normas, regras e obrigações sociais. Esse transtorno pode ser identificado pela incapacidade de manter relacionamentos, baixa tolerância à frustração e um baixo limiar para descarga de agressão, incluindo violência, incapacidade de experimentar culpa e arrependimento. Tem dificuldade de aprender com a experiência, particularmente punição, sendo propenso a cometer novamente os atos delinquentes e propensão marcante para culpar os outros ou para oferecer racionalizações plausíveis para o comportamento antissocial diante da sociedade.

Psicopatas não apresentam emoções ou compaixão, e por não serem afetados por ansiedades, conseguem usar sua inteligência de uma forma bem mais eficiente. Pesquisas apontam que os “circuitos” do cérebro de um psicopata são diferentes dos de uma pessoa normal, e que eles ativam menos, certas partes do cérebro relacionadas a julgamentos morais, e têm menos conexões entre o córtex pré-frontal que é responsável pelo sentimento de empatia e culpa, o que justifica a frieza deles.

Como identificar um psicopata em seu convívio?

Você pode identificar um psicopata pela falta de emoção ou por não ter empatia. Para um diagnóstico é preciso que o indivíduo apresente pelo menos mais três outras características, como:

  • Desprezo pelas leis, praticando atos que inclusive são passíveis de detenção.
  • Ser enganador, mentiroso e ludibriador, visando obtenção de vantagens, benefícios e ganhos pessoais.
  • Agem impulsivamente, sem planejamento de seus atos.
  • São imprudentes e não se preocupam com a segurança de outras pessoas.
  • Ficam facilmente irritados e agressivos, se envolvem em brigas físicas ou discussões constantemente.
  • Agem de forma irresponsável, como por exemplo, deixar o emprego sem garantia ou planos de outro, não pagar contas.
  • Não sentem remorso, são indiferentes às situações que envolvem tristeza, ou maus tratos que causam aos outros.

Os sociopatas podem estar convivendo normalmente em nosso dia-a-dia, sem percebermos, é necessário uma observação e análise atenta de suas palavras e comportamentos.

Assim, devemos tomar sempre o cuidado com aquelas pessoas que inventam histórias e mentiras, seja para persuadir alguém, enganar, ou contar vantagens sobre si mesmos. São egocêntricos, mentem sobre qualidades com o objetivo de se supervalorizar.

Genoveva Ribas Claro é mestre em Educação, psicóloga e professora da Escola Superior de Educação do Centro Universitário Internacional Uninter.

FNDE prorroga prazo para renovação semestral do Fies

Medida está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) prorrogou novamente, agora para 30 de dezembro, o prazo para a renovação semestral dos contratos de financiamento concedidos pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2020. Os aditamentos dos contratos deverão ser feitos pelo sistema SisFies.

A Portaria nº 719/2020 que prorroga o prazo foi publicada hoje (3) no Diário Oficial da União. A medida vale para contratos simplificados e não simplificados. No caso de aditamento não simplificado, quando há alteração nas cláusulas do contrato, como mudança de fiador, por exemplo, o aluno precisa levar a documentação comprobatória ao banco para finalizar a renovação. Já nos aditamentos simplificados, a renovação é formalizada a partir da validação do estudante no sistema.

Pedido de aditamento

Os contratos do Fies devem ser renovados semestralmente. O pedido de aditamento é feito inicialmente pelas instituições de ensino e, em seguida, os estudantes devem validar as informações inseridas pelas faculdades no SisFies. Inicialmente, o prazo seria até 31 de outubro, para contratos assinados até dezembro de 2017. No mês passado o FNDE já havia prorrogado e agora novamente. Os contratos do Novo Fies, firmados a partir de 2018, têm prazos definidos pela Caixa Econômica Federal.

Os Documentos de Regularidade de Matrícula, emitidos pelas instituições de ensino, que tiveram os seus prazos de validade expirados, deverão ser acatados pelos bancos, para renovação do financiamento até a data estipulada com a prorrogação.

O Fies é o programa do governo federal que tem como meta facilitar o acesso ao crédito para financiamento de cursos de ensino superior oferecidos por instituições privadas. Criado em 1999, ele é ofertado em duas modalidades desde 2018, por meio do Fies e do Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies).

O primeiro é operado pelo governo federal, sem incidência de juros, para estudantes que têm renda familiar de até três salários mínimos por pessoa; o percentual máximo do valor do curso financiado é definido de acordo com a renda familiar e os encargos educacionais cobrados pelas instituições de ensino. Já o P-Fies funciona com recursos dos fundos constitucionais e dos bancos privados participantes, o que implica cobrança de juros.

Secretaria de Saúde conta com Fecomércio e sindicatos para combater a Covid-19 no DF

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Novas restrições e rigor na fiscalização devem frear aumento de casos de coronavírus

A aplicação de restrições e a retirada delas está condicionada à taxa de transmissão do novo coronavírus e à ocupação hospitalar no Distrito Federal. O monitoramento semanal feito pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica tem norteado as decisões da Secretaria de Saúde e é uma das informações essenciais repassadas ao governador Ibaneis Rocha para embasar as restrições e liberações durante a pandemia. Uma nova ferramenta importante para as novas deliberações está em curso, que é o inquérito epidemiológico.

Esses e outros assuntos foram abordados durante entrevista do secretário de Saúde, Osnei Okumoto, ao CB Poder, programa transmitido pela TV Brasília e o jornal Correio Braziliense. A entrevista foi conduzida pelo apresentador Carlos Alexandre, nesta quarta-feira (2).

Um dos pontos abordados foi o recente decreto do Governo do Distrito Federal com a limitação do horário de fechamento dos restaurantes e bares, que devem restringir as atividades até as 23 horas. Okumoto explicou que, além do aumento da taxa de transmissibilidade, que está em 1.3 – que é preocupante –, a maioria do público que frequenta os estabelecimentos até mais tarde é de grande maioria jovem, que costumam ser assintomáticos, mas, mesmo assim, podem transmitir o vírus para pessoas do grupo de risco, que costumam desenvolver os casos mais graves da Covid-19 e acabam sendo o maior grupo que evoluem a óbito.

A transmissão acontece justamente quando a gente relaxa nas medidas de segurança, então de tudo o que a gente vem falando desde o início da pandemia que é evitar aglomerações, utilizar máscara, a utilização do álcool gel, tudo isso é muito importanteOsnei Okumoto, secretário de Saúde

“A transmissão acontece justamente quando a gente relaxa nas medidas de segurança, então de tudo o que a gente vem falando desde o início da pandemia que é evitar aglomerações, utilizar máscara, a utilização do álcool gel, tudo isso é muito importante”, reforçou.

Fiscalização

A fiscalização de todos os tipos de estabelecimentos é realizada pela Vigilância Sanitária, pela Secretaria de Saúde, e o DF Legal. Bares, igrejas, shoppings e outros passam constantemente por vistorias sobre o cumprimento das regras e, quando necessário, podem ser notificados, multados ou fechados.

Já a Diretoria da Vigilância Epidemiológica tem como uma das suas responsabilidades realizar o monitoramento semanal da taxa de transmissibilidade do novo coronavírus no DF. Para isso, um cálculo é feito levando em conta os novos casos registrados a cada sete dias. Atualmente, a taxa é de 1.3, ou seja, cada 100 pessoas transmite para 130. O índice considerado aceitável é de 1 ou menor que isso. Os dados para esse cálculo são extraídos a partir do resultado dos exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública, laboratórios privados e os dados repassados ao Ministério da Saúde por meio do sistema de notificação compulsória.

O secretário afirmou que a pasta se adiantou a uma possível segunda onda em vários pontos importantes. “Mesmo com a desmobilização dos leitos a gente deixou tudo muito bem organizado para que possam ser reativados esses leitos de Covid, caso haja necessidade. Hoje, temos 205 leitos de UTI, sendo que 30% a 35% estão ocupados, então, temos uma margem muito grande de leitos disponíveis e no caso de enfermarias são 290 leitos, sendo que a gente tem 130 vagos. A gente tem aí uma margem muito importante observada”, resumiu Okumoto.

Outra ferramenta importante para balizar as próximas decisões em relação à pandemia é o inquérito epidemiológico que teve início nesta quarta-feira (2). Para este estudo serão testadas 230 pessoas em cada uma das 34 regiões administrativas. “Não são as pessoas que vão procurar a gente, a gente vai procurar os lares por meio de um sorteio”, explicou o secretário. A pasta utilizou o IPTU para sortear os endereços. No caso de haver mais de um morador na residência maior de 18 anos e que queira participar da pesquisa, uma nova escolha aleatória será feita. Okumoto anunciou que a pesquisa deve ser encerrada no próximo dia 15 para até o dia 18 de dezembro a pasta ter o compilado em mãos com os resultados dos estudos.

A expectativa é que a análise dessa amostragem possa permitir entender o comportamento do vírus até agora, no momento atual e antever ações futuras. Os testes que estão sendo aplicados identificam os anticorpos IgG e IgM, que tem a capacidade de negativar quem nunca teve a doença, identificando quem está com a Covid ou apontando quem já teve. A análise será realizada pelo corpo de especialistas da Secretaria de Saúde.

Parcerias para a educação da população

Com o aumento da taxa de transmissão do vírus uma das preocupações é com as festas de final de ano. Na última terça-feira (1º), o secretário teve uma reunião com a Fecomércio que chamou outros 11 sindicatos do setor produtivo local. Em compromisso para propagar as medidas de segurança as entidades contribuirão com campanhas educativas.

“Quando apresentei o índice de transmissibilidade de 1.3, reafirmando a necessidade de manter os cuidados para que a transmissão não seja tão grande e, assim ter um Natal com as lojas funcionando, com todos podendo exercer as suas atividades e estar até mesmo com as suas famílias, todos entenderam e vão trabalhar com as informações para produção de folder, spots de rádio, teremos veiculação de informativos, de educação em saúde para que a gente possa ter tranquilidade e sem transmissão”, contou Okumoto.

O gestor afirmou, ainda, que “as medidas restritivas de agora visam garantir maior tranquilidade nos períodos de festas, reduzindo a transmissão do vírus”.